Notas iniciais
Oi meninas >< To adorando esse jogo da paternidade kkkk obg a cada comentário, já vou lá responder. bjs Segue meu insta, previa de cap... https://www.instagram.com/pensamentosdathayy/ boa leitura ♥

Primeiros Erros

Primeiro choque

—Está vendo a área em vermelho? — Apontei no monitor com a caneta em minha mão. Damon estava muito perto de mim e seu cheiro me inebriava um pouco. Perfume amadeirado, forte, misturado com uma essência que era só dele… como ele podia cheirar exatamente como minhas lembranças?

Sua cabeça emparelhada com minha, ele a chegou mais para perto da tela.

—Claro é bastante visível a área afetada. — Fitei os movimentos dos seus lábios enquanto ele falava.

—Podemos remover o tumor. — A voz de Maik Newton, meu residente menos prático — para não dizer hábil — se fez ouvir. Eu não precisava me virar para ver que os outros residentes, assim como Damon ao meu lado, estavam revirando os olhos.

—Não aonde está, faria um estrago muito grande, é provável que ela não consiga fazer coisas básicas como… pensar. — Damon tomou minha frente na explicação, o agradeci movendo os lábios num ligeiro sorriso. Todos os dias tinha de lidar com as idiotices de Maik sem conseguir entender como ele estava se formando em medicina.

—Mas deve existir algo que possamos fazer. — Um outro residente, Gabriel disse. Era um dos meus favoritos.

—Bom esse é o trabalho para vocês hoje. Pesquisem tudo sobre esse tipo de tumor, peçam os exames necessários e me tragam soluções. Não podemos deixar uma garota de vinte anos condenada assim. — Instruí. Eles me olhavam entre temerosos e esperançosos, com uma determinação que eu gostava de ver. -Dividam-se em duplas, vocês têm um dia me darem respostas. Gabriel e Kristen, quero os dois monitorando a paciente vinte e quatro horas por dia, os demais podem se dividir entre esse caso e suas outras funções na emergência. Dispensados.

Eles saíram ansiosos para suas tarefas. Ficamos Damon e eu apenas.

—É um tumor benigno, podemos retirar. Correr o risco. — Ele disse.

—Ainda não estou certa disso. Vamos ver o que eles têm a dizer a respeito, também vou querer a opinião de Eleazar, não podemos jogar com a sorte e achismo quando a vida de uma garota de vinte anos está em jogo.

Juntei minha prancheta vendo o paciente que eu tinha que olhar essa tarde, reparei pelo canto do olho que Damon não tirava os olhos de mim.

—Dr. Salvatore, tenho certeza de que o senhor tem algo a fazer além de ficar aí parado. Se não tiver, pode fazer sua pausa para o almoço.

—Você é exatamente como eu imaginei. — Seu tom mudará para algo mais baixo. Os olhos pareciam mais azuis e calmos.

—Uma megera eu espero. — Brinquei.

—Apaixonada pela medicina, como me disse a muito tempo.

Engoli em seco.

—Damon… se vamos fingir que nunca nos vimos antes, seria bom que você não fizesse alusões ao nosso passado.

Estávamos lado a lado de costas para os monitores da sala de exames. Ele se desencostou da mesa ficando de frente para mim. Sua proximidade fez meu coração acelerar, ele tirou uma mecha de cabelo que tinha se soltado no meu coque e colocou atrás da orelha.

O que tinha de errado comigo? Damon me fazia sentir uma adolescente e não a mulher de trinta e três anos que eu era. Por que eu estava dando liberdade a ele?

—Você é aquela mesma garota pela qual me apaixonei, só que muito melhor.

Senti seu hálito quente ao falar isso direto em meu rosto. Ele umedeceu os lábios e estávamos muito perto.

Meu bip começou a vibrar fazendo que eu me afastasse dele abruptamente.

Que merda tinha acabado de acontecer? O que teria acontecido?

Damon também olhava sem bip com a testa franzida.

Acidente de ônibus, muito feridos a caminho.

—Vamos. — Falei e corremos para a emergência.

Alice já estava ali quando chegamos, gritando instruções aos residentes mais jovens, enquanto os que já tinham passado por aqui se preparam com expressões que iam de ansiedade a um sorriso maníaco.

—Damon, você é novo aqui, mas não é nenhum novato em medicina. Sabe o que fazer. — Instruí sem olhá-lo.

—Bella que bom que você veio, parece que cada médico formado está em alguma coisa e esses residentes novatos estão nervosos. — Alice correu até mim.

—Não permita que os mais novos fiquem sozinhos, mantenha os enfermeiros ao lado deles. — A olhei séria.

