Projeto Hoshi
5 Capítulo 5
Mais um cap! Como sempre, leiam as notas de fim de capítulo (:
Boa leitura!
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20 de fevereiro — 20:58 no HST (Hoshi Standart Time)
Bee esfregou com força o balcão de bebidas da ante-sala, onde estava trabalhando como garçonete, bartender e faz-tudo de modo geral. Tinha calafrios só de pensar em como estaria cansada no dia seguinte, mas não podia se queixar; ela mesma havia escolhido aquilo. Afinal, a lista que o RH havia passado para todos os setores de limpeza, organização e alimentação pedia explicitamente por voluntários, afirmando que a festa \"continuava a ser aberta para todos, portanto, os funcionários desse setor não seriam sumariamente obrigados a participar\".
Mas é claro que a quantia que eles ofereciam por hora de serviço faria qualquer um se \"voluntariar\".
Inclusive ela e Koz — afinal, os dois gostavam de trabalhar em conjunto, e se estavam sempre juntos, juntos iriam se voluntariar também. Haviam passado na sede do RH na data anterior, para pegar os uniformes: blusas sociais com gravatas-borboleta, um colete preto, avental igualmente preto, saia preta para as mulheres e calça preta para os homens, sapato social, meia-calça para as moças. Era meio ridículo, mas Bee não podia deixar de sentir uma certa expectativa. Iriam trabalhar juntos a noite inteira, e não seria como no refeitório: as pessoas estariam bem arrumadas, a atmosfera seria agitada, colorida e bonita, com luzes e música tocando... E — sentiu o rosto corar de leve — teria Koz só para si.
Agora, sentia-se estúpida ao pensar em como vestira o elegante uniforme com satisfação, em como penteara os cabelos com cuidado, escolhera delicadamente que perfume usar, como arrumara a gravata até esta estar milimetricamente ajustada na gola (impecável) da blusa social.
Era realmente ridículo.
Bastou ele ver a loirosa aguada, que, por sinal, havia vindo acompanhada de outro cara — era incrível como nem isso abria os olhos dele — e imediatamente providenciou a alteração do seu horário de folga para poder \"acompanhá-la\". Ainda por cima, havia tido a descaração de inventar alguma desculpa ridícula para fazê-la trocar a companhia do rapaz com que ela viera pela dele... E havia conseguido. Era absurdo. Ele agora teria quarenta minutos inteiros para zanzar com aquela metida.
Bee decidiu tornar a descontar a raiva e a frustração no balcão que estava limpando. Passou o pano com força, decidida a fazer aquilo brilhar, não, cintilar como prata, e imaginando os rostos de Xabéu e de Koz onde esfregava.
Limpou diligentemente, com sabão e lágrimas.
20 de fevereiro — 21:10 no HST (Hoshi Standart Time)
Will percorria freneticamente todos os corredores de acesso ao Anfiteatro a partir do Setor 3, montado em seu Leviathan, uma pequena moto magnética flutuante, de arma em punho e com o sonar do seu PDA disparando. Estava tentando localizar o elemento invasor por ultra-som. Tina havia ido checar os sistemas de segurança, levando Peter consigo, e Rolo estava revistando a ala de ligação com o Setor 4.
Tinha que achá-la. Precisava achá-la. Não sabia o que seria dele sem Fifi; nunca iria se perdoar se deixasse algo de ruim acontecer à menina. Já naquele momento, se amaldiçoava de todas as formas possíveis por ter desviado sua atenção dela, mesmo que momentaneamente. Não precisaria ter ido dar atenção ao colega. Podia ter levado ela junto; não se importava com as perguntas embaraçosas. Podia ter pedido a ele que se juntasse ao grupo que ele estava acompanhando... Eram várias as possibilidades. Will sabia que não ajudava ficar ponderando sobre o que poderia ter acontecido, mas não conseguia evitar. A culpa o estava consumindo totalmente.
Tentou se desviar daquele rumo de pensamentos. Tinha que ser positivo. De acordo com o que Tina havia dito, o elemento havia partido a pé, e ele estava usando o Leviathan. Iria alcançá-lo, mais cedo ou mais tarde.
