Notas iniciais
Boa tarde queridas e queridos! Como estão? Como foi a semana? Meus votos de que tenham sido tudo que almejavam! Esta semana tive compromissos e por isso me atrasei, mas aqui está! Betagem mais uma vez realizada pela querida NyuLan, minha Beta DIVA! Sem mais, boa leitura à todos!

Depois do filme Sasuke e seus amigos foram para a praça de alimentação, mas antes de ir despediu-se de Madara e Itachi com um discreto sorriso.

O casal voltou para casa conversando sobre o filme. As melhores cenas, a fodalidade dos elfos, a beleza da criação do dragão Smaug entre outras coisas.

Já em casa, na suíte de Madara, despiram um ao outro e entre beijos, carinhos e declarações de amor dormiram abraçados.

Domingo foi divertido para dizer o mínimo. O aniversário de Nagato foi a base de muita comida japonesa e chinesa, muito saquê – com frutas e puro – e muita fruta caramelada.

Nagato era apaixonado por vídeo game e tinha tanto o Wii quanto o PS3 então, muitas disputas foram feitas em jogos de corrida, Street Fighter, Injustice... Todos os jogos possíveis de haver competição. Também cantaram no karaokê de Konan com direito a backing vocals e coreografias toscas.

Nagato e Konan aproveitaram para declarar que assim que terminasse a faculdade da namorada, ficariam noivos e do dia do noivado em diante, se casariam em 18 meses. Aí sim a comemoração ganhou ares de importância!

Madara saiu com Hidan e foram comprar um bolo branco e champanhe para comemorar o casal. Itachi sentiu uma pontada de ciúmes, mas confiava em Madara e caramba, Nagato e Konan mereciam.

Voltaram com um lindo bolo e três garrafas de champanhe. Brindaram, comeram... As histórias sobre as insossas tentativas de Nagato de esconder sua paixão pela bela namorada vieram a seguir...

Foram embora já a noite e o clima gostoso de romance e amizade os contagiou de tal forma que foi inevitável não se amarem por toda a noite. Madara ensinou uma porção de coisas novas a Itachi que se deliciava em aprender e em seguida “treinar” com o namorado.

Na manhã seguinte acabaram se atrasando para o trabalho. Resolveram tomar banho juntos e Itachi loucamente apaixonado e excitado ganhou tratamento especial de Madara sendo levado a um estarrecedor orgasmo sem qualquer penetração... A menos que língua contasse!

— Bom dia! — cumprimentou Minato recebendo agradecido o copo de mocaccino extra grande da Starbucks entregue por Itachi — Que maravilha! Bem na hora! Mas assim, não precisava. Ainda mais se for por estar atrasado.

— Bom dia. Eu acordei atrasado e não tive tempo de tomar café e então passamos lá para pegar um. Aí me lembrei de você e achei que cabia como agradecimento...

Minato tomou um gole longo e fechou os olhos deliciado, mas as palavras finais de Itachi o fizeram abrir os olhos e fitá-lo com atenção.

— Está diferente. Parece...

— Feliz? Exultante? Realizado? — perguntou Itachi sorrindo entre feliz e tímido.

— Todos eles juntos! Pelo visto finalmente parou de ter medo por vocês e resolveu viver.

— Eu nem sei o que realmente me deu. Eu fiz uma asneira imensa Minato! — contou revirando os olhos com a lembrança — Mas no fim... Bom, valeu à pena!

— Entendo — comentou mais para si que para ele e então, deu de ombros — Sabe? Estou rodando uma atualização de dados que vai levar pelo menos uns vinte minutos para terminar então, acho que temos tempo para um café e um pouco de prosa.

E isso arrancou um imenso sorriso de Itachi.


Madara entrou na sala de reuniões após bater na porta e receber um “pode entrar” de uma voz conhecida.

— Bom dia Madara atrasado Uchiha. — cumprimentou Hidan sem olhar para o amigo de longa data digitando em seu notebook.

— Bom dia Hidan, meu sexy amigo. — cumprimentou Madara lhe dando um beijo no rosto — Onde está o Sr. Sandaine?

— Ele teve uma chamada do diretor financeiro. Algo relacionado ao evento do final do mês. O que foi bom. Sabe que ele odeia atrasos.

