Notas iniciais
Olá queridas e queridos! Eu desejo de coração que todos tenham uma semana brilhante e para tentar humildemente contribuir para que seja ainda melhor, trago mais um capítulo fresquinho para vocês! Como sempre, errinhos meus e do corretor ortográfico que não os notou quando usei! Boa leitura!

No sábado conversaram sobre o ocorrido ainda na cama e decidiram que Itachi seria um parente distante. O nome Uchiha e a semelhança entre eles não deixava margem para inventar algo muito diferente. Aliás, não entendiam como nem Minato e nem o Sr. Sandaime não haviam questionado isso e ficaram aliviados que não tivesse acontecido.

Perderam horas embolados entre os lençóis namorando e só quando a fome apertou levantaram, voltando para a cama logo depois. No domingo caminharam no bosque e depois curtiram uma boa sauna. A tarde resolveram ir numa exposição de Mitologia Nórdica que estava na cidade e aproveitaram para jantar fora.

As semanas foram passando mais tranquilas. Fugaku enviou seu braço direito e Diretor Administrativo Hiashi Hyuuga para representa-lo e cuidar diretamente de todo o projeto e possíveis modificações com o Sr. Sandaime e Madara e não apareceu mais sob a desculpa de precisar fazer uma viagem urgente.

O trabalho da equipe da Akatsuki estava indo tão bem que estavam até com o Cronograma adiantado. As alterações propostas por Madara depois de uma avaliação geral da equipe tinham realmente sido eficazes.

Itachi e Minato estavam bastante amigos e Naruto adorava o “tio Itachi” de todo coração. Isso ainda assustava Madara, mas o relacionamento deles estava tão gostoso que não havia brecha para inseguranças.

Era uma sexta-feira e Minato e Itachi estavam no parque de diversão do Shopping assistindo Naruto bater com determinação nos jacarés de saíam da lagoa. Os dois estavam ao lado, fazendo arremessos numa cesta de basquete que afastava e aproximava dificultando os acertos.

– Em breve o trabalho de vocês vai acabar... – comentou Minato conformado.

– Sim... O projeto está caminhando muito bem; melhor que o esperado! – confirmou Itachi.

– A empresa quando investe numa boa equipe gera bons resultados.

– Há! – comemorou Itachi fazendo uma cesta no último segundo e ganhando de Minato por dois pontos – Sem dúvida! Madara e Hidan são criteriosos nisso.

– Pai! Bati em dois jacarés a mais que da outra vez! – contou Naruto feliz!

– Isso é ótimo filho! Parabéns! Quer ir de novo?

– Dá tempo?

– Dá sim! Mas esta é a última vez certo?

Naruto concordou com a cabeça e sorriu para Itachi que retribuiu o sorriso e lhe desejou boa sorte.

Minato passou o cartão liberando os créditos e desta vez ficaram apenas assistindo a criança brincar.

– Vamos sentir sua falta. – confessou Minato num sussurro.

– Não, não vão. Não vou sumir, eu prometo!

Minto respirou fundo e concordou com a cabeça.

– Itachi... Somos amigos não é?

– Claro que sim! Por quê?

– Eu só queria que soubesse que sinto muito pelo que passou com Fugaku e que fico feliz que tenha encontrado em Madara um porto seguro.

Itachi olhou de canto de olho para ele e mordeu de leve a boca.

– Sabia que somaria um mais um. Só não imaginei que demoraria tanto. – comentou sem tentar se explicar. Não era preciso.

– Não demorei. Só não achei que era bom ficar martelando isso na época até porque nem tínhamos tanta intimidade assim. Nem sobre isso e nem sobre você e Madara.

Itachi sentiu o coração disparar.

– Como assim?

Minato ficou calado pensando na melhor forma de abordar aquilo.

– Ele pode ter sido um pai para você quando o adotou, mas é bem mais que isso agora, não é mesmo?

