Notas iniciais
Olá!
Mais um capítulo para vocês e enfim a tão esperada festa do Itachi!
Minha BETA Sion Neblina está super atarefada com suas 08 fic´s do fandon de CDZ que tem em andamento, dentre elas LOVES TO BLAME, BELOS E MALDITOS e SAMSARA, então não pôde betar este capítulo, mas minha querida Maru que também está mega envolvida em seu projeto THE OUTSIDERS do fandon de Supernatural o fez para nós.
Sion, não se preocupe com nada, termine as maravilhas que está escrevendo e que faz tão bem aos nossos corações ler!
Amora, obrigada mais uma vez por sua boa vontade e apoio em betar mais este capítulo para mim, mesmo estando tão ocupada com suas pesquisas.
Pessoal, leiam as fic´s destas meninas, vocês não vão se arrepender! São maravilhosas!
Sobre o capítulo que segue, uma boa leitura a todos!

O Uchiha mais velho acordou cedo com o celular tocando; tateou até achá-lo e quando olhou o número desacreditou; o que Hidan queria àquela hora da manhã?

— Espero que o motivo para me acordar seja simplesmente muito urgente: que seja a pior notícia do mundo ou a melhor Hidan, ou juro que esquartejo você! – Resmungou muito mal humorado.

— Meu Deus, Madara! Bom dia! Que bicho te mordeu logo cedo?

— Tem idéia de que horas são, Hidan? Nem são cinco horas da manhã! – Falou louco da vida.

— Madara, você está estressado e mal acordou. Está precisando relaxar meu amigo.

— Não preciso relaxar coisa nenhuma, Hidan, fui dormir extremamente tarde, estou moído, só isso. – Disse sentando na cama — Mas afinal o que quer tão cedo?

— Hoje é aniversário do Itachi, vamos todos nos reunir naquele café que vocês adoram para tomarmos café todos juntos! Queremos dar parabéns pro nosso bebê logo cedo. Pode se apressar em levantar e ir até lá com ele?

Madara sorriu; o maior motivo de se orgulhar tanto do pessoal da Akatsuki é que eles eram uma grande família e tinham realmente adotado Itachi; ele era muito grato por isso.

— Itachi tem prova hoje, Hidan, não pode se atrasar.

— Sem problemas. Estou ligando para todos para avisar que temos de estar lá unas seis e quinze no máximo! Está bom para você?

— Está sim. Estaremos lá.

— Ótimo! Nos vemos logo mais então. Estou desculpado por te acordar? – perguntou Hidan com um tom de voz mais intimo.

— Não, não está. Mas depois resolvemos isso pode ser? – falou Madara rindo.

— Combinado.

Madara levantou mesmo sabendo que era cedo demais e foi até o quarto de Itachi. Abriu a porta e achou o sobrinho encolhido na cama e descoberto. Morreu de dó de vê-lo daquele jeito. Caminhou até lá sentou nela puxando o edredom para cobri-lo. Para seu espanto, Itachi ajeitou-se sobre seu colo, abraçando-o pela cintura. Madara sorriu um sorriso terno que somente o sobrinho conseguia tirar dele. Cobriu-o e ficou acariciando seu cabelo. Longos minutos passaram até que Itachi se manifestou deixando o tio sem graça.

— Juro por Deus que se não tivesse prova eu fingiria o dia todo que estou dormindo, só para ficar ganhando este carinho.

— Estava acordado é?

— Estava. Acordei quando sentou na cama.

— Perdoe-me.

— Não tem por que. Eu que devo me desculpar. Me aproveitei de você.

Madara riu quando Itachi se encolheu no seu colo. Mas sentiu um arrepio percorrer todo o corpo ao mesmo tempo. Para sua total vergonha Itachi percebeu, mas interpretou inocentemente.

— Deita aqui comigo... Você está com frio.

— Eu adoraria meu anjo, mas existem algumas pessoas que inclusive me ligaram a pouco que desejam sua companhia para o café. E como você tem prova hoje, acho bom sairmos cedo.

— Mas nem um pouquinho? Por mim vai, hoje é meu aniversário...

Madara sorriu e escorregou na cama acomodando-se ao lado de Itachi. Não sabia dizer não para ele.

