Prison of Love

24 Mentiras ou verdades?


Notas iniciais
Desculpem, desculpem, desculpem, desculpem! Me perdoam? Pela demora? Gente, eu ando tão sem tempo! Tenho curso de inglês segunda e quarta, aula de violão terça e quinta, aula de desenho sábado, aula de vôlei sábado! E ainda tem as provas da escola que vão ser dia cinco! E minha mãe me cobrando estudos! Me perdoem, por favor! Boa leitura!

POV Narradora

Frederick sentia-se enjoado ao saber que se encontraria com ela.

Teve uma época em que ele amava aquela mulher. Teve uma época que levaria um tiro por ela e mataria por ela. Teve uma época em que aquela mulher era a coisa mais importante para ele, mais importante que sua própria filha, Annabeth.

Mas essas épocas são épocas passadas.

Hoje, nem nojo por ela ele não sentia. Ele não achava ela digna de nenhum sentimento dele, mesmo que esse sentimento fosse repulsa.

Aquela mulher o fez dar Annabeth á John quando era apenas uma menininha. Quando tinha apenas dez anos e só podendo voltar para casa aos quatorze, que foi quando tiveram que fazê-la acreditar que seu pai estava morto.

Mas ele não estava morto. Nem sua mãe estava morta, como fizeram-na acreditar aos cinco anos.

Mas, ao pensamento de Frederick, preferia que Annabeth estivesse sem mãe do que com a mãe que tinha.

Como já dissera, houve uma época em que amara Atena com sua própria vida. Amara aquela mulher mais do que sua própria filha com ela.

Mas observem bem o verbo no passado.

Por que hoje, Atena não merecia nem mesmo a repulsa de Frederick.

Atena tornara-se uma criatura desprezível que só se importava consigo mesma. Frederick não conseguia ver isso quando Atena pediu-lhe que entregasse Annabeth á John aos dez anos de idade da pequena loira.

Ele era ingênuo demais para enxergar as mentiras que Atena lhe contava durante a madrugada envoltos em lençóis. Palavras bonitas sussurradas em noites de amor e luxuria.

Palavras que hoje Frederick entendia. E podia afirmar que não gostava nada delas.

Ao entrar na sala de encontro, sentou-se na cadeira em frente á mesa.

Sabia que Atena estava trabalhando com John.

Eles diziam querer Annabeth bem. Diziam querer vê-la fora do reformatório.

Mas Frederick sabia que eles queriam mata-la. Pelo menos, era o que achava.

A porta foi aberta e Atena Olympians entrou.

Sabe aquela história de épocas passadas? Verbo amava, passado?

É, esqueça tudo.

Pois, ao ver Atena entrando na sala, o coração de Frederick Chase disparou.

Ela estava exatamente como ele se lembrava.

Cabelos castanhos claros/loiros escuros caíam por suas costas chegando até a cintura, começando á se cachear na metade de suas costas.

Seus olhos incrivelmente cinzas lembravam tempestades.

Exatamente iguais aos de Annabeth.

Pensar nisso fez com que Frederick sentisse um súbito desconforto.

Tinha que se lembrar de por que estava ali.

Tinha que se lembrar o que aquela mulher queria fazer á sua filha.

– Olá, Frederick – cumprimentou Atena, sentando-se em sua frente na mesa.

A voz dela ecoou pela sala. Para Frederick, ela soava incrivelmente sensual.

– Atena – respondeu Frederick, mantendo a voz neutra.

– Creio que tenhamos um assunto importante á tratar – começa a loira, cruzando as pernas.

A intenção dela, claramente, não era provocar Frederick.

Mas ele se sentiu muito... “provocado” ao ver as pernas torneadas de Atena entre o vestido justo verde que ela estava usando.

Respirando fundo, Frederick não fez mais que concordar com um aceno com a cabeça, incitando Atena á falar.

– Annabeth está no reformatório. Creio que já sabe disso – Frederick concorda – Bem, eu e John temos planos para tirá-la de lá.

– Que planos?

– Você saberá na hora certa, querido.

– Qual seu interesse em minha filha? – pergunta Frederick, cansado dos joguinhos de Atena.

Olhos cinzas o encaram com surpresa e incredulidade.

