Promise Me

16 A espera do não esperado.


Notas iniciais
ALÔ ALÔ MONAMU! Como vocês estão? ♥ Espero que bem hahaha Vamos todos lançar uma pequena aposta? Quem ganha o desafio primeiro, Elliott ou Sebastian? Façam suas apostas! Os dois estão brigando acirradamente pelo premio final. Bjos de luz ou melhor... das trevas

Kurt continua observando o lugar, ele agora de fato está mais preocupado do que tudo. O castanho retira o arco que estava em suas costas e faz o mesmo com uma das flechas, sendo assim juntando as duas ele fica atento, apontando a arma para qualquer movimento suspeito.

–Por que não abaixa a arma, meu querido? – Uma voz feminina e familiar soa dentre as folhagens

–Vamos, já sei quem é você apareça! – Ele grita apontando a arma

–Irá atirar mesmo em mim? – Santana enfim aparece saindo da mata – Isso não seria nem um pouco cavalheiro de sua parte.

–O que você quer? – Kurt grita de longe – Onde está aquele seu ajudante estranho?

–Eu o matei. – Santana sorri maleficamente retirando uma expressão espantada do plebeu – Ele não me servia muito, na verdade, era mais desastrado do que qualquer coisa.

–Não acredito que você teve a capacidade matar alguém que era tão próximo a você. – Kurt caminha de costas em passos lentos

–Se eu fui capaz de matar alguém tão próximo, imagina o que eu não faria com alguém que eu mal conheço? – Ela questiona se aproximando mais e mais

–Por que você quer me matar? Eu lhe conheço desde aquele dia, lhe pedi ajuda, você falou do meu futuro, por que agora quer acabar comigo?

–Por que no dia em que fui boazinha com você não fazia ideia de que estragaria meus planos no futuro. – Santana olha o garoto da cabeça aos pés – Pois bem, e você o está estragando da pior forma possível.

–Que planos?

–Isso não lhe diz respeito, apenas digamos que você não poderá e não deve sequer se aproximar do príncipe.

–Mas eu o amo! – Hummel rebate irritado

–E é exatamente por isso, que eu estou aqui. – Santana sorri se aproximando rapidamente – Estou aqui para mata-lo.

–Você não irá fazer isso. – Kurt dá uma risada irônica e aponta o arco na direção dela

–E quem disse que eu farei isso agora? – Santana também sorri de uma forma irônica – Apenas vim lhe reforçar que um peixe não morre afogado.

Mais uma vez os olhos de Kurt se arregalam na direção da mulher, seus braços ficam fracos e ele quer de toda forma saber o que isso significa.

–O que quer dizer com isso? – Ele questiona se aproximando dela

–Já disse tudo o que poderia falar. – Ela sorri se afastando um pouco

–Vamos, sua imprestável! – Ele grita – Me diga, o que significa isso? Me responda! – Kurt grita mais

–Você não se diz tão esperto? – Santana o encara – Pois bem, use essa sua esperteza para coisas uteis como tentar salvar a sua vida. – Ela se afasta – Se bem, que isso será um pouco difícil.

E só então em um piscar de olhos a feiticeira entra na mata e some do campo de visão do plebeu que por sua vez corre na direção onde ela foi, porém, não acha nada. Santana sumiu como se tivesse evaporado bem diante de seus olhos. Kurt procura entre um lado e outro, ele está completamente desesperado para saber o significado dessa outra charada.

Hummel continua olhando e olhando até que enfim quando dá as costas a mata é pego de surpreso com alguém não tão esperado.

–Elliott? – Kurt grita pelo susto

–Olá Kurt. – O homem que ainda está sem camisa e com o curativo está sentado sobre uma pedra

–O que você está fazendo aqui? – Hummel corre em sua direção – Como saiu do chalé da Tina? Você está machucado!

–Não quero incomodar o pessoal da sua vila, por isso estou caminhando de volta a minha casa. – Gilbert geme um pouco pela dor falsa

–Você não tem condições de voltar a sua casa! – Kurt o segura pelas costas – Você ficará comigo em meu chalé até estar completamente curado.

