Notas iniciais
Muuuuuuuuito obrigada mesmo pelo bom recebimento que essa fic está tendo, pela bela supresa dos 30 comentários. JuliSempai, você me deu o comentário de nº30, então especialmente para você! Claro, muito obrigada para os meus leitores, aqueles que comentam e os que não comentam ainda! Por favor, comentem, sim? Esse cap tem muuuuuuito Nali, mas muuuuuuito mesmo! E tem uma tentativa de ecchi que eu não tenho certeza se ficou boa. Não me crucifiquem muito, mas tem Laxus levando bronca, Erzinha e a entrada de mais um personagem nessa salada russa que é essa fic!

Uma pergunta: O que vocês acham de uma espécie de spin-off em homenagem ao dia dos namorados? Uma confabulação dos homens dessa fic tentando conquistar as amadas? Respondam nos coments?
Ah, Anny-chan, muito obrigada por tudo! Beijão e stay with the show!

O casal estava delirando de prazer. Lisanna pelo menos estava nas nuvens, apesar de estar insegura. Ainda não estava fazendo o amor propriamente dito, mas quem precisava daquilo quando a pessoa com os lábios mais quentes que ela teve a oportunidade de experimentar, por mais que estivesse precisando de ar, ela podia conviver sem ele por mais um pouco, só mais um pouco. Só que Natsu, aparentemente sofria da mesma escassez e afastou-se dos lábios, por um breve momento e foi para atacar o pescoço dela.

A albina não conseguia refrear os gemidos e Natsu continuou. Ele utilizou suas mãos e as colocou sob a camiseta, sentindo o quão gelada ela estava. Oras, aquilo não podia continuar assim. Ele foi subindo as mãos, como se quisesse memorizar cada pedaço do corpo dela e foi percebendo a aprovação através dos suspiros sôfregos e depois ela começou a gemer seu nome, como em uma oração bem em seu ouvido.

“Natsu...huuuuummmmm....Natsu”

Naquele momento o coração dele que já estava acelerado quase beirou à taquicardia e cada vez mais ele esgarçava a camiseta, mas não tinha acabado sua viagem pelas curvas da garota. E chegou ao fecho do sutiã. Ele ficou nervoso, ela sentiu sua hesitação e pegou seu rosto entre as mãos e mordeu o lábio inferior.

Quando ele viu aquilo, a trava do seu autocontrole estourou e ele começou a beijá-la intensamente e arrebentou o fecho do sutiã. Foi em busca de sentir aquela pele que ele imaginava ser mais suave do que pêssegos e foi bem sucedido.

Lisanna estava insegura demais para curtir aquela sessão de amassos como deveria. Primeiro que os movimentos dele estavam deixando-a descontrolada e ela não queria avançar tanto na primeira vez que eles se beijaram. O que ele iria pensar dela? O que ela deveria fazer? Ela já tinha se esquecido como se transava. Sem falar que a ex do Natsu era majestosa e ela era tão comum, tão simples. Como ele estava ali com ela? E todos os pensamentos fizeram com que ela se distraísse e Natsu achasse que estava entediando-a.

Só que ele não iria desistir de fazer com que ela percebesse o efeito que causava nele. Não, pelo menos não neste dia.

Aqueles seios pareciam deliciosos demais para serem apenas apalpados. Natsu queria saber o gosto deles. Aproveitou-se do fato dela estar sentada sobre ele, que nesse momento acreditava estar com uma ereção considerável e subiu a blusa dela. Ficou encantado quando a viu ruborizar mais ainda e reparou bem quando os olhos dela enturvaram. Aquilo era melhor, mais muito melhor do que todos os sonhos que ele já tivera.

Ele degustou aquele manjar dos deuses que tinham a forma de seios femininos como se fosse a última refeição de sua vida e ele queria mais.

Lisanna estava tentando se segurar. Não queria e não podia ir além com Natsu, afinal, ele só tinha ido ali para jogar videogame. Ele não estava realmente interessado, ou estava? (como assim Lis?) Aquilo tinha que parar agora, se não eles iam se arrepender, mas ela pensou um pouco mais, e se alguém iria se arrepender, seria ele, porque ela já estava mais do que arrebatada.

