Primeiros Erros

2 Primeiro dia em equipe


Notas iniciais
Oiê! Adorei a resposta de vocês e por isso já voltei Segue meu insta, previa de cap... https://www.instagram.com/pensamentosdathayy/ Boa leitura ♥

Primeiros erros

primeiro dia em equipe

Tinha uma coisa pesada em cima das minhas costas. Pesada e muito, muito quente.

—Vem cá seu gato preguiçoso. -Ouvi a voz de Edward e o peso foi tirado de mim.

Me estiquei na cama com preguiça.

—Que horas são? — Falei com a voz abafada pelo travesseiro. Senti os dedos de Edward passando de leve, traçando a linha da minha coluna.

—Oito e meia. — Ele sussurrou no meu ouvido dando leves mordicadas, seu hálito quente me fez cócegas.

—Dormi bastante?

—Sim senhora, pelo menos doze horas de sono ininterrupto.

—Enzo?

—Deve estar dormindo ainda, vou acordá-lo para tomarmos café da manhã juntos.

Ele já ia levantar, quando me virei e o puxei pelo pescoço. Ele riu e se deixou cair por cima de mim, equilibrando o peso nos braços.

—Espera, deixa ele dormir mais um pouco. Quero fazer umas coisas com você. — Puxei sua boca para um beijo.

—Amo quando você acorda bem-disposta. — Ele distribui beijos pelo meu pescoço, estando ele apenas com um short foi fácil tirá-lo.

Edward separou minhas pernas se encaixando no meio delas, seu membro já estava pronto, senti sua cabeça na minha entrada fazendo uma leve pressão.

Apertei ele mais de encontro a mim, seus beijos foram descendo pelo meu pescoço, colo, e finalmente senti seus lábios no meu seio direito, meu corpo se arrepiou com o contado.

—Hum…

—Você quer mais? — Sussurrou, sua língua circulou o bico.

—Sim…

Ele chupou. Seu vai e vem com a boca, suas carícias com a língua naquela região enviava uma corrente de prazer pelo meu corpo, e findava na minha buceta que contrai e molhava. Enlacei minhas pernas na sua cintura para que nosso encaixe fosse melhor. Com uma mão ele brincava com seu membro na minha entrada.

—Vem de uma vez. — Grunhi em sua orelha.

Num movimento rápido ele tapou minha boca com a sua, fiquei meio perdida e sem ar, até que senti seu membro me rasgar e meu gemido foi realmente alto.

—Shix… vai acordar Enzo, e ele vai saber exatamente o que estamos fazendo. — Ele falava devagar intercalando beijos e mordidas em meus lábios.

Ele estava parado dentro de mim, seu membro exigindo um espaço inexistente. Fiquei sem fôlego, eu estava sem fazer amor há quanto tempo?

Edward estava esperando que eu me sentisse pronta, por isso continuava parado, uma mão acariciando meu mamilo direito enquanto sua boca se ocupava do esperto. Robelei buscando atrito.

—Pode vir… vem fundo. -Ele não precisou de mais incentivo, colocou uma perna minha em seu ombro aumentando o contato, saiu quase todo e voltou com força. Assim… era disso que eu precisava.

—Mais Edward...Vem…

—Você quer assim? Ou assim? — Sua voz ronca no meu ouvido me dava mais tensão e me vi mordendo a pele exposta do seu ombro, rebolando os quadris mais rápido, aumentando o contato em busca de libertação.

Mas eu não estava satisfeita. Usei as mãos para afastá-lo, ele não ofereceu resistência e se deixou cair no colchão de costas sorrindo para mim.

Levei suas mãos a cima de sua cabeça, posicionei seu pau na minha entrada e desci sobre ele.

—Hum... vem gostosa. – Ele disse rouco. Automaticamente tentou libertar as mãos para me tocar.

—Opa... nada disso. Eu estou no comado. – Sussurrei em seu ouvido e me movi de encontro a ele. Fiquei mais ereta, libertando suas mãos, uma foi direto para meu quadril me mantendo no ritmo, e a outra foi com seus dedos direto para meu clitóris em movimentos leves, fazendo uma leve e deliciosa pressão joelhos flexionados, dessa forma eu podia sentir ele completamente dentro de mim. Eu estava perto.

