Primeiros Erros
6 Primeiro desregramento
Notas iniciais
—Sinta o cheiro dessa cidade! — Alice respirou fundo com os braços abertos. Uma mulher alta passou rápido e esbarrou no seu braço. — Ai. — Ela o recolheu olhando feio para as costas da mulher.
—Não fique tomando espaço num aeroporto lotado. — Dei uma risadinha. Senti meu celular vibrar no bolso, o peguei tentando equilibrar minha bagagem de mão e bolsa.
—Deixa que eu te ajudo. -Alice pegou minha bolsa. O nome ‘’Marido’’ brilhava na minha tela junto de uma foto de Edward, só de sunga na beira da piscina.
—Oi. — Sussurrei. Tampei um ouvido e me afastei da multidão para ouvir melhor.
—Você precisava esperar estar dentro de um avião a caminho da Flórida para se desculpar? — Seu tom era sofrido. Ri um pouco nervosa.
—Vi uma coisa que me fez lembrar o marido maravilhoso que eu tenho, que aguenta uma megera como eu. Desculpe Edward. Eu não queria ter dito aquelas coisas, eu… realmente aprecio tudo que você fez e faz por mim.
—Eu amo você- Ele respondeu.
—Assim como eu amo você — Respondi.
—Eu estava tirando o lixo do banheiro e notei um lenços com sangue.
—Sim, tive um sangramento nasal de manhã. — contei.
—Como assim.
—Não é nada de mais, não se preocupe. — Descartei.
—Doutora Cullen, tudo é um sintoma relevante. — Ele usou meu argumento contra mim.
—Deve ser do frio, sabe que tenho sinusite.
—Você teve dor de cabeça? — Seu tom ainda era preocupado. Sim, eu ando com muito dar de cabeça, mas atribui isso aos recentes estresse e brigas com Edward.
—Sim, da sinusite. Relaxa, não foi nada de mais. Tenho que ir, amo você. — Desliguei sem esperar sua resposta, ele iria querer mais explicações e não sabia como dá-las.
A dor de cabeça, visão turva e agora sangramento nasal. Eu estava com uma longa lista de supostas doenças que justificassem meus sintomas, mas só faria isso depois desse fim de semana, após passar por uma bateria de exames. Não era saudável um médico se auto diagnosticar.
—Já consegui um táxi. — Alice quicou no lugar. — Mandei uma mensagem para Jasper, ele vai nos encontrar no bar do hotel essa noite!
—Alie, não fique muita animada, ok? Jasper é músico, não deve estar a procura de nada sério.
—E quem disse que eu estou?
Revirei os olhos, minha amiga procurava um casamento.
—Só não quero que você se magoe. — Sinalizei.
—Belinha meu amor, meu coração é de pedra. Agora vamos curtir esse fim de semana porque merecemos.
—Quantos médicos vieram? Vamos participar das atividades em grupo? — Questionei a seguindo para o táxi.
—Só se for sexo grupal. — Ela respondeu tão séria que tive de rir.
—Alice, sério eu não estou te reconhecendo.
Ela suspira adquirindo um olhar mais sério.
—Bella, eu estou cansada de esperar sabe? talvez o cara certo não exista, e o que você tem com Edward eu nunca terei com ninguém. Quero curtir então, não precisa se preocupar, não vou arrastar Jasper para o altar.
Eu fiquei muda diante da sinceridade e expressão. Estava tão perdida em minha própria vida que não percebia que minha amiga poderia estar sofrendo.
—Ali, você é muito nova! — Reclamei só quando estamos chegando ao hotel. Ela se sobressaltou com minha voz, depois do tempo que passei quieta. — Você só está pensando assim porque anda com pessoas casadas, talvez precise aumentar sua rede de amizades.
—Tenho saído com os residentes, mas me sinto deslocada a maior parte do tempo. — Deu de ombros.
