Promessas

6 O atelier


Notas iniciais
A gripe está passando o/ Já estou bem melhor! Só não consigo dormir ainda... T_T Boa leitura!

(Foxy)

Havia dois garotos a conversar...Um ruívo vestido com roupas sujas de lama e com o corpo coberto por curativos, e um moreno um tanto gordinho, muito mais arrumado. Os dois estavam sentados na areia da praia, observando o céu noturno...

“Cara, quantas estrelas você acha que tem no céu?” O ruívo perguntou.

“Hum... UM MILHÃO!”

“Que isso! Tem muito mais que isso! Quem sabe... UM ZILHÃO?”

“Zilhão existe?” O moreno ficou confuso.

“Passou a existir!”

“Haha! Aí, você acha que cada estrela é alguém que já morreu?” O gordinho perguntou rindo.

“Sim, minha mãe sempre diz isso...Meu cachorrinho está lá...” O ruívo estendeu uma das mãos aos céus, imaginando poder sentir o pelo de seu pobre cãozinho.

“Seria tão legal virar estrela... Imagine voar por todo o universo!”

“É... Seriamos livres como pássaros...”

Não conseguia mexer meu corpo. Só conseguia assistir os dois meninos a conversar. Isso estava me dando aflição, nervoso e pânico. Eu sabia quem era esses garotos, sabia muito bem onde estava, mas não conseguia recordar totalmente! Era como um filme passando diante dos meus olhos. Aquele lugar era especial para mim e pro ruívo também.

Céus, aquele ruívo sou eu.

A escuridão retornou ao meu olhar como um tsunami, me carregando pelo vazio profundo. Sons estranhos começaram a vir aos meus ouvidos como uma esquizofrenia, e não podiam ser ignorados. Em meio aos cochichos e gritos estridentes, consegui identificar apenas as piores frases. Ou melhor, os piores apelos.

“CORRE!CORRE CARA!”

“MÃE! CADÊ VOCÊ?”

“SEGURE MINHA MÃO! ELE NÃO VAI NOS ENCONTRAR!”

“Eu não quero morrer....”

“SAI DE PERTO DE MIM SEU MONSTRO!!”

“SOCORRO!”

“AI MEU DEUS ELE MORDEU AQUELA CRIANÇA!”

Não me restou escolha a não ser gritar.

...

Minha visão tornou-se embaçada, comecei a acreditar que estava abrindo os olhos. Senti meu corpo sobre uma superfície macia e aconchegante, e escutava apenas vozes turvas, porém baixas. Era uma conversa como outra qualquer.

Mas ainda não conseguia controlar meu próprio corpo.

“Lembra de mim...? Lembra quando você ficou largado no chão assim? Mas em meio ao seus amigos?”

Tentei olhar para os lados, tentei reagir. Ninguém estava olhando para mim, não via nada aparentar conversar comigo. Era uma voz na minha cabeça novamente.

“Pensa que vocês estarão a salvo de mim? Patético. Só me forneceram mais oportunidades”.

Comecei a rosnar, um ser turvo começou a se aproximar de mim, bloqueando a mínima luz que vinha ao meu olhar.

Não... Escuridão de novo não...

Vieram mais dois, meus olhos negros novamente.

“Você é minha propriedade, meu palhaço de circo”

Um rosto famíliar ficou nítido, um demônio a minha frente. O PURPLE GUY ESTAVA NA MINHA FRENTE! SAI DE PERTO DE MIM! SOCORRO! SAI!

...

(Juliet)

Trazer esses 11 animatronics para o atelier foi como saquear uma loja de animais. Pareciamos estar carregando um circo inteiro dentro do caminhão. E eu ainda tive a inocência de pensar que ao chegarmos, todos iriam se acalmar. Haha! Dou risada até agora.

Ajudamos todos a descer e nos deparamos com Foxy desligado, tivemos que carregá-lo no colo e deixá-lo deitado sobre um colchão na sala onde guardamos os robôs. Lá Douglas conserta robôs já prontos e guarda as melhores peças. Do lado de fora é onde tudo começa, então é melhor não fundir as bagunças.