— Dez minutos e levantamos... Hidan e os outros me matam se eu não te levar para lá com tempo.

— Hidan e os outros? Mas eles vão me ver a tarde toda! Ainda vão me dar uma festa de aniversário numa boate à noite!

— Mas querem tomar café com você Itachi. Não aprendeu ainda como meus Akatsukis pensam?

— Somos uma pequena, mas feliz família... E família deve ficar junta nos bons e maus momentos e principalmente nos ótimos! – disse Itachi sorrindo.

— Exatamente... A culpa é minha, eu sei, mas agora é tarde para mudar.

— Culpa? Construiu uma empresa estável e de muito prestígio e transformou os membros em uma família realmente unida quando normalmente há muita competição no meio profissional e está se desculpando? O que fez e faz aqui é incrível Madara e eu fico muito feliz por fazer parte. Só queria alguns minutos com você antes do dia começar.

— Então vamos mudar de assunto?

Itachi concordou com a cabeça e se calou. Estava deitado apoiado no peito do tio e era incrível a sensação de paz e segurança que tinha deitado ali. A droga de crescer era que teria de abandonar aquilo e nem tinha acontecido, já sentia falta. Com este pensamento, abraçou mais o tio se aconchegou mais ao seu corpo. Madara fechou os olhos e franziu um pouco a testa mordendo de leve a boca. Respirou fundo e calmamente para que Itachi não percebesse e o abraçou, passando a acariciar o cabelo do mais novo. Olhou para o relógio na cabeceira para cronometrar quanto tempo tinha para ficar ali. O que não sabia era se ficava aliviado por serem somente dez minutos ou se ficava triste. Ficaram em total silêncio assim, Itachi acariciando o braço de Madara e ele acariciando-lhe os cabelos.

Os dez minutos passaram rápidos e logo Madara suspirava e chamava Itachi que aparentemente tinha dormido em seus braços. Quando Itachi virou a cabeça para olhar para o tio, seus rostos ficaram bem próximos e um pôde sentir a respiração quente do outro. Itachi estava com o olhar límpido e tranquilo e Madara ficou ainda mais encantado com a beleza do sobrinho.

— Já? – perguntou baixinho.

— Já meu menino...

Itachi sorriu e balançou a cabeça.

— Que foi? – perguntou Madara sorrindo. Era comum isso acontecer; o sorriso de Itachi era a chave para o sorriso de Madara.

— Você não tem bafo de manhã... Seu hálito lembra menta...

— Itachi?!

Itachi riu e se espreguiçou ainda nos braços do tio e de virou de lado, apoiando-se no seu próprio braço.

— Desculpe. Mas não deu para não comentar... Você é um homem muito cheiroso e charmoso sabia?

Madara comprimiu os lábios e arqueou as sobrancelhas um tanto sem graça. Itachi baixou os olhos e sentou na cama suspirando.

— Melhor levantarmos... Daqui a pouco Hidan ligará novamente. – declarou levantando-se e tirando a camiseta do pijama enquanto caminhava para o banheiro.

Madara acompanhou tudo calado. Itachi o achava charmoso? Fechou os olhos atordoado. Abriu-os novamente quando ouviu o sobrinho ligar o chuveiro. A imagem dele caminhando sem camisa para o banheiro fixa em sua mente. Madara levantou-se e foi para seu quarto. Definitivamente Itachi crescera. Não era mais o menino de quinze anos que tinha chegado ali abatido e carente... Era um homem feito embora estivesse apenas fazendo dezoito anos... E esta noite contaria a ele seu maior segredo. Não tinha vergonha nem nada, era maduro e seguro demais para isso, mas se preocupava com o que isso faria com cabeça do sobrinho... Itachi não era influenciável, mas era apaixonado pelo homem que via no tio e isso poderia decepcioná-lo. Resolveu deixar para pensar nisso somente quando chegasse à hora de conversar. Madara era assim: nunca sofria por antecipação por nada, esperava chegar a hora de enfrentar a questão para pensar nela.

