Primeiro Dia De Trabalho.
18 E agora...
Notas iniciais
Aquela frase fez com que Cana se arrepiasse completamente, sem que ela conseguisse recusar. Ouviu uma voz muito parecida com a dela permitindo a entrada dos dois cavalheiros em sua roda de dança. Por um momento, ficou inibida, entretanto, teve a certeza que queria se divertir, mais do que descobrir sobre Laxus e sua paranóia possessiva. Era o momento dele estar na posição da presa. E a tigresa queria seu prêmio.
Então continuaram a dançar , sentindo a batida da música e Cana fechou os olhos, como se não existisse nada além dos quatro naquela pista. Como se o mundo pertencesse a eles. E como era a deusa daquele mundo, Cana bailou utilizando de sua divindade e sua luxúria, abrindo os olhos e vendo aquele homem aos seus pés.
Sim, Laxus tinha se ajoelhado, completamente seduzido por aquele balanço dos quadris e por aqueles cabelos que insistiam em acariciar os braços de Cana, despertando um ciúme doentio no loiro. Tinha algo diferente nos olhos dela. Parecia mais segura de si, outra mulher que caminhava em direção a ele e levantava a perna direita, em uma posição de chute.
Foi exatamente o que ela fez, Cana, em seu empoderamento divino, viu aquele homem aos seus pés e queria que ele se arrastasse. Repentinamente, ela não queria mais somente Kagura, na verdade, não a queria mais. Não podia tirar o valor daquele beijo que a fez renascer como a fênix e agora era o momento de pegar o prêmio.
Quando virou para o lado, percebeu que Bacchus estava quase na mesma situação de Laxus, aos pés de Kagura, como deveria ser. As duas se aproximaram e Kagura disse: “Precisamos sair daqui Cana. Daqui a pouco eu tomo seu amigo aqui mesmo e ainda não permitem esse tipo de coisa, se bem que eu acho que podemos fazer algumas trocas...o que você acha?”
“Concordo com sair daqui..o resto..podemos ver, não é? Podemos fazer algumas brincadeiras.”
Kagura assentiu e sinalizou com uma piscada marota do olho esquerdo, levando aquele homem a loucura, pelo menos foi o que pareceu.
Na verdade, Bacchus e Laxus estavam embasbacados demais pra fazer algum comentário. E não tinha acontecido nada demais. Eles tinham ido para um clube super badalado de Magnólia juntos, Laxus pagando tudo, sem reclamar de nada e foram para uma caçada. Porque a verdade era essa. Estavam caçando aquelas mulheres. Mas o que fariam depois de conquistar o prêmio?
Ficaram apreensivos com esse pensamento e com a estranha sintonia que experimentavam e o que poderia acontecer depois que saíssem com elas daquele lugar.
Percebendo a hesitação dos futuros companheiros, as duas mulheres sorriram e seguraram as mãos deles, puxando-os pra fora daquele lugar.
As garotas perceberam que eles estavam em um estado de torpor preocupante, tanto que Cana perguntou 3 vezes do que eles vieram antes que Laxus respondesse que vieram de carro.
“Pra onde vamos?” Laxus perguntou.
“Pra casa da Kagura. Algum problema?”
“Nenhum, mas eu não sei onde é.”
“Siga a gente então.”
“Mas você não vem comigo?”
“Não. Eu vou com ela...se você quiser, pode vir e a gente pode brincar, se não...fica aí.”
“Dreyar, faça o que ela diz e vamos seguí-las.” Bacchus disse furioso. “Essa mulher me desafiou e precisamos fazer algo em relação a isso.”
Laxus se perdeu na discussão. Ao mesmo tempo Cana tinha rejeitado a ideia de ir com ele no carro, Bacchus e Kagura brigaram por alguma coisa e ele tinha que ajuda o ‘amigo’ a recuperar um orgulho perdido que ele nem sabia que bêbados poderiam ostentar.
“Ok, nos guie então Kagura.”