Era tudo uma questão de tempo... E, infelizmente, de sorte.
Will suou frio. Não queria pensar no pior. Não podia pensar no pior...
De repente, um pequeno \'bip\' se fez ouvir em seu PDA. Ele suspirou, expulsando todo o ar de seus pulmões. Sentia que ia chorar de alívio.
Ele a havia encontrado.
Fifi agora estava positivamente cansada. Já estava andando fazia algum tempo, aparentemente em círculos; a moça que a estava raptando não parecia conhecer a planta do Cruzador muito bem.
— Quero parar pra descansar — miou, fazendo manha.
— Ssssh, querida. Quanto mais rápido andarmos, mais rápido sairemos daqui.
— E quem disse que eu quero sair? Quero vortar, já disse! — resmungou, fazendo biquinho.
— Fifi... Te asseguro, tudo que eu estou fazendo é pelo seu bem. Nós precisamos sair daqui antes que--
— ALTO! Solte a criança e erga as mãos!
Fifi quase gritou de prazer. Era o ursão, seu ursão, que tinha vindo buscá-la, estava montado na Leviathan e apontando alguma coisa que parecia uma arma para a estranha que, ao vê-lo, começou a correr ainda mais depressa, literalmente arrastando a pequena atrás dela.
— Pára! Pára! Tá doendo! — o pulso, por onde estava sendo puxada, estava doendo muito com o forte aperto da raptora. Fifi gritou de dor.
— Erga as mãos e solte a criança, JÁ DISSE!
Um tiro de alerta foi disparado e atingiu a parede, a pouca distância de onde estava a encapuzada. Ela parou, tensa, parecendo analizar se o homem estava realmente agindo sério ou apenas blefando. Fifi cerrou os punhos em espectativa.
A invasora enfim soltou seu pulso e ergueu as mãos.
— Ótimo — soou a voz profunda e séria de Will — Não se mova. Você está na minha mira e eu não tenho medo nem pudor de atirar. Eu irei descer da moto e te algemar agora. — ele pousou o Leviathan e começou a fazer o que dizia — Fifi, afaste-se dela e corra para cá. Agora você, minha cara intrusa, irá lentamente baixar os braços e baixar o capuz. Outros funcionários do Cruzador estarão aqui em breve e te levaremos até as autoridades competentes...
Will sentiu Fifi agarrar-se ao seu casaco, ao mandá-la vir para perto dele. A meliante estava baixando o capuz conforme ele exigiu também. Estava satisfeito consigo mesmo por ter recobrado a sua pequena; ele falava com firmeza, mas enquanto sua algoz revelava seu rosto, a voz do capitão foi morrendo em sua garganta.
Era linda. Sua pele pálida refulgia sob a luz artificial que iluminava o corredor e também sob as estrelas, que pontilhavam o céu e eram visíveis através da grande clarabóia no teto. Seus longos cabelos cascatearam, ondulados, sobre seus ombros; eram azuis como o céu da Terra... e, agora, como o céu de Marte também. Em seus olhos violetas brilhavam raiva e mágoa, numa mistura assustadora. Na verdade, a mulher não era apenas assustadoramente bela, como também guardava assustadoras semelhanças com Fifi. Will perguntou-se o que aquilo significava
— Não pode fazer isso — retorquiu a acusada, com a voz pulsando de dor — Você não tem direito.
Ele ignorou o que ela havia dito e lutou para controlar-se, aproximando-se com as algemas em punho.
— Em nome do Controle Central do Cruzador Hoshi, eu, Capitão nº 0094873, delcaro que a senhorita está detida sob acusação de rapto de menor. Tudo que a senhorita disser a partir de agora pode e deverá ser usado contra você em julgamento...
A moça perdeu a paciência; as lágrimas escorriam livremente pelo seu rosto retorcido de raiva e ela pôs-se a gritar.
— Não pode fazer isso comigo! Não pode me separar da minha irmã!
