Premonição
12 Capítulo 12
Quando eles entram, Lily pega o celular.
– Ele não vai atender, depois daquela reunião... — diz Dalton.
– Não custa tentar. — diz Lily.
O telefone de Jim toca, ele vê, mas não atende e desliga o telefone. Ele colocava uns equipamentos especiais de segurança, pois ele sabia que o ácido fluorídrico era muito forte, era capaz até mesmo de reduzir ossos à pó, por isso era armazenado em um recipiente especial. Ele abre esse recipiente que tinha a boca do tamanho de um balde.
– Ai, ele não atende! — diz Lily.
– Eu avisei... — diz Dalton dirigindo rapidamente.
– Temos que conseguir! Não podemos deixar que ele...
– ...morra. — interrompe Dalton. — Vai ser fácil, só precisamos enganar a morte novamente. — continua Dalton.
– O quê?! — exclama Lily.
– É verdade! Essa coisa que quer nos matar é a própria morte que quer nos pegar, sinto a presença dela, aqui conosco, agora. — diz Dalton. Lily para por um instante, absorvendo a informação.
– Enganamos a morte ao sair daquele ginásio, ela queria nos pegar todos de uma vez, agora que saímos ela está reparando esses erros nos pegando um à um criando novos planos para cada um de nós. — diz Dalton.
– Espera aí, está dizendo que a morte preparou uma determinada situação para cada um de nós, para nos pegar?
– Sim, e todas são acidentes bem improváveis, tipo: a Lanna morreu naquela queda, a gente sabe que para aquelas pranchas se partirem é necessário um grande peso, isso não é estranho? O Leo morreu por um exagero de absorção de som! Quem morre por escutar algo alto demais? A Margot morreu em uma sessão de fotos! Certo que nada disso é impossível mas...
– Agora a jogada do Jim é o laboratório? — pergunta Lily.
– Exato e se intervimos, enganaremos a morte novamente, quebramos a lista a qual ela colocou nossos nomes e vencemos! Mas temos que chegar a tempo! — diz Dalton.
Um vento frio bate no laboratório derrubando umas estruturas moleculares de plástico no chão. Por serem moléculas, os átomos eram representados por bolinhas que se espalham pelo chão. As tubulações da ventilação estavam cada vez mais inseguras.
Enquanto isso, Jim abria o frasco do hidróxido de potássio e quando as bolinhas se espalham, ele começa a juntar, apanhando — as. Ele deixa algumas no chão pois estavam "escondidas" e ele não vê.
Uma das bolinhas escorrega para seu caminho e ele pisa em cima dela. Para não cair ele tenta se segurar em algum lugar, mas sua mão encontra somente o ácido.
– Ahahahahahahahahaha!!!! Droga... — ele grita. Então de imediato ele coloca o hidróxido de potássio para neutralizar, apesar de sua pele da mão já ter aberto em vários pontos e estar escorrendo sangue.
– Droga! — ele resmunga enquanto tirava o que restou das luvas e lavava as mãos. O ácido fluorídrico por ser muito forte corroía quase tudo.
A bolinha "se esconde" novamente. Jim a procura pelo chão do laboratório e estranha por não encontrá — la então volta a se limpar. A bolinha reaparece perto de sua mesa.
– Sei que aquilo foi um sinal: a bolha estourar na minha cara, mas você sabe o que quer dizer? — pergunta Dalton à Lily em seu carro.
– Um ácido talvez... — ela responde.
– Foi o que eu pensei! — ele diz.
– Corre, Dalton!
– É o que eu tô fazendo!
– Lá está a faculdade! — Lily exclama.
No laboratório, Jim terminava de se limpar, o ácido ainda estava na mesa.
– Bem Jim, você não vai interromper a feira de ciências por causa dessa mão. — ele diz para si mesmo. Então ajeita o jaleco e caminha até a bancada. Ele pisa novamente na bolinha e escorrega com a cabeça virada para o ácido à apenas alguns centímetros.
– Poxa, que sorte! — ele suspira ainda parado, então o tubo de ventilação desprende e cai empurrando sua cabeça para o ácido.
Ele grita com bolhas de ar saindo de sua boca, mas o ácido logo começa a corroer sua cabeça entrando pela sua garganta. Não conseguia tirar a cabeça, o tubo era pesado demais, se perguntava porque não tinha esmagado sua cabeça. Sangue se misturava com o ácido amarelado ao redor de sua cabeça, ele tentava gritar mas sua garganta estava tapada com ácido entrando e sangue saindo de sua boca. Alguns pedaços de pele se desprendiam de seu rosto e eram dissolvidos, ele não tinha mais olhos. Sua carne era dilacerada pelo ácido, enquanto ele devorava seu rosto em segundos.
Dalton e Lily sobem as escadas e entram no corredor.
– Ai, tomara que ele esteja bem. — diz Lily.
Ela abre a porta do laboratório e grita ao ver o corpo de Jim pendurado em um recipiente com ácido por um tubo de ventilação. Não havia restado muita coisa de seu crânio, apenas alguns poucos pedaços de ossos, pele e carne. Lily escora a cabeça em Dalton e começa à chorar como se não quisesse ver a cena enquanto o último observava perplexo.
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