Pra Você Guardei o Amor
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Cerca de uma hora da festa já havia passado e entre muitos cumprimentos e rodas agradáveis de conversas a noite ia caminhando sem maiores problemas.
Sasuke e Mikoto agora estavam na desagradável companhia de Fugaku e do casal Hyuuga, ouvindo uma detestável conversa sobre pontos positivos e principalmente negativos da segurança do local.
Sasuke procurou Itachi com os olhos e o viu numa roda de amigos provavelmente do trabalho rindo muito. Madara conversava agora com o Sr. Sandaine, Minato e Hidan e embora claramente falassem de coisas profissionais, o clima estava bem ameno, diferente do que cercava as pessoas ao seu redor.
A organizadora do evento veio falar com Minato e após trocar algumas palavras, ele pediu licença a Madara e Hidan e solicitou ao tio para acompanhá-lo, pois seria servido o jantar em meia hora e antes dele, o Sr. Sandaine diria algumas palavras.
Assim que os líderes da Konoha saíram, Hidan suspirou e pediu licença a Madara alegando precisar de uma bebida e saiu sem nem ao menos lhe dar chance de resposta.
Itachi assistiu a cena e seu coração doeu mais uma vez.
— Eu já volto pessoas! — disse saindo rapidamente de perto dos amigos e caminhando até Madara que permanecia parado no mesmo lugar olhando para o nada.
— Fale com ele... — disse suavemente, tocando o ombro de Madara e sentindo uma segurança que não sabia de onde vinha.
Madara o olhou interrogativamente.
— Eu sei Madara. Sei quem é o Hidan, sei o quanto ele é importante para você e entendo o quão difícil deve estar sendo conciliar tudo isso. — disse num fôlego só – E sei que minha insegurança e ciúmes com relação a ele devem ter sido um imenso empecilho para você conversar comigo sobre isso e peço desculpas.
Madara olhou no fundo dos olhos de Itachi e tudo o que achou foi paz ali. Itachi dizia tudo aquilo de coração.
— Eu não sei o que aconteceu com vocês, por que estão estranhos, mas, por favor, não se percam por minha causa! Não deixe isso acontecer, vá falar com ele.
Madara fechou os olhos e sorriu de leve. Um peso gigante abandonando seus ombros com as palavras de Itachi.
— Bom Deus... Eu amo tanto você! — disse numa voz profundamente emocionada — Obrigado...
Sem pensar direito no que fazia, aproveitando estarem num canto esquecido do salão, Itachi se aproximou rapidamente e selou os lábios de Madara que arregalou os olhos e recuou olhando em volta preocupado.
— Eu não ligo. Não mais. — disse ante a reação do mais velho — Agora vai... E diga a ele que eu adoraria saber mais sobre a lição de vida que é a história de amor dele.
Madara o puxou e o abraçou forte, sendo retribuído na mesma intensidade e então o deixou indo em busca de Hidan.
O coração de Itachi batia descompassado, mas feliz. Fizera o certo. Hidan era importante para Madara como Minato era para si e se queria o amigo na sua vida, tinha de deixar de ser criança e aceitar Hidan fortemente presente na vida do homem que amava até por que, Hidan estava lá por ele antes mesmo de ter nascido.
Itachi respirou fundo e fechou os olhos tentando se acalmar. Quando conseguiu se sentir mais como ele mesmo, voltou para perto de seus amigos da Akatsuki. Ao parar ao lado de Nagato, este segurou seus dedos e os apertou.
Itachi travou por um instante, mas logo entendeu. Nagato tinha acompanhado tudo na sua discrição eterna e estava lhe parabenizando por sua maturidade. Apertou a mão dele de volta agradecido e preocupado. Se Nagato tinha visto, será que mais alguém também tinha?
Sasuke tentava com muito custo manter-se impassível perante a tediosa conversa de seu pai, ao mesmo tempo rezando para que ele não tivesse presenciado o beijo e o abraço de Itachi e Madara.
“Itachi e tio Madara... Eu nunca desconfiaria! Deus, que Fugaku não tenha presenciado!” — rezava silenciosamente.
Os Hyuugas estavam de costas para o local onde havia acontecido a cena, portanto Sasuke, Mikoto e Fugaku estavam praticamente de frente. Era Mikoto quem estava entre ele e Fugaku e embora se preocupasse com o choque que poderia ter sido a cena para sua mãe, ainda era a reação de Fugaku que o atormentava, mas aos poucos, com a conversa seguindo normalmente, Sasuke relaxou a este respeito.
Hidan estava esperando sua bebida quando Madara parou ao seu lado.