Até agora eu não entendi porque Douglas pediu para mim e para o Erick virmos vestidos com casacos de couro, calça jeans e luvas. Normalmente usamos esse tipo de vestimenta quando precisamos ser bem cautelosos com algum tipo de material cortante. Mas enfim, ele sabe muito bem o que faz.

Quando os animatronics viram o atelier, as luzes de led de seus olhos começaram a piscar. Eu encarei isso como “olhos brilhando”. Não posso negar que o atelier do Douglas se parece muito com as animações de Hayao Miyazaki. Até parece que tudo ganha vida ali. O que mais me impressiona é que você não consegue ficar com medo de jeito nenhum.

Em todos os pontos de luz há um móbile de espelhos. Sempre que bate sol, diversas bolinhas de luminosas giram em torno do salão. Sem contar os móbiles de cristal que formam arco-íris. Esses ficam próximo das grandes janelas do topo. Alguns ficam presos nas árvores dos fundos e vários dentro do bosque, para que caso alguém se perca, sempre consiga ter a chance de voltar(Um pouco de exagero, pois o bosque nem é tão grande assim).

Há vários pontos para chave de corda espalhados pelo atelier, coisa do avô dele. Tem uma que ao dar corda, trilhos saem das paredes e trenzinhos começam andar, saindo de compartimentos secretos. Alguns são caixas de música, alguns podem até fazer chover confete ou o que bem entender(só Deus sabe o que Douglas coloca lá agora). O que eu mais gosto é o balão de luzes, que fica passeando pelo telhado emitindo luzes coloridas como uma discoteca. Ah! E não posso me esquecer daqueles que são para zoar contigo: Jogam água, gritam, soam alarme e dão a lingua. Qualquer criança poderia se divertir ali.

Recomendei que todos os visitantes ficassem no segundo andar no espaço que deixamos para eles. Um cafofo que eu pedi para Douglas montar antes de sairmos para buscá-los. Lá haveria um sofá velho, alguns colchões, lençois, travisseiros, almofadas, alguns brinquedos aleatórios e pedi para amarrar umas duas redes que eu havia deixado lá para caso alguém fosse dormir ali e não tivesse lugar para dormir. Costumavamos chamar muita gente para dormir no atelier quando nós tinhamos uns 16 anos.

Para que tanta coisa fofa? Ah, quem não gosta de um ninho de rato? Vão ficar bem a vontade.

Enfim, ao acomodarmos todo mundo, levamos Mangle e Chica para dentro da sala onde Foxy estava. Enquanto a raposa não acordava, dariamos um jeito nas duas enquanto o sono não nos derrubasse. Eu e Douglas cuidaríamos de Mangle e Erick começaria a retirar a ferrugem e trocar as peças de Chica, QUERENDO OU NÃO. A pobrezinha até disse que não iria fazer nada com ele.

Tive que rascunhar toda a estrutura da parafernalha no quadro, já exemplificando nossas opções. Ela dizia algumas coisas que queria consertar e acrescentavamos junto. Teriamos bastante trabalho nela. Nossa, no mínimo um mês. Umas quatro semanas se fossemos focar somente nela e em mais nada relacionado a nosso trabalho. Ah e só tendo descanso para dormir de madrugada.

Temos que dar atenção a todos, mas eles tem que entender que ainda temos vida.(Um pouco cruel de minha parte, mas fazer o que?).

Como eu soube que Mangle costumava andar pelos telhados, não poderia deixá-la perder essa habilidade. Sugeri dar a ela braços flexíveis, tipo uma mangueira de aço. Ela poderia se contorcer e voltar ao normal facilmente! Poderia até ser a menos “quebrável” do grupo.

A raposa concordou sem hesitar, até Chica gostou da ideia. Mas tinhamos que começar pelo básico. “BÁSICO”. Desmontá-la toda e desentortar as peças que ainda podem ser utilizadas.

Tudo com a permissão dela, é claro.

O mais fácil disso tudo seria por o rosto no lugar. SÓ. Mesmo eu amando robótica, eu tinha uma vontade avassaladora de quebrar Douglas ao meio por me dar um trabalho tão delicado e difícil. Filho da puta.

