Procura-se Um Marido
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Espero que continuem assim e não em abandonem... Enfimm, me digam o que estão achando da fic e se querem que eu mude alguma coisa nela :D bjss
Acordei de manhã esfregando os olhos. Eu tive um sonho com Damon e foi a noite inteira. Ele veio aqui e me fez um acordo de sexo sem compromisso, eu disse sim e nós fizemos sexo a noite inteira. Nossa, eu poderia chamar de pesadelo. Não, não chamaria não porque eu adorei. Espera ai... ― Me sentei de uma vez na cama e finalmente abri os olhos. Me dei conta de tudo que eu vestia era uma calcinha, olhei a minha volta no quarto e vi as roupas de Damon no chão. Não foi um sonho.
― Ai meu Deus. ― Murmurei.
― Ah, você acordou! ― Damon disse entrando no meu quarto. Ele vestia apenas a sua box cinza. ― Muito bom! ― Ele piscou para mim.
Eu o olhei ali. Minha nossa, como ele poderia ser tão gostoso? Olhe para esse corpo, esses braços, os ombros. Não pude deixar de revirar os olhos. Foi então que noite algo branco sobre o seu peitoral. Era... espuma de barbear?
― Você curtiu né? Super sexy, eu sei. E nem é um fetiche tão nojento.
― Isso no seu peito é espuma de barbear? ― Perguntei.
― Não. É chantilly. ― Ele passou o dedo no peitoral pegando um pouco na ponta do dedo e lambeu. Depois passou a língua sobre os lábios. Ai meu Deus. ― Eu vou pegar o vidro. Espera aí...
E então ele saiu do quarto antes que eu pudesse impedi-lo. Meu Deus? O que eu fiz, de novo? Eu precisava acabar com isso tipo agora, eu não poderia ser essa menina boba que se joga nos braços dele com essa facilidade. Eu tinha que tomar o controle da situação e não me entregar tão fácil para ele, era isso que eu vinha tentando evitar e só me enfiava cada vez mais nesse buraco.
― Eu voltei. ― Ele disse quando voltou para o quarto com a lata de chantilly na mão.
― Damon... ― Comecei a falar. Era hora de dar um jeito nisso. ― Nós precisamos conversar, é sério. Falar sobre tudo isso e... ― Enquanto eu encontrava a forma certa de falar nem prestei atenção nele e só fui prestar quando ele já estava embaixo do meu lençol. ― Damon, o que você tá fazendo? ― Perguntei sem acreditar.
― Deita ai e relaxa. ― Ele colocou a mão na minha barriga e me empurrou me fazendo cair deitada.
Ele empurrou minhas pernas uma para cada lado as abrindo. Ai meu Deus, ele não vai fazer isso, essa não, ele já está fazendo. Ele começou a puxar a minha calcinha para baixo.
― Damon! ― Falei o advertindo, tentando o fazer parar, mas ele já tinha tirado a minha calcinha.
― Fica quieta. ― Ele falou.
Foi então me senti os lábios dele. A pele dele contra a minha fez eu me arrepiar inteira. Ele começou dar vários beijinhos sobre a parte interna das minhas coxas, eu sentia a sua barba na minha pele me fazendo cosquinhas. Ele ia descendo cada vez mais com os beijinhos e chegando mais perto do meu sexo. Foi então que quando ele chegou na minha virilha ele parou os beijos. Foi então que senti algo gelado tocando em mim, aquilo me assustou e me fez pular de susto.
― Damon! O que você tá fazendo? ― Falei brava com ele.
― Relax don't do it... ― Ele começou a cantar no meio das minhas pernas.
Foi então que senti sua boca lá. Meu corpo inteiro se arrepiou e eu revirei os olhos, por um momento eu tentei me esquivar dele mas depois ficou tão bom que eu acabei mudando de ideia. A sua língua estava em todos os pontos me causando tanto prazer que eu tive que me agarrar ao lençol da cama e o apertei com as duas mãos. Ele movimentava a língua com delicadeza e pratica, como se já tivesse feito isso muitas vezes. Por um momento eu fiquei com raiva imaginando ele com outra mulher, mas depois pareceu ter melhorado e eu me esqueci completamente disso. Só me concentrava na mágica que Damon estava fazendo com língua.
