Prison of Love

46 Lembranças - parte I


Notas iniciais
Aêw pessoas do meu coração, como estão? Como chegamos aos 1000 comentários, aqui estou linda diwa perfeita e maravilhosa para nossa MARATONA DE ENCERRAMENTO MUITO FODA!! Enfim, começamos com as lembranças da Annie! Boa leitura meus amores, capítulo para a diva da Pandinhaw que recomendou a fic, eu sz ela

POV Annabeth

Dez anos antes

Meu pai pega minha mão e me roda, como ele disse que fará no meu casamento, quando eu dançar com ele.

– Papai! – grito quando ele me ergue.

Oito anos. Tenho oito anos, e ainda sou tão pequena.

Coloco minha mão pequena aberta sobre a mão enorme do meu pai, e fico olhando o quanto ela passa da minha e sorrio timidamente.

Sentamos no sofá, e a campainha toca.

Um homem entra na sala. Ele é alto, bem mais alto que o papai. Tem cabelos castanhos, e olhos da mesma cor. Me olha e sorri.

– Oi pequena – sorri ele, sentando do meu lado – Qual seu nome?

– Annabeth e o seu? – respondo sorrindo, olhando para o homem.

– John Stark, querida Annabeth – cantarolou o homem, beijando minha mão.

Ri com o gesto, e meu pai puxou-me.

– Querida, o que acha de ir para o seu quarto?

– Mas papai, eu quero conversar com o John! – exclamo fazendo bico.

– Annabeth – diz meu pai em um tom de advertência, como se estivesse ralhando comigo e eu cruzo os braços emburrada – Papai vai tratar de negócios, anda, pro seu quarto.

Bufo e subo as escadas com passadas pesadas e de braços cruzados. Por que eu não posso ouvir o papai tratando de negócios com o John?

Afinal, eu já sou uma mocinha!

Então tenho nove anos.

Olho em volta, estou tomando sorvete.

É uma pracinha, estou sentada em um banco. Papai está do meu lado, o sorvete dele é de morango, e o meu de flocos.

Roubo um pedaço do sorvete dele e ele ri, roubando um pouco do meu também.

Então alguém vem em nossa direção. John!

Reconheço o homem que tem passado tanto tempo lá em casa e abro um sorriso caloroso, pois eu gosto dele.

Papai não gosta dele, sinto-o ficar tenso ao meu lado quando John se aproxima.

Olho curiosa para ele, mas logo o ignoro para me levantar e abraçar John.

Papai me puxa para trás de si.

– Aqui não – diz ele simplesmente – Nem na frente dela.

Então me pega no colo, pois mesmo com nove anos, ainda sou pequena demais. Olho para John enquanto papai me carrega, e aceno sorrindo.

John acena de volta e eu volto a comer meu sorvete com um sorriso no rosto.

Chegando em casa eu e papai assistimos um filme, e então ele me coloca na cama.

– Bons sonhos princesa – sorri ele, beijando minha testa, então sai do quarto.

Pisco tonta pelo sono, e adormeço.

Acordo com gritos. Levanto sonolenta e desço as escadas após colocar meu par de chinelos.

Paro na porta do escritório do papai, os gritos vem de lá.

– AINDA NÃO É HORA! – é a voz de papai.

– Você sabe, Frederick. Está na hora, Annabeth precisa disso! – tia John fala e eu ofego ao ouvir meu nome, mas repreendo-me em pensamento e faço o mínimo de barulho possível, prendendo até a respiração ao ouvir meu nome.

– Não, ela não precisa John.

– Ele tem razão Fred – ouço a voz de tio Joshua e sorrio, preciso abraçar ele depois.

– Até você Joshua? – exclama papai. Grudo mais o ouvido na porta.

– Frederick, isso será o melhor para Annabeth. Não quer o melhor para sua garotinha? – do que será que tio John está falando?

Então meu pai abre a porta. Caio no chão e ele me olha irritado.

Nunca vi papai irritado, e naquele dia ele estava extremamente irritado.

– O que você pensa que está fazendo Annabeth? – esbraveja ele, erguendo-me pelo punho. Então sou jogada com força na parede e grito, por que estou aterrorizada.

Meu pai não é assim, eu sei que não é. Então quem é esse homem que está me batendo?

Sinto suas mãos agredindo meu corpo, na minha barriga, minhas costelas e em meu rosto.

Os tapas no rosto doem mais, parecem mais fortes. Mas não choro.

Sei que esse não é meu pai, meu pai se sentiria culpado se eu chorasse. Não quero meu pai triste, não vou chorar.

Ele continua a me bater, então eu finalmente consigo olhar em seus olhos sem que ele desvie um tapa em meu rosto de novo.

Reconheço meu pai. Meu pai estava batendo em mim?

Levanto com as pernas bambas, e meu pai se prepara para avançar de novo, mas tio Joshua o para, colocando-se no meio.

– Já chega Frederick – alerta ele e solta meu pai.

Papai não avança em mim, ele agacha na minha frente.

Olha em meus olhos de um jeito frio, e eu tenho medo.

– A próxima vez que você ouvir uma de minhas conversas escondida, Annabeth, o que aconteceu aqui será pouco, estamos entendidos? – pergunta olhando para mim de modo desafiador.

