Notas iniciais
Geeeeeeeeeeeeente!! Olá!! Tudo bem? Essas notas são mesmo muito das especiais porque a fic ainda não tinha chegado aos 50 comentários e agora estamos chegando aos 70 comentários!!! Não faltam muitos!! Muito obrigada a Kaya sama que comentou todos os capítulos, ao IshidaNeji77 que além de comentar em cada um dos capítulos, fez o comentário 50, à Anny-chan que me aguenta pedindo sugestões e tudo o mais e com os comentários de incentivo. Senti falta de alguns comentários por aqui. O que aconteceu? Obrigada aos leitores que comentam e aos que não comentam, mas sempre com aquele apelo de que podiam comentar, né??
Então agora vem o encontro de Jellal e Erza e também temos Nali, já que essa é a semana Nali e é o meu casal favorito. Stay with the show e não esqueçam de comentar.

Jellal não sabia o que pensar. Só sabia onde tinha que ir. Já que tinha passado do limite em ouvir e prestar muita atenção na conversa de Cana, não tinha que ficar com medo de passar do limite em visitar Erza e Bacchus. Ok, isso era realmente passar dos limites, mas ele tinha que fazer isso. Era por ele e não por mais ninguém.

Enquanto Jellal passava por mais esse dilema, Erza e Bacchus lembravam-se dos velhos tempos, de como se conheceram e como ainda conseguiram ficar juntos. Ela ainda se lembrou de como ele a chamou pra sair.

“Você realmente esqueceu como foi?” Erza perguntou.

“Ah, eu não sou romântico, né Erza? Não costumo me lembrar dessas coisas.”

“Você disse que se fosse o meu primeiro dia no clube da luta, que eu tinha que lutar.” Erza respondeu.

“E você saiu comigo por isso?”

“Clube da luta é o meu livro predileto.Você adivinhou.”

“Na verdade, eu sabia que era. Eu perguntei por aí.”

Erza ficou impressionada e sorriu. “E ainda me diz que não é romântico.”

“Erza, pra mim, mulheres e bebidas são as melhores coisas que Deus colocou nessa vida, mas quando as mulheres lêem, parece que o homem está fazendo uma poesia concreta. A primeira vez que eu te vi, você estava bebendo uma taça de vinho e lendo exatamente esse livro. E foi igual com a Cana, só que a primeira vez que eu a vi, ela estava lendo ‘As virgens suicidas. ’ Fiquei atraído no mesmo momento. Não posso evitar. Sou gamado por mulheres que lêem. Me processa, gata.”

Erza só podia rir, riu muito e achou que estava rindo alto demais. Começou a perguntar do Four Cerberus, que era a república da qual ele fazia parte, perguntou dos rapazes e quando percebeu que ele não sabia falar de nenhum deles, viu o quanto ele devia se sentir sozinho.

“Ok, eu acho que eu estava prevendo que você ia falar de livros e tudo o mais, então trouxe um livro pra você.” Erza disse toda contente

“Bukowski? Ah, Erza, eu te amo!!! Muito obrigado.”

“Sabia que ia gostar.”

Para aqueles que pensam que Bacchus é um completo ignorante ébrio, se enganaram e muito. O homem escreve e escreve muito bem. Não é a toa que tinha muitas namoradas. Claro, ele bebia além do que se considera saudável para continuar vivendo, só que homem mais inteligente e romântico, não havia. Bacchus estava em uma época de disseminar amor e por causa disso, foi parar no meio das pernas da vizinha de Erza, uma mulher que também só queria receber amor. Claro que as coisas não acabaram da melhor maneira possível, não é mesmo? Só que aquilo eram águas passadas. Bacchus fez muito mais bem do que mal pra Erza e ele sabia que não era realmente amado pela escarlate. Ele sabia que ela gostava do cara com a marca de nascença. E foi por essa compreensão meio distorcida que ela o perdoou. Não para voltar com ele, mas perdoou a traição e assim ela conseguiu continuar com a amizade.

