Pretty Boy

20 Let Me Love You


Notas iniciais
Volteeei, depois de uns dois meses ai perdidos... Tá ficando chato já esse negócio de sumir, né? Bom, muito obrigado a todos os que estão aqui ainda lendo, e comentando, fico muito feliz por estarem aqui. Obrigada especialmente a Srta Di Angelo, que recomendou essa história. Capítulo 20, recomendação número 20... Tô é boba, valeu galera.

– Kurt! Até que enfim consegui te ver... – Disse o moreno ofegante ao entrar no quarto, encarando o menino que estava deitado na cama.

– B-blaine?... O que você faz aqui? – Perguntou o castanho, fechando o livro e deixando-o descansar ao seu lado na cama.

– Eu precisava te ver. – Sussurrou o moreno aproximando-se da cama, se sentando ao lado do amante.

– Me ver? Por quê? Pesei que você tivesse voltado com o Sebastian, com certeza sua família estava esperando por isso, eles devem estar realmente felizes...

– Oh, Deus... Kurt, eu nem sei por onde começar. Sebastian me contou tudo, e eu sinto muito por ter sido um imbecil e nunca ter percebido nada. E-eu vivo falando que quero te ajudar, e que eu sou seu amigo, mas parece que eu estou sempre deixando as coisas acontecerem sem perceber.

– C-como assim Sebastian te contou tudo? – A voz do castanho se tornou ansiosa por apenas alguns segundos, antes de voltar ao normal. – Olha Blaine. Você não tinha que fazer nada sobre isso, vocês não estavam juntos na época, ele pagou e fez o que ele quis, do mesmo jeito que você fez também, agora vocês dois podem se casar e serem felizes, ou qualquer coisa assim.- terminou sem importância.

– Não, não Kurt nada disso... Eu nunca poderia ser capaz de voltar com Sebastian, eu me odeio por tudo que ele te fez, eu nunca fui uma pessoa violenta, mas seu eu pudesse teria matado ele com minhas próprias mãos.

– Você bateu nele? – Perguntou o mais velho confuso.

– U-um pouco... Não o suficiente, eu só... eu sinto muito, se não fosse por mim ele nunca teria feito nada à você. – Desculpou-se o moreno culpado. Ele só precisava que Kurt acreditasse que suas palavras agora eram honestas.

– Blaine, mais uma vez eu repito. Quem fez isso foi ele e não você, então não há nada com o que se preocupar, além disso, não existe nada que Sebastian fez comigo que qualquer outro homem da cidade já fez ou pode fazer. – Kurt disse desinteressado, tentando esconder a pequena faísca que brilhava em sua mente em saber que Blaine havia batido em Sebastian por ele. – Vamos só facilitar as coisas aqui, eu não guardo nenhum tipo de mágoa contra você, nem com ele, eu estou aqui fazendo meu trabalho e enquanto vocês pagarem eu continuarei aqui. Eu já te disse algumas vezes, mas para ter certeza vou repetir, eu sou uma prostituta e é isso o que eu faço, se você veio aqui hoje querendo um boquete ótimo, caso contrário eu cansei de brincar de ser seu amigo e vou ter que pedir para se retirar.

– Não... Jesus Kurt, não fale assim. Isso nunca foi uma brincadeira pra mim, eu me importo com você de verdade, e você não é uma prostituta, eu nunca viria aqui somente por causa de sexo.

– Só... Para com isso Blaine, você sabe exatamente o que eu sou. Não precisa mentir pra mim, eu não me importo com isso, eu já me acostumei e eu não preciso me iludir com mentiras. Agora você, se enganar o quanto quiser, porque mesmo eu te conhecendo a pouco tempo eu sei que a única coisa real nessa vida falsa que você vive é algo que você teve com uma prostituta, que só pra constar, já dormiu com a cidade toda. Então se você precisa mentir para si mesmo, para seus amigos, sua mãe e toda a sua família, vá em frente. Mas eu te conheço melhor do que isso. – Desabafou Kurt, pela primeira vez conseguindo dizer verdadeiramente tudo o que ele pensava sobre Blaine.

