Promise Me
17 Uma proposta nada tentadora.
Notas iniciais
–Você não tem ideia do que eu tive que fazer para chegar aqui. – Blaine fala com a cabeça apoiada no peito do castanho
–Eu pensei que você não viria, meu coração já estava doendo. – Kurt diz alisando seus cabelos
–Se eu fosse deixar a Rachel mandar em mim eu nunca teria vindo, por ela eu iria passar o resto dos meus dias confinado até o casamento. – Blaine suspira – Por sorte consegui fugir, na verdade eu sai e ninguém notou isso, até agora.
–Não dou nem duas horas para começarem uma busca por você. – Hummel dá uma risada
–Agora mais que nunca, não quero me casar. – O moreno tira sua cabeça do peito dele e se apoia com os cotovelos no chão, o encarando – Na verdade, que queria fazer uma coisa, mas não sei se você iria aceitar.
–Estou lhe escutando. – O plebeu lhe olha atento
–Há alguns dias eu escutei os guardas conversando entre si. – Blaine suspira e fecha os olhos – Eles disseram que apenas estavam esperando passar esse primeiro período das decorações da cerimonia para enfim ir atrás de você.
–E daí? – Kurt lhe olha curioso – Eles viriam atrás de mim de qualquer jeito.
–Mas dessa vez eles iria atrás de você para mata-lo.
Os olhos do castanho adquirem uma expressão preocupada, porém, não surpresa.
–Já era de se esperar. – Ele alisa as costas do moreno – Era questão de tempo meu amor.
–E é exatamente aí que eu entro. – O príncipe enfim senta e segura as mãos do mais alto – Cansei de ficar obedecendo ordens do conselheiro como se eu não fosse capaz de administrar o meu próprio reino sozinho. E por isso, quero pedir a sua permissão para convocar um julgamento justo, com todos moradores do reino.
–O que? – Kurt se senta assustado – Blaine, você ficou louco? Eles irão me matar e eu mal terei um meio para ser salvo.
–Como disse antes, eu serei o rei, então eu decido o melhor caminho para o reino. Não irão matar você, pois quero uma corte justa e que imponha os princípios nos quais fez você cometer tais erros.
–Blaine, eu fugi da prisão! – O plebeu lhe olha assustado
–Sim, você fugiu porque não era nem para estar preso. Cometeram um erro e mesmo que você também tenha cometido algum, fez por um bem e eu não quero que qualquer mal lhe atinja, me entendeu?
–Ou seja, você quer me levar ao palácio? – Hummel questiona como se não estivesse acreditando
–Isso, quero leva-lo ao palácio. – O príncipe lhe olha
O plebeu não sabe como agir a isso, pela primeira vez ele está divido entre fazer o certo e o desejado. Kurt não quer ficar um minuto sequer longe do seu amado, porém também não quer ir ao lugar onde provavelmente todos irão judiar dele.
–Blaine, eu não sei...
–Meu amor, me escute. – O príncipe aperta mais ainda suas mãos – Sei o que eu quero, e ter você ao meu lado no palácio é um dos meus desejos. Quero te dar ao menos um dia de rei por tudo aquilo que você sofreu durante todos esses anos.
–E você acha realmente que vai conseguir me dar esse dia? Blaine, você querendo ou não, irão me prender de novo e me matar. Eu não posso me submeter a isso.
–Eu preciso de você ao meu lado. – O príncipe enche os olhos de lagrimas – Tudo me lembra você Kurt, qualquer lugar que olho me vem à sua imagem na minha cabeça. Viver sem você não é viver, é apenas existir.
O castanho olha fixamente nos olhos do príncipe, ele não faz ideia se esse plano dará certo.
–Confie em mim. – O príncipe aperta suas mãos
Mais uma vez Hummel fica sem palavras, ele confia no príncipe, porém não confia nas pessoas que estão ao redor dele. Talvez aceitar isso poderá mudar de vez a sua vida.
