Promise Me

2 Futuro indesejado.


Notas iniciais
PRIMEIRAMENTE, eu gostaria de agradecer a todos vocês pelo grande numero de favoritos com apenas um capitulo! Serio, estou chorando gente. Isso me deixa bem feliz. E como o Thiago diz: "SEGUNDAMENTE", quero saber se vocês estão entendendo para onde a historia está se encaminhando...espero que entendam, pois esse é apenas o inicio e muita treta... quer dizer, paz, ainda irá acontecer. PS: RISOS MALÉFICOS. Ps2: Lembrando aos esquecidos, que a fic é atualizada dias de segunda e quinta. Kiss

Todos estão em volta ao futuro casal que comandará o tão grandioso reino, porém o príncipe não gosta de se sentar na mesma mesa que sua futura esposa e rainha. O coração de Blaine bate forte, pois ele sabe que está com os dias contados e não poderá mais ser aquele menino que saíra correndo estrada afora junto com seus cavalos e seu melhor amigo, não mais.

–Acho que já poderia me mostrar as alianças. – A princesa comenta jogando seus cabelos soltos para trás dos ombros

–Não acharia melhor o príncipe lhe mostrar futuramente, princesa? –Mike comenta

–Na verdade, eu adoraria ver agora. –Ela mexe nos talheres em cima da mesa, limpando a pouca poeira que eles possuem – Não quero passar quaisquer que sejam as vergonhas diante de minha família.

O príncipe continua em silencio, apenas escutando e observando cada palavra que sai da boca da princesa. Ele está mais sério que nunca, com o corpo ereto e os cotovelos sobre a mesa, encosta seu queixo nas duas mãos e continua apenas olhando para frente, esperançoso que esse pesadelo esteja perto de terminar.

–A senhorita não passará por nenhum constrangimento, não é mesmo príncipe Anderson? –Mike questiona olhando agora para o moreno

O príncipe continua em silencio e isso causa um pouco de incomodo no ambiente. Rachel lhe observa com os olhos cerrados, como se soubesse que na verdade ele não quer se casar com ela.

–Por que esse jantar demora tanto para ser servido? –Rachel questiona irritada

–Minhas criadas não são ordenadas para servir alguém além de mim e minha mãe, não reclame. – Pela primeira vez no jantar o príncipe fala

–Por que está falando comigo nesse tom? –Berry questiona lhe encarando – Sou sua futura esposa, não deve falar comigo dessa forma.

–Certo, você tem toda razão. Sou seu futuro marido. –O príncipe lhe encara – Sendo assim, o que pretende fazer para esse reino? Quais serão suas propostas?

–Não cheguei a pensar no assunto. –A princesa parece incomodada

–E como quer se casar comigo se nem o básico a senhorita fez?

–Quando nos casarmos planejarei tudo que eu quiser, e você como meu esposo apenas irá optar. –Ela encara o garoto – E assim o reino permanecerá em harmonia.

–Harmonia? Como ousa dizer que o meu palácio ficará em harmonia? Você se pretende casar comigo e mal sabe o que irá fazer! –Ele diz irritado

–Príncipe? –Mercedes interrompe atrás de Blaine

–Sim, Mercedes, algum problema? –O príncipe questiona respirando fundo para conter a raiva

–Quinn e eu fizemos o jantar, porém soubemos que a sua noiva não come carne. –Ela diz decepcionada

–Traga o jantar mesmo assim, e avise a Quinn para não se preocupar em trazer um bom vinho. –Ele rebate

–Como assim? Isso é uma audácia! –Rachel indaga

–O senhor tem certeza? –Ela questiona

–Nunca estive mais certo. –Blaine insiste

–Senhor príncipe. –Mike fala tocando em seus ombros – Será que o senhor pode vir aqui um instante?

O príncipe lhe olha pelos cantos dos olhos por simplesmente já saber o que o seu conselheiro irá dizer.

–Não, você pode falar aqui na frente de todos. –Blaine o encara

–Mas...