—Já fiz isso. — Ela assentiu.

—O que teremos? Um ônibus cheio? — Já podia ouvir o som das sirenes se aproximando.

—Foi um ônibus escolar, time de futebol parece. O motorista perdeu o controle e capotou.

Estremeci imaginando as crianças que viriam.

—Até o momento parece que não houveram mortes. Mas é difícil ter certeza. — Ela deu ombros com aspecto triste.

Crianças feridas estavam vindo, pequenos adolescentes talvez. O tipo de acidente que deixa todos os médicos um pouco afetados.

—Pessoal vamos manter o foco! -Gritei. Avistei Dr. Jacob Black clínico geral, Ângela Weber obstetra e Quill Atera. Me senti mais tranquila vendo amigos de profissão mais velhos e experientes para me ajudar a controlar todos aqueles residentes.

A primeira ambulância chegou e os socorristas começaram a trazer os jovens. Não eram crianças pequenas, eram adolescentes. Da idade de Enzo talvez. Meu coração apertou imaginando o almoçando àquela hora na escola em segurança.

Muitos viam nas macas acordados, gritando e chorando, o que já era um bom sinal, estar cociente. Eu fiquei no meu lugar, focada na próxima ambulância, e na próxima, esperando o caso que fosse pior, dando ordens aos residentes e avaliando os casos. Damon estava solicito orientando os mais jovens sem pegar nenhum paciente para si. Eu estava esperando um caso mais grave, talvez alguém desacordado, ficaria ali até que um surgisse, se não houvesse aí sim iria olhar caso a casa junto aos residentes.

—A pressão dele está caindo, não consegue respirar, precisamos intubar! — Uma socorrista desceu da ambulância recém-chegada gritando a plenos pulmões. Ela estava em cima do paciente que era trazido utilizando um Ambu nele para que respirasse.

Corri para eles apesar de ser desnecessário já que passariam na minha frente.

Ao olhar o rosto parcialmente encoberto pelo aparelho senti meu sangue esfriar. Enzo estava ali.

Meu filho estava naquele ônibus.

Meu filho estava sendo reanimado.

—Enzo! -Gritei — Relatório!

A socorrista relatou o estado dele, aos gritos. Escoriações por todo o corpo, uma perna com fratura exposta, e o pior, uma costela fraturada que havia perfurado um dos pulmões.

—Ele precisa ser levado a sala de cirurgia imediatamente. – Grunhi.

Alice estava ao meu lado.

—Enzo! Bella você não. – Ela me olhou feroz.

—É o meu filho!

—Exatamente, e você não tem capacidade de estar a frente disso.

—Você não pode decidir isso. – A vida do meu filho se esvaia enquanto eu ficava discutindo com Alice.

—Mas eu sim. Doutra Cullen se afaste do paciente, está dispensada das suas funções por hora. Doutor Salvatore me siga nesse caso. – Eleazar pareceu distribuindo ordens com sua calma tão característica.

Olhei para ele suplicante.

—Eleazar... É o Enzo! Por favor. – Meus olhos estavam cheios de lágrimas não derramadas. Eleazar colocou uma mão em meu ombro.

—Vamos cuidar dele. Você não pode, sabe disso. Dr. Damon?

Damon olhava toda o desenrolar da cena com olhos atentos.

—Você assume esse caso. – Instruiu.

—Sim senhor.

Eleazar nos deu as costas correndo atrás da maca que levava meu filho para a sala de cirurgia.

—Damon... – Supliquei. Ele colocou as duas mãos em meus ombros e me vem olhá-lo nos olhos.

—Eu vou cuidar do seu filho, ok? Deixe esse ambiente caótico e faça o que todas as mães fazem...

—Rezar? – ironizei.

Ele deu de ombros.

—O que ajudar. Eu sou bom o meu trabalho, Bella, vou te provar. – Ele correu.

Fiquei observando seu jaleco branco até que ele virou em um dos corredores e não pude mais vê-lo.

—Liguei para Edward, ele está a caminho. – Alice anunciou. – Tenho que ver como os residentes estão se saindo. Você vai ficar bem?

Eu não fazia ideia do que era ficar bem numa situação como aquela, mas eu assenti para ela mesmo assim.

Me vi sozinha na entrada da emergência, sem saber o que fazer.

—Está demorando muito. – Falei para Edward. Ele havia chegado em tempo recorde. Estava com o uniforme de bombeiro, cabelo desalinhado a expressão tensa.

Ele pegou minha mão que eu não parava de torcer uma na outra.

—Quando a noticia vier vai ser boa. – disse com confiança.

