Promise Me
30 Descumpridor de promessas, part 3.
Notas iniciais
Richard olha para o seu filho e no fundo sente uma ponta de orgulho pois mesmo depois de tudo ele acabou se tornando um homem de fato corajoso, o maior desejo que um pai poderia ter a respeito de um filho.
-E você pode me responder que tipo de vingança? – Ele questiona.
-Vingança por tudo o que o senhor me causou desde o maldito dia em que eu nasci. – Cooper retira de sua cintura a faca que ele pegou com o morto – Eu não posso acreditar que um pai não aceite o seu filho por ele simplesmente amar um homem.
-Eu já lhe disse que isso não é o certo. – Ele grita – Eu tenho vergonha de você!
-Como alguém pode ser tão ruim para outras pessoas? – Cooper anda em frente.
-Do que você está falando? – Ele questiona o encarando.
-Pensa que eu não sei quem matou os pais do Mike? Ou quem matou os pais do Sam?
-Você não tem provas. – Ele o encara irritado.
-Dos pais do Mike eu posso até não ter..., mas dos Sam eu tenho. – Ele se agacha na frente dele – Eu estava lá na hora que você matou os dois. Eu estava escondido, pronto para roubar outra coisa, apenas para lhe irritar e foi então que eu vi você entrando com seus guardas e indo sem piedade na direção dos dois.
-Isso é mentira! – Ele grita.
-Não, eu posso ser o que for, mas eu não minto pois esse é o seu trabalho. – Ele aproxima seu rosto dele – Você mentiu para a mamãe, disse que a amava, mas estava traindo ela com uma qualquer... você mentiu para o seu filho mais novo, dizendo que estava prendendo o irmão mais velho porque ele roubou, quando na verdade o estava prendendo por amar um homem. Você mentiu a respeito do casamento do Blaine... – Ele o encara bem nos olhos – Pensa que eu não sei? Você queria que ele se casasse e adquirisse a riqueza do reino de Blue Sky, sendo assim antes que o seu filho tomasse a coroa, você iria dizer que voltou ao cargo de rei e ficaria com tudo. Mas não deu muito certo, não é pai?
-Você é igualzinho a mim. – Ele o encara nos olhos dando um largo sorriso.
-Eu prefiro estar morto do que ser igual a você. – Cooper rebate.
-Então somos dois. – Richard dá uma risada – Pois tudo que eu menos iria querer é que um pederasta com você se parecesse comigo! – Ele grita – Você não é um homem, você é um pecador! Você e o maldito do seu irmão irão para o inferno! Eu tenho vergonha de ter tido vocês dois! Eu não sinto o menor orgulho eu sinto é arrependimento!
-Isso é uma pena pois o seu filho mais novo é um homem bem-sucedido e está amando um outro completamente corajoso. E eu... bom. – Cooper abre um sorriso – Assim que eu acabar com a sua raça irei aproveitar que estou livre e vou fazer o melhor sexo que possa existir com o homem da minha vida.
-Você me dá nojo. – Richard diz em repulsa
-E você me faz sentir ódio. – Cooper se levanta – Você matou o Brody, você matou o homem que eu amava! E eu sinto tanto ódio de você poder ter feito isso. Mas agora, graças aos céus eu consegui achar outro homem que me ame, eu nunca vou me esquecer do Brody, mas estou feliz por arranjar alguém que me dê o amor que você nunca foi capaz de me dar! E você não pode fazer nada em relação a ele, certo? Você está preso e indefeso agora.
-Como se eu tivesse medo de você. – Richard rebate.
—Acredita que eu nunca matei ninguém? Não sei nem como se faz isso, mas eu posso descobrir. – Ele dá uma risada e anda de um lado para outro enquanto o grisalho lhe observa – Eu passei seis anos da minha vida preso, seis anos vendo o sol por uma janela minúscula, seis anos comendo restos, seis anos dormindo com ratos, seis anos sem amar ninguém, seis anos sentindo ódio, seis anos completamente sozinho!
-Vai me culpar por isso? Eu apenas fiz o certo.
-Você tem toda razão. Não poderia ter me feito coisa melhor. – Cooper o olha nos olhos – Durante todos esses anos eu pensei muito, pensei em cada ato que eu cometeria, em cada palavra dita, mas cheguei à conclusão de que eu só sou mais um homem que anda em busca do amor que não recebeu quando mais novo. Eu poderia muito bem deixar para lá e lhe perdoar...