Chegaram ao café e simplesmente todos os Akatsukis já estavam lá: Hidan, Kisame, Sasori, Deidara, Nagato, Konan, Guren, Kabuto, Kimimaru, Haku, Zetsu, Utakata e Anko. A festa foi generalizada quando Itachi desceu do carro. O ‘parabéns para você’ foi em uníssono e teve até bolo de chocolate com nozes e velas de aniversário. Assim que Itachi apagou as velas, todos vieram lhe abraçar, começando com Konan.

— Parabéns meu amigo!

— Obrigado Konan... – falou retribuindo o abraço e então se virou para os demais — Vocês são demais! Valeu mesmo pessoal...

— Nós queríamos que seu dia já começasse especial! Parabéns carinha! – falou Nagato abraçando-o também.

— E conseguiram... Eu nunca esperaria por algo assim! Valeu cara!

— Vem cá Itachi... Dá um abraço aqui! – Itachi sorriu e abraçou Hidan – Parabéns... Muitas e eternas felicidades para você!

— Ah... Tudo isso foi idéia sua, não foi?

— Claro que sim! Discreto como seu tio é, nunca nos deixaria fazer algo assim... E depois, o dia promete na empresa hoje, não daria para fazer esta festa toda lá... A tarde tem reuniões e inspeção... Aí já viu!

— Eu sei... Obrigado Hidan!

— Enfim saiu das fraldas né fofinho do titio! – falou Kisame puxando Itachi para um abraço de urso. Itachi riu gostosamente com o jeitão do outro.

Madara, Hidan e Kisame eram os mais velhos da turma. Depois vinham Sasori, Kabuto, Guren, Anko, Zetsu e Nagato. Kimimaru, Konan, Utakata e Deidara vinham logo depois e então vinha Haku e por último Itachi.

— Finalmente vou poder te levar para as baladas agora!

— Desculpa te lembrar disso Kisame, mas ele continua sendo sobrinho do Madara, então não se empolgue – declarou Hidan abraçando Madara pelo ombro — Bom dia chefe! Como está hoje?

— Agradeça ao Itachi por ser aniversário dele e eu saber que era importante para vocês, fazer esta surpresa para ele Hidan, ou eu estaria extremamente mal humorado!

— Madara em outra situação eu não me arriscaria a te acordar, acredite... Conheço seu mau humor matutino há décadas...

Madara riu e olhou com carinho para o sobrinho. Acabou sorrindo orgulhoso e Hidan notou.

— Parabéns! Você fez dele a pessoa mais feliz do mundo e o ajudou a ser o homem extremamente descente que ele é! – falou encostando a boca no ouvido do amigo para que só ele ouvisse. Madara deu de ombros.

— Ele já tinha um ótimo caráter formado. Eu apenas não permiti que a maldade que Fugaku cometeu ao expulsá-lo de casa o desmontasse.

— Por falar em Fugaku... Será que ele vai dar as caras?

— Não... Conheço meu irmão. Ele vai passar o resto da vida remoendo a merda que fez, mas jamais vai procurar o Itachi para se retratar... Ele não é homem para encarar o menino. Talvez a mãe o procure, mas nem disso tenho certeza. Obrigado por tornar o dia dele especial.

— Ele merece.

— Tio Madara? – chamou Itachi e estendeu o primeiro pedaço de bolo. O OOOOHHHHH foi geral. Madara pegou o bolo e piscou para Itachi, que piscou de volta. Em outras palavras: Madara lhe disse OBRIGADO Itachi respondeu POR NADA.

— Tá legal... Guren termine de cortar o bolo e Anko vá distribuindo as fatias. Temos de entregar os presentes! – avisou Hidan. A bagunça tomou conta da mesa novamente.

Nagato e Konan deram uma coleção de miniaturas para Itachi; dragões, samurais, espadas... Peças lindamente entalhadas que Itachi vira uma vez que saíra com eles e se apaixonara. Sasori, Deidara e Zetsu se uniram para dar coletâneas completas das bandas que Itachi mais gostava. Utakata, Haku e Kimimaru compraram uma coleção de clássicos da literatura para ele. Enfim, foram muitos, mais muitos presentes mesmo. Hidan e Kisame foram os últimos a entregar e o pacote era realmente grande.

— Pelo amor de Deus o que tem na caixa? – perguntou Madara preocupado e pelo sorriso mau de Kisame, sabia que eles tinham aprontado.

