Promise Me
4 O garoto dos olhos azuis.
Notas iniciais
Sam e Blaine continuam dormindo em um sono profundo por conta do cansaço. Os dois melhores amigos sempre tiveram confiança um no outro e sempre se protegeram. Quando pequenos se conheceram por uma confusão, Sam que já tinha seu instinto de proteção ao reino deduziu que o pequeno príncipe Anderson teria roubado uma das vendas de seu pai, no entanto quem na verdade fez isso foi o filho mais velho da rainha.
Depois de um longo processo de perdão Blaine acabou se aproximando mais e mais do amigo loiro e fortalecendo uma amizade que ele jamais teve com ninguém. Assim que os pais do guarda vieram a falecer, Blaine abrigou ele e seus pequenos irmãos no castelo e não deixou que nenhum dos três passassem por necessidades e ainda hoje uma troca de favores continua acontecendo, porém sem nenhum interesse, muito pelo ao contrário os dois se consideram irmãos.
–Sam... –Blaine sussurra na orelha do amigo
–O que é? –Sam fala ainda no sono
–Você escutou isso? –O príncipe continua sussurrando
–Não. –O amigo resmunga abraçando as pernas
Blaine ergue a cabeça e olha atentamente para as árvores que agora podem ser vistas por conta do sol forte que bate sobre elas. Um barulho estranho está vindo de dentro da mata, como se fossem passos. O jovem príncipe continua encarando, até que por fim avista um braço no meio das folhas.
–Sam! –Blaine puxa o amigo com força o fazendo despertar completamente assustado
Os dois caem simultaneamente para trás da árvore e o cavalheiro ainda continua atordoado sem entender o que está acontecendo, mesmo com o melhor amigo apontando diversas vezes para a floresta e mandando ele ficar calado.
Até que por fim depois de alguns segundos os dois avistam um rapaz, alto e magro com os olhos azuis e usando uma roupa bastante esfarrapada. O menino segura em uma das mãos uma sacola e nas suas costas carrega um arco, com apenas uma flecha.
–Quem é esse? –Blaine questiona curioso
O menino olha para todos os lados, como se estivesse se certificando de que ninguém o está observando e só depois de muito caminhar de uma maneira assustada ele se aproxima do lago e se agacha, colocando a sacola no chão e tirando de dentro dela a coroa da rainha.
–A coroa! –Blaine diz batendo no Sam
Automaticamente o Sam pula de trás da árvore fazendo com que o garoto se assuste e jogue a coroa pelos ares, deixando ela cair no meio da floresta. Sam corre em direção ao garoto que está mais nervoso do que nunca e tenta de todas as formas tirar a sua única flecha para poder atirar no guarda.
–Você não vai fugir! –Sam grita se aproximando
–Pegue ele Sam! –Blaine grita logo saindo de trás das árvores
Kurt se desequilibra dificultando ainda mais o ato de tentar se defender, o garoto nunca esteve tão assustado como agora. Quando por fim Sam consegue se aproximar o bastante do garoto ele simplesmente pega uma pedra no chão e joga com força na cabeça do loiro o fazendo cair no mesmo instante.
Blaine muda de expressão rapidamente, ao invés de estar feliz por saber que enfim pegou o ladrão ele está nervoso por saber que agora não há nada nem ninguém que lhe defenda.
–O que vai fazer agora? –Kurt grita por fim pegando a sua flecha e apontando para o príncipe
–Abaixe isso, sou seu futuro rei. –Blaine diz assustado e caminhando para trás
–Seria se eu não fosse lhe matar agora! –Kurt insiste em gritar se aproximando cada vez mais do moreno
–Você roubou a coroa da minha mãe! Como pode? Seu ladrão nojento! –Blaine grita
–Fale mais baixo comigo, pois aqui não é o seu território, portanto você não é, o meu futuro rei. –Kurt grita se aproximando mais ainda
–Você passará anos preso na sarjeta do palácio, vai dormir com os ratos e vai comer os restos! –Blaine grita
–De fato irá! –Sam grita batendo com força na nuca do castanho
Pela pancada forte e ágil que o loiro cometeu sobre a nuca do castanho, Kurt cai desmaiado no chão. Sam tira duas pequenas cordas que estão envoltas a sua cintura e se agacha para amarrar os pulsos do garoto ao mesmo tempo que Blaine lhe observa atentamente.
–Vamos, vou colocar ele na árvore. –Sam diz levantando o castanho e colocando ele nas suas costas, o carregando até o lugar onde dormiam.