Itachi respirou profundamente e franziu as sobrancelhas sem saber como responder.

– Está tudo bem. Não mandamos no coração Itachi.

– Madara é meu tio em primeiro grau. É irmão de Fugaku. Sempre fomos muito próximos, mesmo com todos os problemas que eles sempre tiveram.

– Desculpe a sinceridade, mas Fugaku é intragável!

Itachi foi obrigado a rir do comentário de Minato que acabou rindo também.

– É sério! Como ele e Madara podem ser irmãos?

– Fugaku é uma versão mais nova do meu avô. Rígido, intolerante, interesseiro... Madara não puxou nem a ele e nem a minha avó que vivia de aparências e status. Não sei como ele saiu tão incrível.

– Certamente tinha discernimento suficiente para não querer ser como eles. Assim como você.

– Minha mãe é uma mulher doce e maravilhosa. Aguentou muita coisa em nome dos filhos.

– Você tem irmãos?

– Um irmão caçula. O propulsor da minha expulsão de casa.

Minato assoviou e fez uma careta.

– Não é como está pensando. Sasuke só queria o amor do nosso pai. Fugaku só tinha olhos para mim e rejeitava meu irmão. Ele conseguiu que eu fosse expulso de casa, mas felizmente já notou que não valeu à pena.

– Espero que possam se reconciliar um dia.

– Não sei se vale à pena.

– Por causa de seu relacionamento com Madara?

Itachi concordou com a cabeça colocando a franja atrás da orelha.

– Não me importo com o resto do mundo e na verdade nem com eles. Mas minha estúpida família vai causar um tsunami na vida de Madara mesmo não tendo este direito.

– Significa que guardarão um amor tão bonito em segredo para sempre por causa de pessoas omissas que não fizeram coisa alguma para evitar seu injusto destino no passado? Pessoas hipócritas que acharão que podem dar palpite na sua vida sendo que estiveram ausentes todos estes anos embora profundamente gratas pela generosidade de Madara por tudo o que ele fez, mas que não podem abençoar uma união honesta causada por esta mesma situação gerada por eles? Eles valem isso?

Itachi arregalou os olhos e os fechou em seguida. Minato estava certo. O quão cômodo não era agora que estava independente e bem resolvido as pessoas resolverem se reaproximar de si? E ainda assim estava cogitando sacrificar seu amor por eles? Não tinha por que ter medo e se esconder. O amor deles era puro e especial e quem realmente quisesse permanecer em sua vida, teria de aceitar que viveria toda ela ao lado de Madara e ponto final.

Abriu um sorriso luminoso e segurou a mão de Minato.

– Obrigado...

Minato sorriu e apertou os dedos dele.

– Só diga ao Madara que diferente do que ele pensa, eu não estou interessado em você como homem.

Itachi até engasgou e começou a rir em seguida.

– De onde tirou isso?

Minato riu de lado e negou com a cabeça.

– Então não notou?

Itachi ficou sério olhando fixamente para Minato que suspirou.

– Você não notou, mas no dia que conheceu Naruto ele ficou nos observando interagir com meu pequeno e posso jurar que ele estava bastante abatido.

– Madara enlouqueceu! Só pode!

– Não, ele não enlouqueceu. Ele te ama, tem idade para ser seu pai e morre de medo de você se interessar por alguém mais novo.

– Mas eu o amo! Ele é minha vida Minato!

– Itachi se eu fosse agraciado com uma pessoa maravilhosa como você na minha vida e te amasse como ele obviamente te ama, mesmo tendo certeza o seu amor eu teria medo de te perder e ficaria preocupado quando um novo alguém se aproximasse. Não o culpe, tente se colocar no lugar dele e o ame cada vez mais. Apenas isso!

