Princess and Dragon
5 Capítulo 5 - Como uma marionete
Notas iniciais
Por algum motivo não consigo ser mal. Não que eu queira, mas... Não gosto de ser assim “boa”. Alguma vez quero simplesmente gritar e correr sem me importar com o que vão pensar sobre mim. Esse peso que carrego sobre mim simplesmente gritar para todos, sem segredos com aquele que confiam em mim. E sem perceber fui confiando neles também.
Vim aqui com um único motivo: sair dos portões. Não pensei no que faria depois disso, ou o que faria se algo desse errado. Esse foi o único momento em que fiz algo sem pensar antes
Não tenho motivos para querer ficar aqui, mas é como se eles sempre estivessem comigo. Será estranho o momento em que partir. Será que vão sentir minha falta? Vou poder contar-lhes a verdade sobre mim? Ou serão mentiras até o fim?
Não acho que o fato deu eu pertencer a uma família real seja algo assim tão importante que necessite ser mantido a sete chaves.
Postura. Fala. Corpo. Roupas. Contatos. Dinheiro.
Tudo se resume a aparência. Realeza ou não. A diferença é que esperam muito mais de você. Como ser aquela pessoa ideal onde não mente, não sente raiva, cuida das crianças e sempre sorri. Sempre.
Não importa o que lhe digam o que lhe façam ou o que vê. Deve ter sempre uma “mascara” cobrindo o rosto. E ter alguém que lhe controle como uma marionete.
É tão difícil assim simplesmente cortar as cordas e correr? Correr para bem longe. Um local onde ninguém nunca me encontre. Onde possa me libertar das cordas sem deixar rastros.
Poderia apenas me substituir certo? Como meu pai sempre disse, muitas garotas matariam para estar em meu lugar. A linda princesa prometida a seu príncipe encantado.
Mas francamente. Eu sempre fui fã do dragão que guarda a princesa. Pode não parecer mas para mim ele a protege do mundo lá fora. Dos perigos que nele existem sem nem reclamar nem pedir nada em troca. A bruxa sempre tranca a princesa na torre e coloca um dragão para guarda-la certo? Ou seja o dragão também é preso na torre.
O lindo príncipe chega em cima de seu alado cavalo branco e empunha-la a espada no coração do dragão. Salva a princesa os dois se apaixonam a primeira vista e felizes para sempre. Grande mentira.
Em todos esses anos nunca me apaixonei, muito menos a primeira vista. Durante o tempo que fiquei presa nenhum príncipe veio me salvar. Não houve nenhum dragão para me proteger. E não houve nenhuma bruxa para me jogar um feitiço. Ao menos nenhum que tenha dado efeito.
Também nunca entendi como o bem sempre derrota o mal. Os vilões sempre são ricos e geralmente tem as melhores armas. Já os heróis não tem nada. Apenas sua “grande força de vontade”. Ela deve ser grande mesmo para até derrota-los.
Mas vamos parar de falar sobre contos de fadas. E sim voltar para a realidade. Aquela onde o poder sempre vence. Aquela onde não a como cortar os fios que me prendem e não a como fugir nem derrotar o dragão com uma simples espada.
Segundo dia de aula na academia Fairy Tail. Um simples dia chuvoso onde meu melhor amigo continuava desaparecido, um fantasma havia retornado, ainda não conseguia ler os pensamentos de Erza, e Laxus sorria para mim como se soubesse algo que eu não sei. E é claro que ele sabe. Mas apesar de eu ter insistido praticamente as férias inteiras ele não me conta.
Não que o nosso relacionamento seja do tipo aberto. Mas se ele sabe algo relacionado a mim deveria me contar. Certo?
Voltando a falar sobre as minhas férias. Ela não pode ser chamada de a mais divertida. A não ser que passar metade dela numa biblioteca subterrânea seja agradável para você e a outra metade na Inglaterra, mas sem aproveitar muita coisa. Já que também fiquei em várias bibliotecas e na outra parte fazendo ligações e folheando a lista telefônica atrás de alguém que para minha linda surpresa descobri estar morto.
