Procura-se Um Marido
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Agora eu entendia porque Rebekah não se envolvia completamente e com sentimentos, simplesmente para evitar isso ai. Ela tinha o seu coração partido todo esse tempo por Stefan e esse arrependimento guardado porque ela sabia que poderia acabar assim. Mas Stefan também poderia ser capaz de entender o lado dela afinal, ninguém se casa no colegial e da certo, isso é coisa de televisão. Ela deveria estão tão decepcionada.
Olhei para a mesinha no hall e ia pegar as chaves do meu carro mas já percebi que elas não estavam ali, Rebekah as pegou. Corri para fora e vi os faróis do meu carro acesso e corri na direção dele gritando para Rebekah parar, entrei no carro me sentando no banco do passageiro e olhei para Rebekah. Ela olhava fixamente para a frente e apertava as mãos no volante com força.
― Bekah, eu sei que isso é uma situação super delicada mas só para constar esse carro custa mais de um milhão e não existem muito deles fabricados, então se você puder... Ai meu Deus! ― Eu gritei quando ela deu ré bruscamente e saiu cantando pneu pela rua.
Eu bati a cabeça com tudo no banco sendo jogada para trás com a velocidade com que ela saiu. Olhei para o velocímetro e notei que ela já estava a 100 km/h.
― Rebekah! ― Gritei ― Estamos na rua e não numa pista de corrida, eu não quero morrer ainda! ― Enquanto ela acelerava cada vez mais eu lutava para colocar o cinto.
― Como eu pude ser tão estúpida? Achar que depois de todo esse tempo eu ainda teria alguma chance ou que ele iria sentir alguma coisa por mim, só eu mesma para ser idiota desse jeito... ― Ela disse mordendo o seu lábio inferior e batendo no volante do carro com força.
― Bekah... ― A chamei pelo apelido que só nós os mais próximos dela a chamavam. ― Bekah, para o carro.
Ela então foi diminuindo a velocidade até o carro parar no meio da rua, por sorte não era uma rua movimentada. Soltei meu cinto e me aproximei dela a abraçando forte.
― Tá tudo bem, ele é só um idiota mal resolvido. ― Falei acariciando o cabelo dela. ― E o sexo do irmão dele é melhor que dele... Quer dizer, você quem disse isso.
― Eu sei. Eu sei... só estou me sentindo horrível. ― Ela disse chorosa. ― Eu acho que é melhor você dirigir. ― Rebekah desligou o carro e me entregou a chave.
― Sou obrigada a concordar. ― Falei olhando para o rosto dela e limpando suas lágrimas. ― Vamos sair daqui, tomar uma vodka russa e ficar doidonas. ― Dei risada e fiz ela rir também.
E assim nós o fizemos. Saímos dali e fomos para um PUB em que costumávamos ir quando estávamos na faculdade. O lugar era decadente para o tipo de vida que levávamos agora e ninguém iria nos achar ali mas se for ver era muito bom para a situação em nos encontrávamos. O lugar tocava clássicos do rock e músicas bregas, tinha todo o tipo de bebida que você podia imaginar. Havia até uma chamada a Bota do Cowboy em que você tomava doze tipos de álcool em uma bota de cowboy.
Nós bebemos, bebemos e bebemos mais... eu tentava me manter um pouco sóbria porque eu ainda tinha cuidar de Rebekah e meu Deus, como nós iríamos embora? Eu não podia deixar meu carro em bairro como esse!
Ai Deus, e agora? Caroline estaria muito ocupada com seu super sexo com Klaus a essa hora, Kol não deixaria Bonnie sair a essa hora sem vir junto e Elijah me mataria se visse a irmãzinha dele assim. Só tinha uma pessoa que eu poderia ligar... Damon. E assim eu fiz.
Chamou, chamou, e então... ele atendeu. Sempre dramático, atendendo no terceiro toque como se tivesse realmente ocupado.
― Eiiiiiiiii sexy! ― Falei muito exaltada quando ele atendeu o telefone.
― Deixe-me adivinhar, você teve um sonho super quente sobre mim e agora quer que eu vá ai dormir com você? ― Ele disse irônico do outro lado da linha.
― Não! ― Eu gargalhei. ― Na verdade, eu estou um pouco bêbada com Rebekah em um boteco no meio do nada e sabe... a gente precisa de carona para casa. E rápido, porque Rebekah está dançando com uns cara de fraternidade, super nojento. ― Fiz uma careta como se ele pudesse vê-la.