Eu não podia responde-lo, a situação do nosso filho era grave e eu mesma sabia que as notícias em sua maioria não eram boas.

Estavamos esperando por noticias na minha sala, já que o corredor da sala de esperava cirúrgica estava lotada e o hospital um caos com todos os pais dos alunos e curiosos, e familiares, e claro, eu vestida de medica no meio seria um problema.

—Como isso aconteceu? – perguntei de novo.

—Eles tinham uma partida amistosa em outra escola, seria durante o horário de aula por isso não me preocupei de leva-lo... parece que o motorista estava medicado, com alguns remédios para alergia...

Trinquei os dentes odiando o motorista da escola.

—Ele é um homem bom Bella, não acredito que tenha feito de caso pensado, ou saiba do risco que estava expondo as crianças.

—Você precisa parar de ser tão bonzinho! – Me estressei. Sai do lado dele indo olhar pela janela. – As pessoas sabem os riscos, Edward. Ele expos treze crianças a morte hoje e o caso mais grave é o do nosso filho! – Eu estava quase gritando.

—Julian morreu. – ele disse baixo. – Era atacante, talvez você não se lembre dele de nome....

—Melhor amigo do Enzo. – Sussurrei senti meu coração parar de bater de novo, e uma onda de chora se seguir. Eu não era a mãe mais participativa, mas me lembrava de alguns amigos dele, esse em especial pois sempre estava na minha casa. Os dois eram amigos desde o jardim de infância.

—Ah Edward... – senti seus braços me apertando junto ao seu corpo.

—É uma coisa horrível de pensar e de dizer, mas... nosso filho está em cirurgia, temos uma chance.

Fiquei em seus braços chorando e deixando que ele me consolasse, eu fazia promessas a Deus, se meu filho sobrevivesse a isso eu participaria mais da vida dele, e ele seria a minha prioridade.

Não sei quanto tempo ficamos naquela posição próxima as enormes janelas que serviam como parede na minha sala, deve ter sido algumas horas pois reparei a mudança de posição do sol no céu. Estava perto do fim da tarde, eu não havia comido nada desde manhã e só a ideia de comer algo me deixava enjoada.

Leves batidas na porta me despertaram no meu estupor.

—Entre. – Edward disse afagando meus braços, fazendo com que eu me mexesse.

Damon entrou seguido por Eleazar. Ambos tinham expressões graves.

—Por favor digam logo. – Implorei.

—A cirurgia foi um sucesso. – Eleazar declarou e pude sentir o ar voltar aos meus pulmões.

—Ah graças a Deus. – Me senti fraca e os braços de Edward a minha volta foi o que me impediu de cair.

—Ele perdeu muito sangue pela fratura na perna, vai levar alguns meses para voltar a andar e correr, mas conseguimos reconstituir com perfeição. Fizemos a drenagem torácica com sucesso. Ele teve duas fraturas na costela então sentirá muitas dores por um tempo. – Damon disse tudo numa voz distante e profissional.

—Damon fez todos os procedimentos necessários, eu realmente não estava em condições de assumir, posso não ser da família, mas era o nosso garoto lá.

Eleazar me olhou com um sorriso de entendimento, ele era amigo do meu pai – não sei como e porque já que ele era uma pessoa muito melhor que meu pai – ele me viu crescer, acompanhou minha jornada na faculdade, minha gravidez e viu meu filho crescer. Ele se sentia avô do meu filho mais que o meu pai.

—Só fiz o meu trabalho. – Damon disso daquele jeito meio arrogante como quem tenta esconder seus reais sentimentos. Jogando todo o pudor pelos ares, me soltei dos braços de Edward e abracei Damon com força.

—Obrigado. Obrigado. -Falei de forma fervorosa apertando meu rosto em seu peito. Ele afagou minhas costas meio sem jeito.

—Quem diria que esse homem salvaria meu filho. – Edward finalmente falou e me afastei de Damon para que eles se cumprimentassem. Eles deram as mãos e se abraçaram de lado daquela forma tipicamente masculina.

—Certamente não esse homem. Seu filho está no CTI agora, em observação. Vocês podem visita-lo rápido, ele vai ficar um sobre sedação para poder se recuperar mais rápido.

—Foi uma ideia muito boa te indicar a Eleazar. – Edward disse sério. – Obrigado Damon. – Ele segurava o rosto de Damon ao falar, de uma forma meio italiana de se falar tão próximo a um homem.

—Vamos. – Chamei a Edward. Ele pegou minha mão e fomos juntos para o CTI.

Passamos por corredores de espera onde tinha pais de outros alunos extremamente nervosos, outras apreensivos. E um casal em especial chamou minha atenção. Estavam afastados dos outros, chorando em silencio.