Então, a albina começou a despir o ruivo, agarrou a borda de sua camiseta e tencionou puxá-la para cima, ele entendeu, ficou incrivelmente envergonhado, mas assentiu. Lisanna não entendia porque ele estava constrangido, sendo que era o seio dela que estava na boca dele apenas poucos segundos atrás, entretanto, espantou os pensamentos e continuou.

O torso de Natsu era coberto de pequenas cicatrizes e ele era magro demais, as costelas apareciam. Lisanna achou um conjunto perfeito e começou a beijar cada uma delas.

Natsu arrepiou com o toque dos lábios dela em sua pele e nem estava mais tão envergonhado por causa da aparência esquisita que ele tinha e se deixou levar por aquele toque e nem percebeu que ela estava indo em direção ao botão de sua calça jeans. Ele estava extasiado e Lisanna desabotoou sem que ele percebesse.

Gemeu alto quando sentiu os lábios dela em seu baixo ventre, sem falar na ereção que exigia ser liberada, mas isso teria que esperar, iria fazê-la gemer também.

Ajeitou-se e levantou a camiseta dela e quando os cabelos platinados ficaram em seu rosto, ele os arrumou e disse: “Você está linda.” E a beijou profundamente.

Os seios dela encostando-se ao peito dele ainda davam uma sensação de mais intimidade, mas ambos estavam com as roupas de baixo intactas e estavam em vias de cuidar disso quando a porta abriu subitamente revelando uma Erza seminua seguida por um Laxus que estava em estado de nervos, mas devidamente vestido.

Natsu não acreditava no azar dele. Mas não acreditava que a vida estava lhe pregando essa peça. Que merda! Erza e Laxus! Outra vez atrapalhando os dois! Outra vez entrando no meio! Se bem que justiça seja feita, Laxus foi agressivo com Lis e deixou os dois sozinhos, mas Erza, ah, essa ruiva maldita! Ele estava com raiva, muita raiva mesmo.

“Que porra os dois estão fazendo aqui?” Natsu gritou.

Erza retorquiu que ela podia perguntar o mesmo, já que ele também não morava aqui, gaguejando da vergonha que se abatia sobre ela.

“Eu estava jogando videogame com a Lisanna.”

Laxus deu uma gargalhada violenta. “Eu adoraria jogar videogame com a Cana dessa exata maneira, lagartixa. Então mocinha, me responde, onde ela está?”

Lisanna ainda não estava 100% no controle de seus atos, sem falar que ainda estava com o torso nu e Laxus a estava encarando levemente interessado. Natsu viu aquilo e jogou a camiseta sobre ela, fazendo-a voltar à triste realidade de que sua sessão de amassos quentes com Natsu tinha acabado da pior maneira possível e como as coisas sempre podem piorar, ela foi levantar, escorregou e caiu sobre o pulso já fraturado.

“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH MAS QUE MERDA!”

Natsu se desesperou e foi ajudá-la e colocá-la na cama, mas Laxus foi mais rápido. Pegou-a no colo e exigia que dissesse onde Cana estava.

Claro que nem a paciência de Lisanna aguentaria uma coisa dessas. Com a mão boa ela deu um bom tapa na cara de Laxus que a soltou imediatamente.

“Vocês dois! Quem vocês pensam que são para entrar assim na minha casa e você ainda senhor Dreyar, me pegar no colo dessa maneira? Eu nunca lhe dei intimidades pra esse tipo de coisa. Eu posso estar nesses trajes sumários, mas eu estava dentro da MIIIIIIIIINHA CASA! Com o cara que eu gosto e estávamos nos divertindo! Estávamos jogando videogame antes sim senhor! E isso também não é da sua conta! Mas já que estamos aqui dizendo o que é da conta de quem...por que você quer saber onde a Cana está? Porque vocês não se falam, certo? Ela mora aqui e naquele dia em que ela estava aqui, você podia muito bem ser uma pessoa normal e esperar pra ver quem era no telefone, que por sinal era o pai dela, mas não, decidiu ser essa anta e quebrar o meu braço ao invés de falar uma coisa óbvia.

A gente sabe do que aconteceu com vocês. Você sabe o nome dela porque eu disse! Ou será porque o Jellal disse também....”

“Não fala nesse nome Lis. “ Erza retrucou irada

“Cala a boca você também Erza. Bater na porta pra quê? Campainha pra quê? Eu sei que a gente te deu a chave reserva e eu já te chamei pra morar aqui, mas você também não tá toda inocente não. Onde você tava? Você não tava com a Cana?”

