Promise Me
29 Descumpridor de promessas, part 2.
Notas iniciais
10 anos atrás...
-Menino! Volte aqui! – Sam grita correndo.
-Pegue ele Sam! – Sr. Evans grita em desespero.
Blaine corre como se não houvesse amanhã. Cooper já está bem na sua frente e dá altas gargalhadas por saber que a culpa cairá sobre o pequeno irmão.
-Cooper, por que você fez isso? – O pequeno questiona chegando no irmão.
-Por que eu tive vontade, seu burro. – Cooper dá uma tapa na cabeça dele.
-Ai! – Blaine leva a mão até a cabeça e a massageia – Eu vou contar ao papai!
-Faça o que você quiser! – O irmão mais velho revira os olhos – Você é o filhinho do papai. – Cooper começa a zombar dele.
-Pare com isso! – Blaine enche os olhos de lagrimas.
-Filhinho do papai! Filhinho do papai!
-Pare! – Blaine grita dando passos para trás.
-Achei você! – Sam aparece atrás do irmão mais novo e agarra um de seus braços – Vamos! Devolva a comida que você roubou do meu pai!
-Eu não roubei nada, foi ele! – O menino aponta para o irmão.
-Eu? Está mentindo agora Blaine? – Ele diz chocado – Eu não posso acreditar nisso. Vou ter que contar ao papai.
-O que? – Blaine se desespera – Não fui eu!
-Cooper! – Um rapaz grita o chamando.
-Brody. – Cooper sussurra sorrindo – Eu tenho que ir, depois falo com você. – Ele diz olhando para o irmão – E sim, ele roubou a venda do seu pai.
-Cooper! – Blaine grita irritado.
E só então o irmão mais velho corre na direção do rapaz sorrindo como nunca. Eles se cumprimentam e os dois somem da vista dos meninos.
-Você está encrencado. – O loiro diz. Seus cabelos compridos cobrem os olhos e ele mesmo aparentando ser da mesma idade que o moreno, é bem mais alto.
-Você sabe quem eu sou? – Blaine questiona – Sou o príncipe!
-Eu não me importo. – Sam o puxa – Você roubou e vai pagar por isso!
-Não seja tolo! – O pequeno é puxado – Que tal fazermos um acordo?
-Um acordo? – O garoto para de puxa-lo e lhe encara atento.
-Você me deixa escapar e eu lhe torno o meu guarda... e se quiser o meu amigo também. – O moreno diz com medo de sua resposta.
-Seu guarda? – Sam arqueia as sobrancelhas.
-Sim, meu guarda, você será o cavalheiro do reino.
Sam o olha desconfiado, mas logo após isso larga o braço dele.
-Você tem brinquedos? – Sam questiona atento.
-Os melhores. – Blaine rebate.
—Certo... – Ele estende a pequena mão — Eu aceito. – Ele diz e Blaine sorri – Meu nome é Sam Evans.
-Prazer Sam. – O menino aperta sua mão – Bem-vindo a corte real.
[...]
Kurt continua paralisado, de seus olhos descem lagrimas e ele não sabe o que fazer. Se o Sam morrer o Blaine perderá o seu melhor amigo e ficará aos pedaços. E se acontecer o mesmo com o Jesse o Cooper perderá mais um amor.
Várias pessoas gritam e fumaças sobem por todos os cantos. Seus ouvidos apitam por conta do barulho, mas isso não o impede de correr e é exatamente isso que o plebeu faz, ele corre.
Hummel passa por todas as pessoas que lutam e por todos os obstáculos no chão. Pula por corpos e por armadilhas, ele tropeça algumas vezes e seus ouvidos apitam cada vez mais alto. Ele não consegue ver nada por trás das fumaças, mas seu coração dói apenas em pensar que o conselheiro e o cavaleiro possam estar mortos.
