Notas iniciais
Primeiramente, muito obrigada por todos os comentários, se bem que eu quero que aumentem! Bom, acho que todos vocês perceberam que eu sou NaLi e eu realmente não importo se vai dar NaLu no final, sem falar que tudo pode entrar em universos alternativos. Esse capítulo traz um Natsu mais introspectivo e um pouco mais realista, tentei tirar aquele complexo de protagonista invencível dele e espero que gostem. Mas como eu achei que seria meio chocante com vocês essa tranformação do Natsu, essa humanização, eu, como sou bem atrevidinha, fiz um começo de hentai. Da Erza e do Jellal. Espero que gostem.

Natsu entrou em seu apartamento e não sabia o que fazer. Entrou em um processo de autoflagelação, puxando furiosamente os próprios cabelos. Essa fúria colidia com sua personalidade amenizada, ou melhor, transformada. Há tempos não tinha um rompante de raiva como este.

Ficou tão desesperado quando ouviu Jellal dizer que Laxus quebrou o braço de Lisanna que se viu sem saída. Ele tinha que dar um soco nele. O homem primitivo dele demandava alguma atitude e ele se lançou na briga. Saiu melhor do que imaginou, isso pode ter certeza. Ah, o nosso ruivo (porque em universos alternativos, as cores são mais aproximadas do normal e Natsu não faz o tipo que pintaria o cabelo de rosa) aqui sempre tentou ser bom de briga, sempre raivoso e irritado, mas acontece que Laxus sempre ganhou. Não que eles fossem da mesma idade, a diferença é grande, mas Natsu sempre se esforçou para acompanhar os amigos, todavia, perdia miseravelmente todas as vezes. Antes não costumava perder em nada além de brigas, entretanto, sua vida começou a mudar e a derrota que se instalou foi capaz de mudá-lo em seu âmago.

Perdeu tanto e em tantos aspectos que se resignou e aceitou que existem batalhas que não podem ser ganhas e ele realmente não sabe dizer quando começou a pensar assim.

O senso de derrotismo dele chegou até no relacionamento dele. Sabia que ele e Lucy não andavam bem há tempos, mas mesmo assim ele continuou. Ele nem gostava mais dela, o homem comum que se tornou nunca seria o que ela desejava. Lucy tinha aquela gana de sempre mudar, emoções a todo o momento e ele não tinha mais energia, nem vontade para ficar assim.

Houve um tempo em que a emoção fazia parte da vida dele e ele conseguia tirar algo bom de tudo, só que ele cresceu e entrou nas aventuras do homem assalariado. Esse homem era de uma tirinha que ele tinha visto e ele o invejava e detestava. O homem acordava, trabalhava e dormia. Natsu era assim, mas tentava suprir seu senso de aventura com seu vídeo game. Funcionou até certo tempo ou melhor, funcionava.

Quando entrou na Fairy Tail, tudo o que ele tinha era Lucy e Happy, o gato que seu avô lhe deu, mas quando chegou lá, descobriu um mundo de possibilidades, descobriu amigos, inimigos, descobriu que existiam mais pessoas como ele, presas naquela maldita tirinha, acordavam, trabalhavam e dormiam. Só que elas conversavam e dividiam suas angústias com pessoas diferentes. Isso ajudava. Os amigos dele mesmo eram Gajeel, Gray, Laxus ( de vez em quando) e Jellal. (muito de vez em quando.) E por mais que se sentisse inferior a eles, era agradecido pelo bem que eles estavam fazendo.

Já Lucy era fenomenal. Uma verdadeira showwoman. Ela se fazia ver, gostava de ser vista, andar, passear, se destacar. Nascida para brilhar, com certeza. Nunca soube o motivo de ela permanecer com ele, mas sabia que ela não o amava mais e por incrível que pareça ficou bem com esse fato.

Já a tal garota do RH deixava Natsu em um estado permanente de nervos alterados. Ela parecia tão resignada como ele, parecia entender das mesmas angústias que ele passava, sem falar que era linda. Era a mulher mais linda que ele já vira e conversara. No tal dia da viagem, não tinha bebido tanto para dizer as obscenidades que Laxus pretendia, contudo, precisava desabafar aquela mudança para aqueles que o fizeram ver o mundo diferentemente. Outra vez.

