Primeiros Erros

10 A verdade vem à tona


Notas iniciais
Esse capitulo é dedicado a Michelle Garcia pelo seu aniversário ontem! Parabéns gata, obg pelas perguntas que me fazem escrever! Dedicado também a BrendaCullen que recomendo a história e me fez ir escrever imediatamente, obg flor, é incrivel como o incentivo de vocês ajuda a história andar! preparem os lacinhos, as luvas de boxe kkkk que o capítulo ta tremendo! boa leitura ♥

A verdade vem à tona

O sábado veio como uma bomba. A festa de confraternização do hospital seria naquele dia e eu não tinha um vestido ou vontade de ir. Eu ainda não tinha um plano para tirar Damon do meu caminho, ou apenas chantagear ele afim de manter o nosso relacionamento do passado e a dúvida sobre a paternidade do meu filho em segredo.

—Yuno, você precisa urgente de um banho. -Resmunguei para o gato-saco-pelo-fedorento no meio do meu caminho no corredor. Ouvi um baque seguido de um palavrão vindo do banheiro. Como Enzo estava em recuperação e dispensava a ajuda no banho e com o banheiro em geral, deixava pelo menos a porta aberta, assim poderíamos ajudá-lo facilmente se entrasse em apuros.

—Enzo?! -adentrei o banheiro vendo meu filho com o seu pau na mão, o líquido que eu tinha certeza ser o seu gozo escorrendo e a cadeira que ele usava de apoio para o pé imobilizado no chão.

—Mãe! Ele gritou.

—Tudo bem? -Perguntei sem graça sentindo o meu rosto quente.

—Eu não estava…- Ele começou a gaguejar.

—Isso não importa, é perfeitamente normal na sua idade… -Ai senhor! Enzo tinha quinze anos, estava namorando, era preciso ter “A” conversa com ele, e aquela altura…

—Mãe eu tô bem, pode sair!

—Não se machucou? Deixa eu te ajudar, você realmente não devia estar tomando banho sozinho…

—O que houve? -Meu bombeiro apareceu para salvar o dia.

—Pai só tira a mamãe daqui! -Enzo gemeu. Acabei olhando novamente para seu pênis, estava mais mole, só que… ainda assim parecia grande.

Edward riu da cena.

—É a sua mãe garoto, ela já te viu pelado várias vezes. — Continuou rindo e foi em socorro do filho.

—Quando eu era bebê não conta porra!

—Olha a boca! Quer que eu lave com sabão? -Edward ameaçou pegando o sabonete no nicho.

—Eu estava falando para ele que é normal explorar o corpo, eu sou médica sei essas coisas… — Tagalerei ainda no meio do banheiro sem saber o que fazer de útil.

—Mãe por favor, sai! — Enzo choramingou.

—Mas eu…

—Amor, por favor. — Edward pediu prendendo o riso.

—Tudo bem, vou estar ali fora se precisarem de mim. — Quando cheguei ao corredor me encostei na parede e ri, com a mão na boca. Ok, a cena era mesmo cônica, meu filho estava no direito dele de me querer fora dali. Não passou muito tempo até que Edward saísse do banheiro e fechasse a porta.

—Bella… — Ele me censurou assim que viu meu rosto sorridente.

—Ah por favor, foi engraçado! Ele não se machucou né?

—Não, ele apenas se desequilibrou e a cadeira caiu. -Deu de ombros. -Vou ter de trocar de roupa. -Reclamou. Olhei sua calca preta do uniforme, a blusa branca de mangas curtas bem colada ao corpo estava molhada, marcando seu abdômen definido. Passei a mão por ali seguindo para mais baixo, parando a centímetros do seu membro.

—Posso tirar essa blusa para você, e outras coisas… — Comentei de forma sugestiva.

—Eu adoraria passar a manhã com você, mas tenho que ir para o plantão se quiser minha companhia na festa do hospital. — Ele me lembrou detendo minha mão antes que ela chegasse ao seu objetivo. Fechei a expressão.

—Nem cinco minutinhos? — Sussurrei.

Sua expressão mudou, de divertida para maliciosa. Ele inclinou mais em minha direção, a mão soltando a minha e indo para minha cintura, me puxando para junto de si. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo naquela manhã, mas estava excitadíssima diante do meu bombeiro. Apesar da manhã fria de inverno, senti meu corpo queimar através da camisola fina que usava.

Ele cheirou meu pescoço causando arrepios em minha pele, fechei os olhos apreciando o contato.

—Seria preciso muito mais que cinco minutos para eu ter o que quero com você. — Sussurrou com a voz rouca. Os lábios passando em minha orelha, aproveitaram para mordiscar o local. Gemi baixinho, colando meu corpo ao seu.

