Procura-se Um Marido
7 Capítulo 6
Notas iniciais
― Jeremy, como assim você trancou a sua faculdade? Eu... eu não consigo entender, Jer. Estava tudo tão bem e você estava bem... ― Falei andando de um lado para o outro na minha sala falando tão rápido que nem o deixava falar, enquanto Jeremy estava sentado no meu sofá me olhando sem saber o que fazer.
― Lena, tem sido um ano difícil. Anna terminou comigo e eu não estava indo bem nas provas. Eu só tinha essa opção ou ia bombar em tudo. Eu não aguentava mais ficar preso na escola. ― Ele se explicava. ― Eu estava tão cansado de estudar e ficar sozinho.
― Tudo bem Jer, eu entendo. ― Falei respirando fundo tentando me acalmar. ― Jenna ou Alaric sabem disso?
― Ric sabe. ― Ele me olhou arrependido, sentindo muito por não me contar antes.
― Ric sabe e concordou com isso? Jeremy porque você não me contou? Ai meu Deus! ― Joguei uma almofada em cima dele com força. ― Você deveria ter me contado, vocês dois!
Peguei meu celular e procurei o nome de Ric na minha agenda. Liguei e coloquei no vivo-a-voz.
― Elena! ― Ric atendeu empolgado do outro lado, feliz por receber essa ligação. ― Como vai?
― Você está sozinho? ― Perguntei séria, o impedindo de continuar com suas perguntas que não tinham o menor cabimento agora.
― O que? ― Ele perguntou confuso.
― Jenna está aí com você?
― Não. Eu estou na escola, eu trabalho, sabe? Sou professor, caso você tenha se esquecido. ― Ele disse bem humorado.
― Como você foi capaz de não me contar que Jeremy deixou a faculdade? ― Gritei histérica no telefone.
― Me desculpe, Ric. Ela me colocou contra a parede. ― Jeremy disse alto o suficiente para ele ouvir.
― Você contou para ela? Você é um fraco, Jeremy! ― Ric disse.
― Eu sou a irmã dele, eu mereço saber das coisas, sabia? Você vai voltar para a faculdade para fazer as suas provas. ― Falei brava para Jeremy. ― E como você o deixou fazer isso, Ric?
― Elena, se acalma, ok? ― Ric me pedia calma, ótimo! Eu estou super calma...
― Não, eu não vou me acalmar. Tudo que ele tinha que fazer era estudar e mais nada. Eu pago a faculdade, eu pago o carro e até a casa onde ele mora, a única obrigação dele é estudar e nem isso ele fez! ― Falei irritada.
― Elena, me desculpe! ― Jeremy repetia sem ter outra coisa para falar.
― Não! Você vai voltar para a escola! ― Falei firme.
― Elena, não tem como ele voltar para a escola agora. Se ele voltar vai bombar em tudo e não vai voltar para a casa nas férias. ― Disse Ric.
― Eu não me importo, ele fez isso!
― Você não pode me obrigar a voltar para a escola, eu já tenho vinte e um!
― Você já tem vinte e um e não paga as suas contas! ― Falei irônica, tentando provar que estava certa. ― Se você não voltar para a escola você vai para Los Angels e vai contar tudo para a tia Jenna.
― NÃOOO! ― Jemery e Ric falaram juntos.
― Elena, não! Elena, vamos conversar... ― Ric disse. ― Se Jeremy dizer isso para a sua tia ele vai matá-la do coração. Elena só faltam dois meses para o semestre de Jeremy acabar, ele não pode ficar ai com você enquanto isso? É o casamento de Caroline, você não está trabalhando. Ele pode ajudar na organização do casamento. ― Ele tentava me ganhar na lábia.
― Com certeza! Eu posso ajudar no que você quiser. ― Jeremy disse forçando um sorriso para mim. Eu o olhei com brava.
― Ou você volta para a escola ou vai para Los Angels, você quem escolhe. ― Falei cruzando os braços e olhando para ele.
― Elena, por favor! Você tem que me deixar ficar aqui. ― Jeremy implorou. ― Se você... se você não deixar vou contar para todo mundo sobre Damon.
