Pra Você Guardei o Amor
11 Capítulo 11
Notas iniciais
A nova semana chegou trazendo um novo ritmo para a Akatsuki. Logo na segunda-feira Madara e Hidan foram para uma reunião na Konoha Incorporações, a nova contratante que tinha um projeto grande para ser executado. Depois de muitos problemas com a empresa de segurança patrimonial que trabalhavam, haviam decidido pela substituição e agora cogitavam unir os serviços de software da empresa de Madara com o serviço humano de outra empresa. E isso significava que havia uma gigantesca possibilidade de trabalhar com a Uchiha de Fugaku.
Não era incomum, já havia acontecido no passado já que ambas as empresas eram referência em seu ramo de atividade, mas desta vez, colocaria Itachi em campo e não sabia como isso se desenrolaria.
Tudo bem que nos últimos três anos, desde a deserção de Itachi, Fugaku já havia rejeitado alguns projetos de médio porte onde teriam de trabalhar juntos e o único que aceitou fazer, em momento algum apareceu fisicamente, evitando qualquer contato com Madara.
Só que este cliente era grande, importante e influente e tinha certeza de ele não perderia a chance de se fazer presente com grande imponência para impressionar. E isso poderia ser bem ruim.
Só que infelizmente aconteceu. A reunião era exatamente para apresentar a nova empresa de segurança patrimonial e teve o imenso desgosto de ficar cara a cara com o cretino arrogante do seu irmão. E ele se superou com a imensa cordialidade que demonstrou. Merecia um Oscar, sem dúvida.
Muitos pontos foram discutidos e outros tantos ajustados, com isso muita coisa precisou ser remodelada antes que a equipe de Madara fosse escanear o sistema para o contrato ser confeccionado, assinado e poderem enfim, começar a trabalhar.
Sabe o que é todo um dia na presença de Fugaku? Ah parceiro; é bem ruim! Agora imagina dois? Exatamente! É a visão do inferno e foi isso que passar segunda e terça-feira em reuniões com o outro representou para Madara. Hidan simplesmente se divertia em ver as tentativas estúpidas de Fugaku em fazer a Uchiha parecer mais importante que a Akatsuki.
– Claro que sem um contingente humano forte, não adianta de nada a tecnologia. Veja o exército por exemplo. Tem armas sofisticadas, computadores e softwares de última geração, no entanto, precisam do homem para operá-los. – dizia Fugaku ao Sr. Sandaime, presidente da empresa de maneira presunçosa.
– A não ser pelo fato de que atualmente sem os computadores e softwares perdemos não apenas nosso dinheiro, mas até nossas identidades e para ser mais duramente realista, hoje na maioria das grandes corporações mundiais, empresas individuais e em muitas residências nem se quer é possível entrar em caso de violação da segurança do sistema. – rebateu Hidan calmamente.
– Exatamente. Sem contar que os homens estão mais eficazes nas guerras porque a tecnologia chegou para ajudar no ramo de armamentos e transportes... Inclusive graças a tecnologia, hoje temos aviões não tripulados e equipamentos de precisão que detectam densidade de calor. Muitas vidas destes mesmos homens que está exaltando são poupadas graças a esta tecnologia. – finalizou Madara com um discreto sorriso nos lábios.
– Eles têm razão Fugaku. A tecnologia trouxe ao homem mais possibilidades. O contingente humano é importante, mas aliada a tecnologia se torna mais eficaz e é por isso que vão trabalhar juntos. – decretou o Sr. Sandaime para desgosto de Fugaku.
Os próximos dias foram de muitos ajustes no cronograma de visitas e lista de tarefas a serem executadas para não atrapalhar o andamento dos trabalhos da empresa. Na sexta Madara voltou a se reunir com o Sr. Sandaime para apresentar a ele o plano de ação e o mesmo aprovou para início dali há dez dias, pois estavam no final do mês e em função dos fechamentos – fiscal, contábil, financeiro e outros – seria mais conveniente para seus funcionários este prazo.
Outro final de semana chegou e no sábado Itachi acordou mais cedo que Madara preparando café para ele e levando na cama.