—Por Favor, Edward… eu estou queimando aqui. — Ele notou o duplo sentido em minha voz. No começo do nosso namoro era frequente as fantasias de bombeiro minha que ele realizava, sempre apagando meu fogo.

Ele afastou o rosto do meu, e antes que eu pudesse reclamar senti seus lábios exigentes sobre os meus e respondi ao beijo com intensidade. Ele usou o braço que estava em minha cintura para içar, costas na parede, passei as pernas por sua cintura e senti sua bem vinda ereção de encontro a minha umidade. Ah isso era bom, era quente.

—Por favor, apenas vem. — Implorei, me esquecendo onde estamos, no corredor de casa, com um filho adolescente no banheiro ao lado podendo sair a qualquer momento e encontrar uma cena muito, muito escandalosa.

Senti a hesitação dele, Edward não era um puritano, mas era correto, odiava rapidinhas e detestava lugares arriscados e naquela manhã nosso corredor era muito arriscado.

—Por favor eu preciso de você. — Supliquei. Algo em meu tom o fez franzir a testa. Senti que lutava com algo interno, mas cedeu, mantendo um braço firme a minha volta desfez a fivela do cinto, libertou seu membro e eu dei graças por estar sem calcinha. Finalmente ele estava dentro de mim.

—Hum. — Abafei um gemido em seu ombro, tê lo todo dentro de mim ali foi demais. -Vem forte.

Ele obedeceu. Se afastou e estocou fundo. Abafei outro gemido.

—Bella se controla. — Pediu. Seu movimentos foram rápido, senti o calor que começava em meu centro se espalhar pelo meu corpo, eu precisa de libertação. Coloquei meu dedos entre nossos corpos para trabalhar, buscando meu clitoris que estava inchado pedindo por prazer.

Quando perdeu o que eu estava tentando fazer me espremeu mais de encontro à parede, seus lábios nos meus abafando meus gemidos. Senti meu membro pulsando dentro de mim, ele estava próximo, mas não podia ir antes de mim.

—Vem amor, goza no meu pau vem. Me aperta gostoso. — Seu sussurro safado era tudo o que eu precisava, tremi nos seus braços encontrando minha libertação, ele estocou mais algumas vezes e relaxou, devido a nossa posição logo senti seu gozo escorreu pelas minhas pernas. Droga, iria manchar meu carpete novo!

Edward riu sentindo o mesmo que eu, saiu de dentro de mim, e me colocou no chão. Ouvimos a porta do banheiro se abrir, ele agiu mais rápido me puxando para dentro do nosso quarto.

Rindo como uma adolescente me encostei na porta fechada.

—Quase fomos pegos! — Ele riu. Ficamos nos olhando, sorrindo. A cumplicidade adquirida em quinze anos de relacionamento era visível e palpável.

—Amo você. — Sussurrei.

Ele estendeu a mão e acariciou meu rosto.

—O que está havendo com você? Às vezes fala como se estivesse se despedindo, às vezes com medo… eu estou preocupado com você, não posso ajudar se me deixar de fora.

Segurei a mão no meu rosto e fechei os olhos.

—Eu não sou uma boa pessoa, Edward. Eu tento ser… e a maioria das vezes consigo. Tenho medo das coisas erradas que já fiz.

—Que coisas? — Ele franziu a testa. Ah eu queria dizer a verdade! Eu queria jogar toda a merda que me atormentava em cima dele e implorar o seu perdão. Uma parte de mim queria aquilo, a parte que aprendeu com ele a ser sincera e boa. Contudo, a parte dominante em mim era a filha do Juiz Swan e de Renée, e Bella Swan a filha deles não confessava seus erros. Cometia outros para encobrir. Reconhecer o erro era humilhante demais.

Sorri para Edward.

—Você precisa trabalhar, outra hora conversamos, ok? Estou muito estressada com a pesquisa no trabalho, vou tentar diminuir o ritmo por lá, e o que falei continua de pé; vamos ter um bebê.

Seu sorriso grande aqueceu meu coração.

—Você só está adiando isso. Se quiser não vamos a essa festa, ficamos em casa e conversamos. Seu bem estar é importante.

—Se se importa tanto o meu bem estar me leve a essa festa. — Passei os braços pelo seu pescoço e o beijei.

—Você é impossível, Isabella Cullen. — Beijei seus lábios com suavidade.

XXX

Se eu tinha acordado sem a menor vontade de viver aquele sábado, após uma ‘’rapidinha’’ no correr de casa eu estava a todo o vapor. Resolvi faxinar a casa, coisa que nunca fazia, preferindo os serviços de um profissional da limpeza. Coloquei uma seleção de músicas dos anos 80 começando por Cyndi Lauper Girls Just Want to Have Fun e seguindo por Roxette. Eu estava inspirada e nada iria me deter.