― Damon... ― Eu gemi seu nome em tom baixo.
Mordi meu lábio inferior, estava tão bom. Ele chupava, lambia... e tudo que eu conseguia fazer era revirar os olhos de tanto prazer. Levantei meu quadril o empurrando mais em direção ao seu rosto.
― Não para! ― Gritei.
Tirei uma das mãos do lençol e levei até a cabeça de Damon, entrelacei meus dedos nos fios do cabelo dele, aquele cabelo tão macio e sedoso. Segurei firme em seus fios de cabelo, enquanto meu corpo se contorcia de prazer. Eu sentia que estava quase lá, no ponto máximo do prazer. Foi quando eu gritei alto... abrindo os braços e me esparramando mais na cama.
Eu fiquei sem reação. Apenas jogada na cama com a respiração ofegante e tentando me recompor depois de tudo. Foi então que vi a cabeça de Damon sair de baixo dos lençois, ele estava deitado entre as minhas pernas, praticamente em cima de mim.
― Chantilly é o segredo. ― Ele disse lambendo os lábios e piscando para mim.
― Damon. ― Disse seu nome baixo, olhando para o seu rosto sobre o meu.
― Que foi? Foi ruim para você? Porque ninguém nunca disse... ― Ele começou a falar com um olhar triste, mas eu o interrompi colocando meu dedo indicador sobre os seus lábios.
― Não! Não, foi ótimo. É só que... Nós precisamos parar com isso. Não vai funcionar. ― Falei imóvel embaixo do seu corpo.
― Elena... ― Ele sussurou meu nome selando nossos lábios, me impedindo de continuar a falar como se aquilo fosse tortura para ele.
— Não. — Dei uma risada nervosa deixando que ele continuasse a selar nossos lábios. — Não vai funcionar. — Sussurei fazendo um sinal negativo com a cabeça. Ele então encaixou nossos lábios num beijo lento, que eu correspondi de imediato, sem conseguir me controlar.
— Não diga que você não quer, você quer. Não mente para mim... — Damon sussurrou parando o beijo e mordendo meu lábio inferior, em seguida desceu a boca pelo meu pescoço, dando vários beijos molhados por ali, me arrancando gemidos baixos. Ele logo voltou a me beijar na boca, e poucos minutos depois o beijo estava agitado, chegando ao ponto de desespero quando nossas bocas não se encaixavam. Ele percorria meu corpo com as mãos, apertando os meus seios, me acariciando, me fazendo querer ele ainda mais. Eu logo me entreguei a vontade e comecei a arranhar suas costas nuas, trazendo-o pra mais perto. Damon respirou fundo entre o beijo. Eu estava completamente nua e entregue a ele novamente, então ele percorreu com os dedos em meu sexo, me fazendo dar um gemido fino, seguido por um grunhido seu ao ver que eu já estava mudando de ideia.
Quer saber, dane-se o que os outros vão pensar. Na verdade eles nem vão pensar porque ninguém nunca vai saber disso, quem sabe é ai que minha trégua com Damon não começa. Nós nos entendemos na cama e é isso ai. Ele vai me ajudar com Elijah e quando tudo acabar, acabou. Eu vou estar com Elijah, Damon vai ter ido embora e todos saímos ganhando, não é? Ou talvez eu só estivesse pensando nisso porque não estava conseguindo raciocinar direito.
— Viu? Você quer tanto quanto eu. — Sussurrou ele, deixando nossas lábios bem próximos enquanto puxava sua cueca para baixo, tirando-a. — Vamos fazer isso. — Eu assenti sem pensar duas vezes e entrelacei meus dedos no meu cabelo de novo, juntando nossas bocas em apenas um selinho e sorri. — Melhor assim.
— Você... – Falei rindo com os olhos fechados. — tem que parar de fazer isso comigo. Me dominar assim.
