Prison of Love

21 Vou ser forte


Notas iniciais
Oie amores ^.^ sentiram minha falta? Não? Ok...... Gentee, eu esqueci de dedicar o capítulo passado para a linda da Samara Meireles!! Mas vou dedicar esse sim? :3 "... minha autora querida... " Awn, ela disse isso *O* Zeus, posso confessar que eu pirei? Zeus: Pode filha '-' AAAAAH EU PIREI DE VEZ! VOCÊ É MINHA QUERIDA LEITORA SIM?? TE LOVO! Tá, chega! Esse capítulo é totalmente dedicado á você, sim minha linda? Boa leitura!!

POV Annabeth

Como eu sou idiota. Idiota. Idiota. Idiota.

Ai senhor, por que eu acreditei nele? Eu juro que pensei, por um momento, que ele podia sentir algo por mim. O mínimo que fosse.

O que fizemos ontem não significou nada? É, ele deixou isso bem claro.

Lembrar ele lembra. Sei disso. Thalia me contou que ele foi pegar uma calcinha para mim no quarto.

Merda, por que eu estou chorando? Eu odeio chorar.

Não existe explicação científica para as lágrimas. Elas simplesmente vem, seja de tristeza ou de felicidade.

Chorar, na minha opinião, só demonstra fraqueza. Lágrimas não tem explicação científica. Emoções são uma merda.

Continuo correndo pelos corredores do reformatório.

Não sei mais nem onde estou.

Viro á direita e depois a esquerda. Diminuo o passo, andando agora. Respiro fundo e paro de chorar, passando as mãos com força sobre minhas bochechas encharcadas.

Viro á direita e vejo uma porta.

Abro e entro. É uma sala vazia. O único jeito de sair ou entrar é pela porta. Ninguém pode me ver.

Ninguém sabe onde estou. É exatamente o que eu quero.

Ninguém vai me ver chorar. Ninguém vai ver o quanto eu sou estupidamente fraca.

Sinto meus olhos voltarem a marejar. Me obrigo a manter a calma e observar o quarto.

Olhando em volta, percebo que na verdade não é uma sala vazia.

Acho que é aqui que guardam todos os antigos pertences que não são permitidos no reformatório.

Começo a mexer em uma pequena estante que tem ali e descubro uma faca de manteiga bem afiada.

Acho uma faca maior, de uns quinze centímetros. Acho um pacotinho branco e não demoro para reconhecer que é cocaína.

Quando termino de mexer e tirar tudo do lugar, percebo a bagunça que eu fiz.

Tudo está no chão, e eu começo a rir que nem retardada.

Tranco a porta e me sento no chão. Quando finalmente fico parada tudo parece voltar á tona.

A noite de ontem. Ah.... Eu realmente pensei que.... Eu acho....

Eu realmente pensei que ele podia sentir por mim pelo menos um pouco do que eu descobri que sinto por ele.

Meus olhos voltam a marejar. Desta vez, deixo as lágrimas rolarem pelas minhas bochechas.

Encosto as costas na parede e escorrego até sentar, no estilo daqueles filmes antigos mesmo.

Quero chorar baixo, chorar pouco. Quero ser forte. Quero enfrentar tudo isso, mas não consigo.

Não consigo. Não consigo. Sou fraca.

É isso. Uma verdade que eu nunca admiti nem para mim mesma.

Eu sou fraca.

Muitos podem dizer que eu matei muito, por isso sou forte.

É mentira. Eu fico assustada sempre que penso em quantas pessoas eu matei.

Mas eu não fico assustada com a quantidade, não sinto remorso, não sinto pena e nem compaixão.

É isso que me assusta. Minha falta de.... Humanidade.

Eu nunca me arrependi de matar ninguém. Em alguns casos eu até senti prazer em matar, confesso.

Isso me torna fraca. Me torna desumana.

Eu deveria sentir algo. Deveria sentir pena.

