Premonição
13 Capítulo 13
Eles sentam em uma lanchonete com mesas na calçada. Lily ainda estava chorosa.
– Quando saímos a polícia chegou lá. — ela diz.
– Até parece que eles vão descobrir como realmente aconteceu, ela não ia deixar pistas. Mas, quem sabe? Nada é impossível. — diz Dalton dando um café para Lily e se sentando na sua frente.
– Mas você viu como isso foi cruel. Você viu como todos eles morreram. Como ela pode ser assim? — Lily pergunta como se não quisesse acreditar nos acontecimentos.
– Eu não sei, eu... — ele responde confuso seus olhos se enchem de lágrimas. — Por que isso tá acontecendo comigo? Eu não queria... eu só quero que ela nos deixe em paz. — ele diz.
– Vamos vencer isso, podemos enganá — la de novo. — ela diz tentando consolá — lo. — Se o plano da morte é nos pegar na ordem em que deveríamos morrer na sua premonição, eu sou a próxima? — ela pergunta.
– Você não lembra? — ele pergunta.
– Não, você nos contou, mas eu tava tão nervosa que... aposto que nenhum de nós lembra, principalmente os outros que nem prestaram atenção no que você disse.
– Não. Você é a penúltima, depois sou eu. — ele responde.
– Será que vai doer quando...
– Ei, não podemos ficar pensando nisso senão vamos enlouquecer. Acho que a morte não vai querer quebrar seus planos, então acho que não vai acontecer nada com a gente enquanto não chegar a nossa hora.
– Não acredito que chegamos a esse ponto. O que será que ela preparou para nós? — pergunta Lily.
– Não quero nem pensar. Precisamos nos concentrar em tomar cuidado, se impedirmos que a próxima morte ocorra, a lista é quebrada e ninguém mais morre. — diz Dalton.
– Quer dizer que se interferirmos na próxima morte isso tudo acaba? — ela pergunta.
– Provavelmente sim, pois aí iríamos acabar com todos os planos da morte e venceríamos.
– Então quem é o próximo? — pergunta Lily.
– Bem, a primeira da lista era Lanna, depois o Leo, em seguida era a Margot, depois o Jim, depois o Edi. É isso, o Edi é o próximo! — diz Dalton.
– Mas Dalton, e quanto ao restante da lista? — pergunta Llily.
– Bem, depois do Edi é a Sarah, depois é a Mabel, o Dilan, você e eu.
– Nós precisamos avisá — los, nem que eles não acreditem, mas vamos avisá — los. — diz Lily.
– Lily, se intervirmos na morte do Edi, isso tudo acaba.
– E se não conseguirmos? — desafia Lily.
Nesse momento, um vento frio bate e eles olham ao redor, então voa uma folha de jornal na cara de Dalton.
– Ai, o que é isso? — ele resmunga tirando o papel da cara. No papel havia uma manchete em destaque:
– "Museu realiza exposição sobre mitologia grega". — recita Dalton e depois observa a foto de uma estátua grega esculpida. Lily se aproxima dele e lê a notícia. Ela para como se estivesse pensando em alguma coisa.
– Dalton, o curso do Edi da faculdade é história. — diz Lily. — Ele tá fazendo estágio nesse museu guiando e explicando as exposições. — ela continua.
– É um sinal. Vamos avisá — lo! — diz Dalton guardando o papel no bolso. Ele e Lily entram no carro e seguem para o museu.
Edi explicava a exposição para um grupo de estudantes quando Lily e Dalton entram no museu quase correndo:
– Bem, pessoal essa aqui é a medusa... — ele diz apontando para a escultura de cerâmica branca ao seu lado, mais ou menos do seu tamanho. Ele se interrompe na explicação ao ver Lily e Dalton e gesticula para esperarem. Os últimos esperam perto da porta de vidro do museu no lado de dentro.
A escultura era de uma mulher humana com cabelos de serpentes e Edi explicava:
– Diziam que quem olhasse para ela virava pedra. Ela tinha mais duas irmãs, as três juntas eram chamadas de górgonas.
– Ainda bem que chegamos a tempo. — diz Lily perto da porta.
– Agora só precisamos impedir que ele morra. — diz Dalton.
– E essa aqui pessoal, é uma réplica perfeita da Atena Parthenos, a representação mais famosa da deusa grega Atena, também conhecida como deusa da sabedoria. É a maior estátua grega de todos os tempos. — ele explica com um sorriso, apontando para a estátua de doze metros ao seu lado. — Ela é fascinante não acham? — ele pergunta como se a estátua fosse a coisa mais fantástica a qual já vira.
Os estudantes olham hipnotizados para a estátua. Dalton reconhece a estátua: era a mesma que tinha visto na foto do jornal, ele olha a foto novamente e estranha.
– Bem pessoal, essa foi a nossa exposição sobre mitologia grega e espero que retornem ao museu. Tenham uma boa tarde. — diz Edi e caminha pelo museu indo arrumar uns panfletos sobre a exposição.
Fale com o autor