— Sim eu sei. Fui descuidado. Me desculparei com ele.

— Aconteceu alguma coisa? Ou melhor, tem acontecido alguma coisa?

Madara sentou de frente para Hidan e o observou. Ele amava tão plenamente o amigo. Hidan era mais do que parte de sua vida; era grande porcentagem dela. E por isso mesmo vinha evitando contar sobre como as coisas entre ele e Itachi estavam evoluindo. Sabia que a partir do momento que ele soubesse que estavam juntos, respeitosamente se afastaria para dar espaço a este amor tão profundo que nutria pelo sobrinho. E ficaria sozinho; irremediavelmente sozinho. E Deus era testemunha que lhe doía essa possibilidade.

— Então? — questionou novamente arqueando uma das sobrancelhas — Terei de lhe dizer o que está acontecendo por você?

— Digamos que as coisas entre eu e Itachi estão mais promissoras. — comentou dando de ombros enquanto seu notebook ligava — Mas não é hora e nem lugar para...

— Não seja cretino! Promissoras? Acha que não notei que estão juntos? Que inclusive já transaram? Madara conheço você a vida inteira. Não sou idiota. Só não entendo esta sua atitude.

— Não o julgo idiota. Jamais faria isso. Apenas... Hidan não estou pronto para falar sobre isso.

— Por que não?

— Por quê? Vejamos... Estamos no meio de um trabalho importante e...

— Pro inferno com esta desculpa hipócrita! — respondeu Hidan sem dar tempo a Madara de terminar — Então o que? Sem tempo para conversar com seu melhor amigo, que sempre esteve do seu lado te apoiando para tudo — inclusive neste amor que você julgava impossível — mas com tempo de sobra para dividir a cama com Itachi?

Madara respirou profundamente com calma. Tudo o que não precisava era brigar com Hidan.

— Hidan não é hora e nem lugar para tratar disso. Ninguém mas do que eu quer e precisa conversar com você, mas...

— Mas está com medo. Porque sabe que a hora que conversar comigo o sonho se tornará realidade e algumas coisas precisarão mudar pelo bem de nós três.

Madara franziu a sobrancelha e concordou gravemente com a cabeça fechando os olhos.

Hidan se calou ante o ar cansado do amigo. Havia sido duro demais com ele. Claro que era difícil para Madara. De certa forma, desde a morte de seu marido, ele assumira para si sua felicidade. Mas simplesmente não era responsabilidade dele.

O silêncio se prolongou incomodamente.

— Não é meu marido. Tão pouco meu amante. É meu amigo. Meu melhor amigo. Já fez muito por mim Madara. Por mais tempo do que deveria. É hora de seguir seu caminho.

— Hidan...

— Não! Não é justo. Com nenhum de nós. Muito menos com Itachi. Ele já sabe? Que eu sou seu amigo colorido?

— Não tenho certeza. Algumas atitudes me fazem acreditar que sim, mas na maior parte do tempo me parece que não. De minha parte eu espero que não.

— Itachi não é burro Madara. Não o deixe descobrir sozinho. Vai doer demais nele e eu não quero perdê-lo. Estou pronto para conversarmos juntos com ele se preferir.

— Não sei se é o melhor a fazer. Ele terá dúvidas que precisará sanar comigo sozinho antes de conversar com você. E depois... Hidan eu não quero te expor. Não quero que traga a superfície lembranças dolorosas que estão trancadas tão seguramente longe do seu coração.

— Madara eu agradeço a preocupação, mas está se torturando à toa. Eu já não sofro mais com a morte dele. Você e todos nossos amigos me ajudaram a superar isso. Hoje só ficou a saudade e aí parceiro... — suspirou antes de continuar — Saudade é algo que nunca acaba. Você pode se acostumar com a solidão, pode superar a perda, mas nada aplaca a saudade.

— Sei disso. Acha que nunca notei Hidan? O vazio no seu olhar quando estamos entre nossos amigos e os casais estão se curtindo? A tristeza quando acorda e nota que sou eu na sua cama e não ele? Os suspiros antes de ir embora para casa após o final do expediente para suportar mais uma noite solitária?

— Tudo isso meu amigo é minha cruz. Não é sua.

— Minha... Sua... Tudo o que é meu é seu e tudo o que é seu é meu. Lembra-se?

