Promise Me
9 A natureza de um homem.
Notas iniciais
Cooper Anderson nem sempre foi filho mais querido do reino. Ele sempre teve todos os seus desejos privados por conta do irmão mais novo que por sua vez tinha todo o amor no qual ele necessitava. Muitos se perguntam a causa da prisão do irmão mais velho e ficam ainda mais curiosos a respeito de que mesmo com um possível perdão de sua parte ele não teria a permissão para se tornar o próximo rei. O motivo ainda é um segredo para muitos...
6 anos atrás...
–Vamos! Levem ele! – Richard grita
Três guardas carregam com força o filho mais velho do rei, Cooper se debate com todas as energias existentes para tentar se soltar, mas isso parece ser em vão, tendo em vista que outros quatro guardas também aparecem e o puxam cada vez mais violentamente.
–Me soltem! – Cooper grita
–Richard! – A rainha Pam corre na direção do tumulto
–Você volte aos seus aposentos! – O rei grita para mulher
–Você não pode fazer isto com o nosso filho! – Ela grita
–Me soltem! – Cooper insiste em gritar ao mesmo tem que chuta os guardas em coices
–Ele não merece ter o nome da nossa família! – O rei grita em indignação
–Papai? Mamãe? Cooper? – O pequeno príncipe aparece observando assustado a multidão – O que está acontecendo?
–Blaine, volte ao seu quarto, agora! – O pai grisalho grita
–Por que estão puxando o Cooper? – O menino insiste em questionar
–Blaine, me ajude! – Cooper grita ao menino
–Não envolva seu irmão nisto! – Richard dá uma tapa no rosto do filho – Não quero que se dirija a palavra a ele, está me escutando? Nunca!
–Por que o senhor fez isso? – O menino grita indo em direção ao irmão mais velho, porém um dos guardas o impede
–Richard, por favor. – A rainha está aos prantos
–Me soltem, ou farei da vida de todos vocês um inferno! – Cooper grita encarando os guardas – Você é o meu pai, me compreenda! – Ele grita mais
–Não há como lhe compreender! –O rei grita
–Papai! – Blaine grita
E só então o rei encara o filho mais novo e vai em sua direção, se agacha na sua frente apoia suas mãos nos ombros pequenos e finos do menino.
–Meu filho, seu irmão cometeu um erro gravíssimo. – Ele encara o menino – Seu irmão roubou bens do reino.
–O que? – Cooper indaga confuso
–Roubou? Como roubou? – O menino insiste
–O papai deu confiança demais a ele, e por isso o Cooper nos traiu, coisa que você nunca fará em sua vida. – Ele aperta os ombros do menino – Nós agora teremos que prender o seu irmão, pois foi um ato ilegal da parte dele, eu espero que como um quase homem você nos entenda.
–Quanto tempo ele ficará preso? – O menino questiona vendo os olhos do irmão se encherem de lagrimas
–O tempo que for preciso. – O rei se levanta – Podem leva-lo!
–Não! – Cooper grita – Não!
–Pam, leve o Blaine ao quarto dele. – Richard pede
–Mas Richard...
–Não dificulte as coisas Pam, você sabe o que houve. – Ele encara a mulher
E então por fim, ainda chorando a rainha segura a mão do filho mais novo e o leva até os seus aposentos. Ao mesmo tempo que ainda se debatendo Cooper é forçado a descer as escadas da sarjeta e enfim é jogado dentro da cela.
–Por favor pai, por favor! – Ele agarra as grades sujas
–Você é uma vergonha para essa família, eu lhe ensinei tudo meu, você ia ser o próximo rei e agora está tudo arruinado! – O rei grita
–Me compreenda, apenas isso. – Ele chora como nunca
–Rei Richard? – Um dos guardas desce as escadas
–Sim? – O rei questiona
–Já o matamos. – O guarda rebate
–O que? – Cooper indaga – Oh meu deus, não, por favor, vocês não fizeram isso!
Os olhos do filho mais velho se enchem completamente de lagrimas, ele está sem forças tanto nos braços quanto nas pernas, sua respiração está falha e ele não sabe como reagir a essa notícia.
–Por que fizeram isso? – Ele grita dando murros nas grades
–Foi para o seu bem. – O rei rebate – Isso não é natural.
