Promise Me

22 A morte lhe chama.


Notas iniciais
Alô alô chegay! Antes de mais nada, gostaria de dizer que essa pessoa na qual eu matei é bastante querida para mim, não sei para vocês, portanto me doeu fazer isso hahahah mentira eu fiquei rindo. Ps: Dedico a morte para Eduarda Naja Soares Ps2: Querido Matheus, dedico as desgraças desse capítulo a você, pq sei que tu é desses. Ps3: Dedico minhas lágrimas a todos vocês! E só digo uma coisa, Boa sorte em ler. Ps4: Me desculpem se o texto estiver bagunçado, estou postando pelo celular!

Cooper sobe as escadas com cuidado, é a primeira vez em seis anos que ele sai da sarjeta. Ele anda pelo corredor e nota que já está de noite, o que resulta no fato de que provavelmente não haverá muitos empregados na cozinha. Sendo assim, colado a parede ele continua caminhando, lentamente e de uma forma atenta. O príncipe se esconde em algumas sombras deixadas pelos cantos das paredes, e se certifica de que ninguém está por perto, sendo assim ele entra na cozinha que está vazia.
O filho mais velho, agarra em suas mãos uma faca grande e procura algum canto que possa se esconder até de manhã, e enfim decide ficar no armário de produtos de limpeza.
[...]

-Blaine! – Richard bate na porta do quarto de Kurt
Os dois que ainda estavam dormindo se despertam rapidamente, Kurt olha pela janela e vê que já está de manhã, ao mesmo tempo que pulando da cama Blaine se afasta do plebeu.
-É o meu pai. – O moreno sussurra
-Abra a porta. – O castanho diz desinteressado
-Não, ele vai penar que dormimos juntos. –Blaine rebate assustado
-Mas nós dormimos juntos. – Hummel retruca
-Kurt, será que você pode me ajudar? Eu não quero que o meu pai saiba sobre nós.
-Blaine! – O grisalho bate mais uma vez – Sei que está aí dentro, abra a porta!
-Acho que já é tarde demais. – Hummel rebate apontando para a porta – Vamos, abra ela.
Blaine o encara um pouco irritando, sendo assim, se ajeita e caminha até a porta, abrindo ela logo em seguida.
-Você disse que falaria comigo mais tarde, não voltou. – Richard entra no quarto – Posso saber o que fazia aqui dentro com ele?
-Pai, nós conversamos a respeito de como seria a vida do Kurt daqui para frente, acabei cochilando no sofá. – Blaine mente
-Por um momento pensei que você tivesse dormido com ele..., mas é claro que você não me daria esse desgosto, não é mesmo Blaine?
-Claro que não pai. – O príncipe olha para baixo em arrependimento
-Tem certeza? – O grisalho cerra os olhos em sua direção
-Absoluta. – O moreno engole a saliva a seco
-Seu filho e eu somos muito amigos Richard. – Kurt se levanta da cama de braços cruzados – Acho que será frequente o seu encontro com nós dois a sós.
-Nunca pensei que o Blaine arranjaria outro amigo além do Sam. – O homem lhe encara – Na verdade, não vi você nenhum minuto sequer ainda com o cavalheiro.
-Pai, o Sam e eu estamos um pouco brigados... eu falei algumas coisas para ele que me arrependo. Mas nós ainda somos melhores amigos sim.
-Bom... fico mais calmo com isso. Então vamos tomar nosso café da manhã? – Richard diz caminhando até a porta e os dois lhe seguem, mas o grisalho impede a passagem de Kurt que lhe encara confuso – Você, rapaz, vem após nós dois. Quem é da realeza não se deve andar indo em direção a mesa com alguém que mora em uma vila.
Kurt fica perplexo com o que o homem acabou de falar. Blaine encara os dois que se observam e só então seu pai lhe puxa.