Erza ficou irritadíssima, mas viu que a amiga tinha razão. Ela sabia o quanto Lisanna estava interessada em Natsu e ficou envergonhada em ter atrapalhado. Esperava que a vergonha não tivesse feito com que desistissem um do outro.

“Ok, Lis, ela tava comigo sim. Lembra que eu te falei que íamos ao mercado? Só que o Bacchus, o cara que apareceu na empresa hoje apareceu por lá também, todo machucado.”

“Machucado? Como assim? Sofreu um acidente?”

“Não, foi agredido.”

“Agredido, mas quem seria a pessoa desalmada que agrediria um bêbado na rua? Pra fazer isso a pessoa tem que ser baixa demais. Que tipo de animal irracional agride alguém que não consegue se defender? Nossa! Isso me deixa enjoada.” E com isso desabou no sofá.

Natsu foi ao auxílio, mas viu que ela estava mesmo com muita dor. Então, em silêncio, pegou-a no colo, levou-a ao quarto, voltou à cozinha, pegou um copo de água, tudo isso sob o olhar atento dos dois, levou pra ela e voltou pra sala.

“Espero que fiquem quietos vocês dois. Eu vou lá em casa buscar um creme e já volto. Nem pensem em quebrar nada. E Laxus, antes de fazer qualquer piada, vá tomar no seu rabo.” E saiu.

“Mas eu não ia falar nada.” Laxus respondeu.

Depois que Natsu saiu, o silêncio reinava na casa das meninas. E Erza quebrou o silêncio.

“Laxus, por que você e o Jellal fizeram isso?”

“Porque aquele bêbado era ex de vocês. Eu não conseguia suportar a ideia e arrastei o Fernandes comigo. Tínhamos que dar uma lição nele.” Laxus respondeu rapidamente

“E o que vocês são da gente?” Erza retorquiu.

“Como assim?”

“O que vocês são da gente? Porque Jellal e você são meus colegas de trabalho e sempre moramos por aqui, mas a Cana chegou por essas bandas agora. Vocês tiveram um encontro quente. O que você sabe dela? O que o Jellal sabe de mim? Pra que esse sentimento de posse ridículo de algo que não é de vocês? É o que eu quero entender.”

“Mas eu..não...eu...mas”. Laxus gaguejava.

“Olha, o que eu quero dizer, pelo menos da minha parte, é que o Jellal nunca mostrou interesse por mim até essa semana e você nem conhecia a Cana até semana passada. Como podem agir como se fossem nossos donos? Passado todo mundo tem Laxus. Você tem, eu tenho, Jellal tem, até mesmo esses dois aqui tem também. E isso faz da gente ser o que a gente é. E se você está interessado em transar com a Cana novamente ou algo mais, isso não te dá o direito de agredir quem esteve com ela antes. E de acordo com a sua lógica, Bacchus é quem devia bater nos dois e eu sei que ele aguentaria se não bebesse tanto assim. Você não é dono dela e Jellal não é meu dono. Laxus, eu não sei que merda você está pensando, mas a Cana não merece isso.”

“Onde ela está?”

“Não vou falar e mais uma coisa, converse com ela. Pára de ficar agarrando ela por aí, tá achando que ela é o que?”

“Eu estou ficando louco Erza, estou ficando louco por causa dela. Eu não sei o que fazer, não sei o que esperar, eu não sei de mais nada! Olha o que eu fiz com a Lisanna, olha o que eu fiz com o Bacchus, com o Jellal! Eu não sei que merda eu estou fazendo. Ainda bem que o velho me suspendeu”

“Suspendeu? O Mestre te suspendeu?”

“Primeiro, aquele maldito não é mestre de merda nenhuma e outra, ele me suspendeu por causa da porrada no cara. Foi na frente da empresa. Mau exemplo! Fodeu! Mas eu vou ficar longe dela e pensar.”

“Laxus, você nunca esteve perto dela. Você rosnou pra ela hoje, você tem noção? Você rosnou como se fosse um bicho. Como se ela fosse sua presa do dia e um outro leão quisesse pegar. Isso não é normal.”

“Erza, isso vai parecer muito machista e idiota da minha parte, mas não interessa: aquela mulher é minha! Ela está impressa em mim! Acabou! Ela é minha! Eu vou fazer com que ela seja minha! Ela me quer fisicamente, isso eu sei, agora o resto eu dou um jeito! Eu vou pro inferno, mas eu não fico sem ela.”