O loiro larga o garoto que continua desacordado no chão.
–O que fazemos agora? –Sam questiona limpando o suor da testa
–Vamos esperar ele se acordar, quero falar algumas palavras para esse inútil antes de prendermos ele. –Blaine diz observando o castanho
–Mas ele jogou a coroa na mata. –Sam diz com um ar preguiçoso
–Não importa, nós vamos encontrar ela de qualquer forma, nem que para isso precisemos passar dias e mais dias aqui. – O príncipe rebate
–Por que simplesmente não prendemos ele e fazemos outra coroa? Aquela estava bem velha e acabada. –Sam opina
–Sam, apenas vamos esperar, certo? – Blaine retruca
Se passam várias horas e o castanho ainda não despertou, talvez o sono acumulado de não ter dormido na noite anterior justamente pelo fato de seu pai ter falecido e mais ainda pelo fato de que ele precisava sumir o mais rápido possível com a joia, possa ter se juntado com a forte pancada que o loiro deu em sua nuca, seja qual for o mistério já está quase entardecendo e os melhores amigos continuam calados. Sam raspa com seu canivete vários troncos de madeira para passar o tempo, enquanto o Blaine está sentado sobre uma pedra observando de longe o ladrão.
–Será que vai demorar muito para ele se acordar? –O príncipe fala com um tom de preocupação
–Por que você liga? –Sam questiona parando de amolar as madeiras
–Não sei... –Blaine observa novamente o garoto –Ele estava bem assustado.
–Mas ele roubou a joia da sua falecida mãe. –Sam rebate
–Eu sei, mas... e se ele teve algum motivo? Alguma coisa que nem você nem eu sabemos?
–Não acredito que está defendendo ele Blaine, nós não viemos até aqui à toa, chegamos para prender quem cometeu o crime. –Sam joga a madeira no chão – E é justamente o que esse desprezível fez.
Blaine não consegue evitar de se sentir culpado mesmo sabendo que o grande culpado é o garoto. O príncipe se levanta, deixando seu amigo só, e vai caminhando em direção ao castanho, depois de alguns longos passos o moreno se agacha na sua frente e observa novamente ele de mais perto até que por fim o garoto respira fundo e abre lentamente seus olhos azuis, e quando vem perceber que está preso acaba sendo domado pela raiva.
–Por que me prenderam? –Ele questiona tentando se soltar enquanto o moreno por fim se levanta
–Vai ser pior quando chegarmos ao palácio. –Blaine retruca
–O que fazemos? Esperamos amanhecer novamente? –Sam questiona se aproximando – A coroa continua perdida.
–Vamos passar a noite aqui, de manhã procuramos a joia e levaremos ele até o palácio. –O príncipe fala
–Me soltem! –Kurt grita se esperneando
–E você. –Blaine se agacha novamente em frente ao menino, e encara ele nos olhos – Fique quieto, ou vai ser pior.
–Como pode piorar? –O garoto grita de raiva – Me soltem!
–Não! –Blaine grita se levantando – Sam, vamos fazer vigia a noite toda.
–Certo. –O loiro diz em concordância – Vou primeiro, você precisa descansar
O príncipe concorda com o amigo, sendo assim se dirige até uma das pedras do outro lado e se encosta nela, logo adormecendo pelo cansaço. O loiro por sua vez, se senta em silencio ao lado do castanho que permanece o encarando com o maior ódio possível, no entanto Sam não liga, apenas continua amolando as suas madeiras ao longo de duas horas.
–Você não pode ficar do lado dele. –Kurt diz
–Não fale comigo. –Sam retruca
–Não vê que ele está lhe usando?
–Já disse para não falar comigo! –Sam grita
–Não seja tolo, agora que ele vai se casar não restará mais nada para você, vai ser apenas um guarda como qualquer outro! Ele tem tudo, você não tem nada!
–É aí que se engana. –O loiro o encara –Moro no palácio e tenho o amor dos meus irmãos, não preciso mais de nada
–Você mora de favor, e com certeza a nova rainha fará de seus irmãos os próximos servos dela. –Kurt diz e parece assustar o loiro – Vamos, me solte, pode vir com seus irmãos até a minha vila, tenho uma casa que pode servir de moradia para vocês, apenas me solte.
–Posso não ser o mais inteligente, mas sei muito bem que isso é uma armação sua, apenas para escapar!
O guarda não sabia ao certo se o que Kurt dizia era verdade ou apenas uma desculpa para ele fugir. Evans apenas sabia que não poderia trair o seu melhor amigo, mesmo que a sua vida se tornasse um inferno após o casamento.
