Promise Me

5 O machado de prata.


Notas iniciais
Olá meus amores! Como vocês estão? hahaha Bom, hoje não tenho muita coisa o que dizer, mas... aproveitem a historia e me contem o que estão achando dela, os personagens estão curiosos? Os meninos estão com uma personalidade boa? Digam ai ^^

Todos na vila apenas comentavam sobre o sumiço de Kurt, ninguém mais falava a respeito da morte de seu pai ou muito menos no sofrimento que o garoto poderia estar sentindo. Muito pelo ao contrário, todos apenas afirmavam que o menino foi o responsável pelo roubo da coroa fazendo com que todos sofressem nas mãos dos guardas e isso estava afetando Artie de um jeito inimaginável.

–Artie você tem que ficar calmo! –Tina fala

–Como eu posso me acalmar Tina se o meu melhor amigo está sumido? E por minha culpa?

–Por sua culpa? O que você teve a ver com tudo isso?

–Eu simplesmente dei a ideia a ele para que roubasse alguma coisa do palácio, mas não fazia ideia de que ele iria pegar a coroa.

–Justamente Artie, você não iria imaginar que o Hummel iria roubar algo tão sério. –Ela se senta na cama do aleijado – Se vocês tivessem vindo a mim antes eu poderia ter fornecido algumas de minhas ervas, depois ele iria me pagando aos poucos

–Não pensamos nisso Tina, o Burt estava muito doente e o Kurt já não sabia mais o que fazer, e agora ele está sumido!

–Como você sabe que ele não foi embora pela dor que estava sentindo de ter perdido o pai?

–Porque o Kurt não faz isso Tina, desde de pequenos nós sempre contamos tudo um ao outro e se fosse esse o caso, ele me falaria, mas não.

–O que quer dizer com isso?

–Pegaram o Kurt. –Artie finaliza

[...]

–Não acredito que estamos perdidos! –Blaine grita enquanto Kurt apenas ri

–Ele deve saber por onde ir! –Sam diz encarando o garoto

–De jeito nenhum vou dizer. –O castanho rebate – Primeiramente vocês estão me mantendo preso pelo pulso há horas, segundo, estou com a minha barriga doendo de tanto sentir o osso dessa égua, terceiro, não vou ajudar as pessoas que querem me prender, se virem!

–Isso é uma audácia! –O cavalheiro grita – O senhor vai deixar ele falar assim conosco?

–Deixe ele Sam, terá seu troco em breve. –Blaine rebate

–Vocês dois são estupidamente engraçados. –Kurt dá outra risada – Como um cavalheiro e um futuro rei não sabem andar pelas próprias florestas do reino?

–Nós não nos juntamos com imundice. –O príncipe retruca

–E eu não me misturo com pessoas tolas e metidas como vocês dois e vejamos onde vim parar! –O garoto grita

–Cansei dele! –Sam grita tirando a sua espada da cintura e levando ela até as costas do castanho

–Sam pare! –Blaine grita

–Vamos matar ele, não nos servirá de nada, já temos a coroa! –Ele grita forçando o ferro contra a pele do garoto

–Isso me matem, prefiro ir ao inferno do que continuar com os dois aqui! –O castanho grita

–Vou matar você agora! –O loiro diz apertando a espada, mas o moreno arranca ela de seus braços

–Já mandei você parar! Sou seu rei, não seja tolo! –O príncipe grita lhe encarando – O garoto vai nos servir como isca se preciso, matar não será a solução, prefiro ver ele preso por anos do que morto.

–Não preciso que ninguém me defenda. –O castanho rebate

–Não estou lhe defendendo, apenas adiando a sua dor! –O príncipe está realmente irritado com o que está acontecendo.

–O que é aquilo? –Sam o interrompe cerrando os olhos

–O que? –O príncipe questiona

–Lá na frente. –O loiro repete apontando

Os dois direcionam seus olhares para um clarão que possivelmente deve ser o chalé de algum morador, o que significa que eles estão perto da vila.

