Prison of Love
25 Vamos casar!
Notas iniciais
POV Annabeth
Entrando novamente no reformatório eu me encontrava rindo igual uma retardada.
Nico segurava minha mão enquanto imitava as caretas que o segurança do shopping fazia.
Adivinha o que nós conseguimos?
Adivinha?
Não?
Bem, nós conseguimos arrumar confusão no shopping.
Quase saindo do shopping um cara veio falar com Nico. Eles se afastaram, eu nem consegui ouvir o que diziam, mas no final ambos estavam se batendo.
Eu, sempre louca, corri até eles e separei a briga, batendo no garoto, óbvio.
Nisso, os intrometidos em roda chamaram os seguranças do shopping e quando eles chegaram Nico e eu saímos correndo.
Agora, o ser mais chato existente na face da Terra vulgo Nico está me fazendo rir escandalosamente com as caretas que o segurança fazia ao nos ver correndo.
Ouvimos passos e Nico cobre minha boca, voltando-se para mim com um olhar reprovador, como se não aprovasse que eu risse.
Piso no pé dele. Ela solta minha boca reclamando e eu xingo ele de nomes que nem eu sabia que existiam.
É a vez de Nico rir igual a um retardado.
Adentramos no reformatório, parando vez ou outra para nos certificarmos que nenhum guarda está por perto.
Chegamos em um corredor paralelo ao corredor do meu quarto. Solto minha mão da dele e começo a andar na direção do corredor quando sinto as mãos dele agarrarem meu quadril, puxando-me de volta.
– É assim que você se despede depois de uma tarde tão divertida com a melhor pessoa que você poderia conhecer? – pergunta ele com um sorriso sarcástico enquanto prensa-me contra a parede.
Rio colocando minhas mãos em seus braços e apertando-os.
– Ok Nico, você venceu. Eu realmente tenho muita sorte, entre sete bilhões de pessoas eu fui conhecer logo você, Senhor Perfeição – respondo.
Inclino-me um pouco e dou-lhe um selinho.
Nico, nada contente com minha “despedida”, beija-me apertando-me contra parede.
Sem conseguir conter-me, rio apertando mais os braços dele e correspondendo-o.
Uma de suas mãos sobe sobre meu quadril, enlaçando minha cintura e minhas mãos escorregam para cima de seus braços, passando por seu pescoço.
Isso é que eu queria simplesmente dar um selinho. Imagina se eu quisesse algo mais?
Acho que já estaríamos no chão em uma posição... Hm.... Constrangedora? No corredor?
Enquanto minhas mãos embaraçam-se com seus cabelos negros as mãos dele passeiam por meu quadril, cintura e coluna, acariciando-as.
Ouvimos um barulho de uma porta perto de nós e dou um pulo, soltando-me do abraço dele e desencostando-me da parede.
Nico ri do meu susto.
– E é assim, minha cara Annabeth, que nos despedimos de alguém.
– Acho que vou me despedir do Luke então – provoco, vendo a expressão dele mudar repentinamente e depois relaxar.
Ele ri, beijando minha bochecha e eu vou para o corredor, adentrando na única porta preta do corredor.
Thalia está na cama, mexendo distraidamente em uns papéis.
Ao ver que papéis são, sinto o desespero subindo pela garganta, trazendo aquele gosto ruim.
Se eu estava com fome, passou totalmente.
Minha barriga parece ter congelado, sinto minhas mãos ficando frias e aperto minha blusa para que elas não tremam.
Não adianta porra nenhuma, mas pelo menos, apertando a blusa, Thalia não tem como ver minhas mãos tremendo.
São os papéis que tem meus desenhos, o que eu andei fazendo com a mão esquerda.
Thalia não parece tão interessada assim neles, pois deixa de analisá-los assim que me vê.
Respiro fundo e ando até minha cama, sentando-me.
– Oi – diz ela, soltando os papéis e olhando-me.
– Oi – respondo, sorrindo.
– Oi – continua ela, sorrindo de volta.
– Oi – respondo, rindo.
– Oi – diz ela, gargalhando comigo.
– Nem responde meu oi né vaca? – começa ela – Fica fora o dia todo, nem me avisa nada... Annabeth, você não me ama mais? – pergunta ela, levando as mãos dramaticamente ao peito e se jogando para trás na cama, deitando-se.
Entrando na brincadeira, respondo.
– Não é isso Lia meu amor.... Você é minha vida, mas convenhamos que eu tenho o direito de me divertir.
– VOCÊ TÁ ME TRAINDO? – grita ela gargalhando.
– COMO EU VOU TE TRAIR SE NEM ESTAMOS JUNTAS? – grito de volta, rindo mais que ela.
