Prision without Walls.

1 Caminhos traçados.


~O Aprendiz de Arqueiro~

Ano 600 da Era Cristã

Frio. Só frio.

Muito frio.

Nesta manhã obscura do rigoroso inverno na Escandinávia, a neve sobrepõe os pés aflitos de um homem, um jovem, que anda sob o denso arvoredo à procura do caminho correto.

Halt — esse é o nome dele — é um Aprendiz de Arqueiro do Reino de Araluen, e foi designado para essa missão um mês atrás, com o propósito de descobrir um possível ataque dos Temujai, os Guerreiros das Estepes do Leste.

Mas é sua primeira vez no território dos “lobos-do-mar” e, com a neve caindo drasticamente, acaba por perder suas próprias pegadas e agora perfaz, sem perceber, círculos ao redor de uma clareira. E não se deixe por enganado, porque Halt é um Arqueiro do Rei, e mesmo sendo somente um aprendiz, é muito habilidoso com suas armas — uma faca de caça, uma de faca de atirar e um arco longo -, nunca erra. Nunca.

A neve aumenta. Ele não quer desistir. Ele não pode desistir.

Mas não há outra escolha. Ele desiste.

O aprendiz de Arqueiro senta-se sob uma sequóia e abraça suas próprias pernas.Geme baixinho, pragueja em Gálico.

E ali fica; congelado para todo o sempre, para toda a eternidade.

Mas a eternidade, é agora.

~Na atualidade~

O garoto abriu os olhos, em um lugar desconhecido… Havia dois homens na sua frente, procurou suas armas mas elas não estavam ali.

Ele acordou… Depois de muito… Muito tempo

~Lorde Cinzento~

Um garoto, que não tinha mais de 12 anos, estava jogado em sua cama. Ele tinha cabelos castanhos levemente acizentados, olho direito preto e esquerdo azul claro, pele pálida e vestia uma jaqueta preta e uma calça de moletom cinza.

Estava irritado, muito irritado! Afinal… Por que os pais não o reconheciam!? Só olhavam para seu irmão mais velho!

Ez estava cansado de ser comparado com o irmão mais velho. Sendo o filho mais novo de uma família rica, onde nada além da perfeição era aceitável, Ez tinha que ser a sombra do irmão. Peter tinha notas perfeitas na escola, era popular, o futuro dono das empresas da família e sempre era o centro das atenções. Ez, por outro lado, tinha notas tão boas quanto as de seu irmão, mas não importava, não era muito popular, por ser o mais novo não iria assumir a empresa e não tinha atenção nenhuma.

*toc* *toc* *toc*

-Ez! Abra a porta!

-Pai? — falou surpreso, obviamente quando seu pai vinha falar consigo era pra dizer o quanto o irmão era melhor que ele, ou pra simplesmente brigar com ele por ser “Anti-social”, “estranho” e blá, blá, blá.

Ele foi até a porta, a destrancou e a abriu. Seu pai era um homem de meia idade, cabelos grisalhos, olhos pretos e expressão rígida, quase sempre estava de terno. Ao lado dele estava seu irmão mais velho, com um sorrisinho… Nojento no rosto.

-Suas provas Ez?

-Aqui, pai. — falou andando até a mesa de estudos e pegando um punhado de folhas e entregando ao pai, que ficou alguns minutos as analizando.

-Isso é um oito? — falou mostrando uma prova de química. Ez se encolheu e fitou o chão nervoso. — Sabe que isso é inaceitável.

-*sussurra* Se o Peter tirasse uma nota cinco o senhor não falaria nada…

-Como?

-Eu disse que se o Peter tirasse uma nota cinco, você não falaria NADA! — falou elevando a voz e olhando os dois homens com certa raiva no olhar.

-Olha como fala comigo sou seu pai! Olha garoto! Eu te criei a vida inteira te dando do bom e do melhor… — falou apontando o dedo para Ez, antes que falasse mais alguma coisa Ez o cortou;

-Não aponte o dedo para mim! Me criou a vida inteira! Certo! Mas NUNCA me deu atenção! Acha que eu gosto de ser o “invisível” da família? Acha que eu gosto de viver na sombra do meu irmão?

- Ez… Você está de castigo!

-Nossa! Serio? Vai me colocar de castigo!? Serio!? Grande coisa! Ficar nessa casa já é um castigo!

-Então vá embora! Se não está satisfeito vá embora! Por isso que todos preferem seu irmão! Ele sempre foi melhor que você! Mais popular, mais sociável…

-Mais idiota! Mais burro!

