Promise Me

1 A joia preciosa.


Notas iniciais
Olá meus leitores mais fofos e safados que existem!

Mal saí de uma fic e já vim parar em outra, não é mesmo? Bom, essa minha fic está sendo planejada há alguns meses e eu realmente espero que vocês gostem dela, se divirtam, chorem, sintam raiva e me odeiem, ok?
Quero que essa historia seja contada com calma, sem pressa, nos seus mínimos detalhes e também quero que vocês se agradem ao lê-la.

Bom, basicamente será uma historia de aventura, magia, romance e drama, que será postada nos dias de quinta-feira e segunda-feria, provavelmente no horário da noite.
E como diz respeito ao casal mais **** que existe, para mim é claro ( não sei para vocês), que venham as aventuras!

PS: Querem ver o trailer da fic? Fiquem a vontade! > https://www.youtube.com/watch?v=VHWRHC-mR4A&feature=youtu.be

Kurt já não sabia o que fazer, o desespero tomava conta de seu corpo que implorava a cada dez minutos por uma parada, para que assim ele pudesse respirar e voltar a correr como se não houvesse amanhã.

O engraçado para ele, é que desde de pequeno jamais cometeu nenhum erro, na verdade sempre foi o filho perfeito mesmo vivendo em condições precárias. Assim que sua mãe veio a falecer Kurt prometeu ao seu pai que nunca em toda sua vida o deixaria só, que jamais fugiria para longe ou tentaria uma vida diferente pois a única coisa que lhe fazia ter vontade de continuar vivo era o patriarca Burt Hummel.

-Pai? –Kurt diz abrindo a porta do velho barraco – Pai? Está aí?

-Sim, sim. –Burt responde dando uma leve tossida –Onde você estava?

-Estava resolvendo alguns problemas... –Kurt se senta ao lado de seu pai na cama

Hummel não conseguia ver seu pai naquele estado, a maldita doença já era quase incurável e seu coração já não era mais o mesmo. Kurt jurou a si mesmo que faria de tudo para que seu pai pudesse viver, bom, ele jurou no princípio quando nada parecia piorar, ao contrário de hoje.

-Será que você pode... –Ele dá mais uma tossida – Dizer quais eram os problemas?

-Pai, você sabe muito bem que eu preciso arranjar dinheiro para curar o senhor. –Ele fala apertando a mão fraca do pai – Prometi a mim mesmo que nunca o deixaria só.

-Isso não quer dizer que eu queira que você cometa algum erro Kurt. –Ele diz tentando abrir seus olhos, já não tem mais forças – Está certo, eu sei, uma promessa nunca deve ser quebrada, você prometeu a mim e a si mesmo que sempre estaria ao meu lado, mas já não é mais hora meu filho, você precisa continuar seu caminho sem mim.

-Não! –Kurt indaga – Vou continuar com a minha promessa até o exato dia em que o senhor não respirar mais. –Ele se levanta e se afasta – Promessa é dívida, pai.

-Então se promessa é dívida me prometa mais uma coisa. –Ele diz segurando a mãos do filho antes que ele se afaste o fazendo recuar – Me prometa que sempre será um bom homem, que nunca trairá o seu povo e que nunca se renderá aos superiores cujo são seus piores inimigos.

-Eu prometo. – O garoto rebate olhando fixamente nos olhos cansados do pai e só então largando a sua mão ele se afasta e sai.

A dor que Kurt sentia era quase tão semelhante à do seu pai. Ninguém ao certo sabe dizer o que o patriarca tem, porém todos afirmam sem nenhuma negação que as suas horas estão contadas a não ser que de alguma forma impossível Kurt arranje moedas de ouro suficientes para conseguir pagar por um médico fajuto e quem sabe algumas ervas que possam amenizar a dor de seu pai.

-Você demorou! –Artie sussurra se ajeitando na cama

-Eu sei, quase fui pego. –Kurt diz fechando a porta – Sua mãe está em casa?

-Não, ela saiu, podemos conversar. –Artie fala verificando através da janela se ninguém está por perto

Artie era o melhor amigo de Kurt, os dois se conhecem desde a infância quando suas mães eram melhores amigas. Porém Artie não era tão aceito pelas demais pessoas na vila, muito pelo ao contrario ele era repudiado por todos. Abrams nasceu com uma doença rara que não lhe permite mexer as pernas, sendo assim, ele não consegue andar. Todos pensam que o menino foi amaldiçoado, entretanto Kurt não pensa o mesmo, sempre esteve ao lado de seu amigo e assim como prometeu ao pai também jurou ao debilitado que sempre estaria ao seu lado, em todas as ocasiões, promessa que é cumprida até os dias de hoje.

