Promise Me
31 O poder eterno.
Notas iniciais
9 anos atrás...
Alma Lopez termina de curar mais um de seus pacientes com magia, Santana que está sentada no chão e observa isso deslumbrada. O rapaz paga a senhora e sai de seu velho chalé em seguida.
-Vovó, como a senhora consegue fazer tudo isso? – A pequena Santana questiona com os olhos brilhando.
-Não é difícil Santa. – A sua avó sorri. – Você também possui esses mesmos poderes que eu e em breve os usará para os seus desejos.
-Eu desejo ser igual a senhora. – A pequena sorri em determinação. – Quero poder fazer tudo que a senhora faz.
-Você será melhor do que eu. – Ela sorri e só então se inclina. – Mas para isso você teria que ter algo a mais do que uma simples feiticeira.
-O que? Eu faço qualquer coisa para ser a melhor feiticeira de todas!
-Certo... – Alma toca em sua mão pequena e a alisa. – Mas para isso você teria que conseguir o poder eterno.
Os olhos de Santana brilham mais uma vez em direção a sua avó.
-O que seria esse poder eterno? – Ela questiona curiosa.
-Você poderá governar todo o reino e todas as pessoas lhe servirão não só como rainha, mas como a pessoa mais importante de suas vidas. Todos se curvarão aos seus pés e você poderá ter o poder de enfeitiçar qualquer um com um simples olhar.
-E como eu consigo isso?
-Você terá que ir contra as regras da realeza e tomar o trono na frente de uma grande multidão. Porém, esse poder seria o mais fraco mesmo não sendo tão ruim. O poder eterno mais forte é dado aqueles que conseguirem ser reis ou rainhas do reino mais rico e isso aconteceria com a união de riquezas de dois reinos.
-Apenas isso? – Santana parece convencida da facilidade.
-Não é tão fácil quanto parece minha neta. – Alma dá um sorriso. – Você precisa inventar cinco charadas e contar a pessoa no qual você pretende tomar o trono. Ela terá a obrigação de desvenda-las para tentar conseguir lhe vencer...
-É como se fosse uma espécie de disputa? – Santana a interrompe.
-Isso..., mas é algo feito apenas para atrasar mais o tempo da vítima. Todas essas charadas irão precisar ser interligadas e mostrar algo a respeito do futuro da pessoa. É algo simples, a primeira você terá que dar dois caminhos para serem seguidos, a segunda mostrar a consequência causada pela anterior, na terceira terá que expor algum trauma da pessoa que a vítima mais ama, a quarta terá que mostrar alguma forma de lhe matar...
-Me matar? – Santana a interrompe assustada.
-Você tem que dar a chance para eles também tentarem lhe vencer... é uma regra básica do poder eterno. – Alma suspira – E por fim e não menos importante, terá que mostrar a quinta charada, aquela no qual só será desvendada quando tudo acontecer e apenas um dos dois lados ganharem. E quando enfim você chegar ao poder, terá que reunir todas as pessoas mais próximas da sua vítima e acusa-las de terem desfeito promessas.
-Isso não me pareceu tão complicado... – Santana se levanta e senta ao lado de sua avó.
-Nenhum feiticeiro conseguiu isso ainda. – Alma encosta sua cabeça na da neta. – Se você conseguisse algo desse tipo me tornaria a avó mais orgulhosa do mundo.
-Quem sabe um dia eu não consiga? – Santana suspira e só então as duas observam o seu velho chalé aos pedaços.
-Assim espero minha neta... assim espero.
[..]
—Meu amor? – Kurt sussurra no ouvido do príncipe. – Meu amor?
O moreno resmunga com a boca e cerra os dentes por uma leve dor sentida no corpo, mas logo abre os olhos e tem como primeira imagem o sorriso de seu amado.
-Kurt? – Ele responde com uma voz falha e só então sorri.
-Sim, sou eu. – O plebeu se inclina na direção dele e o beija nos lábios. Um beijo lento e carinhoso, como se quisesse recuperar todo o tempo perdido.