–Certo. – Kurt suspira fechando os olhos – Nós iremos ao palácio.
–Eu te amo tanto. – Blaine o abraça com força – Você não irá se arrepender, eu garanto.
–Assim espero. – O castanho suspira sentindo o aroma do mais baixo
Depois de um longo abraço e mais um beijo, os dois se levantam e vestem suas roupas. Amora come um pouco de grama no chão e o castanho permanece em silencio apenas tentando achar uma solução para tirar de sua mente os seus pensamentos.
–Seguinte. – O príncipe se aproxima enquanto coloca sua faixa – Você voltará a vila para avisar aos seus amigos e eu farei o mesmo com o conselheiro e os responsáveis.
–Blaine, você tem certeza? De verdade? Você irá mesmo me levar ao palácio? – Kurt continua incomodado
–Pensei que já tínhamos nos decidido a respeito disso. – O moreno cerra os olhos em direção a ele
–Se eu morrer pode-se sentir culpado, certo? – Kurt pega seu arco no chão e o coloca atrás das costas
–Se você morrer, eu morrerei junto. – Blaine o encara – E vá por mim, eu sou fantástico demais para simplesmente morrer.
–Ah, claro. – Kurt revira os olhos
–Disse alguma mentira?
–Nenhuma. – Hummel dá uma risada e só então o encara – Então é isso?
–Sim, amanhã venho lhe buscar pela tarde. – O moreno aperta os seus braços – Não fuja.
–Não irei. – Kurt dá um sorriso pois se lembrou do primeiro encontro que ambos tiveram, o príncipe lhe pediu a mesma coisa.
Anderson lhe dá uma bicada nos lábios e só então caminha em direção a sua égua, subindo nela e olhando mais uma vez para o castanho. Kurt lhe dá um sorriso que é retribuído logo em seguida, ele estava com saudades disso. Sendo assim, o príncipe inicia sua galopada sumindo dentre as matas.
Kurt volta a vila na intenção de avisar a todos sobre o novo plano. Após algumas longas horas caminhando com a Amora, o príncipe enfim chega ao palácio, e é recebido pelos guardas que estavam preocupados com seu sumiço.
–Tenho um comunicado! – O príncipe grita para todos
Aos poucos cada um do palácio se aproxima, enchendo por completo a maior sala do castelo. Blaine sobe em cima de uma pequena mesa de canto e encara cada um, inclusive o seu conselheiro.
–Eu estive com o plebeu fugitivo. – Ele inicia e todos fazem barulhos surpresos com a boca
–Por que não nos avisou? Iriamos atrás para prendê-lo! – Sebastian grita no meio de todos
–Não avisei pois trouxe um comunicado meu para vocês. – O príncipe encara Mike – Irei trazer Kurt Hummel para esse palácio, ele será julgado conforme os padrões e só será preso se eu permitir.
–Isso é um absurdo! – Mike grita enquanto todos fazem barulhos com a boca
–Absurdo? – O príncipe cerra os olhos em sua direção – Absurdo é você ter me mantido preso por mais de 14 dias. Eu sinceramente não ligo para o que você achar a respeito conselheiro, trarei o plebeu para cá e se sequer qualquer um de vocês pensar em tocar num único fio do cabelo dele, estarão mortos, e eu mesmo farei questão de matar.
–Você está se ouvindo falar!? – Mike grita – Ele o transformou por completo, você virou um selvagem igual a ele!
–Não Mike, eu apenas estou tomando as minhas próprias decisões, antes que qualquer um de vocês aqui me quebrem ao meio. – Ele desce da mesa – Está avisado.
A noite logo se passa trazendo consigo uma manhã fria de inverno. Todos do palácio continuam em completo silencio desde a noite anterior, eles não sabem como reagir a tamanha notícia. O príncipe por sua vez já está pronto para buscar seu amado e não esconde o fato de estar completamente feliz por isso.