— Nunca! — Ele falou me beijando.
— Essa é a última vez... — Sussurrei como se fosse uma pergunta, então ele assentiu como se aquilo fosse verdade. Ele já estava sem cueca então senti ele me penetrando lento e duro. Eu puxei seu cabelo, mordendo seu pescoço devagar e gemi.
— Alguém já te deu tanto prazer quanto eu te dou? – Perguntou baixo, me penetrando o mais fundo possível. — Ein?
— Não. — Gemi, selando nossos lábios. — Ninguém, nunca. — Sussurrei sem pensar, mas era verdade. Ele mesmo sabia disso enquanto saia de mim e voltava lentamente, me torturando. – Mais. – Pedi sem conseguir pensar. Ele negou com a cabeça, mantendo os movimentos duramente lentos.
— Então não é a última vez? — Ele sussurou indo fundo, lento, me torturando.
— Não. — Sussurrei, era libertador poder dizer isso.
— Por favor. — Ele pediu enquanto me penetrava mantendo nossos olhares fixos, eu neguei com a cabeça, revirando os olhos de prazer que logo em seguida se fecharam não aguentando o prazer, a necessidade de mais. Eu sabia que logo nem ele não aguentaria essa tortura.
— Damon... – Eu gemi seu nome enrolando minhas pernas em volta da sua cintura, tentando fazê-lo ir mais rápido. Ele riu, aumentando o ritmo das estocadas e me encarando enquanto eu tentava não gemer alto. Eu estava quase gozando de novo, o arranhando com força me perdendo em seus braços fortes, gemendo seu nome e falando bobagens que nem eu mesma entendia, quando ele parou saindo quase todo de mim. Eu olhei sem entender.
— Nós temos um acordo? – Ele sorriu daquele jeito, não! Não! Eu odiava a forma com que ele jogava sujo, eu não ia resistir.
— Não precisa falar nada. — Sussurrei o puxando, selando nossos lábios. — Só não para. — Disse implorando.
— Só se você dizer que sim. — Ele falou segurando seu membro sobre o meu clitóris, me fazendo gemer. — Fala que sim.
— Sim! — Falei o que eu queria e o que ele desejava.— Só não para, Damon. — Ele riu vitorioso, voltando pra dentro de mim me penetrando lentamente, me olhando delirar de prazer com sua vitória. Eu arranhava suas costas e puxava seu cabelo com a outra mão, entregando-me mais uma vez.
— Goza comigo. — Ele pediu afundando o rosto no meu pescoço.
Eu gemi frustrada e ele sorriu daquele jeito. Damon começou a estocar rápido, levando uma mão até meu sexo, massageando meu clitóris. Eu estava brava com ele no meu subconsciente por fazer isso comigo, culpando-o mentalmente. Eu gemi alto, não conseguindo me controlar e me deixando gozar junto com ele.
Assim que terminamos eu fui para o chuveiro e Damon continuou na cama. E lá vinha aquele maldito arrependimento de novo e eu burra fiz a mesma besteira. Mas se bem de que as coisas pareciam tão boas com Damon que eu não estava nem ai. Sai do banho enrolada em uma toalha branca e fui direto para o meu quarto olhar meu celular. Havia algumas coisas do trabalho e algumas chamadas perdidas de Caroline e mensagem dela. Quando fui ver as mensagem que finalmente me lembrei, eu havia combinado com as garotas que iríamos escolher as flores do casamento hoje as nove da manhã e já eram nove e meia. Foi então que vi a mensagem de Caroline: Você está tão atrasada, eu estou indo te buscar!
— Ai meu Deus! Damon! — Gritei o acordando. Peguei sua calça no chão e joguei em cima dele. — Sai daqui, agora!
— O que? — Ele perguntou ainda confuso e sonolento. — Não faz assim. É só pedir com jeito.
— Damon, eu não estou brincando! Caroline está vindo para cá agora, anda... some daqui! — Falei jogando a camiseta nele dessa vez.