-O que aconteceu? – Blaine questiona girando a cabeça e vendo que algumas pessoas assim como ele também estão deitadas pela biblioteca.
-Nós vencemos a guerra... quer dizer, nós chantageamos a vitória da guerra... – O castanho dá uma risada e aperta a mão dele – E agora estamos todos bem.
-Estamos bem? Não há mais nenhum problema? – Ele questiona e só então vê de longe o Cooper observando os dois e ao seu lado o Jesse dormindo. – O que houve com o Jesse?
-Ele se atirou na frente do seu melhor amigo para que ele não morresse de uma explosão e acabou queimando as costas. – O castanho alisa o rosto dele.
-Mas e o resto? Onde estão todos? – O príncipe parece realmente preocupado.
-Estão descansando meu amor... assim como você. – O plebeu o observa nos olhos cansados ao mesmo tempo que Cooper se aproxima.
-Temos que ir. – Ele apoia a mão nas costas de Kurt.
-Ir? Aonde vocês vão? – Blaine tenta se levantar, mas suas costas doem.
-Vamos falar com os rapazes, apenas isso. – O plebeu se inclina sobre ele mais uma vez e lhe beija. Blaine fecha os olhos em calma e seu coração bate lentamente.
Hummel se levanta e observa o silencio do cômodo, e só então acompanha Cooper até a saída.
-Por que disse que estava tudo bem? – O irmão mais velho questiona irritado.
-Cooper, já basta pelo o que seu irmão passou. – Hummel observa a área externa do palácio, uma tempestade forte atinge os pastos, de dentro de algumas casas saem fumaças e não há uma pessoa sequer andando do lado de fora. – Não precisamos de mais problemas. O Blaine foi torturado e eu não quero mais que nenhum mal lhe aconteça.
-Você não se sente sobrecarregado? Aguentando todos esses seus problemas sobre seus ombros?
-O que você quer que eu faça? Que simplesmente deixe tudo nas mãos de vocês e desista? Eu sempre batalhei para ter o que eu tenho e não será agora que largarei de lado isso.
-Eu só acho que você precisa descansar um pouco, já é o segundo dia em que você não dorme Kurt.
-Cooper. – O plebeu para de andar e o encara, a fisionomia de ambos expressa o cansaço excessivo. – Eu amo o seu irmão, nossa que eu amo ele. Eu amo tanto que chega a doer. E nem que eu morra de cansaço não vou parar até ver que tudo está bem para que nós dois possamos dar seguimento a nossas vidas... juntos.
Cooper dá um sorriso bobo ao ver que seu cunhado ama de fato o seu irmão mais novo, sendo assim ainda sorrindo ele bate nas costas do castanho e os dois voltam a caminhar indo em direção a sala de jardim de inverno.
-Finalmente voltaram. – Santana diz ao vê-los entrar pela porta.
Todos, com a exceção de Brittany estão no jardim de inverno. A loira permanece escondida na antiga venda dos pais do Sam, apenas à espera da hora certa para agir.
-O que você quer? – Kurt questiona lhe encarando nos olhos.
-Eu quero tudo que tenho direito e vocês estão nesse meu pacote. – Ela encara todos. Cada um está sentado em uma cadeira e lhe encaram assustados.
Cooper e Kurt andam em direção ao restante das pessoas e se sentam. Todos se tremem e esperam apenas a morte alcançar os seus corpos. Santana os obrigou a esperar ela nessa sala e disse que quem sequer ousasse em ir contra a esse seu desejo a solução seria a morte.
-Podemos começar... apenas falta o conselheiro Jesse, mas outra hora farei uma visita particular a ele. – Santana comenta sorrindo.
-Não ouse nem tocar em meu namorado! – Cooper grita se levantando, mas Sam o puxa para que sente novamente.
Santana dá uma gargalhada em deboche e começa a andar de um lado para o outro. O lugar está quente e o suor de todos escorre pelos seus pescoços trêmulos. Alguns se entreolham e outros apenas fecham os olhos por medo. As unhas grandes e afiadas de Santana batem na madeira de uma das mesas, fazendo um barulho perturbador.