E era verdade. O PUB era muito frequentado por alunos de faculdade já que ele ficava do lado de um campus de faculdade, a mesma faculdade em que eu e todo o pessoal estudamos. Rebekah estava dançando uma música simplesmente ridícula com eles, eu não poderia deixá-la fazer isso. Porque amanhã ela iria se arrepender tanto disso.
― Você tá bem doidinha em... ― Damon disse rindo do outro lado. ― Qual é o endereço daí? Já estou indo para o carro.
― Não! Vem de táxi. Meu carro está aqui, você vai dirigindo. É na rua Urban McGraw, número 897. Eu estou te esperando! ― Mandei um beijo e desliguei o celular na cara dele.
Eu estava tão bêbada. Acho que estava realmente ficando velha. Tudo rodando... Eu estava sentada sozinha em uma mesa, debruçada sobre ela olhando todos no bar. Damon estava demorando? Cadê ele? Eu fechava os olhos as vezes e depois os abria, as pessoas pareciam se movimentar tão rápido. Foi então que o vi passar pela porta do PUB. Não era um garoto de faculdade com o colarinho da sua camisa polo levantada, ele era um homem. Lindo, moreno, forte e com aquele sorriso, vindo direto para mim. Ele parou na minha frente com aquele jeito metido que só ele tinha, parecendo um vaqueiro, eu não pude deixar de sorrir. Segurava a chave do meu carro na mão e a chacoalhava na direção dele.
― Eu tenho que confessar, mesmo bêbada você continua muito linda! ― Ele piscou para mim e pegou a chave do meu carro. ― Vou dar um jeito da nossa garota de fraternidade ali e já venho buscar você, não fale com estranhos. ― Damon disse todo atencioso, tocando a ponta do meu nariz com o dedo indicador de maneira carinhosa.
― É um Audi R8! ― Eu gritei quando ele estava indo na direção de Rebekah.
― Foi a primeira coisa que eu notei assim que cheguei aqui. Alunos de faculdade não dirigem um carro de um milhão. ― Ele me olhou por cima dos ombros.
Levantei minha cabeça da mesa e o vi se aproximando de Rebekah, ele tirou sua jaqueta de couro preta e colocou em volta dos braços nús de Rebekah. Ela usava apenas uma regata branca.
― Ei Damon! ― Ela gritou empolgada ao ver ele.
― Se seus irmãos te vissem assim eles puxariam a sua orelha, sabia? ― Ele sorriu daquele jeito lindo para ela. ― Vem, vamos para o carro.
Ele então levou ela para fora e voltou dois minutos depois. Parou na minha frente e eu me segurei nele, então assim que levantei perdi o equilíbrio e ele me segurou, me mantendo de pé.
― Bem, eu acho que você não está em condições de usar esses aqui. ― Ele olhou para os meus pés, falando dos meus saltos. Então me colocou sentada de novo.
Damon se agachou na minha frente e tirou os meus saltos do meu pé delicadamente. Ele olhou para o meu rosto e depois para os meus pés.
― Acho que você não está em condições nem de usar os seus pés. ― Ele sorriu.
Então Damon se aproximou mais de mim e passou um dos braços em torno das minhas pernas e outro nas minhas costas, me segurando em seu colo. Passei meus braços em torno do pescoço dele e me segurei nele, apoiando minha cabeça em seu ombro. Quando nós saímos do PUB a porta do meu carro já estava aberta com Rebekah sentada no banco do passageiro. Damon me carregou até lá e me colocou sentada no colo de Rebekah.
― Isso seria a fantasia sexual de muitos caras, sabiam? ― Ele disse brincalhão, fazendo nós duas rirmos.
― Rebekah ― Me virei para olhar para ela, sentada em seu colo. ― se você vomitar em mim ou no meu cabelo, vou ser obrigada a te dar um soco na boca. Mas amigas acima de tudo, né?
― Com certeza! ― Rebekah disse pior do que eu.
― Vamos lá então! ― Damon fechou a nossa porta e a travou.
Então ele foi para o outro lado e entrou no carro. Assim que ele ligou o carro e saiu dali acelerando firme, me fazendo ir para trás e bater a minha cabeça com a de Rebekah.
― AI! ― Nós duas falamos em coro.
― Dá para ir mais devagar com o meu carro? Ele provavelmente custa o que você vai ganhar a vida inteira. ― Falei o fitando com os olhos.
― Não conte com isso. ― Ele virou para mim e sorriu, acelerando mais como se estivesse testando minha paciência.
