Prison of Love
6 Só Os Loucos Sabem - Charlie Brown Jr.
Notas iniciais
Percy POV
Depois que eu perdi para Annabeth na corrida, o treinador Hedge me parabenizou por ser o “segundo” colocado.
Agradeci e sai perambulando por ai, até que eu vi cabelos loiros encaracolados virando um corredor. Não demorei para reconhecer que aquela era Annabeth Chase.
Não sei por que, mas comecei a ir atrás dela, estava curioso. Esse é o horário de almoço, onde ela estaria indo se o refeitório é para o outro lado?
Ela entrou na sala de música, observava tudo admirada. Então, a loira sentou no piano e começou a tocar. Reconheci a música de imediato, minha mãe costumava cantá-la para mim, para que eu dormisse.
Que eu me lembre, a música era cantada em dupla. Então, quando chegou a parte que era cantada pelo cara, eu comecei a cantar. Ela parecia surpresa em me ver ali, cantando.
Caminhei até ela e sentei no piano ao seu lado. Logo ela recuperou-se do choque e recomeçou a cantar comigo. Quando terminamos a música estávamos muito perto.
E quando eu digo muito perto, quero dizer muito perto mesmo.
Eu sentia a respiração dela, que estava um pouco falha.
Me aproximei mais um pouco dela, alternando meu olhar, ora olhando seus lindos e diferentes olhos cinzas, ora olhando a boca fina e rosada dela. Percebi ela se aproximar mais um pouco também.
Mais uns três centímetros e nossos lábios iriam se tocar. Fiz menção de me aproximar mais, e ela não se afastou, mas, quando eu ia beijá-la um barulho nos interrompe.
Olho em direção ao barulho e vejo que nada mais nada menos que Rachel Elizabeth Dare estava ali, parada. No mínimo ela que tinha derrubado alguma coisa. A ruiva sorria ironicamente para a loira que ainda estava sentada e parecia até mesmo um pouco confusa.
Levantei e baixei a cabeça, saindo rapidamente dali. Eu sinceramente não sabia o que fazer. Eu tinha acabado de quase beijar Annabeth, mas ia ser somente um beijo não é? Mas então a Rachel chegou e atrapalhou tudo.
Sem saber para onde ir, resolvo parar em um cantinho que tinha perto da porta. Espio pela fresta da porta e vejo Annabeth se levantando, andando em direção a porta. Até que Rachel a segura. Não consigo ouvir o que elas dizem, só o final da frase da Annabeth.
– ... para reconhecer uma cadela só sendo outra né? Até porque eu pelo menos sou de raça, e não vira lata que nem você. Passe bem – não consigo conter um sorriso ao ver a expressão de Rachel depois dessa patada.
Annabeth sai de lá e vai para provavelmente seu quarto. Sigo em direção ao meu quarto também, preciso pensar.
O que está acontecendo comigo? Porque me sinto estranho na presença dessa loira de olhos acinzentados, conhecida como Annabeth Chase a maior assassina de aluguel do estado?
...
No dia seguinte, acordo cedo por causa da droga das aulas. Assisto as aulas, mas meus pensamentos estão distantes. Eu quero entrar Annabeth, eu preciso encontrar a Annabeth, saber o que está acontecendo comigo.
Quando acabam as aulas, eu corro em direção a sala de uma certa loira cujo qual estou fascinado. Vejo Rachel sair e faço uma careta, aquela ruiva pode até ser bonita, mas o que tem de beleza tem de futilidade. Concentro-me na porta, esperando que ela saia.
Annabeth sai da sala, mas antes que ela possa passar eu seguro seu braço e cubro sua boca com a mão, antes que ela grite.
Ela se vira irritada e me encara. Espero que todos saiam da sala e começo a andar, arrastando Annabeth comigo. Solto a mão que cobre a loira lentamente, olhando para ela cautelosamente.
– O QUE VOCÊ ESTA FAZENDO? POR DEUS, SE ISSO FOR SEQUESTRO EU VOU GRITAR E... – cubro-lhe a boca novamente, antes que ela grite mais.
– Grita mais alto, Annabeth, acho que o Afeganistão ainda não ouviu – ironizo – E não, não estou te sequestrando criatura. Só vem comigo, ok?
Ela assente lentamente, ainda desconfiada.
Retiro a mão que cobre sua boca e ela não grita nem nada. Suspiro e segura a mão dela, adentrando entre os corredores.
Depois de uns dez minutos andando, acho a “mini” floresta que tem na parte de trás do reformatório. Me sento em uma das rochas e faço sinal para que ela se sente na rocha ao meu lado também.
Ela se senta, parece estar desconfiada e estranhando.
Me aproximo dela, ficando quase tão próximo dela quanto estava na sala de música.
A respiração dela começa a ficar irregular e pesada. Ela entreabre os lábios e parece que vai falar algo.
Estou a menos de dois centímetros de distância e já posso sentir seu hálito de menta contra meu rosto.
Olho em seus olhos cinzas. Sei que isso vai parecer meio gay, mas eles estavam com um brilho especial. Eles estavam pacíficos, um cinza meio azulado, como se o céu estivesse acabado de presenciar uma tempestade e agora ela estava acabando, indo embora.
Suspiro pesadamente e quando estou preste a finalmente juntar meus lábios com os da bela loira que se encontra na minha frente, vejo que os olhos cinzas dela se tornam uma tonalidade diferente.
Primeiro confusos, depois enraivecidos. Fecho os olhos.
Sinto um impacto forte na minha bochecha esquerda e abro meus olhos,
Annabeth está se levantando, seus olhos cinzas estão quase pretos de raiva, isso a faz ficar medonha.
Ela com raiva definitivamente é algo que eu não recomendo a você.
– Desculpe, Jackson, mas não sou que nem suas vadias que você pode pegar e jogar fora a qualquer minuto. Eu sou mais que isso e você não vai ficar comigo. Pelo menos não desse jeito – suas palavras me atingem como um soco, e fico paralisado.
O pior é que ela está certa.
Eu nunca tive uma namorada fixa, somente ficantes cujo quais eu ficava quando queria e depois mandava elas embora.
Vejo Annabeth se afastar, e como seu cabelo ondula quando ela anda.
Suspiro mais uma vez. O que que essa garota está fazendo comigo?
Vou direto para o meu quarto, pois depois do ocorrido na “florestinha” perdi todo meu apetite com as palavras de Annabeth.
O pior, é que mesmo depois de tudo que ela disse, é que eu não consigo esquecer seus ohos cinzas.
Quando ela está pacífica, seus olhos ficar um tom azulado, como o as nuvens do céu depois da chuva.
Quando está irritada, ficam quase pretos, como uma tempestade.
Quando está assustada ou confusa, ficam um tom neutro, mas é quase como se estampassem a frase: “O que diabos é isso?”
Quando está alegre, são cinzas claros, como nuvens carregadas. Mas nuvens que chovem quando precisamos de chuva.
Meus Deus, o que está acontecendo? Estou parecendo gay.....
Será que eu estou? Ah Meu Deus, eu não posso estar.
EU NÃO POSSO ESTAR APAIXONADO POR ELA!
Não por aquela loira dos olhos cinzentos mais lindos e misteriosos que eu já vi na vida.
Não por Annabeth Chase.
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