–Por que eu nunca encontrei alguém tão bom quanto você? – O pescador observa Hummel

–Eu já disse que apenas faço aquilo que me foi ensinado. – Kurt o segura com força apoiando o braço dele em seus ombros – E ajudar um homem ferido está nessa minha lista.

–Não quero ser um fardo em sua vida. – O pescador segura com força no corpo do castanho que por sua vez desvia seu olhar para esse ato

–Você não será. – E só então ele dá o primeiro passo – Vamos voltar, acho que hoje não será o dia em que algo irá acontecer.

O castanho olha para o seu refúgio e vê que o príncipe nem sequer apareceu, mas ele não liga pois sabe muito bem as condições na qual seu amado se encontra. Sendo assim, ainda carregando o pescador, Hummel volta a vila.

[...]

–Espero que tenha gostado do jantar caro príncipe. – Mercedes sorri para Blaine

–Você sabe muito bem que tudo vindo de você é perfeito, não? – O príncipe limpa os lábios com o guardanapo de pano – Estava com saudades de me sentar nessa mesa.

O moreno observa a enorme mesa, que esta noite apenas conta com a presença do conselheiro Jesse, a mensageira Kitty e pôr fim a princesa Berry.

–O jantar estava realmente delicioso. – Jesse se pronuncia

–Eu acho que faltava um pouco mais de... – Rachel inicia, mas o seu conselheiro lhe joga um olhar feio – Estava perfeito. – Ela sorri

–Bom, vamos direto aos comunicados? – Kitty se pronuncia retirando da cintura sua bolsa – Temos três cartas para a princesa Berry e uma carta para o príncipe Blaine.

–Uma carta para mim? – Anderson leva a sua mão até o peito pela surpresa – De quem seria?

–De um dos pais da princesa Berry. – Kitty lhe entrega o envelope carimbado

O reino de Blue Sky sempre foi bastante engraçado aos olhos dos outros reinos. A princesa Rachel possui dois pais, pelo simples fato de que quando nova a sua mãe faleceu e o seu pai biológico necessitava desesperadamente de dinheiro, sendo assim, uniu as suas riquezas com o seu melhor amigo em uma espécie de casamento de bens, como se ambos fossem irmãos indo morar juntos. Porém, como a pequena Berry não sabia o que isso significava simplesmente passou a chamar ambos os homens que lhe criavam de pais e isso acabou pegando em todo reino e até os dias de hoje toda a população se acostumou em dizer que os dois senhores são os pais dela.

–Vamos ver o seu recado. – Blaine abre a carta

De: Rei Hiram Berry Para: Príncipe Blaine Anderson

“Olá meu caro Blaine Anderson, antes de mais nada gostaria muito de lhe agradecer pela hospedagem que vossa alteza concedeu a nossa pequena mocinha. Como de costume, eu iria falar de todas os preparativos no qual gostaria de ter para o casamento da minha filha, no entanto mando por si só o conselheiro dela para que vos ajude em seus afazeres. Não se esqueça das orquídeas e muito menos do melhor banquete que seu reino tem a oferecer. Leroy e eu estamos ansiosos para a cerimônia e esperamos que não machuque o coração da nossa querida princesinha, se um pai já é um grande problema, imagine dois? Os vejo em breve.”

–Seu pai me parece ser bastante alegre. – Blaine diz fechando a carta e engolindo a saliva a seco – E me deu um pouco de medo também.

–Ele fez a ameaça de se um pai é um grande problema, imagine dois? – Kitty questiona

–Sim. – O príncipe engole a saliva a seco mais uma vez

–Típico do Hiram. – Jesse dá uma gargalhada

–Bom, em uma das minhas cartas ele me pediu para que dançássemos a valsa na frente do Jesse. – Rachel fecha a carta

–O que? – O príncipe se assusta

–Poderíamos fazer isso logo agora, para aproveitar que não estamos ocupados. – Berry se levanta da cadeira

–Acho que não é necessário isso. – O moreno diz incomodado – Podemos muito bem dançar apenas no casamento.