Os dois entraram no carro e seguiram o carro vermelho à frente, que desafiava qualquer limite sensato de velocidade. Laxus sabia que Kagura não bebia quando dirigia, então aquilo era um desafio sério. Ela estava apostando uma corrida com ele, no começo da noite. Laxus conhecia a rotina. Caso perdesse, não entraria na casa dela e consequentemente, perderia a oportunidade de ficar sozinho com sua deusa e o pior, ela ficaria com Kagura, que aparentemente a tinha conquistado.
Então, Laxus começou a acelerar seriamente também e conseguiu emparelhar com o carro escarlate da amiga. Olhou para o lado, quando viu Cana passando batom, foi uma visão de relance, mas o suficiente pra que ele quase capotasse o veículo.
“Tem muito em jogo Laxus, não se distraia” o loiro repetia esse mantra e perseguia Kagura que dirigia com um talento inquestionável.
“Você já fez isso Laxus, já apostou com ela. E você quase ganhou. Só que agora você precisa ganhar. Se não ganhar, perde a gata. Simples assim.”
E quando se deu conta que realmente poderia perder Cana, seus sentidos ficaram subitamente claros e ele segurou o volante e não titubeou. Não importava o que viesse na frente, ele não hesitava, não parava e não tremia. Chegaram juntos.
Quando saiu, Kagura estava supresa e Bacchus estava passando mal.
“Mas ora Laxus, eu não acredito que finalmente ganhou um racha de mim. O prêmio vale mesmo muito a pena.”
“Prêmio não, minha cara Kagura. Eu preciso conversar com ela, que é uma pessoa e pode não querer conversar comigo. Ela não é um prêmio...ela é uma deusa e a deusa que escolhe, não seus seguidores.”
Cana ficou impressionada com aquelas palavras. Aquilo não era do feitio de Laxus. Ou era? Ficou assustada pelo fato de sua existência estar orbitando aquele homem sendo que nem sabia seus hábitos, mesmo que ele tivesse lhe dado a liberdade de escolha, algo que não acontecia entre eles.
O silêncio se instalou e Bacchus, o menos ciente da história toda, perguntou onde estavam.
“Este daqui é o Clube da Luta, senhoras e senhores. Um lugar moldado para a diversão dos seres, para o prazer e para o entretenimento.”
“Na verdade é a casa dela, que não recebe ninguém há um bom tempo. Vamos entrar.” Laxus disse furioso.
Os quatro entraram, curiosamente deixando os carros do lado de fora. Bacchus e Cana não entenderam, mas parecia algo normal, então, não questionaram.
Quando as luzes foram acesas, realmente parecia um clube, mas um clube de circo, de tantas cores berrantes que estavam jogadas pelas paredes. Uma estátua da Alerquina em tamanho real estava no meio da sala. Qual era o problema com aquelas pessoas? Como conseguem dormir em lugares assim? E foi quando Cana percebeu que tudo o que eles não fariam era dormir.
Depois de acalmar o coração, a Alberona sentiu uma mão pesada em seu ombro e percebeu que Bacchus não estava à vontade ali. “ Nee, que boneca é essa ali no meio? Parece que ela e o bombadão tem o mesmo decorador, armaria.”
“Também acho. Tô passando mal até.” E quando os dois estava seriamente querendo ir embora, Kagura se posicionou na frente deles para sugerir os jogos.
“Jogos?” os dois em uníssono.
“Sim, jogos. Ou vocês acham que aqui é mesmo a minha casa? Não tem como viver em um lugar com a decoração tão brega dessa maneira. Ok, se você se chama Laxus Dreyar viveria muito bem aqui, mas não é o meu caso. Aqui é a minha casa, mas não costumo vir aqui frequentemente, só quando eu quero jogar e hoje parece ser o dia propício para isso.”
“Quais são os jogos?” Bacchus perguntou.
“Bom, vai da escolha do freguês. Temos desde o clássico jogo da garrafa até strip poker.” A morena respondeu com um sorriso irônico.