–Isso deve ser a vila. –Blaine argumenta

–Não, não é. –Kurt rebate

–Como sabe? –Sam questiona

–Por que eu moro nela? E ando pelas matas todos os dias? –O castanho retruca

–E então? O que será? –Novamente o moreno questiona

Para falar a verdade o castanho não faz ideia de onde os três estão, apenas está se fazendo de bobo para que eles possam lhe soltar e assim, quando for mentir mostrando o caminho irá fugir deixando os dois ainda perdidos. Na cabeça de Kurt, o seu medo de que essas luzes sejam da casa escondida da feiticeira é grande, porém como ele mesmo afirma em seus pensamentos jamais esteve por essas matas.

–Vamos olhar, não custa nada já está de noite mesmo. –O príncipe fala

Os três vão em direção a luz e a cada metro que se aproximam conseguem ver claramente que é um chalé, um pouco velho e acabado, mas mesmo assim, alguém parece morar nele.

–Vamos. –Blaine diz, descendo de Amora

Sam também desce e logo após o príncipe puxa o castanho que respira fundo e aliviado por não ter mais a barriga pressionada pelo dorso da égua. O cavalheiro tira sua espada da cintura e caminha em curtos passos, indo em direção a porta, ele para e verifica se não há perigos e só então bate na madeira velha.

Um silencio permanece no lugar, estão todos os três se encarando até o exato momento que um homem abre a porta, ele é completamente alto e forte, está segurando um machado na mão e parece estar assustado, não só ele como também os três garotos que recuam pelo medo na mesma hora.

–O que querem? –Ele grita levantando o machado

–Nós precisamos de ajuda. –O moreno fala colocando as mãos na frente para se defender de algum possível ataque –Sou seu futuro rei.

–Não considero o reino daqui. – O homem rebate com um tom de raiva

–Viu como não sou o único? –Kurt se intromete

–Você, fique calado. –Sam diz puxando o castanho que por sua vez revira os olhos

–Precisamos de um lugar para passar a noite, será que poderia nos fornecer seu chalé? –O moreno questiona voltando a sua posição anterior

–Acho que um futuro rei não irá querer passar a noite em minha casa imunda.

–Escute, estamos com ele, um prisioneiro e apenas precisamos dormir para amanhã leva-lo até o palácio. –Sam diz

O rapaz alto olha atentamente para o rosto de cada um e parece estar mais atento ao castanho que lhe encara com uma expressão de cansaço. O homem abaixa o seu machado e logo após é surpreendido por um forte barulho de trovão que acaba de soar nos céus, trazendo logo em seguida uma forte chuva

–Vamos, entrem. –Ele diz dando espaço

–Obrigado, muito obrigado. –Sam diz levando o castanho

–Não vou me esquecer de sua ajuda. –O príncipe diz tocando no ombro do homem

Os três entram rapidamente e o rapaz por sua vez fecha a porta. O ambiente assim como ele mencionou não é muito agradável, madeiras velhas e empoeiradas seguram moveis mais velhos ainda, lamparinas iluminam o lugar frio e triste no qual o homem mora.

–Vou pegar alguns panos para vocês se aquecerem. –O rapaz diz indo em direção a uma caixa

–Está realmente frio aqui, como você aguenta? –O príncipe pergunta passando as mãos nos braços

–Bom, é o único lugar que tenho para morar. –O rapaz joga um dos panos para o moreno e logo após para o loiro – Sou caçador, sobrevivo com isso. –E só então ele joga um para o castanho

–Não, ele não vai precisar. –Sam diz puxando o pano do garoto

–Sam, não seja tolo, ele deve estar com frio. –Blaine diz devolvendo o pano

O cavalheiro lhe encara de uma forma confusa, como se não estivesse entendo o que está acontecendo no ambiente. Estaria mesmo o príncipe ajudando aquele no qual roubou a joia da rainha? Por que?

–Príncipe você pode vir comigo aqui, por favor? –O loiro puxa o moreno

O cavalheiro leva o amigo até um lado da sala, e encarando ele com uma expressão de raiva inicia um de seus sermões mais estranhos.

–Qual é o problema entre vocês dois? –Ele questiona

–Como assim? –O príncipe retruca

–Você vem defendendo ele desde o maldito momento em que o pegamos, quero saber qual é o problema?