–Hiram tem razão príncipe. – Jesse se pronuncia – Como vou saber se os passos estão adequados?

–Rachel, você já não me deixou sair a tarde...

–Você nem me disse onde iria. – Ela rebate antes que ele termine de falar

–Isso não importa, eu apenas queria tomar um pouco de ar puro. – O príncipe começa a suar

–Blaine, vamos não mude de assunto. – Rachel caminha até o centro da sala de jantar – Venha, vamos terminar logo com isso.

–Vou pedir a música. – Jesse se levanta e corre rapidamente até um dos músicos

Uma mulher se aproxima com a harpa do reino, ela se senta na sala de jantar e inicia sua música. O príncipe encara de longe a princesa, ele não quer de jeito nenhum dançar com ela, mas a mesma está lhe chamando com a mão várias vezes por segundo. Sendo assim respirando fundo e quase bufando pela boca o moreno se levanta e vai na direção da princesa.

–Vamos, estenda seu braço para ela. – Jesse ordena observando atento

Blaine encara o conselheiro e depois quase revirando os olhos estende o braço para a Berry que com um sinal de inclinação cumprimenta ele. O moreno leva um de seus braços até a cintura dela ao mesmo tempo que Rachel leva um de seus braços as costas dele.

Ambos dão dois passos para lá e dois passos para cá, indo e voltando em rodopios. Tudo estaria indo em uma perfeita condição, se não fosse é claro pelo príncipe imaginando que no lugar dela está o plebeu. Blaine rodopia a princesa mas vê em seus olhos os de Kurt, em seu vestido os seus trapos e em seu rosto o seu sorriso.

Na mente do moreno ele e o castanho dançam em perfeita sintonia, indo e voltando mais uma vez. O príncipe o gira e o mesmo volta de uma só vez para seus braços.

–Ah Kurt. – O moreno sussurra

–O que? – Rachel para de dançar – O que você disse?

O príncipe volta a realidade, ele percebe que o castanho não está com ele e sim a mulher que futuramente será a sua esposa. Algumas lagrimas aparecem nos olhos do moreno que parece estar assustado ao mesmo tempo que triste, e só então largando o corpo da mais baixa ele encara o conselheiro e a mensageira até que enfim, corre em direção aos seus novos aposentos.

–O que deu nele? – Kitty questiona

–O príncipe parece que não está se agradando muito desse casamento. – St. James fala se relembrando curioso da saída dramática dele – Bom... eu irei dar uma rápida passada na sarjeta.

–O que irá fazer lá? – Kitty questiona desconfiada

–Irei fazer negócios Kitty. – Jesse se afasta – Negócios.

–Que estranho. – A loira respira fundo e só então encara a princesa – Você acha que o príncipe não está se agradando da futura cerimonia?

–Não sei, mas se for o caso ele trate de gostar. – Rachel respira fundo – Essas próximas semanas o Blaine nem sequer pense em sair desse palácio, estamos muito ocupados com os preparativos e eu quero meu noivo aqui comigo para nos ajudar.

De longe Finn observa as duas a conversar. O caçador sabe muito bem o motivo pelo qual o príncipe não quer se casar com a princesa e tal motivo não seria pelo fato dela ser irritante e sim dele estar amando outra pessoa, e Hudson sabe exatamente quem é.

[...]

Kurt enfim chega mais uma vez a vila carregando Elliott. Os dois caminham em direção ao seu chalé e quando enfim o plebeu abre a porta se depara com uma coisa um tanto quando diferente do comum.

–Reunião dos homens! – Dave grita alegremente

–O que vocês estão fazendo na minha casa? – Kurt entra com o pescador

–Eu não faço a mínima ideia de quem são eles, apenas deixei entrar. – Puck fala largado no sofá

–Vamos Kurt, o Will trouxe bebidas! – O rechonchudo grita erguendo seu copo

–Eu trouxe bebidas! – Will diz fazendo o mesmo

–Rapazes, eu estou com o Elliott ferido. – O plebeu aponta para o Elliott que nem parece estar tão mal assim

–Eu estou bem Kurt. – Gilbert fala olhando para os homens – Deixo o Kurt em paz se me derem um copo de bebida.