— Calma aí, deixa eu só tomar um banho de gato, rapidinho... coisa de cinco minutos. — Ele disse se levantando. — Eu saio antes de você terminar de se vestir. — Disse irônico e confiante.
— Acho bom mesmo, vai! Anda... corre! — Falei enquanto ele ia para o banheiro andando na maior tranquilidade.
Corri me vestir. Coloquei uma calça jeans preta, uma camisão transparente branco, uma jaqueta de couro preta por cima e sapatilhas. Passei uma maquiagem rápida e dei uma ajeitada no meu cabelo que estava liso. Foi então que ouvi a porta do meu apartamento sendo aberta. Meu Deus, era Caroline. Peguei minha bolsa, celular e óculos e corri até a porta para alcançar ela.
— Meu Deus, o que aconteceu com você? — Caroline me olhou.
— Eu dormi demais, me desculpa amiga. — Falei a abraçando e a empurrando em direção a porta.
— Eu percebi, você não dormiu. Você entrou em coma! O que aconteceu? — Ela fez uma pausa antes de continuar. — Já sei... Elijah! — Caroline deu um sorriso cúmplice. — Sua safada!
— Não, Care... nada a ver. Ele é tipo, super respeitoso. — Falei.
— Sexo conservador? Uau, super sexy! — Ela disse rindo.
— It's not just all physical
I'm the type who won't get oh so critical
So, let's make things physical
I won't treat you like you're oh so typica — Nós duas ouvimos a cantoria vindo do banheiro.
— Ai meu Deus, o que foi isso? — Caroline perguntou tentando olhar sobre os meus ombros. — Eu vou pegar o bastão!
— Foi a... TV! — Falei a primeira coisa que veio na minha mente.
— Você ia sair com a TV ligada? — Caroline perguntou confusa. — Cara, você tá muito esquisita. Parece aquela vez em que agente foi naquela festa na faculdade e você comeu aqueles cogumelos...
— Caroline! Vamos! — Falei a empurrando para a porta.
— Eu ein! — Ela disse saindo na frente.
Quando nós saímos do apartamento eu finalmente respirei novamente. Damon era tão sem noção! Eu tinha certeza de que ele tinha feito de propósito só para Caroline pensar alguma coisa. Sempre que as coisas estavam bem entre nós ele ia lá e fazia alguma merda, maldito seja!
Eu e Caroline fomos para uma famosa floricultura da cidade. A loja só fazia eventos, como casamentos, premiações e essas coisas. Quando chegamos lá Bonnie e Rebekah já estavam lá.
— Meu Deus, porque você demorou tanto? — Rebekah perguntou reclamando.
— Eu dormi demais. — Falei ajeitando os óculos escuros.
— Dormiu de mais? — Rebekah me olhou daquele jeito. — Aham, isso para mim cheira a sono atrasado da noite passada por fazer muito sexo! — Ela falou assim que entramos na loja, talvez um pouco alto demais porque até a vendedora ouviu e nos olhou assustada.
— Rebekah! — Eu a adverti.
— O que foi? Eu tomei umas biritas já sim, e dai? — Ela me olhou confusa.
— Oh Deus, esse casamento vai ser uma catástrofe. — Bonnie disse revirando os olhos e entrando mais fundo na loja.
— Bonnie Bennett, não diga isso! Retire o que disse! — Caroline disse gritando e correndo atrás dela.
— Vocês tem champagne? — Rebekah perguntou a vendedora que acenou positivamente — Ótimo! Você pode trazer uma garrafa para mim e taças para elas. — Ela piscou de maneira gentil para ela.
— Pode trazer uma garrafa para mim também! — Falei para a vendedora e então olhei para Rebekah.
— E então... você fez sexo com ele? Com meu irmão? — Rebekah perguntou curiosa.
— Não! Não! Não! Vocês podem por favor parar de me perguntar isso? Elijah é um cara super legal e de respeito. Nós não fizemos sexo no segundo encontro.
— Calma aí, eu só perguntei... não tenho culpa que ele seja um bundão e não queira fazer sexo com você.
— Ele quer fazer sexo comigo, nós só decidimos esperar um pouco mais! — Falei.
