Notas iniciais
Bom domingo! Não postei no ultimo fim de semana pois tive prova do ENADE :< e minha semana foi bem corrida, mas estou aqui agora >< Obrigado meninas pelos comentários, isso me faz escrever, acredite! bjs Segue meu insta, lá tem previa de cap... https://www.instagram.com/pensamentosdathayy/ Boa leitura ♥

Primeiros Erros

Primeira briga

—A escola parece em clima de luto eterno. — Bree, amiga de Enzo sussurrava para ele. Ela assim como outros amigos vieram visitá-lo em casa logo que Edward e eu liberamos. Minha casa parecia um entra e saí de adolescentes nos últimos dois dias.

Mas eu não podia reclamar, tinha meu filho se recuperando bem e em casa.

—Não posso acreditar que o Jullian se foi. — Ele disse e a garota pegou sua mão. Os dois se olharam tão profundamente que me senti impelida a me fazer presente no quarto. A menina pareceu se recordar de mim e soltou a mão do meu filho de forma relutante.

—Mãe, eu queria visitar os pais dele. — Enzo suplicou.

—Sabe que é impossível você ir a algum lugar por um tempo, filho. Transmiti nossos sentimentos a família dele, e creio que assim que possível os pais dele virão te visitar, é um momento bastante delicado. — Eu nem queria me imaginar no lugar dessa mãe, perder um filho assim.

—O tio e tia devem estar sofrendo muito. E isso também é culpa minha, porque eu fui o idiota que o chamou para dançar no meio do ônibus! — Sua voz se alterou.

—Enzo isso não é culpa sua, nem de ninguém. Você também estava de pé, e se machucou muito. -A Bree falou.

—Sua amiga tem razão. — Foi tudo o que disse.

—Crianças, eu trouxe um lanche. — Edward passou pela porta com uma bandeja cheia de sanduíches e dois copos de suco.

—Não precisava senhor Cullen. — A pequena garota corou olhando para meu marido, colocou uma grossa mecha do longo cabelo preto e cacheado atrás do orelha.

—É claro que precisava, vocês estão em fase de crescimento. — Ele colocou a bandeja na mesinha próxima a cama.

—Os sanduíches do meu marido são os melhores.- Sorri para eles.

—Agora vamos deixar vocês à vontades. Qualquer coisa é só gritar. Você grita Bree, esse rapaz não deve gastar tanto o fôlego.

Enzo revirou os olhos e Bree deu uma risadinha.

Não resisti a dar um beijo em Enzo antes de deixá-los.

—Qualquer coisa é só chamar. — Reforcei.

—Obrigado mãe.

Segui Edward para fora do quarto deixando a porta aberta. Ele riu no corredor.

—Amor, você está com medo que essa boa moça corrompa a inocência do nosso filho? — Ele me pegou pela cintura, colou minhas costas na parede. Cheirou meu pescoço causando arrepios em minha pele.

—Conheço muito bem o tipo dela. — E conhecia mesmo, eu fui uma delas.

—E qual o tipo, posso saber? — Ele sussurrou.

—O tipo que pega, brinca e destrói o coração de pobres e inocentes rapazes como você e Enzo. — Respondi segurando sua cabeça com minhas mão e o puxando para um beijo. Seus lábios eram sorridentes nos meus, mas logo ele percebeu que eu queria algo mais profundo, e com um som rouco do fundo da garganta ele correspondeu meu beijo a altura, sua boca abriu passagem para minha língua, devorei a sua com paixão minhas mãos bagunçando seus cabelos. Ele se libertou da minha boca dando beijos em meu pescoço e colo.

—Quarto? — sugeriu. Eu estava prestes a concordar quando passos na escada atraíram minha atenção. Edward também percebeu e se afastou com relutância.

Uma Alice de vestido leve e casaco grosso se fez presente. Tinha uma caixinha de cupcakes nos braços e o rostinho animado era reluzente.

—Meu casal inspiração! Não me digam que estavam se agarrando no corredor como um casal adolescente? — Ela arregalou os olhos em falso alarde.