-Cada um que está aqui cometeu algum erro. – Ela encara todos nos olhos. – Cada um de vocês, descumpriu pelo menos uma promessa e não são dignos de perdão.
-Eu não vou ficar escutando tamanhas barbaridades! – Mike grita incrédulo. – Você não é ninguém! Eu não tenho medo de você!
-Cale a boca! – Ela grita o encarando nos olhos. – Não me faça lhe jogar um feitiço para que perca a voz!
Chang engole a saliva a seco e fica em silêncio. E só então Santana encara Quinn.
-Criada esbelta... você não se contenta apenas com um homem. – Ela se aproxima da loira que por sua vez se treme de medo. – Você prometeu a sua mãe quando pequena que jamais deixaria de ser amada, seja de qual for a maneira. Você a prometeu que quando envelhecesse se aproximaria de uma das pessoas mais importantes do reino apenas por interesses e a partir daí iria faze-lo a amar e foi exatamente isso que aconteceu.
-Isso é verdade Quinn? – Mike lhe encara em choque, porém ela continua paralisada.
-Porém, a sua promessa foi desfeita e você não tem mais alguém que lhe ame. Você está sozinha e indefesa, você perdeu os dois homens que lhe amavam por ser fraca e não conseguir dar seguimento a promessa e hoje é culpada por isso.
Santana mexe o seu dedo no ar e só então um corte aparece na boca de Quinn. A loira rapidamente segura os lábios e começa a chorar. Santana por sua vez encara agora Rachel.
-Pequena princesa. – Ela dá uma gargalhada. – Fez uma simples promessa aos seus pais pecadores, disse que iria se casar com o príncipe mais rico dos reinos e juntaria as suas riquezas e assim tomaria o poder de tudo e não o deixaria governar exatamente nada. Os prometeu que faria de seu futuro marido o seu servo e que os seus queridos pais iriam usufruir de todos os seus bens. – Rachel está tremula e o caçador segura a sua mão. – Mas você se apaixonou por um simples caçador e desistiu de todos os seus planos, deixando seus pais completamente irritados e isso acabou resultando em uma guerra que matou milhares de pessoas. Não se sente culpada?
Ela faz o mesmo com a princesa que logo recebe um corte em seu pescoço. Rachel grita pelo susto e Finn agarra suas mãos mais forte ainda.
-Dócil curandeira. – Ela encara Tina que automaticamente protege a barriga. – Você fez uma promessa aos seus pais quando pequena, disse que iria sempre cuidar de todos aqueles que lhe pedissem ajuda, porém isso não foi de fato feito, certo? Você poderia muito bem ter ajudado Burt Hummel. – Ela comenta e Kurt cerra os punhos. – Porém, a sua ganância foi maior e por sua causa o plebeu teve que roubar a coroa e assim ocasionar todos esses problemas. Você também prometeu ao seu querido e amado Artie, que sempre ficaria ao lado dele, no entanto o deixou só e eu o matei...
-Pare! – Kurt grita se levantando. – Você não tem o direito de falar assim do meu amigo!
-Se sente! – Ela grita e só então Kurt rapidamente é puxado por uma forma como a de um imã e volta a se sentar assustado. Ela volta a olhar para a curandeira. – Você amou o aleijado as escondidas por medo do que as pessoas pudessem falar e agora você está pagando por todos os seus erros e carrega em seu ventre um filho dele.
-O que? – Todos falam ao mesmo tempo, menos Kurt que já suspeitava. Tina por sua vez leva um corte da feiticeira na barriga e começa a chorar. Mike que está ao seu lado hesita em levar a mão até ela, mas acaba fazendo isso para acalma-la.
-Ladrão desajeitado. – Ela sorri para Puck que por sua vez começa a se tremer. – Você prometeu a si mesmo que jamais pisaria no palácio e que jamais ajudaria qualquer pessoa que sequer viesse dele. Você prometeu a si mesmo que nunca seria bom as essas pessoas pois elas não foram boas para você e sua família há alguns anos. – Lagrimas aparecem nos olhos de Noah. – Os guardas reais mataram todos seus familiares pois eles não tinham moedas para pagar os impostos atrasados... você escapou por pouco, não? Se sua mãe não tivesse pulado sobre seu corpo e lhe escondido dos guardas você também poderia estar morto.