—Por que não fui convidada para a festa na discoteca? -Alice chegou aos gritos com dois sacos enormes de vestidos nos braços por volta das onze da manhã. Tinha uma touca laranja escondendo os cabelos e protegendo o ouvido do frio, e um grande sobretudo preto escondendo todo o resto.

—Acho que a temperatura lá fora caiu mesmo. — Comentei a ajudando com os sacos.

—Não sabe o quanto! Quase que Eleazar cancela nossa festa de confraternização! Tanya o convenceu do contrário, seria injusto com os funcionários que não foram agraciados com a viagem a Miami. -Ela tinha que falar nessa fudida viagem?

—Sim injusto. — Murmurei. Alice retirou o casaco o deixando por cima do sofá, vestia jeans justo, botas de salto alto e uma blusa vermelha de mangas cumpridas e enfatizavam seus seios fartos. Ela me olhou meio de lado, e me lembrei que Rosalie conseguiu pegar a autorização do exame com a ajuda dela.

—Imagino que queria me encher de perguntas. -Revirei os olhos abrindo o saco revelando um vestido azul marido trabalho em brilho, com um decote generoso. O aquecedor do Hospital deveria ficar no máximo, eu as pessoas congelariam nesta noite.

—Bom, sim, mas… -Ela hesitou se jogando no sofá. — Não tenho certeza se quero saber. Eu vi a autorização que Rosalie queria, e só existe um motivo para o Dr. Salvatore pedir um exame de paternidade do seu filho.

—Sim, ele acha que é o pai do Lorenzo. — Confirmei sem cerimônias. Estávamos sozinha por ali, Enzo havia tomado os remédios e dormido, eu tinha certeza.

Alice arregalou os olhos para mim. Suspirei me sentando também.

—Conheci Damon num intercâmbio que fiz com Rosalie na Itália, eu tinha dezoito anos, nos envolvemos… — A contei uma versão resumida.

Quando terminei ela me olhava encantada ao invés de revoltada.

—Vocês ficaram quinze dias juntos sem revelar seus nomes! Isso é incrível! — Revirei os olhos.

—Parecia uma boa ideia na época.

—Mas e agora… você tem certeza de que o Enzo é mesmo filho do Edward?

—Absoluta. Damon é um psicopata que quer destruir a minha família. — Eu não podia vacilar, dizer que não tinha certeza. Precisava ser firme sobre isso, e o universo que me ajudasse a estar certa!

Alice sacudiu a cabeça.

—Nossa isso é muito informação! Realmente não imaginava que o Damon fosse assim, com aquele rostinho bonito.

Bufei.

—Quem vê cara não vê má intenção. — Modifiquei o ditado.

—Vamos esquecer isso por hora, só vim te trazer o vestido e dar um beijinho no seu filho. Nos vemos a noite?

—Claro. Ali, não tivemos tempo de conversar sobre o seu casamento!

Ela revirou os olhos.

—Não vamos ter com você envolvida nisso tudo! Estamos bem, nos falando direto e depois do Natal vou para Los Angeles ficar com ele e a banda.

—Vai deixar seu emprego?

—Bella, ele é músico. Acaba de assinar contrato com uma gravadora.

—E você vai deixar sua vida em Chicago para seguir um cara?!

Ela me olhou sonhadora.

—Eu estou amando pela primeira vez na vida, apenas sinto que vale a pena. E se não valer eu volto para chorar no seu colo. — Ela me abraçou para meu grande espanto.

—Alice tenha juízo. Esse Jasper é amigo do Edward, verdade, mas eles não mantêm um contato regular, não é garantia de que ele seja boa pessoa.

—Não sei te explicar, amiga. Eu só sinto isso muito forte em mim, tenho que confiar e seguir meus instintos.

Era impossível falar com Alice desse jeito. Suspirei me rendendo.

—Me mantenha informada.

—Sim senhora! Tenho que correr agora, fui!

Pensei que ela iria embora, mas correu escada acima. Para falar com Enzo.

Tentei ligar para Rosalie, para saber como tinha se livrado da solicitação do exame, mas chamou até cair na caixa postal, não deixei recado.

XXX

–Não é uma festa. — Bree tentava me explicar de pé no meu closet enquanto eu me via no vestido azul escolhido por Alice.

—Deixa eu ver se entendi, vários adolescentes vão se reunir na casa desse tal de Johnny, e não é uma festa.

—Isso mesmo! — Ela sorriu. — Então eu levo o Enzo, vamos ficar todos muito comportados, sentados. E quando ele se sentir cansado eu o trago de volta, estaremos aqui antes da festa no hospital acabar!

—Não sei se é uma boa ideia, acho melhor Edward ligar para os pais -desse Johnny e ter certeza que eles estarão lá…

—Não precisa mesmo! — Ela implorou. -Vamos senhora Cullen, a senhora é a divertida! Enzo precisa sair, vê gente!