— Isso é bom, nada de compromisso sério. Afinal, Stefan chega hoje.
A vendedora chegou com uma bandeja com duas taças de champagne e duas garrafas. Rebekah pegou uma garrafa e deu um longo gole na mesma.
— Aham, te peguei! Você está nervosa porque seu namorado do colegial chega hoje! — Falei apontando para o rosto dela.
— Não, não estou não! — Ela me olhou revirando os olhos. — Talvez só um pouco. Você poderia perguntar com quais tipo de garota ele tem saído nos últimos anos?
Olhei para a cara dela e já tinha entendido tudo. Rebekah não tinha marcado esse encontro para mim e sim para ela. Eu seria a sua garota de recados, tudo que ela queria era me usar para saber se Stefan ainda tinha um tipo de quedinha por ela, assim eles se acertavam e eles se resolviam e viviam felizes para sempre. Eu não estava brava na verdade eu estava até feliz por Rebekah finalmente mostrar algum tipo de interesse por algo que não fosse sexo casual. Eu sabia que Stefan foi o único cara que ela realmente amou, eu tinha certeza, toda vez que ela falava dele ficava nervosa e dava um sorriso meio torto, sem contar que seus olhos brilhavam. Uma cara de adolescente apaixonada.
— Tudo bem. Eu vou a esse encontro e consigo todas as informações. — Falei e ela respirou aliviada, satisfeita por ela mesma não ter que fazer isso.
— Ai, você é a melhor amiga do mundo! — Ela disse me abraçando. — Sério, você deveria ser uma Mikaelson.
Eu sorri sem jeito. Rebekah não era o tipo de garota que aceitava qualquer uma namorar os seus irmãos, ela era ciumenta e dura na queda. Demorou um tempo até ela aceitar que Caroline e Klaus se gostavam e ela meio que surtou no começo, mas depois ela comparou Caroline com as outras namoradas de Klaus e pensou, bem... essa é a garota com quem meu irmão deve ficar para sempre. E assim está sendo até hoje.
Por fim nos olhamos a flores. Pensamos em rosa mas Rebekah disse que seria um clichê super brega e que a mãe dela iria odiar então, Caroline escolheu peônias brancas e orquídeas azuis, como a cor favorita de Klaus. Depois que terminamos nós fomos almoçar juntas. Rebekah e Bonnie me chamaram para uma aula de spinning. Como eu não estava a fim de volta para a casa e ninguém estava com vontade de me levar eu peguei roupas de academia emprestadas de Rebekah para fazer a aula. Quando a aula acabou nós fomos tomar um suco na praça de alimentação da academia.
Aproveitei que Bonnie e Rebekah estavam concentradas em um papo sobre Deus sabe o que eu fui olhar meu celular. Havia algumas coisas do trabalho e uma mensagem de um número chamado Boy Magia... mas que merda é essa? Eu abri para ver.
''O seu shampoo acabou, você pode comprar mais? :)''
Damon, só podia ser. Só ele seria capaz de ser tão cara de pau assim. Respondi a mensagem então.
''Não, você acabou com ele. Se precisa de mais você mesmo compre! ;)''
― Ela está mandando mensagem de texto para o Elijah. ― Disse Rebekah certa disso tirando minha atenção do celular.
― Isso é tão fofo, não é? Todas nós entramos para a sua família, Bekah! ― Disse Bonnie empolgada.
Dei um sorriso empolgado para Bonnie e peguei meu suco de laranja, dando um gole no copo.
― Stefan acabou de chegar e Klaus está indo pegar ele no aeroporto. Oh meu Deus, eu estou tão nervosa. ― Rebekah disse soltando o seu celular e o deixando cair com tudo em cima da mesa.
― Vocês estão trocando mensagem de texto? ― Perguntei confusa. Porque ela precisava de mim se ela mesma estava falando com ele?
― Não é mensagem de texto, é whatsapp é mais atual e prático. Você ainda nem fez trinta anos e já está tão velha assim... ― Rebekah me olhou.