–Vamos! Fale! –Blaine se irrita – Cansei de tudo e de todos, será que ninguém aqui aceita do fato de que eu não quero me casar com essa mulher? –O príncipe se levanta na cadeira deixando todos abismados – Não quero assumir o trono, ou muito menos me casar com ela! Quero continuar a ser livre e não quero que ninguém me impeça isso!

–Príncipe, não deveria falar isso na frente da princesa Berry. –Mike comenta abismado

–Mike, eu não sou mais uma criança! –O príncipe rebate

–Mas está se portando como uma! – A princesa retruca

–Príncipe... – O conselheiro insiste

–Vocês não pensam? –Blaine indaga – A coroa da minha mãe continua sumida, e ninguém está levantando um dedo sequer para procura-la. Não querem tanto que eu me case com essa mulher? Pois bem, é preciso uma coroa para que seja posta nessa cabeça enorme dela.

Todos abrem a boca literalmente, nunca ninguém viu o príncipe com tamanha raiva e tamanho ódio no coração. Ele sempre foi tão alegre, sempre andava cantando pelos corredores do palácio e saia quase todos os dias para caçar, mas desde que sua mãe ficara doente o garoto foi perdendo o brilho dos olhos que na verdade só voltaram quando soube que a coroa teria sido roubada e que ele poderia ter uma chance de voltar a ser o que era.

[...]

Kurt continua a sua caminhada em busca da cabana escondia. Ele amarrou com força em sua perna o saco de moedas e parece estar mais determinado do que nunca para poder salvar o seu pai. O garoto pula pedras e troncos de árvores caídos sobre o chão, atravessa córregos e se esquiva de cobras apenas para tentar achar a casa da feiticeira, até que por fim encontra no meio de folhas e galhos secos uma cabana, tem que ser essa, é a única que ele viu até agora.

Kurt se aproxima ainda com algum receio de que na verdade seja a cabana de algum caçador que possa acabar lhe cercando e fazendo questionamentos a respeito de onde ele conseguiu tantas moedas. No entanto assim que ele coloca seus dois pés na sacada da porta uma mulher esbelta aparece, com longos cabelos negros.

–O que faz aqui? –Ela questiona recuando para trás

–Você que é a feiticeira? –Kurt questiona assustado

–Quem lhe disse isso? –Ela pergunta se escondendo atrás da porta

–Não fique com medo, apenas quero a sua ajuda. –Kurt diz tentando entrar, mas ela lhe empurra com as mãos – Tenho moedas. –Ele diz mostrando o saco amarrado em sua perna

A mulher assustada encara o menino, de um jeito diferente, não pelas moedas que ele mostrou a ela, mas sim como se soubesse de alguma coisa na qual o garoto ainda não sabe.

–Vamos, entre rápido. –Ela diz literalmente puxando o menino

–Hey, hey. –Ele diz tropeçando em seus próprios pés

Assim que o garoto entra na cabana se depara com um lugar assustador e nem um pouco convidativo. Vários animais estão empalhados sobre as prateleiras, várias cobras mortas estão dentro de potes de vidros e várias plantas crescem em lugares inapropriados.

–O que você quer de mim? –Ela questiona encarando o garoto

–Me disseram que você era uma feiticeira e que poderia resolver a doença do meu pai. –Ele responde

–Qual é o seu nome? –Ela questiona ainda lhe olhando

–Para que quer saber? Me diga você o seu. –Ele rebate

–Me chamo Santana. –Ela responde sorrindo

Kurt lhe encara e pensa duas vezes se deve ou não dizer o seu nome verdadeiro até que enfim:

–Me chamo Kurt. –Ele responde desconfiado

–Que nome lindo. –Ela anda envolta dele, passando seus dedos e suas unhas compridas sobre sua pele

–Você... –Ele diz se afastando da mulher – Pode me dizer se vai resolver o problema do meu pai?