Se colocar no lugar dele... Nem era tão difícil afinal! Essa recente insegurança de Madara residia em seu coração há bastante tempo por causa de Hidan não é mesmo? Então sim, entendia os sentimentos dele e... Olhando bem para Minato, entendia a amizade que unia aqueles dois. Talvez em outra circunstância, outra vida quem sabe, ele e Minato poderiam ser como eles. Poderiam nutrir carinho e confiança suficientes um pelo outro para desenvolver algo semelhante. Algo que os acalentasse quando a solidão batesse, quando o vazio aumentasse... Até aparecer a pessoa certa.

Abraçou Minato com força. Aliviado e em paz por finalmente ter compreendido o tipo de laço que unia Madara e Hidan. Sem a amizade daquele homem tão especial definitivamente não seria possível!

– Pode me fazer um favor? – pediu Itachi encerrando o abraço.

– Qualquer um... – respondeu Minato sentindo que havia tirado um peso das costas de Itachi e muito feliz por isso.

– Eu preciso resolver umas coisas pessoais hoje a tarde e queria fazer acesso remoto ao sistema... Importa-se?

– Claro que não! Passe-me o usuário e senha que faço o log on para você no computador em que está trabalhando.

– Obrigado Minato...

– Pára de agradecer e vá ser feliz rapaz! A vida acaba muito rápido para perder tempo sentindo medo de buscar o que é importante para você! Quebre regras, corra riscos... É sua vida Itachi e ninguém vai lhe ceder alguns anos a mais de suas próprias vidas quando você perceber que perdeu um tempo precioso se preocupando com coisas que eram tabus para os outros e não para você mesmo!

– Não vou me esquecer disso! – disse bagunçando o cabelo de Naruto que enfim encerrara o jogo.

No estacionamento do Shopping se separaram. Minato foi levar Naruto para casa de Gaara, seu amiguinho do colégio com que passaria a tarde e Itachi pegou um taxi indo para casa. Provaria a Madara naquela noite que era dele e só dele... Para sempre!

Madara já conseguia ver as luzes acesas de sua casa na curva e respirou aliviado por isso. Itachi tinha lhe garantido que não havia acontecido nada demais, mas o fato dele lhe ligar depois de almoçar com Minato e Naruto e lhe pedir autorização para trabalhar de casa foi bem estranho.

Foi conversar pessoalmente com Minato e este lhe garantiu que estava tudo bem e nada de anormal havia acontecido no almoço. Itachi apenas lhe disse que precisava resolver alguns assuntos pessoais, mas que conseguiria fazer acesso remoto. E o sorriso tranquilo dele não lhe deixou margem para dúvida de que o que quer que tenha acontecido, não estava relacionado a ele Minato de forma alguma.

Quando finalmente a casa surgiu notou que poucas luzes estavam acesas no andar inferior. Apenas o abajur da sala para ser exato, mas no andar da piscina, havia alguma luminosidade.

Estacionou o carro e entrou pelo acesso interno, saindo no corredor entre a cozinha e a sala de jantar. Olhou em volta procurando Itachi, mas não viu qualquer sinal dele então deixou suas coisas sobre a mesa de jantar e começou a subir para o andar seguinte.

– Itachi? Está em casa? – chamou chegando ao andar dos quartos.

Itachi saiu de seu quarto vestindo um roupão branco aparentemente com o peito nú e de calça cumprida também branca.

– Estou aqui. Estava preparando um banho para você. – respondeu sereno com um charmoso contentamento nos olhos.

Madara o abraçou forte e o beijo sem pressa finalmente sentindo toda a tensão ir embora.

– Você está bem? – perguntou para se certificar.

– Estou ótimo! E você? Como foi seu dia?

– Minha tarde foi uma tortura... Queria largar tudo e vir para casa ver como você estava!

– Ainda bem que não o fez! Ia perder seu dia à toa. Disse que não tinha nada errado. – comentou soltando a gravata do tio dando de ombros relaxadamente.

– O que te deu então para querer ficar em casa?

– Vai descobrir já, já... Mas antes vá tomar um banho e relaxe. Eu estou ótimo. Desculpe ter preocupado você.