Bem quase. Ele sofreu um acidente logo antes de eu encontra-lo, sorte minha, e agora está em coma. Desculpa, mas não dava para esperar se jogar contra o carro depois das minhas perguntas não?! Ao menos sua esposa me deixou ficar com seu velho diário. Quando digo velho é velho mesmo. E além disso não tinha nenhuma informação útil.
Tirando um foto antiga de uma mulher, e desenhos. Adivinhe do que. Dragões. Lançando chamas claro. E ao lado ruínas de uma vila com uma única pessoa vestindo uma longa capa olhando para poucas casas que ainda pegavam chamas.
Se minha vila estivesse em chamas e sendo atacada por um dragão minha primeira alternativa não seria ficar parada no meio dela admirando a paisagem.
Sou tirada de meus pensamentos quando meu telefone toca, e muito alto alias. Saio da cama pulando, mais de susto e pressa para parar a música alta do que interesse em atender.
– Hi?
– Hi! – responde o ser, talvez, animado – Ainda dormindo?
– Obviamente não. – Quem me ligaria a essa hora da manhã para saber se eu to dormindo? – Quem é?
– Não reconheceu minha voz? Estou chocado.
– E deveria estranho? – digo sarcástica. Realmente ninguém me ligaria a essa hora sem ser ele. – Ou deveria dizer desaparecido?
– Calma, calma, pode conter a emoção em ouvir minha voz. Em breve voltarei ao Japão.
– Então você ainda não está no Japão? – pergunto surpresa.
– Foi o que eu disse. Além disso, foi você quem quis voltar correndo. – Acho que eu me esqueci de mencionar... Eu não passei minhas férias na biblioteca sozinha exatamente. — Tem novidades?
– Algumas. Mas acho melhor você ver pessoalmente. Então porque ligou?
– Hm... Saudades?
– Gray!
– Bem pelo menos eu admito. – Silêncio. – Ok, ok. Soube que algo grande está para acontecer este ano. – diz sério.
– E seria?
– Quem sabe... Muitas pessoas importantes estão se movendo e todos os caminhos vão para Fairy Tail. Não sei se seria bom ficar e ver o que acontece.
– Bom, eu acho que algo já esta acontecendo. Por isso eu disse para você ver com os seus próprios olhos. Quando você chega?
– Em um, ou dois dias talvez. Volto hoje mesmo se admitir que sente minha falta.
– Quem no mundo sentiria sua falta?
– Você. – É admito. Sinto saudades dele. E muita. Mas nunca que vou admitir isso para ele.
– Claro. Mas voltando, quer dizer que não vai tocar esse ano na abertura? – A abertura é um show que fazemos no inicio do ano onde as pessoas mostram seus “supostos” talentos. Como quem pula mais alto, fica mais tempo sem respirar ou até mesmo fica mais tempo se beijando. Acredite isso já aconteceu.
– Com a chuva que está tendo acho que não ter a apresentação até eu voltar.
– Como sabe que está chovendo? – pergunto acusatória.
– Por que tantas perguntas? É impressão ou acordou irritada hoje loirinha?
– Não é impressão. E não me chama de loirinha!
– Tenho que ir te ligo mais tarde.
– Não precisa! – digo obviamente com raiva.
– Tchau loirinha. – diz com ênfase no “loirinha”. Desligo e jogo o celular na cama.
Ele. Me. Irrita. Muito.
*Toc Toc*
Olho para porta depois involuntariamente para o relógio. Nele o ponteiro marcava exatamente 11 horas. O que significava que todos os alunos já deveriam estar em sua cama.
*Toc Toc*
Se eu não abri da primeira vez porque eu abriria na segunda?
*Toc Toc Toc*
Pelo jeito ele(a) não vai desistir facilmente. Levanto e pego o hobby brando de dentro do armário e me visto, abrindo a porta logo em seguida encontrado uma encantadora visita encostando seu braço ao lado da porta. Como uma reação tento fechar a porta mas o inquilino me impede com o pé e entra no meu quarto.