-Vejamos o que você tem. –Artie comenta empolgado

-Por favor, temos que ter cuidado com isso. –Kurt diz abrindo sua mochila de couro e jogando em cima da cama uma coroa.

-Não acredito! –Artie exalta arregalando os olhos – Você roubou a coroa da Rainha?

-Silencio seu inútil! –Kurt indaga assustado

-Me desculpa, mas é incrível, pensei que você só iria roubar alguns animais ou quem sabe algumas frutas. – Artie nunca esteve tão surpreso – Como conseguiu?

-Não foi fácil. –Kurt se senta na cama do amigo – Tinha diversos guardas por todos os lugares ao redor do palácio, mas eu sabia que frutas ou animais não seriam capazes de suprir as necessidades do meu pai, eu precisava de mais e foi então que decidi roubar essa joia.

-Mas... –Artie toca delicadamente nas esmeraldas que compõe a coroa – Como conseguiu entrar no palácio sem que ninguém lhe visse?

-Essa foi outra tarefa difícil, na verdade acho que foi a pior de todas. –Kurt suspira – Tive que esperar por alguma carruagem e quando por fim avistei uma, pulei em baixo dela e fiquei escondido até que ela entrasse no castelo. Chegando lá foi fácil despistar os guardas. Escalei pelos cipós que davam no quarto das criadas e andei até os aposentos reais.

-Isso parece ser mentira. –Artie está realmente impressionado – O que pretende fazer com isso?

-Bom. –Kurt se levanta da cama e guarda a coroa – Tenho que vender, pelo preço mais caro que conseguir.

-E se ninguém aceitar a coroa? –Artie indaga

-Tiro as joias e vendo elas. –Kurt rebate – Tenho que ir agora, o quanto antes me livrar disto, melhor.

Kurt saiu do velho chalé de Artie e foi em direção há algum vendedor velho e rico que quisesse comprar suas joias.

Enquanto isso, no palácio as coisas não estavam tão bem quanto de costume. O clima era pesado, não só pelo fato de que a rainha assim como o pai de Kurt estava com seus dias contados, como também pelo fato de que todos queriam urgentemente alguém que ocupasse o trono, e esse alguém teria de ser o filho mais novo da rainha.

-Ainda não entendo Mike, por que o Cooper não pode ocupar o meu lugar? Esse é o dever de um irmão mais velho. –Blaine indaga em desespero

-Blaine, todos nós já sabemos que o seu irmão é um devasso, e não merece ocupar o trono real que era de sua mãe. –Mike rebate

-Qual é o problema? Vocês podem muito bem tirar o meu irmão das celas. –Blaine anda de um lado para o outro – Ele não fez nada demais. Eu sei que roubar animais dos outros pode parecer um absurdo mesmo sendo rico como nós somos, mas isso não quer dizer que meu irmão não seja uma boa pessoa e que também não possa ocupar o trono.

-O seu futuro não irá ser revogado meu caro Anderson. –Mike insiste

-Mas eu não quero me casar! –O moreno suplica – Não estou pronto ainda para amar uma moça, será que não me entende? Meu irmão pode muito bem arranjar qualquer uma que quiser pelas estradas do reino, mas eu não posso, não quero.

-Você não quer se casar ou não ser arranjar uma moça? –Mike questiona curioso

-Uma coisa leva a outra Mike. –Blaine desaba na poltrona – Eu sou novo, não estou pronto para isso. Quero continuar as minhas caçadas pela floresta, as minhas pescas, as minhas músicas.

-Mas você pode continuar, contanto que esteja casado e sentado no trono de sua mãe. –Mike rebate enquanto Blaine suspira profundamente – Você não é mais um garoto Blaine, já completou seus 18 anos de idade, você precisa de uma esposa e de algo que lhe ocupe o tempo, o reino será a resolução para seus problemas.

Assim que as últimas palavras saem da boca de Mike um desespero toma conta do corpo de Blaine, mesmo já tendo seus 18 anos de idade o rapaz não queria de nenhuma forma comandar o reino que em poucos dias não será mais liderado por sua mãe. Ele quer continuar a viver como se não houvesse amanhã, sempre à procura de perigos que lhe façam sorrir e não um reino chato com pessoas chatas que não fazem nada.

