Pra Você Guardei o Amor
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Itachi sentia-se relaxar de uma forma esplêndida com a massagem de Madara. Ele estava com muito carinho e paciência removendo cada nó de tensão que havia em seus ombros. Claro que sua boca e língua em sua orelha estavam contribuindo para entorpecê-lo também. Ele definitivamente era bom naquilo.
Fechou os olhos e se lembrou do seu último sonho onde ele e Madara haviam feito amor na piscina. Tinha sido tão bom! Por causa do sonho tinha elaborado tudo aquilo... Acreditava que poderia conseguir uma vez que já vira acontecer.
Suspirou e tentou se virar para o mais velho que o impediu.
— Eu não terminei.
— Quero tocá-lo também... — sussurrou arrepiado apesar da água quente.
— Terá sua chance. Só que agora quero que relaxe.
Itachi gemeu com a voz profunda em seu ouvido. Um simples pedido e já havia desistido de seu intento. Como podia? Sorriu mordendo a boca de um jeito um tanto sem vergonha que era suavizado pela latente alegria que sentia.
— Está acontecendo? Estamos mesmo juntos?
Madara parou a massagem aos poucos refletindo sobre aquela pergunta. Recostou a testa na nuca do mais novo e suspirou concordando.
— Estamos... Parece um sonho não é?
— Vem sendo o meu sonho já há algum tempo... Algumas noites. — confessou tímido.
— Mesmo? — perguntou Madara entre surpreso e curioso.
Itachi apenas acenou que sim.
Madara se julgava um cara bastante comedido. Mesmo trabalhando com pessoas queridas e próximas, não costumava ter curiosidade pela vida pessoal delas e raramente se envolvia em conversas sobre sonhos, desejos e anseios particulares de qualquer espécie, mas ouvir de Itachi que ele andava sonhando com eles, lhe provou que para toda regra tem uma expressiva exceção.
Mordeu seu ombro com carinho, beijando-o em seguida. Deslizou as mãos grandes dos ombros por todo comprimento dos braços até alcançar os dedos e entrelaçá-los aos seus.
— E era bom assim? — perguntou sugando o lóbulo de sua orelha.
Itachi se encolheu e apertou os dedos dele entre os seus. Não, nunca seria assim tão bom nem mesmo em seus sonhos.
— Agora está melhor...
Suavemente Madara desvencilhou seus dedos e correu-os suavemente pela parte de dentro dos braços até alcançar o tórax, buscando os mamilos arrepiados. Provocou-os ora com as unhas, ora com os nós dos dedos e sentiu Itachi arquear as costas, expondo-os mais ao toque.
— E assim? Fica bom também?
Itachi respirou fundo e tombou a cabeça concordando descoordenadamente com a mesma enquanto engolia com dificuldade um gemido. Seu corpo ardia de tão arrepiado que estava.
— Sua pele é tão suave Itachi... Está tão quente e tão sensível. Está assim por mim?
Itachi mordeu a boca franzindo as sobrancelhas e concordando com a um quase inaudível “uhum”.
Madara deslizou a língua pelo pescoço dele preguiçosamente e começou a massagear lhe seus mamilos com o polegar, ora esfregando-os entre este e o indicador.
Desta vez Itachi gemeu alto e levou as mãos aos pulsos de Madara.
— Não me segura... Sente. É gostoso ver você sentindo...
Itachi não soltou seus pulsos, mas diminuiu a pressão.
Madara permaneceu acariciando um dos mamilos e se permitiu escorregar a outra mão até o quadril dele. O caminho inverso foi feito a partir do abdômen onde arranhou a pele quente, mas não chegou a completá-lo, já que o toque o fez serpentear o corpo e se encaixar mais contra si.
Madara sentiu o efeito instantâneo em seu corpo. Seu membro despontou pela carícia impensada e espalmou a mão trazendo o mais novo mais para perto, encaixando-se entre suas nádegas.
Itachi arregalou suavemente os olhos e virou a cabeça para o lado buscando os olhos dele. Seu olhar era surpreso e Madara sorriu confiante reivindicando sua boca num beijo longo prontamente aceito pelo mais novo.
Durante o beijo Madara desceu a mão até a virilha de Itachi e apertou a parte interna de sua coxa sentindo a pulsação latente da artéria que passava pelo local. Itachi abriu discretamente as pernas concedendo mais acesso e levou a mão à nuca dele, segurando-o pelos cabelos longos.
— E então...? — perguntou Madara respirando de forma mais errática — Assim também é bom?