—Ele está em recuperação Bree!

—Sim, e indo muito bem, umas horinhas jogando video game com uns amigos só vai fazer mais bem ai!

Ri do seu jeito de falar.

—Tudo bem pode levá-lo!

—Obrigado sogrinha! -Ela me abraçou pelo pescoço, mesmo não sendo muito alta, Bree conseguia ser mais baixa que eu. Mas ela só tinha quinze anos, poderia crescer mais.

—Espero que não tenha bebidas nessa festa.

—Mesmo se tivesse Enzo não beberia. Sabe, ele é tipo o pai da galera, sempre chamando para o ‘’correto’’. — Ela usou os dedos para formar aspas no ar.

—Isso é bom.

—Mas me diz sogrinha, porque acha que teria? Que tipo de juventude você teve?

—O tipo que não vou contar, e você dê o foro do meu closet! Preciso terminar de me arrumar!

—Oh já vou! — Saiu soltando beijo no ar para mim. Estava começando a gostar daquela garota, talvez a tivesse julgado mal.

Eu mesma fiz minha maquiagem para noite, preferindo algo mais leve, apenas marcando os olhos. meu batom era rosa.

Coloquei os saltos mais altos que tinha, preto agulha, se alguém usa um vestido com um decote que iria até a boca do estômago, deveria usá-lo com confiança.

Abri mão da bolsa, mesmo sendo de mão não queria ficar carregando algo, deixaria meu celular com Edward.

—Uau… desça mais devagar, quero aproveitar ao máximo essa visão. -Edward disse aos pés da escada. Vestia um tradicional smoke que eu sabia que por mais lhe caísse bem o fazia se sentir desconfortável. Os olhos verdes estavam brilhantes, felizes por me ver, tinha uma pequena camada de barba em seu rosto, que o conferia um charme a mais, o deixando mais irresistível. Me senti aquecer sobre o seu olhar, qualquer mulher que o recebesse se sentiria assim; especial, linda, amada.

Eu era uma vadia sortuda!

—Senhora. — Ele estendeu a mão e eu a segurei.

—Cavalheiro. — Elogiei.

—Sempre. -Sussurrou. Ficamos nos olhando sem mais palavra, parecia que uma comunicação passava entre nós, cheio de amor, carinho e cumplicidade.

Eu faria esse homem feliz. Prometi a mim mesma. Não estava fazendo um bom trabalho até ali, mas melhoria, seria a esposa que ele merecia.

Com a mão que estava livre ele acariciou meu rosto.

—Sou um homem de sorte, sou casado com a mulher mais linda do mundo.

—Ela que tem sorte por ter você. — Devolvi. Ele sacudiu a cabeça, mas não discordando, parecia achar absurdo a minha fala. Se inclinou devagar e selou nosso lábios em um beijo casto.

—Por favor, não sejam melosos. — Ouvi a voz do meu filho. Ele estava parado na entrada da sala nos observando com Bree do lado. Os dois vestiam longos casacos.

—Já vão? — Perguntei.

—Sim, aproveitar que parou de nevar. — Bree disse.

Edward estendeu o casaco para mim, o coloquei tomando cuidado com o cabelo que decidir deixar solto.

—Bree, cuidado com a estrada. Não está mais seca e sim escorregadia.-meu marido recomendou.

—Sim senhor Cullen. Obrigado pelas correntes de neve.

Edward dispensou o agradecimento com um revirar de olhos.

—Tomou seu remédio? -perguntei a Enzo .

—Sim, estou realmente bem. Apenas minha perna que não colabora. -indicou a perna imobilizada.

—Você logo estará bem, filho. -Edward garantiu. Enzo deu um sorriso fraco ao pai com certeza se lembrando do que eu disse, que ele não voltaria a jogar.

—Então estamos todos prontos para nossa noite. Vamos sair?

Saímos os quatro para a noite fria de Chicago, Bree recém habilitada entrou no seu carro velho de terceira mão, com meu filho do lado.

—Porque não deixamos ela pegar o meu carro? -sussurro para Edward vendo eles seguirem rua acima

—A menina se esforçou muito para ter esse carro, amor.

—E não vai precisar de muito esforço para perdê-lo- Fiz uma careta.

Edward riu.

—Não seja má. Eles vai ficar bem. Está muito lindo esta noite.

—Você também. Cada mulher e até mesmo homem nessa festa irão desejar estar no meu lugar.

—Him estamos românticos hoje? — ele me guiou para o carro, para sairmos da noite fria.