Minha boca forçou um ''o'', eu não acreditava no que ele estava falando! Como ele podia tentar me chantagear dessa forma? Ele era meu irmão. Apertei meus olhos e ia falar algo mas Ric me impediu perguntando...
― Quem é Damon?
― O novo namorado dela! ― Disse Jeremy. ― Ele está dormindo na casa dela. ― Ele me olhou com a aquela cara de quem estava vencendo.
― Jeremy! ― Falei brava.
― Elena, você está namorando e nem nos contou? O que sua tia vai pensar disso? E ele está morando com você... Elena, você sabe sobre o que eu penso de rapazes no quarto. ― Disse Ric me dando um sermão por telefone, o que era ridículo.
― Eu não estou namorando! Ele não é meu namorado, meu Deus! ― Falei perdendo a paciência. ― Jeremy está inventando isso. Ric, eu tenho vinte e nove, acho que posso cuidar de quem entra no meu quarto!
― Você havia combinado comigo que não ia sair sozinha até os trinta! Você partiu essa promessa, senhorita. ― Disse Ric irônico me fazendo revirar os olhos.
― Você não pode falar isso, porque quando eu te falei isso eu tinha sete anos!
― Promessa é promessa. ― Ric terminou.
― Ric!
― Elena, me escute... fique com seu irmão. Aproveite esses dias e então no casamento de Caroline contamos para a sua tia. ― Ric disse.
Olhei para Jeremy e depois para o meu celular. Eu sabia que se eu mandasse Jeremy de volta para a escola ele ia repetir de vez e se mandasse ele para a minha tia ela provavelmente iria surtar. Então me dei por vencida no cansaço da discussão e aceitei o que Ric disse.
― Tudo bem. Mas você vai me ajudar em tudo que eu precisar. Não pense que vai ser sombra e água fresca aqui. ― Falei apontando para Jeremy.
― Tudo bem. ― Jeremy disse feliz.
― Ótimo, agindo como irmãos novamente. Até depois pessoal e Jeremy não bata na sua irmã. Tchau. ― Disse Ric antes de desligar o celular.
― Deus, eu preciso de um café e ar puro. ― Falei pegando meu celular e as chaves do meu carro.
― Onde você vai? ― Jeremy perguntou curioso.
― Respirar, para não bater em você. Vou trancar você aqui. Não quebre nada! ― Falei saindo do apartamento e trancando Jeremy dentro dele.
Eu estava tão brava com Jeremy nesse momento, como ele pode fazer isso comigo? Ele era provavelmente um dos melhores alunos e agora isso? Ele nem precisava fazer nada, eu pagava tudo para ele e mandava dinheiro todo mês. Tudo ele precisava fazer era estudar e ir a festas e nem isso ele fez. Eu estava muito desapontada com ele e mal podia imaginar a cara da minha tia ao saber disso. Enquanto eu estava saindo dali para não enforcar Jeremy. Damon estava tentando acordar Stefan.
― Ei idiota, acorda! Acorda! Acorda! Acorda! ― Damon disse batendo frenéticamente na testa do irmão mais novo que dormia.
― Damon, para. ― Stefan pediu empurrando a mão do irmão para longe mas ele não parou até Stefan acordar. ― Damon, para! ― Ele gritou e se sentou na cama.
― Você acordou! Aleluia! Vamos lá, tome um banho, fique bonitão porque temos coisas para fazer.
― Nós não temos nada para fazer. Na verdade, eu tenho um voo para pegar daqui a quatro horas. Eu estou voltando para Mystic Falls, eu só vou voltar para o casamento. Vir aqui foi um erro.
― O que você fez foi um erro e agora como seu irmão mais velho vou te ajudar a consertar.
― Damon, não tem nada para consertar. Rebekah e eu tivemos uma briga, qual a novidade ai? Eu só quero ir embora daqui logo. ― Ele disse esfregando os olhos e se levantando.
― Você disse a ela que ia se casar, qual é o teu problema? Você nem tem uma namorada, Stefan! Você só aceitou vir aqui para encontrar uma maneira de partir o coração dela da mesma forma que ela partiu o seu anos atrás. Bola para frente, sabe? Vamos lá, supere isso! Você não está mais no colegial.