–Eu não estou defendendo ele Sam, apenas não consigo ver um homem sofrendo, você sabe que não gosto disso.

–Sim eu sei, mas Blaine. –O loiro suspira – Você é o meu melhor amigo desde que éramos pequenos, e jamais foi a favor de um ladrão, por que está sendo agora?

Mais uma vez as perguntas do loiro pegavam o moreno de surpresa, ele não fazia ideia do porque estava ajudando o castanho como se ele não fosse culpado, apenas sabia que era o certo a se fazer.

–Eu não estou sendo a favor dele, apenas quero que assim como todos ele tenha uma noite quente e não congele pelo frio.

–Só espero que o senhor não cometa nenhum erro, prometeu a sua mãe que voltaria com a coroa e que se casaria com a princesa Berry, não descumpra essa promessa.

–Eu não vou. –Blaine responde encarando o amigo

Os dois voltam ao lugar em que estavam antes, o castanho já está coberto pelo pano e o homem prepara um chá quente de ervas.

–Nos conte, como é o seu nome? –O príncipe questiona sentando em uma das cadeiras de madeira

–Finn Hudson. –O rapaz responde vindo com algumas xicaras –O que o garoto fez?

–Roubou a coroa da rainha. –Sam responde encarando o Kurt

–Tive meus motivos. –O castanho rebate

–Com certeza teve! –Sam ironiza

–Porque essa sua implicância comigo? –O garoto questiona irritado

–Fora o fato de que você roubou a joia mais preciosa do reino e agora está nos fazendo de idiotas por não querer mostrar o caminho? Acho que nenhuma! –O loiro rebate

–Vocês parem! –O príncipe grita – Respeitem a casa do caçador.

–Sem problemas. –Finn diz se sentando – Mas na minha opinião deveriam escutar o garoto e ver o por que dele ter roubado a coroa.

–Não vou dizer, para mim não faz diferença eu estar preso ou liberto, nada mais importa. –O garoto diz se levantando

–Se sente! –Sam grita

–Eu apenas vou ao lado de fora! –O garoto rebate – Não vou fugir, quantas vezes tenho que dizer isso?

O menino encara todos os três que apenas permanecem em silencio, sendo assim caminha ainda com os pulsos presos até o lado de fora. O frio percorre o corpo do castanho que apenas observa a chuva cair com força, ele nunca esteve tão incomodado como agora, não só pelo fato de estar preso pelas mãos e em breve estar preso como um todo.

O castanho cai aos prantos, pois nesse exato minuto a ficha caiu a respeito de seu pai, ele está realmente morto e Kurt está longe de sua casa, sem amigos, completamente sozinho.

–Qual é o motivo? –O príncipe pergunta aparecendo na porta

–Não deveria estar lá dentro com o seu amiguinho? –O castanho retruca respirando fundo para conter as lagrimas

–Por que você se faz de forte? Por que parou de chorar apenas pela minha presença? –O moreno questiona parando ao seu lado

–Por que você insiste em querer conversar comigo? Com o homem que roubou a joia e está preste a ser preso? –Kurt rebate

–Por que sabia desde o início que você teve algum motivo. –O moreno lhe olha – Estava assustado, e nenhum ladrão se intimida com apenas dois homens.

–Não quero conversar com você, quando vai entender isso? –O castanho lhe encara

–Mas eu quero, já lhe disse que eu mando e você me obedece. –O moreno suspira e encara a chuva – Vamos mudar de assunto... me diga, você é casado Kurt?

–Não, não sou. –Ele revira os olhos

–E não tem nenhuma moça com quem namore? –O moreno insiste

–Para que quer saber? Só porque você vai se casar em breve não quer dizer que todos devam fazer o mesmo. – Kurt rebate

–Na verdade eu não quero me casar. –O moreno lhe olha – Ela não é a pessoa certa

–Apesar de ser irritante, ela é rica e bonita. Se ela não é a pessoa certa, então quem seria? –O castanho lhe observa

O moreno encara o castanho, seus olhos se fixam e apenas o barulho da chuva é escutado.