— Será que pode, por favor, parar de me evitar e conversar comigo?
— Não, não posso! Esperei você por semanas para conversarmos e você evitou esta conversa covardemente. Hoje eu simplesmente não estou no clima.
— Hidan, estou tentando consertar as coisas entre nós!
— Elas não precisariam ser consertadas se você não tivesse, pela primeira vez na vida, me decepcionado e sido covarde! — falou baixo virando para Madara olhando dentro de seus olhos.
— Fui covarde sim! Fui covarde porque tentei resolver as coisas sem ferir os dois homens que mais amo na minha vida!
Hidan ia argumentar assim que ouviu Madara admitir sua covardia, mas se calou ao ouvir o resto do desabafo. Olhou por um tempo para o nada e revirou os olhos negando com a cabeça.
— Vão servir o jantar em meia hora e sinceramente não quero perder o apetite.
— Itachi já sabe sobre você.
Hidan ficou sério e buscou Itachi com os olhos. Encontrou-o olhando para ele e Madara e presenciou um discreto e quase imperceptível aceno de cabeça do sobrinho do seu melhor amigo.
— Lá fora então... — declarou Hidan e pegou o celular do bolso digitando rapidamente uma mensagem.
Itachi comprimiu os lábios e se assustou quando seu celular vibrou. Pegou-o rapidamente e leu a mensagem de Hidan:
CHEGA DE CONVERSAS SEPARADAS.
VENHA ATÉ O TERRAÇO POR FAVOR.
Itachi respirou fundo e engoliu seco.
— Está tudo bem? — perguntou Nagato atento.
— Não tenho certeza. Volto já.
Itachi saiu para o terraço onde esteve mais cedo conversando com Sasuke e encontrou Madara e Hidan discutindo.
— Não tem necessidade.
— É lógico que tem.
— Hidan...
— Estou aqui... – disse Itachi fechando as postas duplas isolando-os no local.
— O que você sabe sobre nós Itachi? — perguntou Hidan imediatamente.
Itachi olhou para Madara um tanto acuado e franziu o cenho tentando lembrar-se da conversa com Madara e sua mãe.
— Madara me falou de você como um grande e querido amigo que cresceu com ele e com quem mantinha um relacionamento mais íntimo, mas em momento algum citou seu nome. — começou — Ele me explicou que por envolver você, que sempre foi tão especial, não achava correto contar mais detalhes sem sua autorização e eu concordei.
— E o que mais?
— Eu sentia ciúmes de você sem saber que era você. Não sei se consegui explicar... — comentou nervosamente e continuou quando Hidan concordou com a cabeça — E eu tenho certeza de que minha insegurança e ciúmes devem ter dificultado muito as coisas para Madara por que...
— Eu tive medo que se criasse uma situação constrangedora entre vocês já que trabalhamos todos juntos por que Itachi sempre admirou e gostou de você Hidan. Eu queria primeiro que ele entendesse o que estava acontecendo entre nós e confiasse no que sentíamos um pelo outro para então contar.
— Eu sei disso. Foi o que me falou que ia fazer, mas aí você simplesmente começou a se afastar de mim e eu fiquei sem saber o que estava acontecendo na sua vida...
— Depois do meu aniversário as coisas... Começaram a acontecer muito rápido... Não sei explicar Hidan. Acho que quando Madara me contou que era bissexual, a venda que cobria meus olhos caiu e eu pude enxergar que estava apaixonado por ele. Mas... Até realmente nos entendermos...
— Vocês são tio e sobrinho em primeiro grau... Homens... Tem grande diferença de idade. Eu sei o quanto isso pode ser perturbador. Madara demorou para aceitar o que estava sentindo por você por todos estes motivos. — falou olhando para o amigo agora com menos hostilidade e mais compreensão — Eu sempre o incentivei a conversar com você, Itachi. Madara definiu que seria apenas quando fizesse dezoito anos para não influenciar você de forma alguma, ainda mais por tudo que você já havia passado e pela forma que você o via em função disso.
— Eu sei disso... Ele me contou. – confidenciou Itachi olhando o tio com carinho.
— Itachi... – chamou Madara sentindo uma coisa ruim sobre o desfecho daquela conversa.
— Não Madara... Deixe-me terminar. – pediu Itachi sério. Também queria, ou melhor, precisava terminar com aquela situação entre os três.
— Eu saí com minha mãe uma tarde e fomos almoçar juntos... Começamos a conversar e ela me contou algo que me fez somar um mais um... Contou-me sobre a perda do seu marido. Madara havia me contado sobre isso não relacionado a você Hidan.
