Promise Me

21 A volta do antigo rei.


Notas iniciais
Quero saber se vocês estão prontos para a chegada desse maravilhoso homem! hahahahahaha brincadeira, ele é um FDP. Bom, espero que vocês saibam que as merdas estão por chegar, e também gostaria de dizer que o irmão Blaine não é o único que faz elas, o irmão Cooper também tem esse gene. Ps: A proxima morte está BEM perto de acontecer! PS2: A morte que eu disse não é essas mortes que irão aparecer neste capitulo. Ps3: Spoiler? Tentem adivinhar quem irá morrer. Próximo capitulo iremos nos despedir de alguém BEM querido (a)

Um homem alto e bastante forte para alguém que aparenta estar em seus cinquenta anos de idade. Cabelos e barba que antes eram pretos por completo, estão grisalhos por conta do tempo contendo apenas alguns fios ainda escuros. Seus olhos azuis, idênticos aos de seu filho mais velho, parecem carregar um poder de convencimento no qual qualquer um se renderia para apenas obedece-lo. Seu traje, parece ser do mais fino, e sua espada presa a cintura a mais afiada.

–Não vou ganhar um abraço do meu filho? – Richard questiona abrindo os braços

Todos do reino continuam em silencio, inclusive Blaine que o olha boquiaberto e sem nenhuma ação ou palavra. Kurt observa com a expressão pálida o homem na qual aparenta ter feito tanto mal a um de seus filhos.

–O que... – Blaine inicia, mas logo é consumido pelo esquecimento das palavras – O que o senhor está fazendo aqui?

–Um pai não pode visitar o filho? – O homem questiona dando um passo à frente ainda com os braços abertos

Richard enfim envolve seus braços compridos e fortes ao redor de seu filho que é bem mais baixo que ele, o escondendo entre o abraço. Blaine encosta sua cabeça no peito do pai, que por sua vez faz o mesmo com o queixo em sua cabeça. O coração do príncipe bate forte pelo nervosismo de ver mais uma vez o seu pai depois de anos.

Todos ainda continuam em silencio, parece que a população nunca esteve tão chocada como estão nesse exato minuto.

–Você já está um homem feito, meu filho. – O grisalho termina o abraço, aperta os dois braços de Blaine e o observa da cabeça aos pés – Como você está parecido com a sua mãe.

–Agradeço pelo elogio, minha mãe era linda. – Blaine rebate ainda chocado

–Eu ouvi falar que ela faleceu, é exatamente por isso que voltei, talvez você estivesse precisando de ajudas... – Ele ergue o olhar para todos – Eu interrompi alguma reunião sua?

–Não exatamente... – Blaine guia seu olhar para Kurt – Pai esse é o Kurt Hummel, ele estava em julgamento.

–Posso saber qual teria sido o crime dele? – Richard encara Kurt, que por sua vez continua pálido

–Roubo. – O príncipe diz – Mas já foi considerado inocente.

–Então... – Richard ergue sua mão para Hummel – Prazer Kurt.

–O prazer é meu, alteza... – O castanho aperta de leve a sua mão

–Mas que aperto de mão fraco. – O grisalho aperta mais forte – Vamos! Aperte a minha mão com força!

Kurt pisca o olho como se não estivesse acreditando que isso realmente está acontecendo, ele tenta com todas as suas forças apertar a mão dele e o mesmo dá uma risada assustadora quando ele consegue.

–Isso, um verdadeiro aperto de mão. – Ele continua rindo

–Mas pai... – Blaine o interrompe – Por que só agora?

–Eu estava com saudades de você. – Ele responde de uma maneira óbvia – E também soube, que irá se casar, o que me deixa completamente feliz. Não poderia perder o casamento do meu único filho.

Os olhos de Kurt se enchem de ódio diante dessa última frase. Como um homem pode não considerar um de seus filhos por ele simplesmente amar outro homem?