–Eu amava ele! – Cooper grita soluçando – Como você pode? Como?
–Você não o amava! Pare com isso! – O rei grita
–Como pode? – Ele grita já dando murros sem força, Cooper encosta o rosto molhado de lagrimas nas grades e cai aos prantos – Ele era o amor da minha vida! Nós íamos fugir, vocês nunca me amaram de verdade mesmo! Teriam o caminho livre! Por que você o matou! Seu velho imbecil!
–Já está feito. – O rei recua em dois passos
–Me escute bem! – Cooper grita agarrando as grades – Vocês pagarão por tudo, por cada dor que me fizeram passar, esse reino não é digno de amor, e todos aqui ainda pagarão a língua!
–Do que está falando? – O rei questiona curioso
–Já está dito. – Ele rebate encarando o pai
–Pois bem, espero que passe bons anos aí dentro. – E só então o rei sobe as escadas
Cooper cai aos prantos, ele se arrasta de uma forma dramática pelas grades e desaba no chão. Essa foi a gota d’água para o filho mais velho, ele não merecia tudo que está passando. Seria crime amar um homem?
[...]
–Como vão? – O homem questiona rindo e encarando os dois
Rapidamente Kurt e Blaine se afastam, os dois estão completamente assustados e não fazem ideia de qual desculpa poderão dar ao homem, já que, infelizmente ele os viu em uma proximidade um tanto quanto intima demais.
–Não sabia que o príncipe gostava de homens. – O mesmo repete
–Eu não gosto. – O príncipe se levanta rapidamente – Nós apenas estávamos... – Ele não faz ideia do que falar
–Estavam? – O homem de cabelo engraçado gesticula com as mãos
–Nós estávamos sem algo que nos aquecesse e, portanto, decidimos dormir juntos, apenas para não morrermos congelados. – Kurt rebate se levantando
–Essa é a desculpa mais esfarrapada que eu tive o desprazer de escutar. – Ele retruca rindo – Se vocês estão juntos podem falar, não sou muito chegado nesse tipo de coisa, mas isso não me diz o respeito.
–Nós não... – Kurt inicia, mas é interrompido por um grito alegre de Blaine
–Amora! – Ele dá dois passos na direção da égua
–Nem pense nisso. – O homem levanta a espada e coloca contra o príncipe
–Olhe, você roubou a minha égua, eu preciso muito dela. – O moreno retruca, mas não parece convencer o ladrão – Eu tenho ela desde os treze anos.
–E o que eu tenho a ver com isso? – O ladrão rebate rindo – Seguinte, eu estava apenas cavalgando e vim dar de beber a minha mais nova égua.
–Minha égua. – Blaine rebate
–Não, ela agora é a minha égua. – O ladrão o encara – E então, quando cheguei aqui me deparei com essa imagem tão fofa dos dois dormindo juntinhos. Seria uma pena se alguém do reino soubesse.
–O que você quer? – O príncipe questiona
–O que vocês têm aí? – Ele rebate olhando para o plebeu que não aparenta ter nada
–Nós não temos nada, tudo que era meu foi roubado ou retirado de mim. – Blaine retruca
–Isso é uma pena, pois terei que dizer aos guardas, ou ao seu... como se chama aquilo?
–Conselheiro? – O moreno arqueia as sobrancelhas enquanto Kurt observa essa conversa mais confuso do que nunca
–Exatamente, conselheiro, a respeito da sua dormida com esse seu amiguinho aí. – Ele encara o castanho
–Por favor, apenas me devolva a égua. – O príncipe insiste
–Escute, não vou negar que desde que roubei ela, a maldita não me atende, ela simplesmente faz o que quer, na hora que quer. – Ele retruca
–Simples, sou único que ela atende. – O moreno rebate
–Eu não me importo, não vou devolver ela e ponto! – O homem rebate
–Seguinte. – Kurt se aproxima do ladrão – Nós estávamos dormindo juntos sim, e como você mesmo disse, não tem nada a ver com isso. Portanto, nos devolva a maldita égua e nos deixe em paz.