–Pode se servir! – Dave grita

–Não! – Hummel o impede – Você está machucado Elliott.

–Kurt, meu querido. – Karofsky se aproxima do castanho cambaleando – Você está muito estressado, por que não relaxa um pouco?

Kurt encara o rechonchudo e respira fundo, o plebeu não pode dedicar toda a sua vida ao príncipe bem como fez ao seu falecido pai. Hummel perdeu muitas aventuras no exato momento em que decidiu se fixar em apenas um objetivo e é exatamente por isso que ele segura o copo que Dave o entrega na mão e com um sorriso vira de uma só vez a bebida.

–Isso! – Todos os homens gritam

–Não sei se notaram, mas eu ainda estou aqui. – Artie diz ao lado de Puck

–Esse garoto é muito engraçado. – Puck sorri cutucando as pernas de Artie – Ele não sente nada mesmo?

–Se eu sentisse com certeza lhe daria um chute no meio da cara. – Artie rebate e todos caem na gargalhada

–Não briguem! – Dave diz topando em um móvel

–Sua bebida. – Will serve Elliott

–Obrigado. – Elliott recebe a bebida sorrindo

–De onde conhece o Kurt? – O artesão questiona atento a resposta

–Eu estava pescando e um ladrão apareceu para me roubar mas acabou me ferindo, o Kurt e o seu amigo apareceram e me ajudaram. – Gilbert responde dando um gole

–Interessante. – Will cerra os olhos e sai de perto dele

Todos começam a beber, conversam e dão risadas a cada besteira dita. Kurt nunca fez uma reunião apenas de homens, principalmente em sua casa. Isso é algo bastante raro de se acontecer.

–Quando me disseram que você estava de volta eu não acreditei. – Will diz apoiando-se no plebeu

–Dei meu jeito. – Kurt responde virando um copo

–Ele sempre dá. – Artie sorri bebendo de leve

–É por isso que eu gosto tanto desse garoto! – Dave também se apoia no plebeu fazendo ele pender um pouco para baixo pelo peso

–O Kurt é muito querido nesse lugar, não? – O pescador questiona observando o castanho

–Faço o possível para agradar as pessoas. – O castanho retruca sorrindo para Elliott

–Você agrada a todos, sem exceção? – Gilbert questiona olhando para o corpo dele

–Eu tento fazer o que está ao meu alcance. – Kurt responde um pouco intrigado

Elliott o olha dos pés à cabeça e só então se encosta no acolchoado do sofá e volta a tomar sua bebida.

Algumas horas se passam e todos eles já estão bastante alterados. Nunca se vira tamanhas diversidades em um lugar tão pequeno. Will chora como nunca por não conseguir encontrar um amor, Puck dança ao som que Artie faz batendo nas madeiras, Dave não para um segundo de pular, o mesmo garante que isso irá fazer o álcool sair de seu corpo. Kurt apenas observa todos dando várias gargalhadas, até que enfim, Elliott se levanta de sua poltrona e caminha para trás do castanho.

–Está tão quente, por que não tira sua camisa? – O pescador sussurra em sua orelha

–O que? – Kurt está a ponto de se virar, mas Elliott o impede

–Deixe que eu tiro. – Ele sussurra mais uma vez

Sem ao menos deixar Hummel fazer qualquer movimento, Gilbert tendo ainda o castanho na sua frente simplesmente leva suas duas mãos ao nó da roupa dele e o desfaz, logo após leva suas mãos até as mangas da camisa do castanho e as arrasta pelo seu ombro pálido. O pescador observa as costas do castanho ficando amostra, isso de fato o excitou.

–Pronto. – Ele sussurra largando a camisa no chão

Kurt não sabe o que sentir nesse momento, é a primeira vez que alguém que não seja o príncipe faz algo do tipo com ele.