–Depende da doença. –Ela diz caminhando até suas prateleiras – Se for algo que está a muito tempo no corpo dele, infelizmente não posso resolver.

–Então quer dizer que andei até aqui em vão? –Kurt rebate irritado

–Eu não diria isso. –Ela se volta novamente para ele, sorrindo – Você tem namorada, Kurt?

–Não, não tenho. –Ele responde desconfiado

–Ama alguém? –Ela questiona se aproximando

–Por que está me fazendo essas perguntas estranhas? –Ele questiona se afastando

–Por que há um tempo atrás, vi o seu futuro, rapazinho.

–O que? O meu futuro? Como assim? –Ele parece realmente confuso –Como pode ter visto o meu futuro se nem nos conhecíamos?

–Também me perguntei a mesma coisa. –Ela suspira batendo suas unhas na madeira da mesa – Você está correndo perigo e muito em breve estará sozinho, porém algo mudará a sua vida, você vai encontrar o amor verdadeiro, no entanto um amor impossível.

–Você é louca. –Ele diz abismado

–Me escute bem, vocês terão que lutar para ficarem juntos. –Ela insiste caminhando em direção ao garoto – Mas quando conseguirem enfim demonstrar seu amor, salvarão todo o reino.

–Eu vim aqui para falar do meu pai e não de algum devaneio de sua cabeça louca. –Ele rebate se afastando

–Não posso ajudar o seu pai, me desculpe, mas posso lhe alertar que o perigo está próximo, bem próximo.

–Não acredito nisso! –Ele indaga – Vim de tão longe para escutar essas besteiras?

–Se eu fosse você me escutaria! –Ela o adverte – Não sou mulher de errar em meus devaneios. Você está correndo um grande perigo, mas será justamente isso que lhe trará o amor da sua vida.

Kurt lhe encara com os olhos cerrados como se o que ela estivesse dizendo fosse a coisa mais absurda do mundo. O plebeu nunca em toda sua vida já namorou, ele simplesmente dedicara todas as suas horas para seu pai e isso é o que realmente lhe importava.

–Desisto. –Ele diz mexendo a cabeça em negativo

E só então de uma só vez o garoto sai rapidamente pela porta da mulher e anda ligeiro em frente, voltando mais uma vez para a vila.

[...]

–Você precisa se acalmar príncipe, quem em sã consciência fala de um modo desse com sua futura esposa? –Mike discute com o garoto

–Mike. – O rapaz respira fundo gesticulando com as mãos movimentos calmos – Eu já lhe disse que não quero me casar com ela. Eu não a amo, ela não me pertence e eu preciso seguir a minha vida.

–Mas a sua vida só irá ser seguida quando estiver casado!

–Esse é o grande problema, eu não quero me casar com nenhuma moça agora! –Ele fala pausadamente

–Está me dizendo que a princesa Rachel Berry não... –Mike lhe encara com os olhos mais fechados do que de costume

–Não...? –Blaine lhe observa desconfiado e curioso

–Se me permite dizer... não lhe traz nenhum... – O conselheiro parece estar completamente desconfortável com essa conversa

–Não me traz nenhum, o que, conselheiro? –O príncipe insiste

–Nenhum desejo... desejo da carne. –Ele enfim fala

O príncipe rapidamente fica em silencio e encara o seu ajudante. Os olhos dos dois se fixam por alguns segundos até os do Blaine se abaixarem e permanecerem no chão. Muitas coisas se passam pela cabeça do moreno que inicia uma caminhada de ida e volta em seu quarto, tentando responder ao conselheiro, em vão.

–Não irá me responder? – O conselheiro insiste

–As coisas não são tão simples como aparentam, Mike. –O moreno rebate

–Na verdade, meu caro, as coisas são bem mais simples do que parecem, somos nós que complicamos. –Ele rebate

–Então a minha resposta é não. –O príncipe rebate deixando Mike assustado – Não com ela, talvez com outras, mas com ela meu corpo não reage ao menor toque.