— Presentinho do bem, presentinho do bem... – falou o outro para se defender.

Itachi abriu e arregalou os olhos, maravilhado. Era um templo japonês lindíssimo! Todo entalhado em madeira e pintado de vermelho, preto e dourado. Tinha mais ou menos uns trinta centímetros de altura e era da largura de uma caixa de DVD.

— Hidan... Kisame... Uau! É lindo!

— Ah mais ele não é apenas lindo Itachi... Ele tem uns segredinhos interessantes. Abra a primeira parte do telhado maior...

Quando Itachi abriu arregalou os olhos e então corou. Madara abriu a boca chocado e os demais homens caíram na risada. Konan, Guren e Anko ficaram completamente vermelhas.

Dentro da caixa havia uma quantidade absurda de camisinhas separadas como se fossem saquinhos de chá; uva, morango, menta, chocolate, sensação quente, sensação fria, normal e ultra-sensível. Itachi olhou para eles e piscou algumas vezes. Kisame nem lhe deu chance de digerir a informação.

— Agora abra o segundo telhado... A coisa fica ainda melhor!

Itachi passou a língua nos lábios e, respirando fundo, abriu o compartimento. Lá dentro tinha lubrificantes e óleos para massagem. Itachi comprimiu os lábios sem realmente saber o que dizer.

— Mas o que diabos se passa na cabeça de vocês? Que minha casa vai virar um bordel? – esbravejou Madara.

— Madara seu sobrinho é um homem! Todo homem precisa de sexo e precisa ter... Um kit para emergências... Pelo menos não vai ficar em gavetas para todo mundo ver!

— Concordo, mas não exageraram não?

— Claro que não... Veja bem Itachi, escolhemos tudo com validade extensa... Coisas que acabaram de ser fabricadas... Assim terá bastante tempo para curtir seu presente!

Itachi olhou para Madara e simplesmente caiu na risada. Madara entendeu que Itachi estava achando graça por que ainda era virgem e acabou rindo junto.

— O que? – perguntou Kisame sem entender nada.

— Adorei Kisame e Hidan. Realmente, bastante útil... Valeu mesmo! A criatividade de vocês é insuperável!

Ainda em meio as brincadeiras comeram bolo, tomaram chá gelado e depois guardaram os presentes no carro de Madara, que levou Itachi e Konan para a faculdade.

Chegando lá, Itachi descobriu que as surpresas estavam apenas começando. Ao descer do carro deparou-se com ninguém menos que Sasuke.

— Olá Itachi... Tem um minuto? – perguntou sem ao menos olhar para Madara. O mais velho ficou completamente tenso ao ver o sobrinho. Desde a noite que seu irmão tinha expulsado o sobrinho que eles não se viam.

— E aí Itachi! – falou um garoto de cabelos escorridos que era amigo de Sasuke desde a época de pré-escola.

— Suiguetsu?!

— Eu mesmo! Feliz aniversário cara! Enfim dezoito hein? Que inveja de você!

Itachi sorriu. Gostava de Suiguetsu. Sasuke, quando pequeno, tinha muitos amigos, mas ele era próximo desde sempre.

— Obrigado. Bom te ver! – disse estendendo a mão ao garoto e ganhando um sorriso. Por fim olhou para Sasuke. — Seja rápido Sasuke, tenho prova na primeira aula.

— Mamãe pediu para não ir em casa hoje mesmo sendo seu aniversário pois o papai não vai trabalhar. Ela acha que ele está fazendo isso de propósito para que vocês não se vejam.

— E veio me dizer isso de bom grado?

— Eu amo a mamãe Itachi. O que eu puder fazer por ela eu farei. Isso inclui te dar um recado em nome dela.

— Agradeço Sasuke. Diga a ela que vou ligar para marcarmos uma hora e lugar para nos vermos.

— Pega. Neste papel tem o número do meu celular. Ligue para ele quando quiser falar com a mamãe. Eu a farei sair da sala comigo e lhe atender. Papai não irá desconfiar.

— Obrigado.

— Feliz aniversário. – disse e então finalmente olhou para o tio. — Tio Madara... – disse e fez um pequeno aceno com a cabeça saindo sem dar chance de resposta ao tio.