—Rebola gostoso vai. – Falou, a mão em meu quadril indo para meu seio e apertando. Senti minha buceta se contrair a sua volta, minha respiração ficando entrecortada com o esforço, a sensação do orgasmo se espalhando pelas minhas pernas e fazendo elas formigarem. Tudo que eu queria agora era ficar quietinha, apenas aproveitando a sensação, mas Edward ainda não tinha chegado lá, ela aumentou o contato, se afundando mais rápido e fundo dentro de mim. Joguei a cabeça pra trás e não pude controlar mais os sons que saiam da minha boca.

Então ele se libertou dentro de mim.

—Nossa... isso foi intenso. – Ele ofegou.

Ri saindo de cima dele, seu gozo escorrendo pelas minhas pernas.

—Necessário para quem fica de jejum a maior parte da semana. – Justifiquei.

Ele se virou de lado, tirou o cabelo do meu rosto. Eu amava a forma como Edward me olhava, como se eu fosse preciosa, como se precisasse de cuidados.

Isso foi o que me atraiu primeiro, quando nos conhecemos no voo de volta para os EUA. Eu nunca tinha questionado o fato de que Edward estava na mesma cidade que eu naquelas férias e nós não tínhamos nos cruzados, mas agora sabendo que ele conhecia Damon desde aquela época... nós deveríamos ter nos conhecidos.

Será que se eu tivesse encontrado Edward ao mesmo tempo que encontrei Damon teria passado aquele verão com ele? Ou isso não alteraria como me senti em relação a Damon naquela época?

Foi uma paixão tão forte e desenfreada...

Com Edward foi o completo oposto. Ou quase.

15 anos antes.

—Estou surpresa por não termos perdido o voo! – Rosalie reclamou ao entrarmos no avião.

—É claro que não iríamos perder. – revirei os olhos. – Eu tinha tudo bem calculado, chegamos na hora certa.

—Chegamos em cima da hora. Tudo porque você passou a noite com aquele doido.

—Ele não era doido. Era lindo, e gostoso, e bom de cama... você deveria ter arrumado um namorado durante esses dias também. – a repreendi. Ela me olhou chocada.

—Bella, nós viemos estudar! Você reprovou na prova de italiano!

—Você está enganada, eu passei na prova do italiano. – Passei a língua pelos lábios olhando de forma sexy para ela.

—Você é nojenta. E louca. Ficar tendo relações íntimas com um desconhecido por um mês, e nem ao menos saber o nome dele!

—Isso foi o mais divertido, Rose! Sem compromisso, sem cobrança... apenas uma doce lembrança. Quando ele lembrar desse verão vai se lembrar de uma linda mulher sem nome. – Nós tínhamos parado logo após a porta, tendo a nossa conversa.

—Você é louca. – ela afirmou sacudindo a cabeça.

—Senhoritas, por favor tomem assento. – A comissária de bordo nos intimou.

—Sim senhora. – Rosalie respondeu nervosa com medo de uma bronca. Revirei os olhos a seguindo pelo corredor.

—Oh... por que você está aqui? – Ela parou na frente dos nossos assentos. Tinha um homem ali. Forte, cabelo curto pele morena e um sorriso muito simpático.

—Desculpe senhoritas, esse é o meu assento. -Seu sorriso era divertido. Logo percebi que ele estava mentindo, jogando com Rose. O cara bonito estava jogando com a minha prima puritana. Eu não iria perder isso.

—Não é não, esse lugar é meu e da minha prima. – Ela franziu a testa.

Reparei que a duas cadeiras para trás tinha outro homem prestando muita atenção ao nosso diálogo e parecia se divertir. Reconheci os cabelos acobreados e revoltos do check in. Eles estavam juntos e armando para o grandão sentar com a minha prima.

—Rose... ele tem razão. Não vamos criar outro tumulto, sente aqui que eu sento ali, ok? – Sussurrei para ela fingindo estar nervosa com outra bronca da comissária de borda. Ela mordeu o lábio nervosa, olhou para a pequena fila de passageiros que esperavam nós duas darmos espaços para eles passarem.

—Mas onde você vai sentar?!

—Ali com aquele cavaleiro bonito. – Pisquei para ela.

—Tudo bem...

Ela não parecia convencida. Quando ela virou de costas para passar por cima das pernas do grandão, pisquei para ele para que ele soubesse eu tinha entendido o seu plano. Ele sorriu amplamente para mim.

—Então me sento aqui. – Pulei as pernas longas do rapaz de cabelo acobreado e olhos lindos olhos verdes.

—Desculpe meu amigo, mas ele ficou fascinado pela sua amiga na fila do check in.