—Os residentes não são tão mais novos do que nós, mas existem pessoas na nossa idade que não são casadas, não têm filhos, estão apenas curtindo a vida. Casamento não é sinônimo de felizes para sempre, você não precisa….
Ela soltou uma risada ruidosa me interrompendo. Parei ao lado do táxi, na frente do hotel esperando o taxista tirar nossas bagagens do porta malas.
—Porque está rindo de mim? -Me queixei.
—Esse foi um dos seus discursos mais longos. — Explicou. -Eu sou feliz Bella, eu só… quero algo mais, entende? Mas não vou ficar desesperada atrás disso, vou curtir a minha vida, ok?
—Ok. -Respondi, contudo não estava totalmente convencida de que ela estava sendo sincera. Pegamos nossos cartão para o quarto que dividimos, avistamos membros do hospital pelo recepção do hotel e os cumprimentamos rápido.
—Acha que estão fofocando da gente? — Tive que perguntar a ela.
—Porque?
—Porque?! Estamos aqui pelo segundo ano seguido!
—Acho que ninguém lembra disso. — Ela rolou os olhos. Nosso quarto era espaçoso, composto de duas camas de solteiro, da janela era possível ver a piscina do hotel, já bastante cheia aquela hora, e o mar mais adiante.
Alice foi direto ao banheiro.
—Vou me preparar para piscina. — Declarou.
Me joguei na cama exausta. Eu não tinha motivos para me sentir cansada, e realmente estava com uma dor de cabeça, que começava na base da nuca e terminava com pontadas na tempora. Como médica, neurocirurgia, eu estava me apavorando com as opções, porém a resposta mais simples e óbvia devia ser a certa; estresse. Vasculhei minha bolsa em busca de um remédio, me despi ficando apenas de calcinha e sutiã, e decidida a dormir até a noite fechei as cortinas blackout.
—Bella,você acha que esse biquíni… o que você está fazendo deitada no escuro?
—Eu preciso dormir. — Respondi sem olhá-la.
—Amiga, estamos em Miami! Você pode dormir quando voltamos a Chicago!
—Alice, estou morrendo de dor de cabeça. — Minha voz saiu abafada pelo travesseiro que estava encostado ao meu rosto.
—O que você tem? — Ela entrou em modo profissional de imediato. Sentou ao meu lado na cama, a palma da mão em minha testa chegando se eu tinha febre, a outra em meu pulso.
—Só um pouco de dor de cabeça, depois de dormir vai passar.
—Tomou um remédio?
—Sim, doutora. — Ri fraca.
—Eu vou descer e levar o celular, qualquer coisa me liga, ok?
—Vou ficar bem. Pode ir, a noite saímos. -Ela me beijou na testa. Eu nunca iria reconhecer, mas amava essas pequenas demonstrações de carinho de Alice.
Não demorei a dormir depois de ela sair.
Quando acordei estava desorientada, parecia que eu tinha dormido dias, mas uma olhada no visor do meu celular me provou que tinha se passado apenas três horas. Minha cabeça parecia pesar uma tonelada.
forcei a vista para enxergar direito no visor do celular, tinha uma mensagem do meu filho, enviada a quinze minutos.
‘’tem uns amigos meus aqui em casa, e papai está contando piadas ruins D:’’
Sorri ao responder;
‘’Lembre-se de rir para dar apoio ao seu pai.’’
Ele respondeu rápido.
‘’Acredite, meus amigos amam o papai!’’
Era fácil acreditar, Edward era ótimo para aqueles garotos.
Decidi tomar um banho para espantar a preguiça do meu corpo, tomei outra aspirina para a dor de cabeça, iria aproveitar meu fim de semana. Percebi que Alice ainda não tinha voltado ao quarto para se arrumar para a noite, talvez já tivesse encontrado com Jasper. Com um vestido verde água e sandálias de salto médio desci para o bar que ficava na beira da piscina, talvez encontrasse Alice ali. Pedi uma caipirinha no bar, se eu estava disposta a curtir e relaxar deveria ter álcool na cabeça. Era uma boa forma de driblar a dor também.