Ele continua correndo e chorando, seus punhos estão cerrados e seu corpo enfraquece. Por fim, o castanho chega ao local, ele escuta gritos de agonia, porém não consegue ver nada pelas fumaças.
-Sam! Jesse! – Ele começa a gritar em desespero – Sam! Jesse!
Nenhum dos dois o responde, sendo assim o castanho começa a procura-los dentre as fumaças. Ele tosse a cada respirada e seus olhos começam a arder como nunca, sua respiração começa a ficar ofegante e ele fica nervoso até que enfim escuta um grito, olha para o lado e consegue ver o conselheiro sobre o corpo do cavalheiro, um pouco mais longe de onde a bomba foi solta. Ambos gritam e isso alivia o coração do plebeu.
-Sam! Jesse! – Kurt corre na direção deles.
-Ahhhhhhh! – Jesse dá um grito dolorido e o castanho se aproxima dos dois, se agachando logo em seguida.
-Oh meu deus. – Ele diz se assustando.
As costas do conselheiro estão queimadas, mas graças aos céus Sam está sem machucados, apenas continua com a perna presa.
-Vocês estão bem? – Kurt questiona tirando Jesse de cima do loiro ao mesmo tempo que ele grita pela dor.
-Minha perna! Minha perna! – Sam diz mordendo os lábios.
Jesse continua gritando e Kurt tenta retirar a armadilha presa no Sam, mas isso parece ser uma das coisas mais complicadas do mundo.
-Kurt! – Sam grita – Atrás de você!
O plebeu rapidamente retira de suas costas uma flecha a coloca no arco e se vira para trás, soltando o instrumento no peito de um homem gordinho do exército oposto. Sam se assusta pela agilidade do castanho, o homem rapidamente cai no chão e Kurt volta para tentar tirar a armadilha.
-Nossa. – Sam diz surpreso e Jesse continua gritando.
-Calma Jesse! – Kurt diz em desespero até que enfim consegue tirar a armadilha.
O cavalheiro grita pela dor de ter as pontas retiradas de sua perna que começa a sangrar logo em seguida. Os dois se levantam e cada um segura um braço do conselheiro. Jesse grita pela dor, mas logo se deixar levar pelos dois.
Ambos o levam discretamente e Sam manca pela perna machucada. Eles passam novamente pelos obstáculos e caminham em direção ao palácio. A visão do conselheiro começa a ficar escura, ele não está conseguindo enxergar mais nada por conta da dor, sendo assim, ele acaba desmaiando.
-Jesse! – Kurt grita.
-Ele não vai responder. – Sam fala ainda mordendo os lábios pela dor de sua perna – Ele desmaiou.
Kurt o encara nos olhos pelo medo, mas logo desvia eles para homens que gritam.
-Podem lançar! – Um deles grita.
E só então mais bolas de canhão são lançadas e explodem. Os ouvidos dos dois começam a apitar de novo. Kurt quase larga o conselheiro para tampar as orelhas mas resiste a isso. Sam grita, sangra e anda com dificuldades até que enfim os dois conseguem entrar no palácio.
Pessoas e mais pessoas correm e se escondem do lado de dentro. Os dois continuam arrastando Jesse pelos corredores a procura de Tina ou de alguma outra curandeira.
-Meu deus. – Sam arregala os olhos.
Os dois ficam boquiabertos. Destruíram uma das paredes do palácio. Ambos se encaram mas ignoram isso, sendo assim continuam caminhando com Jesse até que enfim acham Tina, sobrecarregada de pessoas.
-Tina, precisamos de sua ajuda. – Kurt fala.
-Não me diga. – Ela responde ironicamente – Vamos, coloque ele aqui em cima. – Ela aponta para uma mesa.
Os dois caminham até o móvel e o colocam de bruços para que ele não atrite as costas. Tina rapidamente se levanta e pega algumas pastas e começa a fazer algo.
-Sam, onde está o Blaine? – Kurt questiona seriamente.