—Temos todo o direito de nos agarrar em nossa casa. — Tirei a caixinha de suas mãos pegando um.

—E como você entrou em casa? — Edward questionou.

—Pela porta. -Revirou os olhos. Ele cruzou os braços no peito arqueando as sobrancelhas. Lá vamos nós para um impasse entre os dois. Edward amava implicar com minha amiga.

—Você está muito engraçadinha hoje, vou dizer ao meu amigo que você não vai estar em Miami.

—Edward! Não, você prometeu! — Ela juntou as mãos na frente de corpo em sinal de súplica.

—O que estou perdendo aqui?

—Edward vai me apresentar ao amigo cantor gato dele.

Edward fez uma careta.

—Amigo sim, gato não sei.

—Que amigo? -Fiquei curiosa.

—O Jasper. — Ele deu de ombros.

—Sim, o Jasper. Porque minha amiga não me disse que conhecia aquele homem? — Me olhou brava.

—Só vi Jasper uma vez, ele é famoso agora? -Passei a língua na cobertura do doce.

—A banda dele está ficando conhecida, graças a internet. Eles vão se apresentar em Miami no mesmo fim de semana da confraternização do Hospital. — Edward explicou.

—E como Alice tomou conhecimento dele?

—Bella querida, você anda muito desligada! Eu tenho respirado a música daquele homem, tenho tido orgasmos ouvindo sua voz.

—Ok, hora de eu me retirar. — Edward deu as costas e seguiu para o andar de baixo.

—Alice desculpe, eu ando cheia de coisas na cabeça.

—Tudo bem meu amor! Estará perdoada assim que desembarcamos na Flórida. Vim te ajudar com as malas.

Como?

—Alice, eu não vou a festa de confraternização. — Achei que tivesse ficado claro quando meu filho sofreu um acidente.

—Combinei tudo com Edward, ele acha que será bom para você.

—Edward. -Chamei pisando duro pelas escadas para encontrá-lo na cozinha. Yuno estava deitado de forma confortável em cima do balcão enquanto Edward fazia um carinho em sua cabeça de forma distraída. Ele ergueu o olhar do seu tablet para mim. -Você anda tramando com Alice pelas minhas costas? — Cuspi.

Ele pareceu culpado.

—Amor, Alice me lembrou que estava chegando o dia, e acho que você deveria ir.

—Edward eu e Alice — olhei acusadoramente para ela — fomos no ano passado, nada mais lógico que não comparecermos esse ano.

Todo o corpo médico queria estar na confraternização de fim de ano, onde o hospital fechava com um hotel para hospedar seus funcionários por um fim de semana. Claro que não dava para todos irem no mesmo ano por causa das escalas, por isso no fim de semana seguinte era feito uma festa no salão eventos do hospital onde todos podiam comparecer mesmo em turno ativo. Alice e eu tínhamos ido no ano anterior, nada mais lógico que não fossemos nesse para dar oportunidade a outro colega.

—Mas eu queria muito ir e pedi a Carmen. — Ela justificou piscando os olhos sem parar. — E você tinha concordado.

—Antes do acidente! — Eles não podia achar que eu me afastaria do meu filho naquele momento!

—Enzo está se recuperando bem, Bella. Seria bom para você aproveitar esse fim de semana e realmente não quero que Alice conhece Jasper sem a supervisão de um adulto. Ela pode querer se casar com meu amigo imediatamente. — Ele brincou.

—Ei! — Ela reclamou. Ele piscou para ela.

—Edward às vezes eu penso seriamente que você não acredita que seja capaz de cuidar do nosso filho! — Deixei a frustração escapar. Ele franziu a testa.

—Amor eu… não pensei que você se sentisse assim.

—Mas é assim mesmo que me sinto. Isso que aconteceu com o Enzo me fez ver a incapaz que sou dentro de casa, e você querendo que eu me afaste agora só faz com que eu me sinta mais assim.

—Eu… vou ver meu sobrinho. — Alice sussurrou sentindo o clima a nossa volta e subiu.