—Eu tenho o melhor marido do mundo. Estou apenas constatando isto. — Me inclinei para beijá-lo quando ele tomou o assento do motorista

Edward dirigiu devagar, para as estradas estavam mesmo escorregadias, nossa conversa girou em torno de uma viagem que queríamos fazer nas férias para Orlando

—podemos levar a Bree. -Ele sugeriu.

—Estamos adotando essa menina? Não que eu esteja sendo contra, mas quero saber.

—Não, não estamos. Seria estranho com ela namorando o nosso filho.

—Então ..- incentivei.

—Ela estão namorando, e Bree tem uma relação turbulenta com a mãe. Seria bom para ela, ficar conosco

—E se eles terminarem? Isso de misturar amizade com namoro não dá certo, nossa família é algo valioso para ela, e se ela e o Enzo terminarem…

— Acho que continuariam como amigos.

—Sei. Isso seria um pesadelo para ela.

—Bella tenha um pouco de fé nos jovens, ok?

Continuei resmungando olhando a paisagem fria da cidade. Meu filho podia ser um anjo, bom, honesto e estudioso, mas ninguem queria ser amigo do ex!

—Espero que esse namoro dure muito então. -Finalizei o assunto.

A festa de confraternização do hospital era um marco no ano. Todo a diretoria comparecia, corpo médico, os pacientes, os internos e quem estivesse de plantão conseguiu escapulir por ali um pouquinho. Então era comum vê algumas pessoas de uniforme circulando e comendo.

—Nervosa para o discurso? -Edward sussurrou no meu ouvido logo que entramos.

—Sim pouco. — Muito na verdade, minha pesquisa para novos tratamentos contra parkinson estava parada quase que por completo, e eu não tinha nenhuma grande e boa notícia a dar aos nossos generosos patrocinadores.

—Sei que vai se sair bem. — Ele me garantiu.

—Obrigada.- Ele não precisava sofrer comigo.

— Bella! -Alice veio ao nosso encontro muito bem vestida, num vestido vermelho sangue.

—O que ainda faz com esse casaco, vocês dois? Está quente aqui dentro, me dê isso vou colocar no guarda volume. — Edward e eu entregamos nossos casacos.

—Bella você vem comigo, tem vários patrocinadores do hospital e futuros patrocinadores que o Eleazar quer que a gente converse. Edward…

—Já sei, posso ficar na ‘’mesa com os meninos’’.

— Você é muito esperto. Vem Bella! — Ela saiu me arrastando pela mão, lancei um olhar de desculpas a Edward que me retribuiu compreensivo.

Ficamos nas primeiras horas da noite de um lado a outro conversando sobre pesquisas, avanços e valores para bancar outras pesquisas. Eu me saia bem nesse meio, me sentia à vontade em parte porque ainda não tinha visto Damon em lugar nenhum.

Da onde eu estava conversando com alguns senhores conseguia ver Edward sentado à mesa com Jacob, Ângela e outros médicos. Eles conversamos animadamente e eu suspeitei que Edward era o que levava a conversa com o seu talento para manter uma roda de amigos entretida.

A música ambiente tocada pela banda parou de modo suave, e Eleazar estava no palco. Ele começou agradecendo pela presença de todos e então anunciou o meu nome. Sorri com o holofote em mim e caminhei para o palco. Avistei Elena Salvatore em uma mesa ali perto, ela sorria e me aplaudia. Se ela estava ali Damon não devia estar longe.

Peguei o microfone das mãos de Eleazar e encarei as pessoas ali.

—Boa noite, é uma grande honra fazer parte do corpo médico desse hospital e poder falar um pouco a vocês sobre o incrível ano que tivemos. — Passei a apresentar número com a ajuda de um data show que projetava em animação o que eu dizia a respeito das pessoas que atendemos naquele ano que se findava, nós avanços que fizemos em diversas áreas, dos residentes que recebemos e enfim passei a falar da minha pesquisa. Não poderia me demorar muito nisso para não levantar suspeitas de que não tinha avençado quase nada. — Para encerrar eu não poderia deixar de falar do acidente de algumas semanas atrás que ceifou a vida de jovens da nossa comunidade. Meu filho estava envolvido por isso posso falar como foi estar dos dois lados. Quando se é médico seu anseio é por salvar vidas, mas quando é o seu filho ali…- parei para tomar fôlego, o silêncio ali era absoluto. — você não consegue agir rápido. Se sente perdido. Agradeço a Eleazar que tomou as rédeas da situação e a todos os médicos envolvidos em salvar a sua vida.

— Eu não citaria o nome de Damon- Mesmo com toda dedicação e esforço perdemos vidas, não temos o poder sobre ela, apenas damos o nosso melhor e esperamos o melhor. Que no próximo ano possamos salvar mais vidas, ajudar mais vidas, sermos melhores. Feliz natal e um excelente ano novo.