–Obrigado? – O plebeu questiona se virando para o pescador

–Se quiser, posso lhe ajudar a fazer outras coisas. – Gilbert observa o corpo dele

–Está tudo bem aí Kurt? – Puck aparece atrás dos dois

–Acho que sim. – Hummel diz ainda intrigado

–Hey. – Noah o puxa pelo braço e coloca sua boca próximo a orelha dele – Você viu o príncipe hoje?

–Não, eu não o vi. – O castanho suspira – Acho que ele ainda está preso.

–Acho que não está mais. – O ladrão suspira – Bom, um dia ele irá aparecer.

–Espero. – O castanho olha ao redor da sala e percebe que o Will está largado no chão -Acho que vocês irão dormir aqui hoje.

–E por acaso alguém aqui irá dormir Hummel? – Dave aparece com mais um copo de bebida – Vamos, nessa eu caprichei, pode ir virando!

O castanho segura o copo e de uma só vez toma o liquido que sai rasgando na sua garganta. Artie novamente começa a fazer dos moveis instrumentos e o restante dos rapazes começam a dançar.

Kurt balança a sua cabeça de um lado para o outro, ele já está um pouco tonto, mas isso não o impede de se divertir. Dave pula como nunca e um ataque de risos cai sobre Noah.

Elliott por sua vez continua bebendo e observando cada ato que o plebeu faz.

Ao mesmo tempo que essa pequena e bagunçada reunião acontece, o príncipe está em seu mais novo quarto tomando um banho para ver se consegue retirar todos os pensamentos tristes e ruins que lhe sobrecarregam.

–Príncipe? – Sebastian bate na porta – Estou entrando com seu café!

–Estou no banho! – Blaine grita

–Soube que o senhor saiu correndo, está tudo bem? – O moreno faz um barulho com a boca em concordância ao mesmo tempo que o recruta coloca a bandeja com o café na mesinha de canto – Está no seu novo banheiro?

–Sim, aqui é ótimo! – O moreno responde

Esse é o momento perfeito pelo qual o recruta vem esperando, sendo assim ele caminha em direção ao banheiro que o príncipe está. Abrindo lentamente a porta do cômodo Sebastian pega de surpresa o moreno que despido tenta se esconder na água.

–O que você está fazendo? – Blaine indaga tentando se cobrir

–Não quer que eu lave as suas costas? – Sebastian questiona se aproximando

–Estou tentando evitar esse tipo de coisa aqui. – Anderson fala observando o recruta se aproximando

–Vamos, me deixe. – Sebastian se senta na banheira e assim fica atrás do príncipe

–Sebastian eu não acho que seja uma boa... – O príncipe para de falar pois o recruta toca com suas duas mãos nas suas costas

Smythe massageia o ombro do príncipe que por sua vez perde as suas forças pela tensão rapidamente retirada. Sebastian continua alisando a pele do mais baixo que respira fundo e fecha os olhos.

Ao mesmo tempo que o recruta faz isso, ele mesmo vai abrindo os botões de seu uniforme o retirando lentamente. Quando enfim fica com o peito despido, Sebastian volta a massageá-lo, ele arrasta suas mãos pelos ombros do moreno e o alisa delicadamente, as vezes vai e volta pelo braço deixando Blaine um pouco derretido.

–Sebas... – Anderson tenta falar, mas não consegue – Não acho...

–Shiu. – O recruta sussurra com seus lábios próximos da sua orelha – Apenas relaxe.

Blaine mais uma vez fecha os olhos e respira fundo, ao mesmo tempo que Smythe agora arrasta lentamente sua mão pelo peito do moreno que por sua vez não consegue evitar de se arrepiar. Sebastian alisa todo o seu peito, e aproximando mais uma vez sua boca da orelha dele deixa sua respiração aquecer a sua pele. O recruta mais uma vez arrasta suas mãos, que agora vão ao encontro de sua barriga. Blaine está completamente relaxado e mal percebe o que realmente está acontecendo nesse lugar.

Até que enfim, arrastando mais uma vez as mãos, Sebastian as leva até o pênis excitado do príncipe que por sua vez arregala os olhos pelo ato.

–Sebastian, não! – Blaine volta a realidade se virando para ele – O que você está fazendo?