Perdeu o fôlego ao vê-lo dormindo sem camisa com os cabelos soltos e espalhados pela cama. O homem era de uma perfeição inacreditável e mesmo dormindo era sensual!
Deixou a bandeja ao lado na cama, no criado mudo e sentou-se na ponta oposta, pondo-se a analisar o tio com calma. Sentiu seu coração que havia se acelerado com a visão magnífica dele dormindo se acalmar e enternecer. Aquilo era seu amor tomando conta, tinha certeza.
Todos viam Madara como um líder, uma fortaleza ambulante. Ele não. Sabia o quão doce e gentil o mais velho era. Sabia que toda aquela força vinha do seu coração caridoso e aquela inteligência de sua capacidade de superação. Sabia que a sofisticação de seus modos advinha de sua necessidade de ser cortês e gentil com aqueles próximos a ele e sabia que, por estas mesmas pessoas, ele era capaz de deixar de lado tudo isso e libertar um ser desconhecido da maioria que impõe ainda mais respeito que o Madara normal... E muito medo.
Madara possuía muitas facetas: amigo, tio, pai, chefe, líder, homem de negócios... Mas para ele era possível enxergar todos eles juntos a todo momento; talvez porque amasse todos!
Madara se remexeu na cama e se espreguiçou igual a um grande felino. Itachi sorriu suavemente com a cena e cruzou os braços aguardando ser notado.
Assistiu o Uchiha mais velho franzir a sobrancelha e virar a cabeça para o lado onde ficava o relógio para ver que horas eram. Fechou os olhos novamente e suspirou, passando a língua nos lábios. Abriu os olhos olhando diretamente para o teto e então direcionou o olhar para o sobrinho.
– Bom dia... Espero não ter te acordado. – cumprimentou Itachi carinhoso.
– Não, não foi você. – respondeu Madara sorrindo e se apoiando nos cotovelos – Bom dia! Dormiu bem?
Recebeu um aceno e um sorriso em resposta e só então o cheiro de comida chamou sua atenção fazendo-o olhar para a bandeja ao seu lado.
– Isso é para mim? – perguntou surpreso.
– Para quem mais seria? – respondeu Itachi com outra pergunta rindo e se levantando enquanto Madara se sentava direito ajeitando-se nos travesseiros.
– Para nós, por exemplo? Porque aí tem comida para dois Itachi, eu não vou comer tudo isso sozinho.
Itachi fingiu pensar por um momento e então dando de ombros sorriu e respondeu.
– Faço este sacrifício! Mas apenas porque não quero desperdiçar esse maravilhoso café da manhã que fiz!
Os dois riram e Itachi sentou-se de frente para Madara, servindo-o de café preto enquanto ele bebericava o suco.
Konan e Nagato tiraram Itachi de casa no final do dia para ir ao cinema. Convidaram Madara, mas ele preferiu deixar para outra oportunidade. Ainda precisava pensar sobre como conversar com o sobrinho sobre a presença constante de Fugaku durante a execução dos testes para o projeto de segurança da Konoha.
No Shopping, mas precisamente na fila para comprar os ingressos, Itachi encontrou com Sasuke. Seu irmão caçula estava com outros dois amigos: Suigetsu e Juugo. Foi Suigetsu quem notou Itachi passando pela fila e avisou Sasuke que o cumprimentou com um aceno de cabeça correspondido cordialmente pelo mais velho.
Itachi deixou Nagato e Konan dentro da sala com as pipocas e os refrigerantes e voltou para comprar os doces. Estava retornando quando Sasuke saía da sala. No fim, iriam ver a mesma sessão.
– Itachi tem um minuto? – perguntou educadamente.
Itachi apenas acenou e se dirigiu em direção ao outro que caminhou para um canto na intenção de desobstruir o corredor de acesso às salas de cinema
– Só queria que soubesse que a mamãe está bem feliz por ter passado domingo com você.
– E eu por ter tido esta chance. Obrigado por ter cedido seu celular para nos falarmos.
– Era o mínimo que eu poderia fazer. A mamãe sente sua falta e eu me sinto culpado por causar esta dor a ela.
Itachi se surpreendeu com as palavras do irmão, mas resolveu continuar agindo normalmente.