-Por favor, pare. – Noah chora como nunca, Sam apoia suas mãos nas costas dele.
-Você foi contra a sua própria promessa e ao invés de continuar sendo um homem solitário e digno, mesmo que roubasse seu sustento, você passou a ajudar aqueles que já lhe fizeram algum mal. Talvez você deveria ter continuado a roubar. – E só então cortes aparecem em ambas mãos do ladrão e ele rapidamente arregala os olhos por isso.
-Caçador covarde. – Ela direciona seu olhar para Finn que cerra os dois punhos. – Você também fez uma promessa a si mesmo. Disse que jamais sairia de sua casa para que não se esquecesse de sua mãe e foi exatamente o que acabou fazendo assim que Sam, Kurt e Blaine apareceram em sua porta. Porém, essa não foi a única promessa de sua vida. – Ela comenta e Finn lhe encara bem nos olhos. – Sua mãe pediu que a prometesse que jamais falaria com estranhos, principalmente se eles viessem os visitar, ela lhe pediu para que você nunca se aproximasse ou desse ouvidos ao homem que batia em sua porta todos os meses.
—Pare. – Ele diz irritado.
—Mas você os escutou, certo? – Ela dá um sorriso e Kurt o olha confuso. – Você sabia desde o começo que Burt Hummel era o seu pai e que Kurt era o seu irmão. – Todos ficam surpresos com isso, principalmente o castanho. – Você ocultou isso dele por todo esse tempo e não iria salva-lo naquele dia em que ele se perdeu na floresta, por justamente querer que o seu pai lhe desse exclusiva atenção ao perder o outro filho. Mas você sentiu culpa e vem sentindo a mesma culpa até os dias de hoje, por isso o ajuda tanto. Se você não tivesse saído de seu território Finn, não tivesse andado até o homem e escutado a sua conversa com a sua mãe, talvez você não iria ser criticado pelo seu irmão que com certeza irá fazer isso em breve.
Ela levanta as mãos e dois cortes aparecem em ambos os pés de Finn. O caçador grita e rapidamente tira as suas botas, vendo o sangue pingar no chão. Kurt o olha em choque, uma mistura de angustia e raiva atinge o coração do plebeu.
—Cavalheiro estúpido. – Ela encara Sam que a olha com uma expressão de ódio. – Você fez duas promessas as suas duas pessoas mais amadas. Prometeu em um dia estrelado, que fugiria com a Mercedes e que lhe daria uma vida melhor, que a tornaria sua mulher independentemente de quem os impedisse. Mas você foi fraco e não parava de escutar as pessoas ao seu redor, todos diziam que um guarda com uma criada seria algo vergonhoso e você nunca a deu o que prometeu, pois ela morreu muito antes de sequer imaginar como seria ter tido uma vida melhor.
—Pare! – Ele grita chorando. – Não fale nela!
—Você também fez uma promessa ao seu melhor amigo quando mais novos. Disse a ele que faria de tudo para protege-lo e que nunca o deixaria sozinho e correndo perigos. E foi exatamente isso que você acabou permitindo que acontecesse ao quebrar a promessa no tempo da guerra. Você sabia como o Sebastian era, e sabia muito bem que o Blaine estava correndo perigos com ele, mas você ainda estava com ódio no coração pois o seu amigo não fez exatamente nada quando a sua amada morreu e por isso, você estava impedindo do Kurt ir procura-lo, para que o Blaine sofresse mais um pouco e pagasse por tudo que ele não fez na defesa da Mercedes. Por ódio, um ódio estúpido que quase fez o seu melhor amigo morrer e você ainda não se sente vingado por completo, você ainda sente raiva.