–O senhor sabe que eu não sou seu único filho. – O moreno rebate

–Sim, você é o meu único filho. – Richard dá um passo à frente – Olá população de Lionheart. Não irei negar que estava com saudades do incrível cheiro de café que esse povoado tem durante o dia. Acho que muitos de vocês devem estar se perguntando o que faço aqui, se vim resgatar meu cargo mais uma vez, ou algo do gênero. Bom... podem ficar calmos pois não irei fazer algo do tipo. – Ele bate com força nas costas do príncipe que por sua vez tropeça no ar pelo impacto – Meu filho irá se casar! E eu pretendo assistir não só a cerimônia de casamento como também da entrega de seu cargo como rei.

–Então o senhor não irá querer seu cargo de volta? – Blaine questiona

–Não. – Ele o responde e volta a olhar para todos – Pretendo permanecer por aqui. Sim, eu pretendo morar mais uma vez aqui, o que quer dizer que todos vocês irão bater de frente comigo milhares de vezes ao dia. Porém não serei o rei, estou bem velho para isso. Mas garanto que meu filho, juntamente com a sua magnifica esposa, comandarão o reino sem erros.

Todos ficam chocados novamente, Rachel engole a saliva a seco e joga um olhar para o plebeu, que o retribui com a mesma expressão preocupada. Mike por sua vez está com ódio nos olhos, como jamais esteve em toda a sua vida, ao mesmo tempo que Quinn e Sebastian correm como nunca em direção ao palco.

–Mike... – Quinn sussurra o chamando com a mão – Desça! Agora! – Ela quase grita, mas o conselheiro não a escuta

–Mike, desça! – Sebastian o chama

E só então Smythe o puxa pela mão, fazendo com que ele desça de uma forma completamente desajeitada.

–Eu vou matar ele! – Mike diz irritado

–Não, você não irá fazer nada! – Sebastian diz o segurando pelos braços

–Por favor Sebastian! – Mike começa a chorar em desespero – Por favor, me deixe matar ele!

–Mike, você vai estragar todos os planos, pare! – Quinn diz tentando disfarçar o desespero do conselheiro

–Eu só quero mata-lo! – Mike desaba no chão pelo choro – Por favor! Por favor!

–Quinn o que vamos fazer? – Sebastian questiona enquanto o conselheiro agarra as pernas dele

–Mike não pode ficar a sós com ele, mas o Blaine irá querer mostra-lo. – A loira não faz ideia do que fazer

–Vamos pensar em algo, Mike não pode ficar sozinho com o Richard. – O recruta se agacha no chão – Vamos Mike, vamos para dentro. Iremos pensar em algo.

–Por favor! – O conselheiro continua chorando

Sebastian o ergue mais uma vez e entre soluços e lagrimas os três caminham em direção ao palácio.

–E então... o que você roubou garoto? – Richard questiona a Kurt

–Pai, será que podemos não tocar nesse assunto, envolve várias situações e o Kurt já está cansado de todas elas.

–Certo, sem problemas... – O grisalho inicia uma caminhada – Em qual casa você mora rapaz?

–Na verdade... eu moro em uma vila e é exatamente para lá que eu estou voltando. – Kurt diz

–O que? – Blaine o encara – Não, você não pode voltar para a vila, não agora.

–E eu posso saber por que não? – Richard o encara arqueando uma das sobrancelhas

–Ele... ele... – Blaine não sabe o que falar

–Acho que já fiquei pelo palácio por muito tempo.

–Kurt! – O príncipe lhe olha incrédulo

–Não entendo porque tamanha exaltação Blaine. – O grisalho cruza os braços

–Pai, o Kurt é meu amigo, e vá por mim, eu prefiro ele aqui do que na vila. – O moreno rebate

–E o que há demais na vila?

–O Kurt passava fome, privação e tudo de ruim, não quero mais isso para ele, me entende?

–Blaine eu não sei... – Kurt inicia, mas logo é puxado pelo príncipe

O moreno lhe puxa para longe do pai, deixando o grisalho com um olhar confuso a respeito dessa ação.

–Por que me puxou? – Kurt indaga

–O que você está dizendo? Que vai voltar a vila? Está louco? – Blaine o encara irritado

–Eu não quero ficar num mesmo ambiente que o seu pai. – Hummel rebate

–O que? Por que? Qual é o problema? Ele é o meu pai, o seu sogro, não há nada de errado nisso.