Eles ainda estavam falando de Bukowski quando o interfone do aposento dele tocou e Erza atendeu. A recepcionista disse que tinha alguém lá embaixo querendo falar com ela e era da empresa. Claro que Erza estranhou, as pessoas hoje em dia, usam o celular, contudo, analisando as possibilidades, ela não ficaria ferida. Estava em um hospital. Caso fosse uma ameaça, era só gritar. Algo seria feito. Ela desceu e foi até o saguão quando deu de cara com Jellal. Paralisou. Mesmo se tivesse vontade de gritar, simplesmente não conseguiria.

Ela se aproximou lentamente, como se estivesse indo de encontro à morte, respirando com dificuldade e sentindo as bochechas queimando e cabeça doendo. Acreditava que iria desmaiar e o mais incrível é que não conseguia odiá-lo. Muito pelo contrário, repentinamente, ela sentiu uma vontade brutal de gargalhar e não conseguiu se segurar.

“HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...me desculpe Jellal, eu não esperava ver você tão cedo, me desculpe.”

O homem não sabia o que pensar, ela ria como nunca, será que ainda se lembrava do que tinha acontecido? Claro que ela se lembrava, essas coisas não são esquecidas tão facilmente, mas o importante era o que ele tinha ido fazer ali. Era hora de reaver as rédeas que a selvageria tinha retirado de suas mãos.

“Erza, eu vim aqui para....”

“AHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA”

“Senhorita, isso é um lugar de silêncio, por favor, modere suas risadas.” A recepcionista falou brava.

“Me desculpe senhora. Jellal, vamos lá pra fora?”

O homem aturdido só conseguiu assentir.

Depois de esperar por 15 longos minutos que Erza parasse de rir, sabe-se lá do que estivesse rindo, ele começou a se desculpar. Foi interrompido por risinhos curtos, mas conseguiu continuar sem titubear.

“Erza, eu não devia ter me aproveitado da raiva de Laxus para descontar a minha no seu ex. Eu sei que você e ele não tem mais nada. Claro que isso não é o suficiente para me desculpar, só que eu precisava vê-la e também eu queria falar com ele.

“Você está enganado. Eu e Bacchus temos alguma coisa. Somos amigos Jellal, somos muito amigos, ele é um dos meus amigos mais caros e nada vai apagar o que você fez com ele, nada. Só que ele, mesmo sendo essa pessoa especial pra mim, também me machucou muito e eu consegui ver além do ato e buscar a pessoa dele. Jellal, eu não sei o que aconteceu nesses últimos dias. Não vou ser mentirosa a ponto de negar que eu gostei e muito do que aconteceu na sua casa, ok, o começo, só que eu não entendo e mesmo que você me diga o que eu quero ouvir, eu provavelmente não entenderei. Em um primeiro momento, você me chama pelo sobrenome, mesmo sabendo que nos conhecemos há eras, depois do nada, você começa a flertar comigo, meu ex aparece e você bate nele, sendo que há alguns anos, você parou de falar comigo e só voltou quando eu comecei a namorar. Eu não estou entendendo mais nada. Eu não sei o que você quer comigo e não sei o que eu quero com você, só estou apavorada. Você entende?

“Entendo. Eu entendo bem. Não vou mais te importunar. Me desculpe por tudo Erza.”

“Espera, você entendeu o que eu disse? As ações que eu repudiei foram as quais te afastavam de mim e eu disse que eu gostei do que quase aconteceu na sua casa. Eu quero novamente, Jellal, só que eu estou com medo de você. Só isso. Agora, depende de você pra me fazer sentir segura ao seu lado de novo, isso se for do seu interesse. Se não for também, eu não posso e nem farei nada em relação a isso. Você tem facetas interessantes, alguma coisa obscura, mas quem não tem? Entretanto, confiança é complicado. Só isso que eu estou dizendo.”

Erza não sabia de onde tinha tirado coragem pra dizer tudo aquilo. Sentia suas bochechas queimando feito brasa, sua boca seca e seu coração batia tão rápido que ela não conseguia respirar direito, embora soubesse que era exatamente isso que deveria ter feito, tinha que ser clara e sincera, apesar que a parte de clareza não estar bem definida, ela tinha feito a sua parte. Respirou fundo e sorriu. “ Jellal, deixa eu ir. O Bacchus está sozinho e eu disse a Cana que cuidaria dele. Até semana que vem.”

