Notas iniciais
Olá doçuras da Tia Lothus! Como estão nesta semana? Desejo de coração que muito bem! Gostaram da capa nova? Minha querida *Beta Naruto* Nyulan além além de amiga, confidente e revisora, ainda me presenteou com esta linda capa. Aliás não só esta. As capas das fics Eu Preciso Dizer Que Te Amo e Encontro de Almas - fandon CDZ - também são obra do talento dela. Além de tanta generosidade, ainda me deixou uma recomendação tão fofa, gentil e encantadora que me fez suspirar e sorrir bobamente de felicidade... Obrigada DIVA! Você como sempre engrandecendo meu trabalho. Pessoal, eu vou deixar para responder todos os reviews juntos, quando terminar as postagens ok? Fiquem tranquilos que ninguém ficará sem resposta! Boa leitura!

A noite foi maravilhosa.

Tomaram banho, namoraram, comeram, flertaram... O dia já amanhecia quando Itachi encontrou coragem e tomou a iniciativa para novamente amar Madara.

Estavam deitados meio cochilando, meio acordados. Carinhos eram feitos no corpo ou cabelo do outro entre os intervalos dos cochilos.

Itachi estava deitado no peito de Madara sentindo seus dedos deslizando por sua coluna enquanto acariciava lhe o peito. Apoiou-se no braço direto e ficou apreciando o mais velho. Os olhos fechados, a expressão suave, os cabelos bagunçados, espalhados pela cama...

Uma vontade pungente de tocar cada pedacinho do mais velho o invadiu e timidamente começou sua exploração. Primeiro o cabelo, cuja franja caía charmosamente sobre a testa. Em seguida dedilhou seu rosto, fazendo seu contorno suavemente. Madara acordou com o toque nos cabelos, mas manteve-se em estado de dormência profundamente interessado em saber quais eram as intenções de Itachi.

Do rosto, tracejou com carinho suas sobrancelhas e seu nariz. Quando começou a acariciar os lábios, Madara abriu os olhos lentamente, encantando Itachi pelo tom rubro e apaixonado de seus olhos.

— Shhhhhhh... — fez baixinho levando o dedo aos seus próprios lábios, pedindo silêncio e interrompendo a carícia.

Ao ter uma confirmação discreta de Madara voltou a sua exploração acariciando os lábios perfeitos.

Dos lábios, encaminhou-se as orelhas e delas ao pescoço. Olhava para o tio à medida que mudava a carícia para outro ponto e continuava sem caminho. Desta forma desceu lentamente para pescoço e ombros. A pele de Madara era morna e macia e seus músculos firmes e discretos apesar da constituição grande e forte que ele possuía. Era um homem e tanto!

Escorregou os dedos pelo braço dele lhe causando arrepios e sorriu imperceptivelmente, satisfeito com esta reação. O piscar de olhos, por um tempo mais acentuado quando lhe acariciou o tórax e os mamilos, o fez sorrir mais abertamente e quando Madara estreitou os olhos à sua reação, piscou para ele maroto.

Itachi dedilhou e acariciou todo o peitoral e o abdômen de Marada com cuidado. Sentindo, conhecendo. Descobriu que ele era realmente disciplinado ao manter-se em silêncio durante a exploração. Ele comprimia os lábios, contraía seus músculos perfeitos, mas não deixava escapar um único ruído!

Estavam ambos nus ainda, mas Itachi mantinha-se protegido pelo lençol naquele momento. Não sentia vergonha. Apenas queria curtir a plenitude de Madara. Sua beleza de homem maduro e desinibido.

Haviam pelos nos lugares certos. Seu peito possuía uma penugem charmosa, macia, que recobria discretamente o peito e descia apontando como uma flecha para a região genital, recoberta por pelos negros bem aparados evitando abundância. As pernas seguiam a abrangência do peito; pouco, apenas para deliciar a libido de Itachi quando se arrepiavam.