-Cansei disso. – Hummel sussurra para si mesmo caminhando de volta para o interior do quarto – Eu não sofri minha vida toda para alguém querer dar continuidade ao meu sofrimento. – Kurt pega sua antiga roupa que agora está limpa
-Concordo plenamente com você. – Sebastian diz fechando com força a porta atrás de si, fazendo o castanho pular para o lado pelo susto. – Você deveria ir embora.
-Quem é você para me dizer o que devo fazer ou não? – Hummel o encara – Pensa que não lhe vi se cortando?
-Saiba que o ato de se cortar, gera o prazer em algumas pessoas, no meu caso, faço isso quando não tenho o que quero. – Ele se aproxima do castanho – No caso, quando não mato as pessoas.
-Você é louco. – Kurt lhe olha espantado
-Não, apenas não sou o que aparento ser. – Ele se aproxima mais do castanho que por sua vez anda para trás ficando sem escapatória na parede
-Me deixe em paz! – Kurt diz enquanto Sebastian se aproxima dele e apoia uma de suas mãos na parede atrás dele
-Irei lhe deixar em paz quando fizer o mesmo com o Blaine. – Sebastian retira do bolso o seu canivete fazendo o plebeu se espantar por isso – Até lá, meu lindo, irei fazer da sua vida um inferno.
-Escute aqui... – Kurt vai para frente, mas Sebastian o prende mais uma vez na parede
-Escute aqui você. – Ele leva o canivete até a bochecha de Kurt – O príncipe, ou melhor, o seu namorado está na lista de planos da minha parte. Mas eu não posso beija-lo, toca-lo ou fazer sexo com ele, se você está no nosso maldito caminho.
Kurt o olha assustado. Então é por isso que desde o começo o recruta nunca fora com a cara dele?
-No dia que o Blaine não me quiser mais, você poderá tentar algo com ele, até lá, ele é meu! – Kurt o encara nos olhos
-Garoto tolo. – Sebastian dá uma risada irônica – Enquanto você fugia, o seu namoradinho me deixou praticamente entrar no banho junto com ele. Digamos que ele ficou bem empolgado com os meus toques. – Sebastian alisa a pele do castanho com a faca amolada
-Eu não acredito em nenhuma palavra que sai de sua boca! – Kurt lhe empurra em vão
-Apenas me escute. – Sebastian aproxima sua boca da dele – O Blaine não irá lhe escolher... você foi apenas um passatempo para ele.
-Você não sabe do que está falando! – Kurt rebate o olhando irritado
-Pode apostar que eu sei, meu lindo. – Sebastian enfim abaixa o canivete para o antebraço de Kurt e corta a sua pele
-Ai! – O castanho grita segurando o braço
Sebastian dá uma gargalhada estranha e se afasta do plebeu, que por sua vez continua segurando o braço. O recruta sai do quarto e Kurt vai até uma das roupas, rasgando uma tira de pano e enfim amarrando ela em seu braço.
Tudo isso está se tornando loucura aos olhos de Kurt. Todo o palácio, todas as pessoas, todos os discursos. Parecem ser em vão, como se nada valesse realmente a pena, a não ser o fato de quem é melhor do quem neste lugar.
Hummel decide sair do quarto e vai aos poucos caminhando até a cozinha. Quando enfim ele chega lá, algumas pessoas parecem estar discutindo a respeito da comida.
-Richard disse que quer frio. – Sam fala a Mercedes
-Eu já estou cansada disso tudo. – A morena rebate caminhando até a pia
-O que houve? – Kurt questiona se aproximando
-O Richard quer mandar em tudo. – Mercedes diz
-Mercedes ele era o rei. – Sam fala ajudando ela
-Ele era o rei Sam, não é mais. – Ela rebate
-Mercedes, Richard disse que o chá está apenas com gosto de água. – Quinn aparece trazendo de volta uma bandeja
-Onde está o Mike? – Sam fala irritado – Ele nem está nos ajudando!
-Mike está doente, pediu para ninguém o perturbar no quarto. – Quinn mente
Na verdade Sebastian e Quinn prenderam o conselheiro em seu quarto para que ele não fizesse nada contra ao pai de Blaine.