–Quer ajuda para pega-lo? – Finn questiona alisando o pelo da Amora
–Não será preciso, já conheço bem essas matas. – O príncipe sorri para ele ao mesmo tempo que coloca outra cela na égua
–Eu estou muito feliz por você Blaine. – Finn toca em seus ombros – Vem demonstrando ser alguém bem melhor do que eu imaginava.
–Obrigado. – O moreno suspira dando um sorriso – Digamos apenas que sou outro homem desde que... – Ele arregala os olhos
–Desde que? – Finn se segura para não rir
–Desde que... – O príncipe pensa a respeito
–Conheceu o Kurt? – O caçador opina lhe dando um sorriso no canto da boca
–Digamos que ele me mostrou como é viver de verdade.
–Isso eu garanto que ele lhe mostrou. – O mais alto aperta com força seu ombro – Pode me tirar uma dúvida?
–Claro. – Blaine o encara curioso
–Você não ama em hipótese alguma a Rachel, certo?
–Para que quer saber disto?
–Apenas me diga, você gosta dela, sim ou não?
–Para ser sincero, não. – O príncipe consegue retirar um sorriso tímido do caçador – Por que essa pergunta?
–Nada demais. – Finn continua sorrindo – Bom... acho que vou entrar, está um gelo aqui fora.
–Certo. – Blaine sobe na égua
–Boa sorte, e traga o Kurt em segurança. – O caçador fala e o príncipe assente em positivo
Anderson mais uma vez caminha com sua égua por horas e horas e vai em direção a vila. Ao mesmo tempo que Kurt estaria totalmente pronto se não fosse pelo fato de que alguém o está amedrontando.
–Kurt, você ficou louco? Não pode ir ao palácio, eles irão lhe matar. – Elliott diz
–O Blaine me pediu para confiar nele e é exatamente isto que eu estou fazendo. –Kurt rebate nervoso
–Ele apenas lhe falou isso para que fosse! Acha mesmo que um príncipe como o Anderson irá querer proteger um plebeu como você? Ele deve estar de armação com os guardas e você está caindo direitinho! – O pescador assusta cada vez mais o rapaz
–Elliott, por favor, não diga essas coisas. – Kurt começa a suar – Ele não faria algo do tipo. Você mesmo me disse que ele não viria ao meu encontro, e ele veio. Agora Blaine está me prometendo que eu sairei ileso dessa e eu confio nele.
–Pois bem, só não reclame quando for tarde. Eu estarei bem e você estará morto, e vá por mim Kurt essa é a última coisa na qual eu quero que lhe aconteça. – Elliott põe sua mão no ombro dele
–Atrapalho a conversa? – O príncipe aparece se aproximando com a égua
Kurt rapidamente se afasta do pescador e ainda suando encara o príncipe que por sua vez não desvia o olhar de Elliott.
–Quem é você? – Blaine questiona descendo da égua
–Elliott Gilbert. – Ele se aproxima do príncipe – Prazer alteza.
–Não sei se eu deveria responder que o prazer é meu. – Blaine o encara – O que os dois estavam conversando?
–Blaine... – Hummel fala incomodado ao mesmo tempo que encara os dois
–Estávamos falando da vossa senhoria, e no quanto estamos ansiosos para ver o que pretende fazer ao Kurt.
–Eu pretendo salva-lo. E você? O que pretende fazer ao Kurt Hummel?
–Eu pretendo ficar ao lado dele, como um verdadeiro homem ficaria. – Elliott rebate se aproximando dele
–Posso saber o motivo? – Blaine faz o mesmo e só então fica de ponta de pés para igualar a altura
–Ele é o meu amigo, teria outro motivo melhor?
–Vamos parar? – Kurt diz ainda incomodado
–Eu não sabia que o Kurt tinha amigos além do Artie. – Blaine se esforça para ficar nas pontas dos pés
–Está sabendo agora. – Elliot olha para os pés dele – Que constrangedor.