-Eu não quero o seu perdão. – Ele o encara – Você não é o meu filho e eu não te amo. Eu sinto ódio de você e passei a sentir ódio do seu irmão. Tudo que eu mais quero nessa vida era que os dois simplesmente morressem e me deixassem em paz! – Ele diz e Cooper dá uma risada sínica.
-Bom... – Ele mais uma vez se agacha na frente dele – Por fim, eu cheguei à conclusão de que por mais que eu lhe odeie e a vingança me pareça algo tão atrativo, eu não vou fazer nada por mim, não irei lhe matar porque me odeia, porque não me aceita, porque não me ama, porque não se diz o meu pai. Não irei lhe causar nenhum mal pelo que você me fez. – Cooper dá uma risada – No entanto...
Ele levanta a faca em suas mãos e Richard se assusta.
-Eu irei lhe matar porque você tornou a vida de todos um inferno! – Ele enfia com força a faca na barriga do pai que grita – Porque traiu a minha mãe! – Ele enfia de novo – Porque matou inocentes! – Ele enfia mais uma vez – Porque mentiu para o meu irmão! – Ele enfia – Porque destruiu esse reino! – Ele enfia – Porque abandonou sua família! – Porque é um descumpridor de promessas! – Ele enfia – Porque não sabe amar os que te amam! – Ele enfia – Porque não sente orgulho dos seus filhos! – Ele enfia – Porque quer o mal de todos! – Ele enfia – E porque você não aceita o amor! – Ele enfia com mais força ainda.
Richard já não fala mais nada, sua barriga e seu peito já estão completamente perfurados. O antigo rei morre de olhos abertos e seu filho o encara bem no fundo deles. Ele se levanta, com a roupa e rosto completamente ensanguentados. Cooper larga a faca no chão, limpa a testa suja de sangue e o olha por uma última vez e só então abre a porta do quarto e sai.
Uma semana depois...
-Sam, eu peço por tudo que é mais sagrado, me deixe sair! – Kurt grita em desespero.
-Você já saiu quase todos os dias dessa semana Kurt! – Ele grita de volta.
-Ainda é pouco! – Ele chora – Falta lugares para eu procurar... por favor, me deixe procura-lo de novo.
-Kurt... – Sam diz chorando – Por favor, não faça nada...
-Eu preciso encontrar o Blaine! – Hummel chora como nunca – Eu preciso encontrar ele nem que esteja morto!
-Não diga uma coisa dessas, por favor! – Sam está vermelho e soluça.
-Eu perdi amigos! Quase todos morreram! E eu não faço a menor ideia de onde o Puck está! Eu não quero correr o risco de algum mal acontecer ao Blaine, senão já tiver acontecido!
-Kurt! – Cooper aparece correndo e entrando na biblioteca – O Puck voltou.
-O que? – O castanho olha para ele e engole o choro.
-Ele voltou e trouxe o Finn a Rachel e mais uma mulher que não conheço.
-Ótimo, isso é ótimo. – Sam diz se levantando, porém ainda manca pela perna – Eu vou procurar alguém do exército oposto e vou manda-lo avisar que estamos com a princesa.
-Faça isso. – Cooper complementa.
-Vamos ver o Puck. – Kurt rapidamente sai do quarto.
Sam vai para lado oposto deles e Cooper e Kurt vão na direção do ladrão. Assim que eles chegam a uma sala, conseguem ver que de fato estão todos aqui, porém eles trouxeram alguém no qual Hummel não esperava.
-Brittany? – O castanho fala correndo na direção dela.
A dançarina está toda suja e mais magra do que o normal. Seus olhos estão com olheiras e ela parece que chora a dias.
-O que houve com você? – Hummel se aproxima dela.
-Eu... – Ela diz tentando ficar de pé mas acaba se inclinando.
Ela desmaia e Finn a segura rapidamente em seus braços, colocando ela logo sem seguida no sofá atrás deles.
-O que aconteceu com ela? – O plebeu questiona olhando para os três.
-Nós estávamos escondidos na casa do Finn, quando o Puck apareceu e nos contou o que estava acontecendo. – Rachel diz.
-Ele disse que vocês estavam precisando de ajuda e eu não pensei duas vezes e aceitei logo ajuda-los. – Finn complementa.
-Saímos da cada dele e tomamos outro caminho pela mata, pois tínhamos escutamos gritos de pessoas por perto. Sendo assim, depois de um dia escutamos mais gritos, porém eles vinham de uma cabana na mata. – Noah diz.
-A Santana, a prendeu em sua cabana. – Hudson olha para o castanho – Deixou a Brittany lá por vários dias... pelo que ela nos contou.
