Notas iniciais
Nesse capítulo rola beijo! Sem mais!
Ah, sim! Agradeço por todos os comentários, apesar de estar sentindo falta de alguns leitores! Comenta o que você está achando dessa sandice, comenta?? Obrigada!

Aquela segunda-feira estava mesmo muito tensa, Cana ficou assustadíssima quando viu seu chefe, Laxus e Natsu de olho roxo na hora do almoço, tanto que até foi ao refeitório pra tomar café, mesmo precisando ficar no setor. A dor de cabeça não lhe abandonava. Era muita confusão para apenas uma semana. Ela passou de uma pessoa solitária e sem paixões para uma mulher relutando em se apaixonar e morando com uma pessoa, que por sinal se machucou por causa dessa quase paixão dela.

“Ah, preciso de um café!”

Chegando ao refeitório, ela sentiu um cheiro de cigarro advindo do tal fumódromo, mas nunca pensaria que fosse Laxus. Afinal, aquela empresa era enorme e ela realmente não se lembrava se tinha mais algum fumódromo por ali. ( N.A: Na verdade, temos pelo menos mais 4 fumódromos, mas isso deixa pra lá.)

Ela pegou seu copo de café e ficou degustando a bebida e fechou os olhos. O cheiro de cigarro fazia uma mistura estranha com o cheiro do café, mas nada desagradável. Também notou que o cheiro ficava mais forte, como se a fonte estivesse próxima a ela, mas nada podia previni-la do que viria a seguir.

“Olá, Cana. Como vai? Está bonita hoje.” Laxus disse em seu ouvido.

Cana teve uma reação normalíssima que se consistiu em cair e bater a cabeça no chão. Aqueles cabelos castanhos espalhados, como uma cortina de seda, sem falar naquele rubor inesperado naquelas bochechas. Laxus estava a ponto de tomá-la ali mesmo. Como alguém podia ser tão sexy mesmo depois de cair no chão e sujar o terninho de café?

“O..ooi, La..Laxus. Tu..tudo be..bem?” Os lábios dela formaram um sorriso tímido. Laxus não resistiu a visão daqueles lábios tão perto dele, ou melhor, tão longe dele. Ainda se lembrava e muito bem do que aquela boca podia fazer.

Ele ficou atordoado, tanto que não respondeu, a puxou pra cima e colou seus lábios nos dela, que ainda atordoada, experimentou uma mistura de cigarro com café que parecia mais viciante do que álcool. Laxus a beijava como se os lábios dela fossem água no deserto, parecia uma exigência, uma exigência que ele fazia.

Aquele beijo dizia que ela precisava pertencer a ele. Outra vez, por toda a vida! Quando percebeu que ela começou a se situar, começou a magia com as mãos e foi tentando tirar o terninho dela, e foi bem sucedido e a camisa começou a sair sem que ela percebesse. Cana estava entregue àquela sessão de carícias e Laxus estava adorando, sem falar que ela também estava tirando a camisa dele e louca para passar as mãos naquele corpo maravilhoso. Sua deusa da Luxúria seria dele mais uma vez. Se bem que tinha um pensamento incômodo que demandava que essa vez fosse perpétua, embora ele decidisse pensar naquilo mais tarde.

Mas, como tudo que vai volta...dessa vez, Cana é puxada para trás.

“Recomponha-se senhorita Alberona. Temos muito serviço pra terminar. Não precisamos de mais uma funcionária dada a esses desfrutes desnecessários.” Jellal disse com autoridade.

Cana não sabia o que fazer. Estava descabelada, com os lábios inchados e com o corpo quente, muito quente. Ela tremia, tremia de medo e de luxúria. Ela queria terminar o que eles tinham começado, mas estava com medo de ser demitida. Os sentimentos estavam em uma mistura dantesca. Ela abotoou a blusa, colocou o terninho sujo de café e foi correndo para o setor.

Chegando lá, deparou-se com Gray conversando com umas pessoas e ela foi para a sua mesa e chorou amargamente. Tremia e estava quase indo ao bar pedir uma dose, mas lembrou-se de suas passas e sacou aquele potinho da bolsa. Comeu umas três e estava mais calma. Estava lidando com a necessidade habilmente e logo poseria ser classificada como alguém que bebe socialmente. Respirou fundo e começou a trabalhar. Apesar de ser uma funcionária nova, sua sagacidade era notória. Viu uns erros em alguns relatórios e pôs-se a corrigir. Qualquer coisa, ela alegaria que foi Laxus quem a agarrou, embora não estivesse achando ruim, só que ela precisava do emprego. O que era a mais pura verdade, mas ela daria qualquer coisa pra saber o que estava acontecendo naquele lugar.