Madara respirou fundo e soltou o ar pausadamente. Concordou com a cabeça e seguiu para seu quarto dando mais um beijo na boca de Itachi antes de fazê-lo.

Itachi subiu para o andar da piscina. Havia uma grande hidromassagem na parte interna do ambiente que podia ser fechado por portas de vidro evitando que o frio entrasse. Tinha fechado as mesmas e deixado a sauna ligada por bastante tempo com óleos aromáticos para aquecer o lugar e deixar levemente enevoado e perfumado. Lanternas decorativas confeccionadas em vidro e latão em tamanhos variados estavam posicionadas nos cantos das paredes para trazer alguma luminosidade ao local sem quebrar a magia da noite estrelada lá fora.

As espreguiçadeiras estavam posicionadas de forma que fosse possível apreciar a noite e ficar perto de uma mesa baixa onde Itachi caprichosamente havia preparado uma deliciosa degustação de carpaccios do tradicional, de salmão, de berinjela e um de fruta a qual foi escolhida o figo, cada um com seu molho próprio para acompanhar e também pão sírio, torrada e pão italiano. Um balde de gelo mantinha na temperatura ideal o vinho frisante tinto.

Um CD de clássicos do rock em suas versões instrumentais como Stairway To Heaven do Led Zeppelin e How Can I Go On do Freddie Mercury tocava um volume agradavelmente relaxante.

Itachi olhou em volta vendo se faltava algo e se sentindo satisfeito, foi abrir o vinho e servir as taças. Madara já deveria estar subindo.

Quando o mais velho chegou ao final da escada piscou algumas vezes completamente surpreso pelo ambiente que o aguardava. Itachi servia duas taças entretido com o que fazia e logicamente embalado pela melodia que tocava. Seu coração deu um salto mortal dentro do peito ao entender que ele havia se desdobrado para trabalhar e preparar tudo aquilo para eles dois e por incrível que pareça se sentiu inseguro.

Itachi o notou e sorriu caminhando até ele com as taças nas mãos oferecendo-lhe uma assim que se aproximou. Brindaram e beberam um gole curto da saborosa bebida, sentindo as bolhas brincarem com suas línguas.

Itachi estava tremendo. Queria fazer aquilo, mas na realidade não se sentia pronto. Apenas... Precisava fazer algo para que Madara acreditasse neles de vez.

– Gostou da surpresa? – perguntou ansioso demais pelo olhar perscrutador de Madara.

– Como não gostar? Eu amei Itachi. Obrigado.

– Fico feliz. Está com fome?

Madara olhou em direção a mesa decorada de formas elegante e funcional e concordou com a cabeça. Itachi lhe pegou pela mão e o levou até as espreguiçadeiras e quando finalmente o mais velho pode visualizar os pratos, soltou uma exclamação surpresa e apreciativa já que adorava carpaccio. Itachi sorriu feliz. Acertara em suas escolhas até ali.

– Bom... Nós temos tradicional, salmão e berinjela nos pratos salgados e figo no doce... – comentou colocando o cabelo atrás da orelha tentando conter sua agitação.

– Itachi... Por quê? – perguntou notando que embora estivesse tudo perfeito, Itachi não soava natural.

– Precisa de um? – perguntou sem graça.

– Não precisa. – comentou tomando cuidado na escolha das próximas palavras — Mas na verdade... Nem precisava disso tudo embora eu esteja achando tudo maravilhoso.

Itachi mordeu a boca e riu nervoso. Deus como era imaturo! Não acreditava que estava entrando em pânico!

– Vem cá, senta aqui comigo... – convidou Madara lhe estendendo a mão e batendo ao seu lado na espreguiçadeira com a outra.

Itachi ficou parado olhando e pensando rapidamente. Talvez tivesse de apressar as coisas um pouco ou não conseguiria realizar seu objetivo.

Virou sua taça num gole só para tomar coragem e depositou na mesa.