Deveria, acima de tudo, me arrepender. Mas eu não consigo me arrepender nem sentir pena enquanto imploravam-me por suas vidas.

Vidas inúteis, era o que eu pensava. Quem não sabe se defender é inútil.

Seria isso a verdade? Ou somente algo que eu criei para que não me sentisse tão desumana? Tão cruel?

Ás vezes chego a pensar que sou uma psicopata. Vocês já ouvira falar deles?

Uma vez li um livro sobre como funciona a mente de um psicopata.

Aprendi que eles não tem sentimentos. Não sentem amor, pena, remorso, arrependimento, ódio... Nada.

Teve até um caso que eu li de um menino que amarrou um bebê na linha de um trem e esperou até que o trem passasse. Quando foi levado ao juizado de menores e lhe perguntaram o por que dele ter feito aqui, ele simplesmente respondeu que queria ver como um bebê explodia.

Ele não sentia arrependimento. Nem culpa. Nem pena.

Assim como eu não sentia ao matar aqueles que eu era paga para matar.

Ele era um psicopata. Seria eu uma também?

Psicopatas manipulam todos ao seu redor. Fazem com que gostem deles e os enganam.

Fazem com que as pessoas façam o que eles querem. Manipulam as pessoas sem se importar com seus sentimentos.

Mas são momentos assim que eu percebo que não sou uma psicopata.

Eu tenho sentimentos, por menores que sejam.

Não, eu não me arrependo das mortes que causei.

Mas eu sou capaz de amar. Assim como sei que já amo meus novos amigos, como Thalia, Liz, Luke e Nico. Eles são bons para mim, me fazem me sentir... Humana.

Assim como eu amei meu pai e minha mãe, também.

Ah, meus pais.... Estariam eles orgulhosos de mim se estivessem aqui?

Um soluço escapa pelos meus lábios e faz com que meu corpo comece a tremer violentamente.

Me dobro para frente, agarrando minha própria barriga.

A dor que sinto agora é um tipo de dor que eu nunca senti antes. Meu peito dói, meu coração parece apertado.

A verdade é que eu nunca pensei na morte dos meus pais. Não muito.

Sempre fiz qualquer coisa para me distrair disso. Não fui em seus enterros. Chorei pouco quando recebi as notícias.

Agora, quando paro para pensar sinto-me envergonhada.

Tenho certeza que minha mãe não aprovaria minha “profissão”.

Será que meu pai ainda me chamaria de princesinha como sempre chamara?

Não consigo evitar que um lamento saia da minha boca.

Quero gritar. Quero fazer qualquer coisa que faça essa dor passar.

Junto os braços na altura do peito e aperto, tentando fazer com que a dor predominante no meu peito se vá. Dói muito.

O vazio de perder alguém que se ama. Agora eu sinto.

Agora eu me permito sentir. Posso até ter sentido dores na vida, ter sido torturada, ter meus dedos esquerdos quebrados por um tijolo.... Mas nada se compara á essa dor.

É como se você estivesse vazia. Parece um infinito de nada. Como um futuro incerto, mas com um infinito.

Um infinito de dor.

Somente isso.

Soluços sacodem meu corpo violentamente enquanto, mesmo depois de todo esse tempo, permito-me pensar nos meus pais.

Permito-me pensar em todos que eu matei.

Tantos rostos passam pela minha cabeça. Um garoto loiro de olhos verdes, uma garota de cabelos castanhos e olhos igualmente castanhos.

Um empresário de sucesso que estuprara a filha de um trabalhador. Um trabalhador que roubara da empresa.

Juro que quero sentir remorso. Quero me arrepender de tê-los matado. Quero pedir desculpas, mesmo não adiantando nada.

Eu quero chorar por eles. Sei que se fizer isso, se conseguir isso, minha dor será menos.

Se eu me sentir culpada em relação á eles, sentirei que não terei falhado tanto com minha mãe, que sempre acreditou que eu era simpática, alegre...