–Eu não quero ficar em um mesmo lugar que ele pelo simples fato de que sei do o seu pai é capaz, Blaine. – Kurt está vermelho de raiva

–Eu não acredito que você está falando isso para mim! Ele é o meu pai, e independente do que ele fez, ele continuará sendo o meu pai!

–Ele prendeu o seu irmão! Que espécie de pai faz algo do tipo?

–Meu irmão é um ladrão! Ele roubou esse reino!

–Não, ele não roubou esse maldito reino Blaine!

–O que está havendo aí? – Richard se aproxima

–Nada pai, não está havendo nada! – O moreno diz irritado enquanto encara Kurt

–Quer saber? – Kurt se afasta – Eu vou dar uma volta.

–Aonde você vai? – O príncipe questiona o observando andar

–Não sei! – Kurt grita já longe

Richard encara o filho como se não estivesse entendendo nada do que está acontecendo, ao mesmo tempo que um arrependimento bate no peito do príncipe por ter começado essa discussão com Kurt.

–Vocês são tão amigos assim? – O grisalho questiona

–Ele é um dos meus melhores amigos pai. – Blaine respira fundo para se acalmar

–Pensei que você só tivesse o Sam como seu melhor amigo.

–O senhor passou anos fora, muitas coisas mudaram, eu mudei. – Blaine o encara e só então se afasta também

[...]

–Cooper...? – Jesse desce as escadas lentamente

–Jesse?! – O príncipe se alegra ao ver o seu amante – Ainda é dia, acho um pouco perigoso você vir tentar algo a essa hora.

–Não vim tentar nada com você. – O conselheiro se aproxima

–Ah! Você veio me dizer a respeito do julgamento? Por favor, me diga que o Kurt se safou dessa. – Cooper agarra as grades – Se vierem prender ele mais uma vez, mato o Mike.

–Não... não é isso. – Jesse diminui o tom da voz – O Kurt está livre

–Isso é sério? Oh meu deus! – Cooper comemora em alegria – Aquele desgraçado tem que vir falar comigo! Por favor, dê esse recado a ele!

–Claro, claro. – Jesse engole a saliva a seco

Cooper encara o conselheiro, Jesse não está da mesma forma como em todos os dias, na verdade, ele parece pálido e angustiado.

–Jesse... está tudo bem com você? Não me venha dizer que quer acabar esse relacionamento sem compromisso.

–Não é isso também Cooper...

–E então? – O príncipe fica atento

–Eu não faço ideia de como vou te dizer isso, principalmente depois de tudo o que você me disse a respeito, de toda a sua história e de toda a sua vida nesse palácio...

–Jesse, você está me deixando preocupado, o que houve? É o Blaine? Ele está bem?

–Cooper... – Jesse respira fundo – Seu pai... ele voltou. Ele está no palácio mais uma vez.

Os olhos do príncipe ganham uma expressão de choque, ele para de agarrar os ferros da cela e seus braços desabam como se ele tivesse perdidos as forças, sua boca se abre lentamente pela notícia e sua respiração acelera bem como seu coração.

–O que? – Cooper questiona respirando nervoso

–Me desculpa por dizer isso assim, mas você deveria saber por mim e não por outros...

–O que foi que você me disse? – Cooper agarra as grades fazendo o conselheiro dar um passo para trás pelo susto – Ele voltou? O desgraçado voltou? – Ele começa a gritar

–Cooper por favor fique calmo...

–Calmo? Como você quer que eu fique calmo? – Ele grita em desespero – Traga ele aqui! Traga! Eu quero acabar com a vida dele!

–Meu deus, eu nunca vi você desse jeito. – Jesse arregala os olhos e engole a saliva a seco

–Eu mandei você trazer aquele desgraçado para cá! – Cooper grita e começa a chacoalhar a grade – Eu quero ver ele morto! Eu vou matar ele! O traga aqui!

–Cooper, por favor...