– Você está certo. Tem um motivo realmente.

Dizendo isso Itachi abriu o roupão e o deixou escorregar pelos ombros revelando sua completa nudez.

– Eu quero que faça amor comigo Madara.

Madara prendeu a respiração e engoliu seco. Itachi era simplesmente divino aos seus olhos ainda mais assim nú e ouvi-lo pedir-lhe daquele jeito... Respirou fundo e se levantou e ao fazê-lo não pode deixar de notar um leve tremor percorrer o corpo do mais novo. Ansiedade, excitação ou insegurança? Os três?

Caminhando até ele, Madara acariciou seu rosto gentilmente e lhe deu um beijo suave nos lábios. Abaixou-se e pegou o roupão, cobrindo-o com o mesmo ajeitando-o sobre seus ombros.

Itachi quis morrer! Não era para Madara cobri-lo! O que estava errado? Tentou se afastar e se livrar da peça, mas Madara entrelaçou seus dedos das mãos com os dele para impedi-lo.

– Que tal conversarmos um pouco antes? – perguntou numa calma que estava longe de sentir. O que havia feito Itachi tomar tal atitude?

– Mas... Eu não...

Madara o fez sentar e se sentou à sua frente colocando o dedo sobre seus lábios.

– Não disse que não quero ou que não vai acontecer. Só quero entender o que o fez tomar esta decisão precipitada e não me diga que não é; está tremendo e não é de frustração.

Itachi baixou os olhos sem saber o que fazer. Estava dando tudo errado.

Madara notando seu desapontamento ergueu seu queixo e esfregou seu nariz no dele com carinho.

– Hey? Relaxa. Está comigo. Não quero que se sinta desconfortável. Até para rolar algo mais precisa estar relaxado e confiante meu amor. Que tal mais vinho?

Itachi concordou com a cabeça e acabou vestindo o roupão enquanto Madara lhe servia mais da bebida. Estava se sentindo um perfeito idiota agora.

– Aqui... – ofereceu Madara e ele aceitou bebendo um gole curto embora quisesse virar a taça toda.

– Agora que tal conversarmos? – sugeriu Madara sentando-se ao seu lado.

Itachi respirou fundo e soltou o ar realmente frustrado agora.

– Desculpe...

– Não se desculpe. Está tudo maravilho e teremos uma noite mágica independente do desfecho dela, eu prometo. Só quero que converse comigo para quebrar a tensão. A sua e a minha.

Itachi o olhou surpreso pela revelação Madara riu.

– Pensou que só você está nervoso? Garanto que não. Eu realmente não esperava nada disso e como estava preocupado... Bom, ainda preciso de um tempo.

Itachi riu de lado e bebericou o vinho olhando fixamente para uma das lanternas. Do nada começou a falar.

– Minato notou que você sente insegurança por causa da minha aproximação com ele. Pediu para lhe dizer para não se preocupar que ele não tem qualquer interesse por mim como homem.

Madara franziu as sobrancelhas surpreso pela declaração. Então o jovem Minato havia percebido hein? Que bom Madara...

– Não vou mentir. Eu realmente fiquei incomodado com a proximidade de vocês e de como você se encantou pelo pequeno Naruto.

– Por quê? – perguntou Itachi depois de tentar por algum tempo entender a razão do tio.

– Minato é bonito, jovem, adorável...Tem aquele filho fofo...

– É só meu amigo. Nunca o vi de outra forma.

– Eu sei disso...

– Não, não sabe. Ou não ficaria inseguro. Lembre-se que é você que vive querendo me jogar pro mundo; eu não tenho qualquer interesse no que tem lá fora.

Madara ficou calado pensando.

– Por isso resolveu se entregar para mim hoje? Para me provar que é só meu?

Itachi comprimiu os lábios e concordou com a cabeça.

– Itachi... — começou Madara sentindo-se demasiadamente tolo naquele momento.