A voz dele parecia cantada. Me vi sorrindo olhando sua boca. Ele fudidamente mordeu os lábios após falar.

—Se você me garantir que ele é uma boa companhia, tudo bem. Minha prima precisa mesmo conhecer gente nova.

—Isso eu posso garantir, Emmett é... – ele parece buscar as palavras. – Interessante.

Eu ri.

—Espero que interessante seja algo bom no seu dicionário... – Parei a frase de forma sugestiva.

—Edward. – Ele disse seu nome.

—Edward. – Testei o nome. Eu gostava de como soava. – Sou Isabella, mas pode me chamar de Bella. Sabe eu tenho medo de voar, e minha prima me distrai por todo o voo, agora isso será sua tarefa.

—Aceito de bom grado. – Ele declarou com um sorrisinho de canto de boca.

O sorriso dele fez com que borboletas voassem pelo meu estômago. E me senti corar.

Ótimo, eu tinha acabado de viver um romance de verão e viveria um de poucas horas.

Eu não estava mentindo sobre o medo de voar, e ele logo percebeu. Durante todo o voo sua mão esteve na minha, fazendo uma massagem, brincando meus dedos. Nós conversamos bastante, e quando acordei um pouco antes de chegarmos ao nosso destino, eu tinha a cabeça no seu peito e ele me envolvia com seus braços.

—Desculpe Edward. – Eu fiquei realmente sem graça.

—Foi o melhor voo da minha vida, Bella. – Ele sorria o tempo todo, o rosto um pouco amassado pelo sono o dava um aspecto infantil.

—Edward... qual outro voo eu posso te ver de novo? – Eu não podia ser tímida agora, eu queria muito vê-lo de novo.

—É só me ligar, Bella. Tomei a liberdade de colocar meu numero no seu celular. –Ele piscou para mim.

—Muito atrevido da sua parte, Edward. – Reclamei.

—Acho que temos um nível alto de intimidade, depois de você babar em mim. – ele piscou para mim. Dei um tapa leve em seu ombro.

Edward e o amigo Emmett também eram de Chicago e nós quatro passamos a sair juntos. Logo um romance entre Emmett e Rosalie ficou impossível, ela odiava ele em tudo, do jeito engraçado a forma como comia, mas ele não desistia de correr atrás dela. Até hoje.

E quando a Edward e eu... transamos no segundo encontro, que foi o primeiro depois do voo, e com uma gravidez não planejada, estávamos casados em dois meses.

Eu achei que minha vida iria acabar quando descobri que estava grávida, tinha acabado de começar a faculdade era sustentada pelo juiz Swan também conhecido como meu pai. Onde eu iria enfiar um bebê?

Então lá estava Edward, todo feliz com a ideia de ser pai, todo responsável sobre o que deveria fazer... ele falou com meus pais, ele me pediu em casamento, ele cuidou do nosso filho sozinha na maior parte do tempo para que eu não desistisse da faculdade...

Como o pai dele gostava de dizer ‘’ meu filho pegou algo tinha tudo para dar errado, e fez dar certo.’’’

—Diz alguma coisa. – Edward pediu fazendo um carinho na minha bochecha.

Sorri para ele.

—Estava aqui lembrando as coisas maravilhosas que você me fez. – Respondi.

—Hum... aquele amor gostoso na praia? Nós precisamos viajar.

—Estava mais pensando no pai maravilhoso e marido incrível que você é.

Ele me beijou na testa.

—Só sou o bom marido para uma esposa maravilhosa. Vamos, um café da manhã em família nos aguarda!

Ele pulou da cama todo animado indo em direção ao banheiro.

O segui.

Edward tinha toda essa visão de coisas em família por ter crescido desse jeito, só podia ser. Sua família com pais amorosos e comprometidos – com os filhos e um com o outro – era o modelo mais irritante e bonito para alguém como eu.

Que cresceu com Charlie e Renée, o casal das aparências.

Expulsei a ideia da minha cabeça e fui tomar um banho com meu marido.

...

—Yuno, na mesa não! – Retirei o gato que tinha acabado de pular na mesa.

—Eu não sei quando esse gato ficou tão espaçoso. -Edward reclamou colocando a jarra de suco onde segundos antes o gato tinha aterrissado.

—Porque você e Enzo deixam ele fazer o que quer.

—Eu não. – O próprio Lorenzo adentrou dando um bocejo.

—Garoto, você nem sabe sobre o que estávamos falando. – Edward bagunçou seus cabelos.

