Primeiros Erros
7 Primeira análise
Notas iniciais
Primeira análise
—Tem certeza de que está tudo bem? — Alice quebrou o silêncio que eu havia imposto entre nós pelo resto do fim de semana ao permanecer trancada no quarto, ainda no avião de volta para casa. Levantei os olhos do livro que estava lendo, ou melhor fingindo ler sobre neurocirurgias, e encarei minha amiga.
Ah, eu queria muito que Rosalie estivesse no lugar de Alice, eu poderia dizer a verdade e ela iria me olhar com aquela cara de pavor, já planejando o que eu poderia fazer para me livrar disso.
—Desculpa ter sido rude com você e ter… ficado isolada o resto do fim de semana. Eu entendi que não era a hora certa de viajar. — Desabafei.
—É só isso mesmo? -Ela tinha um vinco de preocupação na testa. Peguei em sua mão esquerda.
—Sim. -falei firme. Ela sorriu entrelaçando seus dedos nos meus. Foi quando senti o anel.
Anel? Alice não usava anéis… Olhei para sua mão esquerda e com pavor vi a aliança dourada.
—Alice! — Exclamei atraindo atenção das pessoas nas poltronas próximas.
—E você nem viu o Jas! — Ela riu. -Sei que foi rápido, e eu prometi não fazer, mas tinha essa capela no estilo Vegas, e a licença para casar saiu em três horas acredita? Agora eu vou tirar uma licença do hospital para passar um tempo com ele, e a banda é claro, porque eles estão ficando famosos e não podem parar agora…
Ela atirou uma metralhadora de informações sobre Jasper, a banda, sobre como o amor era raro e unico e ela não podia deixar ele escapar, que ela sentiu com ele aquilo…
—Acho que Jasper é minha Bella. — Ela disse mais baixo no fim. Aquilo me tirou do choque.
—Sua Bella? — Repeti. Ela parecia sem graça agora, brincou com o zíper da blusa ao me responder.
—Sabe, achei o Jasper muito parecido com você. Livre, decido, apaixonado pelo o que faz! Ele parece tão destemido! Vivendo intensamente tudo, e ele não tem medo de a música não dar certo, se não der ele tem plano b, c, d… ele é apaixonado pela vida Bella, assim como você. Vocês dois tem essa luz, essa energia, que atraiu pessoas como Edward e eu.
—Pessoas como Edward e você?— que porra Alice estava falando?
—’’Pessoas normais’’. — ela abriu aspas no ar. -Pessoas sem grandes ambições, que gostam de casa e família. Essa energia pulsando em vocês é contagiosa.
—Alice… eu não sou essa pessoa. — Tomei suas mãos nas minhas mais uma vez.
—Não agora, você tem sido… -Ela deu de ombros — Distante, e muito ocupada. Sei que está trabalhando nessa pesquisa sobre Parkinson, e toda a pressão no hospital… roubaram um pouco isso de você. Mas eu ainda lembro quando nos conhecemos na faculdade. Eu só queria estudar e tinha vergonha de falar com todo mundo e você me acolheu e de repente eu tinha vários amigos! Lembro de cada festa que você me levou, cada pessoa que me apresentou! Lembro da sua barriga enorme e Edward atrás de você com uma garrafinha de água te oferecendo a cada minuto. Lembra do viradão da medicina? Você passou doze horas dançando, Bella!
—Não foram doze horas ininterruptas. — Revirei os olhos, mas sorri com ela com as lembranças, até sentir um gelo no coração. Edward, ele foi a todas essas festas malucas comigo, cuidando de mim, não deixando ninguém esbarrar na minha barriga e me mantendo hidratada.
—Mas você estava lá. E aproveitou cada minuto! E me fez aproveitar! Você era como um raio de luz, Bella e ainda é. Só está um pouco apagadinha.
Eu não conhecia Jasper muito bem, mas se ele fosse como eu… Alice merecia alguém melhor.
—Alice, eu não sou essa pessoa boa que você pensa. Você é incrível, e Edward também. Não deixe que ninguém diga o contrário, não deixe que Jasper se aproveite da mulher incrível que você é.