Pra variar, era ótimo ter uma platéia carismática nos observando pela janela ao lado da porta. Freddy, não importa se você está do nosso lado, você tem uma cara de pedófilo que faz o pedobear fugir de medo. Eu me sinto violada só de você olhar para mim. E ISSO NÃO É BOM.

“Douglas...” Eu cochichei.

“Que foi?”

“Cara, isso aqui não é Discovery channel. Como vamos tirar aquele povo todo dali?”

“AÍ!” Mangle berrou com aquela caixa de voz esquartejada “NÃO QUER-O-O N-N-IINGUÉM ME VENDO N-Ú-UA! VAZA DAÍ!”.

“Mangle, se for assim, você já andava como humano vem ao mundo faz tempo”. Toy Bonnie disse.

“HAHÁ! PROJETO DE PUTA!” Balloon Boy ri.

“Alguém dá um-aa suu-urra ness-e-es dois de-e-eesgraçados para mim?

Toy Chica e Toy Freddy fizeram-lhe o favor. E os outros decidiram não ser os próximos e se retiraram. Apenas Bonnie ficou lá e acenou para a Chica. A coitada só mexeu um dos braços com muita dificuldade, tentando retribuir. Erick ainda estava tentando dar um jeito no bico, o mais fácil de se consertar naquele momento. Ela seria outro trabalho pesado. Aquelas peças não possuíam muita salvação... Ele tentava limpar primeiro com produtos caseiros e só utilizaria os químicos caso estivesse sem opção.

Ele passa a mão sobre seu cabelo afro e suspira.

“Gente eu não sei se ela vai gostar do que eu vou perguntar...”

“Porque?” Douglas perguntou.

“Ah... É que as peças da Chica estão muito danificadas, e as que dá para salvar estão muito enferrujadas...”

“Isso está óbvio, cassete! Diz logo!” Eu respondi com raiva.

“Chica você se importaria em ficar 24 horas só com a cabeça?”

“OI?” Chica disse desesperada.

“NÃO, NÃO! CALMA!” Erick entrou em pânico ao pensar que Bonnie poderia arrombar aquela porta mesmo sabendo que estava aberta “EU NÃO QUERO USAR PRODUTOS QUÍMICOS EM VOCÊ E NÃO POSSO TE MERGULHAR LIGADA EM LÍQUIDO! Preciso desmontar todo seu corpo e deixar as peças de molho, separar fios e placas, trocar tudo! Mas você vai ficar cabeça e mais nada! Mas só por 24 horas! Eu prometo que você vai sair disso correndo! E SEU AMIGO NÃO PRECISA AMEAÇAR ARRANCAR MINHAS CALÇAS PELA CABEÇA!”.

“Mas Bonnie não está dizendo nada...”

“AQUELE OLHAR NÃO ME ENGANA!”

Bonnie gesticulou demonstrando desentendimento, afinal não estava ameaçando ninguém.

“Tudo bem...” Chica ainda estava um pouco incerta de sua escolha “Pode me desmontar...”

“Chica, não se preocupe. Eles vão nos consertar.” Mangle tentou lhe consolar.

Se pudesse, a galinha daria um sorriso.

...

Fiz uma lista de tudo que nós precisavamos para o corpo novo da Mangle. Precisariamos encomendar certas peças sobre medida com nosso fornecedor, tais como: Torax, pernas, joelhos... Tudo incolor, pois eu iria pintar. Aquela cara de Ronald Mc Donald que ela tem estava me irritando assim como sua caixa de voz.

As peças eletrônicas eu compraria em um shopping de informática que tem no centro da cidade, há algumas lojas especializadas em robótica. Eu conheço os donos, então ganho um desconto. O restante eu compro em loja de ferramentas, ou negocio em alguma mecânica. Não me canso em usar peça de carro em alguns robôs que eu faço.

A Chica seria bem mais fácil. Encomendaria mãos pré pintadas e compraria as peças que não tinham salvação junto com as da Mangle.

Comecei a ajudar Erick a desmontar Chica enquanto Douglas desentortava as peças da parafernalha. A raposa sempre se perguntava sobre seu companheiro. A galinha quase não disse nada, pois o fato de ter que ficar um dia inteiro parecendo um tokomon é foda. Isso se nós a desmontarmos em poucos minutos. Já estava ficando com sono.