-Príncipe! – O seu escudeiro grita entrando desesperadamente pela porta

-Qual é o problema agora Sam? –Blaine indaga ainda respirando fundo

-A coroa da rainha foi roubada. – Sam rebate

-O que? – O príncipe, e seu conselheiro indagam juntos

-Me perdoe pela negligencia de meus rapazes. – Sam comenta tirando o seu chapéu e curvando-se na frente do príncipe.

-Sam, se levante. –Blaine o repreende – Já disse que não gosto quando faz isso.

-Me perdoe novamente, mas estou completamente envergonhado com isso. –Sam diz

-Deveria! –Mike o repreende – Como pode milhares e milhares de guardas deixarem qualquer ladrãozinho fajuto entrar no reino e roubar a coroa real da rainha?

-Mike, fale mais baixo com ele. –Blaine o repreende – Se alguém aqui deve se preocupar com algo sou eu e não você. Por favor, se retire, já terminou o que tinha a me dizer.

Blaine aponta para a porta do quarto expulsando o seu conselheiro que por sua vez com a maior expressão de raiva sai do cômodo deixando o príncipe e seu melhor amigo e escudeiro a sós.

-Sam, me explique direito, como roubaram a coroa de minha mãe? –Blaine questiona aflito

-Oh, príncipe...

-Já disse para não me chamar assim. –Blaine o interrompe

-Blaine... –Sam se corrige –Peço novamente desculpas, mas nós não sabemos como e nem quem teve a audácia de roubar a coroa da rainha. Com certeza deve ser algum ladrão apto a tais erros.

-Precisamos pega-lo imediatamente Sam. –Blaine se revolta – Como algum desprezível tem a coragem de roubar a coroa de minha mãe que está debilitada? Alguém como esse homem não merece perdão e sim a pior cela da nossa sarjeta!

-Por favor, se acalme Blaine. –Sam implora

-Me acalmar? Como posso? Precisamos encontrar ele o mais rápido possível. –Blaine caminha em direção a porta – Vá buscar os cavalos.

-O senhor não pode deixar o reino, não com sua mãe nessas condições. –Sam indaga correndo em direção ao príncipe

-Para isso existe o meu irmão, aquele que deve ocupar o reino ao contrário de mim. –Blaine fala abrindo a porta

O príncipe sai rapidamente de seus aposentos e caminha mais rápido ainda em direção as celas do reino, onde seu irmão mais velho está preso.

[...]

-Garoto, você só pode estar brincando comigo. – O velho fala limpando seus dentes com um pedaço de pau

-Já disse que é verdadeira. –Kurt fala jogando a bolsa em cima da mesa

-Você quer que eu acredite que o rapazinho está com a coroa da rainha? –O velho questiona rindo – Já estou com bastante idade para acreditar em certas bobagens garoto!

-Se não acredita abra a bolsa o senhor mesmo e verifique com seus próprios olhos. –Kurt indaga apoiando suas mãos com força sobre a mesa

-Certo. –O velho diz tirando seus pés sobre a mesa e se inclinando para pegar a bolsa – E se não for? O que ganho por estar perdendo meu tempo?

-Apenas abra a maldita bolsa e veja! –Kurt indaga

O velho dá outra risada, não parece acreditar que esse rapazinho, filho do artesão mais humilde da cidade, está realmente com a coroa da rainha. Ele abre a bolsa e seus olhos são automaticamente iluminados pelas diversas esmeraldas e diamantes que compõe a coroa. O senhor não está acreditando no que está vendo bem diante de seus olhos, sua mão tremula agarra a joia e seus olhos sem ao menos piscarem observam ela como se fosse o maior tesouro do mundo.

-Acho que eu não estava mentindo. –Kurt interrompe a fantasia do senhor

-O que quer por ela? –O velho pergunta por fim abaixando a coroa

-Quero moedas de ouro que sejam suficientes para comprar ervas para o meu pai. –Kurt diz

-Garoto tolo! –O velho sorri como nunca – Você acha mesmo que ervas vão curar o seu pai?

-Sim, acho. –Kurt parece surpreso com essa afirmação do senhor – Todos são curados com as ervas da Tina, por que meu pai seria diferente?

-Por que o seu pai está morrendo garoto! –O velho dá outra risada e só então Kurt puxa a coroa de suas mãos

-Não vou deixar que fale assim do meu pai! –Ele indaga colocando a coroa dentro da bolsa

-Apenas estou falando a verdade. –Ele diz sorrindo – Como um velho experiente você deveria vender esta coroa e dar uma festa, para todos da vila incluindo o seu amiguinho aleijado.