–O senhor quer, eu quero. – Smythe observa o corpo do príncipe e arrasta a sua mão até o seu próprio membro o apertando lentamente e conseguindo retirar um olhar do moreno para esse ato. – O que nos impede?

–Tudo... – O príncipe continua olhando para o volume nas calças do recruta e só então engolindo a saliva a seco o encara nos olhos. – Tudo, exatamente tudo nos impede. Eu vou me casar e você é um dos meus guardas!

–Está arranjando uma desculpa. – O recruta diz o observando – Vamos, o que custa? Apenas esta noite.

–Sebastian, por favor, saia do meu quarto. – Blaine aponta para a porta – Vamos, agora!

–Eu não irei desistir de você. – O recruta enfim se levanta da banheira

Sebastian caminha até a porta que dará a saída e o príncipe não sabe ao certo o porquê, mas ele não consegue evitar de olhar para o corpo do guarda. Sendo exatamente por isso, Blaine mergulha na banheira e fica na água pelos próximos minutos, tentando esquecer o que aconteceu nesse lugar.

[...]

–Todos estão jogados no chão. – Elliott diz chegando junto ao castanho que está do lado de fora sentando em um banco de madeira construído por seu falecido pai

–Acho que essa reunião dos homens passou dos limites. – O plebeu fala ainda bebendo um copo

–Você não tem cara que bebe exageradamente. – Gilbert se senta ao seu lado

–Eu não bebo, mas as vezes preciso tirar a minha mente do mundo. – Kurt o observa – E você? Mesmo ferido bebendo, isso não é bom.

–Eu não poderia perder a bebida de graça. – O pescador dá uma risada – Já está começando a nevar.

Os dois olham para frente e observam os flocos de neve que já começam a cair, cobrindo todas a vegetação rasteira da vila.

–Não gosto do inverno. – O plebeu suspira

–Por que não?

–Coisas ruins sempre acontecem.

–Talvez esse ano seja diferente. – Elliott o observa

–Nunca é diferente. – Kurt o olha e só então suspirando deixa seguir um longo silencio até o exato minuto que o pescador o quebra

–Kurt... me perdoe, mas eu não pude deixar de escutar a sua conversa com o Puck.

–Qual das? – Hummel lhe encara

–Aquela que você diz não ter encontrado o seu amado hoje.

Os olhos de Kurt ficam arregalados, mais um de tantos que sabe de sua história proibida.

–Não sei do que está falando. – O plebeu tenta disfarçar

–Não se preocupe com isso, seu segredo está a salvo comigo. – O pescador leva uma de suas mãos até uma coxa do castanho, que desvia seu olhar para essa ação – Eu só queria dizer o que eu acho em relação a tudo isso.

–Em relação ao que?

–Digamos apenas que eu tenho certeza que o príncipe não irá mais aparecer. Sei bem que ele agora deve estar ocupado com os preparativos para o casamento, e com certeza já deve ter desistido de você pelo simples fato de que é bem mais pobre que ele.

–Nossa. – O castanho suspira chocado

–Eu apenas estou dizendo o que penso. – Elliott se aproxima um pouco mais dele – Talvez você seja bom demais para esse homem mesquinho.

–Acho melhor mudarmos de assunto Elliott.

–Apenas me escute. – Gilbert arrasta sua mão para mais perto do membro do castanho – Se ele não aparecer pode ter certeza de que ele não sente a sua falta.

–A distância pode impedir um beijo, um toque, um abraço. Mas não pode impedir um sentimento. – Hummel rebate

–Diga isso por você. Eu tenho certeza de que ele já o esqueceu.

–Elliott... – Kurt se levanta do banco – Acho melhor irmos para dentro, está ficando frio e eu não quero que você piore.

–Apenas quero que saiba que eu estarei aqui a sua espera caso ele não o queira mais. – Gilbert se levanta rapidamente ficando com seu rosto bem próximo ao do Hummel

–Ele ainda irá me querer. – Kurt bate duas vezes no peito do pescador e só então entra mais uma vez no chalé

Mesmo com todos os rapazes largados em algum lugar da casa, o castanho se acomoda e em menos de dez minutos já está em um sono profundo.