—Você não se enxerga com clareza, sabe? — Ela fez uma careta. -Quando Enzo nasceu, você foi a faculdade fazer provas, mesmo de resguardo, porque queria fazer com toda a turma a mesma prova. Você passou em todas as matérias naquele semestre, e eu fiquei em duas!
Quando Enzo chorava, Edward o levava pra longe, para eu estudar. Eu não acalmava meu filho, consolava meu filho, não aconchegava seu corpo…
—Eu tinha minhas prioridades naquele momento. — Sussurrei tomada pela culpa.
Eu era a porra egoísta igual a minha mãe. Eu quis rir.
—Você é incrível, Belinha. Não se esqueça disso. -Alice colocou os fones de ouvido e se virou para a janela.
Agradeci silenciosamente por ela não estar prestando atenção a mim, porque naquele momento em que entendi que era uma autêntica Swan, egoísta e aproveitadora, cravei minhas unhas da mão direita no meu braço esquerdo, até sentir o sangue escorrer. Então entendi que precisava de ajuda.
Quando desembarcamos no aeroporto de Chicago de certa forma eu esperava não encontrar Edward ali. Mas ele era perfeito demais, deveria ter trocado o turno para poder me receber.
E lá estava ele, com a porra no uniforme de bombeiro atraindo cada olhar feminino e masculino, sorrindo lindamente para mim, com um copo de café expresso em uma mão, e um saco que apostava ter cupcake na outra. Alice suspirou alto do meu lado.
—Ele não é perfeito?
Não respondi, eu queria poder dizer que ele não era perfeito.
—Bem vinda de volta. — Ele me saudou quando parei de frente para ele. Tirei o café de sua mão e me pendurei em seu pescoço deixando minha bagagem no chão.
Ele envolveu minha cintura com os braços, me mantendo apertado junto ao seu corpo, cheiro meu pescoço. Senti meu coração bater rápido. O corpo de Edward era tão perfeito colado ao meu! Nós no encaixavam tão bem! Segurei seu rosto em minhas mãos olhando bem para ele, cada marca de expressão, as pequenas rugas em voltas dos olhos e boca, provocada pelos seu sorriso sempre fácil, aberto e convidativo.
Como alguém tão bom podia me amar?
—Ei amor, tudo bem? — Ele sussurrou. Não o respondi, puxando sua boca para a minha num beijo desesperado, me esquecendo do aeroporto lotado, de Alice ao meu lado, da mala no chão… só existia nós dois, e meu medo desesperador de perdê-lo.
Isso até Alice assobiar e puxar um coro de palmas. Ele me afastou rindo, as bochechas coradas pela atenção, coisa que ele detestava.
—Sim senhoras e senhores, estes são meus amigos casados ha quinze ano! quinze anos! eles se amam e estão muito apaixonados! — Ela gesticulava para nós enquanto filmava.
—Alice! — censurei. Ela fez língua.
—Vamos sair daqui. — Edward pediu pegando minha bagagem e a de Alice.
—Ele é um perfeito cavaleiro. -Ela suspirou. Revirei os olhos por mais que concordava com minha amiga, Edward passou um braço pelos meus ombros me mantendo junto ao seu corpo. Por um momento me permiti esquecer o que havia acontecido, apenas aproveitando o corpo perfeito e uniformizado do meu marido ao meu lado.
—Alice, diga que esse aro dourado no se anelar esquerdo não é o que estou pensando. — Ele pediu a caminho do carro.
Ela riu como uma criança pega numa travessura.
—Não Edward. Não é o que você está pensando, é muito melhor!
—Amor, você prometeu que não os deixaria sozinhos!
—Desculpe, eu não me senti muito bem…
—Mais dor de cabeça? Por isso não me atendeu?
—Edward… agora não. — Ele olhou meu rosto atentamente buscando a verdade. Não adiantava eu era boa demais no que fazia, Edward só sabia o que eu queria revelar.