Hidan riu cretinamente de lado.

— Vai compartilhar o adorável Itachi também? Seu frescor, juventude, volúpia afetiva?

— Não faça isso... Por favor, não faça.

— Desculpem a demora. Organizar uma festa como a que teremos no final do mês além de consumir muito tempo, necessita de um bom financiamento. — disse o senhor Sandaime entrando animado sem notar o clima de tristeza que havia na sala — Bom dia Madara!

— Bom dia Sr. Sandaime. Lamento meu atraso.

— Foi oportuno meu filho. Agora poderemos discutir os últimos ajustes em paz.


O dia foi longo e a semana interminável. Muito trabalho, muitas coisas a serem finalizadas. O projeto foi completamente implantado e entregue na sexta-feira e na semana seguinte, que seria a última, permaneceriam apenas para treinamento e/ou pequenas correções operacionais normais.

Hidan e Madara não voltaram a falar sobre Itachi ou o relacionamento deles. Mal falavam sequer sobre trabalho. E isso estava matando o Uchiha.

Itachi notava que algo não estava bem com ele, mas todas as vezes que tentou saber do que se tratava Madara ergueu um muro em volta do coração e vestiu uma perfeita máscara de felicidade. E isso angustiava Itachi de uma maneira quase enlouquecedora.

A última semana chegou massacrando a mente de todos. Itachi e Konan entraram em semana de seminários e na seguinte começavam as provas. Os treinamentos ficaram sobre responsabilidade de Hidan, Nagato e Utakata enquanto o restante da equipe acompanhou os trabalhos iniciais no sistema.

Sasuke começou a se fazer mais presente na vida do irmão trocando breves mensagens de bom dia e boa noite. O assunto mais comum entre eles era Mikoto então não era como se conseguissem manter um diálogo por muito tempo. Ainda assim, Sasuke se sentia bem e Itachi ia aos poucos se acostumando em ter o irmão caçula novamente na sua vida, mesmo que ao menos por enquanto não pretendesse fazer disso um convívio constante. Não com tanta coisa para resolver em sua vida.

Houve um brinde na sexta-feira que antecedeu a festa da Konoha em comemoração ao final dos trabalhos com a equipe da Akatsuki. Diferente da equipe da Uchiha que teria um contingente permanente de profissionais alocados ali, era a despedida do pessoal da empresa de Madara. Claro que vez ou outra ainda seria necessário que um ou outro especialista comparecesse fisicamente ali para atualizações ou resolução de algum problema técnico, mas isso seria raro.

Saindo da empresa, Madara convidou Itachi para jantar e comemorar a conclusão do primeiro trabalho de campo dele e o sobrinho animado concordou de primeira pedindo apenas para passarem em casa antes, deixar as coisas da faculdade, tomar um banho e então saírem mais relaxados.

Já em casa, decidiram se arrumar separadamente, cada um em seu quarto para não demorarem muito. Itachi subiu na frente e Madara foi para cozinha beber água. Ia subir para seu quarto quando seu celular tocou.

Era Minato.

— Boa noite Minato. Em que posso ser útil.

Lamento incomodá-lo Sr. Madara. Apenas queria lhe contar que conversei com meu avô e ele me autorizou liberar convites para todos da Akatsuki para amanhã.

Madara parou surpreso pela declaração.

— Mesmo? Quer dizer. Isso é ótimo apenas... Inesperado.

Eu sei que é. Mas eu sei que vocês tiveram respaldo da equipe que ficou na empresa durante o processo de implantação então, não seria justo que apenas os presentes fisicamente viessem. Também deixaremos os nomes na loja onde nossos funcionários alugaram as roupas para facilitar a vida de todos já que os convites foram liberados de última hora. Se me der os nomes completos e e-mails, envio os convites agora mesmo.

— Eu realmente não sei como agradecer Minato. Isso foi de uma gentileza sem precedentes.

Depois do excelente trabalho que fizeram na Konoha Sr. Madara é o mínimo que posso fazer.

— Bem, seria mais fácil falar com Hidan sobre nomes e e-mails. Ele tem isso tudo sempre a mão no smartphone e eu confesso que tenho de cabeça, mas não em documento.

— Perfeito. Ligarei para ele se puder me passar o número e explicarei tudo.