–Estou tentando descobrir. –Blaine sussurra lhe observando

Os olhos do moreno permanecem-nos do castanho, eles se olham de uma maneira diferente do início. Ambos transmitem algo em comum, o desejo de não possuir a vida que eles têm, de querer mudar tudo e viver outros ares.

–Você quer... – Blaine interrompe o silencio com outro sussurro – Quer que eu solte seus pulsos?

–Quero. –Kurt sussurra de volta

–Não fuja. –O moreno diz se aproximando

–Não vou.

O moreno vira o castanho lentamente de costas e quando por fim tem os braços dele em sua frente, arrastas suas mãos sobre eles, indo devagar até os pulsos de Kurt. Hummel por sua vez fecha os olhos e sente os toques do mais baixo que por fim começa a desfazer o nó. Blaine deixa sua respiração tocar no pescoço do mais alto que agora começa a sentir algumas coisas diferentes do normal.

–Pronto. –O moreno sussurra na orelha de Kurt

–Obrigado. –O castanho retruca de virando de volta

Com Kurt parado bem na sua frente o moreno lhe olha bem nos olhos, desviando as vezes para os lábios rosados do mais alto que por sua vez faz o mesmo. Depois de sentir a respiração de Kurt, o príncipe dá dois passos curtos se aproximando mais e por fim abre um pouco os seus lábios e leva eles em direção aos do plebeu.

–Meu pai. –Kurt desvia a boca e se afasta

–O que? –O príncipe se assusta

–O motivo pelo qual roubei a coroa foi o meu pai, que faleceu. –O castanho diz assustado –Ele precisava de ervas e eu não tinha moedas de ouro, na verdade nós nunca tínhamos. E foi então que resolvi roubar a coroa para comprar algo que lhe curasse.

–Você... quer dizer...

Blaine nunca esteve tão constrangido na sua vida como nesse exato momento, ele realmente queria beijar o castanho que acabou se afastando dele, afinal de contas qual era o grande problema do príncipe? Por que ele queria sentir o gosto dos lábios de um homem e ainda mais de um ladrão?

–Então você... –Ele respira fundo como nunca – Roubou a coroa para salvar o seu pai?

–Sim.

–E ele faleceu mesmo assim? –Ele questiona ainda constrangido

–Sim, faleceu e eu quis me livrar dela, não queria colocar em perigo a vida de todos na vila. –O castanho diz respirando fundo

–Isso é uma atitude heroica Kurt. –O príncipe ainda continuava nervoso, todo esse contato físico que os dois tiveram há alguns segundos atrás foi o maior de todas suas vidas. –Eu acho... eu acho melhor entrarmos.

–Concordo. –Kurt diz lhe observando

Os dois respiram fundo e caminham em direção a porta, entrando novamente.

–Soltou ele de novo? –Sam questiona se levantando

–Sam, já disse que ele não será perigoso. –Blaine rebate

–Você é que pensa, com certeza vai esperar todos dormirem para fugir. – O loiro insiste

–Por que você não se acalma um pouco cavalheiro. –Finn comenta – O ladrão não me parece ser tão ameaçador como você aparenta dizer.

–Não pode ser ameaçador, mas é esperto. –Sam rebate

–Sou tão esperto que não seria tolo de sair, vocês me caçariam e iria ser pior. –Kurt rebate

–Viu? Eu disse. –Blaine comenta indo em direção a uma poltrona velha

–Kurt... é o seu nome, não? –Finn questiona

–Sim, por que? – O castanho retruca

–Não lhe conheço de nenhum lugar? –Ele cerra os olhos apenas observando o garoto

–Não que eu me lembre... – O rapaz faz o mesmo lhe olhando

–Certo... vou deixá-los dormir. –Finn diz se levantando –Qualquer perigo, podem me chamar.

Sam faz que sim com a cabeça e só então Hudson caminha em direção a uma porta, provavelmente o seu quarto. Blaine por sua vez se acomoda na cadeira e se cobre com o pano, Kurt ainda não sabe bem onde ficará, decidindo assim se estabelecer na cadeira de madeira. Sam os observa em outra poltrona, ele nunca esteve com tanta raiva do melhor amigo como agora.