—Ed, não seja rabugento, eu e Jasper tivemos aquilo sabe? estamos conectados de uma forma transcendental! Vamos ficar juntos e bem!
Meu marido riu da alegria dela.
—Ok, Ali. Conte-me mais sobre esse casamento relâmpago e dos planos de vocês.
Edward e Alice engataram em uma conversa com detalhes do casamento que perdi, planos para a viagem de Alice com a banda. Me mantive quieta no meu canto olhando as ruas frias de Chicago, rezando para chegar logo em casa e ver meu filho.
Me mantive calada o resto do caminho, Edward deixou Alice em casa e tentou engatar numa conversa comigo sobre a recuperação de Enzo na qual não participei muito.
—Minha mãe encontrou nossos álbuns de fotos e resolveu reorganizar tudo, e claro mostrou aos amigos do nosso filho.
—Que coisa. — Murmurei ausente.
—Bella o que houve? Eu estou tentando ser compreensivo e te dar espaço, mas está difícil. — Ele confessou.
—Apenas dor de cabeça. — Suspirei.
—Vai fazer um check up então? Sangramento nasal, dor de cabeça…
—Edward você pode parar, por favor, de se preocupar comigo o tempo todo? É enervante! — Explodi já na garagem de casa.
—Eu juro que não te entendo, porra! Qual o seu problema?! -Sua resposta me pegou de surpresa, Edward não era dado a palavrões. Contudo era tudo que eu queria, sua raiva borbulhando. Era difícil aceitar que eu era o monstro sem coração, sempre ferrando com quem não merecia.
—Você. -Sussurrei e não pude conter o nó em minha garganta que ameaçava me deixar aos prantos. Sai do carro batendo a porta.
—Bella? — ele me seguiu. -Que porra! Me desculpe, eu não queria…
—A culpa de tudo não é sua Edward! Que merda! Você não é responsável pelas minhas atitudes, eu só estou de mal humor, ok? Não tem nada a ver com você!
Ele me pegou pelo braço me fazendo parar. Seu aperto foi forte o que desconcertou, Edward não era dado a violência.
—Não pode ficar me tratando assim, me afastando sem maiores explicações. Sou o seu marido não o seu fantoche, entendeu? — Seu aperto ficou mais forte conforme falava, os olhos prendiam os meus me deixando sem fala ou reação.
Vendo que eu não tinha resposta ele afrouxou o aperto, respirou fundo.
—O que vocês estão fazendo ai? Bella, querida! — Esme abriu a porta da cozinha efusivamente e Edward me soltou.
—Esme como está? — Minha voz saiu estranha, pigarreei para espantar o nó na garganta.
—Estou ótima! Amei passar o fim de semana com nosso meninos. Agora você me parece muito abatida… não tem se alimentado direito? Venha, eu fiz o almoço!
Deixei que ela me puxasse para casa, Edward nos acompanhou em silêncio.
Não fiquei surpresa ao encontrar Bree ao lado de Enzo na cozinha, os dois riam ao arrumar a mesa para o almoço.
—Mãe! — Meu filho me abraçou.
—Ei! Não deveria estar descansado?
—Eu passou muito tempo na cama, isso não ajuda em nada. Estou muito bem doutora Cullen. — Ele disse com uma careta.
—Eu não o deixaria descer se não estivesse. O médico dele esteve aqui ontem, foi muita gentileza! Que homem bom!
Seu comentário despreocupado me fez meu coração perder uma batida.
—Damon esteve aqui? — Meus olhos saltaram de Esme para Edward em um segundo. Percebi que meu marido avaliou minha reação.
—Sim, que homem cortêz! Não se fazem cavaleiros assim mais!
—Enzo e senhor Cullen são. — Bree se meteu rindo .- Bem vinda de volta senhora Cullen. — Ela completou me olhando.
—Obrigado Bree. — Murmurei. Tentei recuperar minha postura. — O tempos para o almoço?
—Não vai querer saber o que seu colega de trabalho de trabalho disse do nosso filho?