–Isso é uma pena, ela é uma moça esplendorosa.

–Então a conquiste para você.

–Isso infelizmente não será possível, já que o senhor será o seu futuro marido. –Mike rebate lhe encarando

Blaine entorta a sua boca e logo após o seu rosto, essa história de ter que se casar tão cedo não lhe convence de que terá uma vida feliz. Eles continuam em silencio, até o exato minuto que seu escudeiro entra pela porta e apenas fala:

–Príncipe, sua mãe pediu que lhe fosse ver em seus aposentos.

Antes que diga qualquer palavra o príncipe simplesmente passa pelos seus dois ajudantes e abre a porta com força andando o mais ligeiro possível, saindo e seu quarto e indo em direção ao da mãe. Ele não tem uma conversa civilizada com ela há meses e uma faísca de esperança surge a cada pedido dela para que ele a veja.

–Mãe? – O filho mais novo fala entrando no quarto da rainha –Queria falar comigo?

–Sim, meu filho. –Ela diz estendendo sua mão

O garoto está realmente preocupado com sua mãe, ela nunca esteve tão debilitada como nesses últimos dias.

–Roubaram a sua coroa, mas eu irei em busca dela. – Blaine diz se sentando ao seu lado

–E eu agradeço por isso. –Ela suspira entre um sorriso fraco – Você não me parece tão feliz como de costume.

Essa frase pegou o príncipe de surpresa, será que era tão notável assim que ele não estava feliz como antigamente? Qual era o seu grande problema?

–Não vou negar que ando meio triste mamãe. –O garoto aperta sua mão –Mas nada que a senhora precise se preocupar.

–Eu me preocupo com você sim. –Ela dá uma leve tossida – Me preocupo tanto que venho notando a sua infelicidade em pegar o meu trono.

–Eu só não estou pronto ainda, tenho certeza de que o Cooper se sairia bem melhor. –Ele está quase suplicando

–Você sabe que não podemos colocar o Cooper em meu lugar, ele trouxe vergonha a essa família.

–Mas mãe...

–Apenas tente meu filho, apenas isso. –Ela insiste

–Eu não quero me casar com a princesa Rachel, por favor. –O garoto nunca esteve em tão desespero

–Nunca lhe contei isso. –Ela dá outra tossida – Mas eu amava outro homem antes de seu pai e me casei com ele justamente por não ter permissão, não quero que o mesmo aconteça a você meu filho. Se case com ela se você quiser, não faça nada contra a sua vontade.

Era demais para o príncipe saber que sua mãe amou outro homem além de seu pai. Blaine não sabia se ficava feliz por ter a chance de se livrar da princesa irritante ou se ficava triste por saber que sua mãe não se casou com quem amava de verdade.

–Apenas me prometa que será feliz e que assumirá o trono –Ela respira fundo

–Mãe, não posso lhe prometer isso, é demais para mim. –O garoto diz

–Blaine, eu preciso que você me prometa, do fundo de seu coração. –Ela lhe encara com as palavras mais serias possíveis saindo de sua boca – Me prometa que vai honrar essa família, que jamais vai abandonar o seu nome, que vai se casar com a melhor mulher e governará da mais perfeita forma esse lugar que é apenas seu.

O príncipe lhe encara sem conseguir acreditar que está entre a cruz e a espada.

–Me prometa Blaine! –Ela diz mais alto que consegue falar causando outra tossida e em seguida uma falta de ar

–Eu prometo, prometo que vou governar tudo isso e que me casarei com uma boa moça. –O garoto cede

A rainha dá um sorriso entre as diversas tossidas e encara seu filho como se fosse a sua joia mais preciosa.

–Eu amo muito você. –Ela diz com dificuldades para respirar, causando um leve susto em seu filho que não sabe o que fazer

–Mãe? Está tudo bem? –Blaine questiona assustado

–Amo você e seu irmão–Ela tenta falar o máximo que pode -Os dois são as minhas joias raras.