Kurt o encara com lagrimas escorrendo de seus olhos, Sam evita de olha-lo e tem como recebimento um corte em sua testa. Ele não faz questão de limpa-la, apenas deixa com que o sangue escorra e se misture com suas lágrimas.
—Prisioneiro canalha. – Ela encara Cooper que lhe olha friamente. – Você de longe aqui é o mais pecador, possui o pecado da carne grudado a sua alma. Você fez uma promessa ao seu primeiro amor, disse que iriam fugir e que esqueceriam qualquer assunto relacionado aos seus passados no reino, mas algo fatal o impediu de prosseguir com isso. Você nunca sentiu tanto ódio de alguém como de seus pais naquele dia e por isso fez uma promessa a si mesmo que de fato conseguiu cumprir.
—Cale essa boca. – Cooper se levanta e a feiticeira ao menos hesita em faze-lo sentar. Todos observam Cooper, ele está suando como nunca.
—Você conseguiu matar o seu pai. – Ela diz e todos ficam chocados. – Mas ele não foi o único certo? Você pediu para que a sua fiel escudeira, Mercedes, colocasse um veneno na comida de sua mãe, algo que não lhe matasse de imediato, mas a fizesse morrer aos poucos e sofrendo e foi exatamente isso que aconteceu, você foi o culpado pela morte dela e ninguém a não ser a criada sabia disto. – Todos estão perplexos com isso e uma lagrima sai dos olhos de Cooper. – E desde então, você tenta conseguir realizar a sua outra promessa de se afastar do palácio com alguém que ama. Você joga para todos os lados, jogou até seus encantos ao Kurt, que resistiu bravamente. – Ela dá uma risada. – Você fez uma promessa ao Brody, se cumpri-la com outra pessoa não será o mesmo, sinto muito.
E só então ela levanta o dedo e rapidamente a virilha do prisioneiro é cortada. Cooper grita e leva as suas mãos até a parte intima, todo se assustam e ele senta ainda gritando.
—Conselheiro dissimulado. – Ela encara Mike sorrindo. – Em toda a sua vida, você teve apenas uma promessa para ser cumprida a pedido de seu falecido pai. E você quase conseguiu cumpri-la, porém, desistiu de tudo ao ver que perdeu um grande amor. Você nunca amou ninguém e quando veio perceber que possuía esse tipo de sentimento pelo Sebastian mentiu para si próprio, disse que tudo era ilusão de sua cabeça e que você não ama ninguém a não ser a si mesmo. E quando o perdeu, uma dor terrível atingiu o seu coração e você simplesmente desistiu de tudo e isso inclui a promessa de seu pai, aquela promessa que você vem tentando cumpri-la há anos, causando o mal de todos ao seu redor. Agora você sente o que Kurt e Blaine sentiram quando você os tentou separar.
Mike deixa lagrimas escorrerem pelos seus olhos e recebe em troca um corte no peito, exatamente no lugar onde se encontra o coração. Ele leva a mão até lá e aperta com força, respirando fundo e tentando não chorar para parecer forte.
—E chegamos ao meu ponto preferido. – Ela encara Kurt que já chora. – O pobre plebeu.
—Eu não quero escuta-la. – Kurt a interrompe. – Você não me assusta, você me deixa com pena.
—Você fez uma promessa ao seu pai quando era pequeno, lhe disse que jamais o deixaria sozinho e que nunca lhe permitiria passar por privações. Você cumpriu com essa promessa afundo, até matou pessoas para garantir seu sustento e o deu pai. – Os olhos de Kurt se enchem de lagrimas. – Mas alguns dias antes de seu pai falecer ele lhe pediu outra promessa. Lhe suplicou para que você nunca se juntasse as pessoas do palácio pois elas eram suas piores inimigas. Você não cumpriu com isso, não é mesmo Kurt Hummel? Você passou a amar um homem, e ele não era um qualquer, era o futuro rei de Lionheart e por sua causa tudo está acontecendo de ruim a esse lugar. Se tivesse obedecido o seu pai talvez essas pessoas que você tanto ama não estariam chorando na sua frente agora. Você poderia ter fugido quando se perdeu com o Blaine, mas permaneceu firmemente e se apaixonou de vez por ele. Se não fosse isso seus amigos estariam vivos, a sua vila estaria inteira, e todos viveriam normalmente. Mas você é o grande culpado, por simplesmente amar o príncipe e ter o desejo de passar o resto de sua vida ao lado dele.