— Tanto tempo assim que sabe? — perguntou Madara surpreso — E por que não me disse nada Itachi?
— Por que eu entendi que era algo muito pessoal e decidi esperar você achar que era hora de me contar, assim como fez sobre sua sexualidade. Só que eu passei a ver vocês juntos com outros olhos... — disse com um sorriso triste — Eu realmente comecei a achar que eu estava me metendo em algo especial e que vocês tinham nascido um para o outro.
Hidan riu e olhou para Madara.
— Não, não nascemos. Não desta forma. Itachi eu e Madara nos amamos sim, mas como amigos. Nunca existiu um amor romântico entre nós.
— Eu sei disso agora Hidan. Sei disso graças ao Minato.
— Minato? — perguntou Hidan surpreso.
— Minato foi um presente na minha vida. Eu adoro o Nagato de coração, mas sei lá... Existiu um vínculo imediato entre eu e o Minato que aos poucos foi me ajudando a entender o que existia entre você e Madara.
— Quem diria... —disse Hidan com um sorrisinho bobo.
— Minato acabou sendo um anjo em nossas vidas. — falou Madara olhando para Itachi — Eu morria de ciúmes dele no início, ele notou e conversou com Itachi. Se não fosse por ele, nosso relacionamento não teria acontecido. Só que foi como você disse: A partir do momento que eu conversasse com você...
— Tudo se tornaria real e você teria que me deixar de uma vez por todas. —completou Hidan com um olhar triste — Madara... Fui eu quem notou que você estava apaixonado pelo Itachi. Eu quem te ajudou a aceitar esse amor e quem vem ouvindo você sofrer por medo de perdê-lo. Acha que eu não sabia desde o começo que uma hora nós teríamos de acabar com isso? Acha que mesmo que não tivesse o Itachi, eu prenderia você para sempre a mim porque perdi o homem que eu ainda amo?
As lágrimas venceram Madara e escorreram por seus olhos livremente.
— Você já perdeu demais nessa vida meu amigo. — falou num fio de voz.
— Mas eu não vou perder você! — falou Hidan se aproximando e secando suas lágrimas — Madara o que aconteceu fisicamente entre nós foi maravilhoso e me ajudou sim a me sentir amado e vivo quando eu mais precisei, mas o mais bonito e imutável sobre nós é que somos amigos!
— E eu não quero que isso mude por minha causa nunca! — falou Itachi se aproximando — Hidan desculpa eu ter criado uma situação tão confusa. – pediu humilde — E desculpa também Madara por eu ter dificultado tudo ainda mais para você.
Hidan sorriu, segurou nas laterais do rosto de Itachi e lhe deu um beijo na testa.
— Eu estou feliz demais por você! — olhou para Madara e estendeu a mão para ele que quando a segurou, foi suavemente puxado — Por vocês dois. E eu quero que vocês sejam muito felizes. EU estarei feliz em ver vocês juntos e vivendo esse amor tão lindo.
— E eu devia chamar a polícia e mandar prender vocês por terem desviado meu filho! — esbravejou Fugaku escandalosamente abrindo as portas.
Madara se colocou à frente de Itachi e Hidan com um ar completamente mortal exalando dos poros.
— Isso não é assunto seu Fugaku! — falou autoritariamente.
— Quem diria Madara! Você uma bicha louca! Que seu sócio dava o rabo eu sabia desde sempre, mas até então...
— Não vai falar assim do Hidan e sair impune Fugaku eu estou avisando! — avisou caminhando em direção ao outro tomado pela ira.
— Madara não! — falou Hidan puxando o amigo — Não entra no jogo dele!
— Cala a boca sua bicha mundana! Seres como vocês deveriam ser torturados até aprenderem a serem homens! E eu vou processar você por ter aliciado meu filho seu...
— Eu não fui aliciado! — respondeu Itachi saindo de trás de Madara e Hidan — Eu quis! Eu amo o Madara! Amo!
— O tabefe que eu te dei quando te expulsei de casa foi pouco moleque! Eu devia ter te arrebentado na porrada!
— Nem em sonho você vai encostar a mão no Itachi novamente Fugaku. — Madara se soltou de Hidan e avançou em direção de Fugaku, mas Hidan voltou a segurá-lo com muito custo agora abraçando forte e Itachi entrou na frente.
— Que diferença faz para você Fugaku? — perguntou Itachi furioso — Você me bateu, me expulsou de casa e me deserdou quando eu tinha quinze anos e agora você resolveu me declarar como morto!
— Antes eu tivesse te matado ao invés de ter te expulsado de casa! Ao menos você não teria aprendido a ser a puta do seu tio!
— Já chega Fugaku!