— Assim é... Muito bom. — conseguiu admitir corado.
— E se...
E Madara não completou. Apenas deslizou um dos dedos até o meio das pernas de Itachi, brincando sem pressa com suas bolas.
— Eu... Aahhh...! — Itachi tentou, realmente tentou verbalizar. Mas sentiu uma pressão louca se acumular no local à medida que o toque evoluía.
— Hummm... Que gostoso meu bem... Tá tudo “durinho” aqui em baixo.
Itachi teve certeza que corou e muito. Mas caramba o jeito que Madara o tocava e que a voz potente fluía diretamente em seu sistema nervoso, talvez pela proximidade da boca dele com seu ouvido... Não se continha! Não era possível nem ao menos imaginar como se fazia isso naquela altura do clima criado por ele.
— Sim... — verbalizou debilmente sem saber sobre o que realmente concordava.
Enquanto tudo isso acontecia, Itachi nem notou que Madara invertera as mãos no último instante antes de começar as carícias que fazia agora. Só entendeu isso quando um choque percorreu seu corpo partindo do outro mamilo.
Buscou Madara precisando de mais um beijo, mas deu de cara com o nada apenas para senti-lo beijar e morder a junção de seu pescoço com o ombro do outro lado. Levou as mãos ao quadril dele tentando se manter firme.
Estava de joelhos na banheira assim como o mais velho, mas se eles estavam sobrecarregados ou dormentes era uma questão realmente desinteressante para se pensar. Mas não deviam estar já que nem os sentia!
Mas eles falharam assim que Madara com um aperto sutil abandonou o local e subiu para seu membro numa pegada firme, do qual nem deu tempo de Itachi se refazer e virou estímulo através de uma deslizada para frente e meia para trás, para expor a ponta que imediatamente recebeu carícias com o polegar.
— Ma-Madara! — gritou Itachi desesperado empinando o quadril para frente e gemendo alucinado daí por diante.
Madara rangeu os dentes contendo seu orgasmo com muito custo pela reação de Itachi. Bom Deus fazer amor com ele seria...
E sentindo que perderia a batalha se continuasse com aquele interlúdio sensual, vasculhou a área rapidamente e localizou algo útil para sua alegria. Puxou Itachi para trás o obrigando a sentar e sentou-se em seu colo.
— Me beija Itachi... — pediu com a boca próxima a seus lábios ainda masturbando-o.
Itachi passou a língua nos lábios e segurou Madara pela nuca beijando seus lábios numa urgência repleta de tesão e gemidos roucos.
Madara virou o vidro de óleo aromático derramando-o pela borda da hidro e pegou a mão de Itachi guiando-o até a pequena bagunça que tinha feito.
— Deixe-me ensiná-lo... — pediu notando sua confusão.
Itachi piscou. Entendera direito? Olhou para o óleo e então para Madara e para o óleo novamente e respirando fundo concordou com a cabeça melando-os por vontade própria.
Madara segurou-o pelo queixo e virou lhe o rosto em sua direção beijando sua boca mais uma vez. Deu acesso a seu queixo e pescoço e Itachi deixou seus instintos mais que sua experiência fluir. Usou a mão livre para acariciar o corpo de Madara a bel prazer até alcançar suas nádegas firmes sentindo o coração acelerar ao começar a acariciar a região central e quando sentiu segurança mergulhou os dedos melados de óleo na água, dando o próximo passo.
O óleo era espesso e não diluiria na água imediatamente, mas não tinha também um tempo infinito. Respirou fundo tentando se acalmar e então fitou Madara.
— Algo errado? — perguntou Madara gentilmente.
— Não foi o que eu imaginei sabe? — confessou rindo um pouco sem graça e inseguro.
— Eu não faria diferente em situação nenhuma. Quero que veja, sinta e entenda como será e aí sim, quando me disser que está pronto, será meu.
— Eu amo você... — disse emocionado.
— Eu amei você desde que nasceu Itachi... Não tenha medo.
Itachi pediu pela boca dele e foi atendido.
Ainda sentindo certa hesitação no mais novo que apenas o massageava sem tentar nada mais... Profundo, segurou-o pelo pulso e pressionou seu dedo até sentir-se invadido. Uma contração local persistente que travou seu movimento assustou Itachi que arregalou os olhos enquanto Madara franzia quase imperceptivelmente o cenho.
Interrompeu o beijo, mas Madara levou um dedo aos lábios dele impedindo-o de falar. Colou as testas e sorriu tranquilo.