Não gostei do tom de Edward. Havia provocação ou era impressão minha? Eu poderia estar imaginando coisas! Damon não ganharia nada indo até a minha casa e jogando na cara de Edward meu deslize.
Deslize. Quis gargalhar da minha falsidade.
—Imagino que ele tenha feito mais uma visita amigável que clinica. -Comentei alto caminhando para o lavabo no fim do corredor.
—Isso mesmo, ele e o papai ficaram conversando na maior parte do tempo. — Foi Enzo quem respondeu.
Uma conversa amigável ou acusações sobre mim?
Não, Edward era um homem bom e tranquilo, mas diante de uma traição ele não agiria friamente, essa era eu. Se descobrisse… ele nem mesmo estaria aqui para início de conversa.
—Marcamos um jantar para a semana, ele vai trazer a esposa. — Edward disse já a mesa.
—A semana não é corrida demais para isso? A esposa dele é professora, não? — Comentei tomando meu assento ao lado dele.
—Sim, mas uma sexta feira não fará mal a ninguém. É estranho não conhecer a família do meu amigo de infância. -Edward parecia desinteressado e mais concentrado em seu prato.
—Está maravilhoso Esme. — Elogiei sua lasanha.
—Obrigado querida, sabia iria gostar.
—Será que a esposa dele é jovem? — Bree questionou.
—Não deve ser mais velha que Bella. — Edward deu de ombros.
—Eu posso vir?
—Claro, Bree. Você é… -Meu filho se calou por um momento vendo que todos prestavam atenção nele. -parte da família.
—Hum… fale mais sobre isso. — Sorri pegando um copo e me servindo de suco.
—Bree e eu...bem, nós…
—Apenas diga! — A menina o pressionou fazendo meu marido e sogra rirem.
—Estamos namorando. — Sussurrou por fim.
—Isso é bom garoto, não pode deixar uma boa garota escapar. — Edward deu massageou seu ombro com uma mão.
—Fico muito feliz por vocês. Cuide bem do meu garoto, Bree. — Sorri.
—Ele é muito especial. -Ela o olhou com admiração. Eu esperava muito que ela não fosse o tipo de garota que eu julguei de cara. Do contrário teríamos problemas.
Não sei se posso lidar com um jantar tendo a família de Damon na minha casa. Que porra, nem ao menos sei se posso lidar com Damon! Ele não me procurou depois da nossa noite e eu era grata por isso, contudo o conhecia bem o bastante, seu silêncio agora seria cobrado e não demoraria muito.
—Desculpe por mais cedo. — Edward estava atrás de mim, enquanto eu limpava o rosto na pia do banheiro. Eu estava com a toalha de banho enrolada no corpo e outra no cabelo. Pelo o espelho observei seus olhos verdes fixos no meu braço onde tinha ficado a marca dos seus dedos.
—Tudo bem. — Afastei sua mão do meu braço, me virando para ficar de frente para ele. Passei meus braços pelo seu pescoço. — Eu tenho sido difícil, confesso.
—Você tem sido impossível. — Ele bufou circulando minha cintura com os braços me erguendo um pouco do chão. -Você é médica, deveria ficar mais atenta a sua saúde.
—Foi fazer um check-up na segunda, prometo.
—Tem o resto dessa semana, porque não fazer amanhã mesmo?
—Só volto ao hospital na próxima semana, aproveito e faço tudo.
—Por favor, não seja negligente com sua saúde. — Sua voz saiu abafada pelo meu pescoço. Tomei seu rosto em minhas mãos.
—Ed...eu… eu amo você. Pode parecer que não, porque eu sou meio… eu. — Ri e ele me seguiu, depois ficamos sério. — Mais eu amo você e sou grata por tudo.
—Não quero que diga isso como uma despedida.
—Nunca quero me despedir de você. — Deixei claro.
—O que você está escondendo, em? — Ele suspirou de olhos fechados. — Eu sempre sinto que não estamos na mesma pagina, que estou correndo para te alcançar e não consigo.