Tocou o membro turgido consciente pela primeira vez do que fazia. Era interessante como se tocar e tocar alguém era diferente. E mais ainda como tocar pessoas diferentes era diferente. Quer dizer... Já masturbara mulheres. Já se masturbara. Mas masturbar alguém que amava era esplêndido! Sentir essa pessoa entregue a você, confiando seu corpo por amor, é diferente do que fazê-lo por tesão.

Madara estava em êxtase. Itachi estava à vontade consigo e isso era maravilhoso. Não tinha vergonha de lhe tocar, de lhe conhecer como homem e isso era simplesmente uma benção. Deixou que ele fizesse o que quisesse. Sentiu-o acariciando todo seu corpo com os dedos e a palma da não.

Quando ele parou seus toques suaves, abriu levemente os olhos e notou ele passando a língua pelos lábios para em seguida morder levemente. Madara o puxou pela nuca e guiou até seu pescoço e o mais novo dedicou-se a explorar seu pescoço com a boca.

Nesta hora Madara soltou o ar audivelmente. A boca de Itachi era gulosa, voluptuosa. Agarrou ele pelos ombros e virou a cabeça lhe dando mais espaço sentindo o corpo arrepiar com o roçar do lençol de cetim enroscado no corpo do sobrinho.

Itachi não lambia, não mordia... Ele bebia sua pele deixando um rastro úmido e quente fazendo Madara se sentir desejado como nunca ninguém havia feito antes. Amava Hidan Deus sabia o quanto, mas era um amor fraterno, nascido de uma linda história de amizade e companheirismo e com Itachi era amor. Era entrega, era doação, era compartilhamento, era a realização de algo guardado e protegido em nome daquele que amava e ele o tratava com tanta paixão que chegava a suplantar suas emoções.

O mais velho perdeu o fôlego e a linha de raciocínio quando Itachi passou a dedicar sua atenção a sua virilha, membro e toda aquela região até a anal. Sua virilha certamente ficaria repleta de hematomas pelas chupadas que recebia na região! Sentia-se como uma manga sendo degustada e quando ele começou a sugar suas bolas... Cobriu o rosto com um travesseiro e soltou um palavrão!

Isso fez Itachi rir. Estava feliz. Estava se sentindo maravilhosamente bem dividindo aquela intimidade com Madara. Juntou todos os travesseiros que conseguiu inclusive o que estava com o tio e colocou abaixo do quadril dele para elevá-lo e lhe dar melhor acesso. Abriu as pernas do tio e piscou para ele deitando-se entre ela e saboreou tudo o que podia.

Madara gemia, agarrava os lençóis, se contorcia, mordia a boca. Transpirava e arquejava sentindo o corpo todo quente como se estivesse febril. Madara sentou-se obrigando Itachi a fazer o mesmo e o pegou pela nuca, beijando sua boca e trazendo-o para deitar-se sobre si, entre suas pernas.

Itachi entendeu e assim que deitaram, enquanto se ajeitavam, foi se enfiando em Madara que arregalou os olhos surpreendido pelo quão preparado estava, pela impetuosidade de Itachi e pelo prazer que aquela invasão sem aviso estava lhe causando.

Foi uma dança obscena até encontrarem o ponto certo de acomodação. Os beijos eram barulhentos, escandalosos, os gemidos altos, mundanos.

O sexo foi perfeito; o amor foi pleno.

O sono que os carregou depois foi profundo. A fome que os assolou quando acordaram era gigante e a felicidade... Esta era indescritível!

Depois de tomarem banho e comerem o que tinha de fácil – frutas, suco, cereal com iogurte e presunto enrolado com queijo – foram arrumar juntos o andar usado na noite anterior e depois, Itachi resolveu que queria lavar seu carro.

Madara concordou divertido com a energia do sobrinho que jurava não ter a ver com o que havia acontecido. Lavaram os carros entre beijos e até serviram de esponja na lavação, já que nenhum dos dois perdeu a chance de jogar o outro sobre o capô do carro e dar uns amassos.