—Nem preciso, era a mamãe falando meu nome, e com o tom meio grosso. Logo tem algo errado e não foi eu.

—Você está muito desconfiado, filho. – Aproveitei que ele tinha sentado e beijei seus cabelos escuros. Ele segurou o braço que passei pelo seu pescoço e beijou.

—Precavido é a palavra. – Ele disse cerrando os olhos e tanto eu quando seu pai fomos obrigados a rir.

—Então qual a programação de hoje? – Perguntei. Sempre havia uma programação de fim de semana.

—Uma manhã tranquila em família e um almoço na casa da vovó. – Enzo contou.

—Ótimo, sinto falta de Esme.

Eles trocaram um olhar tenso.

—O que foi?

—Mãe... não é essa avó que me refiro.

Ah não.

—Vamos almoçar na casa dos meus pais?! Não almoçamos lá no domingo passado?

—Não amor, já faz mais de três meses.

—Por favor... eu não quero ver meus pais. – Resmunguei.

—A gente só almoça passa uns minutos e cai fora. – Enzo não gostava do juiz mais que eu.

—Temos que ir. -Edward deu de ombros. – Sua prima vai estar lá.

Agora ele tinha me convencido, eu não podia deixar Rosalie sozinha com Renée, para ouvir cada indireta sobre uma mulher ‘’ter ficado para titia’’ sendo solteira depois dos trinta.

—Eu vou. – Suspirei.

Edward me deixou na entrada do hospital.

—Te pego às sete. -Avisou.

—Não precisa. Posso pegar um Uber, você vai estar cansado do plantão...

Ele estava negando antes que eu terminasse.

—Se eu não chegar aqui para te pegar as sete, você vai sair às dez.

Arfei fingindo ultraje.

—Você se uniu a Tanya para vigiar meu horário ou coisa assim?

—Deveria, aquela pobre mulher, vocês médicos se aproveitam dela.

—Ok senhor meu marido, te espero aqui as sete. – O beijei. Ele segurou minha cabeça me mantendo ali, sua língua pediu passagem entre meus lábios.

—Edward... vou me atrasar. – Murmurei em seus lábios.

—Te amo. – Ele disse me libertando.

—Também te amo. Salve vidas, mas não perca a sua. – O recitei meu lembrete diário e sai do carro.

Ainda era seis e meia e meu plantão começava às sete, dava tempo de fazer meu caminho com calma até o vestiário feminino para me trocar.

Alice estava lá gemendo com as mãos na cabeça.

—Alice?!

—Fala bem baixinho Bella. – ela sussurrou.

—O que houve?

—To virada, sai com a minha colega de quarto de vinte anos, vinte anos Bella! Eu não posso acompanhar esse jovens.

—E por que tenta? – abri meu armário colocando minha bolsa dentro e tirando meu jaleco.

—Boa pergunta. Talvez eu seja idiota. Em minha defesa ela tem uns amigos tão gatinhos...

Eu ri da sua cara sonhadora.

—Cuidado para não acabar presa. – Cantarolei.

Ela fez uma careta.

—Eles não são tão novos assim. – Fez bico. Quando estávamos prontas entrelacei nossos braços e andamos juntas até a sala de convivência. Minha equipe de residentes estaria lá e o Dr. Salvatore também deveria.

—Pronta para mais um plantão infernal com esses jovens? – ela revirou os olhos.

—Nunca. – Abri as grandes portas para nós. A sala estava igual, grande TV, mesa de sinuca, sofás reclináveis e uma geladeira. Os residentes estavam ali, uns comendo os livros, outros cochilando, outros conversando alto, a espera de seus médicos chefes, e tinha o novato, o Dr. Salvatore sentado no braço de um sofá, com pés no banco. Ele conversava animado com um grupo de três meninas que o olhavam com puro desejo. Pela forma como ele se inclinava para elas, ele sabia muito bem o efeito que estava causando.

Nossa chegada fez o grupinho se libertar dos seus encantos, os que dormiam acordar, e os que estudavam fechar o livro.

—Bom dia crianças. – Declarei. Damon me olhou com o tipo de sorrisinho que faria essas meninas molharem a calcinha. Mas eu não, eu era imune.

Ou era disso que eu tentava me convencer.

—Acho que já conheceram o senhor Salvatore que ficará na nossa equipe pelos próximos seis meses.

Eles assentiram. Designei as os lugares onde eles ficariam, Damon teria que ficar comigo de qualquer modo já que não era residente e eu contava com sua maturidade para isso.