—Não eram os pais de Jullian eu tinha certeza.

—São os pais de Harry. – Edward sussurrou.

—Eu quero meu menino de volta. – O lamentou pode ser ouvido por todos mais próximos.

Aquela cena me pegou, e eu fui egoísta o bastante por não ser Edward e eu a chorar naquele momento.

Colocamos as roupas especiais do CTI.

—Dra. Cullen, por favor não se demorem. A senhora conhece as regras. – A enfermeira chefe, uma senhora de meia idade com o sorriso mais acolhedor que eu conhecia nos disse.

—Tudo bem Margareth. Eu só preciso vê-lo. -Edward não soltou a minha mão, enquanto adentrávamos a sala. Nosso filho estava parecendo pequeno e indefeso naquela cama, cheio de fios ligados a ele. A perna direita estava suspensa no ar com os fixadores externos. Eu peguei o prontuário aos pés da sua cama, Edward foi para seu lado e mexeu em seus cabelos escuros.

—Meu garoto. -Sussurrou. Aquela cena devolveu o bolo a minha garganta, mas não voltei a chorar.

Li freneticamente o quadro dele e a medicação.

—Eles estão fazendo o certo. Vamos ver como ele reage nas próximas setenta e duas horas. – Sussurrei.

—Amor... vem cá. – Edward me chamou para perto. Eu não queria me aproximar deles, parecia pessoal de mais, com muita dor. Eu queria ser a medica, a pratica, assim eu saberia o que fazer e ser útil. Eu não sabia ser mãe, não sabia ser útil como uma.

—Eu não sei o que fazer. – Sussurrei minha frustração. Os olhos de Edward estavam cheios de lágrimas que ele tão corajosamente não deixava transbordar.

—Ele só precisa saber que você está aqui. -Ele estendeu a mão para mim. Peguei sua mão deixando a prancheta no seu lugar ao pé da cama.

—Ah Lorenzo. – Falei seu nome todo. Eu lembrava quando descobri estava grávida, do medo, do terror, de pensar em abortar. Lembro de desistir da ideia no mesmo dia que a tive. Lembro dos primeiros movimentos dele dentro de mim.

Lembrava de que no momento em que ele passou a viver fora do meu corpo, eu me ausentei muito da vida dele.

—Eu sou uma péssima mãe. – Sussurrei. Inclinei meu corpo e beijei sua testa.

—Não você não é. – Edward disse de forma firme.

—Sim eu sou. Eu nunca sei quando ele tem algo importante na escola, eu não sei ele tem uma garota especial ou quem sabe um garoto. Não sei os dias de jogos, não sei das suas notas... Edward eu não sei nada sobre o meu filho! E agora ele está aqui... ele poderia ter morrido hoje. – Gemi no final.

—Mas não morreu e nem vai. E você... não seja tão severa consigo mesma. Você tem sido uma boa mãe, Bella.

Eu nunca conseguiria convencer Edward do contrário, ele era o maior defeito dele; ele nunca reconhecia quando eu fazia as coisas de maneira errada.

Ficamos mais alguns minutos ao lado do nosso filho, depois Margareth deve de nos chamar. Eu não deixaria o hospital enquanto meu filho estivesse ali.

Edward me convenceu a comer na cantina, mas a comida desceu sem gosto.

Damon veio falar conosco no fim do seu expediente, não me importei muito com a sua presença, ele falou de forma rápida com Edward enquanto eu mantinha um olhar atento no meu filho através do vidro.

—Damon acha que devemos ir para casa, ele vai continuar sedado.

—Eu não vou sair daqui. Ah meu Deus. – Lembrei dos meus pacientes que eu tinha verificar naquele dia.

—Eu conheço esse olhar. Damon falou que assumiu seus pacientes a mando de Eleazar. -Edward me informou. Olhei a nossa volta e Damon já tinha mesmo ido.

—Mas eu tenho muito trabalho a fazer.

—Bella, amor, você não está em condições. Por que não vamos para casa, você descasa um pouco e voltamos amanhã cedo?

—Não quero sair, pode ter alguma alteração durante a madrugada. E Damon o médico responsável não vai estar aqui.

—Boa noite Dra. Cullen. – Garrett um dos médicos mais antigos e que tinha sido meu professor na faculdade nos surpreendeu.

—Boa noite doutor.

Edward assentiu para ele com respeito.

—Essa noite é o meu plantão. Pode ir para casa e descansar, vou manter um olho atento sobre o seu filho. Já olhei o prontuário dele, garoto forte, vai ficar bem.

Seus olhos sábios e experientes transmitiam toda a tranquilidade dos anos de experiencia.