A madrugada logo passa dando lugar a uma manhã turbulenta no palácio. Todos estão cobrando muito do príncipe a respeito do casamento, são roupas para serem experimentadas, comidas para serem provadas, decorações para serem escolhidas. E a princesa Berry não o deixa a sós um minuto sequer. São tantos afazeres que até da existência do fugitivo eles esqueceram.

O dia rapidamente passa, dando lugar a mais uma vez o fim da tarde. Kurt se encontra no mesmo local e nele permanece até o anoitecer e nada do seu amado dar as caras.

Hummel faz o mesmo percurso todos os dias se em exceção, durante exatas uma semana. Seu coração fica apertado por sequer imaginar que a teoria na qual o pescador lhe disse esteja se tornando realidade. E se o príncipe não o quiser mais? E se ele resolveu enfim se casar com a Berry? E se ele o usou durante aquele tempo apenas para não correr perigos?

Muitas perguntas se passavam na cabeça do plebeu e ele não tem ideia de como reagir a elas. Todo o seu corpo dói só de pensar que possivelmente ele nunca mais verá o seu amado.

–Eu sou um tolo mesmo. – Kurt se levanta irritado da pedra onde estava sentado, se agacha para pegar o arco apoiado no chão e por fim respira fundo para sair e voltar a vila

–Por que se critica tanto plebeu? – Uma voz familiar soa atrás do castanho

Hummel sorri apenas por escutar a voz e só então de virando tem o prazer de se deparar com o príncipe um pouco longe dele, porém, caminhando em sua direção ao mesmo tempo que está sobre a sua égua branca.

–Blaine! – O plebeu grita iniciando uma corrida em sua direção

–Meu amor. – O príncipe fala para si mesmo e só então desce da égua

Os dois se encaram de longe e só então o moreno corre na direção do seu amado como se não houvesse amanhã. Os seus corpos se encontram em um abraço e logo após os seus lábios fazem o mesmo em um beijo.

–Eu pensei que não o veria mais. Como você está? – Kurt questiona tocando em seu rosto

–Eu que deveria fazer essa pergunta. – Blaine rebate e só então eles se beijam mais uma vez – Meu deus, como eu estava com saudades de você.

–Eu que deveria dizer isso. –Kurt dá uma risada e só então se encarando dá um sorriso e mais uma vez o beija de uma forma mais quente que a anterior

Blaine vai empurrando Kurt pelo caminho que segue até a gruta, os dois tropeçam em pedras e troncos largados pelo chão, mas isso não os impede se nenhum segundo sequer afastar suas bocas. As línguas de ambos se entrelaçam e seus corpos nunca estiveram tão juntos como agora.

O príncipe retira seus lábios do castanho e encara fixamente em seus olhos, e só então de uma vez rasga com força os seus trapos. O plebeu novamente agarra o seu amado, segurando com força a sua nuca e puxando mais forte ainda os seus cabelos, Blaine o arrasta cada vez mais pela mata enfim chegando a parede da gruta.

Blaine prende Hummel no paredão e encosta suas partes nas do mais alto, ambos os órgãos estão quase explodindo dentro das calças. O moreno desvia seus lábios para o pescoço de Kurt que geme a cada arrepio de seu corpo, o príncipe por sua vez ao mesmo tempo que faz isso, leva uma de suas mãos até o pênis do castanho e o massageia fazendo ele revirar os seus olhos azuis.

Kurt suspira como nunca e seu corpo já está sem forças pelos simples toques do mais baixo, até que enfim, o plebeu não se segura e muda de posição rapidamente com o príncipe. Hummel prende o seu amado na parede e começa a abrir todo o seu uniforme, sem ao menos retirar seus lábios dos dele.

O plebeu morde os lábios inferiores do príncipe que por sua vez fecha os olhos e se deixa levar pelo mais alto. Kurt abre todos os botões dele e enfim joga longe a sua roupa, fazendo o moreno agarrar mais uma vez a sua nuca. Os dois se tocam e gemem a cada entrelaçada de língua.