20 de fevereiro — 21:03 no HST (Hoshi Standart Time)
Felipe observou, apreensivo, enquanto Bianca checava os batimentos cardíacos do garoto, ajoelhada ao lado dele
— Felipe! Procura a identificação provisória dele, AGORA!
Ele prontamente obedeceu, ajoelhando-se ao lado dela e procurando no bolso da camisa, enquanto sua supervisora continuava a prestar os primeiros socorros. Sentiu um pequeno quadrado plástico, do tamanho de um cartão de crédito, e puxou-o rapidamente.
— Achei, chefa! TTK Brodza, 16 anos, chegou à Hoshi a bordo do voo 376 de 13 de Fevereiro, começará os estudos na 2ª gradação da Academia amanhã.
— Muito bem. — ela se pôs de pé, segurando um dos braços do garoto por sobre seus ombros, mas incapaz de suportar todo o peso — Me ajude aqui, temos que levá-lo à Enfermaria.
Depois de uma tortuosa e acidentada caminhada até a Enfermaria, um complexo que se assemelhava vagamente com uma emergência de hospital e que estava localizada no andar abaixo, Felipe sentou-se ao lado de Bianca, esperando o diagnóstico. Bianca soltou um profundo suspiro.
A enfermeira que estava dando plantão apareceu repentinamente à porta da recepção.
— Senhorita, senhor, já finalizamos todos os procedimentos. É incrível, mas aparentemente o paciente manteve-se semi-consciente o tempo todo. É como se ele tivesse medo de perder a consciência. O médico diz que deve ser algum transtorno psicológico; disse que ele estará em observação por um tempo, mas que espera que o RH o contate para que o tratamento correto seja discutido.
Bianca suspirou mais uma vez, massageou lentamente as têmporas e dirigiu-se a ele, num tom de voz que indicava que a moça estava absolutamente exausta.
— Felipe, por favor, volte logo pra lá. Vou resolver essa situação e quero que você e Helvinho fiquem responsáveis por tudo. Trabalhamos demais nesse evento. Não podemos deixar que mais nada dê errado.
Agora, percorrendo o caminho de volta ao local da festa, ele não pôde deixar de sentir um pouco de pena da sua supervisora.
21 de fevereiro — 06:38 no HST (Hoshi Standart Time)
Helvinho suspirou pesadamente ao dirigir-se ao corredor que levava do saguão principal para a sua sala. Estava exausto. Ao contrário dos seus queridos colegas, ele estava na festa do dia anterior a trabalho e foi forçado a ficar acordado até umas três da manhã, horário em que o Auditório e a Ante-Sala estava vazios e completamente limpos, inspecionados e prontos para serem trancados. Tudo que ele queria no momento era voltar pra sua cama quentinha, mas sabia que os estágios eram oferecidos apenas para os melhores alunos e, honestamente, não queria parar de trabalhar no RH. Gostava do que fazia mas, mais do que tudo, sabia que estágios abriam várias portas em Hoshi. Helvinho podia parecer despreocupado, mas tinha muita consciência do que queria para o seu futuro... essa era uma chance que ele não podia desperdiçar.
De repente, veio o turbilhão.
— HEEEELVIN! — Emily gritou, muito alto, pulando em suas costas — Que SAUDADEEEES! Você tava sempre tão ocupado nas férias, eu queria te veeeer! — ela choramingou.
— Emily! — ele murmurou, se controlando para não ser mal-educado com a amiga — Por favor, por favor, fala baixo, cara. Eu fui dormir três da manhã trabalhando, tô quebrado e morrendo de dor de cabeça, pô.
— Mas que coisa, Helvin! — ela continuou a tagarelar, ainda gritando — Você já tomou um analgésico? Tem que ir na Enfermatia do Setor ver isso! Dor de cabeça pode ser uma coisa muito séria, sabia? Se quiser, eu...
— E-MI-LY. — ele estava realmente perdendo a paciência — Por favor, PÁRA DE...
Uma turba de adolescentes alterados começou a gritar naquele exato momento, tornando o pedido virtualmente inútil. Helvinho meneou a cabeça pesadamente e ele e Emily viraram-se para ver a origem do tumulto.