—Eu estou bem aqui. -Sussurrei puxando sua boca para um beijo. Minha intenção era ser doce, eu queria que ele sentisse o meu amor por ele, meu carinho e devoção. Mas seja lá o que realmente estivesse se passando na cabeça de Edward, isso levava suas emoções em outra direção, e me vi presa em seus braços, com os pés no ar, sendo esmagada pelos seus braços e boca, tentando responder a sua paixão a altura. Sua língua era exigente e possessiva, como se gritasse ‘’MINHA’’ a cada beijo, a cada enroscar da sua língua na minha. Ele me colocou no chão para puxar a toalha que envolvia meu corpo com força, olhou meu corpo com um desejo possessivo nítido, que fez com que sentisse pronta para recebê-lo dentro de mim. Edward estava apenas com uma bermuda como era seu costume em casa, o peito nu forte, como era esperado do meu bombeiro, me fez desejar passar os lábios ali.
—Você me faz sentir coisas, Bella… — ele sacudiu a cabeça como se expulsasse uma ideia. — E querer fazer coisas…
—Faça. — Sussurrei hipnotizada por ele, por seus movimentos ao tirar a bermuda e a cueca box junto, liberando seu membro que estava grande e pulsante.
—Bella! — Ele me censurou quando fiquei de joelho na sua frente tomando seu pau em minha boca. Senti sua mão na minha cabeça retirando a toalha para libertar meus cabelos úmidos, ele os juntou no punho os puxando para que meu rosto ficasse visível. Envolvi seu membro com os lábios, abrindo o máximo a boca para acomodá-lo, usando uma mão em sua base, fiz movimentos de vai e vem de forma lenta, passando a língua na pontinha.
—Porra, Bella… — Ele fechou os olhos, sua expressão de prazer acionando algo dentro de mim, direcionei minha mão livre para o meio das minhas pernas, meu centro estava quente e sedento. Usei meus dedos em meu clitóris buscando algum alivio.
—Não tem como prolongar isso. — Edward rosnou me puxando para cima pelos ombros. me virou de costas para ele, me empresando de encontro a pia, rápido seu membro estava dentro de mim, me causando dor e prazer.
—Porra. — Gemi sentindo-o todo dentro de mim. Ele mantinha meus cabelos afastados do rosto, seus lábios em meu pescoço, uma mão firme nos cabelos, outra no meu quadril. Edward estava possessivo, firme e muito, muito duro.
Busquei sua expressão através do espelho, mas ele continuava concentrado de olhos fechados.
—Edward…- Eu queria que ele me olhasse, queria sentir uma conexão…
Ele meteu mais fundo, mais rápido, e mais forte, a única coisa que mantia meu corpo no lugar ela sua mão no meu quadril.
Me segurei com força, inclinando mais o corpo para trás para que ele pudesse ir mais fundo, gemi e rebolei querendo mais.
ouvi o estalo quando sua palma se chocou com meu bum bum.
—Ai. — ofeguei mais pela surpresa, Edward não era um homem de tapas.
—Rebola. — Ordenou e eu amei, me esforçando mais em meus movimentos. A mão que antes estava em meus cabelos encontrou meu clitóris, e me vi desesperada pelo orgasmo.
—Vai gozar? — Ele sussurrou no meu ouvido.
—Eu quero! Mais, vem! — Pedi e ele obedeceu, fazendo com que meu corpo se rompe-se em mil fragmentos. Ele estocou mais um pouco e o senti se libertar.
Descansei o corpo contra o seu, e finalmente seu olhar se juntou ao meu no espelho, ofegantes, descabelados.
—Isso foi...uau. — sussurrei. Ele riu saindo de dentro de mim. Fiz uma careta com a falta de contato.
—Vem, vamos nos lavar. — O segui para o box, disposta a recomeçar nossa brincadeira.
Talvez eu não tivesse motivos para me preocupar.
Foi um erro ter estado com Damon, mas isso não iria se repetir.
Precisávamos conversar e por um ponto final em tudo isso, é claro e ficar o mais afastada o possível dele.
Nossas vidas iriam seguir sem grandes drama.