Estava saboreando minha bebida brasileira, quando senti o cheiro dele, antes de vê-lo ao meu lado.
—Que surpresa agradável. — Disse em tom baixo. Olhei sem nenhuma vontade para meu lado esquerdo, dando de cara os olhos mais azuis que conheci na vida. Damon Salvatore estava ao meu lado, a imagem do pecado, de bermuda, chinelos, e a blusa de manga curta, com botões abertos, deixando a vista seu peitoral.
Eu não fiquei exatamente surpresa em vê-lo. Parecia natural que ele estivesse aqui, quando eu tinha feito as pazes com Edward pelo telefone. Algo tinha que me acontecer para tirar minha paz.
—Damon. — Suspirei seu nome e sinalizei ao barman pedindo outra bebida. Ele pediu a mesma para si.
—Fico feliz que tenha vindo.
—Vim acompanhar Alice. — Contei. — Porque você veio? Como novato, deveria ficar no hospital cobrindo os mais velhos.
—Eleazar achou que seria bom eu estar aqui, para manter os residentes na linha.
—Claro. — Eleazar parecia fazer parte de um complô, onde Damon ou me substitui, ou estava muito perto de mim.
—Como Enzo está?
—Você pode ligar para Edward e perguntar, afinal são amigos de longa data. — Comentei ácida.
Ele respirou fundo, parecia ter deixado sua máscara cair.
—Eu não deveria ter vindo para Chicago, quando descobri que a esposa de Edward era você. Mas você tem que entender que fiquei muito curioso sobre isso!
me virei no banco para olhá-lo bem, e me arrependi na hora. Seu rosto bonito e sorriso largo faz meu coração acelerar e algo se agitar em meu estômago.
Que seja fome e não as malditas borboletas!
Ignorando toda a agitação dentro de mim, o respondi com desinteresse.
—Curioso sobre o que?
—Como você e Edward aconteceu?
Fechei os olhos, me virei para frente do bar e bebi minha caipirinha em um gole. Damon não era meu inimigo, não tinha culpa do efeito que causava em mim depois de todos esses anos, e se eu admitisse mesmo como me sentia, confessaria que o que tivessemos foi especial, único e incrível. Eu amava a adolescente que fui, despreocupada, livre, apaixonante, afinal foi por essa jovem que Edward se apaixonou também. Como eu tinha me tornado tão...ranzinza?
—Espero que tenha dinheiro, porque minha história com Edward vai render algumas doses, e essas doses irão render outras…
—Temos um fim de semana inteiro. — Ele sorri mais amplamente, sinaliza para o barman e pede mais bebidas. O conto como conheci Edward no avião de volta da Itália, como me apaixonei por ele, e como ele me ajudou a superar a influência negativa dos meus pais, que ter uma filha e não um filho foi uma decepção da qual ele nunca se recuperou, e o fato da minha mãe não ter gerado nenhuma outra criança depois de mim cooperou para altas cobranças da sua parte para comigo. Já a minha mãe amava ter uma filha modelo, para exibir em festas, mas que deixava para os empregados cuidar e monitorar. Eu me tornei muito independente cedo. E encontrei nas festas e na filosofia do desapego uma forma de viver mais feliz possível.
—Isso até conhecer Edward. — Ele disse no fim da minha história. Eu estava com a cabeça leve, rindo e quase chorando. Era horrível falar dos meus pais, quando achava ter superado, reviver me levava de volta ao fosso do abandono.
—Conhecer Edward foi a melhor coisa. — Confirmei com a língua enrolando um pouco, fazia tempo que eu não bebia e misturar as bebidas não estava tendo um efeito muito bom, mas eu me sentia leve e feliz então bebi mais.
