Princess and Dragon
4 Capítulo 4 - En Garde!
Notas iniciais
Após a apresentação acabar, e o diretor por fim resolveu não aparecer, todos se dirigem para os quadros onde mostravam a quais salas pertenciam. Como já sabia minha sala e meu horário apenas segui em frente. As salas eram divididas em: B, C, E e F. Sem contar a classe especial S, onde haviam apenas sete estudantes. Nele estava Erza, Gray, Jellal, Levy, Juvia, (incrivelmente) Laxus e é claro, eu.
Primeira aula de hoje: Esgrima. Por serem poucos estudantes nos reuníamos com as pessoas da classe B. A sala tinha paredes de vidro e no centro o piso de madeira coberto por tatames. Na direita havia armários e caixas, já na esquerda várias cadeiras contornando os tatames. Esperei alguns minutos até que a sala ficasse cheia e o professor finalmente chegasse.
– Bem vindo pirralhos! — diz sorrindo. Não gostei dele. — Me chamo Guildarts e serei eu quem dará todas as aulas relacionadas a armas. Os novatos escolherão que modelo irão se adaptar melhor: Florete, Espada ou Sabre.
Florete: uma arma mais para iniciante, por se leve e pequena (aproximadamente 90 centímetros), mas também é uma das mais populares entre os esgrimistas e antigamente a mulher podia usar apenas esta em competições. E ainda a pessoas dizendo que nós deveríamos usar apenas ela por causa que as outras podem nos ferir. Para ver o machismo! Acho que esse foi um dos motivos por ter tentado usar as outras.
Espada: É dura e se pode atingir todo o corpo do adversário. A espada é indicada para pessoas mais altas, pois o esgrimista deve se posicionar mais verticalmente. Como minha estatura é mediana não me adaptei muito bem.
Por fim o Sabre. A mais flexível das três armas, por isso exige uma luta muito ágil e uma preparação física muito intensa, já que deve se usar muita rapidez. E também é minha de arma predileta. Na esgrima claro.
Com isso quero dizer que a Fairy Tail tem aulas de: arco e flecha, esgrima, tiro ao alvo (com revolveres e balas que se te acertassem em algum ponto vital você não viveria para contar a historia). Falei que ensinam a montar bombas e fazer veneno? Acho que nem em escolas militares tem isso. A maioria das pessoas escolhe apenas uma dessas coisas para aprender. Já eu... Sei todas perfeitamente.
Como disse antes a escola junta a atualidade com o passado então em vez de sensores nas espadas usamos giz, ou tinta, e ainda gritamos touché acertamos o oponente. Se bem que eu gosto dessa parte. Mas não gosto do meu uniforme colorido. Apesar de quase nunca me tocarem, e caso chegue a acontecer, raramente marcam pontos.
– Primeiramente vamos demonstrar como praticar a arte de esgrimir. Laxus e Lucy. Dariam-nos a honra? — Porque tinha de ser justo ele. Acho que o professor ainda não ouviu as historias a seu respeito, apesar da maioria ser apenas invenção. O porém é que um professor não deveria por uma garota aparentemente indefesa, com um cara de uns dois metros de altura e um corpo como aquele para lutarem. Eu deveria recusar certo? O único problema é que, eu definitivamente, não lhe daria o prazer de uma recusa. E também o simples fato de que... não gosto de perder.
– Claro. — me levanto sorrindo. Cumprimentamos-nos rapidamente com os sabres e colocamos as máscaras. — En garde! – dizemos juntos e ele corre em minha direção.
Um golpe por cima e me abaixo rapidamente, as vem um por baixo e por pouco desvio. Que diabos? Nunca vi esse estilo antes. Eu a conduzo delicadamente e graciosamente como uma dança. Já ele... É como se a espada fosse apenas um instrumento extra de batalha. Utilizando suas habilidades naturais de luta. A impressão é que quando a lâmina vir por um lado, ao tentar me desviar, seu punho estará me aguardando no lado oposto. É o primeiro oponente no qual não consigo ler seus movimentos.