Mas Frederick conhecia Atena bem demais para saber que isso era fingimento e na verdade ela estava surpresa e até mesmo um pouco divertida.

– Ela também é minha filha, Frederick – responde Atena calmamente.

– Você nunca fez nada por ela, Atena. Aos cinco anos, forjou a própria morte para que não precisasse mais vê-la

– Foi para o bem dela! – argumenta Atena.

– Aos dez – continua Frederick sem se abalar. Agora que começara, iria terminar – Entregou-a ao John, mesmo sabendo que isso significaria dor á ela.

– Isso foi o melhor á se fazer! Ele a ensinou á se defender! Esconder medos...

– Aos quatorze – continuou o loiro, intensificando a voz, fazendo com que a loira se calasse – Fez com que eu forjasse minha própria morte.

– Foi para...

– O bem dela – termina Frederick cinicamente – E eu só aceitei por que ela precisava se abalar psicologicamente!

Atena o olha confusa.

– Bom, para que o soro que vocês injetaram nela para que ela esquecesse o período de dez á quatorze anos, ela teria que se abalar psicologicamente. Sobrou para mim.

Atena agora parece em choque.

– Forjei minha morte por isso Atena. Não por você.

– Frederick – chama Atena com a voz fragilizada.

– Você quer Annabeth morta.

– Mentira! – grita Atena, agora histérica.

– É verdade.

Atena se levanta para bater em Frederick.

Frederick é mais rápido e levanta-se junto, agarrando os pulsos de Atena, obrigando-a á se sentar.

– Você sabe que é verdade – acusa ele – Annabeth tem o domínio da minha empresa por ser a única herdeira legal. Se você matar ela e aparecer viva, a empresa volta para você.

– Retardado! E se você aparecer vivo? Eu não teria direito á nada!

– Mesmo que a empresa voltasse á mim, você teria direito á cinquenta por cento. E Atena, você não é burra. Longe disso. Você me fez matar pessoas, Atena. Se eu “voltar á vida” eu serei imediatamente preso e perderei direito á qualquer merda daquela empresa, ficando tudo para você, já que ainda somos casados no papel.

– Queria ser casada com você de verdade. Emocionalmente – diz ela, lágrimas ameaçando cair de seus olhos.

Frederick solta uma risada sarcástica que ecoa pela sala fazendo Atena tremer levemente.

Frederick sabe que é mentira. Tudo isso é encenação dela.

Atena sabe que Frederick a ama. Ela ainda tem sentimentos fortes por ele.

– Você me perdeu Atena – diz o loiro calmamente – Me deixou ir – continua, agora lutando contra as próprias lágrimas.

Atena solta os pulsos e levanta-se em um pulo, juntando seus lábios aos de Frederick.

Frederick corresponde, passando os braços pela cintura dela, apertando-a com força, querendo acreditar que aquilo é real.

Mas ele acha que não é. Acha que sabe que não é.

O beijo tem um gosto salgado. Culpa disso, na verdade, são as lágrimas de ambos que se misturam. Escorrem por suas bochechas até que chegam aos lábios onde se encontram em um beijo que, se Frederick acreditasse e Atena admitisse, poderia ser um beijo carinhoso e cheio de saudade.

Frederick solta-se de Atena.

– Não vou cair nos seus joguinhos de novo, Olympians.

Dito isso, ele sai da sala limpando discretamente as lágrimas.

Fecha a porta.

Pela calada noite, Frederick anda sem rumo, sentindo-se perdido.

Mal sabe ele que ao chamar Atena pelo sobrenome e fechar a porta, deixou-a com o coração despedaçado.

Notas finais
Gostaram? Amaram? Odiaram? Sim, Atena está viva!!! Hahaha ^.^ Bem, comentem por favor! Gente, eu amo os comentários de vocês, amo muito vocês! Me façam feliz! Comentem por favor! Prometo me esforçar muito pra postar logo! E, duas perguntas: Alguém gosta de Percalia? Eu to fazendo uma fic deles e Lukabeth! Querem POV de quem no próximo capítulo? (O que mais tiver ganha) Percy - Liz - Frederick - Atena - Annabeth - Thalia - Nico - Luke Escolham entre esses! Beijos, amo vocês - Comentem por favor!