–Se você não trouxer ele eu darei um jeito de sair daqui! Eu só vou me acalmar quando eu ver o sangue daquele homem escorrendo nas minhas mãos!

[...]

5 anos atrás...

–Pai, você disse que iria pescar comigo. – Mike fala seguindo seu pai

–Mike, o papai está muito ocupado, eu não posso, já lhe disse. – Sr. Chang anda de um lado para o outro

–O que anda preocupando você meu amor? – Sra. Chang questiona se aproximando

–Meu amor, as coisas com o Richard passaram dos limites. – Ele olha para sua mulher em preocupação

–Ele matou outra pessoa? – Ela sussurra

–Sim... – Ele respira fundo – Eu disse a ele que não queria mais ser o seu conselheiro, e ele me disse que se eu fizesse isso, ele mataria todos nós.

–Pai, com o que o senhor fica tão ocupado? Por que não pode sair comigo? – Mike insiste

–Mike! – Seu pai grita – Eu já disse que estou ocupado!

–O senhor nunca tem tempo para mim. – O pequeno abaixa a cabeça

–Oh meu filho. – Sr. Chang agarra seus braços finos – Veja, você já é um rapaz e sabe o que é certo e errado. O papai tem muito orgulho de você, e eu sei que as vezes passo dos limites, sei que prometi lhe dar um passarinho de presente, prometi que iria passear com você pelo bosque e que iria pescar, mas agora esse não é o momento. Você me entende filho?

–Acho que sim. – Mike limpa uma lagrima em seu olho

–Apenas entenda seu pai Mike. – A mãe apoia sua mão no ombro do menino – Nós dois amamos muito você.

–Eu também amo muito vocês dois. – Mike os olha – São as pessoas mais importantes da minha vida.

Até que enfim, alguém bate com força na porta, os Changs direcionam seus olhares para lá e o patriarca aperta com força a mão de sua mulher.

–Quem são? – Ela questiona

–Abram a porta! – Alguém grita de fora – Abram a porta senão iremos quebra-la ao meio!

–Se escondam! – Sr. Chang ordena aos dois

–O que? – Sua mulher se assusta

–Por que pai? – Mike questiona confuso

–Se escondam agora! – Ele ordena mais uma vez

Mãe e filho correm no pequeno quarto, não há muito lugares para se esconder. Sra. Chang aponta para que Mike se esconda em baixo da cama e o mesmo a obedece, enquanto ela corre para dentro do pequeno guarda-roupa. Sr. Chang caminha até a porta e após respirar um pouco enfim a abre, se espantando não só com quatro guardas como também com o rei Richard.

–O que estão fazendo? – O patriarca questiona assustado enquanto todos entram

–Minha mulher escutou a nossa conversa. – O rei o encara com raiva – Está satisfeito?

–Mas... mas... – Chang o encara espantado

–Não há um mas, você procurou isso e agora irá sofrer as consequências. – O rei retira de sua cintura uma faca grande e amolada – Pensa que eu não sei que a sua família está aqui? – Richard dá uma risada – Hein?

E só então o rei dá um murro na barriga do conselheiro, o fazendo ir para trás pelo impacto.

–Você nunca me foi útil! – Ele dá uma cotovelada no rosto de Chang – Sempre me arranjando problemas! – Dá outro murro em sua barriga o fazendo cuspir sangue – Vou matar toda a sua família miserável! – Ele dá um murro em seu rosto

–Richard, me entenda... – Chang coloca a mão na frente do rei em defesa, mas o mesmo corta com força a sua pele com a faca – Ai! – Chang grita pela dor e começa a chorar – Richard, eu não quero mais fazer parte das suas matanças!

–Agora já é tarde! – O rei grita lhe chutando no rosto

O patriarca cai no chão debilitado, ao mesmo tempo que Mike assiste tudo isso debaixo da cama. O menino quer correr para salvar seu pai, porém vê de longe por uma brecha do guarda-roupa a sua própria mãe o impedindo de fazer isso.