— Claro que sim. Sem dúvida!

Madara passou o número para Minato e após se despedir, desligou o celular. Estava em seu quarto, caminhando em direção ao banheiro já sem camisa quando decidiu avisar Itachi sobre a ligação de Minato. Ele certamente ficaria feliz com a notícia.

Entrou no quarto de Itachi sem bater na porta e ouviu o chuveiro ligado. Foi para o banheiro e ia chamá-lo quando paralisou ao vê-lo. Itachi estava de costas, com as mãos apoiadas na parede e a cabeça baixa. Deixava água bem quente cair em sua nuca, pescoço e ombro. Lembrou-se da manhã em que se atrasaram para ir trabalhar, a mais de duas semanas onde compartilhara um banho assim com ele. Tinha sido tão maravilhoso, mas tinha deixado um gosto apimentado de quero mais!

Itachi estava totalmente desligado. Lembrava-se da mesma coisa que Madara, mas sob outra visão: os toques dele em seu corpo. Muita coisa mudou desde aquele dia. Trocavam beijos, carinhos... Mas ele e Madara nunca mais tinham estado daquela forma e seu corpo sentia uma falta louca dos toques dele! Suspirou. Estava cansado e com a mente esgotada, mas queria Madara ali consigo. Queria muito. Ainda de costas, fechou os olhos e começou a tocar seus ombros e braços em movimentos semelhantes aos do tio naquela manhã onde tudo começara com um belo banho.

Madara ao perceber isto congelou. Seus olhos se arregalaram e sentiu imediatamente tudo em si reagir à cena. Itachi estava pensando nele! Imaginando-o ali dentro daquele Box com ele agora! Encostou-se a pia e se segurou. Caso contrário invadiria o Box e tornaria o desejo de seu sobrinho realidade.

Itachi parou de massagear os braços e se abraçou. Respirou fundo e deixou as mãos deslizarem por seu abdômen e peitoral e um arrepio tomou conta da coluna de Madara. Mordeu os lábios ao ouvir Itachi gemer como se estivesse se deliciando com SEUS toques. E então seu sobrinho chamou seu nome num convite... Num pedido, numa súplica!

Madara voltou para o quarto e se encostou à parede com o coração disparado! Deus! Continuava ouvindo os chamados de Itachi, seus gemidos e suspiros. Mas então se lembrou de tudo que não estava resolvido entre eles e tratou de antes de enlouquecer ouvindo aquilo, trazê-lo de volta à realidade. Respirou fundo limpando a garganta para deixar a voz clara e voltou até a porta como se estivesse entrando naquele momento.

— Itachi? — chamou.

Itachi acordou ao ouvir a voz de seu tio e seu coração disparou no peito. Respirou fundo tentando recobrar a normalidade. Mas saber que Madara estava em seu quarto, não ajudava.

— No chuveiro. — respondeu baixo.

— Minato ligou com uma ótima notícia. Conseguiu convites para...

— Entra aqui que não estou te ouvindo. — pediu. Só conseguiu entender Minato e convites de tudo o que ele havia dito.

Madara travou. Fechou os olhos para afastar todas as imagens e sensações que tinha sentido e entrou no banheiro como se realmente nada tivesse acontecido.

— Minato ligou. Conseguiu convites para toda nossa equipe para amanhã e ainda vai liberar a loja de locação de trajes para eles em função do convite ter sido liberado em cima da hora. — contou realmente empolgado.

— Não brinca? — respondeu se virando com tudo animado com a notícia.

Madara engoliu seco e concordou com a cabeça. Não conseguia falar enquanto admirava a beleza de Itachi. Como ele não falou mais nada o mais novo se pronunciou.

— Isso é perfeito! Como os convites serão entregues?

—... Hidan vai ajudá-lo com isso. — respondeu desviando o olhar — Bom, eu vou tomar meu banho para sairmos. Nos vemos logo mais.

— Fica aqui... — pediu num impulso angustiado com a partida repentina e quando Madara se virou completou — Toma banho comigo. — pediu mais baixo sem deixar de olhar para o tio.

Madara engoliu seco discretamente.

— Tem certeza...? — perguntou.

— Tenho sim. Vem...! — respondeu abrindo a porta do Box.