—Bella eu não acho que você não seja incapaz de cuidar do Enzo. Você é médica pelo amor de Deus! Se tem alguém capaz de cuidar dele nesse momento é você. -Ele bufou no fim.

—Sempre é assim, você pode até falar, mas é o que sente! Desde que ele nasceu você age como se eu não soubesse cuidar dele! — Meu tom aumentou, algo guardado lá no fundo estava borbulhando e subindo à superfície.

Ele arregalou os olhos exasperado.

—Não é possível você vir com assunto de quinze anos atrás! Eu era tão pai de primeira viagem quanto você!

—Você parecia saber o que fazer o tempo todo! ‘’Deixa que te ajudo no banho banho’’ Deixa que troco a fralda’’ pode dormir, ele só tem cólica, eu cuido.’’ Você me excluiu!

—Bella não seja irracional, você estava na faculdade lembra? Tentei fazer as coisas serem mais simples para você!

—Ocupando meu lugar na vida do nosso filho! — Eu gritei e nessa hora todo o sentimento de impotência pareceu explodir de mim e encontrarem escape pelos meus olhos. Eu senti meu rosto quente e as lágrimas jorrando.

Edward parecia em pânico e descrente.

—Todo esse show porque eu achei que você gostaria de viajar com Alice? Você tem guardado ódio de mim porque dei o meu melhor pela nossa família, porque quis que você conquistasse seus sonhos?

—Você queria que eu me sentisse inferior ao santo Edward. — Sussurrei. Pronto a verdade saiu. Logo no começo quando ficou claro a personalidade de Edward para mim, eu comecei a me analisar e entender que ele era meu oposto em tudo. Ele era bom, ele se doava a quem amava e eu era a consumidora final, carente de amor e atenção sugando tudo que ele podia oferecer.

Eu era patética.

Ele continuava parado do outro lado da ilha da cozinha, Yuno parecia alheio a tensão entre nós repousando tranquilamente em cima do balcão. Edward passou as mãos pelo rosto vermelho buscando se acalmar.

—Você está estressada, eu entendo. O susto que passamos com Enzo, ter ficar longe do Hospital…

—Não é sacrifício ficar longe do hospital para ficar com meu filho. -Sussurrei.

Foi a vez dele ser sarcástico.

—Você ama o Hospital Bella. Sei que é difícil não estar lá e não a culpo.

—Você não sabe como me sinto!

—Não sei?! Sou o seu marido porra! Como pode dizer que não te conheço?

Seu olhar magoado me fez recuar. Que porra estava acontecendo comigo?!

Ficamos em silêncio nos encarando. Havia muita tensão no ar.

—Se eu soubesse que iria reagir assim não teria sugerido nada.

—Não é um bom momento para viajar. — Falei passando a mão em Yuno, minha raiva cedendo e dando lugar a vergonha pela minha reação exagerada.

—Bella, eu nunca quis desprezar você ou duvidei de suas capacidades como mãe. Se sentia-se assim durante os últimos quinze anos deveria ter dito.- Agora ele só parecia muito, muito cansado.

—Eu não me sinto assim, sério. É só que… eu quero estar aqui com vocês, nosso filho está passando por um momento difícil e a ideia de estar longe de vocês, de você não me achar necessária aqui me feriu.

Ele sacudiu a cabeça, parecia não acreditar em mim.

—Não é só isso e você sabe. Ao contrário do que imagina eu te conheço bem, falou essas coisas assim porque é como se sente.

—Edward…

—Vá nessa viagem Bella, você precisa e agora eu também. — Ele disse e me deixou sozinha. Arfei com sua declaração e não encontrei palavras para retrucar, o que era melhor.

—Está vendo Yuno? Seu pai também pode ser um idiota.

—O senhor Cullen é ótimo. — Bree se meteu na minha conversa com meu gato. Ela trazia a bandeja que Edward havia levado mais cedo, já vazia. Tinha a canto da boca com glace então supus que Alice tivesse levado Cupcake para eles.

—Na maior parte do tempo. — Concordei.