–Você tem noção do que é ter um filho pederasta? – O rei grita em ódio – Mandei você ficar de olho no Cooper, e você nem soube que ele estava tendo um caso com outro homem! E agora? A quem irei dar o meu trono? Ao meu filho mais novo? Me responda! – Richard o chuta mais uma vez, Chang cospe mais sangue – Eu não tive o maior orgulho da minha vida ao ter um filho para que ele saísse por ai com outros homens!

–Você deve aceita-lo! – Chang grita fraco

–Aceita-lo? – O rei ri ironicamente – E se fosse o seu filho? Você iria aceitar?

–Eu amo o meu filho! – O patriarca grita encarando o rei nos olhos – Independente de quem ele leve para a maldita cama!

O rei o encara com mais raiva ainda e só então lhe dá outro chute no rosto. Chang vai mais uma vez para trás pelo impacto. Seu nariz parece ter quebrado e o mesmo sente uma dor insuportável. Richard começa a bater nele, e o pai de Mike não tem forças para se defender, e é exatamente por isso que a mãe dele acaba cometendo seu pior erro.

–Soltem ele! – Sra. Chang grita saindo do esconderijo

–Ora, ora, ora! – O rei dá uma risada a encarando – Sabia que o seu maridinho não estava sozinho.

–Nos deixem em paz. Nós iremos embora, apenas nos deixem partir! – Ela fala tremula

–Mas é claro que irei deixar você partir. – Richard dá uma risada – Não há nada pior do que a dor de ver sua mulher sendo morta, não é mesmo, Chang?

–O que? Não! – O patriarca grita tentando se mover, em vão

–Matem essa mulher! – Richard grita

E só então os quatro guardas correm na direção da Sra. Chang, a empurrando contra parede e enfiando de uma só vez em sua barriga todas as espadas.

–NÃO! – O pai grita

A mulher cai aos poucos no chão. Os olhos de Mike estão completamente cheios de lagrimas, o menino nunca sentiu tanta dor como agora.

–Onde está o seu filho? – O rei questiona

–Deixem ele em paz! – Chang grita entre o choro

–Eu não vou perguntar de novo!

–Ele foi pescar! Ele foi pescar sem mim! – Ele rebate

–Ótimo! – O rei encara os guardas – Vão atrás do garoto, do Chang cuido eu.

Todos os guardas correm para fora da casa dos Changs, deixando o rei sedento de sangue na frente do patriarca.

–Você... – Chang se levanta desajeitadamente – Matou a minha mulher!

–Vamos acabar logo com isso, não? – O rei lhe encara

E só então Richard enfia de uma só vez a faca na barriga do patriarca, ele revira os olhos e Mike engole um soluço do choro. O rei mais uma vez retira a faca e enfia de novo, e de novo, na terceira vez o homem cai no chão, com o rosto virado para o seu pequeno filho que lhe encara mais assustado que tudo. O rei larga a faca no chão e sai da casa sem a menor culpa. Mike continua encarando seu pai. Com o braço tremulo o menino guia sua mão até o rosto do pai, o alisando.

–Papai? – Mike se arrasta na sua direção

–Mike... – O homem sussurra quase em silencio

–Sim? – O menino lhe olha atento

–Assuma o trono. – O homem finaliza, fechando os olhos logo em seguida

[...]

–Blaine... – Richard bate na porta do quarto

O moreno está deitado na cama, olhando para o teto, pedindo aos céus que todo esse pesadelo acabe. Será que no momento em que ele pensava que teria paz com o Kurt, algo tem que acontecer para estragar isso?

–Blaine! – O grisalho insiste

–O que? – O príncipe indaga do quarto

–Eu preciso lhe apresentar uma pessoa.

Revirando os olhos, o moreno se levanta da cama e caminha sem nenhum interesse até a porta, e assim que a abre se depara com uma pessoa na qual ele só viu uma vez na vida. A camponesa que o seu pai estava no dia da gritaria. Blaine olha a mulher da cabeça aos pés. Ela é bem mais nova que o seu pai, completamente magra e bem alta, tem os cabelos curtos e ruivos, os olhos grandes e claros e suas roupas são bem ajeitadas, mais do que o necessário.