“E a vontade dela não importa?”

“Sim, importa. Só que se eu pensar que ela não pode querer, eu fico louco. Só isso. Eu vou embora, pede desculpas pra Lisanna.”

E saiu.

Erza ficou em choque, aquela era a maneira de Laxus dizer que estava apaixonado. Sendo a anta alfa que era, só assim! Minha nossa! Aquilo teria consequências desastrosas para Cana. Ela foi em direção ao quarto de Lisanna e ficou velando por ela durante a noite. Natsu a acompanhou.

Durante a noite, Erza ligou pra Cana para contar dos acontecimentos. Contou da sua quase transa do Jellal, da quase transa da Lis, da bronca certa que Laxus levou, e da suspensão. Cana ficou muito magoada com tudo isso, sem falar que se achou a culpada por toda essa confusão. Pediu demissão para Erza umas 5 vezes no telefone, sendo xingada toda a vez que isso acontecia.

“Cana, não é sua culpa. Quem entrou aqui fomos eu e o Laxus.”

“Que foi me procurar.”

“Eu abri a porta e ninguém podia imaginar que aquele idiota jacu do Natsu estaria todo aceso com a timidez em pessoa que é a Lisanna. Ninguém esperava e ninguém podia prever. Tanto que quando eu abri a porta, ela não falou seu nome. Ela brigou com o Laxus e comigo! Ela te defendeu!”

“Isso tudo tá acontecendo porque eu vim pra essa maldita cidade.”

E começou a se desesperar. Chorou tanto que acordou Bacchus, que perguntou o que acontecia.

“ Eu sou uma droga, Bacchus. Eu destruo tudo o que eu toco! Tá tudo uma merda! Olha o que aconteceu com você.”

“Cana, o que aconteceu comigo foi simplesmente um caso de estar no lugar errado na hora errada e falando as coisas erradas. Eu não culpo os dois. Eu também não sou fácil Nee-chan!”

“Bacchus, você é o homem mais importante da minha vida, depois do meu pai. Foi o único que me deu uma força.”

“Nee, então não quero ser chato, mas você precisa conhecer mais gente. Eu posso ter te dado uma força, mas a gente quase se matou junto. Eu acabei com seu dinheiro na jogatina, fiz você beber mais ainda, sem falar que você me deu um pedaço do seu fígado, que não era lá grande coisa.”

Ela riu e disse que era mesmo uma pessoa zicada.

“Mas nee-chan, a Erzinha não era, ela me endireitou. Foi por isso que eu vim aqui, ela tem os dons de iluminar as pessoas, se bem que ela também precisava de um pouco de luz. Vai ver que foi por isso que vocês se encontraram. O que foi sua culpa, foi ter feito um cara daquele tamanho se apaixonar por você. Só! Agora a minha burrice em insinuar sobre as coisas que já fizemos, disso você não tem culpa.”

Ela ria muito, ficando furiosa pela indiscrição, mas agradecendo pela força.

“Nee, e o tratamento? Como tá?”

“Tá bem, você acredita que a parada de passas finalmente começou a dar certo?”

“Sério? Faz quanto tempo que você não bebe?”

“Ah, eu bebi no primeiro dia de trabalho, bebi quando conheci o grandão, mas nada comparado aos vexames anteriores.”

“Nee, estou muito feliz por você! Você merece demais. Agora vai pra casa, vai? Eu fico aqui.”

“Nada disso, você faz parte da minha vida, é meu amigo, não vou te abandonar que nem um cão sarnento. Sem falar que a moça do RH é minha amiga e o meu chefe foi suspenso por bater em você. Viu como você me ajuda?”

“Qualquer coisa para o meu pudim de pinga predileto.”

Ela deu um soco de leve no ombro dele e o deixou descansar. Ligou pra única pessoa do mundo que ela achava que iria atendê-la.

Depois da conversa, ficou acertado. Gildarts Clive estava indo para Magnólia.



Notas finais
Então, o que acharam? Muito má por atrapalhar o Natsu e a Lis? Má pelo Jellal não aparecer nesse capítulo ou ainda sádica por mandar Gildarts cuidar da filhona?
Ah, me respondam se curtiram a ideia do spin-off.
Stay tuuned! E comentem muito. Façam um ficwriter feliz.