–Mãe? –Ele grita – Mike! Mike!

A mãe do príncipe não consegue parar de tossir, ela simplesmente tenta respirar de qualquer forma, mas o seu cômodo parece não mais possuir oxigênio.

–Apenas vá atrás da minha coroa e entregue... –Ela novamente tosse — Ela ao seu amor verdadeiro, independente de quem seja. –Ela respira fundo e larga pôr fim a mão do príncipe que continua aos prantos gritando

E só então a rainha continua a tossir sem parar enquanto seu filho mais novo chora e esperneia a procura de alguém que possa lhe ajudar até o exato momento em que simplesmente Pam Anderson olha para o teto e com seus olhos ainda abertos deixa um silencio se seguir em seu quarto.

–Por favor! Alguém! –Ele grita segurando com força as mãos da rainha – Por favor! –Ele desaba de joelhos no chão e leva seu rosto até a pele delicada de sua mão

–Blaine? –Sam entra correndo no quarto

–Sam! –O príncipe grita

–Ela? –Sam nunca esteve tão espantando em toda sua vida –Faleceu?

[...]

–Já voltou? –Artie questiona vendo o amigo entrar irritado no quarto

–Fui em vão. –Ele diz largando a sacola de moedas no chão

–Não faça isso, sabe que não posso me levantar para pega-las. –Artie diz

–Por que é tão difícil arranjar alguém que cure o meu pai? –O garoto grita inconformado – Ele é o melhor homem que já vi em toda a minha vida, não merece passar pelo que está passando. Se eu fosse rico, tivesse médicos aos meus pés como aqueles tolos do palácio talvez a nossa vida seria outra.

–Provavelmente, porém, tenho certeza de que você não amaria tanto o seu pai como ama.

O garoto encara o amigo e cruzando os braços permanece em silencio, como se estivesse pensando em alguma solução, mas nada lhe vem à mente. Por que é tão difícil curar aqueles que amamos? Será que não há uma solução mais fácil?

–Acho que preciso de um abraço. –Kurt diz com um olhar triste

–Agora? –O amigo recua fazendo uma cara feia

–Sim por favor. – Kurt insiste indo em sua direção

O maior abraça seu amigo que apenas ergue os braços finos e os rodeia nas costas do castanho. Não se sabe ao certo em outros lugares, mas na vila não é muito comum as pessoas se abraçarem, principalmente se forem dois homens.

–Tenho que gastar essas moedas. –Kurt diz terminando o abraço

–Tem certeza? E se você encontrar alguma erva?

–Não me importo mais. –O garoto diz se levantando da cama

–Não se importa? Com o seu pai? –Artie o encara com uma das suas sobrancelhas arqueadas – Certo, você voltou diferente.

–Aquela mulher louca me falou algumas coisas estranhas. –O castanho inicia – Me disse que eu iria encontrar o amor verdadeiro.

–Ela disse pelo menos como seria a moça? –Artie questiona

–Não... –O garoto suspira – Mas prefiro não pensar a respeito –O garoto faz uma longa pausa e suspira deixando o quarto em silencio – Já sei, vou dar uma festa, é isso.

–Vai gastar suas moedas em bebidas Kurt? Isso não é o certo. –Artie o reprime

–Já fiz o errado em ter roubado a coroa, não me importo mais com nada. –O castanho rebate

–Pense no seu pai. –Artie tenta convencê-lo a todo custo mas parece que o garoto está determinado

–Vou dar uma festa, você também está convidado. –Kurt rebate segurando a sacola de moedas

–Eu? –Artie se assusta – Ninguém irá aparecer, todos têm nojo de mim

–Então que não apareçam, será uma festa minha e sua! –Kurt se empolga – A escolha é deles.

[...]

–Como isso pode acontecer Sam? –Blaine abraça o amigo com a maior força que pode

–Calma Blaine, você já sabia que ela estava com os dias contados. –O amigo aperta o príncipe

–Eu prometi a ela que pegaria de volta a sua coroa. –O amigo se afasta do loiro e lhe olha nos olhos – Temos que ir atrás de quem roubou.