–Blaine, essa é Emma Pillsbury, a minha mulher. – Richard a apresenta

–É um prazer Blaine, seu pai sempre me falou a seu respeito. – Emma fala, ela possui uma voz bem fina e irritante

–Sei bem quem é você. – Blaine a encara – Por que trouxe ela aqui pai? Já não bastava ter traído a mamãe com ela.

–Vamos deixar o passado no passado meu filho. – Richard rebate

–Sei que nos daremos muito bem. – A mulher fala

–Claro, claro que me darei bem com a mulher responsável pelo termino do casamento dos meus pais. – O príncipe diz sarcasticamente

–Emma não teve culpa nenhuma. Sua mãe e eu não estávamos nos dando bem.

–Pai, por favor não me venha... – Os olhos de Blaine se direcionam a Kurt que passa disfarçadamente por trás dos três – Kurt! – O príncipe grita

Richard e Emma voltam seus olhares para o plebeu, que encara assustado o príncipe que por sua vez corre até ele.

–Kurt precisamos conversar...

–Não acha que é falta de educação deixar seu pai e a mulher dele a sós? – Kurt rebate

–Kurt, sei que você ainda está com raiva, mas por favor, vamos conversar.

–Certo. – O castanho cede, e só então abre a porta do seu quarto

–Blaine! – Richard grita – Aonde vai?

–Preciso falar com o Kurt pai, mais tarde terminaremos a nossa conversa. – O príncipe diz e só então entra no quarto

O moreno fecha a porta atrás de si, ao mesmo tempo que um pouco nervoso Kurt caminha pelo quarto. Blaine o olha um pouco triste, ele se sente culpado pela discussão de mais cedo. Sendo assim, o príncipe vai na sua direção, segurando uma de suas mãos e o levando para sentar na ponta da cama.

–Me desculpe por ter brigado com você. – Blaine fala

–Nós dois brigamos. – Kurt rebate

–Eu só... – O moreno respira – Eu só estou impressionado, o meu pai está de volta. Estávamos falando dele nesses dias, e no quanto eu ficaria feliz em vê-lo mais uma vez, e ele voltou.

–E você está feliz em vê-lo? – O castanho questiona secamente

–Tudo aconteceu rápido demais, nem tivemos tempo de comemorar a sua liberdade... mas sim, eu estou muito feliz em ver o meu pai.

–Blaine... – Hummel segura a sua mão – Eu não quero brigar de novo com você, pois sei que irá defender o seu pai. Mas ele é um homem terrível.

–Kurt, não vamos falar nisso de novo. – Blaine se levanta da cama

–Está vendo? Você não quer me escutar.

–E se fosse alguém falando mal do seu pai?

–Eu escutaria. – Ele lhe olha atentamente – Meu pai não era perfeito Blaine, e o seu também não é.

–Kurt por favor, não sei nem porque estamos falando disso. – Blaine se irrita – Você e eu deveríamos estar comemorando a sua libertação, mas não, estamos aqui, discutindo a respeito do meu pai.

–Eu pensei que você tivesse mudado. – Kurt se levanta da cama irritado – Pensei que aquele homem metido, medroso e incapaz de fazer algo sem ter ajuda, tivesse sumido. Mas não, eu vejo que ele continua aí, intacto.

–E foi justamente por esse homem que você se apaixonou. Se eu mudar não serei o Blaine, serei outro. – Blaine rebate com raiva

–Você não precisa mudar! Basta apenas enxergar diante de seus olhos que a vida não é perfeita Blaine! Que nem tudo se resume a esse maldito lugar! Sua vida é bem mais do que isso, me entende?

–Está vendo? Estamos brigando de novo! – O príncipe resmunga – Eu sou o príncipe Kurt, eu tenho meus afazeres, eu tenho minhas leis, eu tenho tudo que você não tem!

–Nossa. – Kurt o encara chocado – Você tem razão. Eu sou apenas um plebeu tolo, pobre, que fazia de tudo para conseguir um pão para se alimentar com o seu velho pai. Não tenho amigos a não ser um maldito aleijado, e moro em uma casa caindo aos pedaços. Por que um príncipe como você decidiria ficar com alguém como eu? Sou só mais um joguinho seu Blaine? Só alguma aposta que você fez com um de seus capangas?