— Apenas continue. Me sinta, me descubra...
Itachi fechou os olhos ao notar que Madara estava bem e relaxou, permitindo-se ser envolvido por aquela intimidade gostosa. Sem pressa foi tocando, conquistando, penetrando... Era quente, apertado... Era sedoso e repleto de contrações e fundo... Havia espaço também... Espaço para mais...
Mordendo a boca acrescentou outro dígito e ouviu um gemido baixo e longo vindo de Madara e uma rebolada lenta que o ajustou mais dentro do corpo acolhedor.
— Está certo? — perguntou tímido.
— Está... É tão gentil Itachi...
Itachi sorriu aliviado. Deu um beijo na testa de Madara e segurando-o pela nuca descansou a cabeça dele em seu ombro, deslizando os dedos pelo peito até alcançar o membro esquecido.
O toque preguiçoso, porém preciso fez Madara tombar a cabeça para trás de lábios abertos deliciado. Itachi o estimulava com respeitosa curiosidade. Assistia suas reações e permitia que ele fizesse o mesmo. Estavam se conhecendo de uma maneira maravilhosa agora e Madara não entendia como poderia ter imaginado que poderia existir outra pessoa para Itachi sendo tão óbvio o quanto ele lhe amava.
Perdeu a linha de raciocínio quando ele adicionou outro dígito que o incomodou um pouco e o excitou ainda mais. Itachi agora investigava seu interior sem cerimônia, investindo sem medo, já ciente dos limites que encontraria. Sorriu quando seus dedos pressionaram a próstata de Madara que deu um pequeno solavanco graças ao choque que percorreu seu corpo e então concentrou-se naquele ponto.
— Bom menino... — gemeu Madara com um sorrisinho orgulhoso e safado de lado, entregando-se sem pudor.
O problema – Madara logo percebeu – era que Itachi era um gênio e isso implicava em gostar de aperfeiçoar tudo o que fazia. Tudo; tudo mesmo. E Ele encontrou uma forma de fazer isso também naquela situação levando o tio a um patamar de prazer difícil de controlar.
— Itachi... Tem de fazer... AGORA. — pediu contendo a mão que o masturbava com os olhos vidrados sentindo espasmos e contrações por todo corpo.
— Me ajuda...? — pediu Itachi humilde e sem medo.
Madara tremia de desejo e temia que mal o sobrinho o penetrasse acabasse gozando. Levantou-se brevemente para encerrar o contato com os dedos de Itachi e logo na sequência sentiu o sexo dele sendo posicionado no lugar antes ocupado por eles.
— Não precisa ir aos poucos. Não sou virgem. Seja contínuo sem ser agressivo e encontre um ritmo que permita a nós dois sentirmos um ao outro.
Itachi concordou e respirou fundo, prendendo a respiração involuntariamente assistindo Madara deslizar sobre seu membro.
Segurou firme na cintura dele e rangeu os dentes. Era tão apertado agora! Era um estímulo tão intenso no seu membro que queria gritar.
— Vem Itachi... Não consigo tanto. — implorou Madara sentindo a base da coluna formigar e o baixo-ventre contrair.
Itachi o beijou e o puxou mais para si dobrando os joelhos. Começou a se mover firme e constante e após algumas investidas, Madara se juntou a ele no timing certinho, fazendo com que se movessem em sintonia.
Madara gemeu alucinado ao notar que ele achara o caminho novamente para lhe dar máximo prazer. Itachi o fazia rebolar em sentindo contrário a si acertando-o em cheio seguidamente, gemendo junto, quase gritando. Estava febril, fora do ar. Apenas se movia entregue ao que sentia como ele havia pedido.
A água ajudava a dar leveza aos movimentos, mas também os expandia e isso somado a todas as sensações, ao desejo reprimido, ao amor correspondido... Tudo estava sendo ampliado e Madara já não conseguia mais se segurar; já não havia como prolongar. E não era o único nesta situação.
— Madara! — chamou Itachi sentando-se ereto e movendo o mais velho com mais força e mais rápido.
— ITACHI! — gritou Madara o nome dele gozando.
Itachi foi junto. Um gozo inesgotável aos seus olhos, sentia todo seu corpo se contrair; quase doía de tão sensível que sentia seu membro agora e gritou muito, o tempo todo junto com Madara até o ritmo e a constância dos movimentos gradativamente se extinguirem, como se suas forças estivessem saindo junto com seu gozo e o abandonando rapidamente.