– Aguas passadas Sasuke. Não sofra pelo que passou, não vale a pena.
Sasuke ficou encarando Itachi por alguns segundos e então concordou com a cabeça.
– Você... Está tudo bem? Quero dizer...
– Estou bem. – respondeu prontamente Itachi notando o embaraço do caçula.
Um silêncio calmo, mas não menos desconfortável surgiu e prevaleceu entre eles até Itachi ter sua atenção roubada pela figura peculiar de Suigetsu vindo em direção a eles e avisou para Sasuke.
– O filme deve estar começando. Suigetsu está vindo atrás de você. Melhor se apressar.
– Sim, melhor mesmo. – respondeu Sasuke aparentemente aliviado pela mudança de clima – Bom... Bom filme para você.
– Igualmente Sasuke. Beijo na mamãe.
– Eu dou, pode deixar...
Itachi passou por Suigetsu e lhe dirigiu um meio sorriso sendo correspondido por um largo e divertido. Sasuke ficou parado observando o irmão enquanto esperava seu amigo se aproximar.
– E aí? – perguntou Suigetsu.
– Não sei. Soou meio idiota na verdade. Claro que ele sabe que nossa mãe ficou feliz em vê-lo.
– Cara não dava tempo de pensar em nada melhor. Foi o que saiu.
– Sei disso. E agradeço – respondeu Sasuke para surpresa do outro – Consegui falar com ele afinal e não é como se ele tivesse sido grosso ou qualquer outra coisa comigo.
– É um começo; um bom começo. Seu irmão é um cara legal, não é porque você foi um filho da puta com ele que ele fará o mesmo contigo.
Sasuke olhou atravessado para Suigetsu que apenas deu de ombros ciente de estar certo e negou com a cabeça indo buscar o MM’s que queria finalmente voltando para sala com o amigo. Antes de sentar-se ainda buscou rapidamente seu irmão com os olhos e quando o localizou, não pode deixar de notar o quão feliz ele parecia ao lado dos amigos dele. Sentou-se resignado e passou a prestar atenção na sessão que estava se iniciando.
Itachi chegou em casa tarde e Madara estava comendo brigadeiro na panela assistindo filme; “Os Intocáveis” para ser mais exato. Itachi roubou a colher da mão de Madara enchendo sem dó e sentando do lado dele, degustando do doce sem pressa. Madara cruzou os braços e estreitou os olhos assistindo o sobrinho comer de forma tão... Sensual o doce e agradeceu por estar coberto e com uma almofada no colo naquele momento.
Aos poucos, Itachi foi se aproximando de Madara até estar sentado entre suas pernas, coberto pela manta grossa e com a panela no colo. Terminaram de ver o filme juntos dividindo o doce e a colher e permaneceram onde estavam comentando o quanto aquele filme era bom passasse o tempo que fosse.
Nenhum dos dois estava com sono então resolveram assistir outro filme e escolheram de comum acordo “Os Suspeitos”.
Desta vez, já sem a panela de brigadeiro, abriram o imenso sofá cuja parte do assento se alongava permitindo esticar as pernas e se acomodaram deitados. Madara recostado no encosto e Itachi na sua frente entre seus braços.
Ambos dormiram no meio do filme e Madara acordou meio grogue, já nos créditos, apenas para desligar tudo, ajeitar melhor a manta e voltar a dormir.
Itachi despertou aos poucos, sem notar que o fazia. Acreditou estar novamente sonhando com o Tio, já que estava deliciosamente colado em seu corpo, pernas entrelaçadas com as dele protegido entre os braços fortes e a cabeça escondida na curva de seu pescoço. Deslizou a mão pelo peito proeminente e aspirou o cheiro bom de sua pele, aproximando-se ainda mais. Madara remexeu-se um pouco se adaptando a esta maior proximidade e entreabriu os lábios.
Itachi sentindo a diferença do ar saindo da boca do mais velho mexeu a cabeça com cuidado e buscou lhe os olhos abrindo finalmente os seus. Só então notou que estava acordado e que sim, estava nos braços de Madara.