E só então o pescador se afasta do príncipe que por sua vez respira aliviado na descida dos pés.
–Vamos Kurt. – O moreno diz a ele
–Vamos. – Hummel suspira e só então o pescador lhe puxa para um abraço
–Cuidado com ele. – Elliott sussurra em sua orelha
–Será que pode soltar ele? – Blaine quase entra no meio dos dois – Vamos Kurt!
–O que precisar eu estarei aqui. – Gilbert continua sussurrando – Em mim você poderá confiar.
–Kurt! – Blaine quase grita, ele está completamente enciumado pelo homem
E só então apertando mais um pouco o castanho e logo após se afastando, Elliott encara o príncipe mais uma vez, Kurt vai em sua direção e o moreno não lhe recebe com bons olhos.
–Nunca me apresentou ele. – Anderson fala irritado enquanto observa o homem ir embora
–Eu conheci ele após ter fugido da sarjeta. Blaine, o Elliott é apenas um amigo.
–Então é assim que o maldito se chama? – Blaine encara o homem que já está longe
–Será que nós podemos ir? – Kurt diz suspirando exausto – Você precisa confiar mais em mim, eu estou com você.
–Eu só não gosto quando outra pessoa sequer lhe toca, isso me irrita. – Blaine comenta raivoso subindo na égua – E eu não gostei nem um pouco dele.
–Você não gosta dele, da Brittany, eu acho que o problema não são eles. – Kurt lhe olha dando um sorriso, mas o príncipe está realmente com raiva – Blaine, por favor, seja menos ciumento.
–Impossível quando se tem um namorado como você. – O príncipe enfim dá um sorriso
–Espere aí... – Kurt cerra os olhos em sua direção e logo após isso um sorriso atinge seus lábios – Posso saber desde quando somos namorados?
–Desde o exato minuto em que você disse “Sim” – Blaine sorri
–Eu não disse “sim” – Kurt o encara
–Então você não disse “sim”? – O príncipe insiste confuso
–Sim... – Kurt é interrompido antes que termine de falar
–Disse agora. – Blaine cai na gargalhada e o castanho fica confuso pois acabou de ser pego pela primeira vez em sua vida
–Mas... – Kurt continua sem acreditar
–É oficial, nós somos namorados e eu fui ao menos uma vez mais esperto que você. – O moreno dá altas gargalhadas – Claramente usarei isso como chantagem no futuro.
–Você está cada vez mais parecido comigo. – Kurt enfim dá uma risada – Quem diria, meu namorado está ficando esperto.
–Quem diria, meu namorado está ficando cada vez mais bobo por mim. – Blaine estende sua mão para que ele a pegue
–Quem disse? – Kurt sobe na égua
–Eu disse. – Blaine se vira e dá uma bicada em seus lábios – Vamos meu amor, pois o dia será longo.
Os dois iniciam sua caminhada. Horas e horas se passam e entre conversas, sorrisos e encantos os dois acabam se esquecendo o que está por vir ao chegar no palácio. Quando enfim, ambos passam pelo arco que dá pequenas casas dos camponeses percebe-se que várias pessoas já estão ao aguarde dos dois.
Homens, mulheres e crianças observam a chegada do plebeu que de uma forma tímida e culpada tenta não olhar diretamente em seus olhos.
–Erga a cabeça Hummel. – O príncipe sussurra erguendo a sua
Sendo assim com uma respirada profunda o castanho enfim ergue a cabeça e encara cada um que lhe joga um olhar estranho ou indelicado. Kurt não está mais com medo, ele sabe que o seu erro nada mais foi do que um acerto não acertado.
Amora continua levando os dois que aos poucos se aproximam do grande palácio. Pelo desespero Kurt quando foi preso ele não chegou a observar bem como era o local e agora permitindo que os seus olhos verificarem percebe o porquê de tantos desejarem esse lugar.