Madara sentiu o coração acelerar ainda mais vendo Itachi o chamar daquela maneira para si. Olhou-o detalhadamente, demorando-se em seu sexo. E voltou seus olhos rubros para os olhos dele. Itachi compreendia todo o perigo da situação em que os estava colocando, mas sem hesitar afirmou que sim novamente agora com um movimento quase imperceptível de cabeça. Madara abriu a calça social, tirou-a junto com a cueca sem desviar o olhar do mais novo. Andou para trás fechando a porta do banheiro, caminhou para frente e entrou no Box. Itachi deu espaço a ele para entrar debaixo d’água e ficou admirando o tio se molhar de olhos fechados, sentindo a água acalmar seu coração. Quando abriu os olhos o viu encostado na parede, inclusive a cabeça. Olhava-o com tanto amor... Abraçou Itachi puxando-o para a água e foi retribuído no abraço de maneira forte.

— Saudade! — comentou.

— Também. — foi a resposta que obteve — Muita... — continuou afagando suas costas — Quer que eu te dê banho?

— Quero! — respondeu Itachi quase sem voz. Já havia tomado banho, mas sua carência por Madara não lhe deixaria negar aquilo mesmo sabendo que estavam sedentos um do outro.

Madara deu um beijo gentil e cheio de promessas nos lábios de Itachi. Virou-se para pegar a bucha e o sabonete líquido e quando ia espalhar o mesmo ouviu o pedido que condenou aos dois.

— Não quero bucha. Quero sentir suas mãos. — declarou Itachi segurando no pulso do tio. Este ficou olhando para a mão forte que segurava seu pulso. Concordou com a cabeça e então sentiu seu pulso ser libertado.

Itachi virou-se para que o banho começasse por suas costas. Madara respirou fundo espalhando sabonete líquido nas mãos. Começou a ensaboar o corpo de Itachi sem pressa dando-lhe banho sim, mas acariciando a pele dele após ensaboá-la, dando muito prazer ao Uchiha mais novo. Começou pelos ombros e pescoço. Desceu por suas costas e cintura, passando para seu abdômen perfeito. Permitia-se usar as unhas nas reentrâncias de seus músculos firmes e torneados sentindo Itachi encolher-se sob seu toque. Percebia ele conter seus gemidos e suspiros, sem, no entanto conseguir ficar em silêncio. Madara ao subir para seu peitoral acariciou os mamilos em movimentos circulares e sensuais, colando seu corpo mais ao de seu sobrinho. Desceu as pontas dos dedos suavemente pelas laterais do corpo dele obrigando-o a jogar a cabeça para trás e encostar-se a seu ombro.

Madara aproveitou para beijar-lhe os lábios numa paixão silenciosa, fazendo-o tremer e se apoiar mais em si. Acariciou seu quadril com as unhas e sentiu Itachi segurar seus pulsos fracamente. Inverteu as coisas segurando-lhe os pulsos, fazendo-o recostar-se a parede. Beijou seu pescoço, mordiscou seus ombros e desceu por suas costas passando os lábios por sua coluna. Itachi tentou se segurar na parede para não desabar de joelhos! Madara Iria enlouquecê-lo! Matá-lo de tanto desejo! Sentiu o tio lavar suas pernas, coxas e panturrilhas com os mesmos movimentos fortes, firmes e sensuais. Lavou seus pés e beijou-os após enxaguá-los. Enxaguou seu corpo todo de forma lenta, mesmo as partes que já não havia mais espuma, apenas para poder uma vez mais acariciar o corpo que amava!

E quando Itachi achou que sobreviveria sem enlouquecer, Madara lambuzou suas mãos de sabonete líquido, uma quantidade realmente abundante e passou a lavar suas partes mais íntimas. Frente e trás ao mesmo tempo! Acariciando, sentindo, invadindo... E pela primeira vez o mais novo perdeu o controle e soltou um gemido alto, rouco, já meio entorpecido de tanto prazer. Ao ouvir o gemido, o mais velho buscou sua boca e devorou-a num beijo faminto, guloso... Cada vez que precisava buscar ar, mordia levemente o lábio inferior do sobrinho para não romper de vez o contato com seus lábios e então respirava fundo e roubava novamente seus lábios para si.