“SEU DESGRAÇADO! COMO VOCÊ ME INTERROMPE NESSE MOMENTO? VOCÊ SABE O QUANTO EU DESEJO ESSA MULHER, NÃO SABE? EU NÃO FALEI PRA VOCÊ? E QUANDO EU FINALMENTE CONSIGO CHEGAR PERTO DELA, VOCÊ ME INTERROMPE??? EU VOU MATAR VOCÊ!”

Jellal, bem sossegado, só repete: “ Se eu não beijo a Erza, você não beija a Cana! Simples assim. Não é assim que você faz? Por que você é melhor do que eu? Sem falar que você é um cretino a expondo desse jeito! Você não a respeita? Imbecil.”

“Fernandes eu..eu..não penso quando eu a vejo! Eu só a quero nua sob mim! Sobre mim, do meu lado, em qualquer lugar! Eu arrepio toda a vez que eu penso no que aquele corpo me proporciona! E não é só isso! Eu sei que tem mais, só que , MERDA! Eu só quero ficar com ela, perto dela....MERDA! EU NÃO SEI O QUE EU QUERO! INFERNO!” Laxus se desesperou.

“Bom, eu vou fingir que você não se aproveitou da sua posição pra fazer isso com ela. Laxus, porra, você notou que ela também está afim, não é? Pra que essa merda de beijá-la aqui, de quase transar com ela aqui? Por que você não pensa nela? Porra, pelo que você disse, é a primeira mulher com quem você conseguiu gozar mesmo há muito tempo. Putamerda! Isso não é normal, nem com você e nem nada! Ah, eu estou muito irritado. Sem falar que ela deve estar com medo de eu demiti-la.” Jellal falou.

“Você não vai fazer nada com ela, me entendeu? Nada!”

“ E eu vou te obedecer por que? Se eu quiser, eu posso muito bem ir ao RH e por mais que a Erza seja amiga dela, ela segue o protocolo. Se eu disser que eu vi, a minha palavra vale mais do que a dela, que é uma funcionariazinha nova e qualquer..”

POF! Laxus soca Jellal e afirma que se ele fizer algo com a Cana, ele vai se arrepender de ter nascido, sem falar que ela não é nenhuma qualquer.

“O que você vai usar contra mim? Seu parentesco com o chefe, seus punhos? O que? Me fala porque eu não deveria ferrar a Alberona?”

Claro que Jellal não faria nada contra Cana, nada disso. Só que nos delírios de domingo à noite, Laxus ficou muito relutante em admitir que realmente quer ficar com a moça. Claro, ele é meio receoso. Sem falar das coisas com o sobrenome dele e o modo como ele e Cana se conheceram. Não que ele seja muito machista ou algo assim. Só que ele é desconfiadíssimo e Jellal teme que ele perca essa oportunidade.

“Você ainda não respondeu Laxus. Por que eu não devo demitir a Cana?E eu quero um motivo bom. Nada desses gritos. Quero um motivo decente...e olha..eu também tenho um bom relacionamento com a chefia.”

“ VÁ À MERDA! PRONTO, TÁ AÍ SEU MOTIVO.” Laxus sai chutando a porta enquanto Jellal pensa em uma maneira de fazer o amigo perceber que ele pode ser feliz também, mas só depois de apanhar muito dele.

Jellal voltou ao setor e viu tudo muito ajeitado. Os relatórios estavam feitos, as análises concluídas e os clientes em potencial já foram selecionados.

“Nossa Gray, finalmente fez alguma coisa, viu?”

“Mas quem disse que fui eu? Estou vendo a proposta da Zeref. Cia desde cedo. Quem adiantou tudo foi a Cana. Nem parece que chegou semana passada.”

“Ah, sim. Fico muito satisfeito. Bom, já está na hora de ir embora, né? Cana, você pode ficar mais uns minutos pra eu falar com você?”

“Claro, senhor.” Cana respondeu.

Gray saiu todo feliz porque Juvia iria fazer seu doce predileto e foi cantarolando. Enquanto Cana ficou tremendo de medo dentro de seu setor.”