– Não é nada disso Kurt... E-eu, você está certo. Você é uma das poucas coisas reais que eu tive em muito tempo, mas eu vivia tão preso em outro mundo que eu demorei para perceber. E eu não me importo com o que você faz pra viver, mas eu não acho que isso te define. – Disse o moreno com a voz esganiçada, encarado bem no fundo dos olhos verdes. – Você é uma pessoa maravilhosa, Kurt. Inteligente, engraçado, e claro, eu não vou mentir, a primeira vez que eu te vi, o que me fez querer te conhecer foi sua beleza, eu tenho certeza que nunca vi alguém tão belo quanto você. E felizmente tudo o que você tem por dentro é tão belo quanto o exterior. – Sussurrou o moreno, deixando seus dedos tocarem o lado esquerdo do peito do mais velho, que agora estava com a respiração agitada.

– Por que você está fazendo isso? – O castanho perguntou com a voz contida, deixando seus olhos fixos na mão que pousava em seu peito. – Eu estou cansado disso Blaine, você vem aqui e diz essas coisas maravilhosas, me leva para lugares incríveis e me faz promessas estimulantes, só para depois me largar novamente e voltar a viver sua vida. – O castanho agora encarava diretamente os olhos acobreados brilhantes enquanto continuava. – Quando eu estou com você eu sempre acho que as coisas vão melhorar, mas ai de repente eu estou na sua casa, e a sua mãe aparece, e então Sebastian, que parece que não pode te deixar um minuto, e você já vira outra pessoa, nem parece esse homem que sempre sabe o que me dizer. Eu não sei se posso aguentar mais isso... O que você quer de mim?

– Você está certo querido, eu não tenho sido um homem de verdade, eu sempre deixei minha família e Sebastian fazerem todas as decisões por mim, mas eu falo sério agora Kurt, a única coisa que eu quero é você, e nenhum deles pode me fazer mudar de ideia. – o moreno agora aproveitava a mão livre para acariciar os dedos do mais velho. – Eu nunca mais vou deixar Sebastian chegar perto de você, e mesmo minha mãe Kurt, se continuar a se meter nas minhas decisões eu prefiro que ela me deixe, e não você. – A boca de Kurt se abriu involuntariamente, agora o menino estava surpreso, tentando entender se realmente tudo o que Blaine falava era mesmo verdade. – O que minha mãe disse para você aquele dia?

– Não foi nada demais... Só o que eu já sabia. – murmurou o castanho triste, lembrando-se das palavras que o assombravam todas as noites.

– Você não deve dar ouvidos a ela, Kurt. Eu errei em não ter te defendido totalmente, e isso nunca mais vai se repetir, se minha mãe não puder te respeitar eu não quero mais ela perto de você. – Blaine protestou, desesperado para Kurt entender.

– Sua mãe está certa Blaine. Você tem sua família, seus amigos, um ex-noivo rico e bonito que continua atrás de você; um apartamento em Manhattan com essa vista deslumbrante, um carro esporte ridiculamente caro e claro, uma carreira brilhante pela frente, dignidade e seu amor próprio. Eu não tenho nada disso. Erick tem razão, a única coisa que eu tenho é meu corpo e talvez a minha beleza, minha única chance de sustento, e a hora que ninguém mais estiver interessado, nem isso eu terei. – Terminou com uma risada sem graça.

– Você tem a mim.

– Você não precisa de alguém como eu... É sério Blaine, você precisa parar de perder seu tempo vindo aqui.

– Por favor, Kurt, o que eu preciso falar pra você entender? Eu amo você. –Disse o moreno sério, fazendo com que o castanho se assustasse. Os olhos azuis estavam desesperados, tentando encontrar qualquer vestígio de mentira.

– V-você não pode dizer isso. Você não me ama, ninguém me ama... P-por que você está fazendo isso? — Perguntou Kurt desesperado, a luta para segurar as lágrimas a cada minuto mais difícil.