― Porque todo mundo faz isso com o meu carro? ― Revirei os olhos.
Damon dirigiu até a mansão Mikaelson, onde ele me ajudou a sair do carro para Rebekah sair, depois ele me obrigou a ficar no carro até ele levar Rebekah para lá. Ele voltou dez minutos depois quando eu já estava quase pegando no sono.
― Você pode cochilar no caminho. ― Ele me olhou. ― Não vou achar nada ruim.
― Obrigado, Damonzinho. ― Disse com um sorriso idiota nos lábios e fechei os olhos.
Então eu apaguei e só acordei mais tarde quando Damon e eu já estávamos dentro do meu apartamento, sabe Deus como ele fez isso. Nós dois estávamos parados na sala, ele jogou meus saltos no chão da sala e me segurava com os dois braços enquanto andávamos até o meu quarto.
― Estamos indo para o meu quarto! ― Falei empolgada e me virei para ele, me segurando no colarinho da sua camiseta. ― Nós vamos transar? ― Perguntei maliciosa, mordendo o meu lábio inferior.
― Não hoje a noite. ― Ele sorriu paciente para mim.
Eu não gostava das pessoas bêbadas enquanto eu estava sóbria, provavelmente ninguém gosta e eu podia imaginar o quão difícil isso estava sendo para Damon agora e ele estava se segurando para me dar uma porrada na cabeça para que eu apagasse logo. Mas bastava olhar para os seus olhos azuis e eu tinha certeza de que ele não parecia se incomodar com aquilo, nenhum pouco.
― Porque não? ― Perguntei fazendo beicinho.
― Porque eu não me aproveito de garotas bêbadas. ― Eu então senti sua mão tocando as minhas coxas, ele estava subindo o meu vestido e dizendo que não se aproveitava de garotas bêbadas? Que cachorro!
― Você não se aproveita de garotas bêbadas e está tirando o meu vestido? ― Perguntei rindo.
― Estou tirando o seu vestido porque você não vai dormir com ele. E não se finja de santa, não tem nada aí que eu já não tenha visto antes. ― Ele falou quando terminou de tirar o meu vestido e o jogou no chão do meu quarto.
Então ele tirou a sua camiseta preta de mangas compridas e a vestiu em mim, todo carinhoso. Então segurou na minha mão e me fez dar uma voltinha no lugar, a camiseta parecia um vestido para mim.
― Ficou melhor em você do que em mim. ― Suas mãos agora estavam na minha cintura, me ajudando a me equilibrar.
Damon foi me guiando até a cama e me deitou nela, depois cobriu as minhas pernas. Eu já estava deitada e ainda não havia soltado o seu braço.
― Você não vai ir embora agora né? Fica aqui comigo! ― Falei puxando o seu braço com as duas mãos.
Ele então se desequilibrou e caiu sentado ao meu lado na cama, enquanto eu ria dele o fazendo rir. Damon apenas acenou positivamente e então tirou os seus sapatos e se deitou do outro lado da minha cama. Me virei deitando de lado para olhar para ele.
― Porque nós não podemos fazer sexo? Eu estou tão afim e você está tão bonito... ― Resmunguei completamente bêbada alisando o seu peitoral com a mão.
― Já te expliquei o porque. ― Ele riu, olhando para a minha cara.
― No dia em nos conhecemos você não pensou se eu estava bêbada, não é? ― Apertei meus olhos para olhá-lo.
― É diferente, porque eu também estava bêbado.
― Não tem problema, tem bebidas lá na sala. Você pode beber e depois vir aqui.
― Não, eu não posso. Um de nós tem que ficar bem, né? Tenho que cuidar de você até você melhorar. ― Ele disse colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. Eu sorri com o gesto carinhoso dele.
― Sabe, você poderia ser assim mas vezes. Você consegue ser muito doce quando você quer. Gosto desse Damon. ― Pisquei para ele.
― Você só está falando isso porque nem quis me conhecer. Só pensa em me bater e me xingar. ― Ele disse baixinho.
― É porque você me tira do sério as vezes. Mas mesmo assim não consigo deixar de gostar de você. ― Falei olhando em seus olhos.
― Você gosta de mim? ― Ele sorriu com o canto dos lábios.
― Gosto! ― Eu estava mais empolgada do que podia me lembrar.
Aproximei meu rosto do dele e lhe dei um selinho demorado. Depois me afastei um pouco dele e me virei de costas para ele, procurei sua mão e a envolvi em torno de mim, fazendo ele me abraçar de conchinha.
