Notas iniciais
Povs Julia
Pegamos a estrada,não parecia a mesma coisa de estar dentro do meu mustang,o meu carro,o carro que meu pai me deichou antes de morrer,o carro onde caçei pela primeira vez,o carro onde muitas vezes quando me certificava que estava completamente só me debulhava em lagrimas sentidas,lagrimas que eu teimava esconder de minhas irmãs,droga por que tinha de ser forte?,eu támbém tinha perdido minha mãe e meu pai,agora ali sentada no banco de passageiro do carro do Dean eu não consigo deichar de sentir um vazio,afinal o meu carro é um membro da familia.
Dean dirigiu por umas tres horas sem parrar,estava tanto calor que até as nuvens resolveram ir a praia,os passaros cantavam fracamente com as cordas vocais esganiçadas e os olhinhos girando nas orbitas,eu fechei os olhos e não sei por que tive a vontade de desejar que uma leve prisa pairasse no ar como um presente dos deuses para apaziguar o inferno mortal e uma garoa fina como uma cascata caisse ingenua molhando a relva,olhei pela janela e nada,me senti uma tremenda tola,desejar que chovesse,agora eu me achava um xamã?revirei os olhos e começei a mecher no meu celular,procurava uma musica qualquer.
–Mas que diabos?-Encima da tela do meu celular um pingo caiu,meu coração arrancou a 200 kilometros por hora,pus a cabeça para fora da janela e tudo estava como eu queria,uma prisa fresca e uma garoa fina.
–Até que enfim,pensei que iamos torrar.-Mal prestei atenção ao que Dean disse,era só coisa da minha cabeça,ninguem manda no vento ou na chuva eles são fenomenos da atmosfera e não de uma caçadora,mesmo assim aquilo me deichava intrigada,ainda mais juntando os sonhos e aquelas tres portas,o que afinal existe atrás delas?Ainda lembro-me da frase escrita na porta rosa´´ As lembranças da infancia são eternas,fantasmas permanentes,selados,assinados,impressos,sempre visiveis no tardar do auvorecer``.-
–Que tal pararmos Julia?Julia?-Perguntou Dean.
–Ham?O que mesmo que estava falando?-
–Vamos dormir um pouco,amanhã a gente continua a viagem.-
–Otimo-Respondi ainda olhando para o ceu,sem entender a coincidencia que estava havendo.-
Rodamos mais um pouco até encontrar um motel chamado Red ski,ceu vermelho,interresante pensei,o motel era grande e vermelho com um letreiro de neon,entramos,o saguão mesclava com um tom de madeira e um vermelho cor de sangue,na parede pinturas de moças seminuas,tapadas apenas por um lençol,toalhas e uma estava com uma maça na parte intima,aquilo não deichava de ser engraçado.
–O que vão querrer?-Perguntou uma moça loira com cara de esnobe,vestida com uma saia jeans justa e curtissima,um tenis e uma mini blusa com o logo do motel,ela discaradamente olhou para Dean como se fosse come-lo e depois alternou para Sam o olhando de cima a baixo e parando um pouco na linha abaixo da cintura,me conti para não chama-la de vadia.
–Dois quartos com duas camas de solteiro e um quarto com uma cama de casal.-Respondi para a vadia metida a besta.
–Então voces não estão juntos?-Perguntou ela sentando-se no balcão,juro que vi sua calcinha.
Pisquei para Juliana e ela pegou meu pensamento no ato,Juliana veio ao lado do Sam e pos a mão na cintura dele e ele fez o mesmo com ela,Juliana olhou então para a moça e fez a sua melhor cara de santinha:
–Estou me quardando para o casamento na semana que vem.-
A vadia,digo a recepsionista saiu de cima do balcão e suspirou lentamente.
Eu vim para o lado de Dean e coloquei meus braços no seu ombro:
–Vamos nos casar em vegas depois do casamento dela.-
Mas descepicionada ainda ela entregou as chaves.
–Tenham uma boa noite de sono.-Falou ela,eu me peguei pensando em como seria engraçado uma abelha morder os labios da piranha e os deichar inchados como um bagre assustado,já estavamos no topo da escada quando ouvimos um grito,corri tropeçando nos proprios pés a tempo de ve-la sendo picada por uma abelha,que rapidamente com seu ferrão deichou a boca dela enorme e disforme.
Eu ia rir se não fosse estremamente estranho isso acontecer após eu ter desejado,primeiro o tempo muda conforme eu queria e depois isso,o que esta havendo não deicha de me assustar,como fiz isso?Eu fiz isso?.
–Não olhem pra mim!-Berrava aos plantos a moça,Juliana foi em sua direção ajuda-la e foi empurrada pela vadia que praguejava tudo que se movia.
Fiz sinal com a mãos para subirmos,chegando no segundo andar nos entreolhamos:
–Acha que é o nosso tipo de trabalho?-Perguntou Julian franzindo o cenho.
–Não!-Respondi de imediato quase mordendo a lingua,todos olharam pra mim como quem pergunta o que esta havendo.
–Tudo bem?-
–Ah claro,é so cançasso,nada que uma soneca não cure.-
Juliana e Julian entraram num quarto e Sam foi para o que dividiria com Dean,mas ele não entrou,se debruçou na parede e cruzou as pernas olhando para mim com as duas sombrancelhas unidas:
–Aconteceu alguma coisa?-
–Claro que não.-Respondi e fui em sua direção,cheguei perto dele e puxei a gola de sua camisa fazendo-o ficar bem proximo de mim,sorri,com os olhos pregados na boca de Dean,ele tabém fitava minha boca,colocou a mão em minha cintura e puxou-me mas para si,coloquei a mão em sua nuca e completei o espaço entre nós,nos beijamos,um beijo quente e cheio de sedução,daqueles do filme 007,daqueles que voce pode até ser condenado por luxuria,Dean sorrateiramente abriu a porta de meu quarto e ainda nos beijando puxou-me pela cintura para dentro,parei o beijo e me desvencilhei dele:
–Boa noite.-
–Serio que voce vai me deixar assim?-Perguntou Dean fazendo beincinho.
