Promise Me

10 Recepção calorosa.


Notas iniciais
Olá meus babies ♥ ♥ Não tenho muito o que falar hoje por aqui, mas, como vocês estão? PS: Esse titulo ficou bem ambíguo * Entendedores entenderão* Ps2: Aproveitem todo esse amor, pois vocês me conhecem... e bom... hahahah já sabem né?

O príncipe dorme sobre o peito do plebeu que por sua vez se acorda como se ainda estivesse em um sonho. Ele olha para o moreno e observa o seu corpo ainda nu e não consegue evitar de dar um sorriso por se lembrar da noite passada. A chuva só veio cessar pela madrugada, porém não estava mais frio onde eles estavam pelo simples fato de que o corpo de ambos estava os aquecendo.

Kurt sente o aroma no cabelo de Blaine, ele fecha os olhos e suspira como se estivesse pedindo aos céus que esse momento nunca passasse.

–Príncipe... – O castanho sussurra para o mais baixo ao mesmo tempo que com uma das mãos alisa o braço dele

–Já se acordou? – Blaine questiona sonolento

–Sim... bom dia. – Hummel retruca

–Bom dia. – Blaine rebate sorrindo com um suspiro, o príncipe estica um pouco seu pescoço e leva sua boca para mais perto da de Hummel e só então o mais alto lhe dá uma bicada nos lábios

–Que jeito maravilhoso de começar o meu dia. – O castanho rebate suspirando ao mesmo tempo que ainda sorrindo o príncipe enfim abre os olhos, lentamente, e tem como a primeira visão de seu dia os olhos azuis do plebeu.

–Você é tão lindo pela manhã. – O moreno diz suspirando

–Não me deixe envergonhado. – Kurt rebate rindo

–E você também é lindo quando está ficando corado pela vergonha. – O príncipe rebate observando as bochechas de Kurt

Hummel dá mais um sorriso envergonhado e o príncipe por sua vez apoia seus cotovelos na grama da gruta e observa Kurt.

–Ontem foi uma das melhores noites da minha vida. – Anderson comenta

–Você me fez sentir um prazer incalculável. – Kurt retruca levando uma de suas mãos até o rosto dele e enfim alisando a sua pele – Não quero que isso passe.

–Não irá passar, pelo menos se depender de mim não. – O príncipe beija delicadamente a mão do castanho

–E o que iremos fazer agora? – O plebeu questiona erguendo a cabeça e vendo de longe o sol forte batendo nas pedras – Já está de manhã e falta apenas algumas horas para chegarmos a vila.

–Nós iremos a ela, e seguiremos com os planos. – Blaine se aproxima um pouco do rosto dele – Você me salva se tentarem me matar. – Ele dá uma risada e só então Kurt se senta rindo

–Certo, então seguiremos com o plano. – O plebeu coça um pouco a cabeça e depois meche ela rapidamente como se estivesse tentando retirar o sono que ainda permanece em seu corpo – Vou tomar um banho e partimos logo após que você tomar o seu.

O príncipe apenas faz que sim com a cabeça e só então Kurt se levanta. O moreno se senta e observa o castanho ainda nu caminhar em direção ao lago da gruta. Blaine não consegue desviar um segundo sequer seus olhos do corpo pálido de Kurt, é como se fosse algo de hipnotizante para ele.

–Eu ainda me questiono como alguém consegue ser tão belo como você. – O príncipe fala em voz alta

–Esses seus galanteios baratos são ditos a todos ou apenas a mim? – Kurt questiona rindo e colocando a ponta do pé no lago para testar a temperatura

–Com certeza são exclusivos seus. – Blaine rebate rindo e só então se deita na grama cruza seus braços atrás da cabeça – Ahhh! – Ele suspira – Nunca pensei que faria aquilo que fizemos ontem.

–Você ia fazer... só que com a princesa Berry. – Kurt entra na água

–Primeiramente, se eu fizesse com certeza não seria desse jeito. – O príncipe dá uma risada se lembrando da noite anterior – E segundo, acho que se me casasse com ela nunca iria conseguir fazer sexo. Nunca fiquei... você sabe... daquele jeito por nenhuma moça.