― Ótimo conselho vindo do cara que dormiu com ela assim que nós terminamos. ― Stefan forçou um sorriso sem humor.
― Eu sinto muito por isso também. ― Damon disse realmente arrependido e um pouco sem graça pelo irmão jogar isso na sua cara mas ele sabia que merecia, afinal, ele fez isso.
― Não, você não sente. Porque você nunca se apaixonou, nem sabe o que é se arrepender.
― Sinto muito por dormir com ela Stefan, isso foi a anos. ― Damon disse arrependido.
― Quando você é traído pelas pessoas em que você mais confia não se esquece...
― Você é tão dramático que até me dói. Não vá embora, você já está aqui. Aproveite a cidade fique mais alguns dias, tem anos que não passamos um tempo juntos. Você pode ficar comigo no meu apartamento, já que não tem mais clima nenhum para você ficar aqui. Ou se você quiser ir tudo bem mas só converse com Rebekah antes disso, ok? Você partiu o coração dela para valer.
― Tudo bem. ― Stefan acenou positivamente.
― Certo, eu estou indo para o meu apartamento. Se você mudar de ideia, my casa su casa! ― Damon disse brincalhão.
O transito parado me deixava mais irritada ainda, eu estava com dor de cabeça com todas aquelas buzinas. Esfreguei minhas temporas com a ponta dos dedos de olhos fechados e respirei fundo. Então liguei para a única pessoa que poderia ser capaz de me relaxar agora. Damon atendeu no primeiro toque.
― Ei, onde você está? ― Perguntei.
― Indo para a casa, porque? Aconteceu alguma coisa?
― Não, não... quer dizer, aconteceu sim mas eu te conto depois. Quer dizer, você está indo para a mansão?
― Não, eu estou indo para o meu apartamento. ― Ele riu. ― Onde você está?
― Parada, encalhada, irritada. Estou no transito. ― Falei e ele riu de mim. ― Não ria de mim.
― Escuta, vou mandar meu endereço pra você por mensagem de texto. Coloque no seu GPS e venha para a minha casa agora! Vou deixar a porta aberta para você, então me conta o que aconteceu ou simplesmente podemos fazer sexo. ― Ele disse simpático.
― Tudo bem, vou comprar um café no caminho e já vou. Você quer um?
― Eu quero donuts, você pode pegar alguns para mim? Eu estou faminto e nada me faria mais feliz agora do que uns donuts. ― Ele disse.
― Tudo bem, vejo você em algumas horas ou dias, talvez meses com esse transito. ― Falei e ele riu, então desliguei.
Eu fiquei mais vinte e cinco minutos presa naquele maldito engarrafamento e depois demorei mais quinze na fila do café, a essa da manhã o que mais eu podia esperar. De qualquer forma, era bom saber que quando eu chegasse ao apartamento de Damon ele estaria lá, lindo e com aquele sorriso que me encantava. ― Eu sorri sozinha no carro me lembrando. ― E ele me ouvir, ia me irritar e me cantar enquanto eu contava tudo para ele e no final de tudo nós iríamos rir disso e ele ia me ajudar a resolver tudo. Ele era tão bom nisso, nesse momento ele parecia até ter a solução mágica para os meus problemas.
Só agora que eu me dava conta como era bom manter a amizade com um homem, porque nos últimos anos eu não contei nenhum dos meus problemas para um homem. Tirando Jeremy e Alaric, mas Jeremy sempre encontra uma forma de me zoar sobre alguma coisa e Ric faz o mesmo, eles são tão parecidos. Já Damon é diferente, ele escuta, faz algumas piadas sobre isso mas acima de tudo ele me ajuda. Se fosse com as garotas é diferente, não que elas não sejam boas em me ajudar, elas são ótimas. Mas é diferente porque bem... elas fazem uma coisa pequena parecer gigante com todas as suas opiniões e ideias malucas.