—Preciso ficar ao lado dele. – Eu estava sendo teimosa, sabia disso, mas não queria deixa-lo.

—Bella minha querida. Quantas vezes você é aquela a dizer isso para uma mãe preocupada? – Garrett disse de forma divertida. – Ouça o meu conselho que é o mesmo que você já deu tantas vezes; vá para casa e descanse. Só vou largar as oito da manhã, depois que você chegar e te passo todo que tiver ocorrido. Qualquer coisa ligo para você.

Ele precisou falar por mais um tempo até que eu cedi.

—Vou só trocar de roupa. – Deixei Edward com ele, dei uma ótima olhada para meu filho e segui para o vestiário.

O vestiário feminino ficava ao lado do masculino, então eu não deveria ficar surpresa ao encontrar Damon ali, saindo de banho recém tomado, os cabelos negros molhados.

—Só estou deixando o plantão porque o Eleazar me garantiu que o doutor Garrett é extremamente competente. – ele se justificou logo.

Eu estava muito cansada, mas tive de rir um pouco da sua preocupação.

—Confio em Garrett. Bom descanço Damon. – Me esquivei para passar por ele. Ele não permitiu segurando meu braço.

Olhei onde sua mão me tocava, depois para ele, parecia lutar com algo.

—Quando encontrei Edward e descobri que vocês eram casados, ele não falou do filho de vocês. Quer dizer ele disse que tinham um filho mas não disse idade nem nada disso.

Eu não sabia onde ele queria chegar por isso esperei.

—Eu também tenho uma filha, Katherine, ela tem sete anos, imaginei que o filho de vocês teria mesma idade que ela.

—Teríamos um da idade dela. – Lembrei. – Eu perdi esse bebê. Desde então não quis tentar novamente.

Damon parecia lutar consigo mesmo para dizer algo, eu estava cansada de mais para tentar adivinhar, por isso fiquei quieta apesar do seu aperto começar a me machucar.

—Sinto muito. Mas Enzo... – ele se interrompeu.

—Damon foi um dia muito longo e estressante. Eu estou muito grata por tudo que fez pela minha família hoje e espero que quando tudo se aclamar possamos marcar um almoço em família, onde irei conhecer a sua. Agora eu apenas quero ir embora, descansar e poder voltar para cá.

Ele pareceu desistir. Soltou meu braço.

—Desculpe.

—Tudo bem. Boa noite Doutor Salvatore. – Falei de forma baixa e clara, outros médicos estavam surgindo do vestiário masculino, deixando seus plantões.

—Estamos todos estimando a recuperação rápida do seu filho, Doutora Cullen. – Um deles disse.

—Obrigado. – Agradeci e segui para o vestiário feminino.

Encontrei algumas residentes ali, todas me lançando olhares tristes ou palavras solidarias. Tirei meu jaleco e apenas coloquei um casaco por cima da roupa. Olhei o armário de Alice e sua bolsa não estava mais ali.

Econtrei com Edward em minha sala.

—Porque você deixa suas coisas no vestiário se tem uma sala com banheiro? – ele questionou tentado ser divertido. Pegou minha bolsa em cima da mesa e desligou meu computador.

—Por que fico mais próxima das jovens medicas tento que ir lá, deixado o jaleco eu descansando um pouco. Elas passam a confiar mais em mim do que me ver como uma figura superior e inalcançável.

—Tenho tanto orgulho de você. -Ele passou um braço pelo meu ombro, segurou minha bolsa na outra mão.

—Vamos voltar amanhã bem cedo. – O informei.

—É claro amor.

Tivemos que passar pela sala de espera da entrada e Edward trocou algumas palavras com pais de outros alunos que também estavam no ônibus. Fora as duas mortes os demais estudantes pareciam estar bem, apenas Enzo estava no CTI, os demais que ainda não tinham obtido alta estavam na enfermaria.

Edward dirigiu de vagar para casa e em silencio. Fiquei repassando minha conversa perto do vestiário com Damon diversas vezes até que o nervosismo dele me fizesse sentido e eu entendo o que ele queria dizer.

Quando finalmente entendi o que ele sugeria ao falar da idade de Enzo senti um nó no estômago e uma tontura que nada tinha a ver com o extresse do dia.

Notas finais
ai nosso Enzo :'''( esse é um capitulo duidinho de se escrever, mas necessário para a história e para entendermos como é a relação da familia Cullen principalmente a culpa que a Bella sente por não ser tão envolvida na vida do filho. sigam meu instagram @pensamentosdathay lá em vou postar meu dreawcast e claro quem é o ator que representa nosso Enzo. bjs >