Santana levanta as mãos e mais um corte é feito, no dedo anelar de Kurt, formando um círculo no formato de uma aliança. O castanho não grita, apenas observa isso atentamente e uma dor bate em seu coração.
Santana os encara nos olhos, todos estão chorando ou a ponto de fazer isso. Ela respira fundo e dá um sorriso, com esse último corte feito a pessoa que a sua vítima mais ama ela conseguirá o poder eterno. Ela apenas precisa dizer as últimas palavras e por isso ela encara cada um no qual foi cortado, começando do início.
—Cortei sua boca para aprender a falar menos, pois cada palavra que sai de você resulta em discórdias seja elas a quem você ama ou não! – Ela encara Quinn. – Cortei seu pescoço para aprender que nem tudo na vida se resume a riquezas e joias. – Ela encara Rachel. – Cortei sua barriga, para aprender que omitir um amor por vergonha pode lhe trazer frutos e ele está em seu ventre. – Ela aponta para Tina. – Cortei suas mãos para aprender que a solução para a sobrevivência nem sempre está nos roubos. – Ela sorri para Puck.
—Pare! – Cooper grita querendo ir em direção a ela.
—Cortei seus pés para aprender que nunca devesse desobedecer a mãe e que deve ficar onde está sem se mover para não correr o risco de impedir nada nem ninguém! – Ela encara Finn. – Cortei a sua testa para que aprenda a ser menos estúpido e que nem tudo se deve fazer de cabeça quente. – Ela indica para Sam. – Cortei sua virilha para lhe mostrar que nem a melhor das vinganças resolve o único mal que você possui, que é o pecado da carne.
—Eu mandei você parar! – Cooper grita enquanto ela lhe aponta.
—Cortei seu peito para lhe mostrar que nunca devesse esconder os sentimentos, pois você pode ser a pessoa mais ruim do mundo, mas eles os entregarão fácil! – Ele grita para Mike. – E cortei o seu dedo anelar, para lhe mostrar que nem sempre o amor é a melhor saída, e que esse seu desejo de se tornar marido do homem que ama, não passará de um simples sonho e uma cicatriz no dedo ao invés de uma aliança!
Santana grita e todos lhe encaram. Ela levanta os braços e seu corpo parece mais esbelto do que o normal. Ela fecha seus olhos e os homens e mulheres da sala dão passos para trás pelo medo, o poder eterno enfim está entrando em seu corpo e a partir que isso acontecer qualquer desejo dela será alcançado em um piscar de olhos.
Até que enfim, todas as lamparinas do local se apagam. Todos se agarram a pessoa ao seu lado e ficam calados. Um silencio assustador se segue no cômodo, ninguém fala ou escuta absolutamente nada. Um frio começa a bater nos corpos deles, todos se arrepiam e permanecem com os olhos abertos.
O medo nunca esteve tão presente nesse momento. Barulhos de grilos e chamas do lado de fora enfim começam a ser escutados, até que enfim as lamparinas voltam a ficar acessas.
Tudo no lugar volta a ficar claro e visível. Todos se entreolham e permanecem em silêncio, Santana não está mais no cômodo.
—O que foi isso? – Puck questiona, enquanto segura o braço de pelo menos três pessoas pelo medo.
Todos continuam em silêncio até que do nada, Quinn dá um passo à frente. Todos a observam caminhar silenciosamente em direção a porta, ela parece estar sonambula.
—Quinn!? – Mike grita. – Quinn! Aonde você vai? Volte aqui!
Mas ela não lhe escuta e simplesmente sai fechando a porta atrás de si. Mike dá um passo à frente, mas Sam o segura com força.
—Ninguém sai deste lugar até vermos o que está acontecendo. – O cavalheiro fala em seguida.