Coloquei o endereço de Damon no GSP assim que ele me mandou, o lugar ficava em um edifício muito famoso da cidade. Ele era conhecido pela luxuria que tinha ali e pelos famosos que visitavam a cidade sempre escolhiam ir ali. Damon provavelmente estava hospedado, não tinha como ele ter um apartamento naquele prédio. Ele disse que ficava na cobertura, o que eu estranhei mais ainda. A diária daquele lugar já era cara para um quarto simples imagine para uma cobertura, mas tudo bem.
Cheguei e dei meu carro para o manobrista estacionar e entrei no prédio com meu café e a caixinha com os donuts de Damon. O lugar estava lotado. Fui direto para os elevadores e dei sorte de pegar um que eu pude ir sozinha, apertei o botão que me levaria direto para a cobertura. O rádio do elevador tocava uma música que me fez dar risada sozinha, era a música que Damon estava cantando no meu chuveiro Closer.
― Ai meu Deus! ― Falei sozinha, rindo de mim mesma.
Então a porta do elevador abriu, eu estava na cobertura. Sai do elevador e tudo que havia era um pequeno hall de entrada e só havia uma porta e o elevador. Só podia ser aquela. Fui até a porta e abri a mesma, estava destrancada, realmente era.
― Damon! Eu estou aqui! ― Falei entrando no lugar.
Puta merda! Pensei ao olhar aquele lugar. Era enorme e maravilhoso! Aquilo mais parecia uma mansão do que um apartamento. Só a sala fazia meu apartamento parecer um barraco. O apartamento tinha a mobilia super moderna que dava um toque especial ao lugar. A sala tinha dois sofás e uma mesinha de centro, um piano negro no canto e uma mesa de bilhar. Tinha também um bar. Havia um sofá mais afastado que ficava de frente para um TV enorme. As paredes que davam para a rua era todas de vidro, me aproximei mais de uma delas que estava aberta e pude olhar lá fora. Havia uma piscina e uma área externa. Voltei para dentro e fui em direção ao quarto. Havia um cama king size enorme ali, a cama estava completamente arrumada. Haviam alguns espelhos enormes espalhados pelas paredes e duas poltronas no quarto, uma das paredes era de vidro e também levava para a área externa e a piscina. O outro lado provavelmente levava para o banheiro de onde eu ouvia o barulho do chuveiro.
Coloquei a caixinha sobre uma das poltronas, meu óculos e meu celular também, então fui até o banheiro. O banheiro era enorme, havia uma jacuzzi ali mas não era ali que Damon estava e sim no box do chuveiro. O box era de vidro me permitindo assistir tudo aquilo.
Minha nossa! Eu tive que em abanar, eu não tive escolha ou acho que ia desmaiar ali mesmo. Naquele momento me esqueci de tudo, de Jeremy, da faculdade, esqueci até de mim por um momento. Olha esse corpo... Aquele corpo que parecia esculpido a mão, todos aqueles músculos. Os maravilhosos braços e as pernas grossas, ele sorriu de canto ao em ver ali, esse sorriso deveria ser proibido. Sabe de uma coisa? Acho que preciso de um banho.
Damon fez um sinal com a cabeça me convidando para entrar no banho com ele. Não precisa pedir duas vezes.
Desci do salto e o deixei por ali mesmo, tirei minha jaqueta de couro tão rápido que nem achava possível. Em seguida minha blusa e minha calça jeans, eu vestia apenas uma lingerie preta. Damon me analisou dos pés a cabeça e deu um gemido sofrido, como se pedisse para eu não torturá-lo e entrar ali logo. Fui uma boa garota e o fiz, empurrei a porta do box e a fechei novamente logo em seguida. Damon estava embaixo do chuveiro, com toda aquela água escorrendo pelo seu corpo o deixando mais gostoso do que ele já é.
Não tive nem tempo mais para pensar, ele se aproximou de mim me puxando cintura e me beijando impiedosamente me fazendo gemer entre o beijo. A água estava quente e era ótima a sensação do corpo dele contra o meu. Ele me puxou para de baixo do chuveiro com ele, a sensação da água entre nós era ótima. Damon manteve nossas bocas próximas o suficiente para eu sentir a respiração dele e ele a minha e os nossos olhares cruzados. Ele tirou meu sutiã e o jogou no chão então começou a acariciar os meus seios, meus olhos reviravam de prazer e meu corpo já pulsava por ele, o desejando. Ele me deu um rápido beijo na boca então começou a descer distribuindo beijos pela mandíbula até o pescoço e logo chegou aos seios. Beijando eles delicadamente, circulando com a língua, mordiscando bem fraquinho enquanto eu gemia sem controle.