–Mas e sua futura esposa? –O loiro questiona assustado

–Eu não ligo, se ela quiser se casar comigo vai ter de esperar. –Blaine limpa as lagrimas e encara a mãe falecida sobre a cama – Minha mãe é mais importante.

–Então devo chamar meus homens?

–Não. –Blaine se afasta e cria um tom de autoridade em sua voz – Vamos apenas você e eu, em busca do bandido.

–Desculpe príncipe, escutei direito? –Mike fala abrindo a porta

–Agora está bisbilhotando atrás das portas conselheiro? –O príncipe questiona irritado

–Não pude evitar de escuta-los. –Mike se aproxima – Será que nem no leito da morte de sua mãe você a respeita?

–Respeito tanto que estou indo atrás de sua maior joia.

–Não, não meu caro. –Mike o encara atentamente – A maior joia da rainha falecida é você. Portanto, esqueça essa coroa, nossos ferreiros farão outra, bem melhor até.

–O que você está falando? – Blaine diz inconformado – Eu sou o futuro rei e, portanto, mando aqui.

–Príncipe... – Sam inicia

–Preciso falar com meu irmão. –O príncipe diz se afastando

Sem ao menos olhar para trás Blaine sai dos aposentos da rainha e parte em direção a sarjeta mais uma vez, na esperança de que seu irmão lhe atenda agora com essa última notícia.

–Cooper! –O príncipe diz descendo as escadas

–Nossa, meu irmão, você ultimamente está sentindo a minha falta mais do que o esperado. – O irmão mais velho comenta deitado no chão

–Cooper. –Blaine se aproxima das grades – A nossa mãe faleceu.

O prisioneiro encara o irmão mais novo com um olhar diferente do normal, ele não parece transparecer nenhum tipo de sentimento a respeito do que acabou de acontecer.

–Isso é uma lastima. –Ele rebate se levantando

–Apenas vai dizer isso? –O príncipe questiona cerrando os olhos

–Não ligo para ela. –Cooper rebate agarrando as grades fazendo com que em um só passo seu irmão se afaste pelo susto – Ela é a grande culpada de tudo isso.

–Do que está falando?

–Você pensa que ligo em estar preso por ter cometido alguns delitos? Ou pensa que estou envergonhado por ter trazido constrangimento a essa família? – Com seus olhos claros ele encara o irmão – Minha condenação é ter nascido.

–Cooper, não diga algo desse tipo.

–E ela é a culpada! –Ele grita apertando as grades – A grande culpada por ter me tido. Se eu não tivesse saído de seu útero nada disto estaria acontecendo!

–A nossa mãe acabou de morrer, será que você não pode parar de pensar em si mesmo por um segundo?

–Pensar em mim mesmo? Me desculpe irmão, mas acho que você está falando com o homem errado. Se alguém aqui pensa em si próprio é você.

–Eu não penso em mim mesmo há anos. –O príncipe rebate

–Há não? Então por que não governa esse reino? Por que não se casa e traz a esse lugar um pouco de paz?

–Por que eu não quero! –Ele rebate

–Está vendo? Você, não quer! –O irmão retruca

–Fui um tolo em achar que poderia ter uma conversa civilizada com você, mas vejo que isso nunca será possível.

–Príncipe Blaine? –Sam aparece no começo das escadas

–Sim, Sam? –Blaine o responde sem ao menos tirar os olhos de seu irmão

–O que irá fazer agora? –Ele questiona

–Como único filho fiel da minha mãe irei resgatar uma de suas joias mais preciosas e irei matar o inútil que a roubou.

–Está me dizendo que... –Sam inicia e só então o príncipe dá as costas para o irmão mais velho e encara o cavalheiro

–Sim. – O príncipe dá o primeiro passo – Vá buscar os cavalos Sam, nós iremos atrás do ladrão.

Notas finais
Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)