-Quando arrombamos a porta e conseguimos salva-la vimos que era a sua antiga noiva então resolvemos trazer ela para cá.
-Fizeram o certo. – Kurt olha para cada um – Muito obrigado. – Ele desvia o olhar para a princesa – Rachel, precisamos de você urgentemente.
-Já estou por dentro do plano, será um prazer ajuda-los a parar com esse absurdo. – Ela finaliza.
[...]
-E então meu amor? – Sebastian o beija pelo pescoço – Me diga o que você mais gosta em mim.
-A sua insistência. – Blaine responde fraco.
O moreno está completamente pálido, magro e fraco. Ele tem cortes por quase toda parte de seu corpo e está roxo na maior parte delas. Suas mãos tremem e seus dedos ensanguentados estão sem força para sequer se fecharem na mão.
-Você... – Blaine cospe um pouco de sangue – Você não irá me soltar mesmo, não é?
-Você ainda não disse que me ama. – Sebastian passa a língua na orelha dele.
-Eu... eu te amo. – Ele tosse mais uma vez.
-Sei que está mentindo, seu bobo. Pelos céus! – Sebastian dá uma risada e morde a orelha dele – Quando você disser de uma maneira verdadeira irei lhe soltar.
O moreno fecha os olhos devagar, ele não está com forças nem para deixá-los abertos.
-Eu não acredito... – Blaine respira fundo e seu peito dói – Não acredito que vou morrer assim.
-Eu não vou deixar você morrer. – Sebastian leva os seus lábios até os dele e o beija lentamente e Blaine não consegue ao menos hesitar – Não iria suportar ficar sem você.
-Então me solte... –Blaine diz sentindo sua vista ficar escura.
-Mas ainda falta eu usar pelo menos dois instrumentos... – Sebastian se levanta.
-Sebastian, não! – Blaine grita com uma voz falha.
-E se você não me amar até terminar de usá-los, teremos que repetir tudo de novo. – Ele se aproxima da mesa.
-Não! – Blaine começa a se desesperar, mas ele está sem forças – Não, não!
-Vamos lá... não tenha medo meu anjo... nós estamos nos amando da forma que eu mais gosto. – Sebastian sorri e só então segura em suas mãos um instrumento de ferro com alguns espinhos nas pontas – Vamos nos amar enquanto temos tempo, meu amor.
-Sebastian, eu não te amo! – Blaine grita cuspindo sangue – Eu nunca vou lhe amar! Você está doente! Pare! Me deixe em paz!
-Quer saber? Cansei de ser bonzinho com você. – Sebastian larga o instrumento no chão e se aproxima.
-Sebastian, o que você vai fazer? – Blaine questiona respirando nervoso.
-Vou fazer o que eu quero desde que lhe vi pela primeira vez. – Sebastian começa a abaixar a calça do príncipe.
-Sebastian! Pare! – Blaine começa a gritar e se mexer. – Pare!
O recruta puxa ele com força e o deita no chão. Blaine começa a chorar e seu corpo debilitado não possui mais forças para resistir.
-Eu vou lhe amar. – O guarda diz e só então bate nele com força. – Cansei de esperar.
O guarda aperta com uma de suas mãos o pescoço do príncipe e machuca a sua carne. Blaine chora e se desespera ao mesmo tempo que o recruta lhe enche de tapas, no rosto, no peito, nas pernas e nas nádegas.
-AHHHHHHHHHHHHHHHH! – Blaine grita recebendo um tapa completamente forte.
Sebastian leva sua mão até o pênis dele e começa a massageá-lo, porém nenhuma reação é obtida. O recruta deita sobre ele e o beija, ferozmente ao mesmo tempo que crava sem piedade as unhas na pele dele e a deixa sangrar.
-Me solte! – Blaine grita enquanto ele morde seus lábios.
Sebastian já está excitado e abaixa a sua calça, Blaine se mexe sem parar usando a pouca força que ainda lhe resta no corpo machucado.
-Sebastian, pare! – Ele grita cuspindo sangue. – Eu estou sem forças! Pare!
-Eu cansei de nunca ter o que eu quero! – O recruta grita de volta, suas duas mãos estão apoiadas nas nádegas do príncipe e ele está pronto para inserir seu pênis na entrada dele.
-Isso não é o certo Sebastian! Eu sempre tive o que eu quero e nada foi melhor para mim, portanto me deixe em paz, é tudo que eu mais peço!
-Está me dizendo que a vida não nos merece? – Ele retira as mãos dele.
-Não... eu não disse isso. – Blaine com a voz rouca pela fraqueza.