–E se eu não devolver? O que você vai fazer? – Ele questiona rindo
–Vou lhe dar um beijo. – Hummel rebate, fazendo o príncipe arregalar os olhos
–Você o que? – Ele indaga assustado
–Eu vou te beijar se você não devolver a maldita égua! – Kurt grita
–Acho que não precisamos de tudo isso, Kurt. – O príncipe toca nas costas do castanho
–Está falado, ou ele devolve essa égua de nome estranho, ou eu caço ele por onde estiver e só sossego no maldito dia em que lhe der um beijo. – Kurt rebate aproximando seu rosto do dele – Não irá querer que eu faça isso, certo?
–Você é bem estranho. – O homem rebate assustado
–Você quer que eu repita? – Kurt questiona se aproximando
–Certo, certo. – Ele recua o impedindo com as mãos – Mas eu preciso de algo, não posso sair sem nada.
–Seguinte. – O príncipe inicia – Você nos devolve a minha égua e daqui há alguns dias passa no palácio. Lhe darei algumas moedas que lhe cubram a despeja.
–Ele te rouba e ainda sai ganhando por isso? – Hummel indaga inconformado
–Está havendo aqui uma protocooperação, Kurt. – O príncipe rebate
–Uma proto, o que? – Kurt e o ladrão indagam em uníssono e depois se encaram
–Nada. – Blaine meche a cabeça em negativo – Está feito?
–Não sei... – O homem rebate
–Qual é o seu nome? – O moreno questiona
–Para que, quer saber? – Ele questiona receoso – Você acha que sou tolo em dizer?
–Certo, você tem algum apelido? Como vou pedir para meus ajudantes do palácio lhe entregarem as moedas?
–Você não estará lá?
–Não pretendo. – Blaine rebate e Kurt dá uma risadinha baixa
–Certo, pode me chamar de Puck. – Ele encara os dois – Apenas Puck.
–Tudo bem, apenas Puck. – Kurt ironiza – Então, pode ir. – Ele faz movimentos com a mão como se estivesse expulsando ele – Vamos, vai. Quero beijar, o meu príncipe.
–Vocês dois são muito, mas muito estranhos. – Puck se afasta – Passarei no palácio, portanto me aguardem e já sabem o que acontece se vocês não cumprirem com o prometido, não me enganem.
–Não vamos. – O príncipe rebate
E só então rapidamente Puck corre e entra nas matas em um piscar de olhos. Blaine por sua vez se vira para o castanho e cruzando os braços lhe encara.
–O que? – O plebeu indaga
–Você não tem jeito. – O príncipe fala
–O que eu fiz? – Ele indaga querendo rir
–Você sabe muito bem o que fez. – Blaine o puxa pela cintura – É louco? E se ele falar a alguém?
–Ele não vai. – Kurt o encara – Primeiramente, ele sendo ladrão resulta no fato de que não apenas nos roubou como também já deve ter roubado mais alguém e se ele for ao palácio assim, sozinho e dizer o que viu poderá ser preso se reconhecido. Mas se caso ele não tiver ainda roubado nada, será preso por dizer que você estava dormindo com um homem, ou seja, será preso por calunia.
O príncipe encara Kurt boquiaberto.
–Em resumo, eu apenas assustei ele e o livrei do nosso caminho. – Kurt finaliza
–Eu preciso aprender essas coisas com você. – O príncipe rebate e só então Kurt dá uma bicada nos lábios dele – E eu não gostei dessa história de beija-lo, de onde tirou isso? – O príncipe indaga
–Funcionou, não funcionou? É o que importa. – Ele ri e só então o príncipe se vira para égua
–Amora! –Ele grita novamente andando ligeiramente até o bicho
–E lá vai você me trocar por ela. – Kurt bufa pela boca
–Foi bem mais fácil acha-la do que pensei. – O príncipe alisa o pelo branco da égua – Você irá querer ir a vila?
–Acha que devemos de fato ir? – O plebeu questiona um pouco triste
–Acho, até porque, sou bastante rico para ficar morando nas matas.
–E bastante esnobe também. – Kurt ri
–Mas é claro. – Ele puxa mais uma vez o plebeu – E você adora isso em mim.
E só então Blaine se inclina e beija mais uma vez o castanho que leva suas mãos até o rosto do moreno e apoia de uma forma delicada o beijo.