—E me conhecer foi o que? — Seu rosto estava muito, muito próximo do meu. Apertei os olhos aproximando mais o meu rosto.
—Incrível. — Sussurrei com os nossos rostos muito, muito próximos. Fitei seus lábios tomada pela verdade, e envolvida em nossa bolha tensa.
—Eu nunca esqueci você, Bella. — Seu hálito de bebida soprou em meu rosto me inebriando.
Eu tinha esquecido ele? Não de verdade, eu pensava nele, mas como uma lembrança gostasa de uma juventude bem vivida. Não com saudade.
—Vamos sair daqui? — Ele me convidou. Pediu uma garrafa de alguma coisa e estendeu a mão para mim. Eu peguei sua mão muito consciente do meu ato, então parecia que eu estava vendo o desenrolar da noite fora do meu corpo. Rindo e brincando com ele, seguimos de mãos dadas pela praia, bebemos, nos molhamos.
Eu lembraria de cada detalhe daquela noite pelo resto da minha vida.
Afinal, foi a noite em que traí Edward.
Minha boca estava seca. Minha língua parecia areia. Havia um barulho horrível que parecia se entranhar no meu cérebro arranhando tudo.
—Atende a porra desse celular! — Ouvi a voz de Alice abafa vindo de algum lugar do quarto.
Quarto. Eu estava de volta ao meu quarta.
Então os eventos da noite me ocorreram e me sentei rápido.
Minha cabeça girou e senti minha boca encher, me inclinei colocando a vomito para fora ao lado da cama.
Tosi me afastando da cama, peguei o telefone no chão, forçando os olhos vi o nome e foto de Edward brilhando na tela. Eu não podia falar com ele agora.
Deixei o telefone no mudo, o escondi na cama e andei trôpega para o banheiro, depois de um banho eu pensaria, eu entenderia o que tinha feito.
Me olhei no espelho a me despir do vestido da noite anterior, eu estava sem a maldita calcinha, meu corpo tinha marcas de mãos na cintura, quadris, seios. Eu queria muito não me lembrar como elas foram parar ali, mas eu lembrava. Eu havia participado, e gostado de cada momento. Ao ver os resultados no espelho meu estômago revirou e me inclinei sobre o vaso sanitário para uma nova rodada de vômito.
—Onde você se meteu ontem a noite? -Alice apareceu por trás de mim segurando meus cabelos.
—Nem queira saber. — Consegui arfar.
—Não te achei no bar, nem no quarto. Por isso saí com Jasper para a apresentação dele e ficamos por lá, quando cheguei você já estava apagada na cama.
Então Alice não fazia ideia das minhas merdas. Será que alguém do hospital me viu ontem a noite? Pior, me viu com Damon?
—Bebi demais. — Sentei colocando a cabeça entre os joelhos e respirando pela boca.
—Que graça tem beber sozinha? Ah,não me diga que se juntou aos internos? Sabe que isso tirará sua autoridade com eles!
—Não, mesmo. Pode ficar tranquila sobre isso. -Sussurrei.
—Então o que… — a campainha do quarto a interrompeu. — Já vai! -Gritou em resposta fazendo eu me encolher. Eu merecia coisa pior que uma ressaca.
—Mandaram café da manhã no quarto, isso não é lindo?! — Ela comemorou. — Acho que é de Jasper!
Levantei a cabeça vendo sua pequena figura na soleira da porta, vestia uma calcinha e regata. com toda certa tinha aberto a porta daquele jeito.
Ela levantou um cartão nas mãos para lê-lo. No momento em que sua testa se franziu tive pavor. O café da manhã era para mim, e só havia uma pessoa que poderia ter mandado.
—’’Espero que um café da manhã bem reforçado e algumas aspirinas a ajude a se preparar para o dia. -D’’ Acho que não é para mim. Com quem você bebeu? — A expressão de Alice estava dividida entre curiosa e nervosa.