Nos primeiros instantes uma quietude calma recaiu sobre eles. Madara buscava restabelecer o fôlego depois do orgasmo impressionante que tivera e Itachi... Bem, a ficha ainda não havia caído... AINDA!
Respirou fundo e por fim abriu os olhos. Madara estava com os olhos fechados e a testa franzida de leve, não como alguém que sentia dor, mas como alguém que se concentrava arduamente para gravar algo muito importante.
Quando Madara abriu os olhos e moveu-se suavemente relaxando o corpo e os desconectando foi que a ficha de Itachi caiu. Arregalou os olhos e piscou algumas vezes.
— Madara...? — chamou incerto.
— Hum? — respondeu o mais velho notando cada mínima mudança no semblante do mais novo a medida que o entendimento o atingia.
Itachi se calou fitando o nada. Madara imaginou que ele revivia os últimos minutos para que não restasse dúvidas antes de perguntar algo.
Itachi sorriu de lado e voltou a ficar sério para em seguida abrir um sorriso genuíno. Fitou Madara longamente em silêncio. Não encontrava palavras para se expressar. Estava sentindo tantas coisas naquele momento, seu cérebro trabalhava tão depressa que nada realmente coerente e adulto se formava.
— Se vier com aquele ridículo “foi bom pra você amor” eu juro que te jogo daqui de cima!
Itachi realmente tentou conter o riso, mas perdeu a batalha. De tudo o que esperava ouvir de seu tio, aquilo realmente não estava na lista!
— Como assim? – perguntou sacudido pela risada.
Marada sorriu junto, feliz por ter conseguido destravar seu sobrinho.
— Estava pensando demais no que dizer então achei melhor te ajudar com o que não deveria dizer! — respondeu piscando.
Itachi parou de rir, mas continuou sorrindo.
— Abraço pode? — perguntou encolhendo os ombros.
Madara concordou com a cabeça e abriu os braços, aconchegando o sobrinho entre eles.
— Meu Deus! Madara...
— Eu sei... Foi simplesmente incrível. — admitiu com os lábios colados no topo da cabeça do sobrinho.
— Mas Madara... Não deveria ter sido assim... Quer dizer...
— Itachi quando dois homens se amam não importa como acontece. Claro que com o tempo algumas preferências aparecem, mas não precisa ter uma regra.
— Eu sei disso. É que eu me preparei para...
— Você não se preparou Itachi. Você tentou me preparar. É diferente.
Itachi mordeu a boca e baixou o olhar sem graça. Madara segurou seu queixo e o fez voltar a olhar em seus olhos.
— Mas é como eu disse. Em nenhuma circunstância eu faria diferente. É mais fácil lidar com o que te espera se tem a chance de estar do outro lado primeiro.
— O... Seu amigo quem te ensinou isso? — quis saber Itachi sentindo-se doente em pensar em Hidan naquele momento.
— Não. — respondeu Madara franzindo o cenho — Quase tudo na vida funciona assim. Na escola, no trabalho... Você vê alguém fazendo o que você fará antes de tentar. Acho que é uma teoria válida para este caso também. Principalmente porque existe um imaginário realmente fértil e voluptuoso a respeito. Pena que apenas homens tenham este luxo.
Itachi suspirou e recostou no ombro de Madara mais relaxado.
— Eu adorei. E definitivamente você é muito sexy e... Gostoso.
— Eu sou? Mesmo chegando aos quarenta? — perguntou Madara divertido.
Itachi pensou um pouco e lhe beijou o ombro antes de responder com diversão na voz.
— Qual bebida mesmo fica melhor com o tempo? O vinho?
— Isso...
— Pois é! Você também é assim... Vai ver que é por isso que adoro vinho...
— Interessante... — comentou Madara pensativo — Posso te ensinar um ou dois jeitos bem exóticos de beber vinho.
Itachi levantou a cabeça interessado fazendo Madara rir jogando a cabeça para trás.
— Certo, já vi que gostou da ideia. Mas outra hora, pode ser?
— Pode...
Madara lhe deu um beijo delicioso na boca e depois outro na testa.
— Obrigado... Eu estou honrado de todo coração por ter a chance de ensiná-lo sobre amor e partilhar dele com você...
Itachi ficou sem palavras enquanto Madara se levantava.
— Acho que um banho será de grande valia para nós. O que me diz?
— Acho que minhas pernas dormiram e...
— Se foram só as pernas seu preparo físico está sensacional! Eu acho que estou todo dormente!