Sorrindo de leve passeou os olhos pelo rosto masculino e perfeito e ao deparar-se com a boca dele, tão próxima e convidativa mordeu o lábio inferior tentado. Precisava tanto sentir aquela boca...
Ergueu novamente seus olhos buscando os dele e foi se aproximando muito, mas muito lentamente, quase sem se mover para não acordá-lo. Foi abrindo seus lábios suavemente à medida que se aproximava e quando faltavam milímetros para seus lábios se tocarem, com as respirações já se fundindo, Madara ainda completamente adormecido passou a língua nos seus que estavam ressequidos, tocando acidentalmente os de Itachi.
O contato fez o mais novo arregalar os olhos e travar no mesmo lugar, parando inclusive de respirar por alguns instantes. Em seguida, notando que Madara continuava dormindo tranquilamente, um tremor percorreu todo seu corpo que entrou em ebulição.
Fechou os olhos e respirou fundo tentando conter-se e acalmar seu corpo, mas estava sendo derrotado de maneira vergonhosa por seus hormônios. Um toque simples, inocente e acidental; rápido demais para ser tão vividamente registrado por seu cérebro e estava completamente rendido a um desejo profundo que chegava a lhe causar dor.
Deslizou sua própria língua pelos lábios e fechou os olhos. Respirou fundo escondendo novamente a cabeça no ombro de Madara o apertando tão forte que acabou acordando-o.
– Itachi? – chamou com a voz rouca de quem acabou de acordar.
Itachi não respondeu e tão pouco diminuiu a pressão. Madara estava a ponto de acreditar que ele ainda dormia quando sentiu sua blusa umedecer e Itachi engolir forçosamente a saliva, como quem tentava engolir o choro.
Se ainda não estava desperto, ficou instantaneamente e o abraçou mais forte, levando uma das mãos ao seu cabelo, soltando-o para acariciar sua nuca com mais liberdade.
– Acalme-se... — pediu usando um tom baixo e gentil imaginando ser aquela reação fruto de algum sonho ruim – Estou aqui e não deixarei nada te fazer mal, eu prometo.
Itachi nem ao menos havia percebido que chorava até ouvir as palavras do tio e não saberia dizer o que o fez fazê-lo. Apenas concordou com a cabeça e se concentrou no carinho gostoso que recebia. Deslizou pelo peito de Madara aproximando sua cabeça do coração dele e o sentiu mudando de posição e trazendo-o para seu peito.
Itachi suspirou e se acomodou, acalmando-se à medida que a combinação de batidas do coração com o carinho lhe tomava os sentidos. Voltou a dormir minutos depois.
Quando Itachi acordou novamente, sentiu a presença de Madara ainda ao seu lado, mas não mais o abraçando. Abriu os olhos e encontrou-o apoiado em um braço velando seu sono carinhosamente.
Sorriu para ele e se espreguiçou fechando os olhos. Enlaçou o pescoço de Madara trazendo-o de volta para si e foi recompensado com um gostoso beijo na testa.
Ficaram em silêncio um pouco, curtindo a paz extrema que os cercava. Alguns pássaros cantavam do lado de fora e o Sol entrava parcialmente pelas frestas das persianas, sem incomodar demais.
– Que horas são? Faz tempo que está acordado? – perguntou erguendo os olhos para o mais velho.
– São dez horas e faz mais ou menos uns vinte minutos que estou acordado.
– E por que acordou tão cedo? Por que não me acordou também?
– Teve um pesadelo e chorou em meu ombro. Mesmo quando se acalmou não consegui voltar a dormir tranquilamente. Acordei duas vezes antes de despertar de vez.
– Desculpe... – pediu baixando os olhos constrangido. Tinha se esquecido do acontecido de mais cedo.
– Não esquenta com isso. Sabe que de toda forma não durmo até muito tarde. Sente-se bem?
Itachi concordou com a cabeça ainda sem encarar Madara que estranhou sua atitude, mas nem teve tempo de pensar a respeito, pois Itachi sobressaltou-se e virou a cabeça em direção da televisão.
– E o filme?
Madara sorriu e deu de ombros deitando novamente ao lado dele.