No momento em que Lucy começou a se envolver com Sting, eles estavam em vias de separação. Pra falar bem a verdade, estavam separados desde que ela começou a trabalhar na FT, mas moravam juntos em nome de aparências. Ele dormia no sofá e perdeu as contas de há quanto tempo isso acontecia. Lucy não o queria mais, só que eles ainda eram amigos. Ela deixou ele ficar. Quando Sting apareceu, com toda aquela aura de emoções fortes, Natsu sabia que perderia a mulher e nem se dignou a lutar por ela. Não precisava de mais uma batalha perdida no seu repertório lotado de derrotas e essa era uma batalha que ele não queria travar.

Só que com Lisanna a coisa era diferente demais. Além do fato de ter a personalidade totalmente diferente da Lucy, ela tinha um apelo diferente com ele. Sério! Ela o excitava. E muito! E ele não sabia lidar com isso. No mesmo dia em que levou ela para conhecer a empresa, teve que se refrear e muito para não tentar algo com ela. Aquele comportamento não era típico dele, ele era mais pacato, mais simples. Nunca em sua vida quis tomar uma mulher, possuí-la e todas aquelas coisas que lia nos livros de Lucy. Aquilo o deixou louco. Quando a deixou no estoque, foi para o banheiro mais próximo e tocou-se como se fosse um adolescente. Imaginou a moça platinada em seus braços, imaginou-se investindo contra ela em movimentos vigorosos e aqueles olhos azuis ficando turvos e ela completamente ruborizada, gemendo seu nome como se fosse uma oração. Sem falar que queria muito vê-la mordendo o lábio inferior só pra ele. Imaginou-se completamente nu perto dela e aquilo o perturbou demais.

E foi quando chegou em casa e Lucy estava com Sting. Verdade seja dita, ela não queria chamar a atenção. Foi o local mais próximo em que eles estavam e infelizmente Natsu chegou. Lucy não queria machucá-lo, mas não hesitaria em fazer com que ele saísse da casa.

Em menos de uma semana, ele quis sair dali, quis tentar algo novo e conseguiu um apartamento mais próximo da empresa. Os amigos estavam mesmo muito preocupados e ajudaram no máximo que puderam. Até juntaram uns eletrodomésticos para dar a ele. Sem falar que estavam organizando uma festa de comemoração ao apartamento, coisa que animava e muito Natsu. Ele estava pensando em um campeonato de videogames.

Porém, não houve nenhum aviso do que aconteceria com Natsu naquele prédio. Lisanna morava ali. Ela foi ao seu apartamento ajudá-lo a arrumar a mudança. Estava linda, com uma camiseta preta de uma banda que não conhecia e com um shorts jeans! Shorts!!! As pernas de Lisanna eram melhores do que ele imaginava. Em tempo: Lisanna podia escolher se trabalhava com a calça social ou com o tailleur e ela tímida como era, escolheu a primeira opção.

A reação de Natsu era esperada, ele começou a derrubar tudo e ficou muito vermelho, mas ele ficou até feliz que a dela foi quase igual, mas depois começou a pensar que ela era desastrada demais e não estivesse distraída por causa dele. Porque uma mulher daquela não iria ficar com ele.

O tempo na casa dela foi muito bom até a hora em que Laxus decidiu quebrar o braço dela. Ela fez um café muito bom, do jeito que ele gostava, sem falar na delicadeza dela com as xícaras e como ela fechava os olhos para sentir o cheiro do café, ruborizando e se desculpando logo em seguida, caso o mesmo estivesse ruim.

Olhou bem em volta e viu um videogame ali também. Um Xbox 360, quase igual o dele. Ficou admirado em ver que tinha uma mulher que gostasse de videogame. Não que ele conhecesse todas as mulheres, mas a única que ele conhecia que chegava perto da “nerdice” era Levy, a futura namorada de Gajeel. Perguntou se ela jogava e ficou em polvorosa quando ela disse que jogava todos os dias depois que chegava do trabalho. E ficou mais triste quando percebeu que ela não poderia jogar videogame por causa do pulso quebrado.

Então tentou se redimir e decidiu fazer algo diferente do que ele estava acostumado, pegou seu controle e rumou para a casa dela. Não a convidaria pra jogar, mas jogaria para ela.

Entrou no elevador e apertou o 7º andar e tremia tanto que estava quase voltando para trás. Depois daquele papelão no domingo, ela não iria recebê-lo, sem falar que ela não estaria sozinha, Erza e Cana estariam lá. Só que não importava. Ela tinha que saber que ele se importava, era um idiota mas se importava e queria começar a vencer esses jogos e se vencesse, poderia ficar com a princesa no final.