― Você é tão deliciosa. ― Ele sussurrou descendo a boca pela minha barriga. Me fazendo rir com o que disse.
Eu fiquei apenas o assistindo enquanto ele descia minha calcinha bem devagar, só para me torturar. Ele era tão experiente, sabia o que fazer e como fazer no seu tempo certo. Isso me deixava mais louca ainda.
Ele levantou o rosto para me olhar assim que terminou de tirar a minha última peça, me deixando completamente nua. Ajoelhado na minha frente ele tocou minhas pernas com as duas mãos as afastando uma da outra. Eu gemi com seu simples toque nas minhas pernas, fazendo ele rir de como eu era fraca quando se tratava dele, com um simples toque. Abocanhou meu sexo me fazendo gemer alto dessa vez, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos. Damon me beijava bem lá, de forma tão intensa, lenta e experiente.
Era tão maravilhoso sentir sua língua em mim, era simplesmente incrível como eu me sentia ao seu toque, era melhor do que da última vez. Ele gemeu baixo junto comigo mordiscando meus lábios e aprofundando mais sua língua. Ele parecia querer mais e mais, me explorar cada vez mais e não parar. Eu estava no meu ponto máximo, meus lábios entreabertos minha respiração descompassada e em desespero de olhos fechados, quando o senti me penetrar gentilmente um dedo levando-o fundo em mim, gemi de maneira frustrada com tanta prazer ao sentir ele circular o dedo dentro de mim e em seguida penetrando outro, correndo a língua em torno do meu clitóris. Minhas costas arquearam com a sensação deliciosa que ele me causou e eu gozei nos dedos dele, gemendo tão alto que quase gritava.
― Você é tão bom nisso! – Eu falei o olhando, tentando me recuperar. Minhas pernas estavam bambas ainda sob efeito do meu orgasmo.
Ele se levantou com aquele sorriso convencido me dando um selinho.
― Faço o que eu posso. ― Ele piscou.
― Minha vez! ― Falei manhosa mordendo meu lábio inferior de maneira sexy e atrevida, então me ajoelhei na frente dele.
Deslizei minhas mãos pelo seu corpo até chegar na sua barriga e o empurrei para trás, o prensando contra a parede de vidro do box. Eu fechei uma mão na base de seu membro já duro, o colocando na boca o levando mais fundo possível. Damon soltou um gemido frustado segurando minha mão e me puxando para cima de uma vez.
― Não seja tão cruel comigo. ― Ele sorriu para mim.
Damon me segurava pela cintura enquanto eu coloquei minhas mãos em seus ombros, então ele me puxou para cima pela cintura envolvendo um braço em torno do meu corpo me segurando em seu colo com um só. Me ajeitei sobre ele e o abracei com as pernas. Nós dois soltamos gemidos enquanto ele me penetrava. Joguei minha cabeça pra trás de tanto prazer. Ele segurou em minha cintura com as duas mãos, me segurando firme, até que eu conseguisse me mover sobre ele sem esforços.
Logo os movimentos ganharam ritmo, ele me olhava daquela forma séria que o deixava mais bonito ainda com a boca entreaberta e a respiração acelerada, gemendo as vezes. Ele revirou os olhos de prazer. Eu diminuí o ritmo das investidas, indo lentamente e o sentindo bem mais de maneira mais gostosa, ele parecia achar aqui melhor ainda. Minhas mãos apertavam seus ombros com força enquanto ele beijava e chupava meu pescoço. Eu já estava quase lá outra vez. Quando ele aumentou o ritmo das estocadas, apertei minhas pernas em torno dele com força e então um orgasmo novamente tomou conta de mim e eu fiquei mole em seu colo. Envolvi meus braços em torno do seu pescoço enquanto ele em segurava. Eu gemi baixinho o apertando contra mim, e logo em seguida, ele gozou também.