O palácio é gigante, com suas torres enormes logo na entrada e no meio delas um portal maior ainda de madeira. Pedras de granitos compõe o grandioso lar, guardas e mais e mais guardas ficam a volta de um pequeno lago que possui uma ponte acima ligando a entrada.
–Você está pronto? – O moreno questiona
–Sim. – O castanho responde
Os dois se aproximam mais dos guardas e só então algo chama a atenção de Kurt. Ele olha diretamente para Sebastian, que por sua vez lhe joga um olhar nada convidativo, na verdade ele parece ser alguém doente e isso de algum odo preocupa o plebeu. Smythe continua o encarando e só então retira uma de suas mãos de seu bolso. O castanho arregala os olhos para esse ato, pois o recruta segura uma faca que está sendo apertada e, portanto, está cortando a sua pele.
–Blaine... – Kurt cutuca as costas do príncipe sem conseguir tirar os olhos do recruta
–O que? – Blaine questiona
–Olhe para aquele guarda, ele está apertando uma faca. – Kurt indica para onde Sebastian está, porém o recruta sumiu do local
–Quem? – O príncipe questiona cerrando os olhos na direção
–Ele estava lá agora. – Kurt fica confuso – Mas... mas...
–Você deve estar cansado. – O príncipe enfim para a égua
Os dois descem da Amora e o castanho continua intrigado pelo recruta, mas logo muda isso pois vê de longe se aproximando deles o conselheiro, o chefe dos guardas e o caçador.
–Seja bem-vindo ladrão. – Mike fala se reverenciando
–Não o chame assim. – Blaine rebate
–Como vai Kurt? – Finn questiona sorrindo
–Até agora continuo vivo. – Hummel rebate
–Por pouco tempo, eu garanto. – O conselheiro se intromete
–Isso, nós veremos. – O príncipe retruca
O castanho joga um olhar para o cavalheiro, ele continua em silencio e observa de um modo diferente o plebeu. Sam parece estar com raiva, mas não do Kurt em si e sim do que ele está se tornando para o seu melhor amigo.
–Bom... – Blaine inicia uma caminhada e todos o seguem – Quero agendar o julgamento para daqui alguns dias. Até lá irei escolher um dos melhores aposentos para o Kurt e quero que todos os dias ele tenha o melhor banquete. – Todos menos Finn o olham perplexos pelo pedido. – Está avisado.
–Príncipe? – Jesse aparece juntamente com Kitty – Esse é o tão famoso ladrão da coroa?
–Exato. – Blaine rebate
–Muito prazer, Kurt Hummel. – St. James estende sua mão
–O prazer é meu? – O plebeu responde confuso apertando sua mão
–Já escolheram os aposentos dele? – O mauricinho questiona
–Já pedi que providenciassem. – Blaine responde – Mercedes! – Ele grita
A morena que estava na entrada rapidamente corre na direção dos homens e Kitty, ela joga um olhar alegre para o plebeu que corresponde num mesmo tom.
–Mercedes, quero que você arrume o melhor quarto que esse palácio tem a oferecer para o Kurt. – Anderson fala
–Será um prazer majestade. – A morena sorri para ele
–Temos que organizar a documentação para o julgamento. – Kitty se pronuncia – Quem será o juiz?
–Eu, claro. – Mike diz
–Quem disse? – O príncipe rebate – Eu serei o juiz do julgamento.
–Você não tem esse poder. – O conselheiro rebate nervoso
–Posso não ter esse poder, mas tenho um que pode muito bem lhe tirar do cargo, você não irá querer isso, certo?
Chang fica em silencio e só então dando um sorriso o príncipe continua sua caminhada. Nunca se vira Blaine com tamanho poder nas mãos, é como se ele tivesse adquirido forças e raiva para dar seguimento ao que sua mãe deixou para trás.