Quando terminaram tudo, inclusive depois de outro banho, Itachi se largou no tapete da sala morto. Madara se jogou no sofá. Ficaram em silêncio apenas curtindo o descanso merecido.

Foi Madara quem falou primeiro.

— Está lembrado que amanhã é aniversário do Nagato?

— Estou sim. Ontem no almoço com Minato pensei em procurar um presente para ele, mas não quis usar o tempo que temos para conversar e curtir Naruto com isso.

Aquilo causou um leve desconforto em Madara, mas tratou de sufocar. Era o mesmo tipo de amizade que nutria por Hidan sem a parte colorida!

— Não tive tempo para comprar nada também. Podemos ir ao shopping mais tarde.

—Será ótimo! Quer pegar um cinema? — convidou Itachi animado.

— Pode ser. O que está passando de bom?

Itachi pegou seu notebook e ligou para verem o que estava em cartaz. Sentou ao lado de Madara e enquanto esperavam o mesmo ligar, Madara trouxe outro compromisso à tona, este ainda desconhecido pelo sobrinho.

— Ah sim! No final do mês será aniversário da Konoha e o Sr. Sandaine dará uma festa de confraternização para os funcionários todos, clientes e colaboradores. Estamos convidados. Eu, você, Hidan, Utakata, Nagato, Konan, Guren e Kabuto, ou seja; todos os envolvidos no projeto.

— Imagino que Fugaku também vá? — perguntou depois de longos segundos em silêncio.

— Ele com Sasuke e Mikoto. Os Hyuugas também foram convidados já que são a segunda família no comando da Uchiha.

Itachi permaneceu em silêncio e isso preocupou Madara.

— Itachi?

— Claro que eu vou. Mas seria tão perfeito uma festa dessa sem a presença dele.

Madara o abraçou e beijou sua nuca.

— Fugaku ficará o mais longe possível de nós, pode ter certeza. Mas a presença dele não deve te impedir de se divertir e tão pouco de aproveitar a presença de sua mãe e seu irmão.

— Eu sei disso. Apenas é desagradável.

— Concordo.

— Mas não é como se depois deste trabalho nunca mais nossos caminhos fossem se cruzar com o dele.

— Sim, tem razão. — respondeu ainda pensativo — Será no sábado?

— Sim. E nós encerramos os trabalhos lá na quinta-feira de acordo com nosso cronograma.

— Vai ficar com crise de ciúmes de Minato?

Madara encolheu os ombros e tombou a cabeça para o lado pensativo.

— Não pode me culpar. Você também sente ciúmes de mim; já me confessou isso.

— Eu sei. É que...

— Mas vou me esforçar ok? Não só na festa Konoha. Até porque depois de tudo... Acho que não tem mais nenhuma lógica.

Itachi lhe deu um beijo e virou-se para o notebook digitando a senha.

— Não é uma questão de lógica. Apenas lembre-se que eu e ele somos apenas amigos e que eu e você somos amigos e amantes.

Madara virou seu rosto e lhe deu um beijo apaixonado.

— Depois desse argumento meu bem, pode ter certeza de que serei um amor com Minato!

Itachi gargalhou e foram enfim olhar os filmes em cartaz. Trinta e cinco minutos depois saíam com o carro de Madara para o Shopping.

Aproveitaram a oportunidade para além do presente de Hidan, escolherem os smokings que usariam na festa da Konoha. Seria tudo formal, festa de gala mesmo. E o Sr. Sandaime, a pedido de Minato, havia contratado uma loja de aluguel de trajes finos para seus funcionários de menor poder aquisitivo alugarem trajes apropriados sem pagar nada, conforme explicado por Madara.

— Sério que ele fez isso? — perguntou Itachi admirado.

— Fez sim. A Konoha está fazendo cinquenta anos. E você sabe que nenhuma empresa chega tão longe sem bons funcionários. A maioria das famílias está ali por gerações já. Minato foi de uma assertividade neste conselho sem igual.