-O Sebastian levou ele para algum lugar. – O loiro responde ajeitando seus cabelos bagunçados.
-Isso eu já sei, mas onde especificamente eles estão?
-Eu não sei Kurt, mas o Blaine está bem não se preocupe.
[...]
Blaine abre os olhos lentamente, toda a sua visão está embaçada e ele sente dor atrás da cabeça. Sua respiração parece estar ofegante, e ele sente o suor descendo pelo seu pescoço.
O príncipe olha em frente e não consegue ver nada a não ser velas acessas e o lugar onde se escondeu. Ele olha para seus braços que estão sobre o seu colo e vê que os seus pulsos estão presos por correntes de metal e logo após ele direciona o olhar para a sua perna, os seus tornozelos também estão presos.
-Socorro! – Blaine grita se mexendo.
-Quando mais tenta se soltar mais se machuca. – Sebastian diz se aproximando – Vá por mim, eu sou especialista nesse tipo de assunto.
O moreno olha para o recruta assustado. Ele está sem sua farda de camisa longa como de costume, seu peito está a vista bem como os seus braços. Blaine observa o corpo dele, repleto de cicatrizes principalmente na região ao redor dos pulsos.
-O que foi? – O recruta se aproxima e só então retira de seu bolso um canivete – Nunca viu um homem com cicatrizes?
-Sebastian me tire daqui. – Blaine começa a se mexer de novo – Me solte!
-Não. – Smythe se agacha na frente dele – Não até você me dizer que ficaremos juntos.
-Pelo amor de deus Sebastian, será que você não entende que eu amo o Kurt?
-Mas ele não lhe ama! – Ele grita e só então arrasta com força o canivete no braço de Blaine cortando a sua pele.
O príncipe fecha os olhos e grita pela dor, seu braço começa a sangrar.
-Por que está fazendo isso comigo? – Ele grita.
-Por que eu lhe amo! – Smythe grita de volta – E você só irá sair daqui quando sentir o mesmo por mim!
Blaine olha nos olhos dele e só então percebe o quanto ele é louco. Porém, ele não parece ser o único do reino a estar dessa maneira.
Mike Chang dança com o maior sorriso estampado no rosto, ao mesmo tempo que Quinn lhe observa um pouco confusa.
-Escute os gritos de dor Quinn! – Ele grita fazendo alguns passos – São músicas para os meus ouvidos. – Ele estala os dedos e mexe as pernas de um lado para o outro – Gritos de medo! Gritos de suplicas! Grito de mortes!
-Mike... me desculpe questionar, mas você não deveria estar preocupado com tudo isso? Tendo em vista que esse reino agora é seu?
-Preocupado? – Ele dá uma gargalhada – Quinn, eu já disse que não me importo com mais nada. Consegui o que eu queria desde pequeno e agora só me resta fazer mais duas coisas.
-Que seriam?
-Prender o querido Blaine e matar o papai dele. – Mike sorri e se aproxima dela dançando – E você estará ao meu lado. – Ele se ajoelha no sofá onde ela está sentada e se aproxima de seu rosto, mas ela o vira.
-Acho que o poder está subindo em sua cabeça, ou... – Ela o olha nos olhos – Você está sentindo falta do Sebastian e por isso está ficando louco.
-Eu já lhe disse... – Ele aperta o queixo dela com força – Para nunca voltar a falar nele!
-Você o ama! – Ela grita – Porém não admite para si mesmo que o seu coração é capaz de sentir algo do tipo!
-Eu não amo ninguém que não seja eu mesmo! – Ele aperta mais forte ela.
-Eu sinto falta do Sebastian e não suporto mais ser a única a lhe ajudar com tudo! – Ela grita e só então ele a beija.
Mike morde os lábios dela e aperta com força a sua nuca, mas Quinn lhe empurra.
-Eu não aguento mais isso! – Ela grita se levantando do sofá – Se ele se apaixonou por outro homem é por sua culpa!