– Dormimos no meio dele. Acordei quando subiam os créditos, desliguei tudo e achei melhor ficarmos por aqui mesmo.
– Dormi tão bem! – confessou bocejando.
– Não se lembra do pesadelo?
– Não. – mentiu franzindo o cenho – Não lembro.
– Estava com o corpo quente também. Temi que estivesse com febre, mas conforme que foi se acalmando sua temperatura também baixou.
Itachi deu de ombros como quem ouve algo que não lhe diz absolutamente nada, mas não voltou a encarar o tio. Madara franziu a testa, suspirou e resolveu deixar pra lá.
– Se está bem mesmo, que tal levantarmos, nos trocarmos, caminharmos um pouco pelo bosque e depois tomarmos um belo café da manhã?
Itachi pensou um pouco e então com um sorriso maroto cobriu a cabeça arrancando uma risada divertida de Madara.
– Mas que preguiça é essa? — perguntou estreitando os olhos.
– É a idade pesando! – respondeu Itachi com tom de riso na voz.
Desta vez Madara gargalhou sendo acompanhado por Itachi. Ficaram um bom tempo rindo e Itachi teve até de descobrir a cabeça, pois o ar faltou mais rápido por causa da crise.
– Mas era só o que me faltava! – respondeu Madara tentando puxar a manta do corpo de Itachi que ainda ria – Eu devia te dar umas palmadas por falar isso para mim! Idade, idade... Se ela está pesando para você eu deveria estar mumificado dentro de um sarcófago!
– Que absurdo Madara! – comentou Itachi que distraído afrouxou a força com que segurava a manta.
– AHÁ! – comentou Madara de forma vitoriosa puxando-a de vez.
– Não! – desesperou-se Itachi tentando segurar ao menos uma ponta – Tá frio; devolve isso...
– De jeito nenhum! Trate de levantar, trocar de roupa e vamos fazer uma caminhada! Sabe que vai te fazer bem Itachi.
– Eu sei que vai e que faz tempo que não vou com você, mas temos de ir HOJE?
– E vamos quando?
– Semana que vem! Prometo! – garantiu ficando mais sério – Eu... Eu quero conversar com você sobre algumas coisas hoje. Nada preocupante, apenas uma coisa que aconteceu ontem que quero que saiba.
Madara parou a guerra e ficou olhando-o mais sério agora.
– Ontem? No Shopping? – perguntou franzindo a sobrancelha.
– Sim... É sério, nada demais. Só que eu... Omiti algumas coisas que conversei com minha mãe e este acontecimento de ontem... Bom, terei de colocar tudo em pratos limpos com você mesmo não querendo.
Ficaram se olhando por algum tempo e só quando teve certeza de que Itachi estava bem, que fosse o que fosse ele estava à vontade para conversar concordou com a cabeça.
– Está bem... Então vamos subir, tomar um banho e então descemos, fazemos café e enquanto comemos você me conta o que aconteceu.
– Fechado! – concordou Itachi levantando-se confiante.
Cerca de meia hora depois, Itachi desceu e encontrou Madara secando o cabelo enquanto aguardava a cafeteira passar o café.
Itachi estendeu a mão pedindo a toalha e foi estender a de ambos na área da lavanderia. Quando voltou, Madara colocava o jogo americano para pratos na mesa então resolveu pegar pratos, xícaras, talheres...
Trabalharam em harmonia, falando do filme que havia ido assistir com Nagato e Konan. Só quando começaram a comer que Madara tocou no assunto.
– E então? O assunto é muito indigesto para conversarmos enquanto comemos?
Itachi pensou por um instante e negou com a cabeça bebendo um gole de suco antes de responder.
– Na realidade não... Não sei.
– É sobre Fugaku?
– Não, sobre Sasuke.
Madara mastigava um pedaço de melão quando ouviu o nome do outro sobrinho e ergueu uma sobrancelha. Se era sobre Sasuke e não era indigesto, então realmente tinha despertado sua curiosidade e seria útil de certa forma conversar sobre o caçula Uchiha, pois poderia em seguida falar sobre Fugaku e aí sim seria bom terem terminado o café, pois o assunto seria bastante indigesto...
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