Damon só queria sexo fácil.
Edward nunca descobriria meu deslize.
Tudo ficaria bem.
(...)
É claro que era impossível prever com certeza que tudo ficaria bem, e o que Damon queria quando eu não tinha trocado uma palavra com ele desde o ocorrido.
O que eu sabia sobre ele afinal? Nada! Ele poderia muito bem querer destruir não a minha vida, e sim a de Edward! Afinal, eles se conheciam por muito mais tempo, e me usar para destruir a vida de Edward…
—Porque está fazendo essas caretas, mãe? -Enzo adentrou a cozinha onde eu batia um bolo.
—Filho! Já acordado? — Deixei a batedeira e o cumprimentei com um beijo no rosto. Seus olhos claros estavam sonolentos.
—Não consigo dormir até tarde, alguns remédios já acabaram e não sinto mais tanto sono. Quando vou poder voltar pra escola? — Se sentou na bancada.
—Acredito que seu médico te libere apenas no próximo mês, mas sua recuperação está indo bem, graças a Deus. E nada de futebol por um bom tempo. — Baguncei seus cabelos.
—O vovô vem aqui hoje me ver.
Ai eu não queria lidar com meu pai.
—Que horas?
—Acho que na hora do almoço. — Ele deu de ombros. Enzo amava meu pai, e a recíproca era verdadeira. Ele tendia a agir desinteressado em respeito a mim, que não gostava do Juiz Swan.
—Vou deixar o almoço pronto para vocês então, tenho que encontrar com Rosalie no almoço. — Abri a geladeira pegando um suco para servi-lo.
Esperava que Rosalie pudesse me encontrar.
—Mãe… — O tom hesitante chamou minha atenção. Parei no meio da cozinha com copo e jarra na mão. — O meu médico…
Meu coração falhou uma batida.
—O que tem ele?
—Não gosto dele. — Admitiu.
—Se explique melhor. Ele agiu de modo...inadequada?
—Não! Eu não gosto… do jeito dele. Como ele me olha, como olha pro papai. Como se ele fosse mais esperto que todos sabe? E ele sempre parece estar debochando da gente.
Enzo sempre tinha sido uma criança sensível as pessoas a sua volta, não me surpreendia ele desconfiar de algo em Damon.
—O que ele disse? — pressionei.
—Nada. É só a forma como ele olha… sorri… Ele não parece ser legal, fiquei surpreso por ele ser amigo do papai.
—Eles foram amigos na infância. — Lembrei.
—Mesmo assim. Não sei, eu só… sinto uma coisa ruim vinda dele. Não conta pro pai, não quero que ele se afaste do amigo por minha causa…
—Xi… você está certo, Damon tem… uma aura estranha. -Concordo. Eu queria meu filho mais longe o possível de Damon.
—Eu posso ter outro médico então? Depois que ele me der ‘’alta’’.
—Claro querido. Mas me diz… o que Damon e seu pai conversaram no domingo?
—Sobre mim na maior parte do tempo… o Dr. Damon tem uma filhinha pequena, e eles estavam conversando sobre coisas que crianças fazem.
—Damon queria saber de você? -Pressionei.
Ele pareceu pensar.
—O pai sempre fala muito de mim, mas na verdade o médico perguntou muito. minhas brincadeiras de infância, lugares de fui, esportes que comecei e parei…
As palavras inocentes do meu filho me alertaram para o que talvez fosse o verdadeiro foco do meu filho. Damon talvez quisesse desestabilizar minha família para chegar ao meu filho.
E me deixar levar por um desejo foi a pior coisa que poderia ter feito, porque abri a porta para ele.
Eu que precisava deixar as coisas às claras com Damon, e logo.
(...)
—Porque está se encontrando comigo num café e não na sua casa? — Rosalie foi logo atirando ao se sentar na minha frente.
—Preciso conversar com você e minha casa não é o ambiente mais seguro. — Confessei olhando o cardápio.
—O que você fez? — Ela logo perguntou prendendo os cabelos num rabo de cavalo e me olhando sério sobre os óculos de grau.