-O que você quer me dizer com isso sua criada imprestável? – Ele indaga irritado.
-Quero dizer que se foi capaz de perder ele também é capaz de me perder e eu não quero estar aqui quando isso acontecer. – Ela o encara e só então se afasta
-Quinn! Volte aqui agora! – Ele grita indo atrás dela – Não me deixe!
Porém a loira fecha a porta com força deixando o conselheiro para trás. Mike continua olhando por onde ela saiu e seus punhos cerram. Ele começa a suar e seus olhos piscam em agonia, ele anda e encara o quarto vazio.
Mike respira cada vez mais rápido e alto, sua respiração nervosa pode ser escutada de longe. Ele sente a solidão bater em seu corpo e sente que também está ficando maluco com isso.
-Não, não, não. – Ele começa a repetir.
Mike leva as duas mãos até a cabeça suada e arrasta os dedos sobre os cabelos negros, ele gira diversas vezes olhando tudo ao seu redor. Tudo vazio, tudo solitário, tudo doloroso.
[...]
-Socorro! – Blaine grita chorando.
-Ninguém pode lhe escutar meu amor, estamos abaixo da superfície, se esqueceu disso? – Sebastian fala fazendo um corte no peito de Blaine.
O recruta retirou o uniforme do príncipe e está judiando dele desde o exato minuto em que acordou. Blaine não consegue fazer outra coisa a não ser sentir dor e chorar.
-Sebastian, por favor! – Blaine diz soluçando.
-Diga que me ama e que ficaremos juntos que eu lhe solto. – Ela fala enfim retirando o canivete do peito dele e por fim o levando até os lábios – Seu sangue é delicioso.
-Meu deus! – Blaine continua desesperado, seu peito escorre sangue bem como o seu braço esquerdo.
-Veja... – Sebastian dá um sorriso e só então se senta ao lado dele, encostando suas costas na parede úmida do lugar – Eu lhe ajudei no casamento, poderia muito bem ter mandado meus homens prendê-lo como era de desejo do seu pai, mas eu neguei e você ao menos me agradeceu por isso.
-Obrigado! Obrigado! – Ele grita.
-Não precisa gritar amor, eu estou do seu lado. – O recruta dá uma gargalhada e arrasta a sua mão até a pélvis dele – Sabe... eu estava em um relacionamento com o Mike e a Quinn. – Ele diz Blaine o encara assustado – Mas desde que você me beijou soube que meu coração não pertencia a eles e sim a você. Eu estava confuso e sozinho e você sempre esteve ao meu lado eu apenas nunca percebi. – Ele começa a massagear o seu pênis, porém o príncipe não sente nenhum prazer nisso.
-Eu lhe beijei pois estava com raiva! – Blaine ainda chora e tenta se mexer para retirar as mãos dele de sua região íntima.
-Eu sei... – Ele o olha e só então retira a mão e começa a beijar o peito dele lentamente. – Estava com raiva do ladrão.
-Ele não é ladrão! – Blaine grita cerrando os dentes na direção dele, e Sebastian mais uma vez o encara irritado e só então lhe dá um tapa no rosto.
Blaine grita de dor e fecha os olhos. Sebastian por fim aperta com força o pescoço dele e beija seus lábios lentamente. Seus dedos machucam a pele do príncipe e seu beijo tem gosto de sangue.
-Toda vez que você defender esse homem eu irei ter que lhe machucar! – Ele grita irritado largando com força o pescoço dele – Ele não lhe ama, quantas vezes terei que dizer isso? Ele arranjou outro e você está ai sofrendo por ele! – Sebastian se levanta do chão – Quantas vezes terei que dizer que somos perfeitos? – Ele caminha em frente – Nós dois temos que viver juntos.
-Você é louco! – Blaine grita.