–Bom... – O moreno encara todos – Daqui poderemos continuar sozinhos. – E só então ele chama o plebeu com a mão
Kurt encara cada um que está ao seu redor, ao mesmo tempo que Finn tenta desesperadamente não cair na gargalhada. Até que enfim, o plebeu dá um passo se aproximando do seu amado.
–Mercedes, você vem junto. – Anderson fala
A morena também olha para cada um e só então dá um passo na direção dos dois. O trio enfim caminha subindo pelas escadas e em silencio vão na direção dos quartos.
–Onde o senhor irá querer que o plebeu fique? – A morena questiona
Pelo príncipe ele responderia que preferia o Kurt em seu quarto, mas ele guardou isso para si.
–Bom... tem um quarto bastante confortável ao lado de meus aposentos, acho que o plebeu não iria se incomodar de ficar nele.
–Para mim qualquer lugar está de bom tamanho. – Kurt comenta
Eles continuam a caminhar até que por fim chegam ao novo aconchego do plebeu. Mercedes abre a porta e os dois rapazes entram. Os olhos de Kurt se iluminam, ele jamais viu um lugar como esse, o quarto é maior do que o seu chalé e de Artie juntos.
O chão de madeira é revestido por vários tapetes, as cômodas de madeira fina e escura possuem vários jarros com rosas novas e deslumbrantes, um espelho aparentemente feito com as bordas de ouro toma metade da parede e uma janela maior ainda é coberta por uma cortina grossa e pesada nas cores bronze e violeta. Ao redor todas as paredes quadros e mais quadros decoram o local, bem como um pequeno e confortável sofá que aparenta estar lá apenas para ocupar espaço e por fim e não menos importante os olhos do plebeu não poderiam estar mais abertos pela cama.
O móvel ocupa metade do quarto e assim como as cortinas o edredom grosso e comprido que lhe cobre é da cor bronze e violeta, ela possui várias almofadas e uma cortina atrás da sua cabeceira, que por sua vez é comprida e cheia de detalhes aparentemente também feitos de ouro.
–Sei que esse não é o maior e melhor quarto, mas como o senhor pediu ao lado de seus aposentos. – Mercedes comenta
–Ele é bem pequeno mesmo... – Blaine observa o lugar – O que acha Kurt? Irá querer um maior? – O príncipe olha para o castanho que continua surpreso – Kurt? Você está bem?
Hummel está literalmente paralisado com tamanha beleza e riqueza, ele jamais pensou que poderia sequer pisar em um lugar como esse.
–Kurt? – Blaine insiste
–Essa cabeceira é de ouro? – Kurt se aproxima da cama
–Sim, por que? – O príncipe o segue
–E esse edredom é de algodão? – Kurt toca no acolchoado
–O mais puro. – A morena responde
–Blaine, acho que não irei conseguir dormir num lugar como esse. – O plebeu dá uma volta observando tudo – É demais para mim.
–Do que está falando? Esse quarto nem chega a metade do meu, ele é super pequeno. – O príncipe parece confuso – Vamos Kurt, eu lhe disse que teria um momento de rei, por favor, não estrague isso.
O castanho continua observando o lugar ele ainda está chocado com tamanha grandeza.
–Bom... – Mercedes encara os dois um pouco desconfiada – Eu acho que irei preparar o jantar.
–Mercedes! – Blaine corre em sua direção – Quero que faça o melhor jantar que um homem poderia ter, e dedique ele ao Kurt.
–Sim... – Ela continua o olhando confuso ao mesmo tempo que Kurt bate com a palma da mão aberta na testa – Eu vou deixá-los sozinhos... qualquer problema me chame.
A morena sai do quarto ainda um pouco confusa, Blaine corre na direção da porta e rapidamente a tranca por dentro, ao mesmo tempo que Kurt lhe encara.