–Vamos, me solte. –Kurt insiste
–Você não deveria estar dormindo? –Evans indaga
–Sam? –Blaine grita se acordando – Algum problema?
–Ótimo! –Kurt suspira revirando os olhos
–Não, nenhum príncipe. –Sam diz
–Já deu a sua hora. –Blaine se levanta – Vamos, vá dormir é a minha vez
–Nunca deixarei o senhor a sós com ele. –Sam diz se levantando da pedra
–Qualquer coisa gritarei, não se preocupe, você será mais útil descansado. –O príncipe diz se aproximando e tomando o seu lugar na pedra
–O senhor tem certeza? –O cavalheiro insiste encarando agora o castanho que parece mais irritado do que nunca – Não confio nele.
–Nenhum de nós dois confiamos. –Blaine se acomoda – Mas sim, eu tenho certeza, vá descansar.
Sam apenas faz que sim e caminha em direção aonde o príncipe estava dormindo, se deita e assim como o moreno logo pega no sono. Kurt por sua vez não olha para o príncipe, continua fixando seu olhar apenas para a frente, como se Blaine fosse uma espécie de medusa que não pudesse ser olhado nos olhos.
–Por que você evita me olhar? –Blaine questiona, mas o castanho também evita de falar com ele – Está com medo de mim?
–Medo? –O castanho finalmente lhe encara – De você? Faça-me rir.
–É o que parece, mal está me olhando. –Ele rebate
–Para que irei olhar para você? –O castanho indaga – Acho que você já ganha bastante olhares das moças do palácio.
–Não posso negar que está certo. –Blaine dá uma leve risada e Kurt revira os olhos – Vamos, converse comigo.
–Conversar com o homem que está prestes a me prender? Não, obrigado.
–Tão novo e já tão nervoso, nem eu que vou ter de governar um palácio inteiro estou assim, ou muito menos trato as pessoas desse modo.
–Príncipe. –O castanho debocha no nome –Por que está insistindo em puxar conversa com alguém que roubou a coroa da sua mãe?
–Por que eu não tenho nada melhor a fazer. –Ele rebate – A propósito, por que roubou a coroa dela? Da sua rainha?
–Primeiramente, não considerava ela a minha rainha, da mesma forma que não vou considerar você como meu rei. –Kurt rebate – E não lhe interessa o motivo deu ter roubado a coroa.
–É, não interessa mesmo, você vai ser preso de qualquer forma. –Blaine dá outra risada – Qual é o seu nome mesmo?
–Não estou com a menor vontade de bater papo com você, será que ainda não percebeu isso?
–Sabia que quantos mais você me dá patadas, mais me agrado da sua companhia? –O príncipe rebate
Kurt suspira fechando os olhos como nunca. Ele estava realmente irritado com a presença do príncipe ao seu lado e mais ainda pelo fato de que ele não parava de lhe fazer perguntas. As horas se passam e finalmente o castanho conseguiu adormecer assim como o príncipe que também se deixou levar mais uma vez pelo cansaço. Já era de manhã e o sol brilhava intensamente neste lado da floresta, ao contrário do palácio que era arrodeado pelo frio e pela neve.
O cavalheiro se acorda atordoado e vem perceber que assim como ele o príncipe também acabou adormecendo. O loiro se levanta e se estica um pouco, logo em seguida observa o ambiente para ter certeza de que não há ninguém por perto e só então em passos lentos caminha em direção ao príncipe que continua dormindo.
–Blaine. –Sam o cutuca –Príncipe!
–O que? –Ele se desperta assustado
–Você adormeceu. –Sam diz passando os dedos nos cabelos assanhados
–Ainda bem que não fui o único, parece que o nosso ladrãozinho irritado foi domado pelo sono. –O príncipe diz se levantando –Devemos acordar ele?
–Temos que achar a coroa antes príncipe –Sam diz
–Não podemos ir procurar os dois juntos, alguém tem que ficar aqui para observa-lo.
–Não precisa, podem ir os dois. –Kurt diz se acordando com um sorriso sarcástico no rosto –Ficarei bem sozinho
–Jamais. –Sam diz o encarando – Eu vou, tome conta dele e grite se ele ousar fazer algo.
O moreno concorda com o amigo que por sua vez encara mais uma vez o castanho que lhe olha ironicamente apenas para irrita-lo e só então andando ligeiro entra rapidamente na floresta, deixando mais uma vez o plebeu e o príncipe a sós. Ambos se encaram e permanecem em silencio.