–Estamos empatados então. – O plebeu mergulha para lavar o cabelo

–Me sinto mais livre do que antes, como se nada mais pudesse me impedir. – O príncipe fala, no entanto, Kurt continua mergulhando – Você não sente o mesmo? – Ele questiona, mas nada – Kurt? – Ele ergue a cabeça

–Desculpe. – O plebeu volta – Estava falando algo?

–Você não tem jeito. – O moreno comenta rindo

Depois de rir um pouco, o príncipe vai tomar banho e os dois se arrumam para partirem para vila. Depois de alguns minutos enfim ambos já estão do lado de fora, o moreno segura a égua mais uma vez e só então sobe sobre ela e Kurt faz o mesmo.

Eles caminham por horas e horas, e após tudo isso enfim chegam completamente próximos da vila.

–Seguinte, vamos as regras. – Kurt fala

–Estou lhe escutando. – O príncipe rebate

–Em primeiro lugar, não se assuste com a reação deles, provavelmente lhe olharam com maus olhos e isso pode acabar gerando um pouco de inquietude.

–Certo.

–Em segundo lugar, a única pessoa que farei questão de lhe apresentar é o Artie. Mas lhe peço que não repare nas pernas dele, que não comente nada a respeito e que finja que ele assim como nós anda normalmente.

–Certo, não falarei nada.

–Em terceiro lugar, não repare na minha casa. Não tenho um palácio, na verdade meu chalé é completamente simples e isso pode resultar no fato de que você não fique à vontade com a minha simplicidade.

–Kurt, por favor, eu não irei reparar em nada. – Blaine rebate – Apenas isso?

–Que eu me lembre sim. – Kurt retruca

–Pois bem, já estou vendo algumas luzes daqui. – Ele afirma

Os dois observam de longe algumas luzes já iluminando o final da tarde, Kurt e Blaine permanecem em silencio, é visível que ambos estão nervosos com toda essa situação. Simplesmente um príncipe irá aparecer com o plebeu desaparecido em um fim de tarde qualquer e os dois chegarão na vila como se nada tivesse acontecido.

–Você tem certeza de que está pronto? – O moreno questiona se aproximando cada vez mais

–Eu só peço que eles não nos matem. – Kurt afirma nervoso

–Admito que antes eu estava brincando com isso, mas agora você está me deixando nervoso. – O príncipe fala

E só então mais uma vez voltando ao silencio os dois continuam a caminhada na égua pelos próximos metros que estão pela frente. Após uns dez minutos enfim, eles passam pelo arco de madeira que separa a vila da floresta e entram nela.

O príncipe desce de Amora bem como o plebeu, Blaine caminha ao lado de Kurt e os dois se aproximam em passos curtos e delicados. Não há muitas pessoas, pois grande maioria deve estar em suas casas, tendo em vista que o clima está bem frio, porém alguns moradores ainda se encontram pelas redondezas e são exatamente esses que desviam seus olhares dos afazeres para os dois.

Automaticamente todos que estão por perto param de fazer qualquer coisa, e encaram os rapazes que retribuem os olhares em silencio. O príncipe está completamente nervoso e não faz ideia de como todos vão reagir a sua presença e o plebeu por sua vez, está com sérios receios de como contará uma desculpa aos demais sobre seu desaparecimento.

Vários sussurros começam a ser dados, e todos falam em um piscar de olhos causando espanto nos garotos que arregalam seus respectivos olhos. Tudo parece até então estar bem, a não ser por um único problema...

–Kurt?! – Brittany grita largando uma tigela com frutas no chão

–Ai meu deus. – O plebeu arregala os olhos como jamais fez antes

–Essa não seria...? – O príncipe arqueia as sobrancelhas

–Kurt! – Brittany grita correndo em sua direção

A loira segura com as mãos o seu vestido longo e corre como o vento na direção do castanho, que por sua vez não poderia estar mais paralisado por isso. O príncipe está confuso e não sabe o que dizer a cada passo dado pela garota, até que enfim, ela chega no Kurt e simplesmente agarra ele pelo rosto e lhe dá um beijo.

Os olhos do príncipe se arregalam bem como a sua boca se abre como jamais fez antes, Brittany segura com força a pele do castanho que não consegue um segundo sequer fechar seus olhos assustados. Ela está literalmente enchendo a boca dele de ar e o deixando agoniado.