“Cana, não se preocupe. Eu só falei aquilo porque eu estava mesmo nervoso. Não vou falar nada dessa vez, mas eu espero que não se repita, pelo menos não nas dependências da empresa. Já tivemos o problema com a Lucy e o Sting. Só não queremos mais reclamações, tudo bem? E eu estou impressionado com a sua competência. Você pegou direitinho os macetes. Agora se não for pedir muito, tem como você ajudar o Gray com a proposta da Zeref. C.O? Porque se depender só dele aquilo não sai do lugar.” Jellal disse.

Cana respirou fundo e agradeceu. Saiu correndo porque queria encontrar Erza pra contar sobre aquele tsunami chamado beijo. Deu de cara com Laxus que ficou muito assustado. Ele murmurou um “me desculpe” e saiu correndo, mas no meio do caminho, desistiu e voltou correndo para puxar Cana em mais um beijo daqueles.

Ele a jogou na parede e disse pra ela ficar calma, colocou o rosto dela entre as mãos e não se refreou em passar o polegar no lábio inferior dela. Ele disse que ele só precisava disso e já ficaria tudo bem, que ela não precisava ficar com medo. Ele não iria machucá-la. Foi direto no pescoço dela e parecia meio transtornado, com a voz trêmula ao dizer que ela tinha um cheiro muito bom de chocolate com canela,beijou o pescoço com vontade e depois foi trilhando o caminho do pescoço aos lábios com pequenos beijos e quando chegou aos lábios dela os tomou com volúpia. Ela gemeu e ele tremeu. Depois voltou a si e achou melhor sair correndo, se não a tomaria ali mesmo e Jellal falaria com o chefe para demiti-la, sem falar que essa necessidade pulsante que ele estava tendo dela era assustadora e ele tinha que fazer algo em relação a isso. Não era normal e ele não se deixaria levar. (N.A: COITADO!! Tá mais que levado já!)

Depois, ela tentou falar com ele, mas ele já tinha sumido. Sim! Sumido! Ele vem, arrebata-a com um beijo e com apenas uma mão na cintura e quando ela vai agradecer, o desgraçado some? Sem falar que ele levou o lenço dela embora, sem perceber. Ela se acalmou, ou melhor, tentou se acalmar e foi direto para o RH, onde encontrou Erza imersa em papéis. Quando ela viu a situação da amiga, foi tentar ajudá-la, mas Erza falou primeiro.

“Cana, o que é isso no seu pescoço? Machucou?”

“Foi o Laxus!”

“Laxus? O que ele fez com você? Te machucou? Te bateu?!”

“Me arrebatou, me levou pra um mundo de magia e fantasia do qual eu nunca mais quero sair”

“ELE TE DROGOU?? MAS COMO ASSIM? ELE SÓ FUMA!! MINHA SANTA RITA! COMO ASSIM? CANA, OLHA PRA MIM! VOCÊ ESTÁ BEM?” Erza se desesperou.

“Eu estou bem. Ele me beijou hoje, duas vezes. E eu estou pasma! É só!

“ELE TE BEIJOU? AQUI? ONDE? QUE HORAS? COMO FOI? ME CONTA, ME CONTA!! Por favor me conta!!!!” Erza implorou.

“Bom, se você parar de gritar eu conto sim, mas vamos embora. Eu também quero contar pra Lis, tadinha. Deve ter passado um dia de tédio hoje.”

“Falando em Lisanna, sabe quem veio aqui hoje me pedir o celular dela?”

“O Natsu?”

“Isso mesmo!”

“Mas pra que ele quer o celular dela, se ela mora no mesmo prédio que ele?”

“Uai, vai ver ele tem vergonha, né?”

“Vergonha ele deveria ter de ser um idiota e deixar a Lis sozinha lá.”

“Quem devia ter vergonha é o Laxus de ter feito isso com ela. Pelamor de Deus.”

“Ok, ok Erza! Já entendi. Vamos embora, eu estou preocupada com a Lis.”

As duas estavam saindo quando viram uma confusão lá fora. Claro que Jellal e Laxus estavam envolvidos, mas dessa vez eles só estavam de observadores. Tinha um cara super bêbado falando que queria ver a fada dele, ele gritava, gritava e quase chorava. Quando esse homem avistou Erza, veio correndo em sua direção.

“Ba..Bacchus?!”

“Erza meu amor, graças ao Santo Onofre eu te achei. Volta pra mim! Eu te amo tanto! Te amo mais do que as minhas cervejas! Por favor, volta pra mim.”

“Bacchus, nós terminamos há pelo menos 5 anos, pra que você está aqui?”

“Eu vim ver você e também...Cana, Cana Alberona, meu amor número 2? Você está por aqui também? Eu vou ter que vir morar nessa cidade.