-Isso não é desculpa! – Sam rebate
Cooper olha atento através de uma brecha da porta. Ele observa cada ato e palavra que as pessoas estão dando.
-Por que o Blaine não está aqui ajudando vocês? – Hummel questiona segurando a bandeja para Mercedes
-O que foi isso em seu braço? – Sam questiona vendo o pano melado
-Me cortei. – Kurt rapidamente responde enquanto Sam coloca um prato na bandeja que ele segura
-O Blaine está sentado na mesa com ele. – Quinn responde limpando o suor da testa
-Onde está o meu chá? – Richard grita da sala de jantar
-Viu. – Mercedes aponta para a voz e só então segura uma garrafa de suco
-Deixe que eu levo. – Kurt rapidamente coloca a bandeja de lado e ajuda a morena
-Ainda bem que aquela mulher dele ainda está dormindo. Se ele está assim por conta de um chá, imagina o que não faria para agradar ela? – Quinn comenta
Richard já está impaciente na sala de jantar. Blaine o encara em silencio, desde de pequeno jamais gostou de ver seu pai irritado.
-Ninguém sabe trabalhar nesse lugar. – Richard de levanta da cadeira
-Pai, aonde o senhor vai? – Blaine se levanta com ele
-Vou mostrar como se trabalha a essas pessoas.
Richard ajeita a sua roupa e só então caminha em direção a cozinha, seu filho lhe segue logo atrás. Quando o grisalho entra no cômodo todos ficam em silencio, cada um está segurando alguma bandeja ou jarra de suco na mão. Cooper por sua vez cerra os olhos na direção do pai, um ódio sobe sobre o seu corpo e ele aperta os punhos pela raiva.
-Será que nenhum de vocês sabe trabalhar direito? – Ele questiona encarando todos
-Senhor nos entenda... – Mercedes inicia, mas ele põe o dedo para impedi-la de terminar
-Vá chamar minha mulher. – Ele ordena a ela
-Claro. – A morena acena com a cabeça e só então sai rapidamente
-O que foi isso no seu braço? – Blaine se aproxima de Kurt
-Me cortei. – Hummel repete a mentira
-Vocês precisam saber que quando eu quero uma coisa eu tenho que tê-la. Posso não ser mais o rei, mas eu ainda mando em tudo neste lugar!
-Você mandava. – Cooper fala saindo do armário
Todos se viram na direção da voz. Os olhos de Richard se consomem por uma expressão surpresa, ele não vê o filho desde que o prendeu. Todos ficam espantados, cada um está em choque por ver que o prisioneiro está bem diante de seus olhos, e agarra em uma de suas mãos uma faca.
-Como vai Cooper? – Richard questiona
-Cooper, o que você está fazendo aqui fora? – Blaine questiona boquiaberto
Sam por sua vez começa a bater em todos os seus bolsos e só então percebe que está sem a sua chave, ou seja, o prisioneiro a roubou dele. Kurt joga um olhar na direção do loiro que parece captar o seu recado. Os dois olham para a mão de Cooper, ele segura com tanta força a faca que está quase a enfiando dentro da pele.
-Você não tem noção do que eu passei durante esses seis anos. – Cooper não desvia o olhar do pai
-Você não passou por nada que não merecesse. – Richard rebate agora desviando seu olhar para a faca – O que vai fazer? Vai matar o seu pai?
-Você não é o meu pai. – Cooper rebate apertando o cabo da faca
-Por favor, vamos parar com isso. – Blaine olha para os dois
Sam faz um gesto para Kurt que o observa atentamente. Sendo assim, os dois andam em passos curtos, quase não notados, se aproximando cada vez mais de Cooper.
-Verdade, eu nunca serei pai de alguém como você. – Richard o encara – Na verdade estou impressionado que tenha adquirido a coragem de um verdadeiro homem para vir me ameaçar.