Blaine está indignado e todos se aproximam ao redor deles, cada vez chegando mais e mais próximo, até que enfim, o príncipe apenas faz uma coisa:

–Chega, não? – Ele diz puxando a garota que enfim retira seus lábios dos do castanho que por sua respira fundo e permanece paralisado pelo susto

–Onde você estava? Me deixou completamente preocupada! – Brittany indaga tocando em todo corpo dele, como se estivesse verificando se o garoto está bem – Aconteceu algo? Por que sumiu?

–Kurt? – Tina aparece dentre a multidão – Oh meu deus! Onde você estava? – A curandeira se aproxima do trio

–Ele voltou! – Todos começam a gritar como se ele fosse uma espécie de celebridade – Ele voltou!

–O filho do artesão está vivo! – Continuam a gritar

–Venham! – E gritam mais

–Não vai me dizer onde estava? – Brittany insiste

–Eu apenas... – Kurt ainda continua assustado

–Ele estava comigo. – Blaine olha para a garota dos pés à cabeça

–E quem seria você? – Ela questiona fazendo o mesmo

–Quem eu sou? – Ele questiona incrédulo levando as mãos até o peito e abrindo a boca indignado – Você não sabe quem eu sou?

–Não. – Ela rebate

–Ele é.... – Kurt inicia, mas é interrompido

–O príncipe!? – Algumas pessoas gritam – O que o príncipe está fazendo aqui?

–É o príncipe! – E gritam mais

–Acho que isso responde a sua pergunta. – Blaine rebate encarando a loira

–Kurt! – Will grita correndo na direção do garoto – Onde diabos você se meteu? Deixou todos aqui preocupados!

–Will me perdoe, mas eu precisei tirar uns dias de folga de tudo isso. – O castanho responde e só então o homem lhe abraça

–Nunca mais faça isso, está me escutando? – Ele abraça o garoto com força

O garoto recebe o abraço um pouco confuso. Will Schuester nunca foi de longe um dos melhores amigos do plebeu, na verdade, ele era amigo de seu pai, tendo em vista que ambos eram artesões e tinham interligações no trabalho.

–Seu pai me pediu que eu cuidasse de você. – Ele termina o abraço

–E eu agradeço a sua consideração. – O plebeu retruca ainda um pouco confuso

–Mas me diga, o que o príncipe faz aqui? – Ele questiona agora encarando Blaine

–Ele irá ficar alguns dias aqui na vila conosco. – Kurt rebate

–Mas e qual seria o motivo? – Will insiste em questionar

Blaine e Kurt se entreolham, nenhum dos dois chegou a pensar em uma desculpa concreta para dar as pessoas da vila, eles sabem no fundo que seja quais for as palavras contadas serão desmentidas a partir do momento em que os guardas vierem buscar o príncipe.

–O Kurt me ajudou, eu precisava voltar ao palácio, no entanto a minha égua foi roubada. – O príncipe se pronuncia

–Mas essa aí não seria a sua égua? – Brittany questiona apontando para Amora

Blaine se vira um pouco e encara a égua, logo após isso volta com a boca entortada para a loira e lhe encara.

–Sim. – Ele diz friamente – Essa é a minha égua.

–Ela foi roubada, mas nós a achamos. – Kurt interrompe

–E onde vocês estavam todo esse tempo? Kurt, por que sumiu? – Brittany insiste

–Eu fugi pois não estava aguentando o fato do meu pai ter falecido e eu precisava de um tempo para mim. – O plebeu mente parcialmente

–Essa história está muito mal contada. – A loira continua insistindo

–Moça, escute bem... – O moreno inicia, mas é interrompido por Hummel

–Brittany, meu doce, a viajem foi muito longa e nós precisamos descansar. Eu adorei a sua recepção... calorosa..., mas agora nós realmente precisamos dormir um pouco.

–E onde o príncipe irá ficar? – Tina questiona

–No meu chalé. – Kurt rebate dando o primeiro passo

–Ele não é um pouco simples demais para a alteza? – Will questiona

–Qualquer lugar para mim está bom, senhor. – O príncipe rebate seguindo Kurt

Os dois caminham em direção ao chalé de Kurt ao mesmo tempo que todos que estavam ao redor deles começam a conversar em uníssono. Com certeza, a aparição do plebeu e ainda mais com o príncipe trará alguns dias de cochichos para os moradores da vila.