Não foi o que ele provou quando ficamos sozinhos.

—O senhor Jhonson tem parkinson e vou operá-lo daqui a quatro dias. Você pode acompanhá-lo nos exames de hoje. – Designei sem olhar diretamente para ele.

—Isabella... seu nome tem um som tão bonito.

—Oi? – não o olhei

—Ah não, vamos parar de fingir. Eu estou chocado por ter te encontrar também, mas isso é incrível. – Ele estava atrás de mim, me virei para vê-lo.

Todo o cinismo tinha abandonado sua expressão e ele estava me olhando apenas com diversão e nostalgia.

E ele derrubou minhas paredes.

—Damon é um nome que te cai bem. – falei por fim, abraçando a prancheta. Rimos com a ironia de tudo aquilo.

—Eu mal pude acreditar quando Edward me mostrou uma foto sua. Várias lembranças surgiram e eu... nossa eu nem sei o que te dizer mais.

—Não precisa dizer mais nada. Também foi assim para mim.

—A oportunidade surgiu e como a Elena é daqui, parecia uma boa mudança de ares. – Elena deveria ser a esposa.

—Legal. Que mundo pequeno. -Falar na sua esposa me trouxe de volta a realidade, e que nós demos a entender que não nos conhecíamos.

—Você conhece Edward. – Não era a acusação nem nada disso, era só a verdade.

—E você é casada com ele. — De novo o cinismo havia voltada ao seu olhar.

—Sim, Edward é incrível. Talvez não seja muito tarde para reconhecer que já nos conhecemos…

Ele já estava negando.

—Acredite é melhor assim. Não quero compartilhar com ninguém o que já tivemos.

Eu não gostei da forma que ele olhou ao dizer isso, ou não gostei de como me senti ao ouvir isso. Não consegui decidir se era uma sensação boa ou ruim.

—Então por favor, vamos esquecer o passado, deixar onde ele está e sermos bons colegas de trabalho.

Estendi a mão para ele.

—Bem vindo ao Central Memorial Chicago. — Declarei.

Ele olhou divertido para minha mão, a pegou.

—É um prazer está aqui. — Ao invés de apenas apertá-la, ele a pegou com delicadeza e encostou seus lábios, seus olhos presos aos meus.

senti uma fisgada no coração.

Que seja um princípio de infarto. pensei.

Não poderia ser outra coisa, de jeito nenhum.

—Doutora Cullen? -A voz de uma mulher vindo de trás quebrou o encanto e puxei minha mão na dela, completamente envergonhada.

Me virei para encontrar uma jovem senhora, a Senhora Jhonson, com seu casaco rosa de tricô, saia azul clara e sapatilhas. Todas as vezes que a via eu lembrava de minha avó.

—Bom dia senhora Jhonson, este é o doutor Damon Salvatore, neurocirurgião que estará em nosso equipe a partir de hoje.

Ele a cumprimentrou com respeito.

—Como está o senhor Jhonson essa manhã? — comecei a caminhar pelo corredor em direção ao quarto dele.

—Ah Doutora ele acordou agitadíssimo! Diz que quer ir para casa,ver os filhos, os netos… se despedir. — Sua voz ficou mais baixa no final.

—Ele é novo demais para se despedir. — Comentei com graça. Era assim que levava meus dias com meus pacientes e seus familiares, com humor. Nem sempre as notícias eram boas, porém os dias no hospital não precisavam ser carregado de tristeza.

Paramos de frente para a porta do quarto dele. Deixei que ela abrisse e quando fui segui-la para dentro, Damon me segurou pelo braço.

—Não deveria ser tão positiva, pode acabar dando falsas esperanças…

puxei meu braço do seu aperto.

—Sei o que estou fazendo Dr. Salvatore.

—Não é o que parece, eu vi o caso do seus pacientes de ontem para hoje, já que agora serão os nossos e…

—Corrigindo; continuaram sendo os meus pacientes, e o sr. só irá opinar quando eu solicitar.

—É uma cirurgia de risco, talvez ele não aguente. — Sua voz não era mais que um sussurro.

—Doutor… faça os exames, faça a sua avaliação do meu paciente e poderemos debater, ok? Agora tenha em mente que não vou aceitar ser desautorizada.

Falei o que queria a adentrei no quarto com o costumeiro bom humor de sempre.

Notas finais
Uma leitora levantou a questão e eu repasso a vcs... seria Enzo filho de Damon? O que acham?