Mesmo com o frio do lado de fora, nada os impedem de sentir o calor subindo por suas partes. Isso permanece até o exato minuto que o castanho abre o botão da calça do moreno e logo após abaixar apenas um pouco ela o vira rapidamente de costas.

Blaine encosta as suas duas mãos na parede da gruta e permanece de costas para o castanho que por sua vez beija toda as suas costas e abre ao mesmo tempo o botão de sua calça. Quando enfim faz isso, Kurt abaixa um pouquinho ela também, a deixando na mesma altura que o príncipe, pelos joelhos.

E só então tocando nas nádegas do mais baixo, Kurt enfim insere seu pênis no ânus dele, lentamente fazendo retirar um gemido de tesão do príncipe. O castanho faz movimentos de ida e vinda no moreno que por sua vez já começa a gemer. Kurt arrasta sua mão das costas dele até o seu cabelo, enfiando seus dedos entre os fios e por fim puxando a cabeça do moreno com força para trás e sendo assim apenas sussurra em seus ouvidos.

–Estava com saudades desse teu corpo. – Kurt aumenta a velocidade – Você me deixa louco.

O príncipe geme em concordância e só então o plebeu começa a aumentar a velocidade cada vez mais, o som de suas peles se batendo soa no quase silencio da mata e os gemidos de Blaine começam a ficar cada vez mais altos.

–Mais forte! – O príncipe grita entre o gemido

Sendo assim, o plebeu o obedece, penetrando cada vez mais rápido e forte. Blaine não para de gemer um segundo sequer, ele abre a boca para tentar respirar e só então o plebeu leva um de seus dedos até a sua boca, o príncipe o morde com força retirando um prazer para o castanho.

Kurt enfim retira seu pênis dele, e começa a beija-lo novamente, ao mesmo tempo que abaixa de vez o que faltava da calça de ambos. Sendo assim, virando o príncipe de frente para ele, o castanho arrasta sua mão até a boca dele, puxando seus lábios e enfim os beijando. Blaine arrasta seus braços pela grande pedra, deixando os dois erguidos e assim permanece, sentindo o plebeu beijar seu peito e enfim o erguendo com força.

O castanho ergue o mais baixo sobre o seu corpo e com a ajuda da pedra que o apoia, o plebeu insere mais uma vez o seu pênis. Blaine não mede esforços enquanto os gemidos, ele faz isso como se apenas existisse os dois em todo o mundo.

Subindo e descendo no membro do castanho, o príncipe continua sentindo um prazer magnifico ao mesmo tempo que o castanho já está quase pronto para se libertar. Kurt observa o corpo do seu amado que se arrasta a cada subida em seu órgão e só então puxando com força a cabeça do mais baixo, Hummel tem mais uma vez seus lábios juntos.

Blaine agarra com força a nuca do castanho e geme quase gritando de tanto prazer, até que enfim, ele goza respirando fundo. Kurt revira os olhos e sente a respiração quente do mais baixo penetrar na sua pele e sendo assim, com uma forte mordida de lábios, ele acaba também se libertando.

Os dois respiram fundo e só então ainda se beijando o castanho retira seu pênis do mais baixo. Blaine leva seus braços e os envolve no pescoço do plebeu. Os lábios dos dois trazem uma paz para ambos e um conforto onde eles só encontram quando estão juntos.

Blaine abre lentamente seus olhos e Kurt faz o mesmo, seus olhares se fixam e o príncipe não poderia estar mais feliz e hipnotizado do que agora.

–Kurt. – Ele fala olhando ainda em seus olhos

–Sim? – O plebeu questiona fazendo o mesmo

–Eu te amo. – O príncipe enfim diz

Os olhos do castanho se iluminam mais ainda, sua respiração fica falha e seu corpo estremece pelas palavras do moreno, ele não tem nada a fazer, a não ser sorrir dizer uma única frase:

–Eu também te amo.

Notas finais
PS: No próximo capitulo: Foi lançada uma proposta para o Kurt, será que ele aceita?