–Está muito quente. – Castanho diz já suando
–Agora você quer conversar? –O príncipe indaga
–Será que eu posso tomar um banho no lago? –Ele questiona
–Não. –Blaine rebate olhando para frente, como se fosse uma espécie de cão protegendo e vigiando a sua casa
–Vamos, eu não vou fugir apenas me deixe tomar um banho. –Ele insiste e o moreno faz novamente que não com a cabeça – Então pelo menos abra a minha camisa.
O príncipe suspira e encara o castanho que novamente lhe olha e apenas meche a cabeça para baixo como se pedisse mais uma vez que ele abrisse a sua camiseta. E só então se inclinando em sua direção e ainda receoso o príncipe se aproxima.
–Eu não vou bater em você, estou preso. –Kurt diz
Blaine novamente suspira e mais uma vez se inclina e desfaz o nó da roupa do castanho, abre os dois lados da camiseta deixando a vista o seu peito suado. O príncipe não consegue evitar de olhar sem querer, mas logo desvia seus olhos.
–Por que seu amiguinho está demorando tanto? –Kurt questiona
–Não sei. –Blaine mal fala
–O que houve? Ontem queria tanto conversar comigo e hoje mal está abrindo a boca. Seria por que agora o seu amigo está acordado e pode lhe ver tendo uma conversa com o ladrão da coroa real?
–Eu apenas não estou querendo falar com um ladrão. –Blaine diz puxando a gola de sua própria roupa
–Isso não parecia ser problema para você ontem. –Kurt rebate por enquanto que o sol reflete bem no seu rosto – Vamos, por favor, só quero tomar um banho.
–Já disse que não. –Blaine lhe encara – Você vai fugir.
–Prometo que não fujo. –Kurt rebate – Nunca descumpro uma promessa.
–Não confio em você.
–Kurt, meu nome é Kurt Hummel. –O castanho suspira
O príncipe lhe olha, pela primeira vez o castanho parece ter falado algo sem que houvesse uma mentira no meio e agora o moreno sabe o seu nome. Seu cérebro diz para ele não tirar as cordas da mão do garoto, mas o seu coração afirma que não terá problemas, afinal de contas até ele mesmo está morto de calor por conta do sol forte e isso seria tortura, o que não faz o perfil do príncipe.
–Certo, vou lhe soltar, mas por favor seja um homem de palavra e não fuja. –O príncipe diz
–Não vou. – O garoto diz se levantando
O castanho fica de costas para o moreno que por sua vez tira com dificuldades o nó que seu amigo fez nos pulsos de Kurt. As gotas de suor escorrem lentamente pelo pescoço do garoto que já está ficando vermelho por conta do clima quando por fim o mais baixo desfaz o nó.
–Obrigado. –Kurt diz mexendo os pulsos – Prometo que não vou demorar
–Vá logo. –O príncipe ordena voltando a se sentar na pedra
Kurt caminha até o pequeno lago que fica há uns vinte passos de onde o príncipe está sentado. O castanho para na frente da água e começa a tirar suas roupas, uma peça por cada vez, o moreno lhe olha dos pés à cabeça e novamente não consegue parar de lhe observar em cada movimento que Kurt dá iniciando por suas botas e logo após a sua camiseta velha e por fim faz o mesmo com a sua calça fincando nu.
Blaine não sabe qual o motivo, mas seu corpo enfraquece ao ver o do castanho entrando na água lentamente. O príncipe meche diversas vezes com o dedo na argola da sua camiseta até que não consegue evitar e acaba tirando ela ficando com seu peito a vista, e assim como Kurt estava o príncipe escorre suor pelo seu corpo como nunca, ele chega até se abanar com as próprias mãos, mas nada parece conter esse sentimento estranho e quente que lhe toma conta. O moreno tenta não olhar para o garoto, mas é impossível e por pior que pareça ele não sabe o motivo disso.
–Blaine? –Sam questiona dando um susto no moreno
–Hã? O que? – O príncipe se assusta como se tivesse cometido algum crime
–Por que ele está solto? – Sam questiona apontando irritado para o lago
–Ele pediu. –O moreno ainda está um pouco atordoado
–Pediu? Príncipe me desculpe, mas está louco? Não pode soltar ele assim, o chame de volta agora!
–Ele apenas está tomando banho Sam. –Blaine diz ainda suando
–E você? Por que tirou a sua camisa?
–Está quente, muito quente. –Blaine suspira limpando o suor da testa – Achou a coroa?