—Ele sempre é. Queria que meu pai fosse assim, minha vida seria mais fácil. — Ela jogou as migalhas de pão no lixo e lavou a bandeja e os copos. Parecia bem à vontade na minha cozinha.

—Edward não é perfeito Bree.

—Mas chega perto. — Ela se virou para mim. Mexeu nos longos cabelos, parecia decidir o que dizer. — O senhor Cullen é muito, muito bom. E ele ama muito a senhora, então não brigue com ele à toa.

Ótimo, agora até uma adolescente parecia saber que Edward era bom demais para mim.

—Ele e Enzo tem me ajudado muito, tenho me tornado melhor graças a eles. — Ela deu um sorriso forte.

—Conheço meus meninos, garota. Eles são incríveis. Não preciso que me diga isso. — Confesso que usei meu tom mais arrogante.

Bree não pareceu se abalar, Deu de ombros se aproximou para fazer um carinho no meu gato.

—Tenho que ir para casa. Até mais senhora Cullen.

Não respondi, estava furiosa com suas palavras, porque elas eram lembretes do quanto eu não era digna daqueles dois.

Eu devia mesmo ir nessa viagem.

(...)

Instaurou-se um clima frio entre mim e Edward. Nós não éramos dados a brigas, mas qualquer discussão era motivo para um ‘’gelo’’ de ambas as partes e sempre era ele a quebrar, contudo desta vez ele não parecia inclinado a me procurar e eu tão pouco. Não demorou para Enzo perceber.

—O que está havendo entre você e o pai? -Ele foi direto dois dias depois. Estávamos em seu quarto e Edward na corporação.

—Tivemos uma discussão mais séria. — Contei, não queria fazer segredo.

—Do tipo que fez com que vocês não se falasse mais? — Ele parecia descrente.

—Estamos nos falando. — Eu conversava enquanto arrumava suas roupas da cômoda.

—Ok me expressei mal. Conversam, mas não… se entendem. Não brincam…

—Enzo foi só um desentendimento ok? Vai passar. -Dei pouca importância, porém a frieza de Edward estava começando a me assustar.

—Sente aqui mãe. — Ele deixou o livro do Percy Jakcson que estava lendo de lado e indicou sua cama. Sorri com sua atitude adulta e sentei ao seu lado. — Eu vou conversar com o pai, ok? Ele não pode agir assim com a nossa garota.

—E você não deve se meter em assuntos de adultos. — Passei o dedo indicador em seu nariz.

Ele fez uma careta e não respondeu.

—Ah você quer ajuda para arrumar suas coisas para Miami? Eu preciso sair desse quarto.

—Tudo bem mesmo se eu for? — Minha pequena briga com Edward me fez confirmar presença na confraternização do hospital.

—Claro, eu estou ótimo de verdade. E a vó Esme vai ficar comigo, e a Bree vem pra cá depois da escola…

Bree. —Revirei os olhos diante o nome.

—Não tenha ciúmes. -Ele alertou.

—O que está rolando entre você? — perguntei.

Ele deu de ombros.

—Somo amigos só isso.

—Ela defendeu seu pai com unhas e dentes. — Eu não queria perguntar diretamente se ela tinha problemas familiares.

—Bree passou por problemas na escola, quase foi expulsa por...consumir algo dentro da escola. — Ele falou mais baixo. Eu realmente sabia que ela era problema. — Os pais dela não são dos mais amorosos, ela foi tirada deles algumas várias vezes na infância.

— Então ela tem problemas com álcool?

—Não exatamente, ela bebia para esquecer, gostava de beber não precisava beber. Está é diferença. -Ele piscou para mim.

—E como ela não foi expulsa?

—Eu a encontrei bêbada depois do horário, iria levá-la para casa, mas o faxineiro descobriu. Papai foi chamado, intercedeu por ela… e o resto é história.

—Vocês viraram amigos depois desse episódio. — Constatei.

—Isso.

—Nem um beijinho? — brinquei.