Quando viu a escarlate correndo, Jellal acordou do torpor. Ela não tinha dispensado-o completamente. Ela estava praticamente desafiando-o a conquistá-la, mas não somente ela como amante ou namorada, mas a pessoa dela, para eles serem amigos. Ele iria conseguir, faria de tudo pra conseguir isso e provavelmente precisaria da ajuda da Kagura também, já que por mais que tivesse tirado sarro de Laxus, era um idiota tanto quanto ele.

Jellal discou pra Kagura e perguntou onde ela estava. A mesma disse que estava indo ver um apartamento em um prédio perto de onde ele trabalhava e como aparentemente Laxus não podia ir lá, ela teve que ir sozinha. Assegurou ao amigo que Laxus estava inteiro, tinha prometido ir ao clube naquele dia e que eles tinham conseguido comprar toda a mobília. Jellal perguntou se podia jantar com ela e ela aceitou. Aparentemente tinham muito o que conversar, sem falar que Laxus no clube era sinal de confusão na certa. Não tinha como não pensar nisso. E foi embora.

Enquanto isso, Lisanna estava no apartamento meditando sobre a hora do almoço, já que Natsu tinha ido vê-la e eles ficaram pelo menos uns 30 minutos em completo silêncio e depois do que o pai de Cana disse, ele deu um beijo terno em seus lábios. Aquilo devia ser coisa de amigo, ou sei lá. A albina não sabia bem o que pensar. Também tinha aquele email que recebeu do seu ex. Ele disse que queria conversar. Claro que ela não quis nem saber, não respondeu o email, percebeu que nunca sentiu por ele o que sente por Natsu e mesmo que eles não fiquem juntos no final, a coisa tinha valido a pena só por ela ter sentido mais. Ela era capaz de sentir além do que acreditava e aquilo era bom demais. Suspirou

Ouviu umas batidas na porta e foi correndo ver quem era, sabia que não era Cana, já que ela tem a chave então viu pelo olho mágico que era Natsu e tinha um pacote nas mãos. Abrindo a porta, ela disse:

“Natsu, entra.”

Ele entrou, beijando-a novamente nos lábios com suavidade e ficando vermelho logo em seguida. Perguntou como tinha sido o dia dela e como estava o braço.

“Ah, tomei uns analgésicos e o dia foi monótono. Nunca achei que fosse sentir tanta falta de trabalhar. E o que você tem aí nesse pacote?”

“Você me disse que gostava bastante daquele filme, o Clube da Luta, então eu trouxe ele pra gente assistir. O que você acha?”

“Nossa Natsu, você se lembrou? Eu disse isso quando a gente se viu pela primeira vez, no meu tour de apresentação da empresa.”

“Eu tenho uma memória boa. Só isso.” E sorriu.

Lisanna ficou emocionada e com uma vontade incrível de terminar aquilo que eles tinham começado no outro dia, não se sabia mais o motivo do rubor dela, mas Natsu ficou preocupado e perguntou se ela estava bem.

“Estou sim, só estou me lembrando de outras coisas.” Respondeu rapidamente.

O ruivo pegou a deixa e chegou bem perto dela, pegou em seus ombros, respirou fundo e disse: “Eu adoraria e quero demais terminar o que começamos, só que do jeito que a nossa sorte está, eu acho melhor esperarmos até seu braço sarar ao menos, não? Sem falar que tem que ser uma coisa especial, eu acho.”

“Por que você fala isso?”