Sei que devo baixar a cabeça, mas não quero. Quero que ele veja que não tenho medo, e que tenho o direito de saber.

Mas quando sinto sua mão apertar com força meu braço, percebo que ele vai me jogar contra o espelho se eu não fizer o que ele quiser.

Olho para baixo controlando minha vontade de gritar, e aceno positivamente com a cabeça cabisbaixa.

Ele suspira e me solta.

– Para o seu quarto agora, Annabeth Chase Olympians – diz, e eu apresso-me em sair da sala e subir pro meu quarto correndo.

Quando entro nele, fecho a porta e deito na cama, cobrindo-me com meu lençol e pegando meu ursinho de pelúcia, Teddy.

Abraço Teddy com força, lágrimas ameaçando sair dos meus olhos. Certifico-me que estou sozinha, e então choro.

Mesmo com nove anos, não gosto que ninguém me veja chorar.

Choro tudo o que guardei no escritório, tudo o que eu não chorei.

Meu papai bateu em mim. Meu pai bateu em mim pela primeira vez, e não vai ser a última se eu não me comportar direitinho e não ouvir mais conversas escondida, ele dissera.

Mas eles falavam de mim. Por que eu não posso saber?

Adormeço.

No outro dia papai me acorda.

Não me deseja bom dia como sempre, nem beija minha testa como fazia.

Também não pede desculpas por ontem, simplesmente me chama e abre a cortina, saindo do quarto.

Olho confusa ao redor, e vejo marcas de dedos roxas no meu braço e em minhas pernas.

Levanto e vou ao banheiro, faço minha higiene matinal e tomo coragem para me olhar no espelho e ver o estrago que papai causou no meu rosto.

Ele está roxo. Meu rosto está roxo.

Mas não me importo, não farei nada hoje mesmo. Ninguém me verá assim, é Sábado, não tenho escola.

Ficarei o dia em casa, para esses roxos sumirem.

Desço para tomar café e sento na mesa com papai. Ele me olha arrependido e passa delicadamente os dedos pelo roxo do meu rosto, mas ainda sim não pede desculpas.

Agimos normalmente, como se nada tivesse acontecido ontem.

Se eu me esforçar, posso pensar que é um sonho e que papai me ama, nunca faria isso comigo. Mas a dor no meu rosto e no meu corpo me garante que foi real.

Agora tenho dez anos.

Estou com um vestidinho amarelo, uma mala com a metade do meu tamanho ao meu lado.

Papai diz que estamos esperando, mas eu não sei o que.

Desde o ano passado, papai nunca mais me batera, nem levantara a mão para mim.

E eu, por minha vez, nunca mais irritei ele.

John aparece na porta.

– Está na hora – diz ele.

Papai não diz nada, somente aponta para mim e eu me levanto sorrindo.

Tio John vai me levar, ele veio me salvar!

Corro até ele e ele me pega no colo, me rodopiando em um abraço enquanto eu rio.

– Vá se despedir do seu pai, meu amor – diz tio John – Você passará um bom tempo sem vê-lo.

Confusa, desço do colo dele e vou até papai. Talvez seja bom esse tempo separados, afinal, ele pode pensar sobre o que fez e eu posso tentar perdoar ele.

Papai me pega no colo, só então vejo que ele está chorando.

Passo as mãos nos olhos dele, limpando suas lágrimas.

– Não chore papai – peço e ele sorri.

– Amo você, minha princesa – diz ele, beijando minha bochecha e me apertando com força.

Papai nunca mais me beijara na testa, não entendo por que. Eu gostava, era meigo quando ele fazia isso.

Será que era um tipo de punição por aquela noite que eu os ouvi conversando?

Beijo a ponta do nariz dele e sorrio. Ele me desce e pego na mão do tio John, segurando com a outra minha mala.

– Não quer que eu leve? – pergunta tio John e eu sorrio.

– Não, eu levo – respondo rindo.

Não sei para onde vamos, mas se tio John vai estar lá, será seguro. Por que tio John disse que sempre iria me proteger, e eu espero que isso seja verdade.

Notas finais
Entããão? O próximo capítulo são também lembranças dela *-* SE EU TIVER NESSE CAPÍTULO A MESMA QUANTIDADE DE REVIEWS QUE NO CAPÍTULO PASSADO, EU POSTO O PRÓXIMO AMANHÃ MAIS OU MENOS ESSE HORÁRIO OK? Enfim, obrigada mais uma vez á Pandinhaw, eu amo ela, ela mora no meu S2, vou casar ter dois filhos e um cachorro chamado Astrovoginaldo com ela -qq Certooo, eu estava pesando gente, será que conseguimos chegar aos 1200 comentários? Pra terminar a fic assim, tipo, diwa? Então, se conseguirmos, eu juro que posto um especial da Maggie e o Peter, alguém lembra deles ou sente saudades? Eu os amo *u* Bom, é isso cara! Amo muiiiitooooo muito muito mesmo todos vocês, a fic tá acabando mas temos segunda e terceira temporadas garantidas agora *u* Quem aí vai ler? u.u Obrigada pelos comentários, pelas recomendações e estou indo responder os comentários de vocês valeu? Até os comentários, beijos amores da minha life sz