— É que eu tenho esse tio... Cara charmoso, inteligente... Ele é do tipo geração saúde sabe? E vem trabalhando isso em mim também.
Madara estreitou os olhos e ao mesmo tempo arqueou uma sobrancelha. Itachi comprimiu os lábios completamente seduzido. Que expressão saborosa aquela!
— Sei... Esse tio deve ser um cara e tanto... Geração saúde é?
— Totalmente!
— Eu realmente engano tão bem assim?
Itachi tombou a cabeça para o lado e então para trás, fechando os olhos pensativo. Quando abriu novamente Madara sentiu o corpo arrepiar. Ali estava o fogo rubro que costumava desnorteá-lo.
— Madara realmente se preocupa tanto assim em parecer velho para mim?
Madara riu tímido e concordou com a cabeça de olhar baixo.
— Nunca imaginei que poderia me sentir inseguro um dia a respeito de mim mesmo, mas... Sim, eu realmente venho vivendo esse tormento. Decepcionado?
— Mais apaixonado.
— Por...?
— Já percebeu o quão seguro você é em tudo na sua vida?
— Eu não sou seguro como você pensa Itachi. Só aprendi a não ter medo do que não posso fazer e sim me concentrar no que posso.
— Faz sentido. Mas mesmo assim, não teve medo de se entregar para me ensinar sobre amor entre homens.
— Aonde quer chegar?
— Seu medo é não ter tempo para nós Madara... Por mais tempo que passemos juntos, você tem medo de não ser suficiente, de perder sua jovialidade e eu minha juventude ao seu lado.
Madara por um segundo esqueceu que precisava de ar. Itachi que estava sério permitiu-se suavizar aos poucos sua expressão.
— Eu te entendo. De verdade! Eu tenho Q.I elevando e isso me faz ter uma compreensão mais madura das coisas, ainda que sofra de uma inexperiência latente de vida. Mas ainda tenho apenas dezoito anos e enquanto você tem medo de ser velho demais para mim, eu morro de medo de ser criança demais para você. Mas no final das contas...
— Não importa... — disse Marada soltando o ar lentamente.
— Se olharmos para tudo, cada detalhe do que aconteceu para nos trazer até aqui... Não, não importa!
Sorriram cúmplices e Madara estendeu as mãos para o sobrinho. Itachi torceu a boca numa cara de menino contrariado e revirando os olhos estendeu os braços segurando as mãos dele.
— É realmente necessário sairmos daqui. — perguntou tentando uma última vez evitar ter de combater sua preguiça.
— Não, pode ficar, mas levando-se em consideração de que acabamos de fazer amor e que ambos gozamos nessa água eu acho...
— Certo! Banho; me convenceu!
Madara riu e o puxou. Itachi deu um pequeno impulso e levantou rangendo os dentes pelas agulhadas que sentia causadas pela dormência.
Quando se viram de pé, frente a frente, se abraçaram.
— Estou tão feliz! — comentou Itachi de olhos fechados apertando Madara entre seus braços.
— Também estou... Como nunca estive!
Itachi se afastou um pouco e acariciou o rosto do tio.
— Você é o grande amor da minha vida Madara. Quero fazer você feliz... Para sempre!
Madara beijou a palma da mão de Itachi e sorriu de leve.
— Não pense tão longe. Viva o hoje. Intensamente.
— Por quê?
— Porque felicidade não é um plano futuro; é um momento presente. E assim deve ser vivido; no dia a dia.
Madara saiu da água e puxou Itachi em seguida. Abraçou-o pelas costas e beijou seu pescoço. Foi caminhando com ele abraçado, sem se perturbar com sua nudez ou com a dele.
— Sabe? As pessoas passam a infância torcendo para se tornar adolescentes; passam a adolescência esperando pela maioridade, e quando a alcançam, querem ganhar dinheiro e depois com a vida estável viver. Mas a vida não acontece assim. Ela é rara e rápida. E não é feita só de momentos bons. Por isso, não pense tanto no futuro. Viva o agora, seja feliz agora.
Itachi recostou a cabeça no peito dele e concordou com a cabeça. A sabedoria de Madara era uma benção. E ele era abençoado por poder partilhar dela.
Virou-se para ele e enlaçou-lhe pelo pescoço.
— Que tal seguir seu conselho e apenas viver essa felicidade ao meu lado?
Madara arqueou a sobrancelha e sorriu orgulhoso. Bingo!
— Acho uma ótima ideia... — sussurrou beijando a boca do mais novo mais uma vez.
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