Uma salva de palmas recebeu o meu discurso. Sorrindo indiquei que a banda voltasse a tocar. Me dirigia à saída lateral do palco quando desci o último degrau fui puxada com força para o corredor da saída de emergência.

—Que porra…

—Precisamos conversar. -Damon me segurou pelos ombros.

— não é a melhor hora. -sussurrei olhando para os lados qualquer um poderia aparecer.

—Nunca vai ser a melhorar hora! Porra você tem noção de como fiquei excitado vendo você fazer a aquele discurso?

—Damon o que aconteceu em Miami não vai se repetir. — Fui firme.

—Uma pena. -Ele deu de ombros. — Mas eu quero a verdade Bella.

—Você sabe a verdade!

—Enzo é o meu filho, e não adianta você querer negar ou jogar comigo, se não colaborar eu vou até Edward e conto tudo de uma vez, vai ser mais fácil assim!

—Edward não vai saber disso, entendeu? — Apontei um dedo na sua cara, apesar do escuro eu podia ver o seus olhos brilhantes, e quando eles se arregalaram com ligeira surpresa eu gelei. Tive medo de me virar.

—Parece que vocês não precisam se preocupar mais com isso. -O sussurro era frio, e a voz me fez morrer por dentro.

—Edward… — sussurrei o nome dele. Me libertei do aperto de Damon sobre o meu pulso e me virei para olhá-lo. Ele tinha uma flor na mão, tirada de um arranjo da decoração do salão eu apostava. Tinha vindo me parabenizar pelo discurso. Até onde da minha conversa com Damon ele tinha ouvido?

—Edward eu queria conversar com você antes, mas Bella não permitia! Quando eu descobri fiquei tão chocado quanto você.

Edward parecia entorpecido, olhava de um para outro.

—Você não é nenhum coitado, Damon. Vocês se encontrando às escondidas… rindo de mim esse tempo todo!
—Não! Eu conheci Bella naquele verão na Itália, eu estava com ela todos aqueles dias, por isso não saia com você e seu amigo! Vocês se conheceram no voo… Bella já estava grávida de mim.

—Não! — Gritei. — Edward não foi assim…

—Não conhecia o Damon? — Ele debochou. — O caso de vocês é recente?

—Não! Quero dizer não temos caso algum! Enzo não é filho de Damon!

—É sim! — Damon me contradisse.

—Vai pro inferno, Damon!

—Você virá junto!

—-Vocês são inacreditáveis. — Edward disse deixando a flor cair de suas mãos, passando por nós e empurrando Damon no processo, continuou seu caminho pela saída de emergência.

—Que porra você fez?! -Sublinhei para Damon, o empurrando para longe de mim. Ele segurou meus punhos.

—É melhor deixar ele ir…

—Me solta! — Puxei minhas mãos do seu aperto. Corri tentando alcançar Edward.

—Edward! — Gritei assim que sai no estacionamento. Ele continuava rápido pela neve, meus saltos me deixando atolada na neve.

—Bella deixa ele ir, depois….

—Sai daqui Damon!- Me virei gritando para ele. — Você já fez de mais, fudeu com tudo!

Damon ficou parado me olhando, pela primeira vez parecia sem resposta. Ficamos nos encarando, respiração ofegante, eu queria socar a cara dele! Nossa troca de olhares raivosos durou muito tempo, ouvi Edward arrancando com o carro.

—Porra!

—Acho que vai precisar de uma carona. — Soou irônico.

—Sem chances de eu entrar num carro com você! Você aparece fode com a minha vida e quer o que? ajudar?

—Eu nunca quis que Edward descobrisse assim!

—Não quis? — Debochei. — Me cercar assim era pedir para ele descobrir! Damon, pela última vez, Deus não seria tão irônico ao ponto de permitir que Enzo fosse seu filho! Ou mal com Edward que só faz o bem! Lorenzo é filho dele! Não é só a minha vontade, é a verdade! Esquece isso, esquece o que houve entre nós e volte para a sua família!

—Você fez isso. — Ele sussurrou. -Você estragou o mundo para mim. Eu queria você, eu quis você desde do primeiro dia quando você se jogou na minha frente. Não percebe como teríamos sido felizes?

Sacudi a cabeça. Provavelmente teríamos sido felizes, mas aquilo ficou no passado! Foi de comum acordo temos só um caso de verão.

—Você aceitou ter só o verão comigo. Você aceitou! Me deixe em paz!

—Eu não consigo! — Ele gritou de volta.

—Damon? — Uma Elena surpresa gritou ao longe. Ela não teria entendido o que se passava, não dessa distância.

—Você a ama? — Perguntei. Ele olhou para trás. para a mulher de vestido longo preto, que tremia pelo frio.

—Sim.

—Então não a faça sofrer. — Cuspi. Andei rápido de volta ao salão, passando por Elena na porta sem dizer nada, eu não tinha tempo para isso.