-Talvez eu devesse desistir da minha vida...– Ele se levanta do chão e sobe as calças. – Mas eu não vou fazer isso sozinho, eu quero levar o meu amor comigo.
-Sebastian, pare. – Blaine tem dificuldade de respirar.
-Soube que tem medo de altura... – Ele sorri para o príncipe – Que tal perdemos esse seu medo, pulando da torre do seu quarto?
-Não... por favor... – Blaine respira ofegante.
-Vamos. – Ele se aproxima dele, levanta as suas calças e enfim o segura. – Essa será a maior prova de amor já vista no mundo!
[...]
-Eu tenho que encontrar o Blaine. – Kurt fala andando de um lado para o outro.
-Ele sumiu desde aquele dia? – Puck questiona o vendo ir e voltar.
-Sim e eu procurei ele em todos os lugares, mas não consigo acha-lo. – Ele abaixa a cabeça – Estou começando a achar...
-Não diga isso. – Noah o interrompe – Veja, essa guerra já está quase acabando, restaram poucos homens e o palácio está quase todo destruído. A Rachel vai fazer a parte dela e tudo isso vai acabar.
-Não, nada vai acabar. – Hummel leva as mãos até a cabeça em desespero – Ainda tem a Santana... ela está em algum canto desse palácio apenas esperando a hora certa de acabar com todos.
-Ela está aqui? – O ladrão se assusta, ele olha para os lados pelo medo.
-A última vez que a vi foi há uma semana. Estávamos na cozinha e o Mike estava bêbado e falando besteiras. Ela terminou de falar algumas coisas e simplesmente saiu do cômodo e sumiu.
-Você me disse que a Brittany estava tendo um caso com ela, certo?
-Sim...
-Por que não mandamos a loira ir falar com ela?
-Porque eu sei que a Santana não irá mudar de ideia.
-Você estava convicto que iria namorar o pescador pelo resto de sua vida, mas foi só se encontrar com o Blaine que tudo isso mudou.
Kurt o olha atento, de fato Noah está certo.
-Nós podemos tentar fazer isso. – Kurt diz mas volta a se lembrar do moreno.
-E em relação ao Blaine... – Puck pensa – Ele foi visto a última vez com o Sebastian, não?
-Sim, pelo que vocês me disseram...
-E pelo o que vocês me disseram, a única pessoa que o Sebastian teve confiança em toda a sua vida foi o Mike. – Puck diz e o castanho fica confuso – Ou seja, o Mike com certeza deve ter ideia para onde aquele psicopata levou o seu namorado.
-Ele não vai me dizer...
-Vai desistir antes mesmo de tentar? – Puck rebate
O castanho lhe olha bem nos olhos e só então Noah se levanta da poltrona e o plebeu sai do quarto. Puck lhe dá um sorriso e enfim o segue. Kurt caminha na direção dos aposentos de Chang. Eles passam pelas poucas pessoas que ainda restam da guerra, quase não há mais canhões e quase não se houve mais gritos. Apenas incêndios e corpos mortos permanecem.
Após subir as escadas enfim os dois chegam ao lugar, batem na porta uma, duas, três vezes, mas ninguém responde.
-Me dê licença. – Puck diz o afastando
Kurt sai da frente dele e só então o ladrão toma impulso para trás e depois corre para frente, batendo três vezes na porta e pôr fim a abrindo. Os dois entram no quarto e se deparam com uma cena lastimável.
Mike está largado no chão, com várias garrafas de bebidas secas ao seu redor. Ele segura um corpo na mão, mas parece estar dormindo ou em coma.
-Mike! – Kurt grita, mas ele não responde
Noah caminha na direção dele e lhe dá dois chutes na perna. Chang faz um murmuro de boca, porém não se acorda.
-Mike! – Hummel grita de novo
-O que? – Finalmente ele se acorda atordoado
Chang está com a vista embaçada e por isso coça os olhos. Ele larga o copo no chão e derrama o pouco liquido que restava, e só então olha para os dois homens na sua frente.
-Quem lhes deu permissão de entrar em meus aposentos? – Ele questiona.
-Isso é um quarto? Pensei que fosse um chiqueiro. – Puck rebate olhando a bagunça.
-Precisamos de sua ajuda. – Kurt se agacha no chão – Para encontrar o Blaine.
-E porque diabos eu ajudaria vocês? – Ele questiona o encarando nos olhos.
-Porque foi o seu homem que raptou ele. – Kurt rebate.
-Ex-homem. – Mike retruca levantando o dedo – E não, eu não vou ajudar vocês.