Itachi tentava como podia se segurar hora na parede hora no corpo de seu tio. Depois do primeiro gemido, sentiu-se envergonhado e passou a abrir a boca como se buscasse ar cada vez que queria gritar ou gemer. Madara parou de tocá-lo atrás para usar sua mão para segurar-lhe a nuca e mexer sua cabeça conforme sua vontade. Queria o pescoço de Itachi, seu queixo, o lóbulo de sua orelha, mas não soltava seu sexo, que tocava de forma deliberadamente ritmada com força calculada.

Itachi estava zonzo. Sentia tanto desejo e tanto amor por seu tio! Queria ser dele e não suportaria esperar por mais nada! Madara notando seu abandono voltou a beijá-lo enquanto soltava seu membro e o virava de frente para si. Segurou seus pulsos ao lado de seu corpo e tornou o beijo mais leve, mais carinhoso que afoito e desceu pelo pescoço, peito e abdômen beijando da mesma forma. Itachi fechou os olhos sentindo todos os lugares beijados incendiarem com o toque dos lábios dele e então sem qualquer aviso, sentiu-se ser tomado pela boca quente de Madara que o segurou firme pelos quadris.

— Madara! — gemeu agarrando os longos fios negros de seus cabelos e puxando-os no susto.

Madara degustou Itachi lentamente, sem pressa, tornando pouco a pouco o contato mais longo e mais duradouro. O corpo do mais novo tremia, ele gemia enlouquecido de prazer. Passou, sem notar, a mover seu quadril de encontro à boca de seu tio e seus gemidos ficaram cada vez mais altos. Sua sanidade o abandonando totalmente. Quando Madara deu ritmo e força a seus movimentos, precisou segurá-lo firme pela cintura, pois ele estava trêmulo e ensandecido de prazer. Itachi alucinado acabou gozando em sua boca, gritando desesperado, sentindo seu grito ferir a garganta.

Madara levantou-se depressa para conter o corpo de Itachi que parecia que ia cair desfalecido. O abraçou com carinho, protegendo-o e amparando-o. Prensou o corpo dele contra a parede e seu próprio corpo para que aguentasse ficar em pé até se recuperar. Itachi tremia. Vez ou outra suspirava e seu coração não dava mostras de voltar ao ritmo normal. Madara se mantinha abraçado a ele, agora acariciando seus cabelos e lhe dando leves beijos no pescoço e no ombro. Virou o jato da ducha para ambos, para que a água quente escorresse pelo corpo do Uchiha mais novo trazendo-lhe calma e relaxamento. Estava com o corpo totalmente dolorido pelo desejo que continha a muito custo, mas Itachi precisava mais dele do que ele de um alívio para sua paixão.

Escutou Itachi suspirar e firmar o corpo sozinho embora permanecesse abraçado a si.

— Tudo bem? — perguntou com carinho.

— Não exatamente! — respondeu Itachi que tinha a voz rouca. Realmente tinha machucado a garganta com seus gritos.

— Motivo? — perguntou obrigando Itachi a olhá-lo.

Itachi beijou-o e Madara assustou-se. O beijo era completamente diferente agora! Exigente sem ser rápido. Úmido e quente sem ser molhado! Era o beijo de um homem completamente apaixonado. E respondeu da mesma forma, pois se sentia também inundado pelo mesmo sentimento. Beijaram-se por um tempo sem fim. Madara estava no seu limite, precisava resolver seu problema ou enlouqueceria. Mas sabia que não podia ter Itachi. Não ainda. Não até ele saber de tudo.

— Preciso de um banho. E de algo gelado para beber. — disse diminuindo um pouco a temperatura da água.

— E vai tomar banho sozinho?

— É melhor. — respondeu e completou com sinceridade — Ou não respondo por mim.

Itachi parou para olhar em seus olhos. Estava ainda entorpecido pelo o que tinha acabado de sentir, mas ainda se lembrava de sua decisão.

— Então não responda.

— Ainda sou humano Itachi.

— Ótimo. Então pare de lutar contra o que nós dois queremos.

— Não está pronto para isso. Deixa-me tomar banho, por favor? — pediu com a respiração pesada.

Itachi colou seu corpo com o de Madara e tomou-o em sua mão. Ele estava grande, quente, duro... Pulsante. Percebeu o mais velho morder o lábio inferior e franzir as sobrancelhas enquanto gemia sem qualquer receio.