Sebastian o olha pelo canto do olho e só então caminha até uma das mesas do local. Ele tira de cima dela uma espécie de pano preto e caminha de volta até o moreno. Blaine o olha assustado enquanto ele dá passos na sua direção.
-Sebastian, o que você vai fazer? – Ele questiona tremendo.
-Eu já lhe disse. – Ele se agacha – Você só sairá daqui quando disser que me ama e que iremos ficar juntos, nem que seja por mal. – Ele leva o pano preto até os olhos do moreno.
Blaine tenta se esquivar do pano, mas Sebastian o puxa com força pela cabeça, colocando logo em seguida essa espécie de venda em seus olhos.
-Tire isso de mim! – Blaine grita sem enxergar nada.
O recruta permanece em silencio e volta até a mesa. Ele observa todos os instrumentos de tortura que ele usou para matar outras pessoas. Sebastian passa o dedo sobre cada um e por fim dá um sorriso ao escolher o que usará agora.
[...]
-Sam, eu estou ficando preocupado com o Blaine... – Kurt anda de um lado para o outro enquanto Jesse grita – Não acha melhor eu ir atrás dele?
-Kurt, você vai ficar onde está! – Sam diz irritado enquanto amarra em sua perna um pano – O Blaine está bem e está a salvo! Quando tudo isso acabar nós iremos atrás dele.
-Eu estou sentindo que ele está correndo perigo, por favor me deixe procura-lo! – Hummel insiste e só então eles observam Puck voltando
-AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – St. James grita enquanto Tina passa algo gosmento em suas costas queimadas.
-Preciso que você fique quieto! – Tina diz e só então olha para o castanho – Kurt, você conseguiu trazer o Artie? Onde ele está?
-É Kurt, onde está o Artie, o Dave e o Elliott? – Sam questiona.
O castanho joga um olhar para Puck que por sua vez faz um sinal negativo com a cabeça como se pedisse a ele para não contar agora.
-Estão a salvo. – Hummel mente.
-Eu espero ver o Artie logo, não suporto ficar longe dele. – Tina termina de passar a pasta no conselheiro.
Puck o olha mais uma vez e só então respirando fundo ele anda na direção deles.
-Eu preciso de algo, machuquei minha mão. – Ele diz a Tina.
-Sente aqui. – Ela fala.
Kurt abaixa a cabeça e Sam o encara após isso.
-Eles não estão a salvo, não é? – Ele sussurra.
O castanho mexe a cabeça em negativo e só então Sam suspira e fecha os olhos. Outro tiro de canhão é escutado e após isso um barulho de parede caindo soa.
-Estão destruindo todo palácio. – Sam fala tentando se levantar mais sua perna não permite.
-Eles precisam parar de atacar o reino! – Kurt diz se levantando – Do que diabos eles precisam para cessar fogo?
Todos ao mesmo se entreolham como se soubessem exatamente a resposta correta para essa pergunta.
-Rachel. – Todos falam simultaneamente.
Cada um se olha novamente, está mais do que provado que o único motivo para eles pararem com essa guerra é demonstra-los que a sua querida filha corre perigo. Mas como eles irão acha-la?
-Eu irei atrás dele. – Puck se põe na frente – Pego um dos cavalos e vou a procura dos dois.
-Puck, você tem certeza? O exército está espalhado por todas as redondezas. – Kurt vai em sua direção.
-Se eu não voltar em quatro dias podem mandar outra pessoa no meu lugar. – Ele encara cada um.
-E como você irá acha-los? – Tina questiona.
-Eu sei exatamente para onde eles foram. – Noah olha para Kurt e Sam e os dois acenam em positivo.
-Com certeza eles estão lá. – Kurt diz.
-Lá aonde? – Tina insiste.
-Na casa do caçador. – Sam acrescenta se levantando e olhando para Noah.
-Me desejem sorte. – Puck diz andando em frente, mas Sam bate com força e firmeza em seu peito para impedi-lo de passar.
-Leve isso. – O loiro estende a sua espada – E volte vivo.