-Mike, por favor, você já fez muita coisa de ruim na sua vida, não tem medo que tudo volte à tona depois?
-Não. – Ele diz friamente – Eu não ligo mais para nada.
-Estou suplicando para você me ajudar. – Kurt aperta a mão dele – Todos aqui sabemos que você ama o Sebastian e a Quinn e está sofrendo por ficar sozinho. Sabemos também que não tem coragem de admitir para si mesmo que já amou alguém além de si mesmo, mas saiba que isso é normal e que ninguém manda no coração. Só me ajude a encontrar o meu amor, eu não suporto mais ficar sem ele.
-Desse jeito até eu vou me apaixonar por você. – Puck diz limpando uma lagrima.
-Certo. – Mike revira os olhos e tenta se levantar. Ele cambaleia para o lado, mas depois fica firme – O Sebastian tem um esconderijo onde ele levava pessoas para tortura-las. – Ele diz e Kurt engole a saliva a seco – Não é longe daqui, na verdade fica atrás do palácio. Vocês terão que procurar uma portinha no chão. Provavelmente ela deverá estar trancada, sendo assim terão que quebrá-la. Aproveite que o inverno já está no fim e a neve está derretendo, será mais fácil de achar.
-Muito obrigado Mike. – Kurt aperta o braço dele.
-Você me deve uma. – Ele rebate – E pode ter certeza de que eu irei cobrar.
O plebeu acena em positivo com a cabeça e só então sorrindo puxa Puck pela mão e os dois saem do quarto.
Ambos correm pelos corredores como se tudo em suas vidas dependesse disso. Kurt deixa algumas lagrimas caírem de seus olhos só de pensar pelo que Blaine passou e no quanto o recruta judiou dele.
Ao chegar no lado de fora, os dois caminham ainda escondidos. Puck segura em suas mãos a espada de Sam e Kurt segura seu arco prontos para atacar qualquer pessoa que resolva aparecer em suas frentes.
Eles procuram a pequena porta pelos próximos minutos, correm e encontram lugares jamais vistos. Avistam pessoas escondidas e também mortas.
-Kurt! – Puck grita, ele aponta para o chão.
Kurt dá um sorriso e corre na direção dele, ao mesmo tempo que Noah começa a pisar com força na porta de madeira. Ele dá milhares de chutes e depois de quase cinco minutos consegue abri-la.
-Vamos. – Ele fala já descendo os degraus.
Os dois praticamente pulam para dentro, mas não acham nada a não ser um lugar úmido, assustador, arrodeado de velas ainda acessas e instrumentos bizarros.
-Eles não estão aqui, eles não estão aqui! – Kurt começa a se desesperar.
-Hey, calma! – Puck se assusta ao ver ele assim.
-Ele o matou, tenho certeza que ele o matou! – Ele leva as mãos à cabeça e começa a chorar – Eles não estão aqui, meu deus o que eu vou fazer!?
-HEY! – Puck grita e só então o segura pelos braços – Se lembra daquele beijo que você disse que me daria assim que nos conhecemos? Não me faça dar ele agora em você para calar essa sua boca.
Kurt arregala os olhos e lhe observa assustado.
-Olhe ao seu redor! – Ele diz e Kurt obedece – As velas ainda estão acessas, o que significa que eles estavam aqui há pouco tempo. Ou seja, eles saíram e foram para outro lugar, agora cabe a nós dois sermos rápidos e encontra-los. Me escutou? – Ele diz e Kurt apenas acena em concordância – Ótimo, vamos.
Os dois rapidamente sobem a escada do lugar e correm como nunca. O grande problema, é que o palácio é completamente gigante e pode acabar sendo tarde demais quando ele os acharem.
-Não vamos encontra-los. – Kurt diz se desesperando de novo.
-Vamos pensar lateralmente. – Puck diz forçando a cabeça – Se você quisesse esconder alguém em algum lugar, para tortura-lo, onde esconderia? Um lugar no qual ninguém iria procurar?
Hummel pensa um pouco, acaba pensando até demais e chega na seguinte conclusão.
-No quarto do Blaine. – Ele diz.
-No quarto, serio? – Noah parece não acreditar.
-Estou falando sério... me diga você, se fosse se esconder com alguém e não quisesse que ninguém lhe achasse, você iria para o lugar mais obvio pois ninguém iria pensar em procurar lá. As pessoas iriam procurar em cantos escondidos ou suspeitos, nunca iriam no obvio.
-Você tem razão, vamos procurar lá e se não encontrarmos pedimos ajuda a mais pessoas. – Ele diz e só então os dois correm.