–Eu realmente adoro isso. – Ele sorri com os olhos fechados e Blaine dá uma risada
–E então? Vamos? – Ele questiona suspirando
–Vamos. – Kurt dá um sorrisinho
–Suba em minha carruagem, alteza. – Blaine estende a mão
–Não, obrigado, eu sei subir sozinho. – Ele rebate e só então Blaine dá uma risada pois sabia no fundo que o plebeu falaria algo do gênero
O príncipe sobe na égua e Kurt também faz o mesmo atrás dele. Os dois se preparam para partir e respirando fundo olham mais uma vez para o ambiente em que estavam.
–Vou sentir falta daqui. – Kurt comenta
–Nós podemos voltar. – O príncipe se prepara para dar a ordem a égua – Quantos dias vamos levar para chegar lá?
–Eu diria uns dois se não pararmos nenhum momento.
–Ou seja, com alguma dormida nossa e busca por alimentos, levaremos uns três dias. – O príncipe questiona
–Exato. – O plebeu rebate
–Certo. – E só então Blaine toca no pescoço da égua e ela anda
Primeiro dia....
O plebeu permanece em cima da égua ao mesmo tempo que envolve seus braços no corpo do moreno abraçando suas costas. Blaine por sua vez permanece atento ao caminho que lhe foi designado.
–O que você acha que eles irão pensar de mim quando chegarmos lá? – O príncipe questiona
–Antes de mais nada, irão querer saber o porquê de você estar lá. – Kurt retruca sentindo o aroma do príncipe – E depois alguns irão querer lhe matar pelos impostos outros irão querer lhe idolatrar e por aí vai.
–Ou seja, corro grande risco de ser morto? – O príncipe dá uma risada
–Exatamente.
–E eu posso saber o que você irá fazer para que isso não aconteça? – Ele questiona ao mesmo tempo que Kurt acomoda sua cabeça nas costas dele
–Eu não farei nada. – Ele comenta rindo ironicamente – Eles estarão fazendo um favor para mim.
–Há é mesmo? – O príncipe indaga
–Na verdade... se fosse o caso lutaria até a morte para proteger você. – Kurt rebate retirando seu rosto das costas dele
–Como eu queria te beijar agora. – O príncipe suspira
–E como eu queria ser beijado por você agora. – O plebeu retruca suspirando – A cada dia parece que fico mais louco por você, isso é estranho?
–Seria se eu não estivesse já tão perdido em seus encantos. – O moreno rebate
–Como tentar explicar o que eu sinto quando estou ao seu lado? – Kurt questiona
–Como assim?
–Eu simplesmente pareço um tolo ao seu lado, esqueço qualquer princípio dado a mim, pelo simples fato de que quero passar cada minuto do meu dia junto a você. – Ele rebate
–E eu estou aprendendo bem mais do que antes, talvez você esteja me transformando em alguém melhor e eu te esteja transformando em alguém menos frio. – Blaine opina
–Ou seja, eu estou realmente apaixonado por você? – Kurt questiona e só então Blaine para a égua
–Isso quem me dirá é você. – Ele retruca virando um pouco o rosto
–Sim, eu estou apaixonado por você. – O plebeu retruca retirando um sorriso do príncipe
Segundo dia....
–Está ficando muito escuro. – Kurt comenta
–Acho que vai chover. – O príncipe diz olhando para o céu
–Odeio os outonos no reino, tudo é tão frio. – O plebeu fala observando a mata escura – Blaine, você não acha melhor nós pararmos por aqui? Esse lugar é bem estranho e pode ter bichos perigosos e nós não temos armas para nos defendermos.
–Certo, vamos dar uma parada e amanhã logo cedo continuaremos. – O príncipe diz descendo da égua e logo após ajuda o plebeu a fazer o mesmo – Vamos apenas procurar algum lugar para dormimos.
–Não era para termos tomado banho mais cedo, estou congelando. – O plebeu comenta caminhando juntamente com o príncipe e a Amora
–Calma, nós vamos achar alguma coisa para lhe aquecer. – Ele diz andando
E só então um pingo de chuva cai sobre a testa do moreno e outro sobre a bochecha do castanho. E mais e mais pingos caem, gerando em segundos uma chuva.
–Droga! – O príncipe indaga limpando a água de seu rosto
–E agora? – Kurt questiona fazendo o mesmo
–Vem comigo. – Ele com uma mão agarra a égua e com a outra a mão do castanho e só então eles andam o mais ligeiro possível
O príncipe e o castanho correm e depois de alguns minutos levando chuva que, a princípio parece estar ficando cada vez mais forte, eles enfim chegam a uma espécie de gruta.