Nesse meio tempo, Jellal e Laxus estavam a ponto de matar aquele cara.

“Bacchus, há quanto tempo?” Cana perguntou.

“Há pelo menos uns 3 anos, né? Nossa, você continua gostosa pra caramba, não quer relembrar os velhos tempos não? Isso é se a Erzinha linda não querer voltar pra mim?”

Cana não sabia onde enfiar a cara. Teve um caso tórrido com Bacchus por pelo menos um ano completo. Naquele ano em particular, sua vida foi totalmente arrasada, Bacchus jogava e jogava alto. Ele e Cana moravam juntos, mas ela era a única que tinha emprego, então era ela quem arcava com as contas. Claro que não havia amor ali, de nenhuma das partes, mas eles se davam bem, na medida do possível e Bacchus foi a pessoa predileta de Cana por muito tempo, mesmo depois de terem se afastado. Só que nunca imaginaria que ele teria namorado Erza. Ela não parecia a mulher que se envolvia com tipos nocivos como Bacchus.

“Bom Bacchus, mas o que te traz a Magnólia?” Erza perguntou.

“Vim te buscar Erza! Depois que terminamos,eu só me fodi nessa vida. Minto. Tive um ano de felicidade quando eu estava com a Caninha, mas não é nada comparado com você, minha rainha escarlate.”

“Bacchus, você lembra porque a gente terminou? Você não se lembra que estava com a cabeça entre as pernas da minha vizinha? Se você veio aqui só por mim, volte de onde veio. Porque eu não volto com você de jeito nenhum. E eu acho bom desistir da Cana também. Ela não merece estrupícios como você.”

Cana estava em choque, com vergonha, com medo de que todo o passado dela viesse à tona, com medo de perder as coisas que tinha conquistado, mesmo que fossem poucas, mas aparentemente, Erza estava mais preocupada com o que Bacchus poderia fazer com Cana do que o contrário.

Repentinamente, Bacchus é arremessado pra trás e quando Erza vê, tem dois homens enormes e furiosos. Jellal e Laxus não falaram nada, só empurraram o bêbado e tiraram as duas dali. Foram caminhando com elas até o prédio de Cana, mesmo sem saber se Erza ficaria lá. Levaram-nas em silêncio para o prédio de Cana. As duas estavam estáticas e quando chegaram no prédio, as duas agradeceram a carona, mas Laxus não resistiu e puxou-a pra mais um beijo tórrido, mas sem explicações. E um rosnado, “você é minha.” Quando ela ia perguntar o que estava acontecendo, ele saiu de perto e ela ficou com medo de perguntar, ele parecia furiosíssimo.

Jellal ficou nervosíssimo com a atitude de Laxus, com o susto de Cana, mas achou que aquela era a oportunidade perfeita de pelo menos trocar um beijo. Então ele foi em direção a ela e foi se despedir.

Erza não sabia se desviava, se corria ou se ficava parada, então optou pelo mais óbvio. Ficou parada. Ele veio e encostou os lábios nos dela.

Foi algo até terno, ainda mais em comparação ao beijo de Laxus e Cana, mas não deixou de ser lindo. Erza ficou parada do mesmo jeito e muito envergonhada. Cana estava rubra também.

Laxus estava parado encarando-a e ela juntou toda a coragem que tinha e disse: “ Obrigada pela carona e pelo beijo.”

“Isso não foi nada e ainda não acabou.”

Jellal não sabia o que esperar da atitude de Erza, mas ela voltando do devaneio foi até ele e disse: “Temos que fazer isso direito então, né?” E tascou um beijo no bonitão, mas um beijo de verdade.

Jellal ficou chocado e quando se afastaram, estavam ambos muito vermelhos e ninguém sabia o que dizer. Laxus devorava Cana com os olhos e ela queria se deixar devorar e Jellal queria repetir aquele beijo de Erza.

Quando eles iam falar alguma coisa, Natsu chega e vê aquela cena muito inusitada. 4 pessoas se encarando e muito vermelhas. Ele até tenta ser discreto, mas acaba tropeçando e fazendo barulho. Erza o nota e pergunta se ele já ligou pra Lisanna.

Quando Cana escuta o nome de Lis, sai correndo pra dentro do prédio e Erza vai atrás. Laxus abaixa a cabeça e Jellal percebe que ele ainda não acredita que fez isso.

Os dois olham para o prédio, se despedem de Natsu e vão embora, não acreditando que aquele cretino bêbado se envolveu com as duas musas da vida deles e vão acertar as contas com aquele idiota.