Sendo assim, Finn e Sam andam em frente, eles caminham juntos até uma das janelas e observam a área externa. Não há uma pessoa sequer do lado de fora, tudo está escuro e em silêncio, uma garoa cai e barulhos de grilos se juntam com coaxados de sapos.
—Tem algo do lado de fora? – Cooper questiona.
—Não... – Finn responde engolindo a saliva a seco.
—Eu vou atrás da Quinn. – Mike diz se afastando, mas Puck o segura. – Me deixem ir atrás dela! Eu não vou deixa-la sozinha!
—Ah meu deus. – Kurt diz começando a suar frio. – O Blaine.
E só então ele dá um passo à frente, mas Puck também o segura.
—O Sam disse que ninguém deve sair daqui. – Noah fala o encarando.
—O Sam não me deixou procurar o Blaine na guerra por pura vingança! Eu não vou escuta-lo novamente! – Kurt grita.
—Kurt, não fique com raiva de mim, por favor. – Sam se aproxima. – Eu não sabia o que estava fazendo.
—Eu não quero falar com você! – Kurt o encara nos olhos e só então desvia para Finn. – E você? Sabia desde o começo que eu era seu irmão e mal teve a capacidade de me contar!
—Não me culpe. – Finn rebate friamente.
—Será que nós podemos sair desse lugar? Estou ficando com medo. – Tina comenta apoiando a mão na barriga. Kurt rapidamente se aproxima dela e a abraça pelos ombros.
—Eu não sei em relação a vocês. – Cooper diz caminhando até a porta. – Mas eu vou atrás do meu irmão e do meu namorado.
E só então ele sai porta afora, Kurt retira os braços ao redor da Tina e também corre em direção a ele, todos gritam para impedi-los, mas ninguém consegue.
Os dois observam o corredor vazio do palácio, Cooper sente calafrios em todo o seu corpo e Kurt nunca esteve tão nervoso. Uma chuva forte começa a cair mais uma vez do lado de fora, os dois se assustam, mas logo entram na biblioteca.
Assim que eles abrem a porta se deparam com Jesse em pé e mancando na direção de Blaine.
—Jesse? Por que se levantou? – Cooper corre em sua direção.
—Tudo ficou escuro e eu não sabia o que estava acontecendo. – Jesse responde ao mesmo tempo que Cooper lhe dá uma bicada nos lábios.
—Blaine? – O castanho se aproxima.
—O que está acontecendo? Por que tudo ficou no escuro? – Blaine questiona tentando se sentar, mas ele não consegue.
—Não é nada meu amor. – O plebeu lhe beija rapidamente.
—Kurt, pare de mentir para ele! Os dois precisam saber o que está acontecendo! – Cooper comenta irritado.
—Do que ele está falando meu amor? – O moreno questiona e Jesse também parece intrigado.
—O palácio... – Ele encara Cooper e depois desvia o olhar para Blaine. – A Santana é a nova rainha e conseguiu ter aquele poder que ela tanto queria.
—O que? Por que você não me disse? – Blaine tenta se levantar. – AHHHHH! – Ele desaba mais uma vez no móvel.
—Não faça esforços. – O castanho diz o ajudando e só então encara irritado o irmão mais velho. – Obrigado Cooper!
—Nós não podíamos ficar escondendo nada! – Ele rebate.
—Não podemos? Então diga o que você fez! – Hummel rebate.
—Do que ele está falando Cooper? – Jesse questiona.
—Eu matei o Richard. – Ele encara Blaine nos olhos, a expressão de seu irmão mais novo muda completamente. – E eu fui o culpado pela morte da nossa mãe.
Blaine fica paralisado e o encara nos olhos, ele está em choque.
—O que você disse? – O moreno indaga sem acreditar. – Cooper, por favor, me diga que isso é brincadeira sua. – Blaine questiona, mas vê que isso de fato é verdade. – Como você pode matar o nosso pai? E como você pode induzir na morte da nossa mãe? Eles que nos colocaram no mundo! Você enlouqueceu!?