Fugaku, Madara, Hidan e Itachi se viraram ao ouvir a voz do Sr. Sandaime soar como um trovão. O presidente da Konoha estava com o olhar severo e Minato ao seu lado estava de braços cruzados e olhar sério.
— Por favor, Sr. Sandaime, não se envolva nesse lixo. Infelizmente isso é assunto da minha família que só me traz vergonha. — declarou teatralmente.
— Lixo? O único lixo que estou vendo aqui é você Fugaku. — falou o senhor com cara de nojo — Como pode bater em seu filho e expulsá-lo de casa? Como tem coragem de sair por aí declarando-o morto!
— Sr. Sandaine o senhor não conhece toda a história! — defendeu-se Fugaku.
— E qual é? Que você preferiria ter matado seu filho? Que espécie de pai é você?
— Um pai que tem princípios! Um pai que ensinou sempre aos seus filhos a...
— A competirem entre si! — comentou Sasuke chegando com a mãe calmamente — Um pai que sempre colocou a empresa em primeiro lugar, que sempre deu valor a aparências. Um pai que tratou a mãe dos seus filhos como lixo na frente deles e que sempre rejeitou o segundo filho porque nasceu como segundo filho e nunca aceitou isso.
— Sasuke? Que diabos está fazendo? Foi você quem causou a expulsão do seu irmão.
— Sim, fui eu. Levado por um imenso desespero de ser reconhecido por você! Eu tirei o Itachi do meu caminho assim como você tirou o tio Madara do seu caminho levando o vovô a desconfiar do caráter dele. Esqueceu que me contou com detalhes pouco antes deu tomar aquela atitude baixa há três anos? Em quem acha que me inspirei?
— Cala essa boca moleque! Você ainda vive debaixo do mesmo teto que eu!
— E vai fazer o que? Expulsá-lo e deserdá-lo como vez com Itachi?
— Ninguém está pedindo sua opinião Madara!
— Senhores, por favor! Aqui não é hora e nem lugar para estas discussões! — pronunciou-se Mikoto com os olhos cheios de lágrimas — Por que você sempre faz isso? Você foi chamado para estar ao lado do Sr. Sandaime no discurso que antecederia o jantar! Não podia estar feliz por isso e deixar os outros em paz?
— Ora cala a boca sua fraca! Você viu seu filho se esfregando em pleno salão com este desavergonhado do Madara! Acha mesmo que eu subiria em palco ao lado deste verme!
— Então tudo isso foi para o que exatamente Fugaku? — perguntou Madara estreitando os olhos — Para me chantagear?
— Para te dizer que se subisse naquele palco eu ia contar para todo mundo que você anda comendo seu próprio sobrinho! Você ia perder tudo o que acha que tem na vida, inclusive aquela empresinha de fundo de quintal.
— Vá em frente! — falou Madara com tranquilidade.
— Como? — perguntou Fugaku surpreso.
— Acha que tenho medo de que o mundo saiba o que sinto pelo Itachi?
— Pra quem armou aquela ceninha escrota de pai e filho...
— Não foi ele. — falou Itachi — E eu falei a verdade, Madara foi sim meu pai. Foi o pai que você não foi quando me expulsou de casa.
— É isso que você espera de um pai? Que trepe com você?
Madara se soltou nesse momento e agarrou Fugaku pelo colarinho socando-o sem dó na parede e preparando-se para soca-lo como sempre sentiu vontade.
— Madara já chega. Solte o Fugaku. — pediu o Sr. Sandaime.
— Minhas desculpas Sr. Sandaime, mas eu não tenho sangue de barata!
— Estou vendo que não Madara, mas estou pedindo que solte-o.
Com um tranco Madara soltou Fugaku que ajeitou seu smoking como se não tivesse acontecido nada e um ar vitorioso no rosto.
— Eu não entendo completamente o que está acontecendo aqui, mas já ouvi o suficiente para saber que está agindo de forma grotesca Fugaku.
— Sr. Sandaime...
— Eu estou falando Fugaku. Demonstre algum respeito, por favor!
— Minhas desculpas Sr. Sandaime.
— Eu sou de uma época onde quase não se ouvia falar de homens se relacionando com homens e mulheres se relacionando com mulheres, mas o preconceito já existia. Na minha época o alvo principal de preconceitos eram as mulheres. Não podiam dirigir nem votar... Eram inferiores a nós homens.
O Sr. Sandaime olhou com respeito para Mikoto que era abraçada por um protetor Sasuke.