-Você nunca chegara a metade do que seu irmão é! Desse jeito nunca conseguira um amigo! — a cada palavra do pai o garoto ficava mais e mais irritado.

-CALA A BOCA! — gritou, no momento seguinte um tipo de escudo se projetou do garoto, parecia vidro, porém tinha um brilho esverdeado, esse escudo destruiu o quarto do garoto e empurrou o pai e o irmão pra longe. Não só o quarto foi destruído, mas aquele lado da casa também.

-E-ez… O que… Foi isso!? — perguntou o irmão assustado.

-Eu estou cansado! NUNCA MAIS VOU PISAR NESSA CASA!

-Nunca mais volte, Ez… Seu… Seu monstro! — falou o pai do garoto recuando.

-Que ótimo! Eu não iria voltar mesmo!

O garoto se pós a correr até a saída… Bom… Dinheiro não seria problema, ele tem o suficiente pra viver uma vida normal, uma conta de banco que o pai nem lembrava que ele tinha. Poderia viver tranquilamente longe deles…

~A Musicista Negra~

-Sarah… Você tem que parar de brigar com os garotos do orfanato! — falou um garoto alto, de 17 anos, cabelos pretos e olhos da mesma cor, vestia uma camisa verde e uma bermuda preta — Sei que você sabe mais sobre lutas e é um pouco mais forte que eles… Mas não pode bater neles só por te chingarem! E você tem que parar de falar com os animais! Por isso eles te batem e te chingam!

-Desculpa irmão… — falou uma menina de 7 anos, cabelos pretos e olhos azuis, usava um vestido branco rodado — Mas… Eu não bato neles por que falam mal de mim! Bato por que falam mal de você! E os animais são meus amigos.

-Hey maninha, relaxa! Não se importe com que eles pensam! Então… Agora… O que você quer aprender? Luta ou computadores!? — perguntou o mais velho alegremente.

-Quero computadores e lutas! Um dia serei uma Hacker tão boa quanto você não é? E lutarei muito bem né?

-Claro que sim! Vamos! Pro nosso esconderijo! Ninguém pode saber não é?

-Ninguém pode saber! — falou a menor sorrindo.

/Dois anos depois/

Era uma noite de tempestade, trovões retumbavam no céu, Sarah e seu irmão haviam saído a dois anos do orfanato, o irmão trabalhava em uma famosa empresa de computadores e games. Mas nessa noite algo estava errado.

-Irmão… O que está acontecendo? Sabe que eu não sou burra! Vou descobrir! — falou enquanto era puxada pelos corredores de sua casa. Nesse momento um trovão retumbou, fazendo a garota se encolher.

-Isso é algo que você entende ainda! — o garoto levou a menor até o quarto e a colocou dentro do armário — Fique aqui! Entendeu!? Não saia! Senão vou ficar muito irritado com você! Tem uma caixa com dinheiro você sabe aonde!

-Irmão… Estou com medo… — ela falou com a voz tremula. O maior pegou um caderno com a capa de couro e entregou pra menina.

-Aqui… Você pode escrever aqui ok? Coloque todos os seus sentimentos aqui! — um barulho foi ouvido no andar de baixo. — Agora fique aqui, nem um piu entendeu? Entendeu? — falou ele nervoso, recebeu um aceno de cabeça da menina. Ele fechou a porta do armário, quando ia sair do quarto dois homens apareceram em sua frente, falaram algumas coisas que a menina não entendeu por causa dos trovões e da chuva, começaram a bater no garoto o deixando extremamente ferido, depois o arrastaram pra fora do quarto e da casa. A menina olhou pela janela e viu seu irmão sendo levado por um carro de luxo branco de janelas escuras.

-Vou te achar irmão… Vou te achar…- falou chorando, e se encolhendo com medo dos trovões.

~ A Vidente ~

Uma garota de cabelos acizentados e mão suja com graxa tomava café em alguma lanchonete qualquer no Japão, ela não era realmente asiática, mas foi para o japão ainda pequena morar com o pai.

Uma garotinha de mais ou menos oito anos atravessava a rua com sua mochila do Pokémon, e sua pequena bicicleta vermelha, um dos carros mais lindos que Mia já havia visto vinha em alta velocidade, mas ele pararia não é? Ou não.

O carro não parou. Mia viu a garota sendo atropelada, o asfalto sujo de sangue. Fechou os olhos com força e os abriu novamente.