—Me empresta seu carro? — Fui direto a Alice.

—Onde está…

—Apenas me dê a droga da chave Alice. — Disse entre dentes.

—Tu-tudo bem. — Gaguejou vasculhando a pequena bolsa de mão.

—Jacob pode levá-la para casa. — Sugeri tentando ser calma.

—Aconteceu algo com Enzo…

—Depois conversamos. -Me despedi.

O carro de Alice, um HB20 preto, estava longe da entrada do hospital, lamentei o tempo perdido. Quis ligar para Edward, mas o celular estava com ele, no bolso de sua calça.

Que porra Edward!

Não tinha o direito de ficar revoltada com ela, não agora, não depois de tudo.

Como eu escaparia dessa? Eu precisava de Rosalie!

Como eu iria reverter isso? Calma Bella, pense… eu precisava saber o que exatamente Edward tinha ouvido.

Apenas sobre o Enzo? Sobre meu caso recente com Damon?

O olhar dele… era de dor, choque e descrença. Acima de tudo dor.

Eu havia provocado essa dor nele.

—Parabéns, Isabella. Você conseguiu magoar uma das únicas pessoas que não mereciam isso de você. Parabéns! -Gritei socando a porra do volante. Dirigir pelas estradas escorregadias devido à neve fina que caia sem muito cuidado, contando com a eficiência do carro e não na minha habilidade ao volante.

Edward só poderia ter ido para casa, o estilo rodar sem destino não era a cara dele.

Quando entrei na nossa rua logo vi o carro parado de qualquer jeito na entrada, tinha passado por cima do canteiro de flores. a porta de frente estava escancarada. Não pensei muito e como o abordaria, apenas deixei o carro no meio fio e corri para dentro. Ouvi o barulho de coisas se chocando no andar de cima e corri escada acima, Yuno veio correndo daquela direção, tive que me espremer no canto da escada para o gato não se chocar comigo.

Ele estava dentro do closet, respirei fundo e fui mais devagar em sua direção.

—Edward…- Comecei ainda da soleira da porta. Ele se virou em minha direção e a expressão que vi ali me congelou no lugar. Seus olhos, sempre verdes e bondoso, pareciam queimar, vermelhos cheios de lágrimas derramadas e mais transbordando. Meu coração perdeu uma batida, minha garganta fechou.

Ele riu diante do meu espanto. Era uma risada que fez todo o meu corpo de arrepiar de medo. Algum instinto no fundo da minha mente me alertou e dei um passo para trás, imagens de mulheres agredidas pelos seus parceiros que atendi tantas vezes no hospital, brotaram em minha mente.

Ele inclinou a cabeça de lado me avaliando.

—Está com medo Isabella? De mim?

—Eu… n-não. Vamos… conversar. Você entendeu errado…

Ele gritou e socou a parede ao seu lado. Me encolhi com o barulho, quando retirou a mão o local tinha rachaduras, e seu punho sangrava. Ele podia ter deslocado algo.

–Errado? Eu estou há malditos quinze anos entendendo você errado! Sendo o seu bobo da corte!

—Edward...não é assim, eu amo você! Eu nunca quis te magoar… — Por favor, seja claro! O quanto você ouviu?!

—Só me usar! Você só queria me usar e conseguiu não é? Mas o meu filho não, Isabella, o meu filho você não tira de mim, ouviu bem?! — Tá aí minha resposta, ele ouviu sobre Enzo. Não ouviu minha recente traição, talvez… -Não me olhe assim, você tem ideia da merda que você fez?! Me responde porra! Você e Damon passaram os últimos anos rindo às minhas custas?!

Ele ouviu sobre Miami? Sua fúria me acuava de uma maneira que me envergonhar, mas o instinto de cautela era maior. Me afastei ao máximo, minhas costas encontraram a parede ainda dentro do closet.

—Responde! — Socou a parede do lado da minha cabeça com a mão que ainda sangrava cabeça. Me encolhi ainda mais e fechei os olhos.

Aquela fúria não era dele, era culpa minha. Eu fiz aquilo com ele, transformei um homem bom em um… eu não sabia como descrevê-lo naquele momento.

—Por favor não faça isso consigo mesmo. — Sussurrei levantando o rosto, tentando encará-lo.

—O que você fez comigo Isabella? — Ele sussurrou se afastando, olhando suas mãos que tremiam. Parecia assustado.

—Edward, eu não quis… Damon… ele…

—Te estuprou? — Cuspiu a palavra. -Te obrigou? Foi isso?

—Não. — Falei séria. Eu nunca fui obrigada a fazer sexo, nem perto disso. Eu faria qualquer coisa para manter Edward, mas nunca mentiria sobre isso.