—Sozinha. — Respondi de imediato, me levantei e liguei o chuveiro.
—Mesmo que tenha bebido sozinha alguém notou, e se importou para mandar um café no quarto.
Não respondi concentrada em lavar meus cabelos. Alice não iria desistir, continuou no banheiro com o cartão na mão.
—’’D’’? Por que não falaria o nome? Você não sabe quem é?
—Não. — Fui seca.
—Você e o Edward brigaram de novo? Ele me ligou depois que seu celular tocou e….
—Que porra Alice! Deixa eu tomar meu banho em paz?!
Ela arregalou os olhos para minha explosão, saiu do banheiro sem uma palavra.
Eu lidaria com ela depois, minha cabeça parecia que iria explodir a qualquer momento.
Eu queria que as cenas da noite anterior parecem de se repetirem na minha cabeça.
Porque eu fiz isso?
Damon segurou minha mão pela praia, estava escuro e tinham uns poucos casais namorando por ali. Sua mão na minha trazia um calor intenso, e uma euforia descontrolada.
Eu queria ser a Bella despreocupada.
Eu queria ser a Bella divertida.
Eu queria as mãos de Damon Salvatore no meu corpo.
Só mais uma vez.
Seus olhos tão azuis traziam uma promessa de bem estar, diversão e pecado. Tudo era permitido ali, só naquela noite.
Peguei a garrafa da sua mão bebendo um gole. Tequila.
—Então Damon Salvatore, agora que não estamos fingindo não nos conhecer, e não estamos evitando nos conhecer, o que você fez a respeito daquele seu irmão que mimado? Como é que você dizia mesmo? ‘’Meus pais parecem ter apenas um filho’’.
Ele revirou os olhos para minha fraca imitação dele.
—Meus pais investiram muito tempo e dinheiro em Stefan e esqueceram de mim. Mas eu me fiz presente na vida dele… — Ele aproximou de mim ficando de costas para o mar. Eu não me afastei, não iria recuar essa noite. — Casei com a garota que ele amava.
Sussurrou com os lábios muito próximos dos meus. Me afastei bebendo outro gole.
—Maldade e rancor da sua parte. Mas creio que ela quis se casar com você, não poderia obrigá-la.
Ele deu ombros.
—A seduzi. Você sabe que não pode resistir ao meu charme. — Não deixei passar o duplo sentido de sua frase.
—Somos vinhos da mesma safra. Eu tenho sido uma boa garota por muito, muito tempo. Mas às vezes… -Estalei a língua pensando. — Eu faço uma ou duas maldades, e coloco a culpa na minha criação ruim. Edward sempre acredita.
—Elena me fez ver um psicólogo, tem ajudado. Por que você não tenta?
—E quem te disse que eu não faço isso? Se não fizesse eu… — Foi a minha vez de aproximar -Não seria uma mulher inteira e bem sucedida.
Ficamos nos olhando, coração acelerado. Damon despertava tudo em mim, toda a merda que eu fazia na adolescência sob o pretexto de curtir a vida, mas sabendo que queria tapar o buraco deixado pela ausência efetiva dos meus pais. Era um fim de semana longe de casa, e eu só queria me deixar levar.
—Você quer? — Ele sussurrou.
—Sim. — Confirmei deixando que seus lábios finalmente encontrassem os meus, num beijo cheio de paixão, raiva e liberdade.
Paixão, porque nosso corpos se conheciam e se conectam de uma forma sobrenatural.
Raiva, porque eu sabia que era muito, muito errado o que estávamos fazendo.
E por fim liberdade, resistir a minha atração por Damon Salvatore era cansativo demais.
Sentada no box, deixei minha cabeça descansar entre meus joelhos, minha cabeça parecia que iria explodir a qualquer momento, devia estar tendo uma crise nervoso ou algo assim.
Que porra eu iria fazer para concertar as coisas?
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