― Então você está se whatsappando com Stefan e nem pensou em me contar? Porque você precisa que eu saia com ele então?
― Porque nós não tocamos em assuntos delicados. Nós flertamos e falamos de coisas engraçadas.
― Ah você jura? Então, bem vinda ao mundo real onde os adultos conversam sobre relacionamentos que não deram certo, ok? ― Pisquei para ela.
― Não! Você não pode fazer isso comigo. Você tem que se encontrar com ele. ― Ela praticamente implorou.
― Eu vou me encontrar com ele. ― Ela sorriu aliviada. ― Mas você também vai falar com ele.
Queria muito que Rebekah falasse com ele, afinal, ela também já estava nos seus vinte e nove e por mais que ela se fizesse de difícil e ficasse nessa de: Eu não quero me casar, eu não vou me casar e não preciso de nada disso, eu tinha certeza de que um dia ela quis tanto isso que não deu certo e por isso ela ficou assim. Acho que tudo o que ela precisava era de um relacionamento verdadeiro assim como eu.
Depois da aula Rebekah me levou para casa e Damon já havia ido quando eu cheguei, ele realmente havia acabado com meu shampoo. Tomei um banho demorado e depois fui para o salão fazer o cabelo. Quando cheguei já era noite.
Fui me vestir e me arrumar para ir a casa do Mikaelson. Rebekah queria que eu conhecesse Stefan logo. Então vesti um vestido preto de mangas compridas bem colado ao corpo e decotado. O vestido destacava as minhas pernas, coloquei um salto alto preto todo aberto e alguns acessórios, meu cabelo estava cacheado. Passei uma maquiagem fraca e peguei uma bolsa de mão preta para acompanhar. Peguei as chaves do meu Audi R8 e fui direto para a casa dos Mikaelson.
Entrei na casa como de costume e assim que entrei na sala o vi pela primeira vez. Stefan Salvatore, o Salvatore mais novo. Ele era o oposto de Damon, bastava olhar na forma com que ele se portava. O cabelo era loiro e arrepiado, os olhos eram verdes e não azuis e ele não era tão pálido quanto Damon. Mas fora isso, não negava que eles eram irmãos. Stefan sorriu ao me ver ali e me olhou dos pés a cabeça.
― Você deve ser Elena. ― Ele sorriu gentil, vindo na minha direção me cumprimentar com um beijo no rosto.
Hummmm, ele era tão cheiroso quanto o irmão também. Ele vestia um camisão jeans escuro , uma calça jeans preta e coturno.
― Sim, e você é Stefan. Ouvi muito sobre você! ― Disse de maneira simpática.
― Espero que tenham sido coisas boas. ― Ele sorriu de volta.
Foi então que Rebekah entrou na sala de uma vez e nós olhamos na direção dela, eu sorri satisfeita. Parece que a conversa seria antes mesmo do meu suposto encontro com Stefan.
― Bom, vocês devem ter muito assunto para colocar em dia. Conversa de adultos. Eu vou... vou lá em cima jogar vídeo game com Kol, eu adoro! ― Falei olhando para Rebekah e sai dali deixando os dois sozinhos. Mas me escondi no corredor para poder ouvir o que eles iriam falar.
― Sabia que é muito feio ouvir a conversa dos outros? ― Ouvi a voz perto da minha orelha e me virei assustada, esbarrando em um vaso quase o derrubando.
― Damon! ― Disse lhe dando um tapa no braço. ― Não faça isso. Chegar assim... como um gato.
― É impossível, eu sou um gato. ― Ele piscou para mim.
― Tudo bem, mas seja um gato mudo, porque eu quero ouvir o que eles estão falando.
Então eu e Damon ficamos quietos e finalmente conseguimos ouvir a conversa dos dois da sala.
― O que ela quis dizer com conversa de adultos? ― Stefan perguntou olhando para Rebekah.
― Ah, nada demais... Elena é meio doidinha. ― Rebekah disse nervosa. Eu nunca tinha a visto assim antes, tão sem jeito na frente de um homem.