Ele fechou os olhos parecendo em dor.

—Sua traição carnal é o que menos me atinge. Ele veio para cá para ser o seu amante…- Ah ele ouviu sobre Miami.- Uma mulher que mente… me engana por anos! Uma traição do corpo é o de menos.

—Enzo é o seu filho! Damon só apareceu para me confundir, e separar a gente você não percebe?

—Você é a única culpada nessa história. O que eu fiz pra você? porque não me contou quando nos conhecemos? Quando descobriu a gravidez, porque não me disse que tinha motivos para duvidar?! Ou você já saiu grávida da Itália como Damon tem tanta certeza?

—Eu não queria duvidar! Você era tudo o que sempre quis, Edward! Ter um filho seu…

—Ter um filho para eu cuidar. — Eu ri. — Para ser a babá perfeita enquanto você vivia sua vida de universitária! O que os seus pais teriam feito? A obrigado a abortar, aposto!

—Eu nunca teria feito isso. — Sussurrei, então o nó em minha garganta se desfez, e as lágrimas que não havia percebido se derramaram. Eu não era a mãe perfeita, eu não senti aquele amor sobrenatural pelo meu filho ao senti-lo dentro de mim, mas eu gostei de tê-lo aqui, eu me diverti, eu senti o amor! Eu não era perfeita, era muito egoísta, contudo nunca pensei em abortá-lo e não permitiria que meus pais me obrigassem a isso!

Meu choro pareceu trazer a raiva de volta a Edward.

—Você não chora! Ouviu bem?! Não tem o direito de chorar! -Gritou segurando meus ombros com força e me sacudiu, então eu senti puro medo, por ele. Se seu controle frágil cedesse e ele me machucasse fisicamente de alguma forma, ele jamais se perdoaria. Ele respirou com dificuldade, me soltou, senti o local formigar, deixaria marcas. Ele se afastou, olhou para o espelho. Pareceu apavorado com o que viu.

—Eu preciso sair daqui. — Falou por fim.

—Calma, vamos conversar. — Tentei me aproximar sendo a voz da razão.

—Não quero conversar com você. Não aqui, não agora. Eu vou acabar fazendo uma loucura se continuar aqui. — Pegou uma mochila que não tinha que já tinha arrumado. Andou apressado para a porta, eu não podia deixá-lo ir assim, seria o fim se ele saísse desse jeito!

—Edward! -O segui.

—Bella me deixa!

O alcancei ainda no topo da escada. O detive com uma mão no ombro.

—Por favor! Me diz que vai passar, você vai me perdoar… vamos passar por isso juntos!

Ele riu.

—Você é inacreditável! — Lutou para se libertar das minhas mãos. Ele continuou a descer e o segui.

—Edward, me promete que não irá contar ao Enzo. -Não teria jeito, ele sairia de casa, puto comigo. Eu precisava me garantir que Enzo não descobriria sobre esse jogo de paternidade.

Ele não me respondeu.

—Edward! -O chamei de novo tentando detê-lo. Ele tremeu sobre o meu toque e se virou rápido, me empurrando. Forte demais, cai sentada nos degraus da escada. Naquele exato instante Enzo apareceu na porta da frente.

—Mãe?! — Ele olhou primeiro para Edward, depois para mim, meio sem jeito correu para mim -Você se machucou? caiu da escada?

—Não filho, estou bem.

—Onde você vai pai? Que mochila é essa? -Ele Questionou Edward depois sua atenção volta a mim-Você andou chorando?

Eu não podia responder.

—Foi o Sr. Cullen ou a Sra.Cullen quem estava dirigindo e destruiu o canteiro de rosas? — Bree adentrou alheia ao clima tenso.

—O que aconteceu? Pai? — Enzo se dirigiu ao pai, deixando as muletas de lado andou para perto do pai exigente. Meu coração inflou de orgulho ao vê-lo todo preocupado comigo, pronto a me defender. Também me senti mal, não queria que ele desafiasse Edward.

—Depois conversamos, filho. Tome conta da sua mãe. — Foi tudo o que o pai disse mais controlado.

—Como assim, onde você vai?! Pai! — Ele o seguiu porta a fora.

—Senhora Cullen? — Bree tentou me ajudar a levantar. O vento gelado que entrava pela porta me fez tremer. — Você e o senhor C brigaram?

Apenas assenti.

—Ok, isso acontece. Deixe ele esfriar a cabeça.

—Eu fudi com tudo Bree. — Sussurrei voltando a chorar. -Espero que você goste muito do meu filho mesmo, porque ele vai precisar de você.

Notas finais
A m**da vou pro ventilador! A partir do proximo cap ficaremos no cabecinha do Ed! Não deixem de seguir o intagram @pensamentosdathayy onde coloco as previas, ok? bjs :*