Puck segura a espada e o olha nos olhos, sendo assim faz um sinal positivo com a cabeça e depois olha para Kurt, se afastando de todos logo em seguida.
-Se ele morrer eu me mato. – Kurt diz em preocupação – Não posso perder outro amigo.
-O Puck é corajoso, ele não irá morrer. – Sam acrescenta desabando no sofá de novo, sua perna dói como se a tivessem arrancado.
-Jesse? – Cooper aparece na porta da biblioteca – Jesse? O que houve? – Ele corre na direção do conselheiro.
-Calma Cooper! – Kurt se levanta e o segura pelo braço.
-O que houve com ele? – Cooper começa a gritar em desespero – Jesse!
-Eu... – O conselheiro diz fraco – Eu estou bem... por que saiu dos aposentos do seu irmão?
-Eu saí porque senti que você corria perigo e de fato está correndo! – Ele grita e só então desaba no chão ao seu lado – O que houve com você meu amor?
-Meu amor? – Sam sussurra para Kurt.
-Longa história. – O plebeu retruca.
-Eu apenas queimei minhas costas. – Jesse suspira pela dor e Cooper agarra sua mão.
Kurt olha atento para isso, e sente uma pontada no coração por conta de Blaine. Ele precisa ter o seu amado junto a ele nesse momento.
-Sam, eu não aguento. – Kurt anda, mas Sam o segura pela perna – Me largue Sam! Eu preciso do Blaine!
-Kurt, pelo amor de deus! – O loiro grita – Se você sair sozinho por essa porta irá morrer! Não pode ir procura-lo, não agora!
-Tudo é culpa do Richard! – Cooper grita e todos o encaram – Se ele não tivesse aparecido talvez o Blaine não precisasse pensar em se casar com a Rachel! Mas ele foi induzido a isso! Tudo é culpa daquele monstro!
-Cooper, fique calmo. – Sam fala.
-Eu não posso ficar calmo! – Ele grita e só então se levanta – Eu já cansei de sentir dor em meu coração! O Jesse está machucado e tudo é culpa daquele imprestável!
Todos encaram Cooper, ele está vermelho de raiva. Talvez o seu ponto fraco de fato seja o amor. O prisioneiro encara cada um em seus olhos e só então se agacha e beija a bochecha do conselheiro.
-Eu te amo. – Ele sussurra – E eu vou me vingar de quem fez isto para nós dois.
-Cooper... – Jesse sussurra dolorido – Não faça nada de errado.
-Eu não vou. – Ele alisa o rosto do mauricinho e logo após de levanta.
-Cooper? – Kurt diz ao ver ele indo em direção a porta – Aonde você vai?
Mas o príncipe não responde, ele sai pela porta deixando todos para trás e caminha o mais rápido possível pelos corredores do palácio.
Desde a sua adolescência Cooper foi tachado de má influência para a família. Ele era o rapaz que roubava, que destruía tudo e que se vingava dos outros. Sua mãe sempre tentava convencer o marido de que era apenas uma fase, mas isso sempre se perdurou e a cada ano Richard o odiava mais por trazer vergonha não só a família, como também ao reino.
Todos o criticavam, como algum rapaz rico poderia roubar coisas? Ou como algum rapaz que é príncipe poderia sentir raiva do seu próprio reino? Cooper sempre teve a resposta guardada em sua mente: Ódio por não ser amado.
Cooper entra em todas as salas e aposentos, sobe as escadas e fica à procura daquele no qual transformou a sua vida em um inferno. Ele acha um homem morto no chão, se agacha e retira da cintura dele uma faca afiada, voltando a andar logo em seguida. Ele jamais sentiu tanto ódio como sente nesse exato minuto, já bastasse seu pai ter tirado o seu primeiro amor e o ter prendido, ele ainda teve que influenciar o seu irmão e condenar o reino a guerra machucando todos que ele ama.