– Eu acho que eu posso dizer isso, já que é a verdade. Eu não sei bem quando isso aconteceu, mas eu me apaixonei tão perdidamente por você, Kurt. Eu te amo, realmente amo. Eu quero cuidar de você, menino bonito. – disse carinhosamente, deixando suas mãos segurarem as bochechas do mais velho. – Quero deixar você bem longe de cada um desses clientes, quero que você descanse e durma bem todos os dias, eu quero que você possa fazer coisas que você goste, quero que você volte a estudar, quero que você tenha três refeições decentes por dia, quero poder te levar pra ver sua família novamente. Por favor, Kurt, saia deste lugar e venha morar comigo. – Pediu o moreno suplicante.

Kurt gastou alguns bons minutos apenas encarando o moreno, será que Blaine realmente entendia o que ele estava querendo dizer?

– E-eu... eu não sei o que dizer, Blaine. Você ouviu o que você estava dizendo? – Perguntou o castanho incerto.

– Mas é claro, eu pensei muito nisso, só... Diga que sim, Kurt! Por favor.

Kurt se permitiu apenas por um momento imaginar o que seria uma vida com Blaine. Sem preocupações, sem Erick, sem nenhum cliente, ele poderia mesmo rever seu pai? Kurt jamais tinha pensado em voltar a estudar e... não, ele não devia estar pensando nada disso, não havia a possibilidade de coisas assim acontecerem com ele, Kurt não iria mais se iludir.

– Blaine não tem nenhuma chance disso acontecer. T-tem o Erick, você já pensou o quão louco ele ficaria? Você não sabe do que ele é capaz. Além disso eu não lembro qual foi a ultima vez que eu abri um livro, eu não conseguiria entrar na faculdade. E eu não quero ver meu pai... O que eu vou falar pra ele? Já pensou no desgosto que eu traria pra vida dele quando ele souber o que seu filho se tornou? E-eu... eu não quero nem pensar nisso, eu agradeço sua oferta, mas não, as coisas precisam ficar como estão, assim ninguém se machuca.

– Kurt você já se machucou o suficiente, você não precisa mais de sofrer tentando proteger os outros. Eu tenho certeza que seu pai seria a pessoa mais feliz do mundo em saber que você está vivo. E você sabe que esse Erick é um louco, nós podemos apenas chamar a polícia e ele nunca mais vai ver a luz do dia...

– Blaine, você precisa parar de ser tão inocente... Você sabe quantos dos meus clientes são policiais? Todos eles sabem o que Erick faz, e ninguém se importa! E mesmo se fossem policiais de verdade, eu sou tão criminoso quanto Erick, além disso, você nem pense em denunciar, ele pode te matar, é isso que ele faz, qualquer um que for contra simplesmente some, por favor, eu não ia aguentar perder você. – Kurt agora falava desesperado, com a voz tremula e lágrimas silenciosas já deixavam seus olhos.

– Shh, Kurtie, está tudo bem, eu estou aqui, e eu não vou a lugar nenhum. – O moreno pressionou dois dedos no queixo de Kurt, fazendo com que o castanho levantasse o rosto cabisbaixo e o encarasse com os olhos verdes ainda brilhando pelas lágrimas. Lentamente Blaine se aproximou e tomou os lábios rosados para si, num beijo cheio de amor e promessas. – Eu amo você. — Eu vou encontrar um jeito de te tirar daqui, eu prometo. — Sussurrou, dando um beijo na bochecha do castanho.

Kurt deixou seus braços rodearem o corpo do mais novo em um abraço reconfortante, e se permitiu aproveitar o que podia de Blaine no momento. Já fazia muito tempo que ele era amado por alguém, já fazia muito tempo que ele sentia que podia confiar totalmente em alguém. Então ele poderia aproveitar, certo?

Depois de se separarem, Blaine apenas acariciou o cabelo do castanho calmamente, deixando o menino relaxar, quando uma brilhante ideia o acertou.