–Sim, foi mais fácil do que pensei, ela estava presa em um arbusto. –Sam diz mostrando ela em sua bolsa – Temos que ir antes que fique tarde.
–Acho que não quero voltar ao palácio.
–O que? –Sam indaga
–Não é você que vai ter que se casar com uma mulher que não quer, não é você que vai ter que comandar um palácio inteiro sozinho, não é você que vai ficar preso recebendo ordens de conselheiros que apenas lhe ajudam por interesse! –O príncipe se irrita, jamais ficou desse modo com o seu amigo antes
–Certo. –Sam diz com os olhos arregalados
–Sam, me desculpa. –O príncipe se levanta da pedra arrependido – Não quis falar desse modo com você, eu apenas não quero fazer tudo isso, não desse jeito.
–Blaine, isso é a sua vida não pode fugir dela. –O cavalheiro toca em seus ombros ainda fracos — Eu vou buscar a Amora e o meu cavalo para irmos, apenas chame esse bandido.
O cavalheiro se afasta deixando o príncipe sozinho e pensativo. Blaine veste a sua camiseta e vai em direção ao castanho que molha os cabelos debaixo da água.
–Vamos! –Blaine grita – Já está na hora.
–Pensei que ia se juntar a mim. –Kurt retruca
Os olhos do moreno de arregalam, ele foi pego completamente de surpresa com essa frase do castanho.
–Estou brincando, mantenha a calma príncipe. –Kurt diz – Sei muito bem que futuros reis não tomam banhos em lagos com bandidos.
O mais alto sai da água fazendo com que Blaine desvie o seu olhar automaticamente, para tentar evitar olhar as suas partes intimas, afinal de contas ele estava cansado e confuso.
–Por que desviou o olhar? Nunca viu um homem nu? –Kurt questiona se agachando para pegar as roupas
–Apenas se vista, rápido. –Blaine diz
Kurt se seca com as próprias roupas e logo após se veste, o mais rápido possível, Sam por sua vez já está à espera dos dois com a égua do príncipe e seu cavalo.
–Vamos, vou lhe amarrar. –Blaine diz segurando as cordas
–Isso é preciso mesmo?
–Não é só porque deixei você tomar um banho que viramos amigos, ainda é o ladrão imprestável que roubou a coroa da minha mãe. –Blaine o vira com força de costas – Vamos, coloque as mãos para trás
–Vocês ainda vão me pagar por isso. –Kurt diz colocando as mãos para trás
Blaine envolve a corda nos pulsos do castanho, dando um, dois, três nós com força, apertando eles o máximo possível.
–Está me machucando! –Kurt diz irritado
–Prefiro forte. –O moreno sussurra na orelha do Kurt – Eu mando aqui e você, só me obedece.
–Não obedeço nem a mim mesmo, quanto mais a você. –Kurt puxa os braços e se vira para o moreno, colocando sua boca bem próxima da dele e sussurrando – Você não vai querer me conhecer, engomadinho.
–Não tenho medo de você. –Blaine sussurra olhando para os lábios dele
–Deveria. –Kurt rebate
Blaine olha para os lábios do castanho que faz o mesmo, a respiração dos dois se misturam e seus olhos se fixam, talvez de raiva, até o exato momento em que Sam os chama.
–Príncipe? –Ele diz se aproximando com os cavalos – Está tudo bem?
–Não poderia estar melhor Sam, vamos. –Blaine diz se afastando do Kurt
–Só temos dois cavalos. –Sam diz
–Eu vou andando. –Kurt fala irritado
–Não, você vai na minha égua comigo. –Blaine diz o encarando
–Um príncipe com uma égua? Super bravo de sua parte. –O castanho comenta ironicamente
–Não ligo para o que você fala. – O príncipe lhe encara – Virá comigo, quero ficar de olho em você, ainda não tenho a menor confiança.
O castanho lhe encara, não poderia ter mais raiva do príncipe do que agora. Sam por sua vez empurra o garoto até a égua do moreno e com força o ergue, fazendo ele ficar deitado de barriga para baixo, em uma posição nada confortável. Os dois amigos sobem em seus bichos e só então iniciam a sua volta ao palácio em um completo silencio.
Se passam horas e mais horas e finalmente o silencio é quebrado por uma gargalhada um pouco inadequada vindo de Kurt.
–Por que está rindo? –Sam questiona
–Não queria dizer isso, pois apenas estava esperando para ver se notariam alguma coisa, mas acho que não. –Kurt rebate
–Do que está falando? –O príncipe questiona
–Estamos andando em círculos completamente perdidos! –O garoto finaliza
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