A garota ainda estava ali, atravessando a rua, e o carro estava vindo, porém não pararia e Mia sabia disso. Ela levantou-se e saiu correndo, a xícara de café espatifou-se no chão. Mia puxou a mochila da garotinha a tempo, sua pequena bicicleta se chocou contra o belo carro.

- Ei! — Mia berrou para o motorista do carro que não parou. — Espere aqui. — ela disse para a garotinha.

Mia já sabia dirigir, seu pai havia a ensinado. Ela pegou um dos carros estacionados na frente da lanchonete, entrou no carro e dirigiu a toda velocidade atrás do carro que atropelou a bicicleta da menininha.

“Ele não vai conseguir fugir” pensou ela. Mas o que ela faria quando alcançasse o carro? Como ela sabia que a menininha seria atropelada? O que estava acontecendo com ela? Sua cabeça martelava essas perguntas.

Mia acelerou ainda mais, mais até que o motorista da frente. Mia bateu na traseira do carro fazendo o motorista perder o controle e bater em uma tenda de frutas. Melancias e laranjas voaram para todos os lados.

Mia saltou do carro, correu até o motorista que cambaleava meio tonto, provavelmente bêbado.

- Seu idiota! — Gritou ela estapeando o homem — Você quase matou uma criança! Vou acabar com a sua vida, desgraçado!

- Você sabe que sou eu? — perguntou o homem.

- Não — Mia rugiu.

- Creio que você ainda não tem 18 anos, então o máximo que poderei fazer é mandá-la para um reformatório.

- O que?

Um homem de terno desceu do lado do passageiro do carro, ele empunhava uma arma e andava firmemente até Mia.

- O que você vai fazer? — perguntou ela.

O homem não respondeu, apenas bateu com a arma na cabeça da garota que caiu inconsciente…

~Âmbar de gelo~

Ravena, Itália.

Duas garotas caminhavam por uma rua deserta. Uma delas tinhas cabelos compridos roxos com as pontas loiras, olhos dourados, e usava um vestido branco, era a mais baixa e mais nova que a outra. A outra tinha cabelos castanhos que batiam nos ombros, olhos pretos e usava um vestido também.

-Hey irmã, você está cada vez melhor em estratégias né!? Vou ficar triste se ficar melhor que eu! — falou a garota de cabelos castanhos.

-Não fique triste! Senão vou ficar triste também!

-Ahh, sabe que é brincadeira! Somos duas peritas em estratégias,não é Jess?! — falou passando o braço pelo pescoço da outra.

-Claro! — ela olhou pra frente e viu uma figura de casaco preto com capuz se aproximando delas, em passos lentos — Mhey…

-Continua andando!

A figura de capuz passou ao lado das duas e em um movimento rápido algo brilhante cintilou e atingiu Mhey na região do tórax, e um líquido vermelho pingou no chão, seguido de um grito da maior. Jess segurou a irmã quando a sentiu caindo, mas acabou caindo junto. O homem deu um sorriso e olhou a faca que tinha o sangue de Mhay.

-Fu… Fuja… Jess… — falou a mais velha com dificuldade e fechando os olhos.

-Irmã! Acorde! — vendo que a outra não tinha reação soltou um grito de frustração e dor. Provavelmente agora eram seus últimos momentos. Jess sabia que em pouco tempo estaria morta… Ela queria visitar a Suécia novamente… Uma vez foi com sua irmã… Provavelmente foram as melhores féria que ela já teve.

O homem levantou a faca pronta para mata-la… Ela foi envolvida por uma densa fumaça negra.

Não sentindo a dor… A faca rasgando sua pele e o sangue escorrendo por seu corpo. Abriu os olhos e piscou varias vezes, não acreditando… Estava na Suécia… Mas por que? Ela não lembrava! Não lembrava de nada… Antes daquilo…

~Senhor das Trevas~

Um garoto de 8 anos, cabelos pretos, olhos castanho escuro, vestia uma blusa branca e uma bermuda azul, ele estava no carro com os pais e a irmã mais velha, estavam voltando de uma longa viajem, era noite e por sorte não tinha muito transito.

-EI, pai, pai! Aumenta o som! — falou o menino quando ouviu a musica firework começar a tocar.

-Calma, Ethan! — falou o pai rindo da reação do garoto. Ele se chamava Alexander, tinha cabelos pretos e olhos da mesma cor.