–Assim ou assado tanto faz.-Repondi ainda sorrindo e empurrando-o porta a fora.
–Ju.-Dean tentou falar mas fechei a porta na sua cara.
O quarto era grande,as paredes vermelhas com uma cama redonda no centro e vidro no teto,no quarto tinha uma pequena tv num rack e uma poltrona támbém vermelha,o cara que decorou esse motel devia adorrar vermelho pensei,numa estante perto da cama havia umas revistas de pornografia que concerteza Dean folhearia assim que entrasse no quarto,abri uma porta que dava para um pequeno banheiro,suas paredes eram brancas e na frente da pia havia um grande espelho de corpo inteiro e uma banheira redonda,depois de me certificar que a banheira não tinha nenhum resquicio de outras pessoas que a tenham usado,liguei-a,tirei minha roupa e deitei-me na banheira,a agua estava morna e relaxante,fechei os olhos,como seria bom se as luzes do quarto apagassem,pensei,mais nada aconteceu,ri de mim própria,eu não tenho poder algum,levantei-me e me enrolei em uma toalha quando fui colocar a mão no interrupitor a luz apagou-se sozinha,minha espinha gelou e rapidamente liguei a luz novamente,estava mais nervosa do que nunca,nenhum banho relaxante funcionaria.
–O que esta havendo?-
Tomei um banho rápido e me joguei na cama redonda,não conseguia dormir,não com tudo que estava acontecendo,isso me angustiava,primeiro o tempo muda como eu desejei,depois a vadia é picada por uma abelha como eu imaginei e depois a luz se apagou conforme minha vontade,isso não podia ser real e muito menos ser feito por mim,os sonhos,os meus supostos dons,essa mulher Emylli,nada faz sentido,todas essas informaçoes circulam por minha cabeça mas meu cerebro não consegue processar,tudo isso acontecendo,tudo de uma vez,como um soco no olho que as semanas passam mas a marca ainda esta lá para te lembrar,fechei os olhos me acostumando com o escuro que parecia mais confortante do que abrir os olhos para a luz,acho que fiquei algumas horas assim,apenas com os olhos fechados e com a cabeça girando mais que um carrosel,até que o cançasso venceu a angustia e eu adormeci.
Estava eu criança,seis anos com os cabelos desgrenhados e com a roupa suja de terra,madre Ruth Van Horne,deichou que brincasse até mas tarde,corria entre as arvores espantando os guaxinins,ouvi um barulho de cordas balançando e de um riso feliz,fui escondendo-me entre as arvores até o balanço,inesplicavelmente ele mexia-se sozinho,chacualhava para lá e para cá,estava vazio,ninguem sentado nele,aproximei-me com cuidado,derrepente uma mulher ruiva de cabelos encaracolados e olhos estremamente azuis apareceu no balanço sorrindo para mim,com os cabelos sacudindo exalando um cheiro de marfin agri-doce com um misto de canela,sentei no balanço ao lado da moça:
–Quem é voce?-
–Quer brincar?-Perguntou ela sorrindo com a boca e com os olhos brilhando.
–Quero,mas não posso falar com estranhos.-
–Eu tenho cara de estranha pra voce?-
Apezar de nunca te-la visto,tinha a impressão de já ter a visto,a sua voz não parecia desconhecida,aquela voz doce e cativante.
–Não.-
–Então o que estamos esperando.-Ela levantou-se do balanço e foi atrás de mim,pos a mão nas cordas do balanço e começou a me balançar,nós duas sorrimos,enquanto eu falava para ir mais alto,nunca tinha me divertindo tanto,eu nunca fui tão criança quanto naquele dia,eu pude sorrir,e fazer as peripecias e traquinices das crianças comuns,com casa,pai,mãe,cachorro e escola,eu não me sentia mais a garotinha abandonada pelos pais desde recem nascida eu era apenas Julia a pequena Julia.
Acordei assustada como a impressão de estar sendo vigiada,aquilo só podia ser um sonho,eu nunca virá essa mulher no orfanato,eram cinco e meia da manhã e não consegui pregar o olho,fui até minha mala e peguei uma pistola,engatilhei e sentei na cama com a arma em punho,olhava para todo o lugar,a cada minimo barulho eu levantava-me e segurava a arma com força,minha cabeça começou a arder,como se estivesse queimando,minhas mãos estavam agitadas e dormentes como se algo quisesse sair de dentro dela,eu senti uma pressão forte nas entranhas,cerrei o punho deichando a marca da minha unha nas palmas da mão,a dor não importava pois minha cabeça queimava e algo queria escapar da minha mão,derrepente uma luz forte saiu das palmas das minhas mãos e todas as lampadas explodirão,larguei a arma no chão e fechei as mãos com força para cessar a luz que saiu dela,alguem arrebentou a porta e no meio do quarto com vidros por todo o chão,Dean,Sam e minhas irmãs entraram assustados no quarto,olhavam para mim,eu estava encolhida na cama,sangue saindo das minhas mãos,lagrimas brotando de meus olhos e a minha pistola jogada no chão.
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