—Nem um. Não devo fazer o tipo dela. -Ele não parecia triste, mas eu sabia que ele falava a verdade, Enzo tinha herdado a modéstia de Edward.

—FIlho sei que pode não acreditar em mim porque sou sua mãe, mas eu tenho certeza que essa menina e qualquer outra tem você como ‘’meu tipo’’.

—Você tem razão. — concordou.

—Sério? tão fácil assim?

—Não vou acreditar porque você é minha mãe. Agora vamos arrumar suas coisas para um fim de semana divertido, lembre-se de não permitir que tia Alice coloque uma Alice no dedo desse Jasper.

O resto de nossa tarde foi separar roupas para o clima mais leve da Flórida com meu filho me convencendo de que não teria tempo para usar muitas roupas lá. Quando Edward chegou estávamos os dois no nosso quarto, em nossa cama assistindo Vingadores: Guerra infinita. Ele sorriu um momento para a cena que encontrou, mas quando nosso olhos se cruzaram pareceu lembrar de nosso desentendimento.

—Ei pai, estamos na metade do filme! — Enzo o chamou.

Edward ficou parado a porta, debatendo como responder ou se entrava no nosso quarto. Eu que não iria ajudar, fiquei quieta olhando para TV.

—Vocês já jantaram? — Vi pelo canto do olho ele adentrar o quarto e colocar a mochila no chão do closet, ainda estava de uniforme e seguiu para o banheiro.

—Não, fizemos um lanche mais cedo. Agora que você falou já estou com fome. Podíamos pedir comida chinesa, né mãe? — Ele disse e me olhou indicativo, querendo que eu falasse algo. — Você precisa falar com ele!

—Enzo não se mete nisso! — sussurrei ríspida. Edward tinha entrado no banho, eu podia ouvir o barulho do chuveiro.

—Eu posso fazer o jantar! — gritou.

—Diz que ele deve estar cansado e é melhor pedirmos algo!

—Diz você!

—Você é mulher dele!

—Você é o filho!

—E quero que meus pais voltem a se falar!

—Arght. — resmunguei, mas cedi. Me levantei e parei na porta do banheiro que estava entreaberta, ele tinha jogado seu uniforme no chão. Resisti ao impulso de adentrar, admirá-lo e quem sabe me juntar a ele, afinal eu não sabia como seria recebida e nosso filho também estava no quarto.

—Edward…- Seu nome pareceu estranho saindo dos lábios. — Você está cansado, trabalhou o dia todo. Deixe que eu peça comida e comemos todos aqui mesmo na cama.

Eu estava vendo o seu reflexo pelo o espelho, apenas seu ombros para cima. Ele estava com os olhos fechados deixando a água cair pela sua cabeça.

—Tudo bem. — Foi tudo o que ele disse sem abrir os olhos. Ok, ele estava mesmo disposta a me dar um gelo.

Voltei para cama pegando o celular na mesinha de cabeceira para pedir nossa comida.

—E ai? — Enzo me questionou com seus olhos azuis brilhando de curiosidade.

—Deixa para lá filho, é coisa de adulto. -Respondi.

Eu era orgulhosa demais para pedir desculpas para Edward, mas o seu tratamento frio estava começando a me fazer repensar as coisas. De qualquer forma eu não tomei uma atitude, e na sexta-feira quando ele me levou até o aeroporto nossa conversa girou em torno do horário dos remédio de Enzo e a rotina deles naquele fim de semana.

—Minha mãe vai estar aqui, então não tem com o que se preocupar. — Ele disse já no aeroporto. Ele não completou, mas eu sabia que pensou; ‘’Eu não precisa me preocupar nunca porque ele sabia muito bem o que fazer.’’

Bufando Peguei minha bolsa e sai batendo a porta para pegar minha pequena mala no porta-malas.

Ele estava todo simpático e controlado, e isso só me irritava mais.

—Deve ser um alívio ficar longe de mim por dois dias. — Minha fala foi ácida e pareceu fazê-lo despertar. Ele me olhou chocado com minha bagagem em mãos.