–Não gostei dessa Brittany. – Blaine sussurra seguindo Kurt

–Ela é bem legal, se você ignorar qualquer conversa dela. – Kurt sussurra de volta por fim chegando a porta

–Ela lhe beijou, como ela ousa fazer isso com o meu... – O príncipe arregala os olhos e o plebeu lhe encara

–Com o seu? – Ele questiona atento a resposta

–Com o meu... – Ele engole a saliva a seco – Com o meu... Kurt, você entendeu.

O castanho dá uma risada por ver a confusão na qual o moreno se meteu e depois de alguns segundos toca na madeira velha do seu chalé e antes que abra a porta, apenas fala:

–Se lembre da minha regra número três. Não repare na minha simplicidade.

E só então Hummel empurra a porta que por sua vez faz um rangido alto e agudo. Ele dá o primeiro passo na casa e o moreno logo lhe segue.

–Bom, esse é o meu humilde lar. – O castanho aponta para a casa de apenas quatro cômodos

–Bem confortável. – O príncipe observa tudo

–Sei que é bem simples, mas para mim é o necessário. – Kurt caminha em frente e por fim abre a porta do cômodo no qual seu pai ficava

O castanho entra no quarto e observa cada espaço na qual seu pai já tocou, tudo faz lembrar ele e isso de um modo angustiante meche com o plebeu.

–Kurt? – Blaine aparece no quarto – O que foi? Ficou em silencio.

–Esse era o quarto do meu pai. – Ele comenta olhando para a cama de Burt

–Sinto muito. – O moreno apoia sua mão nas costas dele

–Obrigado. – Kurt respira fundo para não conter o choro –Bom, você não irá querer dormir no lugar onde meu velho pai faleceu, certo?

–Sim...

–Pois bem, vamos ter que infelizmente dividir a minha cama. – Kurt dá uma risada

–Infelizmente. – Blaine observa os lábios dele e só então o puxa pela cintura e lhe beija

Os lábios dos dois estão quentes e isso excita ambos em um piscar de olhos. Kurt e Blaine nunca sentiram tamanho desejo e vontade de se tornar novamente um só como agora.

–Acho que... – Kurt suspira entre o beijo – Acho que chegou a minha vez

–Eu quero muito isso. – Blaine morde os lábios dele e puxa com força a sua camisa consequentemente rasgando o tecido velho

Os dois continuam se beijando e vão saindo desajeitadamente do quarto de Burt e caminham batendo nos moveis velhos até o quarto de Kurt. Entre beijos e batidas de pernas nos objetos enfim eles abrem a porta do quarto do castanho e Blaine vai o guiando em direção a cama e só então o joga com força nela.

–Eu quero você agora. – Kurt diz observando ele abrindo o botão de sua farda

Blaine abre um botão por vez, ficando em poucos segundos com o peito amostra assim como Kurt. E enfim, ele vai na direção do plebeu e sobe sobre ele, beijando seus lábios e guiando ele para o começo da cama, quando do nada:

–Kurt! – Alguém bate com força na porta

–Não vai. – Blaine diz mordendo os lábios dele

–Kurt! – Mais uma vez chama

–Preciso ir. – O plebeu diz suspirando e então Blaine se larga na cama e respira fundo por ter seu momento atrapalhado – Me desculpa por isso. – Ele se levanta – Eu já volto.

O plebeu respira fundo para acalmar um pouco a suas regiões intimidas e só então caminha rapidamente até a porta e enfim a abre.

–Tina!? – Ele questiona irritado

–O Artie soube da sua chegada, ele quer vê-lo imediatamente. –Ela fala olhando para o corpo do castanho

–É preciso ser agora? – Ele questiona impaciente

–Artie implorou para que fosse falar com ele. – Ela rebate – Onde está o resto da sua roupa?

–Eu... – Ele pensa um pouco – Eu estava trocando de roupa, ia tomar um banho, mas você me interrompeu.

–E onde está o príncipe? – Ela questiona curiosa

–Kurt? – Blaine aparece na sala ainda sem camisa

–Ele está aqui. – Kurt aponta

–Também sem camisa? – Ela questiona

–Ele também estava se trocando. – Kurt lhe encara – Tina, você veio aqui para me fazer perguntas ou para dar o aviso do Artie?