–Vamos entrar aí? — Kurt questiona assustado
–Ou fazemos isso ou levaremos chuva. – Blaine rebate
E só então eles largam a égua e por fim entram no lugar. Os dois caminham por alguns segundos e logo notam que dentro da gruta há um lago azul claríssimo e ao seu redor todas as rochas parecem estar sendo iluminadas por algo natural o que para os dois é incrível.
–Nossa. – Kurt fala impressionado
–Você sabia que tinha isso por aqui? – Blaine questiona dando um giro 360° para olhar cada pedaço do local
–Eu não fazia ideia. – O plebeu comenta boquiaberto
Os dois observam o local, além da água cristalina e das rochas ele também é coberto por uma grama verde e fértil e algumas flores engraçadas que nasceram em cantos diferentes.
O príncipe observa um pouco afastado o corpo do castanho, e logo após fazer isso algo de diferente acontece com sua mente. Volta à tona o primeiro dia no qual ele o viu, parece ter sido amor à primeira vista, e mesmo com tantas brigas e patadas dadas eles acabaram se tornando amigos e agora estão mais do que isso. E pela primeira vez o príncipe tem certeza de algo, de que ele não irá cometer nenhum erro se estiver ao lado do plebeu.
–Isso é lindo. – Kurt fala
–Acho que encontramos nosso refúgio. – Ele diz se aproximando e só então Kurt se vira para ele
–Um dia meu pai me disse para nunca desistirmos daquilo que nos faz sorrir. – Ele olha para o moreno – E é exatamente isso que estou fazendo.
O príncipe lhe olha nos olhos, os dois estão apaixonados um pelo o outro e isso jamais sequer passou pelas suas cabeças. Talvez tenha sido amor antes mesmo de ser.
O moreno enfim o puxa e lhe beija, abraça o seu corpo sentindo o calor que ele transmite, o suspiro do castanho invade a gruta silenciosa e faz ambos entrarem em um encanto no qual eles não querem sair. Kurt envolve seus braços nas costas do mais baixo e as aperta com força ao mesmo tempo que ele alisa seu rosto.
–Kurt... – Blaine suspira entre o beijo
–Sim? – O castanho questiona abrindo os olhos lentamente
–Eu quero te ter em mim. – Ele diz
–O que? – O castanho se assusta um pouco
–É o que eu mais quero. – Ele fala lhe observando – Você me encantou como se eu estivesse em um sonho, mas por sorte, ele é realidade.
O castanho lhe olha com a boca um pouco aberta, seria esse o momento na qual seus corpos se tornariam um só?
Blaine novamente lhe beija, retirando mais um suspiro dele. E só então o príncipe começa a desfazer o nó da roupa do plebeu, lentamente ao mesmo tempo que lhe beija. Kurt se estremece por completo e sua respiração já não consegue mais fazer efeito.
O príncipe desfaz de vez o nó e arrasta devagar a roupa do mais alto pelos sem ombros pálidos e por fim ele os beija, como se fosse algo precioso. Quando enfim todo peito do castanho está amostra, ele retira a faixa do moreno, beijando seus lábios e sentindo o mesmo gosto de paz que sentira em seu primeiro beijo.
Logo após isso, Kurt abre cada botão da farda do príncipe, ainda sentindo o gosto de sua boca. Blaine abraça as costas nuas do mais alto e arranha suas unhas nela ao mesmo tempo que enfim o plebeu retira sua camiseta.
O príncipe ainda lhe beijando vai puxando o plebeu aos poucos para baixo, sendo assim, os dois vão ficando de joelhos na grama verde do lugar. Os lábios de ambos nunca estiveram em tamanha sintonia e seus corpos nunca quiseram algo como agora. O moreno leva suas mãos pelo peito do castanho e vai arrastando elas aos poucos até a sua calça, chegando enfim no nó e o desfazendo lentamente ao mesmo tempo que Kurt vai ficando fraco por cada gesto cometido pelo mais baixo.
Hummel leva suas mãos até o botão da calça do moreno e faz o mesmo, abrindo rapidamente ele e sentindo seus lábios sendo mordidos por Anderson que faz questão de abrir seus olhos e olhar fixamente nos do castanho.