– Nós demoramos tanto para chegar até aqui Madara. Eu para compreender, você para assumir... Não sei bem como você vê tudo isso, mas sabe? Para mim não começou quando me contou que é bissexual. Vem de antes. Comecei a me apaixonar por você nas pequenas coisas do dia a dia, do nosso dia a dia. De tudo o que poderia nos causar dúvidas, nosso amor um pelo outro não deveria estar inserido no meio.

– E não está Itachi. Eu nunca namorei assim, nunca amei assim. Nunca imaginei que me sentiria inseguro, mesmo sabendo que não há nada entre vocês. E não é ciúmes. É uma droga de uma sensação de que Minato e você foram feitos um para o outro.

Assim como por mais que eu não queira pensar nisso sempre que o vejo com Hidan penso o mesmo. Concluiu Itachi fechando os olhos. Foi trazido de volta pela voz carinhosa e preocupada de Madara.

– Eu sinto muito que isso o tenha levado a decidir num rompante algo para o qual não está pronto. Eu não imaginava que... Espera um pouco? Minato notou? Ele sabe sobre nós?

Itachi suspirou.

– Sabe. Da história toda e está ok com isso. Não vai comentar nada a respeito com ninguém. E não pretendia causar problemas também. Ele entende você. Só quis deixar claro que não precisa se preocupar com relação a ele.

Madara acenou afirmativamente com a cabeça e bebeu um gole de vinho. Confiava na palavra de Minato. Ele e Itachi tinham realmente criado um laço e certamente ele não trairia sua confiança.

Olhou para ele de canto de olho e notou sua tristeza.

– Está pronto para o que se propôs?

– Não sei. Neste momento não. Estou até com dor nos ombros para falar a verdade.

Madara sentiu o coração doer. Tinha estragado a noite programada por Itachi, mas não o deixaria fazer as coisas daquela forma.

Virou a taça e pegou a de Itachi já vazia de sua mão colocando sobre a mesa. Estendeu as mãos para ele e o puxou para cima desamarrando seu roupão.

– O que está fazendo? – perguntou impedindo-o de soltar a peça

– Uma hidro cheia, uma boa música... Não conheço nada melhor para tirar a tensão. Não vamos conseguir aproveitar esta noite esplêndida que programou se estiver travado.

– Mas eu pensei...

Madara o calou com um beijo gostoso que lhe fez gemer baixo.

– Eu não disse que não faríamos nada. Só disse queria conversar antes. Agora que conversamos, que tal relaxarmos e aproveitarmos nossa noite?

Itachi sorriu de leve e o abraçou.

– Des...

– Nem pensar! Está tudo bem... Nós estamos bem. Vamos apenas deixar tudo isso nos embalar e ver onde vai nos levar ok?

Itachi concordou e Madara beijou sua boca sem pressa. Aproveitou a música gostosa e começou a se mover com ele no ritmo enquanto soltava o roupão. Retirou a peça dele e o fez retirar a sua. Estava de calça apenas e tão logo se viu livre da peça maior, guiou as mãos do mais novo para terminar de lhe despir e a sensação das mãos de Itachi em seu corpo foi deliciosa.

Nús dançaram um pouco mais entre beijos e confissões baixinhas onde declaravam o quanto se amavam... Aproveitando o clima mais tranquilo, Madara o levou para a hidro onde começou a lhe massagear os ombros sensualmente, depositando beijos em seu pescoço e sugando os lóbulos de suas orelhas.

Talvez as coisas não acontecessem como Itachi planejara, mas não significava que não podiam acontecer...

Notas finais
E... O que vai acontecer agora?! Madara vai atender o pedido de Itachi? Quem se arrisca a dar um palpite? Espero quem quiser e puder dividir comigo suas impressões lá no nosso cantinho de reviews. Obrigada a todos por compartilharem seu precioso tempo comigo. Uma semana repleta das bençãos dos Anjos e dos Seres Elementares!