-Eu sou um homem. – Cooper nunca esteve tão irritado – E eu quero vingança, por tudo o que você me fez passar! Quero vingança por ter me prendido, por ter feito da vida da sua família um inferno e por ter matado o amor da minha vida!
-O que? – Blaine sussurra para si mesmo – Isso é verdade pai?
-Ele está mentindo meu filho! – Richard grita – Isso é uma mentira! Nunca matei ninguém!
-Como tem a capacidade de mentir diante do seu próprio filho? – Cooper o encara – Você não é digno de perdão.
E só então Cooper anda em um passo ligeiro na direção de seu pai. Mas Sam corre na direção dele e o impede de fazer qualquer coisa.
-Me solte Sam! – Cooper grita tentando se livrar
-Kurt! Tire a faca! Tire a faca! – Sam ordena
Hummel não sabe o que fazer, se ele obedecer ao cavalheiro o prisioneiro ficará com raiva dele, mas ele não o fizer, Cooper poderá acabar matando Richard. Blaine entra em desespero por isso, e Quinn leva as mãos até a boca. Kurt continua na indecisão e até que por fim, Richard segura em sua mão um facão com a ponta fina e comprida. Ninguém vê ele fazendo isso pelo simples fato de que todas as atenções estão voltadas para o irmão mais velho.
Até que enfim, Sam se estressa e dá um chute na faca de Cooper, derrubando ela no chão. Como retribuição o filho mais velho lhe dá um murro no rosto, fazendo o loiro lhe soltar para tocar no seu nariz dolorido. Rapidamente Cooper segura a faca caída e corre até o arco que leva a entrada da cozinha. Todos se desesperam e Blaine não sabe o que fazer, como de costume.
-Pai, por que está segurando uma faca? – Blaine arregala os olhos bem como Kurt faz o mesmo
-Ele vai matar ele! Ele vai matar ele! – Kurt diz empurrando Blaine para que os dois corram na direção deles
-Vai matar o seu filho, papai? – Cooper questiona
-Você, não é o meu filho. – Richard rebate sorrindo
E então de uma só vez, Richard lança o facão na direção do seu filho, todos gritam, mas Cooper de uma forma ágil se abaixa antes que a arma atrevesse o seu peito.
-NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! – Sam grita em desespero
Richard arregala os olhos e tudo parece estar em câmera lenta. Cooper se vira de costas para ver o motivo pelo qual todos sem exceção estão correndo até ele. E só então vê com seu olhar de baixo que ele não foi atingido, porém, a faca acabou acertando no peito de alguém que estava atrás dele. Mercedes.
-MERCEDES! – Kurt corre em sua direção
A morena está de olhos abertos, ela os direciona até o seu peito e observa a comprida faca a atravessando. Mercedes começa a cuspir sangue após isso se abaixa lentamente. Cooper a segura em seus braços e a apoia no chão.
-Oh meu deus. – Cooper enche seus olhos de lagrimas
-MERCEDES! – Sam se joga no chão ao lado dela
-Mercedes, não, não. – Blaine se joga e segura a mão dela
-Oh meu deus. – Quinn arregala os olhos
-Mercedes... – Sam começa a chorar abraçando ela
Todos começam a chorar sem parar. Sam está com falta de ar e Kurt está mais desesperado do que tudo.
-Tem algum medico aqui? – Kurt começa a gritar – UM MEDICO! – Ele grita chorando como nunca
-Mas que gritaria é essa? – Finn aparece com Rachel – Mercedes? – Ele a encara no chão empoçado de sangue e todos ao seu redor em desespero – Mercedes? Mercedes? O que houve? Mercedes? – Finn se joga no chão
-O que aconteceu? – Rachel diz em choque
-Meu amor, por favor, por favor. – Sam diz segurando ela – Por favor, não me deixe, por favor!
-Mercedes, por favor... – Kurt chora como nunca
-Mercedes... – Blaine agarra ela soluçando
-Sam... – A morena fala levando a mão até o rosto dele
-Sim, meu amor, sim? – Ele questiona segurando a mão dela contra seu rosto
-Eu... – Ela respira fundo – Eu nunca disse... disse... antes..., mas... eu te amo.