― Hum... entendi. Você está ótima, parece que não envelheceu nenhum dia. Continua com a mesma cara de menina líder de torcida.
― Eu não sou mais aquela garota. ― Ela disse sem jeito.
― Rebekah... ― Stefan começou a falar como se não soubesse encaixar as palavras em uma frase. ― O que é tudo isso? Essa... essa coisa. Você falando comigo e me chamando para vir para cá antes e... ― Ele parecia confuso.
― Stefan, eu sei que isso parece assustador e confuso agora mas, recentemente eu parei para pensar em certas coisas e ver todos os erros que eu cometi na minha vida e você é o pior deles! ― Ela se enrolou com as palavras por falar tão rápido. ― Quer dizer, você não foi um erro, o que eu fiz com você foi um erro. Eu era nova e não sabia o que eu queria ainda, então você apareceu todo fofo com aquela ideia de casamento e me pediu em casamento e eu estava insegura com o que o futuro tinha para mim. Assustada com tudo...
― Insegura? ― Stefan deu uma risada sem humor. ― Rebekah deixe-me contar algo sobre o mundo real que depois de todos esses anos talvez você não tenha aprendido ainda. Quando um homem te pede em casamento você diz sim! Mesmo com insegurança e medo porque se ele está fazendo isso é porque te ama! Você não diz não!
― Eu nunca disse não! Eu disse que te amava e que queria casar com você algum dia... e eu te amava tanto, mas você desistiu de nós! ― Rebekah disse com a voz falhando, como se ela estivesse tentando engolir o choro.
― Eu desisti de nós? ― Stefan gritou com raiva. ― Por te pedir em casamento eu desisti de nós?
― Não! Por não me esperar, por não me dar mais tempo. E você sabe disso...
― Isso é ótimo, Rebekah! Agora vamos falar de quem realmente desistiu de quem. Você desistiu de mim, você! Porque tudo que você imaginava era o mundo mágico e as aventuras que você poderia viver fora de casa e que eu nunca deixaria de ser o seu namoradinho idiota do colégio. Mas olhe só para hoje as coisas mudam, não é? ― Eles estavam falando tão alto que provavelmente todos na casa podiam ouvir. ― Você desistiu de mim primeiro...
― Se eu tivesse desistido de você eu não estava aqui pagando esse papel ridículo e me rebaixando. Como eu pude ser idiota ao passar todo esse tempo da minha vida acreditando que você ainda iria me amar! Com todo aquele papo de que eu era o amor da sua vida, que nós iríamos ficar juntos. Eu sou idiota...
― Eu queria isso, Rebekah. Você só não queria a mesma coisa que eu. Ainda bem que eu encontrei alguém que seja capaz de amar, é isso mesmo... ― Ele disse quando ela ficou paralisada. ― Eu vou me casar, Rebekah, com uma garota que vale a pena! ― Stefan disse com raiva.
Rebekah ficou imóvel, apenas respirando fundo e se segurando para não desabar na frente dela. Os olhos dela estavam cheios de lágrima e mais um pouco poderiam transbordar. Ela o olhava sem acreditar que ele fosse capaz de dizer algo como aquilo para ela. Foi então que Stefan perdeu aquela cara de raiva e mudou completamente para triste e arrependimento, como se sentisse muito e quisesse apagar as palavras que havia dito. Ele estava procurando algo para dizer, qualquer palavra que talvez ainda não havia sido dita para mudar o que aconteceu e a cara de decepção e desespero de Rebekah.
― Rebekah... eu sinto muito... ― A garota deu um passo para trás. ― Eu sinto... ― Mas antes que ele pudesse continuar ela então saiu dali correndo, eu ouvi o som da porta da frente bater.
― É mal de família? ― Olhei para Damon com raiva. ― De um jeito no idiota do seu irmão, vou cuidar de Rebekah.
Eu sai do corredor e voltei para a sala, andando apressada em direção a porta.
― Fala com ela, Elena. ― Stefan disse arrependido.
― Não agora, Stefan! ― Disse firme sem olhar para ele e corri atrás de Rebekah.
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