—Blaine, calma. – Cooper diz apoiando as mãos no ombro dele. – Eu me sinto culpado por ter feito isso com a nossa mãe, mas ninguém que fica preso por anos permanece com uma boa sanidade mental. E eu não sinto pena do Richard e você também não deveria sentir.
—Eu não quero falar com você! – Blaine grita irritado.
—Você viu o que fez Kurt!? – Cooper grita irritado.
—Por favor, parem de brigar. – St. James encara os três. – Apenas nos tire daqui agora.
Cooper ainda olha irritado para Kurt, mas rapidamente o ajuda a levantar o irmão. Os quatro caminham para fora do cômodo, Jesse acompanha os meninos mancando e sentindo dor em suas costas. Blaine faz esforços para não gritar a cada passo.
Assim que os quatro voltam ao cômodo percebem que não eram os únicos a brigar anteriormente.
—Como você pode deixar o Blaine com aquele maluco? – Finn grita.
—Não chame o Sebastian de maluco seu caçador imprestável! – Mike rebate.
—Você se dizia amigo do Blaine e meu..., mas só queria tomar o trono todo esse tempo! – Rachel retruca gritando para Mike.
—E você caiu que nem uma tola! – Mike rebate.
—Então se você tivesse curado o pai do Kurt nada disso estaria acontecendo!? – Puck grita com Tina.
—Não grite com ela! Ela está gravida! – Mike a defende em seguida.
—Eu não estou falando com você! – Noah grita em seguida. – Me responda sua curandeira!
—Puck, pare! – Sam grita.
—Por que está gritando comigo? – Noah gira na direção dele. – Não acha pouco o que fez ao meu amigo? Deixou ele desesperado pelo Blaine!
—Do que eles estão falando? – Blaine questiona a Kurt.
—Mas e você? Se não tivesse roubado aquela égua nada disso estaria acontecendo! Pois o Blaine teria voltado ao palácio e eu estaria em minha casa pois não teria precisado sair de lá para ajuda-los! – Finn grita.
—Está dizendo que preferia ficar em sua casa do que me conhecer? – Rachel indaga.
—Ninguém gosta de você Rachel! – Mike grita.
—PAREM! – Jesse grita em seguida e todos ficam em silencio e o encaram. – Não percebem que é exatamente isso que ela quer? Que todos vocês briguem e fiquem fracos para que ela fique mais forte?
—Jesse tem razão. – Kurt comenta.
—Falou o garoto que é o grande culpado de tudo! – Sam diz em seguida. – Eu deveria ter te matado quando tive a oportunidade!
—Sam, cale essa boca agora! – Blaine grita com a pouca força que tem. – Vocês todos se calem!
—A Santana está fazendo a cabeça de vocês para que briguem. Ela está jogando uns contra os outros e vocês não estão percebendo. – St. James os encara nos olhos e dá um passo à frente mancando. – Temos que agir contra ela e não a favor dela.
Todos se entreolham e parecem pensar a mesma coisa.
—Alguém tem que ir buscar a Brittany. – Puck fala.
—Onde ela está? – Jesse questiona.
—Pedimos para ela se esconder na antiga venda do pai do Sam...
—Em falar na minha família, Kurt onde estão os meus irmãos? Não tive como lhe perguntar antes. – Sam questiona se aproximando.
—Eles estão escondidos por aí, não se preocupe, estão bem melhor do que todos nós.
—Será que podemos focar nesse assunto? – Cooper fala. – Alguém precisa chamar a Brittany para colocarmos o nosso plano em ação e acabar com isso de uma vez por todas!
—Eu vou fazer o veneno. – Tina diz.
—Eu ainda acho que isso não dará certo. – Mike revira os olhos. – Vocês acham mesmo que a Santana vai se matar ao ver que a Brittany fingiu estar morta? Pelos céus!
—Mike, você sabe muito bem que quando se ama a pessoa faz qualquer coisa. – Blaine diz olhando em seus olhos. – Vão buscar a Brittany e a amanhã enfim, conseguiremos a paz que o reino de Lionheart tanto necessita.
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