-Eu também te amo muito. – Ele está quase sem respirar – Por favor, não vai! Por favor! Não me deixe!
-Mercedes! – Finn grita – Alguém ajude!
A morena olha para o loiro e lhe dá um sorriso simples. Aos poucos ela vai fechando os seus olhos escuros, deixando todos em desespero por isso. Até que enfim, a mão dela escorrega pelo rosto de Sam, e se apoia lentamente sobre o chão.
-NÃO! – Sam grita e só então lhe beija
-Oh meu deus! – Kurt grita chorando – Oh meu deus, Blaine!
-Mercedes! – Blaine grita chorando e só então abraça Kurt
O castanho enfia seu rosto no peito dele e cai em desespero.
-VOCÊ É UM MOSNTRO! – Cooper grita na direção de Richard
-Ela era apenas uma criada! – O grisalho rebate
-Uma criada? – Kurt se levanta em ódio
-Kurt... – Blaine o puxa pela perna ainda chorando
-Você acabou de matar uma mulher indefesa! Seu mostro! – Kurt grita quase voando na direção dele
-Você não é ninguém para falar assim comigo! –Richard grita
-Eu sou... – Kurt levanta o dedo na direção dele mas engole as palavras – Você matou ela! Seu mostro! – Ele começa a chorar de novo e só então desaba no chão
-Não, não, não! – Sam diz em desespero e Finn o agarra pela roupa – Me largue Finn! Eu quero ficar com ela! Me largue!
-Vamos Sam. – Finn o puxa
-Não! Não! – Ele se desespera por estar sendo afastado da sua amada
-O que houve? – Jesse aparece na cozinha e só então vê o tumulto – Cooper? – Ele corre na direção do prisioneiro – Cooper? O que você está fazendo aqui fora? O que houve com a Mercedes?
-Ela morreu. – Cooper começa a chorar e só então agarra o conselheiro
Jesse abraça ele com força e Cooper lhe mela com um pouco de sangue da morena. St. James está paralisado, ele não faz ideia do que houve, seus olhos se enchem de lagrimas. Ele só consegue compreender uma única coisa: Mercedes Jones, acabou de morrer.
[...]
-Kurt... – Blaine entra no quarto
-O que? – Hummel rebate enquanto calça sua bota
-Você está bem? – O moreno fecha a porta
-Você quer saber se eu estou bem depois que o seu pai matou uma das únicas pessoas que eu tinha consideração na minha vida? Não, não estou bem. – Ele se levanta irritado da cama
-Ele não fez por querer Kurt. – Blaine diz
-Blaine você está se ouvindo falar? – Hummel o encara incrédulo – Ele ia matar o seu irmão! Mas por sorte ou não, ele matou a Mercedes! Ele matou uma mulher indefesa! Uma amiga nossa!
-Talvez meu irmão tivesse merecido.
-O que? – Kurt o encara mais abismado ainda – Blaine, eu não acredito que você está me dizendo isso. Não posso acreditar!
-Kurt, as coisas não são como você pensa. Tudo aqui é diferente! Sua vida é perfeita comparada a minha! E sim, o meu pai cometeu um erro, todos cometem erros! Eu cometo erros, você comete erros! Todos!
-E eu posso saber qual foi o seu erro? Foi se apaixonar por mim? É isso?
-Você está jogando palavras na minha boca.
-Certo, já que eu estou jogando palavras na sua boca. Então eu infelizmente acho que não deveria mais fazer isso!
-Kurt, do que você está falando? Vamos, pare com isso!
-Eu não vou ficar em um mesmo ambiente que o seu pai!
-Não me faça escolher entre ele e você. – Blaine o encara irritado
-Eu não estou mandando você escolher e sim acordar para a vida! Ele é um monstro! Ele acabou de matar uma mulher que não fez nada a ele! E ele ia matar o próprio filho!