–Fico de vigia primeiro? –Sam questiona

–Não é preciso, vamos dormir. –Blaine diz já fechando os olhos

Mais uma vez Sam se irrita, respira fundo e se acomoda, assim como os demais. Se passam algumas horas e Kurt não consegue dormir, ele teria tudo para fugir agora e ser livre, mas seu coração o está impedindo, o castanho não consegue desviar os olhos do moreno e por pior que pareça Kurt não sabe o motivo, ele nunca esteve tão confuso.

–Por que está olhando há mais de uma hora para ele? –Sam sussurra

–Pensei que estava dormindo. –Kurt diz pela primeira vez desviando o olhar

–Não sou louco de deixa-lo livre. –Sam suspira – Vamos, me diga, porque está olhando para ele? Quer mata-lo?

–Não. –Kurt o encara confuso – Por que me odeia tanto? Eu não fiz nada para você.

–Eu não lhe odeio, apenas quero proteger o meu melhor amigo, para leva-lo de volta a casa em segurança, para que possa se casar e governar o reino.

–São tantos planos que tem sobre ele, não teria nenhum seu?

Na verdade Sam tinha um plano, porém era algo impossível. O cavalheiro estava apaixonado, por uma das criadas do reino e seu único desejo era poder confessar isso a ela, para que pudessem se casar, no entanto sua vida é basicamente dedicada ao seu amigo e aos seus irmãos tornando assim o seu plano de ser feliz um fracasso.

–Não, não tenho. –Sam o encara – Por que não dorme?

–Não tenho sono.

–Então por que pelo menos não para de encara-lo? –Sam insiste

–Não consigo. –Kurt sussurra para si mesmo

O garoto se acomoda na cadeira desconfortável e o cavalheiro faz o mesmo em sua poltrona, dez minutos depois ambos caem no sono.

No outro dia os três acordam com um forte cheiro de café passado, despertam e observam com seus olhares uma manhã radiante.

–Estou fazendo um café para vocês. –Finn diz ao lado da lareira

–Não era preciso Finn. –Sam comenta agradecido

–Vocês precisam comer. –Ele fala se agachando e pegando algumas frutas

–Nós agradecemos. –Blaine fala segurando uma das frutas

–Mas nos conte, por que mora aqui sozinho? –O cavalheiro questiona

–Nunca me casei, não encontrei a moça certa. –Finn retruca, fazendo o castanho e o moreno se entreolharem

–Por que não volta conosco para o palácio? –O príncipe questiona – Pode morar em uma das casas ao redor.

–Prefiro ficar aqui só. –O homem encara os três – Minha mãe faleceu quando eu ainda tinha 14 anos de idade, desde então nunca sai daqui

–Calma, você nunca saiu daqui? –Kurt parece surpreso

–Não, nunca sai antes com ela, nunca sai depois, vivo desde que nasci aqui e vou morrer aqui. –Ele complementa

–Não posso acreditar. –O castanho leva as mãos até a boca

–E o seu pai? –Sam questiona

–Não o conheci, a única coisa que ele me deixou de lembrança foi esse machado. –Ele mostra a arma para os três – Ele costumava ser, o mais corajoso segundo a minha mãe, queria ter o conhecido.

–Por que não vem conosco? –O príncipe insiste, deixando escapar um olhar em direção ao castanho que parece estar completamente triste

–Não consigo. –O alto rebate

–Sim, você consegue. –Blaine diz se levantando – Vamos, venha com a gente, lhe dou um quarto no palácio, você pode caçar as nossas comidas, não terá privações.

Os olhos de Kurt brilhavam em direção ao príncipe, o garoto nunca pensou que o querido filho da rainha pudesse ter um coração tão bom e puro quando ele aparenta ter.

–De qualquer forma, sempre é bom ter mais alguém fazendo vigia durante a noite, para que esse aí não possa fugir. –Sam comenta

–Eu não vou fugir! –Kurt indaga

–Bom... –Finn encara eles – Nunca sai daqui, mas já subi nas árvores e fiquei olhando por diversas horas o palácio.