Eles mais uma vez correm e em menos de cinco minutos chegam novamente dentro do palácio. Os dois empurram pessoas e pulam por moveis e paredes quebradas, sobem as escadas e correm na direção do quarto. Até que enfim, Puck novamente arromba a porta.
Os dois entram e se deparam com a pior imagem da vida do plebeu. Sebastian está sentado na janela e segura em seu colo o moreno, completamente ensanguentado e debilitado. O castanho olha para o seu amado, ele está sem sua camisa e seu peito, bem como seus braços estão cortados, machucados, perfurados e em carne viva.
-Blaine! – Kurt grita e só então o príncipe abre os olhos.
-Meu am... – Ele tenta falar, mas a sua voz falha.
-Não ousem se aproximar! – Sebastian grita – Senão eu me jogo com ele!
-Se você fizer isso eu lhe revivo só para poder lhe matar de novo. – Puck rebate.
-Você não irá me assustar! – Sebastian grita – Não se aproximem! – Ele insiste.
-Sebastian, largue o Blaine, por favor. – Kurt diz calmamente.
-E por que eu faria isso? – Ele questiona.
-Porque você já destruiu dois corações, o do Mike e da Quinn, não quer ver mais um destruído.
-E enquanto ao meu? – Ele grita – Ninguém liga para o meu coração?
-Sebastian, eu amo o Blaine e ele me ama, por favor, não nos separe, não seja ruim a esse ponto. – Hummel diz engolindo a saliva a seco – Por favor, me devolva ele.
-Não! – Smythe grita – O Blaine agora é meu! E nós iremos morrer juntos como deve ser!
-Esse homem é doente. – Puck sussurra.
-Eu sei que muitas vezes o amor é ruim, eu sei que nós sentimos falta de ter alguém que nos dê carinho que fique ao nosso lado nos piores momentos. Sei que sentimos falta de ser abraçados e de presenciar aquele sentimento bom de olhar para a pessoa e ver que ela já estava olhando para você. Eu sei o quanto dói amar alguém e não ter o amor correspondido, mas não devemos desistir, devemos continuar com as cabeças erguidas. Eu só lhe peço, por favor Sebastian, não tire o meu amor de mim.
-Você não irá conseguir me convencer seu ladrão! – Ele grita – O Blaine me ama e nós vamos morrer juntos!
-Rapaz, eu não quero machucar você. – Puck se irrita – Devolva o homem do meu amigo ou eu lhe mato.
-Puck, não... – Kurt o repreende – Sebastian, pela última vez, largue o Blaine, não seja ruim. Veja o quanto você irá me deixar triste se fizer isso. Um dia irá encontrar um amor só seu, todos irão encontrar, mas por favor, não tente roubar o meu. Você é o que escolhe ser, e nós dois sabemos que você não quer ser assim, que apenas está forçando algo que não é real.
-Ninguém entende pelo que eu estou passando! – Ele grita chorando – Ninguém sabe o quanto é ruim ser desse jeito e saber que ninguém irá me amar! Eu encontrei o meu amor e ele está agora em meus braços, me deixe leva-lo comigo!
-Eu amo o Blaine mais do que qualquer coisa nesse mundo... e se você quer levar ele com você, então o leve. Mas saiba que estará deixando para trás um coração partido, um coração que jamais vai se curar, não pela dor de ter perdido ele para você e sim pela dor de saber que nunca mais poderei abraça-lo e dizer que o amo. – Kurt encara ele e ambos choram.
Sebastian o olha nos olhos e suas lagrimas tocam nos cortes do príncipe. Uma dor bate em seu peito, mas a culpa lhe atinge de uma forma pior. Sendo assim, ele larga o moreno no chão.
-Oh meu deus. – Kurt corre na direção de Blaine – Muito obrigado Sebastian, muito obrigado.
-Por favor... – O recruta diz – Me prometa que nunca vai deixar de amar ele e que jamais vai abandona-lo enquanto viver.
-Eu prometo. – Kurt o olha.
Sendo assim, Sebastian o cumprimenta com a cabeça e por fim retira suas mãos da janela e se joga.
-Não! – Kurt grita e Puck rapidamente corre na direção da janela.
O ladrão vê o corpo do recruta atingindo o chão, diversas pessoas rapidamente aparecem ao redor dele. Kurt fecha os olhos e abraça o corpo de Blaine, o beija e deixa as suas lagrimas caírem sobre a sua pele.
-Eu te amo, eu te amo. – Ele diz lhe beijando – Eu nunca vou abandona-lo, eu prometo, eu prometo.