Suspirei, não havia motivos para enrolação.
—Eu traí Edward com Damon. — Falei logo. Rosalie ofegou.
—Não de um show, pelo amor de Deus! — Pedi.
—Você perdeu a cabeça? Como pode…? Isso é demais, horrível demais 1
—Eu sei o quão horrível é, e me sinto péssima, você não precisa reforçar isso. -A cortei e bebi um pouco do meu café.
—Porque está me contando se não quer minha opinião?
—Quero sua solução, Rose!
—Edward sabe?! — Ela ofegou de novo.
—É claro que não! Se bem… — eu precisava encarar os fatos. — Quando voltei de da viagem, descobri que Damon estava em casa no dia anterior, e Edward estava estranho para dizer o mínimo. Foi grosso de uma hora pra outra, e depois… bem...ele foi agressivo no sexo...Não de uma forma ruim! — Esclareci vendo sua expressão de pavor. — Foi...intenso.
—Acho que ele sabe por conta disso?
—Não consigo imaginar o Edward agindo normalmente depois de descobrir uma traição.
—Isso é exclusividade dos seus pais. — Ela foi sincera. Sim, e minha. — Mas porque… Porque ficou com ele?
Como eu poderia explicar isso para minha prima? Nem mesmo eu sabia responder! Damon me atraia de maneiras profundas e proibidas, me conectava com um lado meu do qual eu tinha medo. E por fim…
—Por que eu quis. É melhor admitir logo do que ficar procurando motivos onde não tem. Eu quis ficar com Damon e fiquei, ponto.
Ela se recostou na cadeira, cruzando os braços sob os seios.
—Mal caratismo da sua parte então.
—Nunca disse que era perfeita, as pessoas que pensam isso.
—Bella, você… — ela parou e bufou olhando para os lados. — Você sempre teve tudo! Como pode jogar a vida perfeita no lixo, por uma atração?
—Rosalie Lilian Hale, não estou jogando minha vida no lixo, te chamei aqui exatamente para o oposto; não permitir que meu pequeno deslize ferre com a porra do meu casamento! -Eu estava ficando nervosa e aumentei a voz.
—Você precisa saber o que Damon quer antes de tudo. Eu não tinha acreditado nesse aparecimento dele repentino, é tudo muito suspeito.
—Por que mais ele aparecia aqui depois de quinze anos? Ele só estava curioso e queria brincar comigo.
—Um homem com família não iria gostar de joguinhos. — Ela ponderou. — Ele é mesmo casado?
—É no que todos acreditam, mas ainda não vi a mulher dele. Ah temos um jantar, na minha casa na sexta, e a mulher dele vai.
—Otimo.
—.Eu não usaria esse adjetivo.
—Tem razão, me expressei mal. Você precisa ligar para o Damon e conversar, antes de tê-lo em sua casa.
Rose tinha razão, mas eu não podia ligar para Damon. Fiquei olhando para ela de forma sugestiva.
—Que horas? — Ela entendeu.
—Você pode ir lá agora, dependendo de como estiver o plantão ele pode sair.
—Onde?
Onde eu me encontraria com Damon sem ser vista?
—No seu carro. Você fica com o meu, eu vou com o seu e o espero a duas quadras do hospital.
—E se alguém viu vocês no hotel?
Eu já tinha pensando naquilo.
—Pouco provável, estavamos bêbados, mas ele foi cuidadoso. Se alguém soubesse, isso já teria chegado nos ouvidos de Alice, e consequentemente nos meus.
—Vou ao hospital logo então. — Ela se levantou. — Eu realmente…
—Não diga está decepcionada comigo, tenho certeza que já esperava isso.
—No começo sim. Quando vocês começaram a sair, nos primeiros anos… mas depois eu realmente aceitei a sua mudança e achei que nunca faria nada que magoasse o Edward.
—Edward não vai se magoar, se não souber. — Sussurrei.
—Sempre soube que aquele cara era problema… — ela resmungou pegando a bolsa e me deixando com os meus pensamentos.
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