–Você precisa saber disfarçar mais, está muito na cara que temos algo. – Kurt comenta
–Eu não ligo. – O príncipe se aproxima rapidamente dele – Me diga que gostou do quarto, se não se agradou arranjo outro para você imediatamente.
–Blaine, esse é o quarto mais fantástico que eu já estive. – O plebeu ilumina os olhos observando o aposento
–Ainda bem que você gostou, meu amor. – O príncipe abraça a sua cintura – Tudo que eu fizer para você é pouco.
–Não me diga isso, só me deixa mais bobo por você. – O castanho envolve seus braços no pescoço dele
O príncipe se inclina, juntando seus lábios aos dele. A língua dos dois dançam em perfeita sintonia e seus corpos se esquentam pelo simples tocar de suas mãos, Blaine puxa o corpo do castanho para mais próximo ao seu, juntando suas partes já quase excitadas. Kurt por sua vez arrasta suas mãos até a nuca dele, a apertando com força e deixando escapar um suspiro da boca do seu amado.
–Temos que inaugurar o seu quarto. – O moreno fala entre o beijo e o castanho suspira
Blaine arrasta suas mãos das costas do mais alto até a suas nádegas, as erguendo e apertando um pouco. Kurt respira fundo e revira os olhos, ao mesmo tempo que o mais baixo inicia uma sessão de beijos e caricias em seu pescoço.
–Príncipe? – Sebastian bate na porta do quarto – Por que os aposentos estão trancados?
–Droga! – Blaine sussurra e rapidamente os dois se afastam
Ambos respiram fundo para tentar acalmar suas partes intimas e só então depois de algum tempo o príncipe caminha até a porta, abrindo ela e deixando entrar no quarto o recruta. Os olhos do castanho se arregalam ao ver o homem, ele está literalmente assustado.
–O que você quer Sebastian? – Blaine questiona
–Vim o avisar que a sua futura esposa está a sua espera. – O recruta comenta encarando pelo canto do olho o plebeu
–Diga a ela que estou ocupado. – O moreno rebate
–Se me permite questionar, está ocupado com o que?
–Eu estava tendo uma conversa bastante importando com o Kurt Hummel.
–Garanto que nada é mais importante do que sua futura mulher. – Smythe o encara
–Blaine, vá ver o que ela quer, acho que irei me acomodar aqui. – Kurt diz cruzando os braços e encarando o guarda
–Você tem certeza? – O moreno lhe olha decepcionado por saber que não teriam o seu momento
–Sim, vá ver o que ela deseja.
Quase que resmungando pela boca, o príncipe sai pela porta do quarto deixando o recruta a sós com o plebeu. Sebastian olha fixamente nos olhos do castanho por alguns segundos, como se tentasse arrancar dele algum segredo, no entanto não é bem assim que Kurt lhe olha, pois ele permanece frio enquanto o encara até que enfim, dando as costas o guarda sai pela porta.
Kurt respira fundo e só então dá outra volta 360° no quarto observando cada cantinho dele. O plebeu se aproxima da cama e com o dedo indicador toca de leve no acolchoado e afunda um pouquinho ele, após fazer isso ele preciosa mais uma vez com a palma da mão e só então se senta na cama. O plebeu dá dois pulinhos para testar a firmeza no qual está e isso é completamente diferente do que ele está acostumado.
–Acho que não teremos perigo de a cama quebrar novamente. – O plebeu fala para si mesmo e só então ele se deita.
[...]
–Pensei que não voltaria. – Cooper observa Jesse descer as escadas
–Não sou de desistir do que eu quero. – St. James rebate
–Então você veio enfim se entregar em meus braços? Sem conversas aleatórias feito das últimas vezes que esteve aqui.
–Na verdade, preciso de algumas informações do seu irmão para o casamento. – St. James se aproxima da grade
–Garanto que a informação mais valiosa que terá é aquela que o meu irmão não quer se casar.