Por fim, o príncipe entra no quarto onde Richard se encontra. O grisalho instantaneamente se assusta ao ver que alguém entrou, mas seus olhos se abrem bem como seu sorriso ao ver quem foi.
—Meu filho... – Ele diz sorrindo de um jeito irônico – Veio me libertar?
—Na verdade. – Ele fecha com força a porta – Eu vim em busca de vingança... papai.
[...]
—Para onde vocês acham que ele foi? – Sam questiona preocupado.
—Acho que ele foi fazer uma coisa na qual nenhum de nós teve coragem. – Hummel responde se levantando – Deixe ele.
Sam o encara e só então desvia seu olhar para a perna machucada. O castanho por sua vez caminha em direção a porta.
—Kurt! – Sam grita.
—Eu não irei atrás do Blaine, não se preocupe. – Ele diz saindo.
O plebeu caminha pelos corredores. Os gritos que antes eram diversos parecem estar diminuindo gradativamente, cada vez mais pessoas estão morrendo e isso é um sentimento horrível. Ele olha pela janela e vê que já é noite, incêndios continuam e os homens parecem estar exaustos.
Ele vai andando escondido com o seu arco pronto para atacar. Caminha em direção a cozinha e ao chegar nota que apenas uma pessoa se encontra nela.
—Pensei que tinha dito que iria esperar tudo acabar. – Hummel fala
—Não consegui esperar. – Santana responde de costas – Preciso ter o poder eterno urgentemente.
—Seu coração está doendo, não é? – Ele se aproxima.
—Não sei do que está falando. – Ela evita de lhe olhar.
—Sim, você sabe muito bem do que eu estou falando. Está apaixonada pela Brittany e não consegue suportar o fato de que o amor da sua vida é contra os seus planos.
—Cale essa boca! – Ela dá um murro na pia.
—Você nunca amou ninguém como ela e agora está sofrendo por não poder dar continuidade a isso!
—Pare! – Ela grita se virando para ele.
—Você está fraca, está acabada, quer ama-la, mas não pode! Porque ou você escolhe ela ou escolhe essa maldita coisa que deseja!
—Eu mandei você parar! – Santana grita e só então rapidamente em um piscar de olhos ela corre na direção dele e o agarra pelo pescoço.
A feiticeira leva o plebeu até a parede e o ergue como se fosse a pessoa mais forte do mundo. Kurt começa a tossir por falta de respiração e as unhas dela enfiam na sua carne.
—Desista! – Ele grita tossindo ao mesmo tempo que sangue escorre dos furos de seu pescoço.
—Você não é ninguém para me dizer o que fazer! – Ela o aperta mais – Não é porque amou um homem e está disposto a mostrar esse amor a todos que irá mudar o rumo do reino! Eu sou a mais poderosa aqui e você não é ninguém! Não passa de um garoto assustado que tenta se fazer de forte para conseguir o que quer!
—Você está falando de mim ou de você? – Kurt grita e só então ela o larga no chão.
O rapaz desaba de joelhos e leva as duas mãos até o pescoço que sangra. Santana o encara cheia de ódio e respira fundo para tentar se conter.
—Por que não me mata logo? – Ele grita – Não é isso que você queria desde o começo? Me matar? Por que não faz isso?
—Eu não quero dar esse gosto a você. – Ela o encara irritado.
—Se não quer dar a ele dê esse gosto a mim! – Mike aparece na cozinha, ele segura em suas mãos um copo com bebida alcoólica.
—Quem é você? – Ela questiona dando um passo para trás.
—Pensei que a notícia já tivesse se espalhado. – Ele está bêbado – Sou o rei de Lionheart.
—Então você é o conselheiro? – Ela se aproxima dele rapidamente.
—Rei. – Ele a corrige soluçando.
—Ótimo. – Ela diz – Não precisei me esforçar para acha-lo.