“Vai dormir aqui, Erick?”

“TÁ MALUCO? PRECISO BOTAR ESSE CAMINHÃO NO QUINTAL OU MEU PAI ARRANCA MINHA COLUNA!”

“Mas seus pais não voltam agora...”

“IDAÍ? IMPREVISTOS ACONTECEM!”

“Deixem ele, esse aí já deve ter cagado uma casa inteira nessa calça. Um tijolo é pouco” Mangle disse irônica.

Erick ficou puto, mas eu e Douglas concordamos com ela.

Mas assim que começamos a desparafusar o torax dela, aquele imprestável se lembrou de algo meio indelicado.

“AÍ! PERA! DESPARAFUSA NÃO!”

“Porque homem?” Eu perguntei irritada.

“Uh...Erm... E aquela história de que o corpo de cada criança está dentro de cada boneco...?”

Eu dei um tapa na cabeça dele. “Isso foi a 27 anos atrás, ou mais! Pare de comentar esse tipo de merda! Pode abrir! Chica não disse nada!”

“Se eu estivesse incomodada com isso, eu teria dito...” Chica estava com um tom de voz tão baixo e tímido, era a pura demonstração do medo que estava sentindo.

“Chica, relaxa! Vamos dar um jeito em você! Não confia na gente?” Douglas diz rindo. Seu sorriso realmente deixa qualquer um alegre.

“Confio...”

“Cara, temos que desligar a Chica para poder retirar as peças internas!” Eu disse.

“Eles podem ser desligados?!”Erick disse surpreso.

“Poder, pode. Seria uma espécie de dormir” Chica respondeu “Aperta o botão em minha nuca, dormirei mais rápido. Vou fazer de tudo para não acordar enquanto vocês mexem em mim”.

“Beleza, mas vou pegar mais um par de luvas de borracha, só por precaução” Eu disse e fui pegar dois pares numa cômoda perto de Foxy. Um para mim e outro para o cagão.

Mas Foxy começou a dar sinais de vida.

“Douglas, Foxy está se mexendo”.

“Deixe-me ver” Douglas se aproximou e se ajoelhou ao lado da raposa “Seu sistema está reiniciando” Ele estende a mão e estica um pouco o tecido rasgado sobre o talho em seu peito, para ver se havia algo errado em seu sistema enquanto ele liga.

Foxy mordeu o braço dele com tanta força que até as molas de sua mandíbula estalaram.

“CARALHO!” Douglas gritou, mas logo se controlou. Erick gritou feito uma garotinha e eu me aproximei dele para tentar abrir a boca da raposa “NINGUÉM SE APROXIMA! ESTÁ TUDO BEM! FOI SÓ O SUSTO!” Ele disse.

“FOXY SOLTA ELE!” Mangle gritou.

“FOXY!” Chica fez o mesmo, logo vi todos os fofoqueiros amontoados em frente a janela de novo.

“Ai, de novo não...” Ouvi Freddy dizer.

“Foxy...” Douglas disse baixo “Foxy, olha pra mim. Foxy, não estou fazendo nada contigo”.

Foxy abriu a boca devagar e logo começou choramingar.

“Não...Não... De novo não! DESCULPE! NÃO QUERIA FAZER ISSO! DESCULPE!”

“Calma... Não foi nada. Couro você não rasga” Ele olha para o braço e vê que faltava pouco para cortá-lo “Ou...Quase não rasga”.

“DESCULPE, DOUGLAS! NÃO FOI MINHA CULPA! EU NÃO VI VOCÊ! EU VI UM MONSTRO!”

“Ah que isso, ele nem é tão feio assim” Erick diz rindo.

“Aí, Erick! Se ficar de piadinha, eu coloco você para tirar a ferrugem do Freddy!” Douglas respondeu furioso.

“AH VOCÊS PODEM ME ZOAR, MAS EU NÃO POSSO ZOAR VOCÊS?”

“Tudo tem hora, e essa não é uma boa hora” Douglas ajudou Foxy a se levantar.

“O que vocês estão fazendo com elas?” A raposa disse desesperado.