–Eu já percebi isso, o seu querido irmão não sabe esconder os sentimentos. – O mauricinho observa o corpo do prisioneiro
–Ele seria o único? –Cooper rebate o olhando
–Garanto que se ele não for o único, você também deve ter esse defeito. – Jesse segura os ferros das grades e deixa seu rosto bem próximo do príncipe
–Vá por mim, eu não tenho defeitos. – Cooper lhe joga uma olhada penetrante
–Será? – Jesse retira de seus bolsos um chaveiro
–Onde conseguiu as chaves? – Cooper se assusta
–Vamos testar se você tem defeitos a partir do momento em que eu abrir a sua cela. – Jesse balança as chaves ao mesmo tempo que leva uma de suas mãos até o rosto do príncipe – Se eu abrir isso, espero que não fuja e me traga problemas.
–Não serei tolo de fazer isso. – Cooper o olha
–Pois bem. – O mauricinho abre os cadeados um por um
–O que faz um conselheiro tão renomado querer entrar em uma cela com um prisioneiro?
–O mesmo que um prisioneiro querer sentir o corpo de um conselheiro. – Jesse rebate abrindo a cela
O príncipe olha para o corpo do conselheiro, ele nunca mais teve sequer a pele de um homem em suas mãos. Cooper engole a saliva a seco ao mesmo tempo que Jesse começa a abrir os botões de seu uniforme.
–E se alguém descer aqui? – Cooper se afasta um pouco
–Não me diga que está com medo? – Jesse dá uma risada se aproximando – Estão todos dormindo, príncipe.
E só então Cooper anda em sua direção e agarra a nuca do conselheiro, o arrastando com força até a parede. O prisioneiro levanta os braços de Jesse, arrastando eles pela parede, ao mesmo tempo que enfim fixando em seus olhos o beija. A língua dos dois se entrelaçam e um suspiro é escapado do príncipe por sentir o gosto dos lábios de um homem mais uma vez.
Jesse abaixa suas mãos e as envolve nas costas do prisioneiro agarrando com força seu corpo e o puxando para mais perto. Seus órgãos já excitados se juntam e suas respirações quentes se misturam. Cooper agarra a nuca do mais baixo, o beijando loucamente, ele arrasta agora seus tatos para o restante dos botões na camiseta, a retirando o mais rápido possível.
St. James por sua vez abre a calça do mais alto e começa a gemer pelas mordidas que o mesmo lhe concede. Anderson arrasta suas unhas no peito de Jesse que se arrepia por completo. E só então com mais e mais beijos, o príncipe vai deitando ele sobre o velho acolchoado.
Ambos retirando parcialmente suas calças e o prisioneiro não quer mais esperar, sendo assim, virando de bruços o conselheiro e agarrando os seus cabelos, Cooper penetra em seu corpo.
O conselheiro geme completamente alto pelo prazer. Cooper continua agarrando sua nuca enquanto aumenta mais a velocidade, um prazer subiu magicamente em seu corpo. O príncipe revira os olhos como jamais fez antes, ele alisa as costas do mais baixo e sente a pele dele se arrastar na sua.
Anderson agarra as mãos do conselheiro, ao mesmo tempo que faz as entocadas com força e velocidade. Jesse geme cada vez mais e respira fundo como se seu ar tivesse sido arrancado dos pulmões. Cooper o vira aos poucos o deixando cara a cara com ele. Sendo assim, o príncipe o beija.
O beijo dos dois vai ganhando intensidade se misturando com o prazer da penetração. Jesse agarra as costas do mais alto e crava suas unhas nela, Cooper geme pelo prazer e St. James morde seus lábios sem ao menos desviar seus olhos dos dele.
E só então com ambas as visões fixadas uma na outra, os dois gozam, sentindo o prazer escorrer por suas peles.
–Não sou de compromissos. – Jesse avisa terminando o beijo
–E quem disse que eu sou? – Cooper rebate
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