–Para dar o aviso. – Ela olha para o príncipe, que por sua vez se encosta na parede da casa

–Certo, vou vestir uma camisa e já estou indo. – E só então ele fecha com força a porta na cara da curandeira e vira de uma forma dramática para o príncipe

–O que ela queria? – Blaine questiona

–O Artie quer me ver. – Kurt diz caminhando até o quarto

–Precisa ser agora? – Blaine o segue – Pensei que enfim iria ter você.

–Você irá me ter, eu quero isso mais do que qualquer coisa, porém agora preciso falar com o Artie. – Kurt veste outra camisa velha sua – Quer vir comigo?

–Você acha que eu devo? – Ele questiona receoso

–Se quiser, claro que sim. – Kurt passa mais uma vez por ele – Vista uma camiseta minha, e dê uma passada por lá, ele mora a quatro casas daqui.

–Certo. – Blaine observa o quarto como se estivesse tentando achar onde o plebeu guarda as roupas

–Estão na caixa. – O castanho aponta – Lhe espero lá.

E só então Kurt sai da casa deixando o príncipe a sós. Anderson observa cada pedaço do cômodo, e não deixa passar despercebido os moveis simples, porém devidamente arrumados. Ele faz o que o plebeu pediu e caminha até a caixa de suas roupas, se agacha e procura algo que lhe agrade, depois de alguns segundos enfim acha uma camiseta folgada da cor azul escuro. O príncipe observa o pano da roupa e só então ele o leva até o seu nariz.

Blaine sente o aroma da roupa do plebeu e fechando os olhos se lembra mais uma vez do beijo dele. Mas enfim, ele volta a realidade e veste a camiseta ao mesmo tempo que Kurt abre a porta do chalé de Artie.

–Artie? – Kurt questiona

–Estou aqui. – O aleijado se pronuncia

Kurt se aproxima mais e vai em direção ao amigo que com uma expressão nada receptiva lhe encara.

–Onde você estava? –Ele questiona irritado

–É uma longa história. – O plebeu rebate

–Tenho todo o tempo do mundo para escuta-la. – Artie retruca – Kurt, o que há de errado com você? Me deixou sozinho, e sumiu sem sequer me avisar!

–Você sabia que eu ia ter que esconder a joia, não é surpresa para nenhum dos dois isso. – O castanho rebate

–Mas você me disse que iria pela manhã, e foi à noite, sumindo logo em seguida! – Artie nunca esteve tão irritado – Você tem noção do que todos passaram nas mãos dos guardas? Eu tive que lhe encobrir para não desconfiarem do que fez. Eu sofri Kurt, pois pensei que estivesse morto e eu como sou um imprestável não podia mover um musculo para lhe procurar!

–Oh Artie. – Hummel se aproxima triste

–Não! – Artie grita – Eu não quero a sua pena, quero que me explique o que houve e por qual motivo você sumiu!

–Kurt? – O príncipe aparece na porta do quarto

–Está aí, bem diante de seus olhos, o motivo pelo qual sumi. – O plebeu aponta para o príncipe

Os olhos de Artie ficam arregalados e ele nunca esteve em tamanha confusão como agora. Mas por que diabos o príncipe estaria em sua porta? E o que ele teria a ver com o sumiço do seu melhor amigo?

–O que ele está fazendo aqui? – O aleijado questiona

–Atrapalhei alguma conversa? – O moreno se aproxima acanhado

–Não Blaine. – Kurt respira fundo – Príncipe, esse é o Artie, o meu melhor amigo... e Artie acho que já sabe quem ele é. – O castanho aponta fazendo a apresentação

–Muito prazer caro Artie. – O príncipe faz um gesto com a mão em continência – O Kurt falou muito de você.

O amigo continua em silencio, ele não entende tudo que está acontecendo bem diante de seus olhos. Ele olha para Kurt como se tentasse decifrar o que está acontecendo, milhares de coisas passam pela sua cabeça, mas nada mais é tão grandioso como o pensar a respeito de que o príncipe tenha descoberto o roubo da coroa.

–Como... – Ele encara Hummel – Como se conheceram?

–Essa é aquela longa história na qual eu estava falando. – Kurt se aproxima e enfim se senta na cama do amigo

–Eu me perdi na floresta. – O príncipe mente

–Blaine, eu não posso mentir para ele. – Kurt encara o moreno – Artie, digamos apenas que em resumo, o Blaine me pegou no flagra tentando me livrar da coroa da mãe dele.