-Eu acho melhor... – Noah se vira para os dois – Nós contarmos ao Mike.
Hummel o olha atentamente e faz um sinal positivo com a cabeça. Se passam alguns longos minutos, os rapazes deixaram Blaine sobre os cuidados de Tina e do irmão mais velho.
O castanho e o ladrão correm na direção do quarto de Mike mais uma vez, entram pela porta arrombada e o olham bebendo mais um copo de álcool.
Mike está sentado e apoia seus cotovelos na mesa, e as suas mãos na cabeça, enquanto olha para o copo abaixo de suas vistas.
-Mike... – Kurt se pronuncia.
-Já me contaram. – Ele diz friamente.
-E como você está? – Puck se aproxima.
-Eu não sinto nada. – Ele diz deixando uma lagrima cair dentro do copo.
-Mike, não precisa mentir sobre os seus sentimentos. – Hummel aparece atrás dele e apoia sua mão nas costas de Chang.
-Foi melhor assim. – Ele diz tentando conter o choro – Eu amava o Sebastian, mas ele era desiquilibrado e necessitava fazer isso... ele precisava de paz.
-E você também precisa de paz. – O castanho alisa as costas dele.
-Você tem razão. – Mike suspira – Peguem um papel que está dentro da gaveta na cômoda.
Puck olha para Kurt e só então caminha até o móvel e abre a gaveta, pegando em seguida o papel com a assinatura de Blaine.
-Já peguei, o que eu faço? – Noah questiona.
-Rasgue ele. – Mike ordena.
-Você tem certeza? – Hummel questiona surpreso.
-Absoluta. – Ele suspira – Se vocês rasgarem o papel eu não terei mais o poder, já que a coroa ainda não foi passada para mim.
Sem pensar duas vezes o ladrão rasga o papel na metade e depois em quatro partes e por fim em milhares de pedaços. Ele caminha até a janela no quarto e os joga, os observando cair sobre um fogo que está em baixo.
-Agora o seu namorado é o possível futuro rei novamente. – Mike suspira – O Blaine está bem?
-Um pouco machucado, mas estão cuidando dele.
-Ótimo. – Ele suspira de novo – Podem me deixar sozinho?
-Claro. – Os dois falam simultaneamente.
Hummel e Puckerman o olham mais uma vez, de uma maneira triste pois sabem que no fundo Mike está aos pedaços, mas eles respeitam a sua privacidade, saem do quarto e vão caminhando em silencio pelo corredor. A mente de Kurt parece ter sido aliviada um pouco, mas continua pesada por conta de Santana. Eles voltam a biblioteca, Puck desaba no sofá ao lado de Joe que está sem a metade de sua perna e Kurt caminha na direção de Blaine que parece estar dormindo.
-Ele precisa descansar. – Tina diz limpando uma lagrima.
-O que houve? – Ele questiona assustado.
-O Artie não está a salvo, não é? – Ela questiona friamente e o castanho responde em negativo – Eu sabia... por que não me contou?
-Porque nem eu estou acreditando. – Kurt a olha atentamente e só então a abraça. – Me desculpe. – Ele diz chorando nos ombros dela
-Não precisa se desculpar. –Ela diz também chorando e só então apoia lentamente a sua mão na própria barriga. Kurt observa e isso e só então lhe olha nos olhos e a partir disso sabe que deve fazer algo urgente para acabar com todos os problemas.
-Precisamos agora nos preocupar com a Santana. – Kurt diz desviando o olhar da barriga de Tina e encarando a todos. – O Mike rasgou a permissão de poder, ele não é mais o rei, mas a Santana quer ser a rainha.
-Quem é Santana? – Joe questiona.
-Vá por mim que você não irá querer conhece-la. – Tina fala engolindo o choro – É uma feiticeira que quer o mal de todos.
-Precisamos matá-la. – Puck diz.
-Tem que haver algum jeito dela morrer, mas como? – Cooper questiona segurando a mão do irmão.
-Se ela é feiticeira, com certeza não irá morrer de causas naturais. – Joe se pronuncia.
-Nem muito menos assassinada. – Tina retruca – Ela deve ter truques para se desviar de ataques.
-E eu tenho certeza que ela não irá morrer com magia... já que ela é a única a possuir aqui. – Puck complementa.
-Um peixe não morre afogado. – Kurt sussurra para si mesmo.
-O que? – Tina questiona confusa.
-Um peixe não morre afogado! É isso! – Kurt comemora sem acreditar.