-O Cooper é um ladrão!
-Não Blaine! Ele não é um ladrão! O Cooper foi preso por amar um homem! — Blaine o encara espantado. – E a mesma coisa vai acontecer a nós dois se você não tomar uma decisão!
-Isso que você está dizendo é mentira! Cooper foi preso por roubar! – Blaine grita
-Ele amou um homem! O seu pai mandou matar o amado dele e depois prendeu o Cooper! E o mesmo vai acontecer com nós dois!
-Nunca pensei que você mentisse para conseguir algo. Já disse que isso não irá me fazer escolher entre você e meu pai.
-Não acredito que você acha que eu estou mentindo. – Kurt o encara mais irritado que nunca – Vejo que você não mudou nada. E a nossa conversa de ontem? Do que serviu?
-Kurt, você também não muda! Já lhe disse que nem sempre é o certo em tudo! Você também erra!
-Claro que eu erro, eu sou um ser humano, mas pelo menos eu conserto os meus erros, e você? Não faz nada a respeito! Continua sendo o mesmo tolo de sempre!
-O que? Veja como você fala comigo Kurt Hummel, eu sou o seu futuro rei!
-Eu não acredito que está me dizendo isso! – Kurt leva as mãos à cabeça – Veja o que você acabou de falar Blaine! Você disse que é o meu futuro rei, o que quer dizer que vai me largar para se casar com a Rachel!
-Talvez eu faça isso, talvez esse seja o acerto que eu preciso na minha vida!
-Eu sou o seu maldito namorado, você não pode me falar essas coisas! Se não queria nada comigo por que tentou me beijar naquele dia? Por que me iludiu? Por que me fez de trouxa!?
-Por que eu gostava de você! Mas eu não sabia o quanto você era impulsivo!
-Eu impulsivo? Olhe só para você, não faz nada se não tiver alguém lhe ajudando! Você é um encostado, que não luta para conseguir o que quer! Tem tudo de mão beijada! Eu sempre lutei para conseguir as minhas coisas Blaine!
-Não me venha se fazer de coitado Kurt!
-Eu não estou me fazendo de coitado! Apenas estou dizendo a verdade, mas se você não admite que está errado, então se cale!
-Eu não vou me calar para alguém como você! Se não fosse por mim você estaria preso!
-Eu estaria preso? – Kurt dá uma gargalhada – Se não fosse por você eu estaria na minha casa nesse exato minuto! Pois eu teria lhe matado quando nos perdemos!
-Você iria me matar quando nos perdemos? – Blaine fica em choque
-Eu iria sim! Mas você me iludiu tanto, que eu fui um burro em não fazer nada contra você! E agora vejamos, está aqui, feito um tolo comendo na mão do Richard!
-Ele é o meu pai, Kurt! – Blaine grita completamente alto
-E eu sou o seu namorado, e estou lhe pedindo para fazer algo!
-O que você quer que eu faça? Quer que eu o expulse do palácio? Que tire ele da minha vida? – Blaine grita – Eu sou sozinho!
-Você tem a mim! – Kurt grita
-Quer saber Kurt... – Blaine respira fundo – O maior erro da minha vida, foi ter ido atrás de quem roubou a coroa. Se eu tivesse permanecido aqui, nada disso estaria acontecendo.
-Está me dizendo que seu maior erro foi ter me conhecido? – Os olhos de Kurt se enchem de lagrima
-Sim. O meu maior erro foi ter te conhecido. – O príncipe rebate friamente – Você e eu não damos certo!
Kurt o encara assustado, seus olhos estão cheios de lagrimas e ele não consegue acreditar no que o moreno acabou de falar.
-Você me fez uma promessa! – Kurt grita entre o choro
-Você também fez uma promessa ao seu pai. Descumpriu ela, e está aí, intacto. – Blaine tenta evitar de chorar – Eu também fiz uma promessa a minha mãe, mas por sorte, ainda tenho tempo de cumpri-la.