— Por favor, Itachi... — implorou.

— Não. Chega de esperas. Já me ensinou como é e o que eu enfrentaria. Não preciso mais ser preparado, preciso ser amado por você. Mostra-me como é.

Madara já não conseguia se controlar. Agarrou Itachi pela parte inferior de sua coxa direita e pela cintura e o suspendeu do chão, obrigando-o a prender-se em seu quadril com suas pernas longas e fortes. Prensou-o na parede antes de responder.

— Não estou brincando Itachi. Há muito passei do meu controle.

— Então acaba logo com isso! — exigiu enlaçando o pescoço de Madara e beijando-o com vontade redobrada — Eu quero Madara. — disse com uma certeza assustadora.

— Itachi... — tentou uma última vez.

Mas Itachi forçava seu quadril contra o dele fazendo seus sexos se tocar, despejando correntes elétricas potentes nos dois corpos. Madara gemeu dolorosamente. Itachi aproveitou sua distração para arranhar suas costas e chupar seu pescoço sem deixar de esfregar-se contra o quadril dele. Madara segurou em suas nádegas e roubou sua boca num beijo faminto.

Itachi colocou em prática o que aprendeu e tateou a prateleira mais ao seu lado em busca do sabonete líquido e derramou pelos dedos do tio.

— Itachi isso... Não é simples assim...! — tentou. Mas seu braço havia assumido o controle e tinha descido até as nádegas do sobrinho quase as invadindo. Acariciando ao redor daquilo que tentava a todo custo não invadir enquanto estivesse tão febril.

— Vai ser incomodo, vai doer no começo... Mas eu confio em você! — respondeu — Amo você Madara... Vem, por favor!

Desceu a mão cheia de espuma pelo corpo de Madara tocando-o e massageando sua ereção sem qualquer pudor, massageando a sua própria no pequeno espaço entre seus corpos.

Madara gemeu extasiado! Como Itachi o queria! Como ELE queria Itachi! Beijou rapidamente os lábios de Itachi e finalmente se rendeu ao desejo dele.

Seus dedos que antes apenas lhe acariciavam sem tentar nada demais, agora ousaram buscar seu interior para valer. Itachi sabia que não seria fácil, mas não estava com medo! E para provar isto a Madara, passou o tempo todo olhando em seus olhos enquanto ele lhe invadia calmamente, preparando-o para o viria. Não fez cara de dor, não demonstrou seu incômodo. A única prova de que estava alterado eram suas mãos frias e levemente trêmulas. Mas fora isso estava com um olhar tão bonito para si! Era confiante e amoroso. Quando se acostumou com a invasão fechou os olhos e respirou fundo. Aproximou seu rosto vagarosamente do mais velho e o beijou. A boca, a pontinha do nariz, a testa, o queixo, as bochechas... Mordiscou e chupou o lóbulo de suas orelhas, fazendo Madara se arrepiar muito com o carinho. Aos poucos os toques se tornaram deliciosos e ao invés de só sentir, começou a participar do momento. Madara que tremia um pouco enquanto o tocava controlando ao máximo sua exploração, relaxou ao perceber isto.

— É bom...! — falou deitando a cabeça em seu ombro e beijando seu pescoço.

— Mesmo? — perguntou Madara baixinho em seu ouvido.

— Muito! Você é tão carinhoso... — respondeu.

Madara tocou-o mais profundamente fazendo-o gemer jogando a cabeça para trás. Sentiu as pernas do sobrinho apertarem-se ao redor de sua cintura e o interior dele se contrair de puro prazer.

Para Madara foi o fim de seu limite.

— Itachi? — fez a pergunta muda. Precisava muito dele.

— Quando quiser! — respondeu fechando os olhos e sorrindo.

Madara sorriu de volta. Tirou os dedos do interior de seu menino e lentamente começou amá-lo. Buscava seu corpo com cuidado e sentia todo o calor do interior do corpo de Itachi o acolhendo, o convidando a ir mais além.

Itachi mordia o lábio inferior e gemia seu nome se agarrando. Algumas vezes franzia levemente a sobrancelha e Madara percebeu que em alguns momentos ele lhe apertava os ombros. Ia com mais calma nestes momentos, até ele voltar a relaxar. Sentia-se pulsar loucamente. Se descuidasse um segundo, tudo terminaria antes de começar!