–O que? – Artie se assusta

–Mas não se preocupe. – O moreno se pronuncia – Vi que o Kurt é uma boa pessoa e farei de tudo para que ele não corra perigos.

Hummel dá um sorriso para Anderson, e isso deixa Artie um pouco intrigado.

–Entendo... – O amigo fala observando os dois – A Brittany também estava aos pratos pelo seu desaparecimento.

–Já tive uma recepção bem calorosa da parte dela hoje. – Kurt comenta

–Ele recebeu um beijo. – O príncipe sussurra sarcasticamente

–Um beijo? – Artie arregala os olhos em alegria – Oh meu deus Kurt! Fico muito feliz por você!

–Eu também estou bem feliz por ele. – Blaine comenta e Kurt o encara

–Fiquei sabendo que ela já falou com os pais e será questão de dias até que vocês se casem.

–Não vejo a hora! – Kurt dá uma risada irônica — Bom... já está de noite e eu realmente queria descansar Artie.

–O príncipe está em seu chalé?

–Sim, achei ele completamente confortável. – O príncipe dá uma risada – Então... vamos?

–Sim, vamos. – Kurt complementa – Amanha logo cedo falo com você e conto os detalhes, certo?

–Assim espero. – Artie toca no ombro do castanho

O dois saem da casa de Abrams e caminham mais uma vez pela vila. Bastante pessoas estão do lado de fora, tocando alguns instrumentos ou contando histórias aos pequenos que observam atentos a cada palavra dos seus pais.

Depois de alguns segundos de caminhada, entram mais uma vez na casa do castanho e enfim ficam em silencio.

–O que achou dele? – Kurt questiona andando em direção a cozinha

–Eu achei que ele de alguma forma desconfiou de nós dois. – Blaine o segue

–Artie é um dos homens mais espertos que já vi. Mesmo não saindo da própria casa, ele parece ser bem mais vivido que eu. – O plebeu pega algumas velas

–E isso é possível? – O moreno dá uma risada – Pensei que você, fosse o homem mais vivido.

–Quase isso. – O plebeu dá outra risada e caminha até o quarto – Mas você acha mesmo que ele desconfiou de algo? – Ele começa a ligar as velas pelo quarto escuro

–Não sei..., mas seja lá o que ele tiver pensando de nós dois, espero que ele entenda. – Blaine observa o castanho terminando de ligar a última vela – O som dos instrumentos está ultrapassando as paredes.

–Elas são bem finas. – Kurt comenta se virando para o príncipe

–Mas isso de certa forma é bom. – Ele se aproxima e enfim alisa o rosto do mais alto – Me faz relaxar.

Kurt dá uma risada para o moreno e só então, se inclinando um pouco ele o beija, de uma forma lenta e delicada. Sem muito movimentos nos lábios eles apenas sentem o gosto da paixão que sobe por seus corpos quentes.

O príncipe começa a abrir a camisa do castanho, lentamente como se o mundo tivesse acabado de paralisar as horas. Ele arrasta o pano e beija o pescoço dele, devagar e delicadamente, ao mesmo tempo que Kurt fecha os olhos e se deixa levar pelo prazer de ter seu corpo sendo tocado pelo príncipe.

Blaine beija seus ombros e logo após o seu peito, fazendo os pelos do castanho se arrepiarem. Kurt por sua vez abre o botão da calça do moreno, sentindo em suas próprias mãos o seu membro já excitado. Anderson vai o empurrando para mais perto da cama, deitando ele logo em seguida no acolchoado velho ao mesmo tempo que também vai deitando sobre ele.

Blaine o beija, como se não houvesse amanhã e ficando de joelhos na sua frente, tira a camiseta e a joga para longe, voltando a lhe beijar em seguida. Kurt toca nas costas nuas dele e alisa a sua pele devagar, os lábios dos dois se enfeitiçam a cada suspirada sentida e seus corpos como de costume já estão fracos.

O príncipe desvia sua boca para o peito do castanho, beijando ele e descendo lentamente por sua barriga, ao mesmo tempo que com as mãos ele vai abaixando a calça do plebeu. Blaine continua a beijar o corpo dele, chegando até os quadris e mais uma vez subindo.