— Sim, ele foi. Minato além de ser um grande líder, tem um coração de ouro. Por isso os funcionários gostam tanto dele.

— Mais do que isso ele é de uma humildade espantosa. Nem parece que é tão foda quanto todos sabem que ele realmente é.

— Noto um quê de admiração em sua voz?

— Itachi o fato de eu morrer de ciúmes dele com você, não significa que eu não reconheça suas qualidades. Aliás, se não soubesse o homem e tanto que ele é, eu não teria porque sentir ciúmes.

— Eu bem sei como é isso. Me sinto da mesma forma com relação a você e Hidan.

Madara parou de andar enquanto Itachi continuava sem notar o que havia dito. Itachi notou que estava sozinho, parou e olhou para trás interrogativamente.

— O que houve? — perguntou a Madara retornando até ele.

— Tem ciúmes de mim com... Hidan?

Itachi engoliu seco. Nem havia percebido o que tinha dito.

— Itachi...

— Chefe? Itachi? Que surpresa encontrar vocês aqui!

Ambos olharam para o lado a tempo de ver Kimimaru e Haku de mãos dadas já parando ao lado.

— Hey vocês! Fazendo compras? — cumprimentou Madara gentilmente embora quisesse arrastar Itachi dali e entender o que ele sabia sobre ele e Hidan. Será que esperara demais para conversar com ele e seu inteligente sobrinho havia concluído tudo sozinho? Mas por que não lhe perguntara nada até então?

— Boa tarde! — cumprimentou Haku sem graça por estarem de mãos dadas. Não tinham contado a Madara que estavam juntos, embora tivesse certeza que ele já sabia há bastante tempo — Na verdade fomos ao cinema.

— Que coincidência! Nós também vamos! Viram o que?

— O Hobbit – A desolação de Smaug. E vocês? — perguntou Kimi.

— O Hobbit. Certeza! — respondeu Itachi empolgado.

— Não vão se arrepender! É muito bom! — completou Kimi.

— Vão amanhã no Nagato? — questionou Madara.

— Vamos sim. Aproveitamos pra comprar o presente também. — respondeu Haku mostrando a sacola.

— Bom nós vamos indo. Temos outro aniversário para ir hoje. — finalizou Kimi mostrando sua sacola — Bom filme pra vocês!

— Valeu. Até amanhã! — respondeu Itachi.

— Bom aniversário pra vocês. Até! — desejou Madara acenando.

Os dois saíram conversando ainda de mãos dadas. Itachi ficou parado olhando. Madara tocou seu ombro chamando sua atenção.

— Será que poderemos um dia fazer isso? — sussurrou ao notar a cabeça do tio surgindo no seu campo periférico de visão à esquerda.

— Vamos sim. Tenha paciência.

Itachi concordou com a cabeça e suspirou seguindo o tio em direção ao estacionamento para deixar as roupas e os presentes e assim assistir o filme livremente.

Madara trancava o carro quando uma voz bastante jovem chamou sua atenção.

— Sasuke aquele não é seu irmão? Itachi! Oi!

Itachi virou o corpo todo e Madara apenas na cabeça.

Sasuke, Suigetsu, Juugo e uma garota ruiva de óculos estavam parados há três vagas a direita do carro de Madara aparentemente chegando no local. O tal ruivo quem estava dirigindo.

— Itachi... Tudo bem? Tio Madara... — cumprimentou Sasuke educadamente, porém visualmente sem jeito com o encontro inesperado.

— Bem. E você, Sasuke? — cumprimentou Itachi acenando e mantendo a outra mão no bolso — Como vai Suigetsu?

Suigetsu caminhou despreocupadamente até Madara e Itachi falando como se fossem velhos amigos.

— ‘Tô legal cara. E você? Deixa eu te apresentar minha namorada Karin.

Sasuke queria matar Suigetsu. Precisava ser tão sociável assim? Quer dizer... As coisas estavam bem tranquilas com seu irmão, mas seu tio estava junto e não se sentia à vontade perto dele.

