Prison of Love
34 Quem é?
Notas iniciais
POV Narrador
Frederick Chase andava sem rumo pelas ruas, chutando algumas pedras que encontrava no caminho.
Seu encontro com Atena deixara-o abalado, isso ele não podia negar.
Aquela loira... Ah desgraça, ele sempre tivera um fetiche por Atena Olympians.
Parou em uma lanchonete, pediu um café com leite e se sentou, esperando.
Olhou para o parque logo á frente, vendo pais correrem atrás de filhos e vendo namorados beijando-se.
E assim ele começou a imaginar como seria sua vida se não fosse por Atena.
Teria ele tido uma filha tão bela quanto Annabeth? Poderia ter formando uma família normal?
Colocaria o nome Annabeth em sua filha, se tivesse se casado com outra mulher?
Riu sozinho imaginando se não tivesse concordado com os planos de sua esposa.
Ele e Annabeth se dariam bem? Brigariam do tipo pai chato e adolescente problemática?
E quando ela levasse seu namorado para a casa, teria Frederick amedrontado o garoto?
E então ele sorriu ao ver uma mulher de cabelos castanhos correr atrás de seu filho, um menininho ruivo. Um pai empurrava sua filha do balanço, ambos rindo histericamente.
Quando a mulher pegou seu filho no colo e o rodou, a menininha pulou do balanço e correu em direção á mulher, gritando “mãe! Mamãe!” e jogou-se em seus braços.
Logo o homem juntou-se á eles, beijando a mulher carinhosamente enquanto as crianças soltavam um “eca” e riam.
Suspirando o loiro pegou seu café que a garçonete estendia e foi até o balcão, entregando uma nota de vinte reais á moça e dizendo-lhe para ficar com o troco.
Tinha negócios á resolver, um deles (e o mais importante) era como salvar sua filha.
Voltou á andar sem rumo, somente passando por entre prédios e árvores, sentindo á brisa bater em seu rosto.
Como salvar Annabeth? Pegando-a antes que Atena o fizesse.
Mas o grande X da questão não era nem como pegá-la, e sim o que fazer com ela.
Annabeth, cabeça dura como é, não o perdoaria tão fácil – por isso Frederick já esperava.
Mas convencê-la que sua mãe quer mata-la? Seria mais difícil ainda, levando em consideração que já seria difícil convencê-la que sua mãe está viva.
E conhecendo sua filha do jeito que conhecia, a primeira coisa que ela iria querer seria ver sua mãe, é claro.
E Atena sendo a cachorra que é daria um jeito de manipular Annabeth, por que aliás, não foi assim que a própria Atena sempre viveu? Manipulando pessoas?
Frederick tinha uma ideia do que fazer. Era um tiro no escuro, mas melhor do que sentar e esperar que matassem sua filha.
Andou até um telefone público. Cobriu a mão com um pano – com a intenção de não deixar impressões digitais. Nunca se sabe o que pode dar errado e antes prevenir do que remediar.
Colocou outro pano no cabo do orelhão, para que a ligação ficasse ruim e sua voz não pudesse ser identificada caso gravada de algum modo.
Discou 013 antes do número (um truque que ele aprendera – quando se disca 013 na frente de um número, este mesmo não aparecerá no histórico de chamadas) e discou.
Esperou pacientemente enquanto chamava.
Tuuuu.... Tuuuu..... Tuuuu....
– Alô? – atendeu a voz grossa do outro lado da linha.
– Precisamos conversar – disse Frederick, forçando um sotaque.
– Quem fala? – perguntou o homem, ficando alarmado.
– Pelo amor de Zeus, John. Você sabe quem fala – irrita-se Frederick.
– Chase?
– Não, sou eu, Charles Eola – diz Frederick totalmente irritado por John ser burro o suficiente para usar seu nome verdadeiro.
– Ah, sim, perdão senhor Eola, o que gostaria?
– Falar com você... Pessoalmente meu velho.
– Posso saber do que se trata? – pergunta John ao outro lado, desconfiado.