Assim que terminamos tomamos um banho junto. Quando acabamos minhas roupas intimas estavam molhadas e Damon as colocou na secadora, então enquanto isso ele me deu uma cueca box e uma camiseta dele para vestir. A camiseta ficou um vestido e a cueca parecia um short de pijama, o que fez ele rir de mim, como sempre.
Nós deitamos na sua cama para comer os donuts e assistir a desenhos na TV enquanto minhas roupas secavam e eu contava tudo o que havia acontecido com Jeremy para ele e o porque de eu preferir contar para ele.
― Porque seu irmão deixou a faculdade? É a parte mais legal da nossa vida. ― Ele disse com a boca cheia.
― A namorada terminou com ele há uns dois meses. Ele era muito ligado nela, sabe? Tipo muito... eles faziam tudo juntos, era esquisito. Então ela deu um pé na bunda dele e ele virou um adolescente emo sofredor rebelde.
― Oh... ele deveria gostar mesmo dela.
― Para mim era só fogo no rabo. Nunca gostei dela mesmo. ― Falei dando de ombros. ― Jeremy é totalmente dramático, acho que falta um pouco de tragédia na vida dele para ele saber que o fim de um relacionamento não é o fim do mundo.
― Nossa... você é tão sem coração! ― Damon disse fingindo que estava triste. ― Por isso que não tem um namorado até hoje.
― Cala a boca! ― Dei risada e lhe dei um soquinho no ombro.
― Ai! ― Ele gemeu rindo comigo.
― Ai Tony Montana, o que você faz? Porque esse lugar aqui é coisa fina, hein! Supimpa! ― Falei olhando o quarto a minha volta.
― Era do meu avô, na verdade. Então eu meio que fico sem coragem de vender e é sempre útil quando estou em NY. ― Ele explicou.
― Nossa, o que você é? Um dos herdeiros do trono inglês e eu não to sabendo? ― Falei brincando. ― Tudo que você faz é viajar o mundo e dormir com mulheres, de acordo com Niklaus.
― Não. ― Ele falou um pouco sem graça. ― Eu sou escritor. É por isso que eu viajo muito, eu adoro conhecer os lugares e usá-los em minhas histórias. Você deveria vir comigo em uma dessas, ia te fazer super bem. Afinal, você é toda estressadinha com a vida. Uma praia deserta no caribe é o melhor remédio.
― De nudismo também, olhando para a sua cara de safado! ― Dei risada olhando para a cara maliciosa dele.
E então ele ficou olhando para mim e sorrindo. A sua barba estava um pouco comprida o que deixava ele mais bonito ainda e seus olhos azuis eram de se perder lá. Eu não pude evitar e sorri também.
― Porque você está sorrindo? ― Perguntei.
― Porque eu estou feliz. É meio inevitável com você. ― Ele disse sem perder o sorriso. ― Talvez eu esteja apaixonado... as pessoas ficam assim quando estão apaixonadas. Acho que te amo!
Acho que não tinha como ele ser mais lindo do que nesse momento, ele foi tão doce gentil e amável que eu queria apertá-lo e não soltar mais. Ou não, será que ele estava mesmo falando a verdade? Porque todas as minhas experiências nos últimos anos com as palavras Eu Te Amo tinham sido com um cara qualquer que eu havia conhecido no mesmo dia e ele dizia isso enquanto estava em cima de mim ou eu em cima dele. Merda, só poderia ser isso.
Perdi o sorriso da cara na hora e me levantei da cama.
― Ai, minha nossa... ― Ele falou ao ver a minha reação quando ele disse Eu te amo.
― Eu tenho que ir. ― Falei andando de um lado para o outro que nem barata tonta, mais perdida que cego em tiroteio.
Ele se levantando rapidamente da cama e ficou parado me olhando, de maneira assustada.
― Eu vou pegar minhas roupas e sair daqui. ― Falei indo em direção a cozinha para ir a lavanderia.
― Elena, me desculpe. Não vai acontecer de novo. ― Ele falou vindo correndo atrás de mim. ― Sério, me desculpe. Eu prometo. Eu achei que você gostasse, a maioria das mulheres gosta.