Mas Itachi merecia mais de si. Merecia que o amasse com calma. E o fez. Amaram-se num misto de devoção e felicidade sem igual. Entraram em total sincronia: gemeram juntos, suspiraram juntos, aumentaram seu ritmo juntos e gritaram um o nome do outro, juntos, quando um orgasmo devastador os dominou.

Madara não largou Itachi de imediato. Encostou-se na parede e escorregou até se sentar no chão com ele em seu colo. Uma careta de dor não passou despercebida enquanto se sentava. Recriminou-se por isso, mas Itachi apenas se acomodou em seu peito e deixou que o outro acariciasse suas costas enquanto acariciava seu peito buscando o controle de sua respiração.

— Machuquei você? — perguntou mortificado.

— Claro que não. O ato em si causa dor. Sabe disso. — respondeu com carinho e ainda brincou — Mas você também não é humilde... Nem um pouco!

Madara levou um momento para entender e corou violentamente. Abriu a boca para responder, mas a fechou sem nada ter dito. Itachi riu.

— Relaxa. Estou muito bem! Sinto-me pleno. Nunca me senti assim antes.

— Também me sinto assim. Completamente pleno. — confessou e após um beijo no topo da cabeça dele sussurrou — Amo você meu menino.

— Também amo você. Muito! — respondeu o Uchiha mais novo.

Ficaram abraçados se acariciando por um longo tempo. Vez ou outra se beijavam ou ficavam olhando um nos olhos do outro, guardando a cena linda que era contemplarem-se ainda extasiados. O estômago de Itachi roncou fazendo os dois rirem.

— Acho melhor pedirmos algo para comer em casa mesmo. Que tal pizza e vinho? A menos que queira muito sair.

— Acho que fico com a primeira opção, mas troco pizza por comida chinesa. — comentou Itachi.

— Fechado. Mas um banho faz-se necessário primeiro. — respondeu Madara se espreguiçando.

O contato fez ambos sentirem seus corpos esquentarem, e corarem para em seguida rirem e se abraçarem.

— Melhor levantar primeiro meu príncipe e depois eu levanto. Mas assim... Faça isso MUITO lentamente por que... Curiosamente meus hormônios estão descontrolados.

Itachi olhou profundamente em seus olhos e Madara reconheceu a mesma paixão, amor e desejo que havia visto quando entrou no banheiro mais cedo.

— Céus não me olhe assim! — pediu apertando os olhos, evitando olhá-lo — Não consigo aplacar o que sinto por você. Achei que... Depois... De hoje... — calou-se sem conseguir prosseguir.

— Madara ouviu-me dizer em algum momento que havia bastado para mim? — perguntou.

Madara levantou a cabeça olhando-o novamente. Seus olhos agora transmitiam travessura.

— Definitivamente massa! Carboidratos! Urgentemente!

Itachi riu divertido e se levantou.

— Peixe! Muito peixe! Tem ômega três que faz bem para o coração.

Madara levantou em seguida rindo. Quando seu sobrinho fechou os olhos enfiando a cabeça debaixo d’água, suspirou.

Depois do que haviam acabado de viver não poderia mais manter as coisas como estavam. Amava Hidan e se preocupava com ele, mas ele estava certo; Estava na hora de viver sua vida com Itachi e para isso, precisava esclarecer as coisas com ambos.

E faria isso naquele final de semana, no sábado durante a festa conversaria com Hidan e domingo com Itachi.

Notas finais
Declaro para os devidos fins que faltam apenas TRÊS CAPÍTULOS para o GRAN FINALE! Como Madara resolverá seus assuntos pendentes com Itachi e Hidan? E Itachi? Seguirá o conselho de Minato e viverá livremente seu amor com Madara? Terá nosso jovem Uchiha coragem para revelar a verdade para Mikoto e Sasuke? E o Caçula? Conseguirá reconquistar a confiança do irmão? Aguardo quem quiser e puder compartilhar um pouquinho mais de seu precioso tempo comigo lá no nosso cantinho de reviews. Até a próxima semana e que os Anjos do Céu e os Seres Elementais da Natureza guiem e protejam todos nós!