“Estamos consertando-as. Não se preocupe. Irão sair daqui novas em folha” Eu disse confiante.

“Vou levá-lo lá para cima, melhor deixar o capitão se recuperar do apagão. Espero que eles não se tornem frequentes!” Douglas disse rindo.

“É... Também espero...” Foxy abaixou as orelhas ao falar. Com certeza havia algo muito errado nesse apagão.

...

(Freddy)

Como se não bastasse, Foxy estava dando trabalho. Douglas o carregou até o segundo andar junto com Bonnie e Toy Chica. Fiquei observando os três se aproximando, mas nem ousei me levantar do sofá. Fazia tanto tempo que eu não me debruçava sobre alguma superfície macia. Ali eu poderia ficar o tempo que eu bem entender.

“Aí, Garfield! Deixa o Foxy deitar aí!” Toy Chica disse.

Ou até aquele imprestável me tirar dali.

“Coloca ele na rede. Se eu deitar na rede eu teletransporto para o primeiro andar num passe de mágica”.

“Ahn?” Douglas não entendeu.

“Ele quis dizer que vai acabar arrancando um pedaço do teto, que vai arrebentar o chão e levar essa rolha de poço e os entulhos tudo lá para baixo” Foxy esboçou uma risada “Não dá para pendurar o Moby Dick”.

Imaginei que o rapaz não queria briga, então nem tentou discutir, como Bonnie oferecera ajuda para carregá-lo(E Toy chica só estava lá fingindo fazer alguma coisa), não seria tão difícil deixá-lo deitado.

“Foxy, porque você desligou daquele jeito?” Toy chica perguntou.

“Eu não sei. Me senti cansado, logo apaguei. Deve ter sido a porrada que você me deu.”

“Concordo com ele” Eu disse só para irritar aquele projeto de puta.

“É, espero que tenha sido isso”.

Douglas bocejou e sacudiu a cabeça, tentando retirar o sono.

“Vou mandar Erick levar o caminhão para a casa dele e pedir para a Juliet ir dormir. Amanhã nós continuamos”.

Marionette estava sentado numa das vigas do telhado e logo saltou em cima dos colchões.

“Vão dormir e nos deixar sozinhos?”

“Sim... Qual o problema? Eu preciso dormir. Quero resolver o problema da Mangle e da Chica o mais rápido possível. Não quero fazer besteira”.

“E nem deve. Estarei te observando garoto. O primeiro escorregão que você der será o último”.

“Não se preocupe Marionette. Eu sei que vocês irão se sentir bem a vontade aqui. Tipo o Freddy! Olha como ele está largado no sofá!”

Marionette vira os olhos e balança a cabeça negativamente. “Assim espero”.

“Reúna todos aqui em cima, é melhor todos vocês descansarem também. Hoje quando acordarmos, mostrarei tudo lá fora. Ficarão soltos”.

“Soltos?” Eu levantei a cabeça, surpreso.

“Não há ninguém a quilômetros de distância. Vão ficar tranquílos lá atrás”.

O rapaz se retirou e todos ficaram em silêncio.

“Não falei?” Foxy disse rindo.

“Sim, mas descobriremos se essa liberdade é boa quando os dois acordarem” Marionette se direcionou ao parapeito da varanda, chamando todos que estavam lá em baixo sem ter o que fazer.

Todos os meus colegas se expalharam nos colchões e almofadas, fingindo poderem dormir. Assim como eu, todos sentiam falta de um pouco de conforto. Antes dos dois jovens dormirem, Douglas desceu com dois travisseiros lá para a sala dos robôs, dizendo que eram para as duas necessitadas.

Acho bem interessante o cuidado que ele tem com seres macabros como nós. Quando Foxy disse que ele acreditava que nós estavamos vivos, não pensei que fosse tão alarmante assim.

Antes eu estava com vontade de matar os dois junto com Marionette e Golden Freddy... Mas acho que seria um desperdício.

Veremos o que o futuro irá nos entregar.

Notas finais
Será que o atelier era tudo o que eles queriam? Aí, posso desenhar o Douglas, a Juliet e o Erick e postar como capa deste capítulo! É só me dizerem se querem ou não.