Itachi ficou parado olhando o irmão se distanciar com o amigo. Não sentia mais mágoa de Sasuke pelo o que ele fizera. No final, sua expulsão tinha se tornado uma coisa boa. Sentiu o toque firme e acolhedor do tio em seu ombro e buscou seus olhos.

— Tudo bem com você?

— Tudo... Vou para a Akatsuki com a Konan depois de metrô, fica tranquilo tá?

— Está bem... Boa prova para vocês e bom dia também! – disse Madara a ambos. — E Itachi? Feliz aniversário.

Itachi sorriu e entrou na faculdade junto com Konan.

Depois da aula Itachi e Konan foram para o trabalho e a tarde foi super corrida. Cinco horas em ponto, Madara decretou o final do expediente e declarou que no dia seguinte que seria sexta-feira, em função da balada de aniversário de Itachi, não teria expediente. Combinaram de se encontrar as vinte e uma horas e foram todos embora se arrumar. A noite prometia ser inesquecível.

Itachi estava na frente do espelho terminando de se arrumar quando Madara apareceu na porta, lindo, cheiroso e imponente. Estava com uma blusa vinho, calça jeans preta e sapato preto. Seus cabelos estavam soltos e levemente úmidos e Itachi teve de conter um suspiro, embora não tenha contido o sorriso.

— Está pronto? – perguntou analisando sobrinho de cima a baixo. Itachi estava de calça jeans cinza, cabelos preso num rabo baixo e segurava duas blusas na frente do corpo.

— Quase... Preta ou azul? – mostrou para o tio.

Madara caminhou até parar atrás e Itachi e pegou uma das blusas da mão dele. Colocou em frente ao corpo do sobrinho e descansou o queixo no ombro dele. Itachi sentiu o coração disparar e não entendeu por quê. Madara estreitou os olhos, analisou, trocou a blusa e por fim deu sua opinião:

— A preta...

Itachi vestiu a blusa e olhou para Madara, que tinha sentado na cama e cruzado as pernas esperando o sobrinho terminar de se arrumar. O tio sorriu e Itachi deu de ombros.

— Vamos?

— Vamos... Quer ir no seu carro?

— Hum... Boa idéia!

Desceram e foram no carro de Itachi ouvindo um dos CD´s que o mais novo tinha ganhado de aniversário. Quando chegaram na casa noturna escolhida, quase todos os Akatsukis já estavam no camarote reservado por Hidan e Kisame e Madara sorriu surpreso pela idéia deles. O lugar era super agradável e o DJ tocava músicas muito boas. Konan e Nagato estavam na pista dançando, Hidan tomava cerveja, encostado numa das pilastras conversando com Guren e Kabuto e os demais pipocavam aqui e ali. Aparentemente Utakata ainda não tinha chegado, bem como Haku e Kimimaru. Itachi foi cumprimentar o pessoal e Madara se aproximou de Hidan e roubou a cerveja da mão dele, tomando um longo gole.

— E aí gostou do lugar? – quis saber o outro. Hidan tinha a idade de Madara e era um homem bonito e extremamente charmoso e sensual. Usava os cabelos já bastante grisalhos penteados para trás o que lhe dava uma aparência muito sexy.

— Adorei. Depois da palhaçada do estoque de camisinhas...

— Não foi palhaçada! Foi um serviço de utilidade...

— Sei... Cadê o Utakata?

— Ele vai chegar mais tarde porque a esposa tinha prova na faculdade...

— E o Kimi e o Haku?

— Só Deus sabe... Acho que você acertou em cheio nas suas suposições.

— Só cego não percebe! Eles se gostam... Têm de ficar juntos.

— Concordo... Mas você sabe que não é tão simples.

— Nunca é...

A noite transcorria bem. Todos os Akatsukis já tinham chegado e agora dançavam e se divertiam como uma família. Madara estava sentado com Hidan vendo Itachi, Nagato, Sasori, Kimimaru, Haku, Deidara, Konan e Guren dançarem e fazerem passos sincronizados. Zetsu xavecava Anko que ria sem graça, Kabuto e Kisame tinham sumido e Hidan apostava que estavam pegando alguma garota pelos cantos escuros da casa e Utakata namorava a esposa no extremo da mesa.