—Bella você está sendo injusta. Não estou entendo essa grande tempestade que você está fazendo em cima disso!

—Parece que você entendeu muito bem quando passou os últimos três dias sem falar comigo.

—Estou apenas de dando espaço, porra! — Ele levantou a voz algo muito incomum para ele. Algumas pessoas que passavam por ali se viraram prestando atenção.

Ficamos nos encarando.

—É melhor você ir, não queria perder seu voo.

—Só vou nessa viagem porque você insistiu.

—Quando você descobre que tudo o que fez pensando no bem da sua esposa e da sua família, foi recebido por ela como...-Ele estreitou os olhos buscando uma palavra. — Como um julgamento de que ela fosse incapaz. Você me magoou Bella, me fez questionar os últimos quinze anos de nossas vidas.

—Eu sei que você sempre fez o seu melhor Edward, por me amar, mas teve coisas que eu queria ter feito…

—Você podia ter feito. Eu nunca te impede de participar ativamente da vida do nosso filho, você que preferiu outras coisas e eu tentei suprir a sua falta.

Ele falou assim, duro sem inflexão, e essa era a verdade.

—É melhor você ir.

Não havia espaço para uma despedida romântica.

—Avise quando chegar lá. -Ele disse quando eu já tinha dado as costas. Sorri um pouco, nossa briga não duraria muito.

Era um voo comercial comum, mas estava cheio de médicos e enfermeiros do hospital, eu podia contar as pessoas que não faziam parte do nosso círculo social.

Sentei ao lado de Alice e ouvi seus planos para fisgar o tal Jasper cantor, o tempo todo pensando o que faria para me redimir com Edward quando voltasse.

Uma fantasia sexy, uma dança sensual…

—Me desculpa! — A mulher sentada atrás de nossas proltronas disse ao se levantar com um bebê choroso nos braços e bater com as perninhas gorduchas dele na cabeça de Alice. Ela não era do hospital.

—Tudo bem. -Alice sorriu.

—É a primeira vez que viajo com ele, não sei muito bem o que fazer. — Ela balançava o bebê de um lado para o outro. — O pai é quem cuida sabe? Mas ele teve que viajar a trabalho, e eu preciso viajar para encontrar minha mãe na Flórida que está no hospital. — Os olhos da mulher encheram-se lágrimas ao falar da mãe. Alice já estava toda derretida, pegou o bebê dos braços da mulher e passou a examilá-lo como a boa pediatra que era

—Isso me parece gases, vamos mexer as perninhas assim e soltar pum? — ela perguntou ao bebê após deitá-lo em suas pernas. Logo que o primeiro ‘’pum’’ saiu o bebê riu.

—Aleluia! — A mulher suspirou aliava. Eu entendia ela muito bem, era apavorante ter um bebê chorando em seus braços e não saber o que fazer. Eu sempre tive Edward, fosse para os enjoo no começo da gravidez, dores do parto, noites mal dormidas, choros, doenças...ele sempre esteve ali, e verdade seja dita eu não servia para mãe solteira e muito menos para assumir as várias tarefas que ele assumia.

Revisar lições de casa, reunião escolar… nossa tarefas eram bem divididas em casa!

Peguei meu telefone e mandei uma mensagem a ele, quando tivesse sinal de novo ele a receberia.

‘’Desculpe minhas últimas atitudes, eu estava mais chateada comigo mesma, queria ser uma mãe melhor sabe? Como as outras, mas eu não sou como as outras. Eu sou a Bella, a mãe do Enzo, não sei quando tem reunião na escola, mas sei que as notas dele são boas; não sei o nome da maioria dos amigos dele, mas sei que são bons por que você os conhece e aprova. Obrigado por ser meu marido, amor e parceiro, principalmente obrigado por ser o pai do meu filho. Te amo.’’

Com um sorriso satisfeito cliquei em ‘’enviar’’.

Notas finais
A Bella ta louquinha de confusa, quer ser o tipo de mãe que não tem nada a ver com ela :/ Se preparem para fortes emoções nesse hotel! bjs 02/12/2018