— Aproveita sua anta! Tô te dando uma chance aqui... — comentou Suigetsu enquanto passava o braço pelos ombros de uma fechada Karin.

— Então... Minha namorada Karin. Ela era doida pelo teu irmão. Levei dois anos para fazê-la entender que eu sou o homem da vida dela. Né não branquinha?

Karin corou miseravelmente. Aquilo era coisa para se contar ao tão falado irmão mais velho de Sasuke? Concordou com a cabeça com vontade de dar uma bordoada no namorado.

— Muito prazer Karin. E meus pêsames! Ter de escolher entre Sasuke e Suigetsu? Eu realmente não queria estar no seu lugar! — disse piscando e fazendo a moça rir escondendo a boca com a mão.

— Que nada! Eu me garanto Itachi! — comentou Suigetsu rindo divertido — Lembra-se do Juugo?

— Lembro sim. Como vai Juugo?

Juugo apenas acenou com a cabeça e se aproximou de Sasuke parando ao lado dele.

— Sou Madara. Tio deles. Como vão? — cumprimentou Madara educado e tranquilo.

— Prazer senhor Madara. Sou Suigetsu, ela é Karin e o grandão é o Juugo o pastel de vento ali é o Sasuke como o senhor deve saber.

Sasuke olhou feio para Suigetsu. Pastel de vento o cacete! Aquele traste iria pagar por falar assim com ele na frente de seu tio e...

— Como está Sasuke? E sua mãe? — era Madara falando consigo e realmente por um momento não soube o que responder.

— Bem... Estamos ambos bem tio Madara. Obrigado por perguntar.

— Já estão indo? Nós vamos ao cinema ver O Hobbit. — perguntou Karin revelando a voz finalmente.

— Nós também vamos. Só estávamos guardando umas compras. – respondeu Itachi.

— O filme tá com uma crítica foda! — continuou Suigetsu.

Enquanto conversavam animadamente sobre o tão esperado filme, Sasuke buscava na alma coragem para falar com Madara. Era seu tio, mas devia nutrir um ódio profundo por si depois do que fez ao seu irmão.

— Tio Madara? — chamou.

— Pois não Sasuke?

— Eu... Bom, em função da minha preparação para assumir a Uchiha eu acompanho muito jornais e revistas de negócios, segurança... Enfim. Eu só queria parabenizá-lo pelo excelente desempenho da Akatsuki. É uma pena que Fugaku seja tão tacanho e incapaz de notar o quanto a Uchiha se beneficiaria com uma parceria entre ambas.

Madara estreitou os olhos analisando o sobrinho e ainda que estivesse em incomodado, Sasuke sustentou seu olhar. Por fim Madara suspirou e falou o que lhe ia a alma:

— Sasuke me escute com atenção. Infelizmente eu e seu pai jamais chegamos a um entendimento nem pessoal e muito menos profissional. Mas um dia você herdará a Uchiha e o Itachi a Akatsuki e vocês podem realizar essa tão promissora união.

Sasuke abriu a boca chocado com a declaração de Madara. Ele não lhe odiava?

— Eu não tenho nada para perdoar com relação ao que fez no passado, pois bem ou mal isso trouxe Itachi para minha vida. E o mesmo acontece com ele. Mas confiança é algo que terá de lutar para conquistar se suas intenções com esta reaproximação são realmente legítimas. Mas eu te aviso: se estiver se aproximando de Itachi para magoá-lo mais uma vez, aí terá de mim o mesmo desprezo que tenho por seu pai e farei questão de afastar vocês para sempre.

— Eu percebi o erro que cometi. Infelizmente não temos mais nada em comum para usar numa aproximação, mas...

— Sasuke, vocês são irmãos. Não existe nada mais forte para aproximar vocês que isso. Só depende de você. Por que não marca um almoço com ele, por exemplo, para falar de vocês? Pode começar contando sobre você e Juugo.

Sasuke arregalou os olhos chocado.

— Como...?