–Você é tão perfeito. – O moreno sussurra voltando a lhe beijar

Kurt mal consegue abrir os olhos, ele está se deixando levar pelos encantos do príncipe que agora enfim, retira sua própria calça e se deita nu sobre o corpo despido do mais alto. Seus órgãos se tocam, e em um movimento de subida e descida o príncipe enlouquece o castanho que está quase suplicando por algo a mais.

–Vamos. – Kurt sussurra agarrando a nuca do moreno – Me faça ficar encantado de vez por você.

E só então, Anderson arrasta suas mãos que antes estavam no rosto do castanho, pelos seus ombros e vai as guiando pelo seu braço e enfim chegando nas mãos dele sendo assim as agarrando. O moreno lhe beija mais uma vez e Kurt lhe abraça com suas pernas.

Blaine encaixa seu corpo no dele, inserindo logo em seguida, lentamente o seu pênis nele. Kurt por sua vez fecha os olhos e sente a dor prazerosa de ter o homem na qual está apaixonado os transformando em um só.

Blaine continua a beijar os lábios do castanho, que por sua vez continua sentindo a dor, porém aos poucos se deixa levar pelo seu coração que bate forte. O moreno faz movimentos lentos e delicados, e sente a respiração acelerada do mais alto, ele está em completo êxtase.

O príncipe aperta com força as mãos do castanho, e começa a acelerar mais um pouco os movimentos, Kurt por sua vez inicia uma serie de gemidos prazerosos e isso enlouquece o moreno a cada segundo. Anderson está em um prazer incalculável, quase inatingível, ele revira os olhos por simplesmente sentir o corpo do plebeu.

Blaine volta a arrastar suas mãos pelo braço dele e as guia de volta ao seu rosto, lhe beijando mais uma vez em seguida. Kurt abraça as suas costas e agarra firmemente a sua pele, e geme cada vez mais, ele ergue seu pescoço e o príncipe o beija, mordendo de leve a sua pele.

A música dos instrumentos continua a tocar, bem como as velas iluminam de uma forma agradável o quarto. Blaine alisa o corpo do mais alto e arranha a sua pele à medida que aumenta de velocidade. Hummel continua a gemer e enfim abre os olhos, olhando fixamente nos do moreno que por sua vez os observavam a tempos.

O príncipe agarra o seu rosto e penetra com mais velocidade, respirando fadigado e olhando fixamente nos olhos dele. Suas peles se arrastam juntas e o desejo tira qualquer força ainda permanente nos corpos dos dois.

A dor quase não é mais sentida, muito pelo ao contrário, ela se tornou a melhor coisa que poderia existir ao castanho e é exatamente por isso que ele acaba se libertando. Blaine sente o liquido soltado pelo castanho escorrer sobre a sua pele e isso lhe causa uns dos maiores prazeres existentes e é, portanto, que voltando a beijar os lábios rosados de Kurt que Blaine acaba fazendo o mesmo ainda dentro do corpo dele.

Os dois continuam se beijando enquanto príncipe tira seu pênis dele e aos poucos vai se deitando ao seu lado. Kurt respira fundo e Blaine faz o mesmo, eles ainda permanecem em êxtase.

–Por que fazer isso com você é tão bom? – Kurt questiona respirando fadigado

–Eu ia lhe perguntar a mesma coisa. – Blaine dá uma risada – Você retira todas as minhas energias. – Ele suspira para recompor o fôlego

–Eu preciso de mais. – Kurt suspira e só então se inclina para ele

O plebeu abraça as pernas dele com as suas pernas, e alisa com seu dedo indicador o peito do moreno.

–Vai ter que esperar minhas forças voltarem. – Blaine dá outra risada

–Temos todo tempo do mundo. – Kurt suspira e só então encosta sua cabeça na dele

–Fico tão feliz em escutar você dizendo isto. – O príncipe alisa seu braço

–Eu estava pensando em uma coisa. – Kurt inclina a cabeça e lhe olha – Nós ainda devemos ter um tempinho até que os guardas apareçam por aqui...

–Sim...

–Acho que falarei com um velho rico que conheço e darei uma festa. – Kurt lhe olha – Uma festa que celebre, em segredo, tudo isso no qual estamos passando.

Notas finais
Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)