Agora que paro para pensar, essa é a primeira vez em todos os anos que luto contra ele. Ou o vejo lutar. O que é estranho pois estamos juntos há anos. Ele posiciona-se novamente, e faz um ataque ainda mais potente que o anterior, me obrigando a correr para trás quase batendo na parede. Não posso ir para os lados por causa das cadeiras. Minha única escolha seria passar por ele. Vou ainda mais rápido para trás, o que deixa todos confusos, e ao tocar o pé na parede pego impulso, e corro para frente. Quando chego a uns três passos de distancia dou um salto mortal para frente e quando chego ao chão tomo um impulso ainda mais forte e pulo por cima dele tocando em seus ombros como apoio. Finalmente achei a utilidade em praticar ginástica rítmica no fundamental.
Ele fica de costas para mim e aproveito para golpeá-lo, mas ele vira-se rapidamente bloqueando minha espada e dando dois galopes para trás.
– Belo salto loirinha! Mas não pense que pode me derrotar com truques. — Parte novamente ao ataque e recuo ofegante. Francamente, isso esta me irritando. Eu nunca fico na defesa. Sou eu quem ataca! Naturalmente meu estilo teria ser mais na defensiva, como o antigo professor já disse, mas consigo usá-lo para ambas as tarefas. Pelo visto ele não está sendo suficiente para Laxus. Acho que terei que apelar para outro estilo.
Ele lança a espada e dessa vez, em vez de recuar, vou para cima. Surpreendendo a todos. Por incrível que pareça, deu certo. Nossas espadas ficam lado a lado, agora dependeria apenas da força. Não tinha pensado nisso. A estratégia era pegá-lo de surpresa e marcar o ponto. Ele é grande e forte. Como pode se movimentar tão rápido? Eu tenho a vantagem por ser menor e leve!
– Ao menos consigo saltar e não dependo apenas da força. — digo sorrindo. Isso o irritou mais do que eu esperava. Sabe aquilo sobre parecer que quando a espada vem de um lado seu punho seu punho vem do outro? Dessa vez não foi só impressão. Desvio meu rosto a tempo de ganhar um olho roxo e o professor apita.
– Falta! Lucy ganha o ponto de vantagem e o jogo acaba. — Não que eu goste de ganhar desse jeito. Seria muito melhor ter espetado seu colete, mas é melhor do que perder. A plateia esta tensa por causa da luta e demorou alguns segundos antes de me aplaudirem e gritarem meu nome. E de Levy e Cana me abraçarem também. — Isso foi... incrível! E acho que vocês entenderam apenas uma coisa. Esses dois não sabem pegar leve! — risos — Antes de eu chamar as duplas queria perguntar há alguém que gostaria de enfrentar a vencedora. — Todos trocam olhares e vira um silêncio desagradável. Até que escuto o barulho de uma cadeira de arrastando.
– Acho que eu quero tentar. — Será ele não tinha visto a luta de agora pouco? As pessoas abrem caminho para ele sair e arregalo os olhos. Ótimo. Eu já queria bater nele por antes mesmo.
Olhos castanhos. Sorriso travesso. E é claro, cabelo rosa. Natsu.
Minha teoria sobre Ele ser idiota foi concretizada, já a dele não ser inteligente, ou seja, burro, acho que nem tanto. Acho. Ele está na sala B então deve ter uma certa inteligência, talvez...
– Em suas posições. –Ele vai mesmo deixar um novato lutar comigo? O rosado se posiciona em minha frente com um forte sorriso estampado em seu rosto. Pelo visto sim. – Comecem!
– Não precisa se segurar – Como se eu fosse. — En garde! – Que os jogos comecem. Vem correndo em minha direção sem nem ao menos apontar a espada. Quando dou um passo para a esquerda desviando facilmente ele simplesmente estica a mão, que estava em suas costas, me acertando. Marcando o ponto. –Tou-ché! – diz agora com um sorriso malicioso.
“As vezes um simples movimento pode ser fatal.”
Aquela mesma voz rouca de antes ecoa em meus pensamentos. A sensação de já ter presenciado o momento me toma por completo.
Devo ter ficado longe por algum tempo pois quando me dou conta Levy gritava meu nome e o garoto estendia sua mão para mim.
– Natsu Dragneel.
– Lucy... – Minha mão se estendeu lentamente até a sua. Apesar do desconforto que sentia, consegui pensar em apenas uma coisa.
Em como era quente.
Notas finais
Kissus :3
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