– Você nunca fala muito do seu pai... Vocês se davam bem antes de você vir estudar em Nova Iorque? – Kurt sorriu com a pergunta antes de responder.

– S-sim... Nós nos dávamos muito bem na verdade, desde que eu sai do armário ele lutava para tentar me entender sabe? Nós não tínhamos muito em comum, ele era dono de uma oficina, e adorava futebol, e eu gostava de roupas... Mas ainda assim, nós éramos melhores amigos. – De repente o sorriso e as saudades foram substituídas por tristeza, e Blaine rapidamente mudou de assunto.

– Qual o seu sobrenome?

– H-hummel... Kurt Hummel, por quê? – respondeu o castanho sem pensar muito na pergunta.

– Então, mesmo que você não queira e nem possa vir morar comigo agora, você aceita ser meu namorado, Kurt Hummel? –Perguntou o moreno com um sorriso sem sua voz.

A primeira reação de Kurt foi rir, ele soltou uma gargalhada sem graça até perceber que Blaine estava realmente falando sério.

– Por que você iria querer namorar comigo? Eu posso te dar qualquer coisa, menos exclusividade, você sabe...

– Eu não preciso, eu não vou dizer que amo a ideia de você dormir com outros caras, mas eu sei que nenhum deles significa nada para você. Eu só queria poder te chamar de meu.

– E-eu... eu nunca tive um namorado. – Disse pensativo.

– E você me dará a honra de ser o seu primeiro? – Perguntou com expectativa, encarando os olhos verdes.

– S-sim? E-eu... sim.

Blaine deu um sorriso de 220 volts para seu mais novo namorado antes de capturar seus lábios para mais um beijo. Kurt não podia mais se conter também, e se permitiu sorrir e aproveitar o momento com Blaine.

– Oh meu deus, eu nem sei o que namorados fazem....

– Nada diferente do que nós dois fazemos sempre. — Respondeu o moreno ainda sorrindo. – Eu te amo.

Kurt sorriu novamente, permitindo-se deitar seu rosto na perna de Blaine, ficando meio deitado na cama. E só então Blaine pode perceber a faixa enrolada em sua coxa esquerda.

– K-kurt, o que é isso?? – Perguntou preocupado.

– O que?

– Isso na sua coxa...

– Oh, não é nada, de verdade não se preocupe.

– Foi Erick quem fez isso com você?! Eu estou muito perto de me livrar deste cara com minhas próprias mãos.

– Não, não Blaine, Erick não fez nada. Fui eu, foi um... acidente. – Disse sem jeito depois de concluir que não existia nenhuma desculpa plausível. – Será que podemos dormir? Eu tive um dia bastante cheio e eu estou cansado. – Falou enquanto bocejava e afagava seu rosto ainda mais no moreno.

– Mas é claro querido, tudo o que você quiser. – Blaine esticou a mão, alcançando o interruptor para apagar a luz, deixando o quarto escuro e silencioso a espera de seu anjo dormir. – Boa noite, bebê.

– Boa noite, Blaine.

Agora milhões de pensamentos inundavam sua mente enquanto ele acariciava os cabelos castanhos. Kurt era realmente seu namorado, e ele teria certeza de fazer tudo certo para o menino bonito agora, o anel guardado em sua bolsa poderia esperar até ele conseguir trazer Kurt para morar com ele, tudo o que ele precisava fazer agora era dar um jeito em Erick, e quem sabe encontrar o Sr. Hummel de Ohio?

Antes de definir qualquer plano em sua mente, Blaine deitou-se cama e puxou o castanho para ainda mais perto, caindo num sono profundo.

Notas finais
Então, é isso!! Como sempre, qualquer erro podem me avisar! Eu particularmente achei esse capítulo bem fofo haha Logo vamos indo para a reta final da história .... O que acharam, gostaram? Amaram? Odiaram? não gostaram? Me digam o que estão achando, a opinião de vocês é muito importante para mim! Até a próxima!!