— Está calado Madara... O que tanto pensa?

— Estive pensando Hidan... Acho que está na hora de trazer Itachi mais para o meu mundo... Minha realidade.

— Até que enfim! Achei que ia deixar o menino no escuro para sempre!

— Hidan... E se...

— ‘Se’ coisa nenhuma Madara! Itachi ama você. Isso não vai mudar... Nunca!

Nesta hora uma bonita morena de olhos azuis e cabelos longos, lisos e negros se aproximou dos dois. O decote dela era realmente generoso e tanto Hidan como Madara arquearam a sobrancelha pela forma oferecida com que ela se curvou expondo ainda mais o farto busto.

— Boa noite. Sou Suzana... Observei que os rapazes estão à noite toda aí, sentados sozinhos... Eu e minha amiga Claire gostaríamos de convidá-los para tomar uns drinques conosco.

Hidan levantou discretamente a cabeça e viu uma ruiva de intensos olhos verdes e cabelos caprichosamente cacheados com um vestido que Hidan jurava ser uma saia puxada até o busto de tão curto que era levantar uma taça em um brinde. Olhou para Madara que tomava mais um gole de cerveja e então riu de canto. Itachi na pista de dança errou o passou quando viu a cena que se desenrolava na mesa. Franziu as sobrancelhas, curioso com a risadinha de Madara.

— Você é linda Suzana e sua amiga é igualmente bela. Mas esta noite está reservada para nossos amigos que estão ali na pista de dança... Aliás, se nos der licença, vamos nos juntar a eles. Hidan virou o copo, piscou para a ruiva na outra mesa e se levantou junto com Madara que com um passo perfeito se juntou aos meninos na pista de dança entre Itachi e Nagato. Itachi sorriu feliz da vida e voltou a dançar. Hidan se juntou a eles e notaram que haviam muitas pessoas observando-os dançar. A meia-noite Itachi teve mais uma surpresa. O DJ parou a música e se pronunciou.

— Ok, ok pessoal! Temos entre nós esta noite um cara muito especial que está fazendo aniversário e o pessoal que está com ele pediu para tocar um medley das melhores músicas do Bon Jovi em homenagem ao cara. Então: Itachi esta é pra você da família Akatsuki! Feliz Aniversário!

Quando a música começou a tocar a histeria foi geral. Aparentemente muita gente curtia Bon Jovi ainda e o DJ tinha feito mixagens fantásticas com as músicas dele, mesclando com músicas e outras bandas também como Metálica, Pearl Jan, Nirvana, AC/DC, Guns N’Roses... O pessoal da Akatsuki se abraçou formando uma roda em volta de Itachi e Madara e pularam, cantaram e dançaram no maior fôlego. Itachi abraçou o tio no centro da roda e lhe deu um beijo no pescoço. Estava se sentindo feliz como nunca na sua vida. Amava Madara com todas as suas forças e amava a família Akatsuki. A última música foi Wanted Death ou Live e Madara e Itachi cantaram-na juntos. Quando terminou a sessão Bon Jovi estavam todos roucos, suados e rindo a toa. Sentaram-se na mesa e pediram Smirnof Ice para todos, para um brinde.

— Pessoal um brinde ao nosso ex-fraldinha Itachi! Que ele venha em muitas baladas conosco agora! Ah e que faça bom uso das camisinhas! – declarou Kisame.

— Eu faço um brinde a todos nós... Nossa amizade, nossa união... Sem isso, esta noite não teria sido tão especial! – declarou Itachi depois de rir com a declaração de Kisame.

Começou a tocar uma seleção de baladinhas mais românticas para dançar agarradinho e tudo mais. Nagato puxou Konan para a pista e foi imitado por Utakata que puxou sua esposa Hotaru pela mão e foi dançar também. Itachi tinha notado a noite toda a proximidade de Kimi e Haku. Aliás, já fazia alguns meses que notava... Achava que eles formavam um bonito casal e sorriu quando Haku encostou a cabeça no ombro de Kimi e este o abraçou. Guren puxou Kabuto pela gola da camisa para a pista de dança e Hidan e Madara o perturbaram dizendo que se ela não tomasse uma atitude à coisa não sairia do zero a zero e Kabuto ficou da cor de uma maçã madura. Itachi notou que Deidara e Sasori tinham sumido, assim como Zetsu e Anko. Perguntava-se se ainda estavam pela casa noturna ou se haviam ido para um lugar mais... Privativo.