– Bela roupa. – diz me analisando dos pés a cabeça. – Mas não acha um pouco reveladora? – um sorriso malicioso surge em seus lábios. – Ao menos que estivesse a minha espera e planejado me seduzir. Porque se for isso conseguiu.
– Encantada. – digo olhando minhas roupas. Tirando o fato de que estava com uma camisola preta rendada com um decote um “pouco” chamativo e meu hobby coincidentemente ser praticamente transparente... Não havia nada de errado com ela. Vou até o armário a procura de algo para me cobrir mas uma mão me impede.
– Não que eu não aprove sua escolha mas acho melhor um vestido.
– Hã? – pergunto confusa.
– Não me diga que se esqueceu da tradicional festa de boas vindas? – ele estudou minha reação de surpresa e começou a vasculhar no meu armário. – Ainda tem aquele vestido que te dei?
– Não foi você que me disse para nunca usar algo dado por um homem, pois o significado é algo obvio? – digo sarcástica.
– Você diz como se minhas intenções já não fossem claras. – faço uma careta e ele ri. – Achei!
– Não!
– Mas você não gosta de rendas? Ao menos que queria ir com o que já esta vestindo, porque eu acho ótimo... – arranco a roupa da mão dele eu vou para o banheiro me trocar.
O vestido me vestia perfeitamente, como se fosse feito sobe medida. E já que havia ganho de Loki não seria surpresa.
( http://25.media.tumblr.com/tumblr_mdo0qwYNeS1rrxdtvo1_400.jpg )
– Como estou? – digo saindo e o encontro com um par de sapatos na mão. Ao me ver surge um grande sorriso repleto de malicia em seus lábios e vai até minha direção se ajoelhando para por os sapatos. Quando termina pega minha mão e me gira lentamente.
– Esplendida. Me acompanha? – Estende o braço para mim e meio hesitante o aceito como antes. Apesar dele não me agradar sinto que é alguém em que posso confiar. – Então, esse ano terá uma segunda festa? — sei que ele disse brincando, porém meu rosto ficou sério. – Pelo jeito não... – tento soltar minha mão, mas sou impedida. – Ok, ok. Prometo não dizer nada idiota até o fim da festa que tal?
– E que tal para sempre? – digo irritada.
Digamos que até o meio do ano passado minha reputação não seria considerada a melhor de todas. Não mesmo. Ou ser conhecida como “rainha da noite” é algo que pode ser chamado de bom? Claro...O porquê desse nome? Seria muito demorado explicar tudo apenas agora então me deixe resumir: jogos.
Cartas? Bola? Apostas? Um pouco dos três pode até estar incluído... Mas nenhum deles se encaixa aos “jogos”. Seria mais como charadas e enigmas, com certo toque de perigo, bebida, luta e quem sabe até um pouco de romance no meio. Não que eu esteja incluída nisso. Talvez.
Segunda festa? Algo mais normal como uma simples festa do pijama sabe? Pipoca, maratona de filmes, verdade ou consequência. Tirando sumiços misteriosos durante a noite, tudo normal.
Quer saber algo mais normal? A pessoa desaparecida por um ano voltar de repente como se nada tivesse acontecido. E o mais estranho era que realmente ninguém agia como se algo houvesse ocorrido. Ou não se importavam.
Na Fairy Tail é normal alguém ficar fora por algum tempo, e depois voltar normalmente sem falar nada sobre onde esteve ou o que fez lá. Até mesmo Loky e Gray são exemplos disso, o que me deixa louca já que não me dizem nada.
– Chegamos.
– Vai ser no dormitório masculino? Sério? – olho para ele desconfiada e ele assente com a cabeça. – Isso foi autorizado? – ergo uma sobrancelha.
– Desde quando se importa com isso? – diz sorrindo e entra.
– Acho que nunca. — murmuro para mim mesma e o sigo.
Notas finais
Acham que eu estou demorando muito pra desenrolar a historia ou esta no ritmo certo? Deixem reviews criticando ou elogiando e deixando suas ideias para o que quer que aconteça durante a festa e também de resto.
Kissus :3
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