-Não vou permitir que fale assim dele Figgins! –Kurt grita – Vim até aqui para vender essa maldita joia para conseguir moedas para o meu pai, não vou deixar que você estrague os meus planos!

-Certo, certo. –Figgins diz suspirando – Gosto de sua coragem garoto, mas ela não é suficiente para o mundo lá fora.

-Do que está falando? –O garoto questiona curioso

-Já disse que sou bem experiente, talvez bastante para dizer que as ervas não farão efeito. –Sua fala novamente irrita o castanho – Porém, conheço alguém que possa resolver a doença de seu pai.

-Quem? –Kurt questiona mais curioso ainda

-Uma feiticeira, que mora no meio da floresta, não tão longe daqui logo se nota a sua velha cabana. Ela deve ter os remédios certos para o seu pai, no entanto deve cobrar caros por eles. –O velho suspira – Por isso, vou fazer um favor a você e comprar essa joia. Não tenho tantas moedas, mas as que tenho são suficientes.

- Eu agradeço, de coração. –Kurt respira fundo novamente lhe entregando a coroa

-Agora garoto. –O senhor diz guardando a joia – Tenha cuidado não só com a floresta como também com essa feiticeira que gosta de pregas peças e contar mentiras.

-Sem problemas, terei cuidado. –Kurt diz recebendo um saco de moedas de ouro – Novamente, obrigado.

E só então com um sorriso que nunca mais apareceu no rosto do castanho, ele sai rapidamente da cabana do velho e corre em direção ao seu destino.

No reino, Blaine ainda está completamente furioso, porém decidido que deve ir atrás do ladrão que roubou a joia preciosa. Mas antes de qualquer coisa ele tem que soltar o seu irmão, para que assim converse com o conselheiro e ocupe o lugar que o filho mais novo não quer.

-Cooper? –Blaine questiona descendo as escadas molhadas da sarjeta

-Blaine? –Cooper questiona confuso – É você mesmo irmão?

-Sim, sou eu. –Blaine diz por fim aparecendo em frente a sua cela – Precisamos conversar.

-Você veio me soltar? –Cooper exalta – Sabia desde o começo que não me deixaria sozinho!

-Apenas me escute, certo? –Blaine respira fundo – Roubaram a coroa da mamãe e eu preciso ir atrás do marginal que fez isso.

-Como assim? Fizeram o que? –Cooper indaga

-Porém, não sei se lhe falaram mas querem que eu ocupe o lugar da nossa mãe, me tornado o próximo rei. –O príncipe suspira – Mas eu não quero, não estou pronto para me casar, formar uma família e ter que cuidar desse reino.

-E o que eu, o prisioneiro e vergonha da família tenho a ver com isso? –Cooper questiona se encostando nas grades

-Quero soltar você, para que ocupe o lugar que eu não quero.

-Você só pode estar brincando, claro que não Blaine. –Cooper dá uma gargalhada – Você acha mesmo que alguém iria deixar que um ladrão ocupasse o lugar do rei? O que pensariam de nossa família os outros reinos? Eu quero sim ser liberto, mas não para trazer mais constrangimento a esse palácio.

-Cooper eu lhe imploro, por favor. –Blaine suplica

-Não Blaine, já lhe disse. Se quiser me soltar eu agradeço, mas não quero ser solto para comandar isso tudo.

-Estou começando a pensar que não cometeram nenhum erro em lhe prender nessa pocilga! Você merece dormir com os ratos! –O príncipe indaga

-Por que você sempre age da mesma forma quando não ganha o que quer? –Cooper questiona caminhando até sua cadeira – Já disse que não Blaine, você será o próximo rei e se casará, aceite os fatos.

Blaine está completamente irritado, seu coração palpita como nunca e a sua vontade nesse exato momento é de apertar com força o pescoço de seu irmão mais velho, mas ao contrário disso ele dá as costas ao prisioneiro e segue em direção a superfície do palácio novamente.

-Príncipe onde estava? –Mike questiona assim que Blaine chega ao corredor

-Mike, agora não! –Blaine indaga

-O senhor precisa ir urgentemente até a sala de visitas. –Mike corre, parando em sua frente lhe impedindo de passar

-Você pode sair da minha frente? –Blaine indaga –O que de tão importante preciso ver agora na sala de visitas?

-Sua noiva e futura esposa Rachel Berry lhe aguarda. –Mike finaliza

Notas finais
Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)