–Você está dizendo besteiras...

–Não, eu não estou dizendo besteiras Blaine! – Kurt respira fundo

–Há não? Tudo que você fala a meu respeito é em crítica, nada ajuda a me construir como pessoa. Seja falando mal do meu jeito, do meu pai, do palácio! Tudo para você é um meio de deboche Kurt!

–Me desculpe se eu não beijo os seus pés como os demais deste lugar! Eu não sou tolo Blaine, o restante são pessoas que sentem inveja e querem o seu mal! Eu não quero nada de você, apenas queria o seu amor! Mas você é impossível!

–Eu sou impossível? Olhe para você! Sempre é o certo em tudo! Sempre faz as coisas como se não houvesse amanhã! Você não tem regras! Não há ordem em você!

–Pelo menos eu vivo! Coisa que você não faz! – Kurt grita quase tão alto que dá para se escutar do outro cômodo – Por favor, será que pode me deixar sozinho?

–Kurt, eu amo você. – Blaine se aproxima dele

–Eu também te amo. Esse é o meu maior problema! – Kurt o encara vermelho – Blaine, por favor, me deixa sozinho.

–Kurt...

–Blaine, me deixe sozinho! – Kurt aumenta o tom da voz

Os olhos dos dois se enchem de lagrimas, Blaine o encara mais uma vez e só então se afasta caminhando até a porta. O moreno a abre, porém ainda sem sair por ela, vira o rosto mais uma vez, olhando para Kurt que começa a chorar como nunca. Sendo assim, o príncipe não sai e fecha a porta mais uma vez se voltando agora para Hummel.

Anderson caminha até Kurt que continua chorando, até que enfim, o moreno o abraça. Kurt chora como nunca encostando sua cabeça no ombro dele, ele parece ser um filhote em desespero por ter perdido a mãe.

–Venha. – Blaine o puxa pela mão

Os dois vão caminhando até a cama de Kurt, subindo nela logo em seguida. Os dois se deitam e Blaine o abraça por trás para tentar consola-lo. Algumas lagrimas saem dos olhos do príncipe enquanto Kurt aperta a sua mão. Anderson encosta sua cabeça nas costas dele e fecha os olhos, Hummel respira fundo e faz o mesmo. Os dois permanecem abraços pelos próximos minutos que se seguem.

[...]

–O que você quer falar comigo? – Sam questiona descendo as escadas

–Preciso que me tire daqui. – Cooper rebate

–Está ficando louco? – O loiro lhe encara incrédulo

–Sam, você é uma das poucas pessoas que ainda prestam neste lugar. Por favor, me ajude. – O príncipe rebate irritado, enquanto agarra as grades

–Cooper, eu não posso lhe soltar. Você está preso. As coisas não funcionam dessa maneira. – Sam se aproxima dele

–E então são de que maneira Sam? – Cooper o puxa pela gola do uniforme levando o loiro com força até as grades – Eu preciso sair daqui! Se eu não fizer algo, tudo estará arruinado!

–Pode me soltar!? – Sam diz tentando se livrar

–Não! Eu não vou soltar você até que me ajude! –Cooper lentamente retira as chaves do cavalheiro sem que ele perceba

–Se eu lhe soltar me matarão! – Sam grita se debatendo – Cooper me largue!

–Quer saber? – O príncipe larga ele – Eu não preciso da sua ajuda. Você é mais burro do que qualquer um aqui nesse lugar!

Sam o encara irritando, e só então ajeitando o seu uniforme amassado pelos apertos do príncipe, ele dá as costas a ele, subindo mais uma vez as escadas.

Os olhos de Cooper se iluminam ao ver a chave em suas mãos. Sua respiração acelera bem como as batidas de seu coração. Sendo assim, o príncipe respira fundo e começa a abrir um cadeado por vez, chegando ao último com a mão tremula. E enfim, abrindo a cela.

Notas finais
Só digo uma coisa. Cooper, Cooper, olha lá o que você vai fazer! Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)