O elevador se abriu e ele foi em direção ao apartamento dela. Chegou e bateu três vezes. Ouviu um “já vai” bem afastado e esperou. Nunca 3 segundos foram tão longos. E a porta se abriu. Natsu achou que Cana ou Erza abririam, mas foi a própria Lisanna que abriu, com uma tipóia no braço direito e uma camiseta mais pecaminosa que a outra e aparentemente shorts mais curtos.

“Natsu?! Oi..tu..tudo bem? Aconteceu alguma coisa?” Lisanna atendeu rubra

“Eu vim aqui jogar videogame pra você. Está sozinha?”

“Pra mim? Por quê? Ah, a Erza e a Cana foram comprar café e bolo de morango e mantimentos, já que sou eu quem cozinha e a coisa tá difícil.”

“Você disse que jogava todo dia e com esse machucado não vai conseguir e seria uma pena você ficar sem jogar.” Natsu falou com a voz quase sumindo.

O coração de Lisanna já estava aceleradíssimo desde o momento em que abriu a porta, mas com aquela frase, o coitado já podia ser comparado ao coração de um beija-flor e ela tinha certeza que suas bochechas estavam tão vermelhas como os cabelos de Erza. Não via mais nada além daqueles olhos castanhos meio infantis e quando se deu conta, estendeu o braço esquerdo pra ele e disse: “Entra. Vou fazer um café pra gente.”

E ele entrou.

Erza e Cana estavam no supermercado e a tarefa parecia homérica demais para as duas. Claro que compras não eram muito difíceis, a complicação estava em assimilar os acontecimentos anteriores. As duas beijaram ou foram beijadas pelos homens de seus sonhos e estavam agindo como se nada tivesse acontecido.

Isso era o que elas achavam.

Já os transeuntes se afastavam diante daquela dupla totalmente transtornada que tinha enchido o carrinho com 25 sacos de café e quase 5 quilos de morango, sem falar que elas estavam com metade da roupa do trabalho e metade de roupas comuns.

Erza estava com a saia do tailleur e com uma camiseta do QOTSA que era de Lisanna e ficava justíssima e Cana continuava com o terninho sujo, a camisa suja e um shorts jeans que era de Lisanna também. Não falemos dos sapatos.

Cana acordou do transe e se tocou o quão ridícula e suja estava e foi procurar por Erza, para irem embora. A encontrou e ela estava discutindo com um senhor no hortifruti porque ele estava levando mais uma bandeja de morango e ela precisava dela e o mesmo, muito calmamente tentou achar o carrinho onde ela estava levando o estoque inteiro do mercado.

Ele apontou para a amiga dela e Cana, resignada trouxe o carrinho, chegou perto de Erza e disse que elas não teriam dinheiro pra pagar por todos aqueles morangos. Aquilo beiraria os mil reais com toda a certeza, sem falar que ia apodrecer logo, mas claro, tudo com muito carinho e cuidado pra não fazer com que a amiga surtasse.

Erza respirou fundo, olhou para o seu carrinho entupido de morangos e café e foi ao mesmo e pegou duas bandejinhas e deu para o senhor.

“Só isso?! Acha que vai comer todo esse morango?”

“Se eu fosse o senhor, me conformava com isso e iria embora.”

Cana notava uma aura negra em torno de Erza e ela estava simplesmente assustadora. Quando a ruiva olhou para a amiga, respirou fundo mais uma vez e pegou mais 4 bandejas do carrinho e mandou o senhor se mandar.

Com certeza Erza dormiria na casa de Cana e comeria todos aqueles morangos, isso era fato.

Elas foram ao caixa e Cana pagaria os cafés e Erza os morangos. Quando elas foram pagar a conta, Bacchus apareceu na porta do mercado em um estado totalmente calamitoso. Estava com os dois olhos roxos, sem falar na boca sangrando. Como a conta de Cana era menor, ela pagou primeiro e foi acudi-lo. Erza a seguiu.

“Bacchus, o que diabos aconteceu?”

“Os namoradinhos de vocês me acharam e me deram essa surra. Na verdade, eu me deixei apanhar, você sabe o quanto eu sou forte, meus amores. Nem está doendo, não se preocupem.”