― Eu quero dormir, me abraça! ― Falei.
Ele correspondeu na hora, em abraçando de maneira carinhosa. Eu fechei os olhos e dormi mais rápido do que eu poderia me lembrar.
Acordei no dia seguinte com o barulho ensurdecer da minha porta de entrada. Quando se está de ressaca todo barulho é intensificado, pelo menos comigo. É como levar um tapa na orelha toda vez que você escuta alguma coisa. Só poderia ser Damon saindo, me virei do outro lado da cama e o vi dormindo, completamente apagado.
Não podia ser Caroline, nós não tínhamos nada marcado. Nem Rebekah porque ela estava de ressaca e Bonnie estava no trabalho. Olhei para Damon e sussurei o seu nome.
― Damon! Damon, acorda! ― Dei um tapa no seu peito o fazendo acordar. ― Acorda!
Ele se sentou ereto na cama e assustado, olhando para a minha cara sem entender nada.
― Porque... porque você me bateu?
― Tem alguém na casa! ― Sussurei. ― Pega o bastão que está no meu closet, vai! Vai! ― Comecei a empurrá-lo para fora da cama.
― E se for alguém que nós conhecemos? ― Ele me olhou confuso.
― Você inventa uma desculpa! Anda, pega aquele bastão!
Ele se levantou da cama e correu para o meu closet e pegou o bastão de baseball de alumínio que havia lá. Me levantei da cama e fui atrás dele.
― Se for um ladrão, eu acerto a cabeça e você liga para a polícia, tudo bem? ― Ele sussurou me olhando por cima dos ombros.
― Vai logo, antes que ele roube alguma coisa! ― O empurrei novamente para fora do quarto.
Nós atravessamos o corredor na pontinha dos pés, Damon me olhou por cima dos ombros e eu fiz um sinal positivo com a cabeça para ele ir em frente. Então, ele correu em direção a sala com o bastão na mão pronto para acertar a primeira coisa que ele encontrasse e gritando.
― Ladrão ou não, aqui vou eu!
E então logo em seguida ouvi o som da uma pancada, como se fosse o som de um soco e logo em seguida alguém caindo.
― Puta merda! ― Damon gritou de dor.
E corri para a sala e vi Damon caído no chão com as duas mãos sobre o rosto e depois Jeremy, meu irmão mais novo parado de pé na frente dele o olhando sem entender o que estava acontecendo.
― Jeremy, ai meu Deus! Você está bem, ele te acertou? ― Corri na direção dele, pulando o corpo de Damon ainda no chão. Ele estava se encolhendo de dor. Abracei Jeremy que retribuiu na hora.
― Na verdade, eu quem acertou ele. Tá tudo bem ai cara? ― Ele olhou para Damon no chão.
Jeremy era meu irmão mais novo. Apesar dele ter apenas vinte e um ele era quase tão forte quanto Damon. Jeremy praticava esportes desde criança e luta desde que ele tinha onze anos, isso é o que acontece quando você é criado pelos seus tios malucos e não pelos seus pais. Teve uma vez quando Jeremy tinha nove que Ric o deixou ir para a escola fantasiado de Batman por um mês.
Soltei Jeremy e me ajoelhei ao lado de Damon.
― Você está bem? ― Perguntei preocupada.
― Uhum, só to meio retardado com a pancada ainda. Eu nem vi da onde veio, ele me acertou na testa... ― Ele gemeu de dor.
― Ah, eu sei bem como é. Jeremy me acertou algumas vezes também, eu tenho até um hematoma atrás da cabeça que é incurável porque ele acertou com tanta força. É como se fosse um galo que nunca sai... ― Falei. ― Jeremy, pode pegar um pouco de gelo na geladeira para mim?
Jeremy correu na direção da geladeira e pegou um pouco de gelo e enrolou em um guardanapos, então trouxe para mim. Tirei as mãos de Damon do rosto dele e colocou o gelo bem devagar, mesmo assim o fazendo gemer de dor.
― Espero que não faça um hematoma incurável. ― Sussurei.
― Aí cara, foi mal mesmo. É que eu não estou acostumado com esse tipo de movimento brusco sem o meu consentimento. Foi tipo pa-pum! ― Jeremy disse arrependido olhando Damon no chão.
Damon se sentou no chão sem tirar o gelo da testa, então eu relaxei. Foi que me dei conta não era para o Jeremy estar ali. Essa época do ano era para ele quase no fim do semestre dele e só depois vir para as férias.
