Promessa de Sangue
1 Prólogo
Notas iniciais
Eu estava cansada. Meus pés mal sentiam o chão e eu já estava a ponto de desabar quando avistei os portões do QG. Minha esperança se renovou um pouco a partir disso, mas a dor a extinguiu quando voltei a me mover, tentando andar mais rápido para chegar aos portões, a flecha de ferro na minha perna abrindo mais a ferida à medida que eu andava. A dor era lancinante, mas eu não podia parar. Não agora.
Faltava subir a colina, e eu não sabia se conseguiria. Tentei. Fui devagar quase parando, para não correr o risco de cair e sair rolando morro abaixo. Os guardas do portão já podiam me ver a essa altura e provavelmente me atacariam de novo, mas era um risco que eu precisava correr. E, afinal, eu já estava quase morrendo mesmo. Não faria diferença.
Mas eles não me atacaram.
Agradeci mentalmente a qualquer um que podia ler meus pensamentos naquela hora, e quando os portões abriram não saíram soldados armados e sim Ewalein, uma das enfermeiras de Eel. Graças ao bom Merlin, pensei. Eu estava salva.
Atrás de Ewalein mais duas pessoas saíram, mas não as reconheci. Assim que percebi já estava no chão, olhando para o rastro de sangue que eu fizera na minha longa caminhada até o QG. Pelo menos eu havia conseguido chegar, mas se não tirassem logo aquela flecha de mim, não adiantaria nada. Eu estaria morta. E eu já não me importava em morrer contanto que aquela dor parasse.
Logo tudo a minha volta começou a girar, a escurecer. Eu estava apagando. Ouvi Ewalein gritando para seus companheiros para se apressarem, e depois disso não ouvi nem vi mais nada. Só me deixei levar pela sensação do vazio, a dormência do meu corpo me consumindo.
Eu não morri. Isso é óbvio porque estou escrevendo essa história. Aliás, foi depois que acordei que toda a história realmente aconteceu. E eu vou conta-la. Vou contar como começou a Promessa de Sangue.
Fale com o autor