–Como assim? –O loiro se interessa – Então você sabe por onde ir?

–Sim, sei. –Ele dá um sorriso no canto da boca

E só então os três escutam um barulho vindo do lado de fora, seguido de um relincho de cavalo.

–O que foi isso? –Sam questiona se levantando assustado

Os quatro correm para o lado de fora e se deparam com um homem, forte e alto, com um corte de cabelo engraçado, em cima da égua do príncipe.

–Não se aproximem! –Ele grita apontando uma espada

–O que está fazendo com a minha égua? –O príncipe anda dois passos em frente

–Acho que ele está roubando. –Kurt sussurra

–Sou seu futuro rei! – Blaine grita

–Até quando ele ficará falando isso para as pessoas? – O castanho questiona sarcasticamente

–Ótimo, isso me faz sentir menos culpa! – O homem grita – Afinal de contas, o que são bens para alguém que possui tudo?

Por fim, o homem inclina a égua que relincha como nunca e sai em disparada mata adentro.

–Ele roubou a Amora! –Blaine grita

–Você batizou a sua égua de Amora? –Kurt questiona com um olhar confuso para o príncipe

–Já me cansei desses ladrões imprestáveis! –Sam indaga irritado

–Isso é alguma indireta? –Kurt questiona lhe encarando

–Pode apostar que sim, seu inútil! –Sam diz indo em sua direção

–Vocês parem! –Blaine os repreende – Esse não é o momento! Ele acabou de roubar a minha égua! O que vou fazer agora? Tenho ela desde os 13 anos de idade!

–Príncipe se acalme nós iremos encontrá-la. – Sam rebate vendo o desespero do príncipe

–Acho pouco provável vocês a encontrarem de volta, mas não custa tentar. – Finn comenta causando mais desespero no moreno

–Mas e agora? Já íamos demorar para chegar com dois cavalos, imagina com apenas um! –Sam diz inconformado

Os quatro parecem não ter nenhuma ideia do que fazer, agora que estão apenas com um cavalo a locomoção fica bem pior.

–Sabia que não devíamos ter deixado eles soltos. –Sam comenta

–E se eu for para a vila onde ele mora? –O príncipe sugere

–Como assim? –O cavalheiro, e o plebeu indagam juntos

–Você vai com o Hudson que sabe onde fica o caminho, e eu vou com o Hummel para a vila onde ele mora. –O príncipe repete

–O que? Eu não vou sair daqui. –Finn indaga

–Está louco? Não posso deixa-lo a sós com ele. –Sam parece assustado

–Eu também não sei como as pessoas da vila irão reagir em ter um príncipe entre elas. –Kurt comenta confuso

–A Amora acaba de ser roubada e nós não temos todo tempo do mundo para chegar ao palácio. –O príncipe encara os três

–Colocamos ele para ir andando. –Sam opina

–Eu não vou andando! –Kurt indaga

–Finn, por favor, vá com o cavalheiro ao palácio. Lhe imploro. –O príncipe suplica

–Jamais sai deste lugar, não é agora que irei fazer isso. –Ele encara assustado os dois

–Finn, você precisa conhecer o mundo, ele é enorme! A sua vida não se resume apenas a esse chalé.

–Eu não vou, não consigo. –Ele diz assustado

–Kurt. – O príncipe encara agora o castanho

–O que? –Ele lhe olha desconfiado

–Por favor, nos dê uma ajuda.

–Você está pedindo para eu ajuda-los? Ajudar aqueles que querem me prender? –Ele questiona querendo rir

–Sim. – O príncipe repete lhe olhando bem nos olhos

O príncipe lhe olha da mesma forma como na noite anterior e isso de alguma forma meche com o castanho que lhe observa do mesmo jeito.

–Certo. –Ele resmunga pela boca e vai na direção do caçador – Posso ao menos conversar com ele a sós?

–Não confio nele. –Sam diz

–Sam, por favor, ele já está tentando ajudar. – O príncipe lhe encara – Sim, pode Kurt.

Kurt bate com força a palma da mão no peito forte do caçador e sendo assim lhe empurra para bem longe dos dois.