Era Kelsi, que havia acabado de entrar no grande saguão e foi rodeada por uma multidão de alunos. Felipe, que havia chegado com ela, dirigiu-se para onde os amigos estavam, fugindo da confusão. Embora ele tivesse ficado acordado tanto tempo quanto Helvinho na noite anterior, estava espantosamente bem disposto.
— Fala, galera!
— E aí, cara — Helvinho acenou, cansado, para ele.
— Oiê, Lippy! Que furdunço é esse aí na porta?
— É a Kelsi, oras! Depois do show que ela deu, literalmente, ontem, vocês acham que eles iam deixar barato? Ela é a nova estrela desse lugar.
Os três contemplaram a turba, que rodeava a menina, todos querendo cumprimentá-la.
Kelsi não podia acreditar. Aquilo realmente estava acontecendo? Praticamente todos os estudantes da Academia a estavam cercando, todos tentando falar com ela ao mesmo tempo. Parecia até uma celebridade...
O pensamento a assustou. De um modo ou de outro, não esperava fazer sucesso tão rápido; perguntou-se se era realmente tudo por causa de sua música ou se era apenas o culto aos \"famosos\". Embora ela sequer se considerasse famosa. Só havia feito um show grande até o momento, afinal.
— E aí, gatinha? Arrasou ontem!
Quase desmaiou; era um dos meninos mais bonitos da 3ª gradação, falando com ela — com ela! Ele piscou e acenou.
— Te espero no refeitório do colégio na hora do almoço, tá? Quero muito te conhecer melhor, gatinha.
Sorriu e acenou de volta; mais pessoas a chamaram para almoçar ao ouvir aquilo.
Ser uma estrela não era tão ruim afinal.
21 de fevereiro — 06: 56 no HST (Hoshi Standart Time)
Rosalie sorriu, satisfeita. Era mais um ano de escola, menos um ano para sua formatura. Um avanço na sua carreira profissional, um passo a mais em direção à estabilidade na Hoshi.
Estava sem dúvidas muito orgulhosa de si mesma. Havia sido admitida para a 2ª gradação, pulando uma série! E a sua alegria era ainda maior, afinal, iria estudar com Jasper pela primeira vez. Estar na mesma classe do seu amor, mesmo ele sendo um ano mais velho, era realmente um sonho que se realizava.
Abriu a porta da sala de aula, cujo mini visor de plasma lia \"2ª gradação — Turma ß\". Correu os olhos pela sala grande, onde a maioria das mesas brancas de fórmica com cadeiras acolchoadas já estava ocupada. Sorriu abertamente ao ver que Jasper já estava lá e seu sorriso aumentou ao constatar que ele havia guardado um lugar para ela.
— Bom dia, amor — ele falou, no seu costumeiro jeito tranquilo.
— Bom dia! — ela segurou a mão dele e beijou-o na bochecha — Está esperando a muito tempo, Jay?
— Não, cheguei agora a pouco... Olha, o professor chegou.
Um homem de semblante sério adentrou o aposento, rumando diretamente para a mesa semi-circular que havia em um pequeno desnível do chão, como um pequeno palco, em frente à parede onde ficava a lousa. O burburinho morria a medida que ele ia passando pelas carteiras, com os estudantes se acomodando e parando de conversar. Depositou as coisas na mesa, tirou um piloto do bolso e anotou na lousa branca, em letra fina e bonita, \"Pedro Paulo — Matemática\".
— Bom dia, turma. Sou o Prof. Pedro Paulo e ensinarei Matemática para vocês esse ano. Espero que tenham o bom senso de não fazer bagunça, em especial na minha aula. Gostaria que todos vocês tivessem consciência que não são mais estudantes de primário e que estão aqui em processo de aprendizagem e adaptação para no futuro se tornarem moradores do nosso amado Cruzador permanentemente. Portanto, dediquem-se. Queria também alertar para o fato de que estão aqui sem seus pais e portanto ualquer falta em relação à disciplina acarretará problemas sérios.