As duas ficaram em choque e irritadíssimas. Primeiro, não estavam namorado ninguém. Cana só transou e beijou 3 vezes e Erza beijou Jellal uma vez nesse ano e há muito tempo atrás. Aquilo não justificava aquela selvageria. Bacchus era mais uma coisa que ligava Erza e Cana e isso não ficaria assim. Não ficaria assim mesmo! Como assim? Quem eram eles para acharem que tinham o direito de bater nele? Então fizeram um plano. Levaram-no para o hospital e Cana ficou com ele e Erza dirigiu como louca para a casa de Jellal.

Chegando lá, quase arrebentou a porta e ele abriu, sem camisa e parecendo apreensivo ou arrependido de alguma coisa.

“Jellal, quem você pensa que é pra bater em alguém só porque ele foi meu namorado? Ou sei lá se é esse mesmo o motivo.” Ela gritou furiosa.

Jellal estava arrependido ao máximo de ter participado daquele massacre contra o bêbado. Não era culpa dele e nem de ninguém, mas se deixou levar pelos instintos.

“Me responde, droga! Você passa a vida inteira me evitando, de uma semana pra cá vem dando sinais que me quer e de repente quer que eu apague todo o meu passado? Você teve um passado! Eu tive um e não me arrependo dele! As pessoas vivem. Eu nunca te repreendi ou quis bater na Ultear por causa do seu envolvimento com ela. Nunca!! Eu não entendo! Você bateu em alguém que teve muita importância na minha vida, mas em relação a mim, você não faz praticamente nada!! QUE PORRA É ESSA???????”

Jellal não aguentou. Ela tinha razão, mas ele já estava louco. Não sabia o que fazer com aquele desejo pulsando dentro dele. Sabia que ela também estava interessada e queria ver até onde ela iria, mas aquilo não era certo. Mas o comportamento dele não estava normal, mandou o autocontrole às favas e puxou Erza pra dentro.

Beijou-a como se os lábios dela fossem tudo o que ele precisava, ela relutou no início, mas se deixou levar. A raiva funcionava como um combustível para ambos. Jellal estava com raiva de si e Erza com raiva dele. Os carinhos eram agressivos, as roupas eram rasgadas, pelo menos no começo e a pele de ambos começava a reluzir.

A voz dele estava transformada em um rouco intenso, com a qual ele exigia tudo, ele queria que ela lhe dissesse o que lhe daria mais prazer, claro, através de muitos carinhos. Os gemidos dela eram o sinal de que ele estava no caminho certo.

Erza não sabia o que estava fazendo. Ela tinha ido lá para brigar com Jellal, se desse certo, bater nele e depois cuidar de Bacchus e se viu em uma batalha de prazer com o primeiro. Eles estavam brigando, rasgando uma parte suas roupas, as dela. Seu sutiã tinha sido o último soldado abatido e ele estava pronto para atacar seus seios. Ela não teve outra saída a não ser gemer.

Jellal estava em êxtase. Imaginava o gosto da pele de Erza, mas não imaginava que era tão doce, achava que tudo aquilo de morango que ela comia devia ter algum efeito naquilo. Ele queria mais e teria mais. Provou os seios e se deteve ali, Erza estava debatendo os quadris loucamente contra o seu próprio, mas não iria se adiantar. Iria degustá-la, provaria tudo! Era só que queria. Tudo.

Erza também não ficou parada, depois do êxtase inicial em ter seu seio tomado pela boca habilidosa do parceiro, começou a percorrer as mãos pelo seu corpo bem definido. Ambos estavam sem camisa e ela estava com a saia no meio da cintura, mas o short dele a incomodava. Ela avançou no pescoço dele e depois em direção ao lóbulo. Ficou encantada ao notar que os apertos dele eram proporcionais aos gemidos que ela dava, quando mais gemia, mais ele apertava e ela queria ser apertada, apalpada, possuída. Queria ficar largada no chão, porque eles estavam no chão da sala da casa dele.

Erza começou subiu o cenho dele e tomou aqueles lábios tão desejados, depois foi em direção ao mamilo, para retribuir todo o carinho dispensado ao seio dela.

Jellal gemeu e Erza adorou. Ela continuou o caminho que seus lábios estavam trilhando, até que ele a parou. Achava que aquela saia estava atrapalhando, então a rasgou. Erza se sobressaltou, mas continuou o que estava fazendo.

Aquela noite seria o prelúdio de uma tempestade, mas que seria memorável,ah, seria.