— Madara... É impressão minha ou existem outros casais na Akatsuki além do Nagato e da Konan?

— Olha Itachi... Não exatamente... Tem alguns climas aqui e ali, mas nada concreto. Eu e o Hidan nos divertimos com isso... O pessoal pensa que nós não percebemos. Não tenho nada contra... Pessoas se apaixonam o tempo todo. Só espero que todos tenham o comportamento profissional que Nagato e Konan têm dentro da empresa.

— Mesmo que sejam relacionamentos homossexuais?

— Tem alguma coisa contra? – perguntou Madara com medo da resposta.

— Claro que não! Acho que amor não tem a ver com sexo; tem a ver com afinidade, com sentimentos e sensações que te fazem reconhecer sua alma gêmea... E vendo o Kimi e o Haku juntos... Eles são a prova disso! Olha como se completam...

— É verdade; eles formam um casal bonito.

Madara ficou perdido em pensamentos depois desta declaração do sobrinho. Itachi notou a mudança do tio e resolveu que estava na hora de conversarem...

— Tio Madara, podemos ir para casa? – pediu já quase três horas da madrugada.

— Cansado? – perguntou puxando Itachi para se sentar ao seu lado.

— Um pouco... Fui dormir tarde ontem e ainda não deu para acostumar com esta vida boêmia...

Madara riu.

— Claro que não meu menino... É a primeira vez que você sai assim... Vamos sim; vamos nos despedir do pessoal e podemos ir está bem?

— Tudo bem para você? Se quiser ficar mais, podemos ficar sem problema algum.

— Já deu por hoje para mim também; minha enxaqueca está ameaçando me fazer uma visita!

Itachi sorriu e ambos levantaram-se e foram se despedir do pessoal. Madara voltou dirigindo e Itachi ficou recostado no banco prestando atenção no tio, fato que logicamente não passou despercebido a ele.

— O que tanto olha?

— Tio Madara... Podemos ter nossa conversa quando chegarmos em casa?

— Pensei que estivesse cansado... Podemos conversar amanhã Itachi; um dia a mais, outro a menos não vai fazer diferença.

— Desculpe, mas quero conversar hoje tio, por favor?

— Ok, assim que chegarmos em casa está bem?

Quando chegaram guardaram o carro e caminharam em silêncio até a cozinha. Itachi pegou dois copos e uma jarra de chá gelado na geladeira e se sentou no balcão de frente para o tio, servindo-o. Madara estava com a boca comprimida e prestava atenção a todos os movimentos do sobrinho. Quando Itachi terminou de servir, Madara levantou o copo em um brinde e Itachi retribuiu. Beberam algum tempo em silêncio, até que Madara entendeu que Itachi não falaria nada até saber o que ele tinha a dizer. Era enfim chegada a hora.

— Itachi outro dia você me falou que eu não tinha vida social... Lembra-se do que eu te respondi?

— Que eu era muito menino e estava passando por uma fase difícil e que não esfregaria romances na minha cara e que além de tudo não era devasso e não precisava de sexo para viver...

— Exato... Que memória!

Itachi riu da cara de espanto de Madara.

— Q.I... Lembra?

— Ah sim! Verdade... – comentou sorrindo e então ficou sério – Itachi... Não é só isso.

Itachi segurou as mãos do tio nas suas e sentiu-as geladas.

— Então fala comigo tio... Somos amigos... Se abre comigo.

— Itachi... Eu não sou o que você pensa... Não totalmente...

— Madara você é tudo para mim... Mas não é tudo por que eu criei um ídolo ou um herói, você é tudo para mim pelo o que você me ensinou, pelo homem que é!

— E se eu te dissesse... Que sou bissexual?

Notas finais
E então?
Quem acertou qual seria o segredo do Madara? Será que é somente isso?
Obrigada a todos que leram e sintam-se a vontade para comentar afinal, a casa é e sempre será de vocês!
Até o próximo capítulo,
Lothus.