-Eu não acredito que você está me dizendo isso Blaine. – Kurt indaga – Será que não percebe o quanto eu te amo!?
-Sim... eu também lhe amo, mas... – Ele o encara – Mas... entre você e meu pai, eu escolho ele.
-Eu não mandei você escolher nada!
-Mas eu estou escolhendo. – Blaine rebate
Kurt entra em choque, ele não consegue acreditar no que acabou de escutar. Seria o fim dos dois?
-Blaine por favor...
-Acho melhor... – Anderson respira fundo contendo as lagrimas – Acho melhor acabarmos com tudo isso antes que algum de nós dois saia machucado.
-Eu já estou machucado! – Kurt enche os olhos de lagrimas – Nós brigamos... mas basta apenas conversarmos e tudo irá se resolver...
-Somos diferentes Kurt. Você mesmo já me disse isso antes. – Blaine caminha até a porta – Eu sou da realeza e você é um pobre plebeu. Nunca daríamos certo. É o mesmo que querer colocar um sal na água. Ele irá dissolver Kurt, não dará certo.
-Blaine, irá dar certo sim. – Kurt se aproxima dele – Vamos conversar, não faça nada de cabeça quente...
-Somos dois homens Kurt, isso desde o começo foi um erro. Você precisa se casar com a Brittany e eu com a Rachel. Preciso ver o meu pai satisfeito, já que ele não teve a mesma sorte com um de seus filhos.
-Blaine, você está dizendo besteiras, por favor. – Kurt chora – Não me deixe sozinho.
-Me desculpa... – Blaine se vira de costas para ele – Mas... acabou.
E só então o príncipe sai pela porta, deixando o castanho completamente em choque. Blaine enfim chora, como se não houvesse amanhã. O moreno caminha até o seu quarto ainda chorando, enquanto Kurt permanece paralisado.
Uma lagrima escorre pelos olhos de Kurt. Ele olha para o interior do quarto e tudo está embaçado em seus olhos. Mercedes acabou de morrer, Richard puxou Blaine para o seu lado, e Kurt acabou de saber que o seu relacionamento acabou. Não tem como piorar.
Hummel caminha até as suas coisas e começa a retirar as roupas emprestadas e veste as suas próprias. Sendo assim, ele sai do quarto.
-Kurt! – Sam grita vindo em sua direção com uma trouxa de roupas
-Sam? Como você está? – O castanho questiona
-Eu... eu... – O loiro olha para baixo e só então dá dois passos na direção de Kurt e o abraça.
O plebeu se assusta com esse ato, ele jamais esperou um abraço do Sam em toda a sua vida. Mas isso não o impede de abraça-lo, agora ele está sozinho, assim como Kurt. Portanto, o castanho lhe abraça da maneira mais forte possível, enquanto o cavalheiro molha os seus trapos com as suas lagrimas intermináveis.
-Sam você precisa ser forte. – Hummel diz começando a chorar
-Eu não consigo Kurt! – O loiro responde soluçando
-Sim, você consegue, faça isso pela Mercedes. – O castanho lhe aperta mais forte
Sam continua chorando como se não houvesse amanhã, o mundo dele parece ter sido desmoronado.
-O Cooper... – Sam termina o abraço ainda chorando — Ele pediu para ser preso de novo, não suportou a dor, está se sentindo culpado pela morte dela.
-Ele não teve culpa. – Kurt diz com o olhar baixo
-Eu sei... – Sam começa a chorar de novo – O culpado foi aquele monstro!
-Sim, foi ele sim...
-Eu nunca vou perdoar aquele homem... – Ele limpa as lagrimas de seus olhos
-Sam! – Uma voz fina grita por ele
Kurt olha para o corredor e vê duas crianças correndo em direção aos dois. Rapidamente ele percebe que são os irmãos de Sam, também com trouxas de roupas.
-Você estava chorando? – O menino questiona
-Não, só foi um cisco que entrou no meu olho. – Sam balança o cabelo dele tentando não chorar de novo
-Então podemos ir? – Agora quem pergunta é a menina
-Sim, claro...