“Quem escolhe os jogos?” Cana indagou.
“Os membros antigos, no caso Laxus e eu. E também escolhemos os parceiros. Vantagens de veteranos. Caso tenham alguma coisa contra isso, podemos ir embora e fazer outra coisa.”
“Ok, né?” Ao ver o assentir do amigo, tranqüilizou-se. Se tinha algo que Cana era, era curiosa e queria saber quem a escolheria e qual jogo poderia jogar.
Kagura surpreendeu a todos quando escolheu Bacchus para jogar strip poker. O homem ficou alguns segundos completamente embasbacado quando sentiu uma mão de seda segurar a sua e adentrar os aposentos. Depois que eles tinham saído, o silêncio constrangedor se instalou e Laxus iniciou os comentários de uma forma constrangida.
“Ficou triste que a Kagura não te escolheu?”
“Não. Fiquei aliviada. Do jeito que estava, eu não conseguiria dizer não. E eu precisaria dizer não. Qual é o seu jogo?”
“Ah, é o conhece-te a ti mesmo.”
“Como assim?”
“Nós transamos uma vez e nos beijamos várias vezes, mas não nos conhecemos. Quero te conhecer como Bacchus conhece.”
“E...quais são as regras?”
“Sentamos em partes separadas do sofá e várias perguntas são lançadas. Caso as respostas agradem, vamos aproximando e no fim, o novato decide o que acontece.”
“Então, se eu não quiser...”
“Nada acontece.”
“Curioso. Quer começar.”
“Sim. O que o Bacchus significa pra você?”
“Ok, bem direto, não? Bacchus é o meu melhor amigo. Foi o meu relacionamento mais sério e mais devastador. Ele é do tipo que machuca sem querer, só que ele foi o melhor que poderia ter sido. Se você acha que eu tenho sentimentos amorosos por ele, pode ficar descansado. Não sinto nada além de amizade.”
“Ok.” E Laxus se aproxima um pouco da garota.
“Se você pudesse, o que você teria mudado naquela noite?”
“A duração e o final. Você ficaria comigo até o amanhecer, eu teria perguntado o seu nome, provavelmente transaríamos de novo e eu a levaria para tomar café na minha padaria predileta, onde tem o café mais fantástico do mundo. Depois, aprenderia onde é a sua casa e saberia que você iria trabalhar no mesmo local que eu, tornando a minha vida muito mais divertida.”
A morena, muito envergonhada aproxima-se do loiro e o silêncio se instala, quando escutam gemidos selvagens dos dois pares, que parecem estar em uma atividade intensa demais para o próprio bem.
“Você tem medo de mim?”
“Tenho.”
Laxus ficou parado no lugar.
“Você tem medo de mim?”
“Tenho.”
A morena ficou no mesmo lugar.
“Você não reagia contrária às minhas abordagens brutas. Por quê?”
“Tem um gancho que me puxa a você. Fiquei feliz que ele não funcionou quando o meu pai estava aqui. E foi bom ver outra faceta sua. Resposta errada.”.. mas Laxus estava bem próximo dela.
“Por que eu?”
“Eu não sei. Só sei que é você. Eu não te conheço. Tudo o que eu sei, vem da perspectiva de outras pessoas. Do Jellal, que diz que você é uma excelente funcionária, do Natsu, que fala que pra ser amiga da Lisanna, no mínimo você tem que ser uma ótima pessoa, do meu avô, que fala que você é muito competente e generosa, da Erza, que diz que você foi a melhor coisa que poderia ter acontecido a ela...o que eu sei é o sabor dos seus beijos e o gosto do seu corpo e eu quero saber mais, eu sei o que eu deveria saber, mas eu quero mais. Talvez seja isso, eu quero essa eterna descoberta.”