Kurt começa a deitar o moreno aos poucos e assim que faz isso, se deita sobre o corpo tremulo dele. Os dois se beijam como se não houvesse amanhã, Blaine agarra a nuca de Kurt e eles sentem a pele um do outro se tocarem, os pelos estão arrepiados e seus membros já estão quase explodindo entre as calças.
O príncipe vai aos poucos abaixando a parte de baixo do castanho, que o ajuda sem ao menos retirar seus lábios dos dele. Quando enfim Kurt fica completamente nu, o príncipe lhe olha atento e afirma para si mesmo que é exatamente isso que ele quer. Hummel por sua vez beija todo o peito de Blaine o deixando arrepiado por completo e com as mãos também vai retirando a sua calça e em menos de dez segundos ambos estão completamente despidos.
Seus órgãos se tocam e seus corpos estão fracos, nenhum dos dois imaginou que passaria por algo do tipo em toda a sua vida. Kurt alisa o rosto de Anderson ao mesmo tempo que ele também faz isso nas costas dele.
–Você tem certeza que quer isso? – Kurt questiona afastando os lábios
–A maior certeza existente. – Blaine corresponde olhando em seus olhos
E só então Kurt volta a lhe beijar e alisa todo o seu corpo. Vários toques acontecem e o carinho dado um para o outro não poderia ser maior. São tantos suspiros, tantos beijos, tantos toques delicados e tanto amor que esse seria um sonho difícil de acreditar.
Kurt enfim olha para o moreno que por sua vez abraça as costas dele e apenas fecha os olhos. Hummel mais uma vez o beija e sente o seu corpo e aos poucos vai encostando seu pênis no ânus do príncipe que ao mesmo tempo respira fundo e sente o gosto dos lábios do plebeu.
Em nenhum segundo sequer Hummel deixa de alisar sua pele e aos poucos vai inserindo seu membro nele. O moreno por sua vez solta um leve gemido de dor e morde os lábios com força, Kurt acaricia sua pele enquanto o príncipe continua suspirando e tenta relaxar.
O castanho volta a lhe beijar e faz leves movimentos de ida e vinda, lentos e delicados, e isso parece agradar aos poucos o moreno que relaxa cada vez mais o seu corpo e apenas sente o momento.
–Palavras são incapazes de expressar tudo que sinto por você. – Kurt sussurra em sua orelha
E só então o príncipe agarra com força as suas costas e crava suas unhas nela, Kurt volta a lhe beijar, aumentando um pouco a velocidade com que penetra no corpo dele. Suas peles se tocam e o suor escoa pela testa de ambos, ao mesmo tempo que suas línguas se entrelaçam e um prazer sobe sobre o corpo dos dois.
Blaine começa a gemer e abraça o corpo do castanho com suas pernas, ele continua suspirando e gemendo a cada movimento dado pelo mais alto. Kurt beija seu pescoço e fecha os olhos pelo prazer que a cada minuto vai ficando maior e maior, essa é uma das melhores sensações que o plebeu já sentiu na vida.
O castanho arrasta sua mão do peito e vai lentamente guiando ela até o membro do moreno, e enfim o toca, fazendo movimentos de subida e descida nele, retirando mais e mais gemidos do príncipe que por sua vez agarra a nuca de Hummel com força e o traz de volta para seus lábios.
A língua dos dois se juntam e ao mesmo tempo ambos abrem os olhos e se fixam em um olhar tão forte e penetrante que palavras não poderiam expressar o que estão dizendo um ao outro.
Kurt continua tocando no membro do moreno até que me menos de alguns segundos ele atinge o seu clímax e acaba libertando-se. Em um gemido completamente alto e prazeroso o príncipe respira fundo e sente o prazer subindo em seu corpo de vez e o plebeu sem conseguir aguentar em ver isto, também se liberta.
Os dois se olham e voltam a se beijar, Kurt retira seu pênis de dentro do príncipe, porém permanece deitado sobre ele. Ainda entre as caricias os dois respiram fundo e continuam a sentir o prazer nunca sentido antes.
–Obrigado. – O príncipe fala
–Obrigado? Por que? – O plebeu questiona respirando fundo
–Por me ensinar que a vida é mais do que aquilo que eu vivia e que você pode ser o futuro no qual nunca esperei que teria.
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