-Aonde estão indo? – Hummel questiona
-Não sei... não faço a mínima ideia. Qualquer lugar longe daqui. – O loiro responde – Aonde você estava indo?
-Eu estou voltando a vila.
Um silencio se segue. Sam olha para Kurt como se uma lâmpada tivesse acendido em sua cabeça por ter tido uma ideia. E só então olhando para os irmãos e depois para o plebeu, o cavalheiro pergunta de uma forma angustiada:
-Nós podemos ir com você?
Mais uma vez o castanho se assusta, esse pedido também não estava na lista de “coisas que ele esperava um dia do Sam”. Mas de qualquer forma, Hummel olha nos olhos dele e vê a dor que sentida e só então respirando fundo ele fala:
-Minha casa não é grande, mas acho que cabe mais três pessoas nela.
-Obrigado Kurt, muito obrigado! – Ele aperta o ombro de Hummel
-Mas... e o seu trabalho e o Blaine?
-Eu não irei mais trabalhar neste lugar. E em relação ao Blaine... acho que ele escolheu o seu lado.
-Sam, não diga isso... ele é o seu melhor amigo.
-Kurt, eu só tinha dois motivos para permanecer neste lugar, a Mercedes e o Blaine... e eu perdi os dois.
O plebeu apoia sua mão no ombro dele e respira fundo, como se desejasse que nada disso estivesse acontecendo.
-Certo... então vamos? – O mesmo questiona
-Sim, vamos. – O loiro responde segurando a mão dos dois pequenos
Ao mesmo tempo que eles saem do palácio, Richard caminha pelo corredor silencioso, e depois de pensar algumas vezes ele enfim bate na porta de Blaine.
-Filho, precisamos conversar...
Em menos de um minuto o moreno já abre a porta o deixando entrar em silencio, seu pai lhe olha de uma forma estranha e perturbada.
-Você estava chorando? – O grisalho questiona
-Sim... – Anderson limpa o que resta de lagrimas em seus olhos
-Espero que seja pela criada, você sabe muito bem que foi um acidente.
-Eu sei pai. – Blaine respira fundo para conter as lagrimas — O que o senhor quer conversar? – Ele fecha a porta atrás de si
-Eu quero conversar com você respeito desse seu novo amigo. – Richard se senta na cama, Blaine o acompanha logo em seguida – Eu ando um pouco incomodado a respeito de vocês dois... você sabe, que sempre foi o meu filho preferido, e que o meu orgulho por você ultrapassa qualquer estrutura do universo, não sabe?
-Claro pai, mas onde quer chegar?
-Eu não queria perguntar algo do tipo a você, mas eu confio demais em meu filho para evitar de fazer tal questionamento...
-O senhor está me deixando com medo pai... vá direto ao ponto.
-Você está tendo algum caso com o plebeu? – Richard rebate friamente
Blaine paralisa com a pergunta, seu coração começa a bater mais rápido e o nervosismo ataca o seu corpo. Ele não sabe se confessa a verdade ou se mente.
-Por que o senhor está me perguntando isso? – Enfim ele fala
-Apenas me diga, você está tendo um caso com ele?
O príncipe pensa mais um pouco...
-Não pai, claro que não. Isso é loucura. – Blaine dá um sorriso falso
-Você não sabe o alivio que deu em seu pai. – Richard aperta o ombro fraco do filho
-Pai... eu vou me casar com a Rachel. Ela será a minha mulher. Eu fiz uma promessa a minha mãe, e só vou sossegar quando a cumprir. E me casar com a Rachel está entre meus planos e nada nem ninguém irá me impedir.
-Eu fico muito contente em escutar isso de você meu filho, muito contente.
-Além de que... o Kurt já partiu pai. Eu nunca mais vou voltar a vê-lo. – Blaine respira fundo – Nunca mais.

Notas finais
Ops, quanta desgraça em um capítulo só. Socorro. Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)