Ele tomou fôlego e fez uma pausa para descansar a voz. Nenhum dos alunos se atreveu a falar; Rosalie sentiu o coração acelerar de medo.
— Farei uma breve chamada agora; gostaria apenas que levantassem a mão. Todos que não tiverem justificativa plausível para não estar presente na sala, como o colega TTK, que está hospitalizado, levará falta. — acomodou-se na cadeira da mesa do professor e puxou a pasta com a lista de chamada da maleta — Cascão. Cebola. Dan. Emily. Jasper. Júlio. Kelsi. Maxxy. Monica. Mônica Sousa. Magali. Rosalie. TTK. Todos menos TTK aqui? Muito bem. Daremos início à aula.
21 de fevereiro — 08:20 no HST (Hoshi Standart Time)
— Agora quero que escutem com atenção. Este será, provavelmente, o projeto definitivo, o mais importante de suas vidas.
Alfredo endireitou-se na cadeira, todo ouvidos. Se este era o projeto mais importante de sua vida, daria tudo o que pudesse para fazê-lo ter êxito. Havia acabado de chegar na Hoshi, mas pensava grande.
Sempre havia sido ambicioso. Almejava o topo de tudo o que fazia. E se havia sido contratado para trabalhar no RH, tudo o que ele queria era ser o melhor. Não apenas isso. Alfredo seria o melhor dos melhores; iria ser chefe e iria também mudar a imagem do RH. Estava convicto que, se o RH tinha a má fama que tinha pelos corredores da Hoshi, a culpa sem dúvidas deveria ser dos funcionários. Espiou de canto de olho, desconfiado, a jovem mulher sentada ao seu lado. Ela parecia absolutamente pregada em cada palavra de Madame Dumont, ouvindo com atenção e reverência, como se a chefa fosse uma rainha.
Teria que tomar cuidado com a tal Bianca. Puxa-sacos eram perigosos.
Madame Dumont tornou a falar.
— Espero que compreendam a magnitude da... atividade que designarei a vocês. Ela envolve, como poderão em breve confirmar, muitos interesses. Interesses de pessoas importantes da Terra. — ela puxou da gaveta da escrivaninha um envelope e tirou de dentro uma carta. Estendeu a carta por sobre a mesa para que ambos pudessem lê-la. Alfredo pôde reconhecer o selo oficial de vários países; havia um carimbo muito grande de \"Confidencial\" no topo da folha de papel.
— A carta veio da Terra. É uma coligação intra-oficial de países investidores. Eles levantaram alguns pontos relevantes no que diz respeito ao modo como a nossa nave vem sido gestada, em geral coisas referentes ao contato do Cruzador com o planeta Terra. Eles não estão muito felizes. Falaram que desejam mudanças no modo como a nave é mantida. Disseram que mudanças precisam ser feitas no comando da nave. Vou ser bem direta: preciso que vocês dois encontrem motivos plausíveis para afastarmos o Comandante Astronauta. Como ele é muito popular, tanto aqui quanto na Terra, não podemos simplesmente destituí-lo do cargo. Isso comprometeria a estabilidade social da nave. Portanto, cabe a vocês encontrarem fundamentações para a nossa ação. Isso é tudo. Espero respostas positivas. Podem se retirar.
Bianca saiu da sala com o cérebro a mil. Não queria contar com o colega. Achava muito estranha a maneira como ele se portava; de mais a mais, se trabalhasse sozinha, poderia receber mais créditos.
Tudo o que ela queria era chegar ao topo. Chegar ao topo, acumular dinheiro e voltar à Terra. Esse era o seu sonho. E essa era a oportunidade perfeita para realizá-lo.
Ela já sabia o que fazer.
E tinha uma vantagem que Alfredo não tinha.
Fim do Capítulo 5
Notas finais
Espero ter esclarecido algumas coisas nesse cap! No próximo, mais um pouco da escola será mostrado. Mas e agora? Como Bianca e Will vão sair das situações em que se meteram?
Para quem ainda não teve o personagem inserido ou citado... Paciência! Juro que estou fazendo o melhor que posso...
Beijos a todos e, se possível, comeeeenteeem! =**
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