Depois de um tempo recuperando o fôlego da crise de risos, Thalia se faz de revoltada, sentando-se subitamente e encarando-me com olhos lacrimejantes.
– Então... – sua voz “frágil” quase faz com que eu acredite que ela fala sério. Mas ela contém um sorriso e o canto de sua boca treme por causa disso – Aquelas noites Annabeth? Não significaram nada á você? – pergunta ela, batendo na própria testa.
Mordendo a parte interior da minha bochecha para parecer séria que nem ela, respondo, ainda contendo uma crise de risos.
– Sim Thalia, significaram muito! Eu nunca tive noites daquelas com ninguém, á não ser você, meu amor.
Ela ri, pulando facilmente a distância de nossas camas e fica de quatro na minha frente.
Empurra-me até que eu encoste na cabeceira e passa as pernas sobre as minhas, morrendo de rir.
– Acho bom, Chase. EU nunca fiquei com outras enquanto estávamos fazendo isso.
– Fazendo o que, Grace? – pergunto com a voz mais sensual que eu consigo fazer, mas ela sai estrangulada por que eu estou contendo as risadas que parecem prestes a sair de mim.
Olho para Thalia sentada “no meu colo”.
Depois de uns cinco segundos se encarando, nenhuma das duas se aguenta e começamos a rir que nem hienas parindo.
Thalia acaba meio que me abraçando, enterrando a cabeça no meu ombro e eu a cabeça nos cabelos dela.
Rimos tanto que logo sinto lágrimas escorrendo por minhas bochechas, manchando o lápis de olho.
Minha barriga dói tanto que eu penso se seria mais ou menos assim a dor de um parto.
E é por isso pessoas, que quando eu for parir um filho, vou fazer Cesária.
Depois de mais uns dez minutos rindo, conseguimos parar de rir.
Thalia sai de cima de mim, olhando-me divertida.
– Annabeth Chase, amor da minha vida, para mim você é mais importante que o oxigênio! E olha que o oxigênio é importante pra caralho sua puta!
Rio mais ainda.
– Sim Thalia Grace my love?
– Casa comigo? Vamos tornar oficial nossa união.
Ela se ajoelha dramaticamente, levando uma das mãos ao peito e outra segura a minha em um ato quase romântico se você não considerar que nós somos super retardadas.
– CASO! – grito, jogando-me sobre ela, fazendo com que nós duas caíamos no chão, eu por cima – Caso! Caso! Caso! Caso contigo hoje, se quiser! Podemos ter muitos filhos, Lia!
– Eles podem se chamar.... Lana? – pergunta ela, rindo.
– Lana é perfeito! – respondo, rindo também.
Levanto e estendo a mão para ela levantar.
Ela enlaça minha cintura com um braço e eu passo meu braço por seus ombros e vamos até o pátio.
Sabemos que lá vamos encontrar o pessoal.
Mesmo que estejamos meios “brigados”, vamos usar nosso casamento para voltarmos á ser... “Amigos”.
Chegando no pátio, Liz, Percy, Nico e Luke conversam, meio receosos mais conversam.
Eles são os únicos naquele canto do pátio, as outras pessoas estão longe demais de onde eles estão.
Chegamos perto deles.
Percy pede desculpas a mim, eu aceito numa boa e ele meio que abraça Liz de lado, que cora.
Luke tenta enlaçar a mão de Thalia e Nico vem para meu lado, puxando-me pelo braço, mas eu e Thalia saímos de perto deles, indo para o lado oposto e tornando á nos abraçarmos de lado.
Nico e Luke ficam parecendo que tem um ponto de interrogação na cara.
Thalia e eu rimos um pouco para logo depois ficarmos sérias.
Ela passa o braço direito por minha cintura enquanto eu passo meu esquerdo por seus ombros.
Sua mão esquerda segura minha direita pela frente de nossos corpos.
– Precisamos fazer um anúncio importante – começa ela.
Olho para ela e ela me olha. Sorrimos uma para outra como se tivéssemos apaixonadas.
Tudo parte da encenação.
– Vamos casar! – falamos ao mesmo tempo.
Nico engasga com o ar.
Luke solta um som agudo que se parece com um “O que?”.
Liz arregala os olhos, parecendo que vai cair no chão de susto se não for por Percy segurando-a.
Percy apoia-se na grade atrás de si, chocado demais.
Para fechar com chave de ouro a notícia, Thalia me vira para si e coloca a mão sobre minha boca, puxando-me.
Olhando de longe, tipo, onde Luke e Nico estão, parece que estamos realmente nos beijando.
Thalia segura minha cintura com uma mão e a outra continua separando nossas bocas enquanto eu seguro seu quadril e seu rosto.
Rindo nos separamos.
Todos ali nos encaram chocados.
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