“Bom, Lis...você é a garota mais encantadora que eu já conheci, você é linda, inteligente, decidida, tem esses olhos lindos, essa boca maravilhosa, esses jogos, esse videogame, é engraçada, gosta das mesmas coisas que eu, você é boa demais pra ser verdade entende? E quando acontecer, eu não sei como você encara essas coisas, mas pra mim, quando acontecer, eu vou ser de verdade pra você e eu não sei se você vai gostar, e eu não quero que você vá, compreende? Quando eu vejo você, eu tenho essa coisa de querer lembrar de tudo o que fizemos juntos, não só daquele momento específico que foi atrapalhado por aqueles dois paspalhos, eu quero lembrar de tudo, não quero esquecer de nenhum momento com você e eu posso parecer um idiota por dizer isso, mas eu não sei o que isso quer dizer, entende?”

“Não Natsu, eu não entendi nada, mas eu achei tão lindo que eu estou com vontade de chorar.”

“Não chora Lis, por favor. Eu falei tudo errado.”

“Não...você falou tudo certo. Coloca o filme no DVD, eu vou fazer o café e estourar a pipoca, tá?”

Natsu colocou o filme pra rodar, já que dava pra ver da cozinha e foi pra lá pra ajudar a platinada.

“Ah Lis, deixa eu estourar a pipoca e você faz o café, a coisa vai mais rápida assim.”

“Tudo bem.”

Os dois se pegaram naquele clima de cumplicidade que era muito estranho pra ambos. Era novo, tudo muito novo, principalmente pra Lisanna. Ela se sentia pisando em ovos, mas sem o constrangimento pra tal. Ele estourou a pipoca e jogou a mesma na tigela e a salgou, enquanto ela estava terminando de coar o café. Ao ver Natsu tão perto de si, fez o que ele fez com ela, chegou perto e o beijou.

Ao ver a reação dele, se sentiu arrependida e foi se afastando constrangida, mas teve seu braço esquerdo retido e a parede foi sentida pelas suas costas.

“A gente só tem que manter as roupas no corpo, né?” Natsu perguntou com um olhar muito predatório.

“É”

Sentiu seus lábios serem tomados por Natsu e viu o esforço dele em não colocar as mãos por dentro de suas roupas, pensou em provocá-lo, mas de alguma forma, só que as palavras dele foram absorvidas por ela, sem falar que beijar era uma delícia, não?

Foram despertos pelo tiro final do filme e se separaram. Estavam vermelhos, sem ar, com as roupas esgarçadas, com o pescoço marcado e viram que tinha alguém no sofá.

Tomaram fôlego e viram que Cana estava deitada no sofá e foi desligar o DVD.

Quando a Alberona deu de cara com o casal, ficou morrendo de dó, os dois pareciam aquelas crianças que tinham sido pegas fazendo algo de errado, fofo, mas errado.

“Eu atrapalhei vocês?” Cana perguntou risonha.

“Não.” Responderam em uníssono, bem baixinho.

“Que bom. É só chegar depois que vocês começarem, daí não tem como atrapalhar, né? Mas vocês ficaram o tempo todo vestidos. Isso é uma prova de força e muita determinação Lis.”

Natsu estava tão vermelho, tão vermelho que estava tendo dificuldades de respiração. Cana achou aquilo tudo muito engraçado.

“Lis, eu vou pra casa, tá? Amanhã eu passo aqui pra ver como você está? Tá bom? Até amanhã.” E deu um beijo na testa dela.

“Na testa?? Depois desse amasso maravilhoso que eu vi aqui?? Ah, faz isso direito Natsu.”

“CANA!!!!!!!!”

“Desculpe Lis.”

Natsu voltou e deu-lhe um beijo nos lábios, ela tentou aprofundar, mas ele disse que se ela fizesse isso, ele não iria embora nunca mais e estava precisando de um banho frio.

E saiu correndo.

Cana explodiu em risadas e estava tão feliz pela amiga que nem notou quando ela começou a chorar.

“Lis, o que aconteceu? Você não está feliz?”

“Estou, mas o meu ex me mandou um email. Disse que vem pra Magnólia na semana que vem. E eu não contei pro Natsu.”

“Deixa eu ver esse email e não se preocupe, esse cara não vai chegar perto de você nunca mais, ou eu não me chamo Cana Alberona. Nada vai atrapalhar a sua felicidade com o Natsu, ok?”

A albina só assentiu.