― Não eu! ― Parei e me virei para olhá-lo. Fiz uma pausa antes de continuar. ― Você me pegou meio desprevenida. As pessoas não fazem isso, do nada dizem que estão apaixonada, isso é assustador. E nem dizem... você sabe o que. ― Sussurrei para ele envergonhada.
― Eu entendo, me desculpe.
― Me desculpe se eu pirei. É que... eu não escuto isso com muita frequência dessa forma. Só não faça de novo.
― Tudo bem, nunca mais direi as palavras ''Eu te amo'' mesmo sabendo que de fato, eu provavelmente te ame e esteja apaixonado por você. ― Ele sorriu daquele jeito e então eu sai correndo.
― Cala a boca, Damon! ― Gritei e sai correndo para a cozinha.
Ele gargalhou e então gritou.
― Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!
― Cala a boca! ― gritei da cozinha enquanto ouvia ele rir de mim.
Fui até a secadora e minhas roupas já estavam secas. Vesti elas ali mesmo e tinha que ir buscar o resto delas no quarto mas Damon estava lá, bem lá vamos nós de novo. Quando voltei para o quarto ele estava sentado na cama me olhando daquele jeito, apertando os lábios para não rir.
― Não ouse abrir a boca! ― Falei brava apontando para ele enquanto vestia o resto das minhas roupas.
― Me desculpe. ― Ele pediu, todo fofo.
― Eu tenho que ir, Damon.
― Não! Me desculpa, não precisa ir por causa disso.
― Não. Eu estou indo porque deixei Jeremy trancado no meu apartamento há umas três horas e ele deve estar faminto, só tem comida congelada na minha geladeira e o meu micro-ondas está em alemão, então é melhor eu ir antes que ele explode a casa.
― Porque seu micro-ondas é em alemão? ― Ele perguntou confuso.
― Caroline me obrigou a comprar, é só um monte de lixo. ― Falei. ― Não vi diferença do dos americanos, só o preço.
― Ah, entendi. ― Ele falou mas eu tinha certeza que ele não tinha entendido.
― De qualquer forma, tchau! ― Falei quando já estava pronta. Então ele se levantou da cama e se aproximo de mim me dando um selinho demorado.
― Eu te amo! ― Ele piscou.
― Tchau, Damon! ― Falei saindo correndo dali, enquanto ele ria sem parar.
― Bom saber que um de nós está se divertindo!
capítulo 7
Coloquei a chave na fechadura e a girei abrindo a porta, assim que entrei no apartamento dei de cara com Jeremy deitado no chão da sala.
― Jeremy, ai meu Deus! ― Corri na direção dele. ― O que aconteceu?
― Ah, ainda bem que você voltou! Eu não aguentava mais. ― Ele disse se sentando. ― Achei que ia morrer aqui sozinho, com fome, sem ar... ― Disse ele fazendo aquele super drama.
― Jeremy, tem janelas abertas por todo o apartamento. ― Revirei os olhos.
― Eu estou tão faminto que achei que fosse ter que comer um dos meus braços. Você só tem comida congelada e seu micro-ondas está em alemão, porque?
― Caroline me obrigou a comprar.
― Você é tão burra! ― Ele disse rindo da minha cara.
― Cala a boca. ― Apontei para ele séria. ― Jeremy?
― Hum? Você vai me mandar para LA do mesmo jeito? Tudo bem mas primeiro nós podemos por favor comer alguma coisa?
― Damon disse que me ama. ― Falei como se fosse uma pergunta.
― Oh... isso é... bem, eu não sei o que falar. ― Ele fez uma pausa antes de continuar. ― Ele disse no sexo?
― Não pergunta isso! É nojento! ― Eu gritei. ― E respondendo a sua pergunta, não. Não foi no sexo. Eu estava contando meus problemas para ele enquanto estávamos deitados na cama.
― Isso é muito bom. Porque sabe, falando como um cara e não como seu irmão agora... é assim que nós fazemos. Não pensamos muito como as mulheres no momento perfeito nem essa coisa, quando achamos que precisamos dizer nós simplesmente falamos.
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