– A venda – é a única coisa que Frederick diz.
John fica em silêncio, de modo que Frederick volta á falar:
– O produto – o loiro não sente-se bem ao se referir á sua filha como produto.
John parece ter entendido, pois ri levemente ao outro lado.
O telefone é desligado.
Frederick coloca-o de volta no gancho, passando mais uma vez o pano para garantir que não deixou impressões digitais.
Suspirou, saindo dali e indo até uma cafeteria que sempre se encontrava com John.
Entrou e sentou. Como sempre, John estava atrasado. Típico, pensou Frederick.
Estava nervoso, não sabia o que fazer.
Pediria á John uma informação que certamente o rapaz o daria, mas e depois?
Não sabia. Mas pelo bem de Annabeth, iria descobrir.
Enquanto esperava Frederick ficou pensando e sua mente só conseguiu achar uma solução.
Para manter Annabeth “segura”, teria que mata-la ele mesmo.
Sim, ele a mataria. Antes ele mata-la do que Atena por suas mãos nela e usá-la.
Agora ele já tinha um “próximo passo” definido, só faltava a informação crucial para que isso se tornasse verdade.
Suspirou já cansado de esperar. Mas que droga, cadê ele?, era o que pensava.
Sobressaltou-se quando uma garçonete tocou-lhe o ombro.
Respirou fundo ao ver uma mocinha com cabelos castanhos claros e olhos da mesma cor olhando-o preocupada.
– Você está bem senhor...
– Senhor Eola – diz Frederick, respirando pesadamente pelo susto.
– Você está bem senhor Eola? – pergunta a mocinha delicadamente, vendo Frederick assentir – Vou trazer um café para o senhor, tudo bem? – ela sorri.
– Com leite por favor...
– Claro! – e assim ela se vai, adentrando a cozinha.
Depois do incidente não demora muito para que John chegue.
Entra tranquilamente, oferece boa noite á qualquer pessoa que esteja na sua visão.
Senta-se com Frederick na maior calma. Parece extremamente á vontade – totalmente ao contrário do loiro.
– Boa noite, Chales Eola – diz ele, debochado.
– Cale a boca, John.
– Cadê a educação, senhor Eola? Estamos aqui para tratar de negócios afinal.
– A educação foi se foder quando você bateu a porta na cara dela – rebate Frederick, cansado das provocações do homem á sua frente.
John levanta ás mãos em sinal de paz, Frederick ignora.
Logo a garçonete que lhe assustara volta com uma xícara em mãos.
– Aqui senhor – sorri ela, entregando-lhe a xícara.
Frederick á pega, e agradece:
– Obrigada.
– Não há de que! – sorri a garota.
Já está saindo quando John a chama.
– Um expresso para mim, boneca – pisca ele. A garota ri um pouco, anotando o pedido e saindo.
– Bem, o que quer? – pergunta John, virando-se para ele.
– Ajudar vocês.
– Atena me disse que o encontro de vocês não foi lá muito agradável... – comenta John, mexendo nos pálidos distraidamente.
– Bem, eu ainda sinto algo por ela. Não foi justo – objeta Frederick.
– Tudo bem – concorda John, suspirando – Vamos dizer que eu concorde que você me ajude. Você quer me ajudar com o que, exatamente?
– Tirar minha filha de lá.
John assente satisfeito. A moça traz o expresso dele que agradece e estende uma nota de cinquenta.
– Não, não! – exclama a mocinha, sorrindo – É por conta da casa senhor!
– Qual seu nome? – pergunta John.
– Maggie – responde ela, sorrindo amigavelmente.
– Maggie – repete ele – Sou o John, doçura e insisto que você fique com isso – diz ele, colocando o dinheiro no avental dela.
Ela sorri docemente, agradecendo e saí.
Só eu que achei essa menina... “Doce” demais?
– Muito bem, Charles – chama John. Viro-me para ele – O que quer saber mesmo?
– O nome do espião que está fornecendo-lhe informações sobre a minha filha.
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