Quando deu por si, Cana estava colada nele. “Nunca ouvi nada disso.” Subindo no colo do homem, disse: “Eu sou a novata, então eu escolho, certo?” Ouviu o homem engolir seco e tremer sob si. “Vou beijar você e você não vai encostar em mim. Nenhum abraço, nem meio aperto. Vamos ver até onde vamos.”
“Eu...ok.”
Cana sorriu marota e encostou seus lábios nos do loiro e iniciou a tortura. Dava selinhos tímidos que saiam da boca e percorriam a linha do maxilar e passeavam pelo pescoço, não sem antes sentir bem aquele perfume. E com alegria, sentia a respiração dele acelerar e viu que as mãos dele estavam firmes no sofá, presas. Então, a morena continuou.
Passou os dedos pelos ombros bem construídos e seus lábios foram chegando à orelha esquerda do loiro que estava tremendo demais. Ela mordeu o lóbulo e ele gritou, mas não era de dor, mas sim de desejo, que estava se construindo no meio das pernas dele e a garota sentia tudo.
As mãos de Cana pararam no pescoço do homem e ela entreabriu os lábios e se beijaram apaixonadamente.
Ela tomava tudo. A língua da mulher tocava a língua dele, que só tinha isso para retribuir. Ele a beijava como se não tivesse amanhã, como se a boca dela fosse a sua eterna salvação. Cada beijo era uma bênção e quando os lábios se separavam por falta de ar, o homem se agoniava, mas Cana não demorava, ela também sentia quase a mesma coisa. E depois de um tempo, ela permitiu: “Pronto Laxus, agora é a sua vez.”
Aquela frase despertou uma nova vontade nele, mas ele não soube discernir o que...então, deixou o instinto dominar. A apertou com vontade, beijou aquele pescoço com voracidade e sentia a morena se arrepiar. Afastou-se e a deixou no sofá toda descabelada e ajoelhou-se aos pés dela.
“Vou beijar todas as partes do seu corpo, senhorita Alberona. Esse é o meu desejo.”
O homem ficou satisfeito com o olhar surpreso dela e Laxus queria que fosse o único a ter aquele olhar, claro, aquilo não era muito realista, mas como ele poderia pensar direito com todo o seu sangue seguindo para outras partes do corpo?
Alcançou-lhe o pé e foi beijando devagar. Beijou o peito do pé e foi subindo com delicadeza. Beijou-lhe o tornozelo e migrou pela canela e sentiu a suavidade daquele local. Beijou-lhe os joelhos e deteve-se ali, o que não passou despercebido pela mulher. E continuou sua jornada rumo à felicidade e se deteve na tatuagem da coxa. “Gato?”
“Deus egípcio.”
“Gostei. Todos os deuses devem ser adorados, não?”
E com isso, Laxus beijou a coxa de Cana como se sua vida dependesse disso, aproveitando para subir pela parte interior da coxa, chegando ao ponto chave. “Terei que beijar aqui também.”
O homem beijou sobre a roupa íntima, o que arrancava suspiros de antecipação e colocou suas mãos ao lado das coxas e as usou para subir o vestido justo da mulher, e então, o mundo de Laxus se resumia ao deus egípcio e o meio das pernas de Cana. Continuou beijando por cima da calcinha e ficou feliz quando viu que a mulher abria as pernas para lhe dar melhor acesso. A melhor parte foi quando colocou-as sobre os ombros do homem e o trouxe pra mais perto.
Logo a calcinha foi retirada e Laxus não se fez de rogado, beijou a intimidade da mulher, arrancado gemidos contidos e tremores inesperados. Aquilo não o satisfez e então, beijou com mais vontade, explorando todos os lábios que ali apareciam e percebeu quando ela perdeu o controle. E ele tomou todo o controle dela.
Depois do espasmo final, ele se levantou e viu o olhar lânguido e os lábios entreabertos da mulher, ficando encantado com aquela visão, a beijou mais profundamente e as mãos dele foram explorando aquele corpo maravilhoso.
Aquela seria uma excelente noite.
Fale com o autor