― Ei Jer, sem querer ser a irmã chata mas já sendo, o que você está fazendo aqui? Era para você estar na faculdade fazendo as provas finais. ― Falei o olhando.
― Ah, é que... eu passei direto nesse semestre. Sabe como é, estudei bastante. ― Ele deu um sorriso confiante. ― Não precisei fazer nenhum trabalho extra e peguei as férias mais cedo. É o casamento de Caroline e sei que isso vai render muitas festas antecipadas!
― É, com certeza. ― Eu fiquei meio assim na hora que ele falou sobre isso, mas resolvi não insistir.
Jeremy não era de mentir, ele sempre foi um ótimo garoto mesmo sendo criado por loucos. Ele saiu um ótimo homem assim como Ric. Para alguém que ia fantasiado de Batman na escola e agora passa direto em Harvard, isso é uma baita evolução.
― Mas você deveria ter me avisado, eu poderia ir buscar você no aeroporto e ter feito alguma coisa para você. Você nunca vem sem avisar.
― Eu quis fazer surpresa. ― Ele disse simpático.
― É melhor eu ir. ― Damon disse se levantando junto comigo, tirando o gelo da testa.
― Não quer que eu te leve? ― Perguntei preocupada. Tinha sido uma pancada e tanto.
― Não, tá tudo bem. Não se preocupa, vou pegar um táxi e tomar uma anestesia e tudo vai ficar bem de novo. ― Ele piscou para mim. ― De qualquer forma, foi um prazer, Jeremy. ― Falou ele apertando a mão de Jeremy. ― Eu sou Damon.
― Foi um prazer cara e me desculpa de novo, não quis te acertar. ― Jeremy falou um pouco sem graça. ― Ah, e pega aqui... ― Falou ele tirando uma camiseta de dentro da mochila dele e entregando para Damon. ― Não vai ser muito fácil você conseguir um táxi sem camiseta.
― Ah, é claro. Valeu.
― Depois eu te devolvo a camiseta. ― Falei.
― Pode ficar. Fica melhor em você de qualquer forma. Tchau. ― Damon disse saindo com o gelo e a camiseta.
Quando a porta se fechou Jeremy me deu um sorriso tipo: Você é uma irmã de péssimo exemplo.
― Desculpe por isso, era isso que eu queria evitar se você tivesse avisado. Viu? Nada disso teria acontecido se você tivesse ligado. ― Segurei o rosto dele com as duas mãos para poder olhar melhor. ― Deixe-me olhar para você... olha só, você já tem até barba. ― Dei um sorriso abobado.
― Elena, você está em deixando constrangido. ― Ele disse brincalhão.
― Idiota. Você deve estar faminto, comida de avião é horrível. Me deixe só tomar um banho e vamos sair para tomar café. ― Falei o soltando.
― Tudo bem. ― Ele sorriu.
Quando eu já estava indo para o banheiro parei no meio do caminho e me virei para ele.
― Jer? ― O chamei.
― Hum?
― Você poderia não falar para ninguém sobre o que aconteceu aqui? Por favorzinho? ― Pedi dengosa mordendo meu lábio inferior.
― Elena, ele não é casado, é?
― Não! Claro que não! Jeremy Gilbert, não pense algo assim de mim! ― Falei firme. ― É só que... é complicado. Vou te explicar tudo depois, só me deixe tomar um banho e uma aspirina porque estou cheirando a ressaca. ― Falei correndo para o banheiro.
Depois que tomei o remédio e um bom banho, levei Jeremy para tomar café naquele restaurante café que serve café da manhã o dia todo e ele adorou a comida. Enquanto comíamos eu contei toda a história sobre Damon para ele, era bom poder contar para alguém porque eu já não aguentava mais guardar isso só para mim. Jeremy era um ótimo ouvinte, ele era do tipo que ouvia e ficava acenando positivamente e falando: Uhum, continue... e no final de tudo ele não me julgava, acredita? Ele era o melhor irmão do mundo.
― Você é um irmão tão legal! ― Falei depois de contar tudo para ele e tudo que ele disse foi que era uma história muito louca. ― É tão bom poder contar tudo para você. É ótimo ter você de volta, Jer. Eu senti sua falta. ― Peguei sua mão.
Ele sorriu de volta para mim com um sorriso angustiado, como se quisesse falar alguma coisa mas não conseguisse. Era tão ruim para mim quanto para ele.
― Jer, tem alguma coisa que você queira me contar? ― Perguntei segurando a mão dele mais firme. ― Você sabe que pode falar tudo para mim, né?
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