Que sempre acreditou que eu era boa.

Mas não consigo. Eles não passam de vultos, memorias – que não importam se são desagradáveis ou não.

Não me aguentando, solto um grito ensurdecedor.

Meu grito ecoa pelo pequeno cômodo, enquanto eu espero até que a dor diminua pelo menos um pouco.

Quando penso que estou bem, lembro-me dele. A razão disso tudo, que me “abriu” os olhos para essa merda de reflexão toda.

Lembro de como ele estava controlador ontem e de como ele foi fofo quando cantou comigo naquele dia no “estúdio”, que o treinador nos fez apostar corrida.

E, é claro, junto com as melhores lembranças vem as piores.

Rachel me ameaçando quando ele saiu do “estúdio”. O beijo que eles estavam tendo no refeitório. Como ele tentou corresponder o beijo.

Era possível que eu estivesse apaixonada por ele? Não.

Eu poderia até sentir algo mínimo por ele, gostar talvez.

Mas esse pequeno sentimento morreu quando ele correspondeu o beijo da vaca ruiva – Rachel.

Tudo morreu. Não importa mais.

Mas uma vozinha dentro da minha cabeça continua a me atormentar.

Por que você está chorando por ele então?

Não estou chorando por ele. Estou chorando por meus pais, agora que me permito ser fraca.

Agora que admiti que sou fraca.

Mas eu não posso ser fraca. Não quero ser fraca.

Tenho que parar de chorar.

Mas não consigo, quanto mais lembro-me de momentos felizes e de risadas compartilhadas com Atena e Frederick Chase, mais lágrimas acumulam-se em meus olhos.

Respiro fundo. Todos temos momentos de fraqueza.

Vou contar até dez. Serei fraca então.

Um. Lembro-me de um dia no parque com meus pais que eles compraram sorvete de flocos para mim.

Dois. Lembro-me de assistir filmes com os dois.

Três. Lembro-me de receber a notícia da morte da minha mãe.

Quatro. Lembro-me de assistir filmes com meu pai, depois que minha mãe se foi.

Cinco. Lembro de voltar a ser feliz com meu pai depois de superar minha mãe.

Seis. Lembro de querer cursar arquitetura, mesmo curso que minha mãe tivera feito.

Sete. Lembro de receber a notícia da morte do meu pai.

Oito. Lembro de quando cheguei ao reformatório.

Nove. Lembro de como conheci Thalia e os outros.

Dez. Lembro de como Percy Jackson é um canalha que não me merece.

Levanto-me, batendo com força os pés no chão.

Passo as mãos com brutalidade sobre as bochechas, limpando o que quer que denuncie que eu estivera chorando.

Penso nas pessoas que eu amei e que eu amo.

Meu pai, minha mãe, Thalia Grace, Luiza Connor, Luke Castellan e Nico Di Ângelo.

É por eles que eu vou continuar.

Vou ser forte.

Por eles.

Por eles, eu vou ser forte.

Notas finais
XENTII, EU LI MESMO ESSE LIVRO DE COMO FUNCIONA A MENTE DE UM PSICOPATA '-' Sinceramente? Eu achei bem interessante, tipo, conhecer melhor essas pessoas, entender como funciona a mente delas... A Annabeth agora vai tá na fase mais "revolts" da vida sim? Ela vai começar a sentir a dor de perder alguém amado, realmente. E o Percy vai ser um babaca que vai levar um fora dela e ficar com a Rachel. Mas a fic é Percabeth, não se preocupem. Gente amada e linda do meu coração, o capítulo passado foi o mais comentado da fic! Sim, isso mesmo! Fiquei impressionada e emocionada, claro. Comentem muito aqui também sim? Quero a mesma quantidade de comentários aqui que no do capítulo passado! Ruum u-u Beijos e comentem suas opiniões, me deixem feliz sim?