— Ele está protegendo você desde a hora que desceu do carro e está de olho na nossa conversa embora finja estar prestando atenção na conversa de Itachi e Suigetsu. E ele não te olha como amigo; amigos não conferem o outro de cima abaixo toda vez que olha na sua direção.

Sasuke fechou os olhos tentando se acalmar. Que ótimo! Seu rolo com Juugo tinha sido descoberto logo por Madara!

— Ele não saberá por mim. E nem ninguém. — disse notando o desconforto do sobrinho.

— Seria bom ter alguém com quem conversar sobre isso. Não é fácil lidar com este assunto sozinho. — acabou desabafando sem saber por que.

— Bem, tenho certeza que Itachi será um bom ouvinte. Ele tem 18 anos, já está na faculdade, trabalha... Convive com relacionamentos assim diariamente. Pode te ajudar a entender melhor. É apenas uma dica, mas pense a respeito.

— Farei isso. Obrigado tio Madara. Por me tratar tão bem depois de tudo.

Madara suspirou. Sasuke estava passando pelo o que ele mesmo tinha passado na família. Quem era ele para ainda pisar no sobrinho?

— Não tenho por que tratá-lo mal se Itachi não o faz Sasuke. É como eu disse. Minha postura com você depende da sua com ele.

— Tio Madara? Sasuke? — chamou Itachi — Vamos? Meia hora para começar o filme.

Madara e Sasuke trocaram um olhar cúmplice e se afastaram. Madara se aproximou de Itachi e Sasuke de seus amigos.

No cinema seguiram cada um para seus lugares. Sasuke, Suigetsu, Karin e Juugo ficaram sentados quatro fileiras para baixo de Madara e Itachi que sentaram-se na fileira mais alta de poltronas.

— Surpreendente você e Sasuke mantendo um diálogo de mais de cinco minutos. — comentou baixo Itachi roubando pipoca do imenso pacote que dividia com o tio.

— Sasuke errou Itachi. Feio. Mas o erro dele me deu você e ele está claramente arrependido. Se podemos confiar nele é uma incógnita, mas todos merecem uma segunda chance. Só que se ele pisar na bola novamente, nunca mais chegará perto de você. Isso é uma promessa.

Itachi ficou calado pensativo olhando o irmão entre os amigos logo mais abaixo. Sua vida e a dele haviam sido tão diferentes. Eles eram completamente diferentes.

Mas houve uma época que Sasuke tinha sido seu mundo. Era duro ficar com o pé atrás com ele e tinha certeza de que seria mal interpretado por isso, mas era uma realidade. Ser traído como fora por alguém que amava tanto... As coisas nunca mais voltariam a ser como antigamente.

De toda maneira, Sasuke era sua família e lhe daria uma chance. Não é como se nunca fossem se esbarrar por aí afinal de contas e ainda que nunca mais pudessem voltar a ter um laço verdadeiro, ter um relacionamento cordial era mais confortável do que se estranhar pelo resto da vida. Já vivera afastado de todos e a vida simplesmente jogou todos de volta no seu caminho então, talvez a solução fosse conviver em paz. Sem laços; apenas em paz.

— Não se preocupe. Ele não vai me ferir novamente.

— Não entenda como se eu estivesse tentando impedir a aproximação de vocês. Apenas quero que tome cuidado. Uma vez mal influenciado, mal influenciado para sempre. Mesmo lutando contra.

— Sim, eu sei. Cautela e canja de galinha nunca são demais.

Madara riu a citação de Itachi.

— Citando Kisame agora? Esse mundo está perdido!

— Que? Kisame é doido, mas é inteligente.

— Sei disso...

O créditos iniciais do filme começaram e pelas próximas duas horas e meia, esqueceram do resto do mundo.

Notas finais
Muito, muito próximo do final agora! Gostariam de dividir mais um pouquinho de seu tempo comigo me contando suas impressões deste capítulo? Será um prazer como sempre para mim! Que os Anjos do Céu e os Seres Elementais da Natureza guiem e protejam vocês! Até a semana que vem!