—Moça, me dê licença. – Ele diz empurrando ela, Santana lhe olha incrédula – Eu não estou à procura de um novo amor, certo? – Ele cambaleia para o lado e vai em direção ao armário – Eu estou sofrendo demais com o meu termino. Sebastian não me quer... Quinn também não e logo agora que sou o rei desse lugar. – Ele soluça – Do que adianta ser tudo isso se eles dois não estão ao meu lado? – Ele abre a garrafa de bebida e despeja no copo – Nossa como eu sinto falta deles... o Sebastian fazia uma coisa na hora do sexo que nem eu sei explicar o que era...
Kurt e Santana olham para ele boquiabertos.
—E sabe o pior de tudo? – Ele diz virando o liquido garganta abaixo – É que eu nunca quis ser rei. – Ele dá uma risada e coloca mais bebida – Eu só queria fazer o que meu pai me pediu e eu fiz, mas agora não tenho mais nada para fazer. – Ele bebe mais um gole – Eu já falei do Sebastian? – Ele encara os dois, pisca os dois olhos e soluça de novo – Ah, oi Kurt, você estava aí há muito tempo? Quem é essa moça? Não me diga que largou o metido do Blaine por uma mulher qualquer?
—Quem você pensa que é para falar de mim assim? – Santana indaga.
—Eu sou o rei! – Ele rebate – Você é surda? – Ele dá mais uma gargalhada e bebe mais um gole da bebida – Eu nunca gostei do Blaine... nossa que rapazinho chato, nem sei como você aguenta ele plebeu... o sexo deve ser ótimo para fazer você suportar alguém tão irritante quanto ele. – Ele coloca mais bebida – E aquele amigo dele? Completamente lindo, porém, existe homem mais burro do que o Sam? – Ele soluça de novo – Eu odeio esse lugar, não suporto aqui. – Ele encara o castanho tentando abrir os olhos o máximo possível – Kurt é você?
O castanho o olha abismado, ele não consegue imaginar que isso realmente está acontecendo.
—Oh meu deus Kurt, você está sangrando. – Mike anda cambaleando na direção dele – Pode me dar licença de novo? – Ela empurra Santana mais uma vez – Você quer que eu chame alguém? Ou dê um beijo aí para ver se passa?
—Não... – Kurt o olha em choque.
—Eu já falei do Sebastian? – Mike repete soluçando de novo.
—Chega! – Santana grita e só então lhe empurra no chão.
Chang cai desajeitadamente ao lado de Kurt derrubando a sua bebida no chão, o plebeu ainda continua chocado. Santana está irritada e encara os dois nos olhos.
—Minha bebida... – Mike diz olhando para a poça de álcool no piso.
—Eu já cansei de esperar! – Ela grita irritada – O Blaine não se casou com a Rachel, e por isso esse maldito reino não será o mais rico! – Ela encara Kurt – Mas ainda posso realizar o meu desejo e é exatamente por isso que a partir de hoje eu serei a nova rainha desse lugar.
—Eu não quero me casar! – Mike grita levantando o dedo na direção dela.
—E quem disse que eu irei me casar com você? – Ela grita e ele se assusta – Você não será mais o rei desse maldito reino!
—Nossa... – Ele soluça – Você está escutando ela Kurt? – Ele começa a rir e a balançar o braço do plebeu. – Oh meu deus Kurt, você está sangrando!
—Eu sei, eu sei! – Kurt diz tirando as mãos dele de seu corpo.
—Eu não acredito no tamanho desacato a minha presença. – Santana se irrita – Está avisado. Eu serei a rainha deste lugar e nada nem ninguém poderá me impedir.
—Você tem certeza? – Kurt questiona a encarando.
—A maior certeza que eu já tive em toda minha vida. – Ela o encara — Terei o poder eterno e comandarei tudo neste lugar e todos vocês mentirosos, mesquinhos e descumpridores de promessas sofrerão em minhas mãos.
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