–Não adianta, eu não vou sair daqui. – Ele insiste

–Seguinte Finn, não sei porque diabos eu estou ajudando eles que querem me prender, na verdade se você disser não a esse plano por mim será bem melhor. –Ele encara o alto –Mas... você não pode continuar sua vida enfiado nesse pedaço de mundo. A vida lhe aguarda e você é um caçador, deveria ser corajoso, deveria gostar de perigos e se manter preso aqui não irá ajudar em nada.

–Isso não irá me convencer. –Ele repete

–Pense na sua mãe. Você acha que ela gostaria de ver você perdendo seus preciosos dias aqui neste lugar?

–Não. – Finn resmunga

–Pois bem, faça o que aquele engomadinho quer. –Ele lhe dá um sorriso – E ajude eles a me prenderem. Ou, mate o cavalheiro e me ajuda a ser solto, você decide.

Isso retira uma risada do caçador que logo após fazer isso encara novamente o castanho, na mesma forma como no dia anterior.

–Você tem certeza de que não lhe conheço de nenhum lugar? –Ele questiona observando o garoto

–Acho que tenho. –O castanho rebate rindo – Pois bem, vai ajuda-los?

–Não sei se estou pronto.

–Você está. –Kurt dá duas batinhas em seu ombro – E então? Vamos?

O caçador suspira e acena positivo com a cabeça, sendo assim os dois voltam ao mesmo lugar que estavam.

–Sam, ele está certo. –Finn fala – Nós dois vamos em direção ao palácio, iremos buscar ajuda e depois vamos atrás dos dois.

–Mas você nunca saiu deste lugar! –Sam indaga

–Posso muito bem sair agora. – Hudson rebate dando um sorriso para o Kurt

–Isso é loucura! – O cavalheiro nunca esteve tão abismado em toda sua vida

–Nós voltaremos para busca-los. –Finn comenta mais uma vez

–E prendemos ele. –Blaine complementa

–O senhor não sabe andar em uma floresta, muito menos a pé! –O loiro indaga

–Aprendo. –O príncipe rebate

O castanho não sabia exatamente o que achar de tudo isso, ele acaba de ajudar o príncipe que quer lhe prender pois um lado de seu corpo queria leva-lo até a vila, mas o outro queria simplesmente usar essa desculpa para escapar.

–Eu não acredito nisso. –Sam leva as mãos até os cabelos em desespero

–Sam, confie em mim, nunca lhe decepcionei. –Blaine diz –Ele não vai fugir, não estou certo Hummel?

–Claro. –O castanho resmunga sem muito ar de convencimento

–Pois bem. –Finn dá um sorriso – O garoto deve conhecer a mata bem, então não há outra opção. – O caçador parece realmente determinado

–Por que não fico com ele e você vai com o príncipe? –Sam mais uma vez insiste ao Finn

–Sam, já disse que não! –Blaine retruca – Sei bem o que faço.

–Irão me matar se souberem que deixei o senhor a sós com ele. –Sam comenta desesperado

–Não se preocupe com nada, apenas vão buscar ajuda.

Sam anda de um lado para o outro, ele sabe bem que esse não é o tipo de coisa correta a se fazer, mas ele realmente não tem outra opção, tendo em vista que o príncipe manda nele.

–Precisamos prender ele. –O loiro diz encarando o Kurt

–Não é preciso. –O príncipe rebate deixando escapar um sorriso de alivio do castanho

–Vamos Sam. –Finn comenta

–Certo. –Sam encara o príncipe – Vai ficar bem?

–Sim, vou meu amigo. –Blaine o abraça forte – Espero pelos dois na vila.

Sam responde em concordância com a cabeça e só então ele e Finn caminham em direção ao cavalo, os dois sobem e com mais uma olhada do cavalheiro para o seu amigo, eles partem, sumindo de suas vistas. Kurt encara o príncipe que faz o mesmo, o castanho não sabe o que dizer, tudo aconteceu muito rápido e ele está novamente confuso.

–E então... –O príncipe inicia sorrindo – Vamos?

Notas finais
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