— Eu nunca entendi isso. Acho que mulheres possuem qualidades que nós homens não temos e diferente delas — que cada dia estão se mostrando mais aptas a realizarem trabalhos ditos masculinos com grandeza e perfeição, não somos capazes de ter sua doçura e capacidade de perdão e superação de perdas. Mas os gays milagrosamente possuem uma capacidade de amar e se doar a tudo que fazem que se aproxima muito da capacidade feminina e eu admiro isso.
— Não pode estar falando sério! — comentou Fugaku olhando horrorizado para o Sr. Sandaime.
— Sem contar que eu tenho vários funcionários gays que são um exemplo dentro da empresa. São pessoas generosas e inteligentes, que realmente se doam e se dedicam ao que fazem porque não escolhem suas profissões por dinheiro e sim por afinidade com a profissão. Trabalham mais felizes, criam com mais espontaneidade.
— O preconceito nos faz ter necessidade de nos provar! De sermos os melhores no que fazemos para conseguirmos profissionalmente a segurança que emocionalmente nos negam por nos relacionarmos de maneira diferente do que é aceitável na sociedade. – declarou Hidan triste.
— Eu lamento que seja assim. Mas no fim, graças a pessoas como Fugaku, vocês provam diariamente que são dignos e que merecem ser reconhecidos.
— O que exatamente isso quer dizer? — questionou Fugaku estreitando os olhos.
— Que enquanto estiver na minha festa e trabalhando na minha empresa, você e seus funcionários tratarão todos igualmente e se eu for informado de qualquer tipo de discriminação dentro da minha empresa, você e sua equipe serão convidados a se retirar da dela e o contrato será cancelado sem ônus algum para a Konoha e acredite em mim, tenho advogados bons o suficiente para isso.
— Mas Sr. Sandaime eu...
— O jantar será servido em breve e eu tenho um discurso a fazer então eu gostaria que voltássemos para o salão reservado a esta finalidade e gostaria que você educadamente partilhasse do palco comigo e com Madara.
— Eu sinto muito, mas...
— Se sua resposta for negativa esteja certo que tomarei isso como uma impossibilidade de mantermos nossos negócios e pedirei a Minato que entre imediatamente em contato com nossos advogados para efetuarmos o cancelamento do contrato com a cobrança de uma multa pesada para Uchiha.
Fugaku piscou seguidas vezes e respirando fundo ajeitou o Smoking e vestiu sua melhor máscara de grande empresário.
— Perfeito. Você ficará ao meu lado esquerdo. Madara quero você ao meu lado direito. — disse o Sr. Sandaime se arrumando também.
— Hidan, poderia ficar ao meu lado e da organizadora da festa? — Pediu Minato olhando-o com uma emoção que deixou Hidan sem graça.
— Eu?
— Eu faço questão.
— Se é assim... — disse se aproximando de Minato e sendo recompensado por um sorriso incrivelmente adorável.
— Sr. Sandaime eu lamento muito esta situação. — desculpou-se Madara — Eu gostaria de uma chance de esclarecer tudo, inclusive meu relacionamento com Itachi.
O idoso senhor olhou criticamente para Madara por algum tempo e então para Itachi. Desviou rapidamente o olhar para o neto que acenou positivamente com a cabeça.
— Meu neto soube por Hidan que você cozinha peixes maravilhosamente bem.
— Bom, nunca mandei ninguém para o hospital por intoxicação alimentar.
A esta afirmação o Sr. Sandaime relaxou sua expressão severa e sorriu minimamente.
— Então conversaremos em campo neutro, na casa de Minato, sentados a mesa apreciando um bom peixe assado.
Madara sorriu tranquilo e concordou com a cabeça.
— Escolha a data e tenha um dejejum leve neste dia!
O dono da Konoha concordou com a cabeça e deu passagem para Madara, Itachi, Minato, Hidan e Fugaku. Quando Sasuke ia passando com a mãe os parou.
— Ainda conversaremos melhor Senhora Uchiha, mas tenha certeza de que tem minha simpatia e meu apoio para o que precisar. — declarou o Sr. Sandaime com uma mesura educada.
O discurso foi maravilhoso e o jantar um sucesso, como toda a festa após o mesmo, sendo fechada com chave de ouro com uma pista de dança onde tocou todo tipo de música.
Logo após o jantar Fugaku alegou indisposição e foi embora sozinho, deixando Mikoto e Sasuke para trás, avisando-os apenas por um recado escrito que se virassem para ir embora.
Madara achou perigoso que eles voltassem para casa e enfrentassem a ira de Fugaku e ofereceu sua casa para passarem a noite. Até porque devia uma explicação à sua abalada cunhada que confiara seu amado filho aos seus cuidados.
Fale com o autor