-Do que você está falando? Enlouqueceu? É claro que um peixe não morre afogado. –Noah comenta.
-Estou falando que nada dessas ideias poderão matar a feiticeira pois elas são completamente normais para ela. O que irá matar a Santana é algo que nem ela mesmo acredita..., mas o que? – Kurt questiona olhando todos.
-O amor. –Brittany aparece no cômodo e todos a olham – Eu sou a única que posso acabar com ela pois fui a única a conseguir chegar em seu coração.
-Brittany, você tem certeza? –Kurt questiona se aproximando.
-Absoluta. – Ela retruca – Sou a única que posso fazer ela parar.
-Você tem toda razão. – Hummel diz sorrindo e só então todos escutam um barulho vindo de fora, como uma espécie de trombeta. Até que enfim todos escutam uma voz.
-É o Sam? – Noah questiona se levantando.
-Eu acho que sim. – Cooper fala.
-Vamos ver. – Puck corre em disparada e Brittany o segue em passos lentos.
Kurt olha para Tina e depois para Cooper e por fim para Blaine.
-Vão, podem ir. Eu cuido dele. – Ela fala e rapidamente os dois correm e em menos de dois minutos alcançam os demais.
Todos olham para o lado de fora. Sam está sobre o palco de julgamentos com Finn ao seu lado e a princesa Berry com a cabeça envolta a uma forca.
-Quero que todos me escutem! – Sam grita – Vocês irão desistir e cessar fogo, caso contrário mataremos a princesa de seu reino!
Todos fazem barulhos com a boca pela perplexidade, eles se encaram e não parecem estar acreditando que isso realmente está acontecendo.
-É a primeira vez que eu vejo o Sam sendo tão esperto. – Cooper comenta chocado.
-É admirável a coragem dele. – Puck diz – Já que parece ter virando moda por aqui, estou pensando seriamente em começar a gostar de homens e convidar ele para um encontro.
Kurt e Cooper o encaram no mesmo momento assustados.
-Isso é sério? – Hummel questiona em choque.
-Se for serio me avise, acho que o Jesse e eu iriamos gostar de uma brincadeira a três com você. – Cooper complementa.
-Eu estou brincando. – Noah os encara incrédulo – Não acredito que acreditaram.
Os dois reviram os olhos e só então voltam a prestar atenção no cavalheiro.
-Já está avisado! Ou se rendem agora ou matamos ela! – Ele grita.
-Socorro! – Rachel dá um grito falso.
Todos os homens do exército oposto começam a falar de uma só vez, eles dialogam e se entreolham tentando achar alguma solução ou acordo. Se eles aceitarem irão perder a guerra e trazer vergonha ao seu reino, mas se recusarem irão matar a princesa e em consequência a isso os pais dela os irão matar. Sendo assim, um deles que aparenta ser o líder grita.
-Sou o Hunter! Chefe dos guardas em meu reino. Chegamos a um voto unânime. – Ele olha para todos que concordam com sinais positivos de cabeça – Preferimos ter a princesa liberta e a salvo.
-Fale nas palavras que eu quero escutar guarda. –Sam rebate.
-Nós desistimos da guerra. – E ele grita em seguida – Cessar fogo!
Toda a população ainda viva de Lionheart comemora alegremente. Eles gritam, aplaudem e se beijam. Os rapazes de Blue Sky se afastam pela vergonha e o caçador retira a corda envolta no pescoço de Rachel.
-Você foi ótima. – Finn diz a ela.
-Ensaiei bem a minha fala. – Ela retruca.
-Aposto que ensaiou. –Ele rebate rindo e só então a beija na frente de todos, um beijo longo e inclinado.
-Eca! – Cooper fala desviando o olhar enquanto Brittany olha derretida para o carinho dos apaixonados.
-Fica pior ainda de se ver quando ele é seu irmão. – Kurt comenta.
-O que? – Brittany e os dois homens indagam.
-Finn é meu irmão. –Kurt suspira – Longa história.
Os três o olham ainda pasmos, mas desviam seus olhares para a comemoração alegre que ainda continua. Porém algo maior chama a atenção de todos. Um fogo completamente forte atinge o palco de julgamentos. Finn se assusta, mas rapidamente segura Rachel em seus braços e pula com ela, Sam faz o mesmo logo em seguida.
Todos se afastam do palco e só então se deparam com a feiticeira aparecendo no meio do fogo.
-Era só o que faltava. – Puck revira os olhos.
-Cidadãos de Lionheart! – Ela grita e todos se assustam –Queiram saldar a nova rainha de seu reino.
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