-Ei Maninho! Calma! — falou a irmã mais velha, Dricka, cabelos pretos, olhos da mesma cor. Vestia uma calça jeans e blusa vermelha. Estava lendo um livro do Harry Potter, fazendo luz com o celular.

-Ei Mana, em que parte você está? — falou pulando pro lado da menor.

-Ethan! Coloque o cinto! — repreendeu a mãe do garoto, Zoe, cabelos pretos até o ombro e olhos castanhos.

-Desculpa! — falou o menino, mas ficando sem cinto. Ele começou a cantar de forma engraçada. Fazendo a família rir.

-Ethan! Pare! Vai estourar meus tímpanos! — falou Dricka, tampando os ouvidos.

-Deixe ele Dricka! Cante você também! — respondeu a mãe rindo. A garota bufou e começou a cantar junto. Quando o refrão começou a família toda começou a cantar:

Baby, you're a firework

Come on let your colors burst

Make 'em go, "Aah, aah, aah"

You're gonna leave them all in awe, awe, awe

A musica foi interrompida por um grito da mãe, e uma luz vindo na direção deles, Ethan não entendeu de imediato, mas quando entendeu já era tarde demais, o carro se chocou fortemente contra um caminhão. O carro foi arremessado brutalmente pra fora da pista, Ethan ouviu os gritos de sua irmã… Antes de ser arremessado pra fora do carro.

Duas horas depois

Ethan acorda em meio a alguns arbustos, corre até onde esta os destroços do carro, agora em chamas, e vê toda sua família morta o que lhe entristece muito, antes que percebesse as lagrimas inundaram seus olhos, Ethan vai até um arbusto onde o espelho retrovisor do carro estava caído, pega o pequeno objeto e percebe que seu cabelo está com uma parte branca, seus profundos olhos castanhos sumiram… Suas iris haviam se tornaram pretas , ele tinha uma meia lua prata em sua testa, Ethan muito assustado saiu correndo e se depara com um circulo de fogo em meio as arvores e uma garota no centro aos berros, pedindo por socorro, Ethan que estava assustado de mais acaba desmaiando novamente e só vai acordar no outro dia deitado em uma maca dentro de uma sala completamente vazia e branca.

~A Incendiária~

Ela sentia saudades de seus pais, do aconchego da presença deles, nunca mais foi a mesma coisa depois daquele verão.

Ela e sua família estavam saindo para as férias tão esperadas, haviam acabado as aulas e Selene estava nas férias de verão, já tinha preparado as malas e estava sorridente esperando os pais dentro do carro. Partiram para o sul, e o tempo estava muito bom, pararam para abastecer, Selene se ofereceu para pagar com seu pai a gasolina, eles pagaram e ele entregou a ela algumas moedas para que comprasse chocolates, seu pai voltou para o carro enquanto ela decidia entre a barrinha com flocos de arroz ou pedaços de castanha.

No carro, seu pai deu a partida para manobrar o carro, então por alguma razão, o carro explodiu, ela olhou para as chamas aterrorizada; não era uma explosão muito grande, apenas o bastante para incendiar o carro de seus pais. Estava paralisada, o copo d’água na mesa do caixa começou a tremer e a água saiu do copo, só ela percebeu, pois a mulher saiu correndo para pegar um extintor de incêndio,o copo caiu no chão e se quebrou. Aquilo não era o mais assustador no momento, seus pais estavam pegando fogo dentro do carro, e provavelmente já estavam mortos. Ela disparou para o carro, um vento muito forte começou, revirava seus cabelos . Chegou próximo ao carro, as chamas se acentuaram, e um pequeno terremoto começou.

Várias pessoas traziam o extintor de incêndio, e conteram o fogo, tiraram os dois corpos em carne viva. Ela paralisou novamente. Começou a chorar, o fogo levantou mais ainda, o vento agora parecia um pequeno furacão, o chão tremia, e a água de uma fonte próxima jorrou água longe.

Logo que voltou para sua casa, encontrou seus tios com expressão indiferente, como se nada tivesse acontecido, logo da sentença de guarda, que havia sido passada a eles. A tratavam muito mal, modificaram sua casa e transformaram o quarto de seus pais em um quarto para filha mimada, enchendo as paredes que antes eram alegres e que agora estavam entulhadas de porcarias eletrônicas e inúteis. Somente o quarto de Selene continuava exatamente como era, estilo rústico, com paredes decoradas com azulejos de estilo antigo.

Passou a odiar a sua própria casa, e passava a tarde toda na floresta ao lado de sua casa, depois do grande muro de pedra, onde ela descobriu uma pequena porta para poder passar. Levava livros vazios, com folhas em branco para colocar lá sua própria história, todos os dias, e certas vezes passava a noite lá observando as estrelas, seus tios não se importavam com isso. Perdeu seus amigos, passou a ser uma garota fria…

~A Persuasiva~

Um dia normal, em uma escola qualquer… Uma garota de aparentemente 16 anos, olhos verdes, pele muito clara, cabelo loiro ondulado comprido, vestia o uniforme da escola. Seu nome era Arya Casablancas. Ela estava no patio, torcendo para que algo interessante acontecesse…

Ela viu uma águia passando pelo céu, e uma aranha — deveras grande — se movendo no canto alto da parede. Desejou mentalmente que as águias e as aranhas se revoltassem e atacassem os alunos. Seria um tanto engraçado.

E magicamente, como se a águia e a aranha obedecessem seus comandos, elas se começaram a “atacar” os estudantes. Os professores e o diretor chegaram tentando espantar a ave e o aracnídeo. Ambos pararam na frente de Arya.

-Senhorita Casablancas… Essas feras são suas?

-O que? — falou surpresa — Não! Claro que não!

A águia levantou voo e pousou no ombro da loira. Todos olhavam para ela abismados.

-Senhorita… Seu animal diz ao contrario! Pra diretoria…

~A caçula

Vozes… Vozes… Ela estava cansada das vozes martelando em sua cabeça.

Cassandra era uma criança muito amada e amorosa por todos,tinha o que se podia dizer de uma vida feliz, tinha 6 anos, cabelos ruivos e olhos verdes perolados, pele branca e era baixinha pra sua idade. Ele vestia uma simples blusa azul claro, saia vermelha e tinha uma mochila nas costas.

Ela e o pai — que era ruivo igual a ela,porém tinha olhos pretos — estavam voltando da aula de balé que a garota estava fazendo, eles conversavam animadamente, ela era esperta para uma criança de 6 anos.

Cassandra cessou a conversa quando uma voz atingiu sua cabeça…uma voz fria e calculista...

-PAI VAMOS SER ASSALTADOS! ATRÁS DE VOCÊ! — gritou a menina. O pai se virou a tempo, com reflexos rápidos o mais velho deu um soco certeiro na cabeça de um homem. De fato, ele iria assalta-los, uma arma caiu da mão do homem, agora no chão.

/Dias depois/

Cassandra estava a ponto de surtar. As vozes só estavam piorando, e ela não sabia como parar, ela ficaria louca se não parasse. Quando ficava em lugares cheios, algumas vezes as vozes tomavam conta do seu pensamento.

-Cassandra! — chamava a professora — Cassandra! Querida… Você está bem? — todos a olhavam. Cassandra passou os olhos pelos rostos de seus colegas e sua professora. Sem mais nem menos as vozes apareceram em sua cabeça, a fazendo latejar.

“Ela é estranha…”“O que ela tem!? Só por que é de família rica fica se achando!”

Cassandra gritou, e jogou a mesa onde estava sentada para o lado, ela devastou a sala, estava cansada de ouvir! Ela não queria mais!

Ez queria poder dizer que o céu estava azul como ele imaginava, mas aos olhos dele o mundo é cinza, totalmente cinza. Ele perdeu a habilidade de ver as cores depois de explodir parte de sua casa na Grécia há quatro anos.

Vestiu o uniforme, sem mesmo saber qual cor era (ele achou melhor imaginar que era cinza mesmo), era uma simples calça jeans, camisa social. Colocou o tapa-olho sobre o olho direito (que por sua boa memória era preto) deixando apenas o grande olho azul amostra e foi em direção ao refeitório.

O Refeitório era um amplo espaço feito de metal e vidro dando uma bela vista uma grande parede de cimento, mesas redondas estavam espalhadas, crianças brincavam e conversavam como se não fossem jovens delinquentes.

A voz do orientador ecoou no grande salão de dois andares.

- Os alunos que cuidarão da limpeza do refeitório hoje são: Sarah Jones, Ethan Night, Selene, Jess Bei Zeimeister, Ez La Devou, Mia O’conner, July e Halt O’Carrick. Muito obrigado e um bom café da manhã.”

Quase não foi possível ouvir o gemido dos oito adolescentes com tantas pessoas comemorando o fato de que não iriam limpar o refeitório.